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Rede de Mulheres Cientistas recomenda adequações na vacinação contra Covid-19

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Investimento em pesquisa, menor intervalo entre doses e inclusão de adolescentes no PNI são algumas recomendações Tânia Rêgo/ABr Redução do intervalo entre a primeira e a segunda dose das vacinas, inclusão das pessoas acima de 12 anos no Plano Nacional de Imunização, uso de vacinas diferentes na mesma pessoa e investimento em pesquisa científica para induzir novas adequações com base na realidade brasileira. Esses são quatro pontos que estruturam a Nota Técnica nº 8 da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas, intitulada “Repensando a Campanha de vacinação contra COVID-19 no Brasil diante das novas evidências”, assinada pela epidemiologista capixaba Ethel Maciel, a médica capixaba e pesquisadora da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) Margareth Dalcolmo, além de Michelle Fernandez, Karina Calife, Denise Garrett, Carla Domingues e Ligia Kerr, também integrantes da RBMC. O mote para a produção da Nota Técnica foi a observação de novas evidências científicas produzidas principalmente na Europa e que devem ser avaliadas para aplicação no Brasil, após seis meses do início da campanha de vacinação. Redução do intervalo Sobre a redução do intervalo entre a D1 e a D2, as cientistas salientam que os impactos das novas variantes do SARS-CoV-2 tem feito países como Portugal e Reino Unido aplicarem a medida em relação à AstraZeneca, estabelecendo em oito e não doze semanas o prazo entre as duas aplicações. Já a Pfizer já tem sido administrada no prazo de 21 dias, recomendado pelo fabricante, na maior parte dos países mais avançados em suas campanhas de imunização. A Nota cita um estudo do Reino Unido que demonstrou a ação da variante Delta na redução da efetividade da vacina, principalmente nas pessoas que receberam apenas uma dose, bem como o decréscimo da efetividade contra a doença sintomática para aproximadamente 33% nas pessoas com apenas uma dose, mantendo-se uma alta eficácia, em torno de 88%, com as duas doses. “Prolongar o intervalo em relação ao aprovado pela fabricante de cada vacina deixa mais suscetíveis as pessoas vacinadas com apenas uma dose”, ressaltam as cientistas, alertando que essa situação aumenta “a probabilidade de manutenção de alta circulação viral e, com isso, a chance de surgirem variantes que poderão escapar das vacinas”. Intercambialidade entre as vacinas Outros estudos têm mostrado que utilizar marcas diferentes de vacinas numa mesma pessoa podem até aumentar a resposta imunológica, o que levou o Canadá, a Inglaterra e outros países europeus a utilizarem os chamados “esquemas heterólogos de vacinação” como programa de saúde pública. Em países como o Brasil, que enfrentam “estoque flutuantes de várias vacinas”, a medida, além de potencialmente propiciar melhor proteção da população, simplificará sensivelmente os esforços de imunização, ou seja, a administração dos diferentes lotes de marcas diversas que chegam semanalmente aos estados e municípios. As cientistas afirmam a necessidade de que o governo brasileiro invista em estudos clínicos populacionais com as vacinas usadas no país, incluindo a CoronaVac, para definir a segurança, taxa de infecção, hospitalização, e óbito de cada combinação, sendo fundamental que a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) abram editais para financiamento de pesquisa nessas áreas. No entanto, diante da “falta de vacinas nas unidades de saúde e para evitar que pessoas fiquem sem o esquema completo, o Ministério da Saúde avalie esta estratégia, à luz das evidências científicas já existentes no momento atual”, assinalam. Vacinação em adolescentes O terceiro ponto da nota técnica é dedicado a defender a vacinação de pessoas acima com 12 anos ou mais, com base na aprovação feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para utilização da Pfizer nesse público. “Frente ao aumento do número de casos e óbitos que estão sendo observados no Brasil desde a segunda onda da Covid-19, a vacinação de adolescentes se torna imperativa, não só para proteção dos mesmos, mas também para ajudar a barrar a transmissão viral e contribuir com a imunidade coletiva, garantindo o retorno mais seguro às aulas presenciais”, destacam, sublinhando que a vacinação dos adolescentes deve ocorrer respeitando o cronograma de prioridades já estabelecidas pelo PNI/MS. Gestantes Em relação às gestantes, a recomendação é para que todas sejam incluídas nos grupos prioritários para receber os imunizantes, incluindo as menores de 18 e maiores de 12 anos, devendo ser utilizados aqueles com evidências de segurança comprovadas, como é o caso da vacina da Pfizer. Evidências científicas A Nota Técnica sublinha ainda o fato de que outros programas de vacinação ao redor do mundo estão organizando suas campanhas de acordo com as especificidades de cada vacina disponível, sendo urgente, nesse sentido, que o PNI brasileiro “possa avaliar novos paradigmas para a campanha de vacinação com as evidências científicas que foram geradas nos últimos meses e que, principalmente, possa comunicar mudanças atualizadas à sociedade, estabelecendo uma maior confiança nas vacinas”. Desigualdades sociais Aspecto demonstrado de forma veemente desde o início da crise sanitária do coronavírus em todo o mundo, o que levou à classificação da pandemia de Covid-19 como uma sindemia, as desigualdades sociais devem ser consideradas nesta reorganização da campanha de vacinação proposta pela RBMC. “Fatores como cor/etnia, situação socioeconômica desfavorável, desemprego, uso de transporte público, moradia nas periferias das grandes cidades têm marcado as profundas desigualdades no acesso à vacinação vigente. Desta forma, torna-se imprescindível que estas populações sejam consideradas ao se planejar a vacinação nas diferentes regiões e áreas do país”, rogam as cientistas.

