Lei sancionada por Arnaldinho Borgo concede auxílio para artistas, que reivindicam acesso ao benefício sem burocracia O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), sancionou nesta terça-feira (20) o Projeto de Lei 6.465/2021. De autoria do Executivo, a proposta cria a Bolsa Cultura Luisa Grinalda, que beneficiará 600 artistas do município com quatro parcelas mensais de R$ 270,00 como auxílio emergencial. A iniciativa, segundo o integrante do Conselho Municipal de Cultura e do Fórum de Cultura Vila Velha, Celso Adolfo, é importante, mas espera-se que “de fato seja emergencial para chegar no bolso do artista”. Celso acredita que o acesso não deve ser igual ao dos editais estadual e municipal da Lei Aldir Blanc, os quais considera burocráticos. “No momento toda ajuda é bem-vinda, mas esperamos que seja de fácil acesso e menos burocrático. Tem muito artista que está com a papelada atrasada, se tiver que colocar tudo em dia, o valor que receberá da Bolsa Cultura não fará nem cosquinha”, diz. Terão direito ao benefício, segundo a prefeitura, artistas que estejam “em sérias dificuldades por mais de dois anos”. Será preciso comprovar domicílio em Vila Velha, atuação nas áreas artísticas e culturais, ter renda familiar mensal de até meio salário-mínimo por pessoa ou total de até três salários-mínimos, não ter emprego formal ativo, não receber outro benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal (com exceção do Bolsa Família), e não receber auxílio emergencial. Também é necessário que o artista esteja cadastrado na Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Cultura (Semtec). A concessão da bolsa está limitada a dois membros da mesma unidade familiar. Segundo a Prefeitura de Vila Velha, será publicado um edital de recadastramento de artistas para pleitear o benefício. O recadastro será de forma online no site da administração municipal. Serão investidos no pagamento dos artistas, que receberão um cartão magnético, R$ 648 mil do tesouro do município. A Bolsa Cultura Luisa Grinalda foi aprovada por unanimidade na sessão da Câmara de Vereadores de Vila Velha em 28 de junho. ‘Queremos políticas públicas’ Embora acredite que a Bolsa Cultura seja importante, Celso Adolfo destaca que os artistas de Vila Velha “não querem viver de auxílio emergencial”, e sim, almejam a concretização de políticas públicas de cultura. Ele aponta a necessidade de efetivação do Fundo Municipal de Cultura e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura Homero Massena, que não tem seu edital publicado há cerca de 10 anos. “É esse bloco que queremos ver na rua”, salienta.
Vacinômetro: D2 chegou a apenas 3,4% dos trabalhadores da Educação
Professoras do Coletivo Resistência e Luta defendem direito das famílias não exporem os filhos em aulas presenciais Dados desta segunda-feira (19) no Painel de Vacinação do governo do Estado (Vacinômetro) mostram que a segunda dose da imunização contra a Covid-19 chegou a apenas 3,4% dos trabalhadores da Educação Básica. Até o momento, 67,5 mil receberam a primeira dose e apenas 2,3 mil a segunda. A baixa cobertura do sistema vacinal completo entre os trabalhadores que atuam nas escolas de educação infantil, ensino fundamental e médio, associada à ausência de imunização de crianças e adolescentes, contrasta com a decisão tomada pelo governo do Estado de tornar obrigatória a presença dos estudantes dentro das salas de aula a partir da próxima segunda-feira (26). Para professoras do Coletivo Resistência e Luta, a obrigatoriedade do ensino presencial nesse momento de pandemia não controlada é um erro. Às famílias, afirmam, deve ser mantido o direito de escolha de manter os filhos no ensino remoto ou aderir ao presencial. “Onde fica o poder de escolha da família? Vou ser penalizada como mãe por querer proteger meu filho sem levá-lo para escola?”, questiona a mestra em Educação Rosalba Coutinho, professora da rede municipal de Vitória e professora aposentada da rede estadual. A medida, afirma, expõe toda a população, especialmente a mais carente ao risco de contaminação pelo novo coronavírus. “Com a nova cepa, que a ciência está acentuando preocupação no Brasil, é o momento de reabrir as escolas como está sendo decidido, obrigando a presença dos estudantes? Eu penso que não. A família tem todo o direito de não querer expor seu filho, principalmente com as novas variantes, que podem produzir uma nova onda”, pondera. “A gente sabe a necessidade da educação, mas os esforços para garantir o ensino remoto foram mínimos. O Brasil e o Espírito Santo deveriam ter levado a situação a sério nesse um ano e meio, até porque vai ser necessário o ensino remoto por mais tempo ainda, a partir do ano que vem. Está sendo feita uma política educacional muito precária. E a pandemia ainda não está resolvida, não está controlada”, avalia, lembrando que os especialistas recomendam um percentual de 80% da população imunizada com a segunda dose para então obter a ruptura das cadeias de transmissão. Para a educadora, é lamentável a forma como os gestores estaduais e municipais do país conduzem a maior crise sanitária do século. “Somos contra essa política de não ouvir. As comunidades escolares, as escolas não estão tendo voz”. No ensino médio, destaca Rosalba, os cortes de turmas e escolas ocorridos nos últimos anos mudaram muito a dinâmica, obrigando os alunos a ficarem mais tempo no transporte coletivo para chegar até as escolas. “Antigamente havia sempre uma escola perto da casa dos alunos do ensino médio. Hoje não, a maioria mora longe da escola”. Rosalba salienta ainda o mau comportamento da população, que se repete entre os estudantes, pelo menos em boa parte, que é de usar a máscara apenas onde é obrigatório. “Muitos alunos só colocam a máscara para entrar na escola. Então podem estar se contaminando fora da escola, estarem com o vírus ativo, mesmo sem sintomas, e transmitir para os colegas e trabalhadores”, descreve, acrescentando que os protocolos básicos de uso de máscara e distanciamento não são cumpridos a contento em todas as unidades escolares. A situação se agrava quando sabe-se das condições estruturais das escolas. “Os governos também não investiram em reformas. Muitas não têm ventilação adequada nas salas, nos refeitórios e outros espaços. Como os governantes