Afirmação foi feita pelo secretário Nésio Fernandes, após confirmação de sete casos nesta segunda-feira O secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, informou, em pronunciamento realizado nesta segunda-feira (9), que não há registro de óbitos relacionados à variante Delta no Estado, cuja circulação foi confirmada pelo Ministério da Saúde. “Trata-se da mesma doença, de uma variante mais transmissível, mas que encontra no Espírito Santo um avanço já muito importante da vacinação”, diz o secretário. Ao informar que não há mortes relacionadas à variante Delta, Nésio recordou que, “no entanto, temos quase 12 mil óbitos pelas demais variantes que circulam”. O gestor aconselhou a população capixaba a não deixar de lado a vacinação. “Chegando a sua oportunidade de vacinar, vacine-se com a primeira dose. Chegando o momento de aplicar a D2, aplique a segunda dose, que é fundamental para ter toda a proteção que é desenvolvida pela vacinação”, alertou. A confirmação dos sete casos da variante Delta, segundo Nésio, não é “elemento que possa subsidiar um passo atrás nas decisões tomadas até agora”. Ele defendeu “estratégias assertivas que diminuam o risco de transmissão”, como uso de máscara e outras regras contidas nos protocolos sanitários. “Não é momento para shows dançantes, aglomeração nas ruas. Essas aglomerações podem comprometer conquistas importantes dessa retomada”, destacou. A confirmação da circulação da variante Delta no Espírito Santo foi anunciada pelo governador Renato Casagrande em suas redes sociais, poucas horas depois de Nésio Fernandes informar que ainda não existia a confirmação, já que os resultados das análises permaneciam pendentes. Os municípios onde os casos foram registrados, porém, não foram divulgados. “Reforço a necessidade de mantermos os cuidados e os protocolos de prevenção, sobretudo, vacinar-se na primeira oportunidade com a D1 e a D2. Diante de qualquer sintoma, mesmo vacinado, procure um ponto de testagem”, destacou o governador. No início da tarde desta segunda-feira, o secretário havia informado que 228 amostras biológicas foram encaminhadas para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e que aguardava o resultado do sequenciamento. A variante Delta já é registrada nos demais estados do Sudeste, principalmente no Rio de Janeiro. O secretário também relatou que os meses de agosto e setembro serão de transição, podendo haver mais flexibilizações, por exemplo, em relação à liberação de eventos e no que diz respeito à mudança no esquema de rodízio nas escolas, mas que isso dependerá de questões como a descoberta de novas variantes no Espírito Santo. Ele recordou que, atualmente, a maioria das cidades capixabas está em risco baixo para Covid-19 e que, nessa situação, não há muitas limitações às atividades econômicas e sociais. Para ele, no atual contexto, “a responsabilidade recai mais sob os indivíduos, as instituições, os atores econômicos, do que sob o Estado”. Confirmados sete casos da variante Delta no Espírito Santo Anúncio foi feito pelo governador Renato Casagrande em suas redes sociais https://www.seculodiario.com.br/saude/confirmados-sete-casos-da-variante-delta-no-espirito-santo
Confirmados sete casos da variante Delta no Espírito Santo
Anúncio foi feito pelo governador Renato Casagrande em suas redes sociais Poucas horas depois de o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, informar que ainda não existia a confirmação da circulação da variante Delta no Espírito Santo, resultados de análises foram divulgados na noite desta segunda-feira (9) e anunciados pelo governador Renato Casagrande em suas redes sociais. O Ministério da Saúde informou a existência de sete casos da nova cepa no Estado. “Reforço a necessidade de mantermos os cuidados e os protocolos de prevenção, sobretudo, vacinar-se na primeira oportunidade com a D1 e a D2. Diante de qualquer sintoma, mesmo vacinado, procure um ponto de testagem”, destacou o governador. