Recentemente, lembrei do Dia de Cachoeiro, em 29 de junho Dias recentes, encontrei com Darinho Cruz. Foi aí que lembrei do Dia de Cachoeiro que se aproximava, dia 29 de junho, Dia de São Pedro, embora Cachoeiro não tenha mar, mas o rio Itapemirim, e ele é nosso padroeiro. Aliás, tem um poema de Rubem Braga sobre o Rio Itapemirim: “Batei, lavadeiras! São outras as águas, são sempre outras águas: o rio é o mesmo. Só eu que sou outro, tão outro daquele que outrora vos viu”. Milhares e milhares de cachoeirenses moram fora da cidade, muitos no estrangeiro. Diz uma lenda, que há sempre um cachoeirese em algum lugar desse planeta, cumprindo alguma missão importante. Outra história dá conta que estavam Roberto Carlos, Haroldo Silva e Pelé conversando, quando o rei da bola disse: “Só faltou eu nascer em Cachoeiro”. Essas coisas, além da cultura, que nos fazem bairristas. Eis aqui alguns dos cachoeirenses ilustres: Carlos Fernando Lindenberg, Demistoclides Batista (Batistinha), Ernane Galvêas, Jerônimo Monteiro, João Batista Herkenhoff, Levino Fânzeres, Rubem Braga, Jair Bala, e os artistas, Roberto Carlos, Raul Sampaio, Joelma, Carlos Imperial, Sérgio Sampaio, e ainda o jogador Maxwell Scherrer Cabelino, Tinteiro, que jogou no Flamengo e marcava Pelé. Não podemos esquecer de “seo” Zezinho. Não é em qualquer cidade deste mundo que tem uma praça, cantada em prosa e verso (Praça Jerônimo Monteiro) e nela ter um poema cravado em mármore (uma de suas riquezas minerais) que diz uma das mais bonitas estrofes jamais escritas por um mortal: “Esta sensibilidade, que é uma antena delicadíssima, captando pedaços de todas as dores do mundo, e que me fará morrer de dores que não são minhas”. É o Poema Fraternidade, cujo autor é Newton Braga, o criador da Festa de Cachoeiro, irmão de Rubem Braga. Sempre no feriado de 29 de junho, havia o desfile cívico- militar, com as escolas e sua balizas, além do Tiro de Guerra 220, cujas bandas marciais eram comandadas pelo mestre Taveira. Muitas saudades! Hoje a cidade se alastrou para periferias, se tornou grande e, com isso, as pessoas já não se conhecem mais. O importante está gravado na memória, de nós, cachoeirenses, uma cidade que nos fez nascer, educou até certo momento, e nos soltou nesse mundo. Pois ela comemora mais uma idade, e eu, longe e saudoso, “captando sentimentos de todas as saudades da cidade, que um dia me farão morrer de todas as lembranças que não só minhas”. PARABÓLICAS Impressionante a dedicação e o esmero com que Paco DJ faz seu programa na Spacesex FM. Se fosse radialista, nos daria exemplo. Jair Oliveira se juntou a Thiago Souza e juntos fazem o Microfone Aberta às 6 da manhã na Massa FM. Leo Duarte avisou que se afastou do rádio temporariamente, talvez se preparando para outra emissora importante. Nosso antigo programa “15 Minutos com JRM” ora re-veiculado no site SimNoticias, é um dos mais clicados diariamente. ACESSE:http://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE TRADUÇÃO JRM YOUTUBE https://www.youtube.com/watch?v=EkrX1RtAtrkEagles – The Best of My Life MENSAGEM FINALSer homem é ter dúvidas, e mesmo assim continuar o seu caminho. Paulo Coelho
As mulheres indígenas de Aracruz contra o PL que tenta roubar suas terras
Historicamente conhecidas como guardiãs de saberes e culturas, as mulheres agora reforçam à defesa do direito à terra A Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga) divulgou, nesta semana, uma carta contra o Projeto de Lei 490/2007, que ameaça a demarcação de terras indígenas. No Espírito Santo, mulheres Tupinikins de Aracruz também se posicionam contra a matéria que, há mais de 15 dias, tem motivado protestos em Brasília. Elas, que historicamente são conhecidas como guardiãs de saberes e culturas, agora reforçam à defesa do direito à terra. A professora indígena Andrea Cristina Almeida é uma delas. Assim como lideranças ao redor do País, a Tupinikim afirma que o projeto é inconstitucional. “Temos o direito ao território desde a Constituição de 88, um direito garantido por meio de lutas. Não foi um direito dado, foi conquistado”, declara. Arquivo pessoal Para ela, o conflito não se reduz à perda de demarcações. “Um povo sem território, é um povo sem vida, pois não tem como exercer sua cultura, sua crença, seus diferentes modos de vida e de agir sobre o território […] Quando se toca no nosso território tradicional, toca na nossa vida, se toca na nossa sobrevivência, se toca na nossa identidade”, aponta. Deusdeia de Souza Pego de Almeida Silva, ou Yara Tupan, tem 63 anos e mora na aldeia Pau Brasil, em Aracruz. Para ela, a terra também é sinônimo de sobrevivência. “É igual uma mãe quando está grávida, que espera nove meses pra nascer. Ela cuida da gravidez porque dali vai nascer uma semente. Da mesma forma, é a mãe terra que nos dá o sustento. É lá que plantamos”, declara. Arquivo Pessoal A Anmiga é uma organização que reúne mulheres indígenas de diversas partes do País. Um dos apontamentos na carta publicada esta semana é o extermínio promovido pelo projeto que foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (23). “Mais uma vez, levantamos nossas vozes e invocamos nossa ancestralidade para dizer não ao Projeto de Lei n.490 que traz insegurança ao