estão vendo isso?”, inquire. A mestra em Educação roga por ações assertivas dos gestores, com a participação dos professores, trabalhadores, estudantes e famílias. “Um gabinete de gestão da Educação com participação popular já deveria estar funcionando, mas ainda pode ser criado”, propõe. “Como minimizar os problemas que já estão acontecendo? Não é só cumprir carga horária. A queda da aprendizagem é preocupante, e há muitas outras questões”. Para Rosalba, a obrigatoriedade anunciada contra as famílias “é abominável”, uma medida “imediatista e propagandista, em nome de uma pseudo-normalidade”. Posição semelhante tem Maria Aparecida Passini, também integrante do Resistência e Luta e professora das redes municipais da Capital e serrana. “Sou funcionária e sou obrigada a ir para a sala de aula. Foi erro voltar sem estarmos totalmente imunizados. E mais grave ainda é impor essa obrigação para as famílias num momento tão delicado como esse. As crianças e adolescentes são vetores do vírus e as novas cepas. É um risco muito grande”, diz. Aparecida aponta que “seria mais fácil ter todas as crianças na escola”, do ponto de vista do ensino, pois o sistema híbrido tem sido muito desgastante para os professores, “mas a segurança e a saúde têm que vir em primeiro lugar”. O município da Serra, acrescenta, já anunciou a obrigatoriedade dos alunos em sala de aula a partir do dia dois de agosto. “Não vejo com bons olhos. Deveria permanecer a escolha das famílias. É um ano atípico ainda”. Também falando pelo Resistência e Luta, Mônica Alves, professora da rede municipal de Vila Velha, entende que “o governo Casagrande deveria repensar essa decisão”, pois o coletivo tem recebido muitas denúncias de escolas onde o uso de máscara, o distanciamento social e outas regras de segurança não estão sendo cumpridas. “Sei também de escolas maravilhosas em relação ao cumprimento dos protocolos, mas mesmo nelas, há casos de professores contaminados e afastados”, relata. “As pessoas relaxam porque tomaram uma dose da vacina, mas esquecem que os alunos não foram vacinados e precisam aguardar o prazo após a segunda dose, de quinze dias pelo menos, para estarem com a resposta imunológica completa”, salienta. “Vamos retornar, mas com todo mundo vacinado, os estudantes e os professores, com a segunda dose”, pede. Fracasso da educação decorre do baixo investimento púbico, avalia Assopaes – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/fracasso-da-educacao-na-pandemia-decorre-do-baixo-investimento-pubico-avalia-assopaes Pelo menos 380 escolas municipais ainda não têm plano de retorno presencial – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/pelo-menos-380-escolas-municipais-ainda-nao-tem-plano-de-retorno-presencial ‘Aula presencial apenas com professores recém-vacinados com a D1 não é seguro’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/aula-presencial-dia-21-apenas-com-professores-recem-vacinados-com-a-d1-nao-e-seguro Transparência nos dados sobre Covid-19 na
Assassino de professor de capoeira é preso após cinco meses foragido da Justiça
Tiago Passos Viana matou Cuarassy Pedro Medeiros Del Nery em dezembro de 2020, em Itaúnas Após quase seis meses foragido da Justiça, foi preso na tarde desta segunda-feira (19), em Colatina (noroeste do Estado), Tiago Passos Viana, assassino do professor de capoeira Cuarassy Pedro Medeiros Del Nery, crime cometido em dezembro de 2020 em Itaúnas, Conceição da Barra. A informação da Polícia Civil diz que ele foi conduzido pela Polícia Militar à Delegacia Regional de Colatina, onde foi dado cumprimento do mandado de prisão. Ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória, permanecendo à disposição da Justiça. A família dele é do município, onde foi encontrado no bairro Nossa Senhora Aparecida. Tiago, conhecido como “Aranha”, é acusado de crime de homicídio por motivo fútil e teve sua prisão preventiva decretada em 10 de fevereiro pelo juiz da comarca de Conceição da Barra, Diego Franco de Sant’anna, que aceitou denúncia do Ministério Público Estadual (MPES) e acatou o pedido de prisão preventiva. O caso tramita como Ação Penal de Competência do Júri. Cuarassy tinha 39 anos e deixou dois filhos. Ele foi assassinado em 18 de dezembro em Itaúnas, local que frequentava desde criança, gerando comoção e revolta na comunidade. Tiago disparou pelo menos cinco tiros, acertando dois fatais na vítima. Mesmo após a morte, prosseguiu com os disparos. Após cometer o crime, jogou a arma em um rio, para impedir a perícia, dificultando as investigações e a produção de provas, como aponta a denúncia do MPES. Ele fugiu do local, apresentando-se à Delegacia Regional de São Mateus somente no dia seguinte. Em depoimento à Polícia, afirmou que adquiriu a arma, sem registro, cinco dias antes, e passou a andar com o armamento em local público. “A vítima trabalhava em uma loja. Na ocasião, o denunciado chegou, os dois iniciaram uma discussão e entraram em luta corporal. Mesmo com moradores pedindo que o acusado se afastasse, ele foi ao interior de uma pousada e, após pegar uma arma de fogo, atirou contra a vítima, que morreu no local”, relata o Ministério Público. Para a Promotoria de Conceição da Barra, “Tiago Passos Viana cometeu homicídio por motivo fútil, já que tinha uma rixa anterior com uma pessoa, de quem a vítima teria tomado as dores. Essa situação foi relatada pelo próprio denunciado em um áudio enviado por aplicativo de celular a uma pessoa não identificada, logo após o crime, que foi juntado aos autos. Ele confessa que, além de ter cometido o homicídio, iria apagar do aplicativo a mensagem em que relata esses fatos”. Tiago chegou a ser preso em dezembro do ano passado, em São Mateus, mas foi libertado após um mês, por ato do mesmo juiz Diego Franco de Santanna, que alegou excesso de prazo previsto para a conclusão do inquérito policial e “sua entrega espontânea à Polícia”. O magistrado não considerou, porém, o período de dez dias em que ele deixou de se apresentar após a decisão judicial que determinou sua prisão, publicada um dia após o crime e amplamente divulgada pela imprensa capixaba. Na época, final de janeiro deste ano, a concessão da liberdade ao assassino confesso gerou protesto e indignação de amigos e familiares da vítima, que clamam por Justiça.
