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São fatos

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Notícias do final de junho soam como normais, num país em que nada é levado a sério Quando escrevia este texto, entrávamos na reta final de junho e quatro fatos estavam em voga nos noticiários. Primeiro e mais importante, o governo e as vacinas. Apesar de nesse período vacinar acima de 1 milhão por dia, o presidente continuava negacionista. Se esse homem pecar por isso, Deus mostrará em breve. Eram nomes de várias vacinas e cada uma tinha (ou tem) uma história. O segundo, a CPI da Covid continuava, com os convidados mentindo, a mando do Palácio Alvorada e os membros, inclusive senadores da oposição, perdendo a estribeira com a cara de pau dos entrevistados negando evidências claras. O relator só falando em mandar prender, etc. Deixou de ser séria e da gente perder a esperança em alguma justiça. O terceiro, a Copa América com o Brasil pulando de fase. Poucos torcedores vendo a seleção jogando mal, e Tite e seus comparsas acreditando que ali existia bom futebol. É sabido que achar um bom técnico para seleção é difícil, mas Tite já era. É cooperativista, protetor, teimoso, insistindo com uns jogadores, só porque jogam fora, mas lá não são nada, apenas jogadores normais, à exceção de Neymar. Se a seleção vir ganhar a Copa América, será porque os rivais são piores. O quarto fato foi a caçada ao bandido Lázaro. Ocupou manchetes e notícias em boa parte da imprensa diuturnamente. Um dos personagens desta procura insana foi o secretário de Segurança de Goiás, Rodney Miranda, nosso ex-secretário e nosso ex-prefeito de Vila Velha. Inclusive foi acusado de fazer política com este fato. Fora a inflação galopante e incontrolável; fora o auxilio emergencial do governo; fora a melancólica despedida do Gérson do Flamengo; fora o tempo frio e a estiagem nas barragens; fora a Olimpíada a se iniciar no Japão; fora a Eurocopa com seus jogadores trilhardários. Enfim, como tudo no Brasil é dramático, este período citado nesta crônica soou como fatos normais num país em que nada é levado a sério. PARABÓLICA Já é tempo de Ronie largar a promoção externa da Litoral FM e fazer locução de estúdio. Melhor que muitos por aí. Enquanto isso, na Super FM, a rádio está bem servida com Edson Jonas e Karen Vieira na parte da manhã Dá gosto ver o trabalho de Carol Monteiro e Any Cometi na Gazeta. Afinal, as duas passaram primeiro pela Rede Sim. Beto Jr, que estava em Cachoeiro, voltou para Vitória e compõe o time da Massa FM. A tarde é dele. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE TRADUÇÃO JRM YOUTUBE https://www.youtube.com/watch?v=aPip9Go3OsUJoss Stone – The Love We Had MENSAGEM FINALTudo já foi descoberto, exceto como viver. Jean-Paul Sartre

05/07/2021 / 0 Comments
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​CNJ suspende processo para preenchimento de vagas de desembargador

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Tribunal de Justiça deve suspender o edital até decisão final de ação movida pela OAB-ES Por decisão liminar do relator Marcos Vinícius Jardim Rodrigues, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgada em 2 de julho, estão suspensos os editais n.12 e n.13 do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), com a determinação de que o órgão “se abstenha de destinar à magistratura as respectivas vagas de desembargador até a decisão de mérito do presente feito”. O CNJ foi acionado pela seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), para que seja iniciado o processo de escolha de desembargador de nomes do quinto constitucional, a partir de uma relação indicada pela advocacia. Há um mês, o TJES iniciou o processo de escolha para preenchimento de duas vagas de desembargadores, mas não incluiu a vaga do quinto constitucional, decorrente da aposentadoria do desembargador Álvaro Manoel Bourguignon, que foi reclamada pela OAB-ES em agosto de 2020, inclusive com pedido de liminar negado no CNJ. Novo pedido de providência foi encaminhado ao conselheiro Marcos Vinícius Jardim Rodrigues, em junho, tendo em vista o “fato novo”, a deflagração do processo para preenchimento de vagas para juízes, relatado desta feita favoravelmente à OAB, com a suspensão do processo até a decisão do final. Em sua decisão, o conselheiro do CNJ explica que trata-se de pedido de providências com requerimento liminar, formulado pela seccional no Espírito Santo Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), que questiona o não provimento do cargo vago de desembargador destinado ao quinto constitucional. “O requerente alega que o TJES possui 30 cargos de desembargador, dos quais seis são destinados ao quinto constitucional, sendo três do Ministério Público e três da OAB/ES, de modo que, em razão da aposentadoria do desembargador Álvaro Manoel Bourguignon, com efeito a partir de 10 de fevereiro de 2020, resta vaga umas das cadeiras do quinto constitucional destinada à advocacia”. Segundo o pedido da OAB-ES, “o não provimento da vaga por tempo indeterminado violaria os princípios da paridade na representação, da igualdade e da segurança jurídica, e que a existência de vagas abertas pertencentes à magistratura em nada interferiria naquelas afeitas ao quinto constitucional”. Acrescenta que “mesmo em se cogitando a possibilidade de nomeação de membros da magistratura antes da vaga do quinto constitucional, tal circunstância também encontraria óbice no número da atual composição do TJES, qual seja 27 membros, tendo em vista que a fração obtida com arredondamento para cima na composição do quinto constitucional ainda seria de seis integrantes”. A OAB comenta que “a postura do Tribunal demonstra injustificada recalcitrância e nítida intenção de utilização tangente da constitucional na vaga da magistratura” e sustenta que “em relação à observância da Lei de Responsabilidade Fiscal, os repasses dos duodécimos pelo Poder Executivo local têm se mantido inalterados, em estrita observância à Lei Orçamentária de 2020”. Assim, decidiu o relator que “observando-se os elementos constantes dos autos, verifico a existência do suporte fático-jurídico ensejador da concessão de medida liminar, ante a presença de fundado receio de prejuízo ou de dano irreparável, bem como de risco de perecimento do direito invocado”. TJES é acionado novamente no CNJ para abrir vaga de desembargador para advogado – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/tjes-e-acionado-no-cnj-para-abrir-vagade-desembargador-para-advogado