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) afirmou que ainda apura detalhes dos casos confirmados. No início da tarde desta segunda-feira, o secretário havia informado que 228 amostras biológicas foram encaminhadas para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e que aguardava o resultado do sequenciamento. A variante Delta já é registrada nos demais estados do Sudeste, principalmente, no Rio de Janeiro.Cenário atual Nésio também afirmou, nesta segunda, que diante da queda no número de casos, internações e óbitos, estaria mantida a previsão de que os meses de agosto e setembro serão de transição, podendo haver mais flexibilizações, por exemplo, em relação à liberação de eventos e no que diz respeito à mudança no esquema de rodízio nas escolas. Entretanto, afirma, isso depende da cobertura vacinal e do comportamento da pandemia, levando em consideração questões como a descoberta de novas variantes no Espírito Santo. Ele recordou que, atualmente, a maioria das cidades capixabas está em risco baixo para Covid-19 e que, nessa situação, não há muitas limitações às atividades econômicas e sociais. A principal forma de evitar o contágio da doença, como ressaltou, é por meio do cumprimento dos protocolos sanitários, como uso de máscara, álcool em gel e demais formas de proteção. Para ele, no atual contexto, “a responsabilidade recai mais sob os indivíduos, as instituições, os atores econômicos, do que sob o Estado”. O secretário anunciou que o Espírito Santo está no terceiro mês “de quedas robustas no número de casos internações e óbitos”, além de ter chegado ao número de 3 milhões de pessoas vacinadas. E, ainda, que no último final de semana, em toda a Grande Vitória, apenas um município solicitou leito para Covid-19 na central de vagas de regulação da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). O subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, destacou, porém, que isso não é motivo para deixar de lado os protocolos sanitários. “Notícias boas podem fazer com que as pessoas aglomerem e deixem de usar máscara, mas não é possível prever quando será possível retirar essas restrições”, disse
Circulação da variante Delta no Estado ainda não tem confirmação
Nésio Fernandes informou envio de análises para a Fiocruz, porém, sem previsão da divulgação dos resultados O secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, informou que ainda não há confirmação de circulação da variante Delta no Espírito Santo. Amostras biológicas – 228 ao todo – já foram encaminhadas para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e aguardam o resultado do sequenciamento, entretanto, não é possível saber quando o resultado será obtido. “Tem amostras que são liberadas em 30 dias e outras em nove meses”, apontou o gestor nesta segunda-feira (9). Na região Sudeste, o Estado é o único nessa situação, já que a Delta avança, principalmente, no Rio de Janeiro, mas também é registrada em São Paulo e Minas Gerais.Segundo Nésio, diante da queda no número de casos, internações e óbitos, está mantida a previsão de que os meses de agosto e setembro serão de transição, podendo haver mais flexibilizações, por exemplo, em relação à liberação de eventos e no que diz respeito à mudança no esquema de rodízio nas escolas. Isso vai depender da cobertura vacinal e do comportamento da pandemia, levando em consideração questões como a descoberta de novas variantes no Espírito Santo. A maioria das cidades capixabas está em risco baixo para Covid-19, como recordou o secretário, e nessa situação não há muitas limitações às atividades econômicas e sociais. Nesse cenário, afirma, a principal forma de evitar o contágio da doença é por meio do cumprimento dos protocolos sanitários, como uso de máscara, álcool em gel e demais formas de proteção. Para ele, no atual contexto, “a responsabilidade recai mais sob os indivíduos, as instituições, os atores econômicos, do que sob o Estado”. O secretário anunciou que o Espírito Santo está no terceiro mês “de quedas robustas no número de casos internações e óbitos”, além de ter chegado ao número de 3 milhões de pessoas vacinadas. Também informou que, nesse final de semana, em toda a Grande Vitória, apenas um município solicitou leito para Covid-19 na central de vagas de regulação da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). O subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, destacou, porém, que isso não é motivo para deixar de lado os protocolos sanitários. “Notícias boas podem fazer com as pessoas aglomerem e deixem de usar máscara, mas não é possível prever quando será possível retirar essas restrições”, destacou.