Prefeituras e as árvores
Será que dá custo extra à PMV fazer um monitoramento nas árvores plantadas e acertar o que está danificado? Em uma atitude digna de preservação de meio ambiente, aliado a embelezar e dar sombras à cidade, a Prefeitura de Vitoria plantou recentemente varias árvores, principalmente no bairro da Praia do Canto. Não sei como é avaliado o plantio, quem acompanha, como são fincadas e etc, informações que não consegui com a PMV. O caso é que tem algumas árvores desprendidas da haste que as segura e algumas estão caindo. Como bom cidadão, liguei duas vezes para o 165, conversei com o atendente e, nas duas conversas, me disseram terem passado para o setor competente e que, inclusive, já estariam avaliando no local. Que nada, ninguém veio e ninguém fez nada. As árvores estão tortas, pois ainda estão em formação. Nós, moradores, principalmente da rua João da Cruz, saímos munidos de pedaços de borrachas e fios para sustentá-las, já que ninguém do setor competente faz nada ou resolve. Desculpe, mas não sei se é firma terceirizada e qual secretaria pertence esse serviço. Será que dá custo extra à PMV fazer um monitoramento nas árvores plantadas e acertar o que está danificado? Nosso imposto pago não está incluindo? E talvez, por um lapso de completa ignorância, algum fiscal de alguma coisa, ver gente como nós, amarrando galhos e ainda achar que isso não é certo “de acordo com o código de posturas da prefeitura”, que deve ser de 1900 e pouco. Mas está o registro. É que não dá para passar por alguma árvore desprendida e não fazer nada, justamente numa época em que o Brasil está na boca do mundo justamente por causa de desmatamentos, isto é, de ÁRVORES. PARABÓLICAS A Cidade FM de Cachoeiro, agora do Grupo Sim e sob comando de JBJ, já está funcionando no Palácio das Comunicações e tem como destaque Fabiano Barbosa. Eduardo Maia se tornou um excelente jornalista. Era estagiário na RedeSim e aprendi muito com ele. É fato!!! A Antena 1 (Miguel Trés) ainda é a principal opção de música adulto-contemporâneo na Grande Vitória. Kaka Leite é o principal articulador e participante da programação informativa da Band FM. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE TRADUÇÃO JRM YOUTUBE https://www.youtube.com/watch?v=qYNtPHPhrqUAntonelo Venditti – Dalla pelle al Cuore MENSAGEM FINALNão é porque as coisas são difíceis que não as desafiamos; é por não sermos corajosos que elas são difíceis. Sêneca
OAB diz que acompanha envolvimento de advogados no caso de juízes afastados
Presidente da Ordem dos Advogados, José Carlos Rizk Filho, garante que adotará “as providências cabíveis” O advogado Marcus Modenesi Vicente, um dos citados nas investigações que resultaram no afastamento dos juízes Alexandre Farina Lopes e Carlos Alexandre Gutman, é presidente da 4ª Turma do Tribunal de Ética da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil do Estado (OAB-ES). Além de Vicente, são citados nos autos os advogados Luiz Alberto Lima Martins e Alécio Jocimar Favaro. Sobre essas citações e de outros advogados nas investigações, o presidente da OAB, José Carlos Rikz Filho, preferiu se posicionar por meio de nota, nesse domingo (18), distribuída por sua assessoria, na qual afirma que “a OAB acompanha o caso e tomará as providências cabíveis, observando o Código de Ética e Disciplina e as prerrogativas da advocacia”. “Os advogados, além da sociedade em geral, são muito atingidos em seu ofício por juízes corruptos”, afirma um advogado, que prefere não revelar o nome, questionando: “A questão é que os juízes foram afastados, mas e os advogados?”. Os advogados prestavam serviços ao empresário Eudes Secato, que teria negócios de compra de sentença, em 2017. A representação criminal instaurada em 24 de fevereiro deste ano, pela abertura de inquérito judicial, aponta “indícios de prática de e fato criminal (…), tendo em vista indícios de autoria e materialidade da prática dos crimes de corrupção passiva (art. 317 CP), corrupção ativa (art. 333 do CP) e exploração de prestígio (art. 357 do CP), supostamente praticados por autoridades com foro especial por prerrogativa de função, que são os magistrados Alexandre Farina Lopes e Carlos Alexandre Gutman. O MPES aponta “conluio e unidade de desígnio com terceiros, quais sejam, Hilário Antônio Fiorot Frasson, Davi Ferreira da Gama, Eudes Cecato, Valmir Pandolfi, e os advogados Luiz Alberto Lima Martins, Marcus Modenesi Vicente e Alecio Jocimar Favaro”. Segundo as investigações do Ministério Público, “Os diálogos e registros de chamadas telefônicas demonstram que o magistrado Alexandre Farina Lopes negociou o recebimento de vantagem indevida, intermediada por Hilário Antônio Fiorot Frasson e Davi Ferreira da Gama, …os quais mantinham contato direto com o empresário Eudes Cecato e com os advogados que representavam a empresa favorecida, Luiz Alberto Lima Martins, Marcus Modenesi Vicente e Alecio Jocimar Favaro”. Os advogados são citados por suas ligação nas negociações e há registro de diálogos referentes à atuação dos advogados. Alexandre Farina: “Manda o adv. ir na