05/07/2021 / 0 Comments
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Elsa, a ameaça

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No sábado, Elsa já era uma chuvinha à toa Um furacão invade nossa área – o primeiro do ano. Outros foram detectados e monitorados, mas se desmancharam no ar feito boas intenções. Sendo que obedecem a uma ordem alfabética, onde foram os precedentes? Ana, em 29 de maio, passou pelas Bermudas e virou tempestade; Bill, em 13 de junho, foi para a Carolina do Norte, também sem manter a ameaça de se tornar um furacão; Claudette, em 21 de junho, provocou muitas chuvas, mas perdeu a força e morreu no mar. O pior deles foi Dany, que passou por vários estados deixando um rastro de destruição. No Alabama foi cruel: 14 mortos e 20 feridos. * Rondando nossos mares, Elsa atingiu o sul do Haiti na sexta-feira. Com previsão de chuvas fortes e trovoadas nesta semana. Nos mares do Caribe Elsa provocou ventos correndo a 20 milhas por hora. O Serviço Nacional de Furacões – National Hurricane Center (NHC) – começou a monitorar Elsa a 1.300 km da costa, dia 29 de junho. No dia 30 ela virou potencial furacão de categoria 5. No sábado, Elsa já era uma chuvinha à toa. * Efeitos colaterais: supermercados lotados, com os estoques de água se esgotando rapidamente. Longas filas nos postos de gasolina – além de encher o tanque, a maioria leva containers para estocar. No sábado o monstro perdeu a força, passando sobre Cuba no domingo como uma tempestade tropical. No ano passado minhas janelas ganharam vidros blindados contra furacões, portanto não me preocupei com as horríveis placas que precisava instalar. Um problema a menos – pagar para por, pagar para tirar. * Mas nunca se sabe. Os furacões são caprichosos e podem mudar de ideia de repente, sem respeitar as previsões, por mais avançada que seja a tecnologia moderna. Vinha nessa direção, mas de repente mudou de ideia e virou para a direita ou para a esquerda. Ou se desmanchou no ar, sem dar qualquer explicação. Bom para uns, ruim para outros. * Com ou sem furacão, domingo, quatro de julho, é o Independence Day. Os americanos comemoram com muito churrasco e o futebol que não é igual ao do resto do mundo. As lojas fazem grandes promoções. * Com ou sem pandemia a vida continua. Fazer o bem sem ver a quem – A Royal Caribbean emprestou um navio para hospedar as centenas de pessoas que vieram de outros estados e até do exterior para ajudar na busca de sobreviventes no prédio que desabou em Miami Beach na semana passada. Outros prédios na área estão sendo interditados.

04/07/2021 / 0 Comments
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​Bolsonaro e a ameaça de golpe