Vacinação de jovens a partir de 18 anos pode começar este mês no Espírito Santo
Expectativa considera a manutenção do envio de duas remessas de doses por semana pelo Ministério da Saúde A expectativa do governo do Estado, segundo anunciou nesta segunda-feira (9) o secretário de Saúde, Nésio Fernandes, é de que ainda neste mês tenha início a vacinação de pessoas a partir de 18 anos. Isso será possível caso seja mantido o envio de remessas de imunizantes estabelecido pelo Ministério da Saúde, que tem sido realizado duas vezes por semana. No que diz respeito aos grupos prioritários, Nésio afirmou que não será estabelecido mais nenhum. “Os grupos já se concretizaram e há ampla vacinação possibilitada pelas faixas etárias”, disse, destacando ainda que as pessoas devem tomar a segunda dose. “A vacina é importante para virarmos essa página triste do Brasil e do Espírito Santo, salvar vidas, retomar a economia”, destacou. Nésio também apresentou resultados do Projeto Viana Vacinada, um estudo científico que avalia a capacidade de meia dose da vacina Astrazeneca (Oxford/Fiocruz) reduzir o número de casos de Covid-19, realizado na cidade de Viana, na Grande Vitória. Até o momento, conforme divulgado na coletiva, 20,3 mil pessoas tomaram a primeira dose. Dessas, foi escolhida uma amostra de 600 para acompanhamento por meio de exames, mas cerca de 550 prosseguiram no experimento. Desse total, 88,3% desenvolveram anticorpos. Além disso, segundo Nésio, em junho, quando teve início o projeto, em Viana foram registrados 438 casos de Covid-19, sendo que em julho esse número caiu para 216. Outro dado apresentado foi o de óbitos. Em junho, 11 foram registrados em Viana, já em julho, sete. Porém, conforme informa o secretário, nenhum deles foi entre pessoas que participaram do Viana Vacinada. O prefeito de Viana, Wanderson Bueno (Pode), apontou que, com a realização da pesquisa, reduziu a procura pelos serviços de saúde do município por pessoas com sintomas de Covid-19. O subsecretário de Vigilância Sanitária em Saúde, Luiz Carlos Reblin, também falou nesta segunda-feira sobre os resultados no que diz respeito aos sintomas adversos leves, como inchaço, dor e vermelhidão. Entre as pessoas que tomaram uma dose, 84% tiveram essas reações. Com meia dose, no Viana Vacinada, o resultado foi praticamente o mesmo, 83%. Entretanto, a duração dos sintomas adversos leves é menor nas pessoas que tomaram somente meia dose. Samu e Saúde da Família O secretário apresentou dados de evolução do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Estratégia de Saúde da Família. De acordo com ele, em abril de 2019, o Estado tinha 660 equipes de Estratégia de Saúde da Família. Em julho de 2020, esse número aumentou para 940, um crescimento de 40% da cobertura. Ainda segundo Nésio, no início da gestão de Casagrande, apenas 18 municípios tinham cobertura do Samu, agora são 73. Os cinco que ainda não têm seriam atendidos por esse serviço até o fim de 2021, relata Nésio.
Sergio Majeski diz que ‘Jair Bolsonaro não pode fazer o que quer’
Deputado criticou o presidente no plenário da Assembleia e destacou que o Brasil não pode ter arremedos de ditadores “Um governo não pode fazer aquilo que ele quer que aconteça, mas aquilo que está previsto constitucionalmente e o que for acordado entre as instituições e a vontade do povo”. A afirmação é do deputado estadual Sergio Majeski (PSB), em pronunciamento nesta segunda-feira (9) na Assembleia Legislativa, no qual criticou o presidente Jair Bolsonaro e apontou: “Nós não podemos ter arremedos de Hugo Chaves no Brasil [governante da Venezuela já falecido, considerado ditador por alguns setores políticos], precisamos olhar para frente e cair na real”. O parlamentar chamou a atenção para a questão “inócua e sem sentido de voto impresso, que desestabiliza as instituições e os poderes, algo inacreditável e absurdo”. “A democracia é uma grande conquista do processo civilizatório, não é de forma nenhuma um sistema perfeito, tem que ser aperfeiçoada. Democracia não é algo que você chega a determinado ponto e está pronto e acabado. É algo em que a história evolui, vai se aperfeiçoando. Nem mesmo as democracias mais maduras, como as democracias europeias e norte-americanas, que têm muita coisa a melhorar. Até porque, a própria sociedade muda seus objetivos”, disse o deputado. Majeski acrescentou em seu discurso que, “no Brasil, temos pouco mais de 30 anos de democracia e, se a gente estudar a história, constataríamos que esse é um dos períodos mais longos de democracia, porque intercalamos a nossa história com períodos de ditadura e de democracia. Ela se sustenta através das instituições e do voto popular”. Para ele, as instituições e os três poderes foram constituídos “para que nenhum governante da República se autodetermine em pode fazer aquilo que ele bem entende” e enfatizou que o país vive um “momento muito complicado. Essa crise institucional instalada foi criada, sim, pelo próprio presidente a Republica e é algo muito preocupante, pois isso espanta investidores e impede que a gente se debruce em cima daqueles que são os grandes problemas da nação. Quem lá fora vai olhar para o Brasil e dizer, olha se o próprio presidente duvida das suas instituições, como podemos investir nesse país?”