secretaria e pegar o processo e colocar embaixo do braço e ir despachar, contudo me avisar quando tiver indo fazer isso, ou seja, vc me avisa”; “O momento é nosso e agora vai dar mole??? Porra”. Ainda no dia 15 de fevereiro de 2017, como mostram os autos, Hilário Frasson, após conversar por ligação de voz com Eudes Cecato, enviou mensagem para o advogado Alécio Jocimar Favaro, dizendo que havia falado com o “chefe”, referindo-se à ligação que recebera de Eudes Cecato. No dia seguinte, de acordo com relato das investigações, Alexandre Farina “solicitou a Hilário Frasson que informasse a hora exata que o advogado chegaria no Fórum, uma vez que entraria em contato com o ‘colega’ o qual já estaria ciente, através de Alexandre Farina, de que o advogado iria naquele dia. Ainda, o magistrado Alexandre Farina orientou Hilário Frasson sobre como o advogado deveria despachar com o magistrado responsável pelo julgamento do processo”. Alexandre Farina: “Que hrs o cara vai “; “Já avisei lá que vai hj”; “Não pode mascar”; “Me fale porque aviso ao colega: Olha o adv esta indo ai tal hora o nome dele é tal ” “assim amarro”; “Tem de explicar tudo certinho. Desci o cacete na Etelvina para o juiz dizendo que ela se acha demais”; “O grande detalhe é dz que TJ já deu favorável, pq assim ele se sente mais confortável”. No dia 20 de fevereiro, afirma o relato do MPES, Alexandre Farina esteve no gabinete do magistrado Carlos Alexandre Gutman para tratar sobre o processo em questão, em reunião da qual também participou uma assessora do magistrado Carlos Alexandre Gutman, que teria informado aos dois juízes sobre a presença do advogado “Marquinho Vicente”, que a procurou para tratar sobre o processo. Esse procedimento causou preocupação em Alexandre Farina, conforme mensagens que enviou para Hilário Frasson no mesmo dia, se referindo ao magistrado Carlos Alexandre, desta vez, pelo sobrenome Gutman. Em um dos diálogos, Alexandre Farina comenta: “Confesso que fq hiper preocupado com a presença de Marquinho Vicente nisso”. Entenda O processo que resultou no afastamento dos dois juízes foi deflagrado, no âmbito do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), em 2 de junho deste ano, por determinação da corregedora nacional de Justiça, Maria Thereza de Assis Moura, após o órgão ter arquivado o caso. A investigação ganhou força a partir de análises dos diálogos entre o juiz Alexandre Farina e o ex-policial civil Hilário Fiorot Frasson, preso sob a acusação de ser o mandante do assassinato da médica Milena Gottardi, sua ex-esposa, crime ocorrido em 2017. As mensagens indicam relacionamento muito próximo com o juiz Farina, incluindo transações suspeitas, como venda de sentenças. Relatório do Ministério Público aponta “indicação de crime praticado por agente detentor de prerrogativa funcional de foro, especificamente em conversa registrada no aplicativo de troca de mensagens instantâneas WhatsApp entre Hilário Antônio Fiorot Frasson e interlocutor identificado como “Ferina Juiz”, possivelmente o juiz de direito Alexandre Farina Lopes”, com a participação ativa de advogados. Juiz afastado já foi inocentado de acusações em outro escândalo – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/juiz-afastado-ja-foi-inocentado-deacusacoes-em-outro-escandalo
Cultura capixaba perde dois ícones no mesmo dia
Rainha do Congo, Dona Astrogilda, e o cineasta Orlando Bomfim Netto faleceram nesta segunda-feira Gabriel Lordello/Leonardo Sá A semana começou com notícias duras para a cultura do Espírito Santo. Faleceram dois de seus grandes ícones: Dona Astrogilda, Rainha do Congo, de Vila do Riacho, em Aracruz, norte do Estado, e Orlando Bomfim Netto, um dos expoentes da produção cinematográfica capixaba. Orlando faleceu de pneumonia aos 80 anos, e Dona Astrogilda havia completado em julho 88 anos. A Comissão Espírito-Santense de Folclore lamentou a partida de ambos e ressaltou o legado deixado. “De Orlando, o zelo técnico, poético e profícuo com que registrou a cultura popular capixaba, em especial tesouros do nosso folclore, custodiados no acervo de seus afortunados documentários. Dona Astrogilda entrega-nos, para que a guardemos e a disseminemos, sua energia, a luz que a transformou num símbolo indelével do congo, esta soberba manifestação de nossa cultura popular. Despediram-se, a uma só vez, dois sagrados ícones”. As mortes geraram manifestações de pesar do governador Renato Casagrande, do secretário Estadual de Cultura, Fabricio Noronha, e de diversas pessoas e entidades da cultura capixaba. Foi decretado luto oficial de três dias. O príncipe do cinema Filho do militante comunista capixaba Orlando Bomfim Júnior, desaparecido político pela ditadura em 1975, Netto nasceu em Minas Gerais, iniciou sua carreira como cineasta no Rio de Janeiro, mas viveu e produziu cinema por muitas décadas no Espírito Santo, além de ter atuado no movimento cineclubista. “Ele sempre esteve presente na formulação de políticas públicas para o audiovisual e sempre militou politicamente pelo seguimento”, lembra Vitor Graize, cineasta e produtor da