03/07/2021 / 0 Comments
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Médica denuncia serviço de saúde indígena no Estado: ‘não é humano’

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Alda Regina relatou na Assembleia Legislativa cenário precário no atendimento às aldeias de Aracruz  Ana Salles/Ales Uma médica que atua na aldeia de Caieiras Velha, em Aracruz, norte do Estado, descreve um cenário precário no atendimento de Saúde aos indígenas do Espírito Santo. Os problemas vão desde falta de insumo à escassez de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s). “Não é ético, não é humano”, ressalta. Juntamente com lideranças Tupinikim e Guarani, ela defende o desmembramento do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) de Governador Valadares (MG) e pede uma gerência dentro do próprio Estado. Alda atua nessa área desde setembro de 2020. Desde então, conta que tem observado uma série de precariedades no atendimento da população indígena local. “Aqui nós temos falta de tudo. Não temos um aparelho de aferir pressão, a gente tem que trazer. Não temos uma sala digna para separar o que é a síndrome respiratória. É tudo junto e misturado”, relata. A profissional também denuncia a falta de materiais para os médicos. “É uma assistência de qualquer jeito. Os EPIs, normalmente, são todos doados. Desde que eu cheguei aqui, não vi mandando nada para gente”, destaca a médica que, só em junho, atendeu mais de 360 indígenas. Alda, que também já foi subsecretária de Saúde em Aracruz, entre 1993 e 1996, afirma que o cenário atual é de completa desorganização. “Não há condições de trabalho. O Dsei mal manda para gente uma pia. Tem que comprar uma torneira, como eu já comprei. A própria dentista, ela que faz toda a manutenção estrutural do consultório, com o dinheiro dela”, destaca. Para a profissional, um dos principais problemas é a centralização da gerência de Saúde Indígena no Dsei de Governador Valadares (MG), que atende tanto as aldeias de Minas Gerais quanto do Espírito Santo. “Eles vêm aqui duas, três vezes por ano. A gente não tem um técnico de segurança nosso para avaliar as condições de trabalho”, prossegue. Os Distritos Sanitários Especiais Indígena (Dsei’s) pertencem à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde. Ao todo, são 34 Dseis em todo o Brasil. Alda afirma que, em reunião com lideranças indígenas, o pedido de separação é unânime. “É também um ponto de vista dos caciques do Estado, das aldeias e das lideranças. É um consenso deles, que deveria haver um desmembramento”, reforça. Wellington Moura Pego é Tupinikim e presidente do Conselho Municipal de Saúde de Aracruz. Ele afirma que a dependência do Dsei de Minas Gerais faz com que a assistência chegue ao Espírito Santo de maneira desfalcada, com a dificuldade de compra de medicamentos e curativos, por exemplo. “Até mesmo de combustível, porque chega até um certo nível do mês, ele para. Não tem mais recurso para abastecer os carros”, descreve, se referindo aos veículos que fazem o transporte de indígenas para a sede de Aracruz e Vitória. Ana Salles/Ales A falta de recursos atinge ainda a estrutura das Unidades de Saúde Indígenas, que são subdivididas entre as aldeias. “O material odontológico também acaba, e tem que ficar emprestando, ou fazendo barganha com outras instituições. É complicado”, diz Wellington. Paulo Tupinikim, coordenador geral da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), reitera a falta de assistência provocada pela ligação ao distrito de Minas Gerais. “Nós não sabemos nem qual é o valor de recurso que é destinado aqui pro Espírito Santo e, com isso, vem a falta de insumo, de medicamento, as unidades de saúde todas precárias, falta de mobiliário para as unidades”, enumera. Ele também defende a criação de um distrito sanitário local. “Mas isso depende muito de força política, né?”, questiona. Tati Beling/Ales Alda informa que cinco médicos atendem os povos indígenas de Aracruz. Além dela, em Caieiras Velha, há um profissional em Boa Esperança, Pau Brasil, Irajá e Comboios. “Todas aldeias têm as mesmas situações, os mesmos dilemas, as mesmas precariedades e as mesmas deficiências em relação à assistência e à humanização na saúde indígena […] A ‘melhorzinha’ que tem é a Irajá, porque foi reformada pela própria associação indígena do Irajá”, aponta. Denúncias à Assembleia Na última terça-feira (29), Alda e Wellington participaram de uma reunião virtual com a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, apresentando os problemas para os parlamentares. “Eu fiz esse apelo, que não deixassem ficar só no papel, mas que também tomasse uma atitude real”, pontua Alda. O deputado e presidente da comissão, Doutor Hércules (MDB), sugeriu que uma audiência seja realizada com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Ministério Público e membros dos conselhos estadual e municipal de Saúde. “Não tem sentido mais o Dsei não ser aqui no Espírito Santo. Isso é um absurdo”, criticou o parlamentar. ‘Não abro mão’ Alta relata ter passado por represálias administrativas após se posicionar a favor do desmembramento e acredita que pode ser demitida em breve. “É difícil você lutar contra um sistema, muito difícil (…) Mas eu não estou interessada se vão me mandar embora, eu não me importo com isso. Eu me importo com a boa qualidade, com a ética, com o bom atendimento, com a humanização da saúde e não abro mão de ser médica, não abro mão de gostar de gente, de me importar com gente. Não abro mão de lutar pela etnia indígena”, assevera.