. O pronunciamento abordou ainda os 560 mil mortos pela Covid, 14 milhões de desempregados, e a economia em frangalhos: “Nós temos duas reformas importantes, gigantescas no Congresso, em que o Executivo Legislativo e a sociedade deveriam estar debruçada para que saíssem a melhor possível, que são a reforma Tributária e a Administrativa. Deveria haver uma união entre poderes e instituições, a União e os estados para tenta criar oportunidades e o que fazer para recuperar a economia e os empregos nesta nação; o que fazer para retornar crianças e adolescentes todos nas escolas, e isso é o que nos interessa. O resto é apenas o resto, para criar confusão”. Sergio Masjeski ressaltou, “abismado”, que está previsto para ir a plenário, na Câmara dos Deputados, a votação do voto impresso, nesta quarta-feira (11), mesmo dia em que foi anunciado um desfile de tanques de guerra em Brasília. “O que isso significa? Nós não podemos ter arremedos de Hugos Chaves no Brasil. Precisamos olhar para frente e cair na real. Esse país tem 220 milhões de habitantes e todos ávidos por soluções para os problemas, que são graves, e não por criação de mais problemas completamente desnecessários e sem sentido e que nos levará ao abismo”, reiterou.
Comissão especial vai contratar empresa para testar qualidade da água na Serra
Denúncias apontam irregularidades no tratamento do esgoto, sob responsabilidade da Serra Ambiental e Cesan A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara da Serra que investiga a prestação de serviços de saneamento básico no município irá acionar uma empresa especializada para testar a qualidade da água e do tratamento de esgoto na cidade. O objetivo é averiguar denúncias de problemas no serviço prestado pela empresa Serra Ambiental e pela Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan). Com a contratação, a comissão quer comparar os resultados das novas amostras com os laudos obtidos pela atual concessionária responsável. A previsão é de que a empresa escolhida já participe das próximas visitas técnicas realizadas pelo colegiado. “A qualidade da água sempre foi analisada pela própria Cesan e sua terceirizada Serra Ambiental, mas devido à gravidade das denúncias recebidas pela CEI, ficou deliberada a contratação de uma empresa especializada”, informou o vereador Anderson Muniz (Podemos), presidente da comissão especial. A CEI do Saneamento Básico foi instaurada em junho deste ano, após denúncias de moradores, que reclamam de esgoto a céu aberto direcionado a rios, lagoas e praias da Serra. Também apontam demora para implantação e ampliação das Estações de Tratamento, além da falta de qualidade no reparo das vias públicas após a intervenção das empresas. Além do vereador Anderson Muniz, a comissão é composta por Marlon Fred (PSDB), como relator, Elcimara Loureiro (PP), secretária, além dos suplentes Willian Silvaroli (PDT) e Adriano Galinhão (PSB). Em julho, os vereadores e a fiscalização ambiental da Prefeitura da Serra fizeram uma visita técnica à Estação de Tratamento de Esgoto Manguinhos, localizada em Cidade Continental e identificaram a presença de material espumoso desaguando diretamente em um córrego.“Esta espuma pode indicar a presença de surfactante, substância química encontrada nos produtos de limpeza em geral, principalmente em detergentes. A substância foi levada para análise e, caso confirmada, sugere que o tratamento de esgoto sanitário nesta estação não está sendo eficiente e pode poluir o córrego. No local também foi detectado forte odor, característico de esgoto doméstico”, informou o presidente do colegiado. O esgotamento sanitário do município é feito por meio de uma parceria público privada (PPP) entre a Cesan e a concessionária Serra Ambiental. Assembleia e MPES A qualidade do serviço prestado pela Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) e pela empresa Serra Ambiental já estava na mira de instituições estaduais. Em abril deste ano, a Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa iniciou a apuração de denúncias sobre o possível fornecimento de água contaminada no município. Uma denúncia da ONG Juntos SOS ES Ambiental motivou o início da apuração. A organização apresentou documentos oficiais que apontavam a presença de trihalometanos e ácidos halocéticos (subprodutos da cloração) na água fornecida. As substâncias podem causar câncer, além de problemas reprodutivos em pessoas que fazem uso continuado dos halocéticos. Na ocasião, também foram denunciados entupimentos e transbordamentos de esgoto na cidade. Os parlamentares decidiram encaminhar os apontamentos para o Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Além da Serra, a denúncia apresentada na Assembleia também apontava a presença de compostos químicos nocivos à saúde na água consumida em Vitória, Cariacica e Fundão.