Pique-Bandeira Filmes, que restaurou obras de Orlando nos últimos anos. Netto atuou também na sociedade civil, tendo sido fundador da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD), primeiro presidente da ABD Capixaba e membro do Conselho Estadual de Cultura. Também teve destaque como gestor público na área, tendo sido diretor do Departamento Estadual de Cultura (DEC), nos anos 80, e participado no início dos anos 90 na criação da Lei Rubem Braga em Vitória, que foi por muitos anos uma das mais importantes do Espírito Santo. Também foi diretor da TV Educativa no Estado. Leonardo Sá “É uma referência para a gente. Deixou um legado de imagens e filmes, além da formulação de políticas culturais. Criou um imaginário visual sobre o Espírito Santo, com uma leitura em que destaca a luta política pela liberdade”, aponta Vitor Graize. O professor, cineasta e cineclubista Marcos Valério Guimarães lembra da atuação importante de Orlando Bomfim Netto, amigo e parceiro em diversos projetos culturais. “Como cineasta e artista, produziu toda uma filmografia e iconografia da cultura num momento delicado e singular, nas décadas de 70 e 80, quando havia resistência à ditadura e repressão do livre pensar e da liberdade de expressão”, ressalta. “Foi um grande mestre que guardarei com imenso carinho e saudades”. O cineasta registrou imagens e histórias importantíssimas, como o desastre ecológico de Itaúnas, o Ticumbi, as paneleiras de Goiabeiras, a atuação do ecologista Augusto Ruschi e a imigração italiana em Santa Teresa. Marcos Valério filmou A Palavra do Autor, documentário em que Orlando conta sobre sua trajetória de vida, paixão pelo cinema e produção cinematográfica. Palavra do Autor https://vimeo.com/299501131 A Rainha do Congo Assim como Orlando Bomfim Netto, Dona Astrogilda foi uma figura muito querida e com importante contribuição para a cultura popular capixaba. A professora Magda Barcellos, amiga e ex-dançarina do congo, lembra o papel fundamental de Astrogilda não apenas na cultura popular, comandando o congo e contribuindo para o resgate do folguedo local conhecido como ramagem, mas também na organização da comunidade e no apoio aos moradores tanto nas questões materiais como no apoio espiritual. “O povo de Vila do Riacho vai passar por um momento difícil, pois também perdeu recentemente o maestro da banda marcial. Eram ícones da comunidade, mas vão superar. Porque a cultura popular se reinventa a cada época. Dona Astrogilda deixou um grande legado, tem vários filhos e netos ligados à arte e à cultura”. Gabriel Lordello Magda destaca a personalidade simpática, acolhedora mas também assertiva da Rainha do Congo. “Na banda ela tinha a palavra final. Tinha um poder de palavra muito grande, nunca deixou de mandar os recados dela. Em eventos, se não concordasse com algo, pegava o microfone e dizia o que achava a políticos e organizadores. Não tinha papas na línguas, mas dizia de uma forma muito verdadeira. Tinha posicionamento.” Em janeiro deste ano, Dona Astrogilda chegou a ficar internada por 19 dias por conta de Covid-19, mas se recuperou. Porém, veio a falecer em decorrência de complicações por conta da diabetes. Memória e legados Felizmente, ao contrário do que por vezes acontece com grandes nomes da nossa cultura, Orlando e Astrogilda receberam homenagens e reconhecimentos em vida. A Rainha do Congo dá nome ao Coletivo de Mulheres Dona Astrogilda, que surgiu em 2018 após a primeira manifestação #EleNão contra a eleição de Jair Bolsonaro. “O nome da Dona Astrogilda foi nossa escolha porque queríamos um nome forte, de uma mulher que representasse o município de Aracruz em várias áreas”, conta Leilany Santos Moreira , uma das fundadoras. “Aí não tivemos dúvida: mulher negra, com descendência indígena também, que participava ativamente das lutas de sua comunidade, que representava a cultura de Aracruz e do Espírito Santo. Sem falar que era um doce de pessoa, uma mãezona que acolhia a todos que lhe procurava. Um exemplo para todas as mulheres do Coletivo”, diz. A escolha foi aprovada de forma unânime e as integrantes foram à casa da Rainha do Congo para pedir permissão para uso de seu nome. “Ela nos cedeu o nome e abençoou o Coletivo”, conta Leilany. A cantora Monique Rocha compôs uma canção em homenagem à Dona Astrogilda, que chegou a contar com sua presença num registro audiovisual. Orlando Bomfim Netto foi homenageado pelo governo do Estado em 2019 e também no Festival de Cinema de Vitória em 2013, no Cine.Ema em 2018, e recebeu a Comenda Maurício de Oliveira em 2019 da Prefeitura de Vitória, entre outras homenagens. O projeto “Acervo Capixaba –
Na mesa