fragilizar todas as garantias arduamente conquistadas por nossos povos”, diz um trecho do documento. Após a aprovação do texto-base na última semana, o PL 490 aguarda votação dos destaques. Em seguida, segue para votação em Plenário e depois para o Senado Federal. Para Deusdeia, o ataque aos direitos dos povos indígenas faz parte da agenda do presidente Jair Bolsonaro. “Hoje quem está atrapalhando o desenvolvimento social dos povos indígenas são os governantes, as bancadas ruralistas, junto com o presidente […] Estão destruindo a Amazônia, destruindo o meio ambiente, matando os indígenas e lideranças para atender os latifundiários”, critica. Janaina Tupinikim, de 35 anos, é educadora indígena e também mora na aldeia Pau Brasil. Ela considera a matéria um retrocesso de direitos conquistados há anos. “É muito frustrante. Nós estamos vivendo um governo que só pensa em recursos, em seus próprios interesses […] Vamos lutar, porque o índio é força, é raça. Enquanto tiver índio lutando nessa terra, nós vamos lutar pelos nossos direitos”, ressalta. “Somos mães, filhas, avós, pajés, benzedeiras, anciãs na linha de frente da luta, seja em nossas comunidades, resistindo ao garimpo, madeireiros, caçadores ilegais, pistoleiros e etc”, destaca a carta da Anmiga. Se o PL 490 for aprovado, só serão consideradas Terras Indígenas territórios que eram habitados quando a Constituição Federal foi promulgada, em 1988. A matéria também abre brechas para a instalação de bases, unidades e postos militares, expansão da malha viária, e exploração de alternativas energéticas em territórios indígenas, tendo como base a “política de defesa e soberania nacional”. Na última quinta-feira (24), povos Tupinikim e Guarani percorreram o centro de Aracruz em protesto contra o PL 490. O ato, organizado pela Comissão de Caciques Tupinikim e Guarani e pela Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), contou com lideranças como Paulo Tupinikim e o vereador Vilson Jaguareté (PT). “Direito a gente não se discute, direito a gente garante. E terra indígena não se vende, não se negocia. Terra indígena é espaço de cultura, de luta, de identidade e de sobrevivência”, declara Andrea. Indígenas de Aracruz protestam contra projeto que ameaça demarcação de terras – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/indigenas-de-aracruz-protestam-contra-projeto-que-ameaca-demarcacao-de-terras
‘Não compramos discurso de austeridade, queremos garantir direitos’
Camila Valadão critica Pazolini, fala sobre ataques sofridos e futuro na política. Leia entrevista ou ouça em podcast Dando início a uma série de entrevistas, Século Diário recebeu a vereadora de Vitória Camila Valadão (Psol), que falou sobre sua trajetória no movimento estudantil, atuação parlamentar, os ataques machistas que vem recebendo na Câmara, o futuro do Psol capixaba e suas apostas para as eleições de 2022. Você pode acompanhar abaixo em texto ou no formato podcast no Spotify ou SoundCloud. Você foi uma novidade nesse panorama político-eleitoral a partir da última eleição conquistando um mandato. Quero começar trazendo um pouco da sua trajetória…você que é assistente social e já era uma figura destacada da política desde o movimento estudantil, fez parte de uma geração que se formou durante os governos do PT, tecendo críticas à esquerda e às políticas do governo federal, e também na cena estadual aos governos do Paulo Hartung e Renato Casagrande. Por que no meio de tantos militantes, acredito que a maioria dessa geração continua na luta, você se destacou como uma figura que teve maior visibilidade e conseguiu conquistar um mandato parlamentar e talvez ser hoje a figura mais destacada de uma esquerda mais radical no âmbito institucional? Primeiro, eu quero fazer um salve à minha geração! Você resgata um processo fundamental. Essa geração que esteve no movimento estudantil. Eu entrei na universidade em 2004, mas já acompanhava o movimento estudantil antes. Então participei de 2002 a 2010, mais ou menos. É uma geração que teve um protagonismo muito grande no Estado em todas as lutas. Lutas para além do movimento estudantil. Eu me recordo na época de vários processos de mobilização, em defesa da demarcação das terras indígenas, da política de cotas. Foi uma geração marcada por muitas lutas, em defesa da universidade pública, de um projeto político também. E que teve como resultado dessa construção muitos enfrentamentos, tanto ao governo federal, aos governos petistas, do Lula, como também aos governos estaduais, Paulo Hartung e, como você mencionou, depois, Casagrande. A gente teve oportunidade de participar na época, por exemplo, das enormes manifestações contra o aumento da passagem na época de Paulo Hartung, que teve tratamento com a polícia, BME [o extinto Batalhão de Missões Especiais], muito violenta, uma ação muito truculenta por parte do governo do Estado. Então a gente poderia ficar falando horas de toda essa trajetória. Minha militância política é forjada nesse contexto, de maneira muito coletiva, num processo de aprendizado muito grande com toda essa geração. Muitas pessoas me inspiraram nesse processo de formação e compartilharam comigo essa época. E eu penso que talvez, entre as outras lideranças, cada um foi