Bolsonaro investe na ditadura
Acuado, presidente busca elementos que possam ampliar seus poderes à frente do governo Jogado às cordas no canto do ringue que ele mesmo construiu, acuado cada vez mais pela manifestação contrária das elites financeiras e econômicas que o elegeram, divulgada semana passada, e derrotado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados na votação do voto impresso, Jair Bolsonaro parte para um dos poucos caminhos que lhe resta: engrossar os movimentos que possam levá-lo a um embate feroz com as instituições, na tentativa de estabelecer um regime ditatorial no país. Paga pra ver e, nesse jogo, demonstra que governa para destruir, característica de personalidades malignas voltadas, unicamente, a seus próprios interesses. É só o que vale para ele e seus filhos, insensíveis à dor dos mais de 550 mil mortos da Covid-19. Nesta terça-feira (10), está previsto um desfile de tanques e blindados militares na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para demonstrar o apoio das Forças Armadas à sua gestão, em mais uma investida antidemocrática. A justificativa oficial para o ato é a de levar ao presidente o convite para participar de treinamento da Marinha, mas, na realidade, o aparato é parte do conflito gerado na tomada de posição do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje menos acovardado para não ser sufocado, que representa barreiras necessárias à manutenção da democracia. Somadas às manifestações de rua, formam a frente de resistência que apavora Bolsonaro. Não é de agora que ele constrói um cenário de trevas. Vem desde o começo da gestão. Essa arquitetura maligna conta com a cumplicidade do procurador-geral da República, Augusto Aras, do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), guardadores fiéis de denúncias que poderiam desaguar no impeachment, e de empresários da fé cristã, como Silas Malafaia, repercutindo em casas legislativas nos estados e municípios. No Espírito Santo, a nau dos insensatos é puxada pelos deputados estaduais Torino Marques (PSL) e Carlos Von (Avante), por meio de discursos sem conteúdo e cheios de denúncias vazias, e, na Câmara de Vitória, pelo vereador Gilvan da Federal (Patri) e suas bravatas próprias do autoritarismo fascista. Um terceiro, o também deputado estadual Capitão Assumção (Patri), mudou o comportamento, caracterizado na maioria das vezes por falta de decoro, que, não fosse o corporativismo dos colegas, já lhe teria custado o mandato. Uma situação decorrente da frouxidão das instituições, como o STF, por exemplo, que atuaram a partir de 2016 para viabilizar a prisão do ex-presidente Lula e a eleição de um tipo como Bolsonaro à Presidência da República. O monstro, agora, mostra a sua face e, mesmo acuado, consegue tumultuar o país e investe em seus projetos de ditador, com desrespeito às instituições, dando mostra de que não acatará decisões contrárias a procedimentos que ferem as leis. Esse quadro entra no campo do imponderável, o que contribui ainda mais para o agravamento da crise em que o país se encontra.