Candidatura de Felipe Rigoni ao governo em 2022 é projeto “ainda de pé” nas movimentações partidárias Agência Câmara Possibilidade já ventilada há alguns meses, a candidatura do deputado federal Felipe Rigoni (sem partido) ao governo do Estado em 2022 segue com registros de capítulos na esfera local e nacional. Nesse domingo (18), a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, reforçou a existência do projeto e o interesse de Rigoni em erguer o palanque, contando, para isso, com um leque de partidos que tenta atraí-lo, movimento executado desde antes do parlamentar ter sido liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para deixar o PSB, do governador Renato Casagrande, em abril deste ano. O deputado já vinha conversando com o Podemos, DEM e o PSDB. Agora, acrescentou ao cenário o PSD. A estratégia, em todos os casos, é construir uma candidatura de terceira via, representante do campo de centro-direita, para passar por fora do embate da situação versus oposição, que coloca em dois extremos Casagrande e os bolsonaristas, com a candidatura de Carlos Manato (sem partido), repetindo o embate de 2018. O quadro, porém, não para por aí, já que tem mais gente atrás de ocupar esse espaço. O principal deles, hoje, é o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), que saiu rapidamente da condição de aliado do governador para crítico costumaz, e não para de rodar o Estado para cravar seu nome na disputa. Enquanto isso, permanecem em aberto as apostas: qual partido é melhor cotado para abrigar Rigoni e com qual meta para 2022? Parceiros A considerar os partidos que tentam atrair o deputado federal, dois são alinhados ao governo Casagrande. O Podemos, do seu secretário de Governo, Gilson Daniel, e o PSDB, do deputado Vandinho Leite, que iniciou a atual legislatura como um dos principais críticos do grupo de “independentes”, mas depois se aproximou da gestão estadual. Críticos O DEM, por sua vez, do casal Theodorico Ferraço e Norma Ayub, tem atuado em sentido oposto, em sintonia com o bolsonarismo. O mesmo se diz em relação ao PSD, considerando as ações do presidente estadual da legenda e deputado federal Neucimar Fraga, que virou “fanzoca” número um do presidente Jair Bolsonaro. Trajetória Primeiro deputado cego do País e segundo mais votado em 2018, com 84,5 mil, Felipe Rigoni escreve um livro para lançar até o final deste ano sobre sua trajetória. Ele integra os chamados “movimentos de renovação” e se filiou ao PSB apoiado por Casagrande. Tempos depois… Divergências …acabou entrando em atrito com a Nacional do PSB, que o puniu após desrespeitar orientação para se posicionar contrário à reforma da Previdência. Na época, Casagrande defendeu Rigoni, que depois do episódio, acionou o TSE. Teoria De volta ao Erick, em mais uma rodada de interação com seus seguidores do Instagram, ele foi questionado várias vezes sobre a candidatura ao governo do Estado e respondeu com o mesmo texto padrão: “o futuro a Deus pertence”. Prática O presidente da Assembleia segue cada vez mais ativo nos debates com lideranças e setores da sociedade, espalhando a chamada “Juntos vamos construir um novo tempo no ES”. Prática II Nessas conversas, esteve recentemente com o empresário Antonio Perovano; a presidente da Findes, Cris Samorini; o ex-candidato a prefeito em Vitória Mazinho (PSD); e os atuais vereadores Denninho Silva (Cidadania) e Armandinho Fontoura (Podemos). Mesmo caminho O outro que entrou em campo efetivamente, como dito aqui na coluna semana passada, ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede), também começou a realizar encontros com lideranças, vereadores e comerciantes em municípios capixabas. Nesta segunda-feira, foi em Santa Maria de Jetibá e Afonso Cláudio, na região serrana. Nas redes “O cinema capixaba deve muito a Orlando Bomfim Netto. A cultura brasileira perdeu um dos seus maiores nomes, documentarista que se dedicou a registrar aspectos da diversidade cultural capixaba e da nossa população. Descanse em paz, Orlando. Decretamos luto oficial de 3 dias”. Renato Casagrande, governador do Estado. FALE COM A COLUNA: Audifax na estrada Sem mandato e cotado para a disputa de 2022, Audifax sai das redes sociais e começa a rodar o Estado https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/audifax-na-estrada As andanças de Erick Presidente da Assembleia amplia movimentações no Estado e indica voos mais altos para 2022 https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/as-andancas-de-erick
Protesto contra Bolsonaro do dia 24 será o maior, preveem organizadores
Quarto ato “Fora Bolsonaro”, no sábado, tem adesão do PSB e começará no Ifes de Vitória Os movimentos sociais e as centrais sindicais que formam as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo acreditam que as manifestações do próximo sábado (24) contra Jair Bolsonaro será a maior das três que já ocorreram, em 19 e 29 de junho e 3 de julho, exigindo o impeachment do presidente, vacina no braço e comida no prato, além do auxílio de R$ 600 e contra a reforma administrativa e as privatizações. Os manifestantes devem respeitar todos os protocolos de segurança sanitária, como o uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento, recomendam os organizadores. Em Vitória, os grupos estão otimistas com a mobilização popular e ficaram mais confiantes com o aumento do número de adesões. Nesta segunda-feira (19), o PSB do Estado iniciou a convocação da militância para o ato, seguindo resolução do Diretório Nacional. Nesse sábado (17), o Diretório