03/07/2021 / 1 Comment
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Cariacica lidera ranking de mortes violentas de mulheres em 2021 no Espírito Santo

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Até o momento ocorreram seis homicídios de mulheres no município, segundo dados do Ministério Público Cariacica, na Grande Vitória, é o município capixaba que mais registrou mortes violentas de mulheres em 2021 até o momento, segundo dados do Mapa de Mortes Violentas de Mulheres no ES: de A a Z, do Ministério Público do Estado (MPES). Os números são provenientes de boletins de ocorrência da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), compartilhados por meio do Convênio de Cooperação Técnica nº 001/2015, firmado no âmbito da coordenação do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid). Ao todo, de acordo com o estudo, ocorreram seis homicídios de mulheres no município. As vítimas tinham entre 18 e 49 anos, sendo 50% delas parda; 16.67% brancas; e 33.33% sem cor da pele informada. Para a estudante de enfermagem e integrante do Fórum de Mulheres de Cariacica, Ilona Açucena Chaves Gonçalves, a realidade de Cariacica é resultado da falta de políticas públicas do Estado e do município. Ela aponta, por exemplo, a necessidade de a prefeitura ter uma Secretaria da Mulher. Açucena acredita que falta também um sistema de saúde articulado, pois, segundo a integrante do Fórum, muitas mulheres sofrem violência e recorrem ao serviço de saúde. Entretanto, não chegam a denunciar a agressão para a polícia. Diante disso, acredita Açucena, um serviço de saúde que tivesse mais atenção em relação às mulheres que o procuram, por exemplo, detectando se a paciente está ali em decorrência da violência doméstica para dar as devidas orientações, seria importante para reduzir os índices de violência. O Mapa de Mortes Violentas de Mulheres mostra que, dos seis assassinatos ocorridos em Cariacica, em três a autoria não foi informada. O companheiro ou namorado foi responsável por um dos homicídios. Um dos crimes foi cometido por ex-companheiro ou ex-namorado. Uma vítima não teve o local do assassinato informado; uma foi morta na via pública; três em casa, no trabalho ou proximidades; e o cadáver de uma foi encontrado, mas não se sabe se o crime aconteceu no mesmo local. Quatro foram mortas com arma de fogo e duas com arma branca. A integrante do Fórum de Mulheres de Cariacica, Lurdinha Vasconcelos, recorda que dos seis crimes, três ganharam destaque na mídia e são considerados feminicídio. Um foi o assassinato da jovem Luana Demonier, de 25 anos, morta a facadas no bairro Vila Capixaba pelo ex-namorado. Outra das vítimas destacadas por Lurdinha é Elisângela Teixeira de Lacerda, de 36 anos, morta a facadas dentro de sua casa, no bairro Castelo Branco. Luana e Elisângela, portanto, são as duas mulheres assassinadas com arma branca ao qual o estudo se refere. A terceira mulher vítima de feminicídio e cuja morte teve destaque na mídia foi Raíssa Silva de Souza, de apenas 15 anos, morta com um tiro na testa pelo ex-namorado no bairro Vila Prudêncio, um dia depois de ter terminado o relacionamento com ele. O registro do assassinato de Raíssa pode ser identificado na pesquisa no item Intensidade do Ataque, no qual consta um assassinato em que houve um disparo de arma de fogo. De acordo com o mapa, três mulheres receberam mais de um disparo. Luana e Elisângela, mais de um golpe de faca. Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, o Fórum de Mulheres de Cariacica realizou uma série de ações para denunciar a violência no município. Uma delas foram projeções no prédio da Câmara Municipal.  Assassinatos por subnúcleo O Mapa divide o Espírito Santo nos subnúcleos de Vitória, São Mateus, Linhares, Cachoeiro, Colatina e Guarapari. O de Vitória, do qual Cariacica faz parte, é o que mais registra homicídios de mulheres em 2021 até o momento. São, ao todo, 16 assassinatos. Além dos seis de Cariacica, há três na Serra, cinco em Vila Velha e dois em Vitória. Posteriormente, vem os subnúcleos de São Mateus, com 11 mortes; Linhares, registrando oito; Cachoeiro, com cinco; Colatina, com quatro, e Guarapari, com três. No de São Mateus, os municípios de Jaguaré e São Mateus empatam com três homicídios. Ecoporanga registrou dois. Conceição da Barra, Mucurici e Nova Venécia, um cada. O subnúcleo de Linhares aparece no Mapa com o registro de oito vítimas. Linhares e Rio Bananal lideram o ranking com três vítimas cada, enquanto que em Governador Lindenberg e São Domingos do Norte uma mulher foi morta. Em seguida vem o subnúcleo de Cachoeiro, no qual Cachoeiro de Itapemirim registrou dois dos cinco assassinatos ocorridos no conjunto de municípios que fazem parte desse agrupamento. Castelo, Mimoso do Sul e Rio Novo do Sul aparecem no Mapa com apenas uma morte cada. No subnúcleo de Colatina, os quatro homicídios ocorridos foram divididos entre os municípios de Aracruz, Colatina, Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá. Por fim, no subnúcleo de Guarapari, duas mortes foram em Anchieta e uma na Cidade Saúde. Espírito Santo registrou 28 homicídios de mulheres em 2021 Dados da Sesp apontam que as principais vítimas foram mulheres entre 30 e 39 anos https://www.seculodiario.com.br/seguranca/ate-o-momento-espirito-santo-registra-28-homicidios-de-mulheres-em-2021 Fórum de Mulheres reivindica políticas públicas em Cariacica Manifesto encaminhado à gestão de Euclério Sampaio alerta para violência no município e questiona atuação da Força Nacional https://www.seculodiario.com.br/seguranca/forum-de-mulheres-de-cariacica-encaminha-reivindicacoes-para-gestao-municipal