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O golpe já foi dado em 2016. Bolsonaro é uma das fases do projeto construído pelo capital financeiro    Escrevo a coluna um dia depois que milhares de brasileiros saíram às ruas, na terceira grande manifestação contra Jair Bolsonaro em menos de dois meses, desta feita com a participação mais ativa de antigos ativistas políticos reunidos no grupo denominado geração 68ES. A maioria beirando ou já ultrapassando os 70 anos, trazendo no caminhar marcas de prisões, torturas e recordações de companheiros que foram mortos pela ditadura militar instalada no país em 1964, articulada com a participação ativa dos Estados Unidos. A bandeiras de luta são muitas, mas, entre tantas, uma se ressalta: a ameaça de um golpe nas eleições de 2022. É nesse momento da vida nacional, o país arrebentado pela pandemia da Covid-19, agravados com os malfeitos de Bolsonaro, felizmente em elevação contínua na reprovação popular, que desembarca em Brasília William J. Burns, diretor da agência de inteligência estadunidense, a famigerada CIA, presença marcante no Brasil no golpe militar de 1964 e também no de 2016, que depôs a presidenta Dilma Rousseff. Manteve encontros com o presidente da República e os generais-ministros Luiz Eduardo Ramos, da Casa Civil, e Augusto Heleno, da Segurança Institucional. Os dois ministros integram a cúpula militar que ajudou a eleger o presidente e atualmente ocupa o governo brasileiro, com alto poder de mando, desde que siga a cartilha formatada lá fora, e, segundo os fortes indícios divulgados na imprensa, que apontam a participação ativa do ex-juiz Sergio Moro e do procurador Deltan Dellagnol, reforçada por estranhos comportamentos e declarações, como essa: “A prisão de Lula é um presente da Cia”. São fatos historicamente entrelaçados que dizem muito do que poderá estar em curso neste momento sombrio, não só no Brasil, mas na América do Sul, impactando países onde os ventos da democracia sopram contra o colonialismo mantido por meio de governos autoritários. Venezuela, Chile, Bolívia são países que estão no radar estadunidense. No Brasil, o incômodo é o desequilíbrio político-eleitoral representado no retorno do ex-presidente Lula à cena política e sua liderança demonstrada na corrida eleitoral de 2022. Na última eleição, ele foi impedido, preso, por força de processos que resultaram em absolvição por falta de provas, num emaranhado de fatos que envolvem, além do Judiciário, a mídia comercial e forças estrangeiras. O que representa a bizarra visita do chefe da espionagem estadunidense ao presidente da República, no momento em que ele, o escolhido para chefe de Estado, desmorona e coloca em risco os projetos construídos que visam, unicamente, manter o Continente subjugado ao capital financeiro, no histórico papel de quintal? Bolsonaro responde em declarações e comportamentos diários. Já está pronto o projeto para reforçar ainda mais o autoritarismo, o regime de força e, para isso, só basta o anúncio formal de quem está no poder. O golpe já foi dado em 2016 e está em franco andamento. Daí a importância do protesto das ruas, das manifestações em defesa da democracia e contra o governo genocida, entreguista da soberania nacional, suspeito de corrupção, adorador da morte. Os que participaram de lutas passadas se juntam a gerações mais recentes na vida nacional para impedir a construção desse cenário golpista e autoritário. Quando Bolsonaro diz que pode “não entregar o poder” em 2022, ele fala do que está em andamento, se ampara no aparelhamento das instituições do Estado, na omissão e cumplicidade da classe política e na aceitação por parte da sociedade do velho “complexo de vira-latas”. O golpe está aí, é preciso desmantelá-lo, e, nesse caso, o poder das duas é imensurável.   .

04/07/2021 / 5 Comments
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As novas cores da Piedade