aprovou, por unanimidade, a participação do partido nos atos públicos do dia 24 de julho, considerando a “gravíssima situação da política brasileira em que a democracia e a própria vida dos cidadãos estão sendo seriamente ameaçadas”. Em nota, a Executiva Estadual do partido afirma: “O PSB-ES se junta aos partidos de oposição e a maioria de nossa população para dizer um basta a esse governo corrupto, negacionista, responsável pelo caos social, pela destruição do meio ambiente, pelo caos politico e sanitário que estamos vivendo, com mais de meio milhão de mortos pela Covid-19”. O Diretório Nacional do PSB aprovou, também por unanimidade, a realização dos congressos municipais, estaduais e nacional. Pela resolução, os congressos municipais deverão acontecer entre 25 de agosto e 20 de fevereiro, e os estaduais entre 30 de setembro deste ano e 30 de março de 2022. Já o Congresso Nacional está marcado para abril do próximo ano, em Brasília. As manifestações visam obrigar o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) a pautar um dos 120 pedidos de impeachment de Bolsonaro, inclusive o superpedido protocolado por entidades, lideranças, partidos políticos e movimentos sociais. Em plenárias nos estados, o ‘Fora, Bolsonaro’ pretende ampliar a “participação de todos os segmentos que defendem o fim deste governo genocida”. A concentração será em frente ao Instituto Federal de Educação (Ifes), na avenida Vitória, a partir das 14 horas. Durante o percurso, haverá espaço para discursos e cânticos contra Bolsonaro nos trios elétricos e bandas de animação que se juntarão à carreata”. Na última manifestação, no dia 3, cerca de 600 pessoas participaram do ato em Vitória, entre representantes de centrais sindicais e de partidos políticos, como PCO, Psol e PT, povos indígenas, lideranças religiosas e de movimentos sociais. Várias cidades do interior também realizaram o “Fora Bolsonaro”. Protesto contra Bolsonaro reúne centenas e reforça o refrão ‘Empurra que ele cai’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/protesto-contra-bolsonaro-reune-centenas-e-reforca-o-refrao-empurra-que-ele-cai-1 Segundo ato contra Bolsonaro em Vitória é maior e mais organizado – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/segundo-ato-contra-bolsonaro-em-vitoria-e-maior-e-mais-organizado Manifestantes saem às ruas no Estado contra Governo Bolsonaro – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/com-mascaras-milhares-saem-as-ruas-e-exigema-saida-de-bolsonaro
’Esta semana pode ser a de menor índice de casos e mortes no Estado’
Secretário Nésio Fernandes atribui previsão à vacinação da população contra a Covid-19 O secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, anunciou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (19), que a expectativa é de que nesta semana o Espírito Santo alcance o menor índice de casos de Covid-19 durante a pandemia, superando o ocorrido no mês de setembro de 2020, durante o intervalo entre a primeira e a segunda onda. O mesmo pode acontecer com o número de óbitos, cujo melhor desempenho até o momento foi em outubro passado.O gestor acredita que a vacinação contribuiu para essa possibilidade, mas pontuou que a campanha poderia estar mais avançada se o Governo Federal tivesse adquirido vacina ainda em 2020. O secretário também destacou que, para evitar novas ondas, é preciso atingir cobertura vacinal de cerca de 80%. Uma das estratégias adotadas é avançar na imunização com a primeira dose e antecipar a segunda “em casos de ampla disponibilidade da AstraZeneca e da Pfizer”. Quanto à possibilidade de doses de reforço na vacinação contra a Covid-19, Nésio Fernandes reafirmou que sua aplicação depende das discussões a serem feitas em âmbito nacional e de seus impactos no Plano Nacional de Imunização. Entre as ações que devem ser discutidas, a de quais imunizantes poderão ser utilizados, salientando que novas vacinas podem entrar em circulação em breve, como a Butanvac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Outra iniciativa adotada pelo Espírito Santo, de acordo com o secretário, é o que ele chama de “princípio da equidade”, ou seja, distribuição de doses para o interior de forma a fazer com que essas cidades avancem de forma igualitária na imunização por faixa etária. Nésio afirma que, enquanto municípios da Grande Vitória estão vacinando pessoas na faixa etária dos 30 anos, há cidades no interior que ainda estão na faixa dos 40. Sistema Único de Saúde Nésio Fernandes voltou a dizer que os investimentos feitos durante a pandemia deixarão um legado para o Sistema Único de Saúde (SUS). Ele destacou o lançamento do Mutirão de Cirurgias Eletivas, ocorrido no último dia 14. O secretário informou que ao longo do segundo semestre serão realizadas 50 mil cirurgias eletivas, superando os números do mutirão de 2019, que foram de 35 mil. De acordo com o secretário, o objetivo é fazer com que o SUS seja também uma opção para a classe média. Outro anúncio feito pelo gestor é de que, também no segundo semestre, o Samu irá passar a operar em todos municípios do estado.