03/07/2021 / 0 Comments
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Sesa nega que capixabas tenham recebido doses vencidas da AstraZeneca

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Problema, noticiado pela Folha de S.Paulo, está no sistema do Ministério da Saúde, alega subsecretário Reblin “A Secretaria de Estado da Saúde [Sesa] informa que, em nenhum momento, distribuiu vacinas nem com prazo de validade curto e muito menos com validade vencida. E, portanto, os municípios também não aplicaram vacinas vencidas nos capixabas”. A declaração foi feita na tarde desta sexta-feira (2) pelo subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, em resposta à notícia veiculada pelo jornal Folha de S.Paulo, apontando que, de acordo com registros oficiais do Ministério da Saúde, milhares de pessoas no Brasil teriam tomado doses vencidas da AstraZeneca entre abril e maio, 159 delas no Espírito Santo. “O que nós temos certeza é que o problema está no sistema do Ministério da Saúde, que tem muita inconsistência”, afirma Reblin, explicando que “quando o vacinador vai registrar o lote, esse lote sai com registro equivocado de um lote anterior, e alguém que vai fazer a análise dessa informação encontra uma inconsistência”. Reblin ressalta que os moradores do Espírito Santo podem ficar tranquilos. “A vacina aplicada em vocês é uma vacina segura, dentro do prazo, e dá a resposta que nós precisamos contra a Covid”, reitera. A Sesa informou ainda, em nota, que “está solicitando aos municípios que façam nova conferência das doses apontadas como vencidas para orientar as medidas que serão estabelecidas a partir do resultado dessa análise”. 159 doses vencidas no ES Segundo a matéria da Folha, 159 pessoas teriam recebido doses vencidas da AstraZeneca no Espírito Santo, no período entre abril e maio. A maioria das aplicações tendo sido feitas no Vitória Apart Hospital, na Serra (74); na Rede de Frio, Armazenamento e Distribuição de Vacinas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em Cariacica (39); e na Unidade de Saúde de São Mateus – Centro de Saúde, norte do Estado (10). Todas em 14 de abril. No mesmo dia, também há registros de aplicações na Central de Imunobiológicos Municipal, em Vitória (5 doses); no Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória (4); no Centro Municipal de Saúde Arlinda Maria Junqueira Vionel, em Guarapari (4); na ESF de Cidade Continental, na Serra (3); no Hospital Santa Casa de Vitória (2); nas unidades de saúde de Vila Velha em Jaburuna (2), Coqueiral de Itaparica (2), Barra do Jucu (3), Vila Nova (1) e Araçás (1). E ainda, também com uma aplicação cada, na unidade Shell Catarina Romanha Lorenzutti, em Linhares, norte do Estado; na Unidade da Família Pedro Machado, em Guarapari; na Unidade Regional de Saúde de Jacaraípe; Serra; no Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), em Vitória; e na Unidade da Família Dr. Joel Coelho Ferreira, Caic, em Linhares. Já no dia 31 de maio, as imunizações vencidas teriam ocorrido em apenas um lugar, atingindo quatro pessoas, na Policlínica Municipal Bolivar de Abreu, em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado. Segundo a reportagem, teriam sido aplicadas pelo menos 26 mil doses vencidas da AstraZeneca em todo o país e que, até o dia 19 de junho, os imunizantes com o prazo de validade expirado haviam sido utilizados em 1.532 municípios brasileiros. No mapa de distribuição das doses vencidas, o Espírito Santo aparece com a menor cota em comparação aos demais estados, com menos de 250 aplicações, juntamente com Acre, Amapá, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe. Já Pará, São Paulo e Paraná foram os mais atingidos, cada um com mais de três mil. São oito lotes identificados com o problema, sendo que 70% das doses vencidas estão no de número 4120Z005, de 14 de abril, exatamente o que mais afetou o Espírito Santo. Os outros sete lotes são: 4120Z001 (29 de março), 4120Z004 (13 de abril), CTMAV501 (30 de abril), CTMAV505 (31 de maio), CTMAV506 (31 de maio), CTMAV520 (31 de maio) e 4120Z025 (4 de junho). O total de vacinas desses oito lotes é de 3,9 milhões de doses, sendo que 3,76 milhões foram aplicadas dentro do prazo de validade e 139.911 registraram o problema. Dessas 139,9 mil, 25.935 foram aplicadas fora da validade e outras 113.976 doses vencidas desses oito lotes não tinham sido ministradas até 19 de junho. A AstraZeneca é a vacina mais usada no Brasil. Ela responde por 57% das doses aplicadas neste ano. A maioria foi utilizada de acordo com as orientações do fabricante. Todos os imunizantes expirados integram oito lotes da AstraZeneca importados ou adquiridos por consórcio. Um deles passou da validade no dia 29 de março. O que venceu há menos tempo estava válido até 4 de junho.