tocando um pouco uma frente. E dessa ação alguns foram para luta sindical, outros se inseriram no movimento negro, movimento de mulheres, cada um tocando diversas frentes. Assim é o meu caso. Eu acabei ficando muito com a tarefa de construção partidária. Fui da executiva nacional do Psol em um momento importante do nosso partido, quando implementamos a paridade de gênero na direção nacional. Então eu era ainda muito jovem e a gente tinha no âmbito da direção partidária só aqueles quadros tradicionais. No partido eu tive a oportunidade de experimentar, ainda muito jovem, uma direção que estava se recompondo a partir da paridade. Camila Valadão é a primeira mulher negra a ocupar o cargo de vereadora em Vitória. Foto: Divulgação A partir daí, fui construindo uma trajetória político-partidária coerente, o que me fez, sem dúvida nenhuma, ter uma confiança da população. Fui candidata em 2014, em 2016 mantive os mesmos princípios políticos. Muitos falavam que eu era uma idealista, que não queria fazer coligação. Depois mudou a legislação e eu fui eleita. A gente nunca aceitou dinheiro de empresa e todo mundo falava: “ah, então nunca vai ganhar”, mas sempre inovamos a partir da lógica de financiamento colaborativo Então, sobre a minha vitória em 2020, gosto de dizer que ela é resultado dessa construção política, de longa data. Começa com trajetória em movimentos, passa por alguns espaços importantes – fui do Conselho Regional de Serviço Social, do Conselho Estadual de Direitos Humanos -, vai passando pelo diálogo com diversos setores, e sempre no Psol. Porque na minha avaliação, o resultado eleitoral é resultado dessa construção e não o contrário. Então acho que a gente acabou colhendo frutos de uma coerência política e programática ao longo dessa história. Eu sempre dizia que quero ganhar eleição, mas quero ganhar mantendo meus princípios, a coerência. Se for para ganhar abrindo mão disso, prefiro não ganhar. Eu não vivo de política. Sou assistente social, trabalhei muito tempo como professora, não sou política profissional, não estou na política para me satisfazer do ponto de vista privado, para ter benefícios privados. E como está sendo essa experiência em que você além de vereadora, também é mãe e doutoranda. Como você está conciliando nesses primeiros meses de atuação? Não estou conciliando (risos). Está tudo um caos, de fato são muitos desafios. Eu já sabia que o exercício parlamentar não seria fácil. Várias pessoas que já estiveram nesse espaço me falavam. Eu lembro de uma vez que encontrei com a Iriny Lopes [hoje deputada estadual pelo PT] e ela me disse: “Camila, o parlamento é um lugar muito duro”. Ela me disse isso e isso me marcou profundamente. E de fato não só ela, outras tinham compartilhado essa experiência. É duríssimo porque a gente está falando de uma espaço muito diverso, composto majoritariamente por homens, com amplíssima maioria, o que torna o espaço difícil de atuar para uma mulher, para uma mulher mãe, e a maternidade demanda muito. A gente ainda vive numa sociedade em que há toda uma construção de um ideal de mãe, que tem que ter determinadas características. Vem sendo um exercício, portanto, difícil de conciliar, maternidade, política, tarefas de casa, responsabilidades familiares e um doutorado. Porque sou estudante do programa de pós graduação em Política Social. Na verdade sou finalista, já estou na reta final do meu doutorado. Está sendo ainda mais desafiador tentar concluir uma tese no meio desse processo, mas
Enterro de adolescente morto no Bonfim é marcado por protesto
Moradores pediram justiça, fim da militarização da polícia, e recordaram outros jovens assassinados O enterro do adolescente Danilo Cândido de Jesus, de 16 anos, foi marcado por um protesto feito por moradores da comunidade. O rapaz, assassinado nessa quinta-feira (24) durante uma ação policial no bairro Bonfim, no Território do Bem, em Vitória, foi enterrado às 9h30 deste sábado (26), no Cemitério de Maruípe. Antes do enterro, os moradores se concentraram às 9h em frente à Escadaria do Trabalhador. Da escadaria eles seguiram a pé rumo ao cemitério, atrás do carro da funerária, que transportava o caixão. Segundo Crislayne Zeferina, integrante do Coletivo Beco, entidade da sociedade civil que atua na região, durante o trajeto as pessoas pediram por justiça, pelo fim da militarização da polícia e recordaram outros jovens do Território do Bem assassinados em operações policiais. Manifestantes acompanham o carro da funerária rumo ao cemitério. Foto: Divulgação Os manifestantes também carregavam cartazes e bolas brancas. O protesto deste sábado não foi o primeiro após o conflito ocorrido na última quinta-feira. Na manhã dessa sexta-feira (25), os moradores tacaram fogo na frente da Escadaria do Trabalhador, que dá acesso à casa de Danilo, em cujo quintal o jovem foi assassinado, havendo repressão violenta da Polícia Militar (PM). Em um vídeo que circula nas redes sociais, uma mulher que se identifica como tia de Danilo relata que os policiais estavam em um beco, de onde atiraram no jovem. “Eles não socorreram, não ajudaram meu sobrinho”, diz a moça no vídeo sobre a PM. Crislayne afirma que, após ser baleado, Danilo foi levado para a rua, pois a família queria ajuda para socorrê-lo, o que foi negado pelos policiais. O socorro, afirma, veio somente depois de muita insistência, mas sem que nenhum integrante da família pudesse acompanhar o rapaz na viatura rumo ao Hospital São Lucas, onde veio a óbito. Segundo Crislayne, Danilo era integrante do Projeto de Jovens que Conecta a Juventude, do Coletivo Beco, no qual participava de oficinas artísticas. A tia de Danilo, no vídeo, ressalta que os policiais chegaram a bater em uma menina de 12 anos e, enquanto os familiares tentavam socorrer o rapaz, foram ameaçados com spray de pimenta. Outro jovem, identificado por Crislayne como Otoniel, foi baleado na “barriga” da perna. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra ele no chão, com dezenas de homens, mulheres, adultos e crianças pedindo desesperadamente por socorro, enquanto vários policiais observam a cena fortemente armados. Ouve-se ainda a mãe de Otoniel pedindo socorro e falando “meu filho não está morto”. Outras mulheres falam da “tranquilidade [dos policiais] depois de balear duas pessoas”. Enquanto isso, algumas pessoas mostram preocupação com Danilo perguntando por notícias dele, que já havia sido encaminhado para o hospital. Na sequência, os moradores ameaçam denunciar os policiais na Corregedoria da PM, mas alguns mostram descrença nesse mecanismo e falam “Corregedoria é o quê, nós vamos tacar fogo em tudo”, e sugerem fazer protesto na avenida Marechal Campos. De acordo com Crislayne, o tiro em Otoniel foi de raspão e o jovem passa bem.
Cariacica e Vila Velha ainda não têm previsão de vacinar pessoas acima de 35 anos
Cariacica ampliará faixa etária ao vacinar 90% do grupo de 40 anos ou mais. Vitória já ampliou e Serra agenda neste domingo Dos quatro maiores municípios da Grande Vitória, Cariacica e Vila Velha ainda não têm previsão de abrir os agendamentos para vacina contra Covid-19 para pessoas a partir de 35 anos. A Capital, Vitória, ampliou a imunização para esse grupo nessa semana e a Serra anunciou abertura de vagas para este domingo (27). De acordo com Prefeitura de Cariacica, a Secretaria de Saúde ampliará a faixa etária assim que atingir 90% do público de 40 anos ou mais. Já a Prefeitura de Vila Velha informa que ainda não há data para o agendamento. Em Vitória foram disponibilizadas 5,9 mil vagas para pessoas a partir de 35 anos, com agendamento feito nessa quinta-feira (24) por meio do site da prefeitura. A vacinação foi realizada na sexta-feira (25) e continua neste sábado (26). Para isso, algumas unidades de saúde fizeram a imunização em horário ampliado. A Serra abre agendamento para esse público neste domingo (27), a partir das 14h, pelo site da prefeitura. A aplicação das doses será na quarta-feira (30), das 14 às 20h, no Pavilhão de Carapina. Até o momento, segundo o Painel Covid Espírito Santo, o Estado recebeu 2,5 milhões de doses de vacina. Desse total, 1,6 milhão foi distribuído em primeira dose e 764,4 mil em segunda. O grupo prioritário que mais recebeu foi o de 60 a 64 anos, com um total de 389,2 mil imunizantes. A reserva técnica, destinada para eventuais perdas, é de 79 na primeira dose e 877 na segunda. O número de vacinas perdidas é de 547. Na Capital, 53% da população já foi vacinada. Ao todo 213,2 mil pessoas foram contempladas com a primeira dose e 97,3 mil com a segunda. No município da Serra, foi aplicada a primeira dose em 174,8 mil pessoas e a segunda em 77,1 mil. Já em Vila Velha, 205,8 mil pessoas receberam a primeira. A segunda foi recebida por 95,611. Na cidade de Cariacica, 138,5 mil pessoas foram imunizadas com a primeira, enquanto 59,9 mil foram vacinadas com a segunda dose.
Sugestão Sesc Digital: Surdina
Filme ficou a cargo do escritor português Valter Hugo Mãe Filme português no catálogo do Sesc Digital, para acessar é preciso entrar no site https://sesc.digital/colecao/cinema-em-casa-com-sesc. O Sesc não tem aplicativo para celular nem Smart TV. O roteiro deste filme ficou a cargo do escritor português Valter Hugo Mãe, que tem muitos livros publicados no Brasil. Isaque é um velho saudosista, que por não ter superado bem a morte da ex-mulher, vira alvo das fofocas da cidade, principalmente porque após enviuvar, ele continuou com o estranho hábito de visitar o túmulo da esposa aos domingos. Seus amigos tentam convencê-lo a esquecer, foi há muito tempo, e ainda rondam boatos de que sua ex-mulher continua viva e andando pelas redondezas. Isaque ignora-os, acha que tudo não passa de fofoca de gente desocupada, mas mesmo passados tantos anos, continua a viver de forma miserável, apegado a propriedades sem herdeiros, porque nunca teve filhos e tem bens bens que nunca usa. Até a rotina é igual, mesmo tendo dinheiro, ele se veste com as mesmas roupas, frequenta a mesma taverna barata, e nem por um momento pensa em encontrar outra mulher. Um dia, seus amigos, cansados de vê-lo nessa situação tão solitária, convencem-lhe a conhecer a dona Micas, uma mulher que Isaque tinha vagas lembranças. Só sabia que ela era filho do pastor e ele nem tinha percebido que a dona Micas estava interessada em si. O velho rabugento convence-se após muita insistência, mas sua vida muda da água para o vinho quando uma mulher vinda da França aparece no povoado.