CNJ prepara audiência pública com atingidos pelo crime da Samarco no Rio Doce
“Que a audiência inicie um processo de repactuação com participação social”, anseia MAB O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu os primeiros sinais de uma possível mudança real na atual forma autoritária de gestão das ações de reparação e compensação dos danos ambientais e socioeconômicos oriundos do rompimento da Barragem de Fundão, da Samarco/Vale-BHP, ocorrido em novembro de 2015 em Mariana/MG. Considerado o maior crime ambiental do país, o rompimento lançou 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração sobre centenas de comunidades ao longo de mais de 600 km do leito do Rio Doce, matando 19 pessoas, contaminando também todo o litoral capixaba, com uma pluma de rejeitos que permanece em toda a área atingida. Até o momento sob execução da Fundação Renova, os programas de reparação estão longe de atingir as metas estabelecidas nos acordos firmados entre as mineradoras criminosas e os órgãos de governo, seja do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo. No centro dessa ineficiência está a insistência da Fundação em não incluir os atingidos pelo crime nos processos de decisão, critério que foi o ponto nevrálgico do último acordo, homologado em 2018, o Termo de Ajustamento de Conduta da Governança (TAC-Gov), que determinou a contratação imediata das Assessorias Técnicas Independentes (ATIs) para auxiliar as comunidades atingidas a reivindicarem seus direitos. Pois é exatamente a participação social o objetivo da audiência pública prevista para meados deste segundo semestre de 2021 pelo CNJ, por meio do Observatório Nacional sobre Questões Ambientais, Econômicas e Sociais de Alta Complexidade e Grande Impacto e Repercussão, com objetivo de implementar a anunciada repactuação da gestão da reparação dos danos do crime. A primeira reunião de planejamento da audiência ocorreu na última quarta-feira (14), quando foi iniciada a análise do edital de chamamento às pessoas e entidades interessadas em participar. “A audiência vai dar oportunidade para que vítimas e familiares, especialistas das áreas ambiental e de direitos humanos e outras pessoas e entidades convidadas possam expor suas visões sobre o episódio, os danos decorrentes e o tratamento dado ao caso no âmbito judicial”, afirma o Observatório. O encontro foi conduzido pela conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Flávia Pessoa, e teve a participação do também conselheiro Luiz Fernando Bandeira, do presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Gilson Soares Lemes, e de representantes de outros órgãos públicos e das mineradoras envolvidas. “O rompimento afetou severamente não apenas os estados de Minas e do Espírito Santo, mas o Brasil inteiro”, salientou o presidente do tribunal mineiro, durante a reunião. Uma das organizações mais atuantes na luta pelos direitos dos atingidos pelo crime, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) entende essa movimentação do CNJ em direção à audiência como positivo. “A gente espera que a audiência pública não seja ‘só para inglês ver’. Acreditamos que ela já é fruto da mobilização feita desde março pelo MAB junto aos governos estaduais, os órgãos de Justiça e o próprio CNJ. Na audiência anterior, que houve para selar o início dessa repactuação, o ministro Luiz Fux questionou a falta de presença das vítimas, porque ele sabe que sem a participação popular não tem como ter legitimidade, vai seguir o mesmo erro dos acordos anteriores”, avalia Heider José Boza, da coordenação capixaba do MAB. O erro central, destaca o militante, que é a exclusão dos atingidos, tem impedido o acesso das vítimas à reparação integral, por meio de medidas essenciais, exaustivamente debatidas, negociadas, determinadas e, igualmente, negligenciadas pela Fundação Renova: fim da quitação geral, garantia das assessorias técnicas, necessidade de programa de transferência de renda, criação de fundos para a retomada produtiva e de renda, políticas para as mulheres e programas na área de saúde. “A gente espera que a audiência acolha essas demandas reais das populações atingidas. Vamos estimular nosso povo, prepará-lo para participar, e vamos exigir que haja outros espaços. Mas já vemos essa audiência como uma primeira vitória nossa e vamos garantir que seja um debate produtivo”. Atualizando os números sobre a falta de gestão da Renova, o MAB reuniu em um vídeo disponibilizado em suas redes sociais que elenca: o corte de 100% do valor do auxílio financeiro para cinco mil atingidos em plena pandemia de Covid-19; o pagamento de indenizações a apenas um terço das 98 mil pessoas cadastradas até janeiro passado; e o não cadastramento, ainda, de mais de 63 mil pessoas atingidas. Sobre o sistema de indenização simplificado, imposto pela Renova, o MAB denuncia que, apesar de ser resultado da luta dos atingidos, sua implementação “não simplificou nada; pelo contrário: vimos o direito à indenização justa ser transformado numa verdadeira indústria”. O MAB critica a corrida de advogados particulares “para captar clientes com falsas promessas e escondendo informações importantes, como os efeitos de uma quitação geral de danos”. “Estamos vivendo uma piora nas condições de vida do povo. Sem assessoria técnica e impedidos de se reunir para encontrar uma saída”, conta. ‘Sistema de INjustiça’ e minerosubserviência expandem o desastre – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/sistema-de-injustica-necroengenharia-e-minerosubserviencia-expandem-o-desastre Gasto da Fundação Renova com propaganda é suficiente para construir 146 casas – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/gasto-da-fundacao-renova-com-propaganda-e-suficiente-para-construir-146-casas Mais de 100 juristas pedem afastamento imediato do juiz Mário de Paula – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/mais-de-100-juristas-brasileiros-pedem-afastamento-imediato-do-juiz-mario-de-paula ‘Não é doce morrer no mar de lama’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/nao-e-doce-morrer-no-mar-de-lama