Cronistas esportivos
Esses cronistas de São Paulo pensam que só existem times de lá Esses cronistas de São Paulo pensam que só existem times de lá. Nos programas esportivos, só falam de times de Sampa, que no momento estão mal das pernas, como Corinthians, São Paulo, etc. O canal ESPN é de São Paulo, mas pega em todo Brasil. Aí, quem gosta de futebol fora de SP, tem de ficar ouvindo falar dos times da terra da garoa. Chega a ser ridículo. Outro dia, tinha fatos como Vanderlei Luxemburgo no Cruzeiro, Fluminense ganhando na Libertadores, Flamengo jogando com time reserva de reserva, CBF pegando fogo, e eles falando do Palmeiras. Adoram falar do Palmeiras. Eles têm de entender que estão em rede nacional. Então fale de coisas abrangentes no cenário esportivo. Se você ligar agora na ESPN, devem estar falando de time paulista ou do Palmeiras. O Grupo Disney comprou os direitos da ESPN e, consequentemente, os da Fox Esportes. Mas parece que o encarregado do grupo no Brasil não entende nada de futebol em TV. A salvação é que volta agora um bom programa de esportes que tinha na FOX, sob o comando de João Guilherme, bom profissional. A Fox atua no Rio e João Guilherme é carioca, então ele sabe distribuir bem as notícias dos clubes, principalmente os do Rio, interesse maior dos capixabas, por exemplo. PARABÓLICAS Thiago Souza deixou o Microfone Aberto, programa matinal da Massa FM na Rede Sim. Por sua vez, Paco DJ alegra as manhas da Spacesex FM com suas músicas balançadas de grandes interpretações. Quem esteve por aqui foi o cachoeirense Arnaldinho, agora radicado nos Estados Unidos. Saul Josias indicado a receber o prêmio Best Radio Director, uma premiação latina para rádios em Amplitude Modulada. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE Carpenters – Close To Youhttps://www.youtube.com/watch?v=IUwjm_nMZOQ MENSAGEM FINALO homem nasce com as mãos fechadas, mas agoniza com as mãos abertas, porque, ao entrar no mundo, ele deseja agarrar tudo, mas ao deixá-lo, não leva nada consigo. Talmude (livro de doutrina e jurisprudência).
Mães e filhos acampam na Serra exigindo condições para retorno obrigatório
Faltam profissionais para alunos com deficiência em todo o Estado, afirma Coletivo Mães Eficientes Somos Nós Mães Eficientes Somos Nós O retorno obrigatório dos estudantes das redes estaduais e municipais tem provocado transtornos extras às famílias com crianças e adolescentes com deficiência. A Educação Especial, que ainda era falha, apesar dos avanços obtidos na última década em todo o país, tem sido a mais prejudicada desde o início da pandemia de Covid-19 e, agora, com a determinação da obrigatoriedade das aulas presenciais, o abismo que separa as pessoas com deficiência dos demais grupos de estudantes se aprofundou mais um pouco. Exigindo a contratação imediata de profissionais que possam receber com dignidade esses estudantes, o coletivo Mães Eficientes Somos Nós decidiu acampar em frente à Prefeitura da Serra, município onde o coletivo tem mais integrantes. O acampamento reivindicatório teve início na manhã desta segunda-feira (9), quase uma semana após a reunião online realizada com representes da Secretaria Municipal de Educação, gerida pelo secretário Alessandro Bermudes. A intenção é manter a mobilização até esta terça-feira (10), quando está agendada uma reunião com o Ministério Público Estadual (MPES). Havendo encaminhamento de soluções concretas, com números, prazos e comprometimento dos órgãos, as mães voltam para casa. Se não, seguem acampadas. “A gente só vai sair do acampamento com as pautas atendidas”, afirma Lúcia Mara Martins, coordenadora estadual do Coletivo. Os pontos da pauta estabelecem números de estagiários e professores de Educação Especial necessários para a rede, além de outros pontos relativos à segurança de toda a comunidade escolar. Sobre estagiários, o pedido é de um para cada aluno com deficiência, no limite de um para cada dois alunos, se na mesma sala e com nível leve de suporte. “Não admitimos revezamento de estagiário no turno”, destaca o Coletivo. Para professor, a proporção é de um para cada cinco estudantes com deficiência, no máximo sete. “Hoje tem um professor só para mais de 20 crianças, aí o trabalho não tem como ser feito, pois sobrecarrega o profissional, porque eles também têm que dar conta dos estudantes com comorbidades que estão no ensino remoto”, explica Lucia. O número de cuidadores ainda não foi definido. Além disso, as mães exigem distribuição de máscaras PFF2 para todos os professores, estagiários e cuidadores, visto