Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

danieldaacai_bolsonaro_reproducao.jpeg

‘Muito igual’

Sem categoria

Prefeito de município dividido no pleito de 2018, Daniel da Açaí se revela “fanzoca” de Bolsonaro e critica até CPI Reprodução/TV Brasil A solenidade de entrega das casas populares em São Mateus, ponto principal da visita de Jair Bolsonaro no Estado nesta sexta-feira (11), revelou que o prefeito Daniel da Açaí (PSDB) é “fanzoca” do presidente e não enxerga nada além de maravilhas na atual gestão do País. Entre homenagens que renderam cantoria, inclusive dele mesmo, em música de louvor e também do ritmo pisadinha, junto com dancinhas, o discurso do prefeito exaltou o tempo inteiro Bolsonaro, os recursos federais enviados ao município, com direito até a críticas contra as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) “sem fundamento que não chegam a lugar nenhum”, como afirmou. Daniel aproveitou o tema para fazer referência não só à investigação do presidente no Senado e, ao mesmo tempo, se autodefender, ao dizer que também foi alvo de duas na Câmara de Vereadores na legislatura passada, além de citar o processo que cassou seu mandato, revertido na Justiça. Ignorando completamente os protestos realizados em São Mateus que antecederam a chegada do presidente e a divisão local manifestada pelo eleitorado em 2018, quando Bolsonaro superou Fernando Haddad (PT) por margem pequena de votos no município, Daniel da Açaí também falou frases do tipo “a periferia de São Mateus é Jair Bolsonaro”, “homem honesto e sem corrupção” e a “prefeitura só sobrevive porque tem ajuda do governo federal”. Depois de muitos abraços e sorrisos entre os dois, o presidente devolveu os elogios: “Conheci o prefeito, transmite uma energia positiva. Se não fosse o cabelo, eu diria que sou muito igual a ele”. Daniel da Açaí, discreto nas redes sociais e que também foi reeleito em disputa apertada no ano passado, nesta sexta-feira, definitivamente, mostrou a que e – para quem – veio. Enquanto isso…Espalhados pelo município, tanto no começo desta semana como no dia da visita, estão faixas, cruzes e outdoors criticando o presidente, as quase 500 mil mortes, a condução da pandemia e a falta de políticas públicas e cortes na educação. Nesta sexta, também houve passeata: “Bolsonaro não é bem-vindo” e “Fora Bolsonaro” foram as palavras de ordem. Tudo igualNo discurso do presidente, nada de novo. Soltou a frase mais recente repetida por ele em suas andanças pelo País – “Eu sou imorrível, imbrochável e incomível” -, voltou a defender o tratamento precoce, ao dizer que teve Covid-19 e tomou hidroxicloroquina, e reforçou as críticas ao governadores e prefeitos que fecham o comércio e decretam toque de recolher. Péssimos exemplosNo palco do evento em São Mateus, as mesmas cenas repetidas em Vitória de total descumprimento aos protocolos sanitários. Bolsonaro, Magno Malta (PL), Carlos Manato (sem partido) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sem máscara o tempo todo. Já Neucimar Fraga (PSD), Da Vitória (Cidadania) e Soraya Manato tiveram poucos momentos de uso. Evair de Melo (PP), neste momento, se manteve de máscara, mas não foi sempre assim, como mostra a foto abaixo. Redes sociais Péssimos exemplos IINo aeroporto, onde definitivamente o clima era de “acabou a pandemia”, com aglomerações, falta de máscaras, abraços e apertos de mão, os políticos do Estado que acompanham o presidente também adotaram essa máxima. Entre eles Capitão Assumção (Patri), que estava na área da plateia em São Mateus. Repercussão nacionalNa chegada de Bolsonaro em Vitória, o vídeo de uma jovem no mínimo corajosa repercutiu nas redes sociais, ao protestar solitariamente contra as mortes registradas no País devido às omissões na pandemia. Trata-se de Maria Clara Gama, 27 anos. A “postura” da “torcida verde e amarela” você vê abaixo.  Repercussão nacional IIOutro vídeo que circula e se vê em tudo quanto é lugar, é do protesto feito por passageiros dentro de um avião comercial em Vitória, após entrada “surpresa” do presidente. Não saiu tudo exatamente como planejado e acabou com a reação sem comentários dele: “quem critica, deveria andar de jegue”. Nem lá, nem cáBolsonaro passou sete horas no Estado. Não fez contato com o governador Renato Casagrande em nenhum momento antes da visita, nem de forma protocolar, e também não o citou nominalmente nos discursos oficiais. O governador, por sua vez, também nada disse sobre o presidente nesta sexta-feira. Os dois têm posições políticas divergentes e acumulam alguns episódios públicos de corda esticada. Que coisa…A ação de descontos em combustíveis e gás de cozinha do Sindicato dos Petroleiros do Estado (Sindipetro-ES) divulgada na coluna passada, que precisou ser adiada para este sábado (12) devido à ameaça de boicote em São Mateus por bolsonaristas, acabou cancelada. Que coisa II…Embora não tenha nada a ver com o ato, realizado com frequência pela entidade no Estado, prevaleceu a pressão ao dono do posto. O Sindipetro vai restringir o ato à doação de 100 botijão de gás à população. Nas redes(…) “Por mais que seus apoiadores tentem passar a impressão de que o mito sobrevive, seus pés são de barro e estão trincados. De jegue, ou de avião, a resistência aumentou e não vai parar até o Fora Bolsonaro!”. Iriny Lopes, deputada estadual pelo PT FALE COM A COLUNA:

11/06/2021 / 2 Comments
read more
renato_casagrande_cenario_quadro_reproducao.jpeg