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Projeto do grupo Cidade Quintal realiza intervenções no morro que luta para se reerguer após episódios de violência Dependendo do momento do dia, do alto do morro da Piedade o canto dos pássaros é mais alto que o som dos carros que transitam pelo não distante Centro de Vitória. Meninos empinam pipa, outros improvisam rap e um jovem carrega nas costas uma cesta básica. A tranquilidade, entretanto, por vezes deu lugar ao medo tempos atrás.  Em 2019, após um momento difícil de violência, mortes e ameaças por conta de facções, foi idealizado o projeto Ativar Piedade, uma parceria dos grupos Cidades Quintal e Árvore Casa das Artes, num momento em que o poder público e moradores discutiam como enfrentar a situação. Francisco Xavier/Expurgação Passou-se quase um ano e meio até o projeto se concretizar, por meio de patrocínio da Secretaria de Cultura do Espírito Santo (Secult) e da empresa Intercores, com apoio do Movimento Comunitário do Bairro Piedade e do Instituto Raízes. Com destaque para cores muito vivas, o projeto ao todo pintou 31 fachadas, a maioria de casas de moradores, mas também uma venda, duas igrejas e o ponto de memória. O Ativar Piedade optou por formar um circuito de casas, caminhos, escadarias, rampas e becos que perpassam pontos importantes do bairro, reconhecido como um dos berços do samba capixaba. O trajeto deste circuito foi escolhido buscando conectar dois espaços de convivência ainda precários, um pátio onde a Árvore Casa das Artes instalou um parquinho para as crianças, e o terreirinho, espaço baldio onde o poder público prometia uma praça ou quadra, mas até hoje ganhou apenas um calçamento. Nesse caminho entre eles, passa-se pela Capela São Vicente de Paulo e pelo Instituto Raízes, espaço cultural e de memória. “Buscamos consolidar espaços já existentes”, explica a designer Juliana Lisboa, do Cidade Quintal. Já em fase de final de pintura, os resultados são visíveis e têm dado o que falar na comunidade. “Onde a gente passa sempre tem pessoas comentando. A comunidade toda está comentando que está muito bonito, deu um visual melhor para a comunidade que estava bem acabadinha”, relata Cristina Santos de Jesus, uma das moradas que teve a fachada de sua casa pintada. Francisco Xavier/Expurgação “Na época que o Cidade Quintal veio para a Piedade, como a violência estava imperando aqui, a ideia era mudar a cara do bairro e melhorar, para que os moradores voltassem. Foram feitas algumas reuniões com moradores, o projeto foi apresentado e logo foi aprovado por todos. Agora estamos vendo aí o resultado”, comemora a líder comunitária Claudia Rosana Almeida, presidente do Movimento Comunitário do Bairro Piedade. “O projeto foi para mudar a cara do bairro de triste para alegre, e está dando certo. Mudou completamente e já tem moradores mexendo em suas casas para voltar”, diz, lembrando que no período de maior violência muitas famílias deixaram suas casas e se mudaram do bairro. Com o fim das tensões, começam a pensar em voltar, encontrando agora novos ares e cores. Depois da pintura das fachadas, agora o projeto entra na reta final colorindo também o piso, as escadarias, rampas e acessos, além de inserir outros detalhes, como relatos de moradores colhidos durante as visitas de preparação. O Ativar Piedade se atentou a detalhes históricos e culturais da comunidade. Francisco Xavier/Expurgação Homenagem à vida A capela da comunidade, um dos pontos de destaque do percursos, dá acesso a um beco que desce até o terreirinho. O trajeto traz lembranças tristes como da execução dos irmãos Ruan e Damião Reis, que chocou não só a comunidade, como todos que defendem os direitos humanos. Mas a violência não é um tema direto no projeto. A cultura de paz é abordada de forma sutil nas obras, com bandeiras brancas pintadas ao longo de pontos marcados por tragédias e outros detalhes que poderão ser percebidos ao longo do circuito. Muito perto do local, de frente à singela capela que ganhou novos ares com a pintura, se faz uma homenagem à vida dos moradores. Não à forma como se foram, mas sim como vieram ao mundo muitos filhos da Piedade. Assim, o local ganhou o nome de Memorial Nascente, com uma homenagem a diversas parteiras que viveram no bairro. Nos muros se registram os nomes de diversas dessas mulheres: Rita Ribeiro Pinto, Lorentina Martins, Carmem Leite do Nascimento, Franscisca Wanzeller, Benedita Martins, Mãe Dindinha, Didimar de Jesus e Rosalina Barbosa da Costa. A ideia foi de Sandra Maria Reis, benzedeira e umas das lideranças do bairro. Celebrando os nascimentos, crianças e bebês do bairro deixaram ali marcas de tinta de seus pezinhos. Sandra pensou que quando crescerem, as crianças perguntarão aos adultos quem foram aquelas mulheres cujos nomes estão pintados perto das marcas de seus pés. Assim, essas mulheres e suas histórias serão lembradas. “É importante o resgate da memória. Com o passar do tempo muitas coisas ficaram para trás, as histórias que temos não são mais contadas”, relata Sandra. Francisco Xavier/Expurgação Outra questão interessante que também vai figurar nos muros pintados são as lendas do bairro, como das ruínas, do morador que virava lobisomem, do saci que habitava uma árvore, que aparecerão nos desenhos que estão sendo feitos na fase final. “Ficamos muito felizes de que essas histórias se tornem um pedaço da realidade. Mostra que tivemos nossas fábulas, mesmo que diferentes. Não folheávamos livros, mas tínhamos pessoas que criavam esse mundo imaginário que nos fazia sentir igual a todos”, relata Sandra Reis. Francisco Xavier/Expurgação De dentro para dentro O Ativar Piedade tem uma característica diferente dos outros trabalhos que vêm sendo realizados pelo Cidade Quintal em bairros como Ilha do Príncipe, Vila Rubim, Floresta e Romão. A maioria das obras feitas até hoje buscaram identificar a identidade local e traduzir de dentro para fora da comunidade, usando as cores, desenhos, cultura e história para projetar grandes painéis vistos por quem passa pelos locais. “Esse trabalho na Piedade se dá de dentro para dentro. Como se fosse reavivar essas memórias e potencialidades. O público desse trabalho são os próprios moradores”,

04/07/2021 / 2 Comments
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Privatização do porto de Vitória é ‘bandeira política’ do governo federal