02/07/2021 / 1 Comment
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Espírito Santo não tem município em risco alto para Covid-19

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Na Grande Vitória, todos municípios estão em risco baixo, exceto Guarapari, que está moderado O 62º Mapa de Risco, que passa a vigorar na próxima segunda-feira (5), não tem nenhum município em risco alto para a Covid-19. Os dois únicos locais que estavam nessa classificação, Anchieta, no sul; e Mantenópolis, no norte; agora se encontram em risco moderado. Na Grande Vitória, todos municípios estão em risco baixo, exceto Guarapari. Ao todo são 59 cidades em risco moderado e 19 em baixo. Em pronunciamento nesta sexta-feira (2), o governador Renato Casagrande explicou que um dos fatores que contribuíram para a mudança positiva nas classificações de risco foi a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que se encontra inferior a 50%. O índice leva em consideração os leitos potenciais, que são 1.083. De acordo com o gestor, parte deles já foram destinados para outras enfermidades, mas podem voltar a atender pacientes com Covid-19 caso haja necessidade. O governador informou que, até o momento, foram realizados 397 mil testes por milhão de habitantes, sendo que a média nacional é 248 mil. Isso significa que a cada 100 capixabas, 40 foram testados. “Testar é fundamental para identificar o vírus no organismo e isolar a pessoa”, defende. A Taxa de Transmissão (RT), segundo Casagrande, permanece em queda pela 14ª semana após a quarentena. Na Grande Vitória é de 0,54. No interior, 0,9. No Espírito Santo como um todo, 0,7. Já em termos de óbitos, o Estado está na 12ª semana de queda de óbitos pós-quarentena. São cerca de 15 por dia, índice que já chegou a uma média de 70, como recorda o governador. Outro dado divulgado por ele foi de que o Espírito Santo, em todo o país, está em terceiro lugar em aplicação de primeira e segunda dose de vacina. Acima de 18 anos, praticamente 50% das pessoas foram imunizadas com primeira dose. Com as duas ou com Janssen, que tem dose única, são 15%. Esse mesmo percentual é o de pessoas já imunizadas. “Vacinar, testar e usar máscara são estratégias fundamentais”, ressaltou. Classificação Os municípios em risco baixo são Afonso Cláudio, Água Doce do Norte, Águia Branca, Alegre, Alfredo Chaves, Alto Rio Novo, Apiacá, Aracruz, Atílio Vivácqua, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Fundão, Guaçuí, Ibiraçu, Iconha, Itaguaçu, Itapemirim, Itarana, Iúna, Jaguaré, Jerônimo Monteiro, Laranja da Terra, Linhares, Marataízes, Marilândia, Mimoso do Sul, Mucurici, Muqui, Nova Venécia, Pancas, Pedro Canário, Pinheiros, Piúma, Ponto Belo, Rio Bananal, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São Roque do Canaã, Serra, Sooretama, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Pavão, Vila Valério, Vila Velha e Vitória. Encontram-se em risco moderado as cidades de Anchieta, Boa Esperança, Bom Jesus do Norte, Ecoporanga, Governador Lindenberg, Guarapari, Ibatiba, Ibitirama, Irupi, João Neiva, Mantenópolis, Marechal Floriano, Montanha, Muniz Freire, Presidente Kennedy, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, São José do Calçado e São Mateus. Matriz A Matriz de Risco de Convivência considera no eixo de ameaça: o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias, além da quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias. Já o eixo de vulnerabilidade considera a taxa de ocupação de leitos potenciais de UTI exclusivos para tratamento da Covid-19, isto é, a disponibilidade máxima de leitos para tratamento da doença. A estratégia de mapeamento de risco teve início em abril do ano passado. O Mapa de Risco segue as orientações dos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde e recomendações da equipe de especialistas do Centro de Comando e Controle (CCC) Covid-19 no Espírito Santo, que é composto pelo Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Secretaria da Saúde (Sesa), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). As decisões adotadas pelo Governo do Estado seguem parâmetros técnicos.

02/07/2021 / 0 Comments
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Governo do Estado recebe mais 107 mil doses de vacinas neste sábado

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Parte da AstraZeneca será destinada à segunda dose de idosos e trabalhadores da saúde, segurança e educação O Espírito Santo aguarda a chegada, neste sábado (3), de mais 107,2 mil doses de vacinas contra a Covid-19, sendo 44,4 mil são da Pfizer/BioNTec e 62,7 mil da AstraZeneca (Fiocruz/Oxford). A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) afirma que, assim que chegarem, os lotes serão encaminhados à Rede Estadual de Frio e, na próxima segunda-feira (5), serão distribuídas aos municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória e às Regionais de Saúde Central, Norte e Sul. A Secretaria mantém a estratégia de reduzir pela metade o envio das doses aos municípios que apresentarem taxa de utilização das doses abaixo de 80%, reservando os outros 50% na Rede Regional de Frio, para entrega a partir do momento em que o município atingir a meta definida. A medida, ressalta a secretaria, visa a garantir a aplicação das vacinas recebidas em tempo hábil na população. Parte das doses da AstraZeneca serão destinados à complementação dos esquemas vacinais em segunda dose de idosos de 60 a 64 anos e dos trabalhadores da Saúde, das Forças de Segurança e Salvamento e da Educação. Todo o restante, assim como os imunizantes da Pfizer, será utilizado como D1 do público geral, por faixa etária. O Estado já havia recebido, nessa quarta-feira (30), 127,9 mil doses de vacinas, sendo 33,9 mil da Pfizer/BioNTec e 94 mil da AstraZeneca (Fiocruz/Oxford). A distribuição foi realizada nessa quinta (1), para vacinação do público geral por faixa etária e complementação dos grupos prioritários previstos no Plano Nacional de Vacinação.  Há previsão de chegada de novas doses da Janssen (Johnson & Johnson), entretanto, a Secretaria da Saúde (Sesa) aguarda a confirmação do quantitativo e a data de chegada pelo Ministério da Saúde. Gestantes e puérperas Há dois meses o Estado deu início à imunização das 47,9 mil gestantes e puérperas contra a Covid-19. Com mais de 30 mil doses já distribuídas para a aplicação da D1 a este público, a cobertura vacinal, nesta sexta-feira (2), aproxima-se dos 43%. As gestantes que receberam a vacina da AstraZeneca antes do período da suspensão por parte do Ministério da Saúde terá seu esquema completado em duas doses 45 dias após o parto. Para os demais imunizantes, como Coronavac e Pfizer, a segunda dose segue o intervalo recomendado por cada fabricante e pelo Ministério, como de 28 dias para segunda dose da Coronavac e 12 semanas (84 dias) para segunda dose da Pfizer.