Vila Velha pode aprovar bolsa de auxílio para artistas
Na Coluna CulturArte: Sistema Nacional de Cultura, revolta indígena no Espírito Santo, Bordadeiras de Burarama, teatro na Serra POLÍTICA CULTURAL Bolsa Cultura Luisa Grinalda Foi encaminhado em regime de urgência para a Câmara de Vila Velha, o projeto de lei Bolsa Cultura Luisa Grinalda, que deve ser votado pelos vereadores na sessão ordinária de segunda-feira (28). O objetivo é apoiar até 600 artistas e trabalhadores da cultura da cidade impactados pela pandemia, com um apoio de quatro parcelas mensais de R$ 270. Entre os critérios estão ser domiciliado em Vila Velha, ter renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa ou até três salários mínimos, não ter emprego formal ativo e não receber outro benefício como seguro-desemprego ou auxílio emergencial. Se aprovada, a lei segue para sanção do prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos). O projeto tem previsão de R$ 648 mil. A Bolsa Cultura homenageia Luisa Grinalda, esposa de Vasco Fernandes Coutinho, primeiro donatário da Capitania do Espírito Santo, que foi a primeira governante mulher do Espírito Santo. Foi ela que fez a doação para os franciscanos do local onde depois foi construído o Convento da Penha. Festa em Nova Almeida é patrimônio cultural Divulgação/ PMS Foi sancionada na Serra a Lei 5308/2021, que declara a Festa de São Benedito e São Sebastião de Nova Almeida como Patrimônio Cultural Imaterial do Município. Segundo o prefeito Sérgio Vidigal (PDT), a lei visa a fortalecer e enaltecer o papel da tradição religiosa e cultural do município e permitir que a festividade tenha mais força na captação de recursos e na organização. O evento acontece tradicionalmente em Nova Almeida, tendo como ponto central a Praça da Igreja dos Reis Magos e como destaque a participação de bandas de congo, junto a outras atrações. Regulamentação do Sistema Nacional de Cultura Notícia importante vinda de Brasília é a aprovação na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados do Projeto de Lei (PL) 9474/2018, que regulamenta o Sistema Nacional de Cultura (SNC). A aplicação da Lei Aldir Blanc, com a descentralização de recursos emergenciais para todos estados e municípios do país foi um teste de como pode funcionar o SNC, um sonho antigo de muitos gestores culturais. A proposta de regulamentação segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. O trâmite do PL pode ser acompanhado por aqui. Principais pontos A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) destaca como principais pontos da regulamentação a instituição do marco regulatório do SNC; o fortalecimento da cadeia de produção e identidade cultural; a garantia de processos de participação social; o mapeamento de serviços, áreas artísticas e equipamentos culturais num Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC); a afirmação da colaboração entre os entes federativos, com a possibilidade de sistemas interestaduais e intermunicipais; e a indicação dos mecanismo para gestão do Sistema Financeiro do SNC para efetivar a descentralização permanente de recursos. DICA CULTURAL Literatura Aproveitando o ensejo, a dica literária é Capitoa, um romance histórico de Bernadette Lyra baseado na história de Luisa Grinalda. A obra foi lançada em 2014 pela editora Casa da Palavra e pode ser encontrada na Estante Virtual. TERRITÓRIOS E DIVERSIDADE Bordadeiras de Burarama Tereza Dantas Foi lançado o livro Bordei – Meninas Bordadeiras de Burarama, trabalho de 142 páginas que reúne 38 bordados do grupo do distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim. Além dos desenhos, traz um pouco da trajetória de 34 bordadeiras da região. A obra pode ser baixada gratuitamente aqui e foi fruto de parceira entre a Associação de Moradores de Burarama e a Caju Produções, contando com recursos das Lei Aldir Blanc. Livro analisa revolta indígena no Espírito Santo Insurgentes Brasílicos: uma comunidade indígena rebelde no Espírito Santo Colonial é o nome do livro que será lançado pelo historiador Luís Rafael Araújo Correa sobre a Revolta de Reritiba, que ocorreu na época colonial na região que hoje é Anchieta, onde indígenas se rebelaram contra jesuítas e fugiram, fundando uma comunidade rebelde em Orobó, região hoje em Piúma. História pouco conhecida ainda pelos capixabas, vem sendo pesquisada recentemente por historiadores. O livro está em campanha de financiamento coletivo e quase atingindo sua meta mínima de pré-venda. CALENDÁRIO Mulheres artistas na Ufes A Galeria Espaço Universitário, localizada na Universidade Federal do Estado (Ufes), dará início a uma nova exposição virtual na próxima semana. Serão apresentadas obras de 22 mulheres que fazem parte do acervo local, com curadoria de Ananda Carvalho. Fique ligado no Instagram @gaeu.ufes. Festival de Teatro na Serra O Centro Cultural Eliziário Rangel prepara o 1º Festival de Cenas Curtas de Teatro da Serra, que acontece de 17 a 25 de julho com 21 apresentações online de esquetes, além de oficina e roda de conversa. Se trata de um festival não-competitivo no qual cada esquete selecionada receberá um cachê de participação. As inscrições para apresentações estão abertas aqui. Toda programação será gratuita pelos perfis do Eliziário no YouTube, Facebook e Instagram. Festival de Música Barroca Outra agenda para julho é o I Festival de Música Barroca do Espírito Santo, que acontecerá de 12 a 24 de julho no Centro Cultural Sesi, em Vitória. Haverá atividades online e presenciais incluindo master classes, palestras, mesas redondas, recitais, concertos, ensaios abertos e lançamento de livro em homenagem ao cravista Roberto de Regina. Inscrições pelo site http://acrisorg.wordpress.com. FALE COM A COLUNA: para críticas ou sugestões entre em contato por