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Presidente da Aopes, Wagner Cantarela aponta perda de competividade no porto e queda na receita municipal “Precisamos compreender o que está por trás do propósito do governo federal com a desestatização da Codesa [Companhia Docas do Espírito Santo]. O modelo apresentado indica claramente a formação de oligopólios, elevado nível de desemprego e queda na arrecadação municipal referente à prestação de serviços, uma vez que parte dessas empresas possuem instalações de armazenagem fora do porto”. Wagner Cantarela, presidente da Associação dos Operadores Portuários do Estado do Espírito Santo (Aopes), fez essa declaração em entrevista a Século Diário ao analisar a privatização do setor, que, para ele, é uma “bandeira política” do governo federal. Ele aponta que o Estado, trabalhadores e usuários serão impactados, com redução no volume de cargas, o que fará que o Porto de Vitória perca “sua essência de instrumento de desenvolvimento local e regional, bem como sua essência de uso público, se viabilizada a concessão de ativos públicos que serão entregues à iniciativa privada para exploração pelos próximos 35 anos, sem que seja oportunizado um amplo debate pela sociedade”. Veja os principais trechos da entrevista: Século – Qual a sua visão sobre o processo de privatização da Codesa e seu impacto no desenvolvimento da economia do Estado? Wagner Cantarela – Reconhecemos que há necessidade de mudanças para que o porto público se torne mais eficiente e competitivo, e a atracação de investimentos, maior autonomia na tomada de decisões e aumento da concorrência são valores fundamentais para que o objetivo seja alcançado. Na minha visão não faz nenhum sentido escolher o Porto de Vitória como laboratório no país para aplicação de um novo modelo portuário que foi amplamente criticado por especialistas; talvez a escolha faça parte da estratégia do governo federal em função da histórica fraqueza política que o Espírito Santo possui a nível nacional. É comum nos depararmos com comentários de que o Porto de Vitória precisa ser privatizado. Mas não se questiona o que precisa ser privatizado ou como funciona o ambiente portuário. Precisamos compreender o que está por trás do propósito do governo federal com a desestatização da Codesa, tendo em vista que um porto ou projeto de um porto é pensado para no mínimo os próximos 100 anos, e as concessões de ativos públicos à iniciativa privada são concedidas pelo poder concedente para exploração, em geral, pelo período mínimo de 30 anos. Trata-se de ativos públicos que serão concedidos à iniciativa privada para exploração pelos próximos 35 anos, sem que seja oportunizado um amplo debate pela sociedade, inclusive, a ausência de novas rodadas de discussão para exaurir, com a participação de especialistas do setor, cada item das contribuições respondidas pela Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários]. Essas condições são imprescindíveis para que a sociedade tenha a segurança das decisões que estão sendo tomadas cujos reflexos serão sentidos pelas próximas três décadas. O modelo apresentado pelo governo federal indica claramente a formação de oligopólios e extinção da categoria dos operadores portuários que atualmente contribuem significativamente para a competitividade e a livre concorrência; as obrigações previstas ao novo concessionário inevitavelmente provocarão aumento das tarifas portuárias, sem considerar as obrigações de investimentos que também estão previstos. A autonomia concedida ao novo concessionário provocará impactos tarifários também em terminais de uso privado situados no Espírito Santo, pois haverá novos encargos financeiros decorrentes da utilização dos molhes de abrigo e canais de acesso situados na poligonal do porto organizado, que passarão a ser tratados como unidades de negócio do futuro concessionário privado. O primeiro impacto será diretamente aos usuários das instalações portuárias, pois além do aumento tarifário que atingirá diretamente os produtos importados e exportados aumentado o chamado “Custo Brasil”, haverá também forte tendência de seletividade de carga, ou seja, aqueles usuários cujos produtos movimentados sejam em função do pouco volume ou pela característica, não serão atendidos por não proverem o retorno financeiro almejado. Será o Estado como um todo perdendo cargas, o Porto de Vitória perdendo sua essência de instrumento de desenvolvimento local e regional bem como sua essência de uso público. O modelo apresentado beneficia unicamente o governo federal, que além da necessidade de fazer caixa também pretende utilizar a desestatização da Codesa como “bandeira política”; não à toa o cronograma é apertado e é conduzido com uma rapidez que, muito provavelmente, nunca se viu antes no serviço público. Para se discutir mudanças no sistema portuário brasileiro, em primeiro lugar, deve-se defini-lo como um projeto de “Estado” e não de “Governo”, principalmente em um momento de fragilidades e incertezas que o governo atual vem enfrentando. Como você analisa a situação dos pequenos e médios operadores portuários, categoria que garante a movimentação de cargas? O modelo portuário proposto não assegura a continuidade dos operadores portuários, e pelo nível de autonomia concedido ao concessionário, que o permitirá estabelecer livremente contratos com terceiros para operar a atividade do porto, certamente provocará a extinção dessa categoria prevista na Lei dos Portos e que contribui relevantemente para a competitividade do porto em observância ao ambiente concorrencial promovido por essas empresas. Essa categoria é formada por agentes econômicos que conhecem com propriedade a atividade portuária, e mesmo diante das dificuldades, em especial pela falta de infraestrutura e ausência de atuação e decisões ágeis pela administração portuária em função do modelo público de governança, estas empresas criam soluções logísticas por meio de investimentos em recursos, equipamentos e estrutura para a armazenagem dentro e fora do porto para atender com muito esforço os usuários que demandam suas cargas para o Porto de Vitória. Aproximadamente 50% do volume de carga movimentada no Porto de Vitória são realizados pelos operadores portuários exclusivamente em berços públicos. O volume é representativo e demonstra que as atividades são realizadas em consonância com a prática concorrencial, conforme a legislação portuária vigente, construída por legisladores que se atentaram para a sensibilidade do ambiente portuário, justamente para coibir a prática oportunista daqueles agentes econômicos que se manifestam para se estabelecer como poder dominante, bem como para formação de monopólios. Como consequência, haverá elevado nível de desemprego e queda

04/07/2021 / 4 Comments
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Casos de óbito por Covid-19 aumentam entre servidores do Sistema Socioeducativo