02/07/2021 / 0 Comments
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​Rosa Weber contesta PGR e mantém denúncia de Contarato a Bolsonaro

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Ministra do STF entende que a CPI da Pandemia não impede uma investigação simultânea  Está de pé a denúncia protocolada contra o presidente Jair Bolsonaro pelos senadores Fabiano Contarato (Rede), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Jorge Kajuru (Podemos-GO) por suposto cometimento de prevaricação no caso da importação da vacina Covaxin. A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que não se desse trânsito à Petição 9760, que envolve diretamente o presidente. A relatora determinou a reabertura de vista dos autos à PGR, para que, dando oportunidade de nova manifestação nos limites de suas atribuições constitucionais, adote as providências que julgar cabíveis. A Procuradoria alegava que o momento adequado ao encaminhamento das peças de informação ao Ministério Público Federal (MPF) seria no final dos trabalhos da CPI da Pandemia, em andamento no Senado, inclusive em respeito à colegialidade de suas decisões. Afirmava, ainda, que sua provocação antes da conclusão dos trabalhos parlamentares implicaria “salto direto da notícia-crime para a ação penal, com supressão da fase apuratória”. A ministra Rosa Weber avaliou que a PGR, órgão do poder acusatório de natureza penal perante o STF, desincumbiu-se de seu papel constitucional. “O argumento ‘saltitante’ não prospera. O objetivo da notícia de fato dirigida aos atores do sistema de justiça criminal é justamente o de levar ao conhecimento dessa eventual prática delitiva. A simples notícia não transfere o poder acusatório ao noticiante, tampouco vincula seu legítimo titular a uma atuação positiva, impondo-lhe o oferecimento de denúncia”, disse. De acordo com a relatora, o fato de ser provocado não tolhe a atribuição da PGR de formar opinião sobre o delito noticiado, para o que pode se valer de investigações preliminares ou, a depender dos indícios que surgirem, rumar diretamente para sua conclusão a respeito da natureza criminosa dos fatos.A ministra Rosa Weber apontou que a jurisprudência do STF aponta que ao titular do poder acusatório abrem-se três caminhos: a abertura de investigação, o oferecimento de denúncia ou o arquivamento do feito. “O exercício do poder público é condicionado. No desenho das atribuições do Ministério Público, não se vislumbra o papel de espectador das ações dos Poderes da República. Até porque a instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) não inviabiliza a apuração simultânea dos mesmos fatos por outros atores investidos de concorrentes atribuições, dentre os quais as autoridades do sistema de justiça criminal”, ponderou. As denúncias da suposta corrupção vieram à tona na CPI em andamento no Senado, por meio dos depoimentos do servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda e de seu irmão, o deputado federal Luis Claudio Miranda (DEM-DF). No último dia 25, eles expuseram em detalhes suspeitas em torno do contrato do governo federal para a compra da vacina Covaxin, a mais cara entre as contratadas pelo Brasil. Bolsonaro é denunciado no STF por crime de prevaricação – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/bolsonaro-e-denunciado-no-stf-por-naoapurar-indicios-de-corrupcao-na-compra-de-vacina

02/07/2021 / 0 Comments
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​Alterações nas regras do setor de saneamento ameaçam extinguir SAAEs