Seminário online debate e divulga produção de mulheres negras
Com inscrições abertas, evento homenageia Tereza de Benguela e reunirá pesquisadoras de regiões do País, afirma Marilene Pereira Arquivo Pessoal Entre os dias 26 e 29 de julho acontece, em formato virtual, o seminário Somos Todas Tereza. Além de discutir questões como interseccionalidade, gênero e raça, o evento será um espaço de divulgação dos trabalhos realizados por mulheres negras. O encontro também homenageia Tereza de Benguela, liderança quilombola que desafiou o sistema escravocrata no Brasil. A organização e idealização do seminário é da ativista social e produtora cultural Marilene Pereira, em parceria com o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal do Espírito Santo (Neab/Ufes). O seminário foi aprovado em 2019 no Edital Funcultura, da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). “Nós temos uma produção grande por parte das mulheres negras que, muitas vezes, não encontram um espaço para divulgação. E esse é o espaço que a gente dedicou para que essas mulheres possam fazer suas divulgações”, ressalta Marilene. A ideia parte de estudos sobre o Feminismo Negro e da própria vivência da pesquisadora na militância capixaba. “O Movimento de Mulheres Negras do ES me ensinou a fazer referência às mulheres negras que vieram antes de mim. Mulheres que a sociedade, com seu sonho de sociedade eurocêntrica, invisibilizou”, declara. Ela conta que a participação na Marcha das Mulheres Negras de 2015 e no Encontro Nacional das Mulheres Negras, em 2018, também foram fundamentais para a própria formação. “Nestes espaços, pude perceber a pluralidade das mulheres negras e, também, que as lutas contra o preconceito se dão em diversas formas”, conta. O evento faz referência ao Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado no dia 25 julho. “Eu comecei a ter interesse cada vez maior nas mulheres negras que foram lideranças. Tereza de Benguela liderou o Quilombo do Quaterê por aproximadamente 20 anos, após a morte de seu marido. Ela é nossa rainha”, exclama Marilene. O seminário é destinado a todos que têm interesse no tema. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas por meio do preenchimento de um formulário online, até o dia 20 de julho. Já quem tem interesse no lançamento de livros ou quiser fazer uma apresentação artística e cultural, deve se inscrever até o dia cinco de julho. Tudo será transmitido na página do Youtube do Neab. As mesas do seminário contarão com professoras e militantes de movimentos sociais do Espírito Santo e nomes de destaque nacional, como a pesquisadora Winnie Bueno. “É um chamado nacional para que a gente possa, cada vez mais, compartilhar conhecimentos e a cultura negra”, enfatiza. PROGRAMAÇÃO 26/7: Interseccionalidade e as ações políticas entre as mulheres negras Abertura -Jacyara Silva de Paiva – Neab/UFES Abertura – Marilene Pereira – Idealizadora do projeto Mesa 1 – Josiane Oliveira Mesa 1 – Winnie Bueno Mesa 1 – Megg Rayara Mediação – Juliana Teixeira Atração cultural – Elaine Vieira (cantora) 27/7: Mulheres Negras, Artes e Resistência Quilombola Mesa 2 – Débora Araújo Mesa 2 – Selma Dealdina Mediação – Renata Costa Atração artística – Isis Ferreira 28/7: Arte, Cultura e Religiões de Matriz Africanas Mesa 3 – Mariana Semião Mesa 3 – Yara Marina da Silva Paulino Mediação – Patrícia Rufino Atração artística – Ada Koffi 29/7: Lançamento de livros e difusão artística cultural Mediação: Marilene Pereira Atração artística : Deise Fatuma Mais informações no instagram: @somostodasterezasLink para inscrição: forms.gle/3JTpMskv5zkaEgm87Página do Neab: https://www.youtube.com/neabufes
Sindsaúde pede audiência com secretário de Saúde sobre abusos contra servidores