que o equipamento é essencial para proteger também os estudantes autistas, que são desobrigados por lei pelo uso de máscara. Há também o pedido para punir os funcionários que sugerirem às famílias que voltem com as crianças para casa, devido à falta de condições da escola, e para a criação de um fluxo de comunicação que facilite a denúncia contra escolas que se recusem a receber crianças com deficiência. Todas essas demandas foram colocadas durante a reunião de terça-feira passada (3), que durou seis horas e teve a participação de 90 pessoas. “Ficou no impasse. Ficamos nós reclamando, demandando nossos direitos, e a Secretaria justificando os problemas”, relata Mariana Saturnino de Paula, uma das mães participantes. Desde a determinação da obrigatoriedade na rede serrana no dia dois de agosto, conta Mariana, muitas escolas, quando aceitam as crianças com deficiência, acabam ligando pra família pedindo pra buscar, porque não tem quem cuide delas. “Foi um deslocamento da responsabilidade para a escola. O município tinha que ter se organizado pro retorno. Continua o sucateamento do ensino, da Educação Especial, principalmente, que continua funcionando só com medidas ‘tapa-buraco’, sem uma política permanente, eficiente”, avalia. Lucia ressalta que a mobilização na Serra mostra como o município está aberto ao diálogo com o Coletivo e considera que o decreto municipal de obrigatoriedade do ensino presencial traz um avanço, visto que o decreto estadual equipara a deficiência como uma doença. “Nós não temos problema em dialogar com prefeito [da Serra], com os secretários de Saúde e Educação. Aqui a gente consegue ser ouvida. Mas os diálogos precisam ser concretizados em ações práticas”, reforça, criticando, porém, a presença de mais de vinte guardas municipais, que impediram as mães e seus filhos de acamparem no pátio da prefeitura. “Não tem bandido aqui, são mães com crianças pequenas. Com tanto problema na cidade, colocam vinte guardas para receber a gente?”, questiona. De qualquer forma, pondera a coordenadora, as soluções que possam surgir dessa mobilização na cidade podem reverberar para outras redes de ensino capixabas. “É uma realidade não só do município da Serra, mas do Estado inteiro, inclusive Vitória. Está tudo na mesma situação. A diferença é que nos outros municípios não se consegue mobilização grande das mães. Nenhuma rede se preparou pra atender as crianças com deficiência. A gente deveria fazer esse acampamento em frente ao Palácio Anchieta”. ‘Prefiro meu filho perdendo o ano do que a vida’, afirmam mães e pais de estudantes Famílias declaram apoio à campanha de desobediência civil da Assopaes contra retorno presencial obrigatório https://www.seculodiario.com.br/educacao/prefiro-meu-filho-perdendo-o-ano-do-que-a-vida-afirmam-maes-e-pais-de-estudantes
Entre escombros e arte, o que permanece?
Exposição ‘Não sair até o rojão estourar’ ocupou as ruínas da Ilha da Pólvora, em Vitória, mas não acaba quando termina Nos últimos dias, as imagens de uma exposição entre ruínas começaram a circular pelas redes capixabas, especialmente das pessoas ligadas à arte. Que exposição é essa? Quer lugar é esse? Muitos se perguntavam. Logo ali, na capital capixaba, está a Ilha da Pólvora, sede do antigo Hospital do Isolamento Oswaldo Monteiro, para onde se enviavam doentes de tuberculose e hanseníase, doença antigamente chamada de lepra. Mais que uma exposição, Não sair até o rojão estourar foi uma ocupação, segundo Clara Pignaton, idealizadora e diretora artística da atividade. “Se trata mais de uma prática espacial do que uma contemplação, e foram as condições socioespaciais e históricas da Ilha que dispararam a proposta. Pensar na ideia de ruína, mas sobretudo na forma como a natureza reivindica materialmente esse espaço. Pensar as noções de paisagem na relação com a cidade”, diz. A Ilha da Pólvora está localizada entre Santo Antônio (Vitória) e Porto Canoa (Cariacica). Foto: Vitor Taveira Refletir sobre a cidade, a paisagem, a memória, a natureza e a materialidade foram algumas questões suscitadas a Clara e que levaram ao convite a dez artistas para trazerem também seus olhares e intervenções para o local tão impactante. Visitas e conversas foram consolidando de forma orgânica a ocupação de diversos pontos da ilha pelas obras e propostas artísticas. Com a desativação do hospital na década de 1990, a Ilha da Pólvora foi do isolamento ao abandono, do temor ao esquecimento. Em 2007, o artista Marcus Vinícius realizou ali a performance Território Expandido I – Ilha da