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Entre os adolescentes privados de liberdade, não há registro de mortes pela doença no Espírito Santo Comparado com o último levantamento do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF/CNJ), divulgado em fevereiro, o número de óbitos por Covid-19 entre servidores do Sistema Socioeducativo capixaba subiu de um para cinco. Já entre os adolescentes privados de liberdade, não há registro de mortes pela doença. Com o aumento no número de óbitos desses trabalhadores, o Espírito Santo saltou do último lugar no ranking para o quarto, posição que ocupa juntamente com Ceará, Pará e Paraíba. O primeiro colocado é São Paulo, com 33; seguido do Rio Grande do Sul, com oito; e Pernambuco, com sete. Diante dos dados, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado do Espírito (Sindipúblicos), Iran Milanez, destaca que a entidade “reafirma sua defesa pela vida”. De acordo com ele, os números reforçam a preocupação do sindicato quanto à decisão “equivocada” do governo Renato Casagrande (PSB) de retomar as atividades presenciais no serviço público sem imunização completa “até mesmo de profissionais do grupo de risco”. “Entendemos ser dever do Estado proteger a vida de seus cidadãos e dos seus servidores, mantendo enquanto perdurar a pandemia todas as medidas restritivas: distanciamento, revezamento e teletrabalho aos servidores não imunizados, fornecimento/uso de máscaras e ampla testagem”, diz, fazendo críticas também à falta de transparência na divulgação de dados quanto às mortes e casos de Covid-19 no serviço público. Embora não tenha sido registrado nenhum óbito por Covid-19 entre adolescentes privados de liberdade, em meio a esse grupo foram detectados 143 casos da doença, deixando o Espírito Santo em terceiro lugar no ranking nacional juntamente com Alagoas. O primeiro colocado foi São Paulo, com 868; e o segundo, Ceará, com 242. No último levantamento o Estado estava em terceiro lugar, com 101 casos de Covid-19 entre os socioeducandos. Além de realizado pelo DMF/CNJ, o acompanhamento conta com dados disponibilizados pelas autoridades locais e com o auxílio do programa Fazendo Justiça, parceria do CNJ com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

04/07/2021 / 1 Comment
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Espetáculo capixaba que denuncia feminicídio negro é tema de livro

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Proposta é gritar contra as violências cotidianas que afetam as mulheres e tudo o que é feminino Artistas capixabas decidiram denunciar o feminicídio por meio da arte. O livro “Abajur Cor de Carne – Cartografia pela Dança” fala de uma apresentação artística homônima que combate também a violência de gênero, crescente no Espírito Santo. O espetáculo de dança foi lançado em 2019 pelo coletivo Emaranhado e, no livro, os autores procuram abordar as estratégias utilizadas na apresentação para denunciar o feminicídio negro por meio da arte. Ph Bernardo Firme “A proposta deste livro – que atravessa a dança, a performance, o teatro, a música e a escrita – não é a de reafirmar as violências, mas de gritar contra elas, com a força e a coragem de quem se envolve numa luta que se faz presente a cada segundo em que uma mulher é ofendida, violentada, assediada, abusada e morta, entre tantas outras formas de violência dirigidas às mulheres e ao que é feminino”, diz um trecho da obra. A publicação do livro foi aprovada na Lei Aldir Blanc, dentro do Edital de Seleção de Projetos e Concessão de Prêmio “Cultura Digital” – Apoio à Produção de Conteúdos Digitais no Estado do Espírito Santo. O livro também tenta suprir lacunas. O coletivo capixaba sentia falta de uma literatura que abordasse uma teoria e metodologia no campo da dança. “A gente tem um déficit de escrita com a memória da dança baseada na apresentação dos espetáculos. A ideia era construir um material que trouxesse isso”, explica Maicom Souza, um dos autores do livro. Desde 2016, o coletivo tinha ainda o interesse de produzir um material artístico que denunciasse o feminicídio crescente no Estado. “Todos os dias sai no jornal casos de feminicídio, só que outros segmentos também precisam abordar esse tema e produzir reflexões sobre isso”, ressalta.  Ph Bernardo Firme Entre dança, canto e batuque, o objetivo do espetáculo era justamente provocar essas reflexões. As cenas tinham o intuito de denunciar as violências que, constantemente, violam os corpos das mulheres pretas. “A apresentação proporciona vários incômodos no telespectador, porque se a gente trata o assunto com muito romantismo, a reflexão acaba se perdendo”, pontua. Além de ser organizado e escrito pelo filósofo e produtor cultural Maicom Souza, o livro construído a partir do espetáculo teve parceria de Thaynah Bettini, Érica Ortolan, Ricardo Reis, Paloma Rigamonte, Elaine Vieira e todos artistas que participaram das apresentações. Um dos capítulos chegou a ser reconhecido no Prêmio Balogun Abdias do Nascimento de Artigos e Pesquisas Científicas em Culturas e Religiões Afro-Brasileiras do Rio de Janeiro.  Ph Bernardo Firme “Tanto o espetáculo quanto este livro são um trabalho de permanência: sua arte é cíclica, conversa com o público trocando dores e denúncias. Não termina em cena, perdura, perpassa o cotidiano, pois fala dele, trazendo-o, questionando-o, anunciando-o, de modo que não se possa mais temer a voz que grita, que luta”, diz um outro trecho da obra. O formato virtual do livro já está disponível para acesso online e a versão impressa foi lançada nesse sábado (3) em um evento realizado em frente ao Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória. 