Há denúncias de assédios, demissões, salários baixos e negação de insalubridade no Himaba, HEUE, Central e Jayme Perseguições, demissões, assédios morais, salários menores e em atraso, falta de materiais e insumos, e negação de pagamento de insalubridade. Abusos contra os direitos dos trabalhadores têm ocorrido sistematicamente em pelo menos quatro hospitais estaduais, segundo denúncias feitas ao Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Espírito Santo (Sindsaúde/ES): Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, e os hospitais Estadual de Urgência e Emergência (HEUE) e Central (HEC), ambos em Vitória. Das quatro unidades denunciadas, uma, o HEC, é gerida pela Fundação Estadual de Inovação em Saúde (iNOVA Capixaba). As demais são administradas por Organizações Sociais de Saúde (OSSs), sendo a Associação Evangélica Beneficente do Espírito Santo (Aebes) responsável pelo HEUE e Jayme; e o Instituto Acqua pelo Himaba desde março, após intervenção direta da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), em função de desvios de contrato cometidos pela OSS anterior, o Instituto Gnosis. Sobre elas, a entidade quer tratar diretamente com o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em uma audiência que é solicitada com urgência. “O que a secretaria tem para informar sobre o que os trabalhadores têm denunciado que essas empresas fazem nesses hospitais? A Sesa enviou fiscalização? Precisamos de providências. Se o secretário não se responsabilizar, vamos falar diretamente com o governador”, afirma a presidente do Sindsaúde, Geiza Pinheiro. As direções dos hospitais elencados, conta Geiza, têm realizado práticas antissindicais, que ferem a Convenção 98 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil em 1952, impedindo assim, o alcance do chamado “Trabalho Decente”, conceito criado pela entidade em 1999 para designar o “trabalho adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, capaz de garantir uma vida digna”. “As chefias dos hospitais não deixam o sindicato entrar no hospital sem estar acompanhado da gerência. Se a portaria comunica que é o sindicato, alguém desce e fala que não pode entrar. Não deveria ser assim. No sindicato, além de sermos representantes da categoria, fazemos parte do controle social, dos conselhos estadual e municipais de saúde. Nós somos fiscalizadores, temos o direito de entrar em hospitais públicos e privados”, expõe. “Os trabalhadores têm medo de passar informações para gente até anonimamente, porque as chefias descobrem e fazem perseguições e demissões, como aconteceu no Himaba, onde trabalhadores questionaram atraso de salário e más condições de trabalho. O sindicato pediu à gerência do Himaba que tomasse providências e eles ficaram monitorando, quando alguém saía do hospital para conversar com o sindicato. Uma pessoa foi mandada embora, depois de tirarem foto da servidora entregando ficha de filiação dela no sindicato. Nosso jurídico está dando assistência a ela. É direito do trabalhador se manifestar, procurar seu direito quando é prejudicado”, relata a líder sindical. No Jayme também há muitos relatos graves, conta Geiza. “Muita reclamação dos trabalhadores que não podem passar nenhuma informação para o sindicato sobre o hospital. A gente entende que, quando um trabalhador comenta alguma coisa, é porque está acontecendo sim, é alguém que tem coragem de falar no meio da maioria que tem medo de perder o emprego”, pondera. No HEUE, três servidores foram demitidos porque participaram do movimento sobre valor do salário e a insalubridade, no início do ano, prossegue a sindicalista. O questionamento dos funcionários foi reforçado pelo Sindsaúde, até como forma de proteger os trabalhadores. A Aebes, ao assumir o hospital, em janeiro, passou a pagar um salário menor que a OSS anterior, e baixou o pagamento da insalubridade para 20% ao invés de 40%, e apenas para alguns setores, o que contraria a Recomendação nº 12/2020, feita pelo CES/ES, em atendimento à reivindicação do sindicato. A Recomendação é direcionada ao governo estadual, às prefeituras e aos estabelecimentos públicos e privados de saúde, para que “promovam o pagamento de Adicional de Insalubridade em grau máximo (40%) a todos os profissionais, trabalhadores e colaboradores da Saúde durante o período em que vigorar o Decreto 4593-R, de 13 de março de 2020, que decretou Estado de Emergência em Saúde Pública no Estado, em face à pandemia de Covid-19 no Espírito Santo”. Geiza lamenta que a vulnerabilidade dos trabalhadores tem dificultado tanto a defesa de seus direitos. “Se a direção do hospital diz que quem não estiver satisfeito que vá embora, porque tem um monte de gente querendo aceitar, como é que elas vão dizer que não querem, arriscar perder o emprego? A maioria são mulheres e arrimos de família!”. Nutrição no Himaba está sem responsável técnica há uma semana, relatam funcionários – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/saude/nutricao-no-himaba-esta-sem-responsavel-tecnica-ha-uma-semana-relatam-funcionarios ‘Precisamos de uma maior responsabilização individual dos gestores das OSS’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/saude/nos-precisamos-de-uma-maior-responsabilizacao-individual-dos-gestores-das-oss
Média móvel de óbitos no interior é mais que o dobro da Grande Vitória