Pólvora, gravada e publicada em vídeo e exposta em galerias. Cinco anos depois, o artista faleceu precocemente, aos 27 anos. Isso não impediu que sua obra seguisse viva, e voltasse para onde começou. Projetado na parede num dos mais amplos e impactantes cômodos das ruínas do hospital, a imagem de Marcus ressurge nua no vídeo, caminhando pela ilha de escombros rodeada de linda paisagem e fazendo experimentos com pólvora. A performance de Marcus Vinícius, porém, não foi a única manifestação de arte que permeou a ilha em seu abandono. O pixo, ou graffiti, de forma simples ou mais elaborada, marca presença e transmite mensagens em diversos pontos do que sobrou do hospital, inclusive na impactante e misteriosa frase que dá nome à ocupação/exposição: “Não sair até o rojão estourar”, que já figurava numa das últimas alas do hospital antes que a ilha fosse ocupada por obras de 10 artistas na curta temporada em que esteve instalada, entre 31 de julho e 8 de agosto, contando com recursos da Lei Aldir Blanc. Performance de Marcus Vinícius feita na Ilha da Pólvora em 2007 foi exibida no local. Foto: Vitor Taveira Na ilha, a própria natureza resistente mostra seu dom estético, com as árvores e plantas ocupando lugar em meio ao concreto com formas harmônicas ou tensionantes. A beleza que os escombros despertam para olhos atentos também poderia gerar a quem caminhava por lá certa sensação dúbia sobre o que se encontrava pelo caminho: os restos de concreto e natureza ali posicionados, seriam acidente natural? Teriam sido modificados por humanos por questões práticas? Ou propositalmente, por provocações estéticas? Afinal, o que define o que é ou não arte? A própria obra de Natan Dias, Ensaio de Rasteira, sofreu intervenção das intempéries das galerias arruinadas e sem teto. Os ferros retorcidos expostos ao chão, ressignificando o material tão presente e exposto na construção abandonada, ganharam como base o efeito do espelho d’ água surgido nos momentos em que houve chuva. A proposta de Rubiane Maia, que gerou a mais impactante obra, com grandes tecidos nos quais se exibem mãos negras, também trazia uma proposta intimista. Na ala que se pode mergulhar ainda mais profundamente numa das essências e sentidos da exposição, que é o caminhar. Um áudio que pode ser acessado por celular por um adesivo colado na parede traz um texto para ser ouvido enquanto se percorre o que sobrou do hospital, com narrativas tocantes. O áudio (disponível aqui) provoca outros contornos emotivos ao ser ouvido andando pelo local. Intervenção de Rubiane Maia. Foto: Vitor Taveira Obra de Natan Dias. Foto: Vitor Taveira Acima, outra intervenção vista de janela de uma dos edifícios da ilha. Foto: Vitor Taveira Natureza e ruínas interagem esteticamente na paisagem da Ilha da Pólvora. Foto: Vitor Taveira Intervenção provoca visitantes a uma experiência sensitiva na Ilha da Pólvora. Vitor Taveira O abandono constrói novas formas e estéticas. Foto: Vitor Taveira O Mestre Álvaro, na Serra, emoldurado em uma das janelas. Foto: Vitor Taveira A Fonte Grande vista da ocupação do “novo” terraço. Foto: Vitor Taveira Vista de um dos pontos de acesso à Ilha da Pólvora em barco. Foto: Vitor Taveira Graffitis já manifestavam arte no local antes da exposição. Foto: Vitor Taveira Desta e outras maneiras, a exposição permanece mesmo com o fim da temporada de visitas, com obras que dialogam com as outras intervenções humanas e naturais que já existiam e que virão a se incorporar pelos que ainda transitam pelo local aparentemente abandonado. Da ocupação artística recente, permanecem, por exemplo, os lambes de Raquel Garbelotti, numa série intitulada Invasoras, em que são retratadas algumas das plantas presentes na ilha, ocupando seu lugar em meio à construção. As obras se espalham pelo local, desde pontos visíveis na parte interior dos edifícios até outros colocados em locais externos, que só os mais exploradores encontrarão. Novamente, os percursos e caminhares serão decisivos para o encontro do visitante com a arte da Ilha da Pólvora, como sempre foi antes da exposição/ocupação. Pelos corredores tomados de lodo, uma obra que pode passar desapercebida para quem transita entre os escombros olhando para o chão para evitar acidentes. A partir do lodo acumulado nas paredes, Bruno Zorzal, artista e pesquisador ligado à fotografia e imagem, desenhou rostos anônimos, que devem permanecer por tempo indeterminado no local, até que outras pessoas ou a natureza interfiram na obra. Bruno Zorzal produziu rostos a partir do desenho no limo acumulado