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Projeto enviado pelo governo à Assembleia atinge 24 municípios e mil servidores, apontam entidades O projeto de lei para atender o marco civil de saneamento básico, em tramitação na Assembleia Legislativa, coloca em risco os Serviços Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs), podendo provocar sua extinção em 24 municípios e desempregar 1.050 servidores, segundo estimativa de servidores e entidades sindicais do setor. Da forma como está colocado, a proposta não deixa alternativa aos SAAE que não seja a privatização, afirmam. Os profissionais da área consideram “muito agressiva” a proposta do governo estadual, que deve ser aprovada até o dia 15 deste mês para atender às normas estabelecidas pelo governo federal. O governo do Estado encaminhou para Assembleia o Projeto de Lei Complementar 11/2021, que tem a intenção de criar a microrregião de água e esgoto do Estado, enquanto as entidades defendem a criação de uma “Unidade Regional”, segundo Ana Bárbara Salles Pascini, presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae-ES). “A proposta foi criada e formatada exatamente na linha defendida pelo governo federal, que é a de privatizar os serviços de saneamento no Espírito Santo e relegar aos municípios capixabas uma posição meramente figurativa no processo de construção e de decisão das políticas públicas de saneamento básico”, aponta Ana Bárbara, que trabalha no SAAE de Mimoso do Sul. A principal bandeira da entidade que ela preside no Estado é o saneamento público e municipalista. O advogado Marcelo Martins, diretor do SAAE de Itapemirim, um dos participantes das articulações contrárias ao projeto, aponta que o governo do Estado rejeitou todas as sugestões encaminhadas pelo grupo. Da forma como o projeto de lei estabelece, os serviços autônomos passarão para a governança da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), de capital misto, ou para a iniciativa privada, explica. Esse mesmo entendimento é do presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Itapemirim, Cleverson Hernandes Maia (Republicanos), também vereador na cidade vizinha de Marataízes, que nesta sexta-feira (2) divulgou nota de repúdio ao projeto de lei. O documento afirma que a proposta irá afetar a vida de milhares de servidores públicos, dos governos municipais, dos RPPSs [Regimes Próprios de Previdência] e, principalmente, da população, que poderá ter um serviço mais caro e sequer foi consultada. “Esperamos que a Assembleia Legislativa mostre seu compromisso com os municípios e seu povo e altere o texto da proposta ao ponto que os SAAEs não corram o risco de extinção”, apontam as entidades. Uma das sugestões é alterar o artigo 1º, substituindo a “instituição da Microrregião de Águas e Esgoto no Estado do Espírito Santo e sua respectiva estrutura de governança” por “instituição da Unidade Regional de Águas e Esgoto no Estado do Espírito Santo e sua respectiva estrutura de governança”, a fim de “preservar a titularidade municipal em ações de saneamento básico e aprimorar a governança interfederativa”. Além dessa alteração, várias outras sugestões foram feitas, todas sem obter êxito. O Senado Federal aprovou no dia 24 de agosto de 2020 a Lei 14.026, conhecida como novo marco legal de saneamento básico, que tem sido objeto de debates entre o governo federal e as associações especializadas no assunto, que alertam para a privatização dos serviços.

02/07/2021 / 1 Comment
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Retorno obrigatório do ensino presencial tem que considerar diferentes realidades

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Ethel Maciel debateu o assunto no Senado, onde tramita PL que torna educação atividade essencial “De que escola estamos falando?”. Esse foi um dos questionamentos feitos pela epidemiologista e professora do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel, durante debate no Senado na manhã desta sexta-feira (2), sobre o retorno obrigatório às aulas presenciais. A docente destacou que há várias realidades dentro dos estados e municípios, além de não ser possível comparar os colégios do Brasil com os do exterior, principalmente com os de países de primeiro mundo. A sessão temática fez parte das discussões a respeito do PL 5595/2020, de relatoria do senador Marcos do Val (Podemos), que torna a educação atividade essencial na pandemia do coronavírus. O texto, defendido pelo senador, é rejeitado por entidades e profissionais da área. No debate desta sexta-feira, proposto pelo senador Flávio Arns (Podemos/PR), Ethel salientou que existem escolas que nem têm banheiro. “Como é preciso higienização, isso já é a principal barreira para uma reabertura segura”, diz. A epidemiologista afirma que é preciso destacar três pontos. Um deles é a intensidade do contato, ou seja, se é duradouro ou não. Outro é a quantidade de contatos. Por último, o potencial de modificação. De acordo com ela, é possível controlar os dois primeiros. Já o potencial de modificação, nas unidades de ensino, é pequeno. “As estruturas de nossas escolas não foram pensadas para impedir a transmissão de vírus respiratórios”, aponta. A ausência de banheiro não é a única peculiaridade de algumas escolas. Outro exemplo citado pela professora da Ufes é o de casos de colégios situados em áreas de violência, fazendo com que as janelas não possam ser abertas. Ethel fez críticas às comparações que muitos fazem entre as unidades de ensino do Brasil com as do exterior, principalmente as de países de primeiro mundo. A professora destaca que nos Estados Unidos, por exemplo, docentes não precisam trabalhar em mais de uma escola para complementar a renda, enquanto no Brasil, os baixos salários obrigam esses trabalhadores a atuar em mais de uma unidade de ensino, se deslocando entre elas e, inclusive, transitando entre municípios com classificações de risco diferentes para Covid-19. A epidemiologista defendeu, ainda que o país, no processo de combate à Covid, precisa de uma coordenação nacional, testes, vacinação e “a segurança que ainda não tivemos”. Ethel também apresentou brevemente o Inquérito Sorológico feito com familiares de estudantes e crianças, adolescentes e jovens de dois a 20 anos. Ela destaca que, no Brasil, foi adotada a medição de temperatura na entrada da escola como critério para ingresso do aluno. Entretanto, segundo o estudo, 26% das crianças, adolescentes e jovens que contraíram Covid tiveram febre. “Quer dizer, muitos deles, uns 74%, entrariam na escola, pois a febre não está na maioria”, afirma. Projeto O Projeto de Lei n° 5595/2020 considera a educação básica e a educação superior, em formato presencial, como serviços e atividades essenciais nas redes públicas e privadas de ensino. O texto proíbe a suspensão das aulas, “exceto nas hipóteses em que as condições sanitárias do Estado, do Distrito Federal ou do Município não permitirem”, sendo necessário, porém, farta comprovação científica. Apresentada em abril e aprovada na Câmara dos Deputados, a matéria provocou divergências no Senado, o que já adiou sua votação várias vezes, a última delas no último dia 10, após reivindicação de mais debates com especialistas. Em maio, os parlamentares já haviam realizado uma audiência pública para discutir o tema. No dia 6 de junho, tentaram votar o projeto mais uma vez, mas como não houve consenso, foi retirado de pauta novamente. A previsão, então, era de que entrasse em votação no dia 10, mas foi aprovado o requerimento do senador Flávio Arns (Podemos/PR). Ele alegou que, diante da complexidade do assunto e de mudanças de última hora feitas no texto, seriam necessárias novas audiências, o que foi realizado nesta sexta-feira (2). Da bancada capixaba do Senado, só quem se posiciona favorável à proposta é o relator Marcos do Val (Podemos). Já Rose de Freitas (MDB) e Fabiano Contarato (Rede) são críticos da proposta.