04/07/2021 / 0 Comments
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​Protesto contra Bolsonaro reúne centenas e reforça o refrão ‘Empurra que ele cai’

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A manifestação reforçou o grito “Fora Bolsonaro”, rejeitou o governo fascista e exigiu vacina e emprego Leonardo Sá Como nas duas últimas manifestações, de 29 de maio e 19 de junho, o evento “Fora Bolsonaro” deste sábado (3) motivou centenas de pessoas (600, segundo estimativa dos organizadores), que desde as primeiras horas da tarde começaram a se concentrar no espaço em frente ao Teatro Universitário, em Goiabeiras. As bandeiras de luta apresentadas rejeitam o governo fascista e genocida, exigem a vacina e o emprego e enfaixam o “Fora Bolsonaro”. Leonardo Sá Jovens e idosos, professores e alunos, artistas, intelectuais, políticos, movimentos sociais e o povo em geral se uniram contra o “presidente genocida” e reforçaram o refrão “Empurra que ele cai”. Os povos indígenas foi representado por um grupo da aldeia Caieiras Velhas, de Aracruz, no norte do Estado, que entoou cânticos. O som se misturava ao que saía dos trios elétricos e aos repiniques de escolas de samba, dando om tom de brasilidade ao evento, em meio a bandeiras do PCB, PT, Psol, de movimentos sociais e da bandeiras do Brasil. Leonardo Sá “Me sinto muito feliz por a gente estar aqui fazendo uma manifestação contra Bolsonaro e saber que todo mundo está disposto a tirá-lo do cargo de presidente”, a diz a estudante Sofia, em concordância com o pai, o professor universitário Roberto Beling, ativista nas redes sociais, para quem Bolsonaro chegou no limite: “O Bolsonaro ultrapassou todas as medidas, o país está sob risco, é um psicopata, e a democracia que nós conquistamos com tantas lutas está hoje ameaçada. Ele quer imitar, ser o Trump [Donald, ex-presidente dos Estados Unidos] e colocar um governo machista, homofóbico, com essa moral fundamentalista”. Leonardo Sá A manifestação deixou a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) às 15h10 em direção à Reta da Penha. De saída para entrar na multidão, a jovem universitária Pérola ainda teve tempo de falar rapidamente e afirmar, por trás da máscara, os olhos bem claros apertados, comprimidos por um largo sorriso. “Isso é revolucionário, um resgate, fora Bolsonaro”. Leonardo Sá Da mesma opinião é a ex-deputada estadual Brice Bragato, do Psol. “Demoramos muito, mas ressurgimos com muita força, com muita coragem. Não tem mais para Bolsonaro; não é possível que esse país fique engolindo esse sujeito e que o Congresso Nacional não tome vergonha e faça a parte dele”. Leonardo Sá Já a deputada estadual Iriny Lopes (PT) enfatizou que a queda de Bolsonaro está próxima: “Com esse terceiro movimento, com todos os acontecimentos desta semana [as denúncias de corrupção na compra da vacina Covaxim] vou usar o conhecido jargão: ‘Empurra que ele cai’”. Leonardo Sá Desempregado há um ano, o trabalhador da área de construção civil Francisco Beato não esconde a sua alegria por estar participando do ato: “Meu sentimento de estar aqui é muito grande, de ver essa linda manifestação para essa causa nossa, que é vacina no braço, comida no prato e fora Bolsonaro”. Ele caminha no meio do povo e diz que, apesar de tudo, o sentimento maior é de esperança, o mesmo que toma o ativista Perly Cypriano – “estou emocionado” – e a professora Ana Petronetto. Leonardo Sá

03/07/2021 / 3 Comments
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Jean Wyllys e Lázaro Ramos serão atrações na Festa da Palavra de Itaúnas