Mapa de Risco tem apenas dois municípios em risco alto. Na GV, Serra e Viana estão em risco baixo A média móvel de 14 dias de óbitos por Covid-19 no interior do Estado, atualmente em 11 mortes por dia, equivale a mais do que o dobro que na região metropolitana, com cinco. Somados, os números totalizam uma média móvel estadual de 14 dias de 16 óbitos/dia. Os números foram divulgados na noite desta sexta-feira (25) pelo governador Renato Casagrande, ao anunciar o 61º Mapa de Risco. Com vigência entre a próxima segunda-feira (28) e o domingo seguinte (4), o mapeamento mostra 23 municípios classificados em Risco Baixo – incluindo dois na Grande Vitória (Serra e Viana) – 53 em Risco Moderado e apenas dois (Anchieta e Mantenópolis) em Risco Alto (veja lista completa abaixo). “A queda de óbitos no interior é mais lenta que na Grande Vitória”, ressaltou o governador, ao apresentar os números desta semana da pandemia, em que continuam em queda o número de óbitos, de novos casos e de internações pela doença. Chegamos nessa terceira onda da pandemia a ter uma média móvel de 14 dias de 75 óbitos por dia. Agora estamos com 16″, salientou, afirmando, no entanto, que “enquanto a gente estiver perdendo uma pessoa para a Covid, estaremos aqui pedindo a ajuda e a disciplina de vocês pra salvar vidas no Espírito Santo”. A terceira onda, vivida entre o final de fevereiro e o mês de abril, foi a mais grave, destacou Casagrande, quando comparada com as anteriores, passadas em meados de 2020 e entre dezembro passado e o início de fevereiro. Por isso, “é muito bom ver que os números estão caindo. A gente tem que se alimentar desses resultados em queda”, disse. Sobre a taxa de ocupação de leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), Casagrande informou que o Estado atingiu nesta sexta quase 54%, quando considerados todos os 1.083 leitos em potencial. “Em nenhum momento deixamos de disponibilizar leitos para os capixabas e conseguimos atender ainda pessoas em outros estados. O Espírito Santo é o estado que mais abriu leito de UTI per capita no Brasil. Salvamos muitas vidas com essa política de abertura de leitos”, enfatizou. Outro dado positivo é o avanço da vacinação. “Na primeira dose atingimos 48% da população adulta capixaba”, informou, destacando que o índice coloca o Espírito Santo em terceiro a quarto lugar no ranking brasileiro. “Na segunda dose, avançamos mais e estamos entre os cinco que mais vacinam. Estamos conseguindo vacinar numa média superior à brasileira”. Esse cenário em evolução, no entanto, salientou o governador, não é garantia de que não haverá uma quarta onda. “Não estamos livres de outra onda, porque ainda há muitas pessoas sem vacina”, alertou. Casagrande voltou a ressaltar os resultados positivos obtidos com a quarentena decretada entre 18 e 31 de março e depois estendida até a Páscoa, no dia 4 de abril. “Uma parte da população reagiu, mas foi uma decisão tomada na hora certa”, afirmou, ao sublinhar que, desde então, o Estado acumula 13 semanas seguidas de redução de casos novos e 11 semanas com redução de óbitos. “Mostra como tem sido acertado nos orientarmos pela Ciência”, enfatizou. Os dados apresentados são “notícias boas diante de um cenário de guerra“, pois “o ambiente é de guerra, não é normal”, alertou. “Todos estão usando máscara, ou pelo menos a gente pede que todos usem”. O risco baixo, que avança entre os municípios, “não é ausência de risco, é risco ainda. É o mapa de risco”, salientou, conclamando novamente a população a manter todos os cuidados. “Nós que defendemos a vida, que acreditamos na Ciência e confiamos em Deus, que ele está nos guiando e que a Ciência nos ajuda nesse trabalho, precisamos continuar pedindo pra que você não relaxe, não afrouxe as regras, mantenha todos os cuidados necessários, especialmente o uso de máscara. Ainda temos muito o que fazer para salvar vidas, enquanto não tiver a grande maioria da população vacinada”. Painel Covid-19 O Painel Covid-19 confirmou, nesta sexta-feira (25), 19 óbitos e 994 casos da doença nas últimas 24 horas, totalizando, até o momento, 11.388 e 513.479, respectivamente. A taxa de ocupação de leitos potenciais é de 53,64% e de 65,59%, considerando apenas os leitos efetivados dedicados com exclusividade para os pacientes infectados pelo novo coronavírus. Classificação dos municípios Risco baixo: Afonso Cláudio, Águia Branca, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Castelo, Colatina, Conceição do Castelo, Itaguaçu, Itapemirim, Itarana, Jerônimo Monteiro, Mucurici, Muqui, Piúma, Ponto Belo, Santa Maria de Jetibá, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São Roque do Canaã, Serra, Viana, Vila Pavão e Vitória. Risco moderado: Água Doce do Norte, Alegre, Alfredo Chaves, Alto Rio Novo, Apiacá, Aracruz, Atílio Vivácqua, Brejetuba, Boa Esperança, Bom Jesus do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Conceição da Barra, Divino de São Lourenço, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Fundão, Governador Lindenberg, Guaçuí, Guarapari, Ibatiba, Ibiraçu, Ibitirama, Iconha, Irupi, Iúna, Jaguaré, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Marataízes, Marechal Floriano, Marilândia, Mimoso do Sul, Montanha, Muniz Freire, Nova Venécia, Pancas, Pedro Canário, Pinheiros, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Teresa, São José do Calçado, São Mateus, Sooretama, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Vila Valério e Vila Velha. Risco Alto: Anchieta e Mantenópolis.