02/07/2021 / 0 Comments
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Ação reúne voluntários para limpar manguezal de Vitória

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Mutirão acontece na Ilha do Campinho, que protege os canais do lixo trazido pela maré de Camburi Leonardo Sá Comuns no mundo pré-pandêmico, as atividades de educação ambiental e mutirões ecológicos começam a retornar à ilha de Vitória, reunindo pequenos grupos que atentem para as normas de segurança para transmissão do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Neste domingo (4), a Ação Manguezal vai realizar a limpeza do manguezal próximo à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde se localiza a Ilha do Campinho, “abandonada”, apesar de “importante para o equilíbrio da fauna e flora, ainda presentes”, ressaltam os organizadores Inata Sustenatural e Nosso Jardim. “O choque de realidade é cenário para refletirmos os modos de consumo, nossos hábitos, produção da indústria e, principalmente, o pedido de socorro do nosso ecossistema”, conclamam os ambientalistas, com objetivo de “reverter o quadro e somar esforços”. O ponto de encontro é o calçadão do bairro Andorinhas, para a saída por volta das 9h30. A atividade terá duração de quatro horas, com previsão de término às 13h30 e, durante todo o tempo, os participantes atuarão em equipes orientadas pelos monitores. Antes da entrada no manguezal, serão repassados os cuidados com a segurança pessoal. “Estamos preconizando o uso de máscara. Também o uso de calçados pra não furar o pé, repelente, protetor solar e distanciamento. Vamos gravar um vídeo para orientar a todos”, declara o coordenador da Inata, Walace Mendes, o “Chuveiro”. Protetora do manguezal A Ilha do Campinho, foco da ação, é uma proteção natural para os canais do manguezal de Vitória, a partir do de Jardim da Penha. “Toda sujidade que vem do mar, com a maré enchente, fica retida na ilha antes de entrar nos canais do manguezal propriamente dito”, explica. Divulgação/Inata Ele conta que há muito tempo não é feita uma limpeza no local, que acumula uma quantidade incrível de lixo. A Ação Manguezal, que deveria ter acontecido no ano passado, foi suspensa, como tantas outras, por conta da pandemia. “Vamos fazer uma ação bacana, para impactar mesmo. É muito lixo, parece que não é a cidade de Vitória. Queremos impactar bem as pessoas em relação ao lixo que elas jogam no ambiente”, expõe. Wallace acredita que serão necessários mais dois dias de ação, para que seja retirado todo o lixo. “A gente só vai poder trabalhar quatro horas no domingo, porque depende do fluxo da maré. Tem que ir na maré cheia e voltar com ela vazando. Se ficar com a maré vazia, a água baixa demais e pode ficar retido na ilha”, descreve. Menos lixo no dia a dia Fundador da Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC), uma das entidades mais atuantes na educação ambiental e esportes ao ar livre na orla da Capital, Paulo Pedrosa ressalta a alegria de voltar cautelosamente com os as ações ambientais coletivas, após longo hiato pandêmico. Os eventos maiores, de competição, ainda vão aguardar 2022, mas os pequenos mutirões estão aos poucos voltando a reunir os amantes da proteção da natureza. Nesse domingo, conta, assim como nos demais eventos já realizados pela AAPC, a ideia é, além da retirada do lixo, refletir sobre os hábitos de consumo atuais e trocar experiências, fortalecendo as boas práticas feitas por cada um. “Independentemente da associação, eu faço reciclagem em casa, não jogo lixo orgânico mais no lixo. A gente enterra, faz compostagem e fica no terreno mesmo, como adubo. Eu só gero lixo de banheiro e algumas coisas que não têm jeito de reciclar ainda”, relata. Reciclagem As inscrições foram abertas para maiores de 14 anos, mediante pagamento do valor simbólico de R$ 5, e atingiram a lotação máxima de 40 inscritos.  Divulgação/Inata O lixo reciclável coletado será entregue para uma empresa local, a Latis – Andorinhas, que encaminha materiais para usinas de reciclagem, e é uma das organizações que apoiam a atividade, junto com a Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC), Namastê de Boas, Porã, SOS Manguezal e Tfatorial. O material não reciclável será recolhido pela prefeitura, que se encarregará da destinação adequada. A gestão municipal também apoiará com cinco a seis garis, material de limpeza e um barco.

02/07/2021 / 0 Comments
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