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Coluna CulturArte: Vila Velha prepara Fórum Municipal de Cultura, encontro de músicos no Caparaó, novo imortal na literatura Prevista para acontecer em maio de 2020, a Festa da Palavra de Itaúnas teve sua nova data confirmada depois do adiamento e reformulação por conta da pandemia: vai ser em formato online entre os dias 22 e 25 de julho. Entre as atrações já confirmadas estão o ex-deputado Jean Wyllys, o ator e escritor Lázaro Ramos, o músico Chico César e o escritor indígena Daniel Munduruku. O time capixaba também vai ser de peso: os escritores Caê Guimarães e Bernadette Lyra, a filósofa e poetisa Viviane Mosé e Elisa Lucinda, idealizadora do evento.  Facebook Sonho adiado (ou transformado) Itaúnas é o lugar xodó da atriz e escritora Elisa Lucinda, que sonhou em transformar a vila localizada no extremo-norte do litoral capixaba na capital literária e cultural do país durante a Festa da Palavra. É lindo só de imaginar o lugar cheio de gentes e artes, junto a suas riquezas naturais e culturais. Mas como ainda não dá pra aglomerar, teremos que acompanhar online, pelo YouTube da Festa da Palavra, que você já pode seguir para receber novidades. A programação com estes e outros nomes de peso terá apresentações artísticas, sarau, oficinas, mesas de debate e outras atrações em formato online ou híbrido. Vida longa à Festa da Palavra de Itaúnas! Facebook Procura-se novo imortal na AEL  E falando em literatura, estão abertas até 1 de outubro as inscrições para preenchimento da cadeira número 4 da Academia Espírito-Santense de Letras (AEL). Um novo ou uma nova imortal ocupará o posto que foi do acadêmico Aylton Rocha Bermudes, falecido no último dia 10 de março aos 99 anos. Para se candidatar é preciso enviar correspondência com firma reconhecida indicando desejo de concorrer à vaga junto com currículo, livros, e comprovação de trabalhos publicados. Devem ser destinados ao endereço da presidente da AEL, Ester Abreu Vieira de Oliveira, que é o seguinte: Rua Professora Gladys Bernardo Lucas, 195, Solar da Ester – Bairro de Lourdes, CEP 29.042-185 – Vitória, ES. A eleição ocorrerá na reunião da AEL em 11 de outubro. POLÍTICA CULTURAL Vila Velha prepara criação de Fórum Municipal de Cultura  Notícia importante para a articulação do movimento cultural de Vila Velha: artistas e fazedores de cultura organizam a criação do Fórum Municipal de Cultura. “Precisamos debater e construir uma política pública para a cultura de Vila Velha que atenda às necessidades e anseios do setor cultural”, diz o chamado. Na próxima segunda-feira (5), às 19h30, haverá a primeira reunião para formação de uma comissão organizadora para planejar e organizar o Fórum. Vai ser online pelo Zoom. PATRIMÔNIO Prefeitura de Vargem Alta quer revitalizar linha férrea Na semana em que a antiga Linha Tronco de Mauá/Vitória, da estrada de ferro Leopoldina , completou 111 anos de sua inauguração, a Prefeitura Municipal de Venda Nova manifestou sua intenção de revitalizar o trecho que corta o município, incluindo a estação de Jaciguá, vários pontilhões e túneis, vistos como futuros atrativos turísticos, que ganhariam a partir das reformas novos jardins, áreas de vivência arborizadas, estacionamento, biblioteca e museu. A revitalização da ferrovia e seu patrimônio vem sendo discutida também conjuntamente em reuniões entre prefeitos e secretários de turismo de vários municípios da Região Serrana. PMVA DIVERSIDADE E TERRITÓRIOS Mucane ganha novos murais O Museu Capixaba do Negro – Veronica da Pas (Mucane), localizado no Centro de Vitória, ganhou dois novos e grandes paineis em seu pátio interno. Ao invés de trazer imagens de personagens famosos ou históricos, o projeto Iconografia, desenvolvido pelo talentoso artista Starley, desenhou o rosto de dois trabalhadores negros da Vila Rubim, localizada nas proximidades do museu. São eles Marcos das Graças Hipólito, também conhecido como Pintado, e Juliana Maria Ribeiro da Silva, ambos vendedores e moradores do entorno da Vila Rubim. Em maio, o Mucane completou 28 anos de existência.  PMV DICA CULTURAL Encontro de músicos em Patrimônio da Penha A Residência Artística Vozes, Violas e Violões, realizada em Patrimônio da Penha, no Caparaó capixaba, reuniu artistas locais e convidados para dias de trocas e parcerias musicais. Participam as anfitriãs da Banda Suindara junto a Marcos Côco, Edivan Freitas, Katya Teixeira, André Venegas, Carlinhos Ferreira e Luis Perequê. Um dos resultados é um lindo vídeo com canções e depoimentos. Ficou lindo! Vale muito conferir!  EXPOSIÇÕES Espaços abertos na Grande Vitória Novas exposições entraram ou vão entrar em espaços culturais da Grande Vitória, seguindo os protocolos de cuidado, higiene e distanciamento. Veja algumas: Museu do Pescador – De 6 de julho a 12 de setembro o artista Dejair Paulo traz ao espaço na Ilha das Caieiras, Vitória, a exposição Identidade/Diversidade, com mais de 200 obras dentro dos temas propostos que incluem vídeos, colagens, poesias, fotografias, arte digital, esculturas, desenhos e pinturas, em diferentes linguagens, técnicas, materiais, suportes e meios. OÁ Galeria – Casa 34 é o nome da exposição do artista plástico Rick Rodrigues na OÁ Galeria Arte Contemporânea, em Vitória. São pequenas e delicadas obras em diversos suportes trazendo referências a memórias pessoais e familiares. Casa 34 estará em exposição de 13 de julho a 27 de agosto com visitas previamente agendadas de segunda a sexta-feira de 10h às 19h. Contatos pelo e-mail ou pelos telefones (27) 3094-1177 e (27) 99944-5001. Mais informações sobre o artista em www.rickrodrigues.com. MAES – No Museu de Arte do Espírito Santo, no Centro de Vitória, é possível conhecer a exposição coletiva “Corpo-experimento”, com obras de artistas visuais de diferentes lugares do Brasil. As visitas são de terça a sexta-feira de 10h às 16h, e sábados, domingos e feriados de 12h às 16h. Galeria Homero Masena – Também no Centro de Vitória, a galera recebe a exposição “corpos entre tempos”, com trabalhos das artistas Bárbara Bragato e Célia Ribeiro e curadoria de Karenn Amorim. A programação também inclui oficinas e atividades online, que você pode conhecer aqui. CONTATO: Para críticas, comentários ou sugestões para a coluna entre em contato por . 

03/07/2021 / 0 Comments
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