Casagrande evita citar Bolsonaro em pronunciamento nesta sexta

Sem categoria

Ao apresentar Mapa de Risco, porém, governador voltou a criticar aglomeração e o não uso de máscaras No pronunciamento feito nesta sexta-feira (11), no dia da visita de Jair Bolsonaro (sem partido) ao Espírito Santo, o governador Renato Casagrande (PSB) evitou falar do presidente da República, mas enfatizou críticas à formação de aglomerações e reforçou a necessidade de respeitar a ciência e os protocolos sanitários de prevenção a contaminações pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), justamente tudo o que não foi visto durante a chegada de Bolsonaro no aeroporto de Vitória e sua passagem pelo Estado. “Continuo com o meu apelo: estamos perdendo ainda muita gente, é um massacre ainda! O Brasil voltou a crescer a média móvel de óbitos”, advertiu. “Continuamos pedindo a vocês que sigam as recomendações da ciência: não aglomerar, manter distanciamento, higienizar as mãos e usar a máscara”, orientou. “Máscara é fundamental”, salientou, “mesmo para quem já recebeu as duas doses da vacina, porque nós não alcançamos ainda a imunidade de rebanho. Enquanto a gente não alcançar a grande maioria da população, não podemos vacilar, porque mesmo não sendo contaminado, podemos levar o contágio para outras pessoas”. As medidas, destacou, são necessárias mesmo no atual cenário de melhores indicadores da pandemia. Casagrande disse que o Espírito Santo segue reduzindo a taxa de transmissão, o número de óbitos, o número de municípios em risco alto e a ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) com pacientes acometidos com Covid-19. “A situação é de queda da pandemia. Não é uma queda abrupta, é lenta, mas constante. O que é bom, porque uma queda mais devagar e constante pode permitir que a gente se mantenha nessa posição por mais tempo sem um novo repique, uma nova onda, como acontece nesse momento em vários estados, com taxas de ocupação de leitos acima de 70% ou até mesmo acima de 90%”, expôs. Atualmente, a taxa de ocupação hospitalar está entre 55% (considerando todos os 1.098 leitos potenciais para Covid-19) e 62% (considerando apenas os 990 efetivamente disponíveis). Quanto à média móvel de óbitos de 14 dias, está entre 24 e 25/dia, bem abaixo de 73, alcançada durante a atual onda pandêmica, mas “ainda muito alta”, disse. “Temos que chegar a zero”. Mapa de Risco O 59º Mapa de Risco anunciado pelo governador terá vigência desta segunda-feira (14) até o próximo domingo (20) e baixou de 19 para 8 o número de municípios em risco alto; e aumentou de 46 para 52 o de risco amarelo; e de 13 para 18 o de risco baixo. Das oito cidades em risco alto, nenhuma está na Grande Vitória e a mais populosa é Cachoeiro de Itapemirim, no sul, que voltou para o vermelho. Com base nos melhores indicadores pandêmicos, Casagrande anunciou duas novas flexibilizações: o retorno de todos os servidores públicos estaduais ao trabalho presencial, e a autorização para aulas presenciais em todos os municípios, incluindo os de risco alto. “A partir do dia 15 estamos retornando com a normalidade no serviço público”, disse, ressalvando que continuarão em trabalho remoto apenas as pessoas com comorbidades que ainda não se vacinaram. “Estamos tomando medidas porque a matriz permite que a gente as tome. A ciência continua nos orientando”, reafirmou. “Muita atenção, muito cuidado e muita disciplina, para que a gente possa estabelecer medidas que nos deem mais liberdade e que a gente possa, tomando os cuidados que precisamos tomar, ir voltando a uma certa normalidade na nossa rotina, cada dia mais”, pediu.  Classificação dos municípios Risco baixo: Baixo Guandu, Castelo, Colatina, Conceição do Castelo, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Marilândia, Mimoso do Sul, Mucurici, Muqui, Piúma, Santa Maria de Jetibá, São Roque do Canaã, Viana e Vila Pavão. Risco moderado: Afonso Cláudio, Água Doce do Norte, Águia Branca, Alegre, Alto Rio Novo, Anchieta, Apiacá, Aracruz, Atílio Vivácqua, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Cariacica, Conceição da Barra, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Fundão, Governador Lindenberg, Guaçuí, Guarapari, Ibiraçu, Ibitirama, Irupi, Itapemirim, Jaguaré, Laranja da Terra, Linhares, Mantenópolis, Marechal Floriano, Montanha, Muniz Freire, Nova Venécia, Pancas, Pedro Canário, Ponto Belo, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São José do Calçado, São Mateus, Serra, Sooretama, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Vila Valério, Vila Velha e Vitória. Risco Alto: Alfredo Chaves, Cachoeiro de Itapemirim, Domingos Martins, Ecoporanga, Ibatiba, Iúna, Marataízes e Pinheiros. Painel Covid-19 O Painel Covid-19 confirmou, nesta sexta-feira (11), 33 óbitos e 1.638 contaminações por Covid-19 no Estado, totalizando, até o momento, 11.120 e 496.958, respectivamente.

11/06/2021 / 0 Comments
read more
bolsonaro_visita_reproducao.jpeg

Bolsonaro promove aglomeração em Vitória e deixa saldo só para apoiadores

Sem categoria

Presidente não usou máscara e usou de chavões próprios de campanha ao cumprimentar eleitores Sem máscara em meio a uma crise sanitária e econômica e fortemente pressionado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga erros e omissões no combate à pandemia, o presidente Jair Bolsonaro desembarcou no aeroporto de Vitória na manhã desta sexta-feira (11), em sua primeira visita ao Espírito Santo. O ato, parte de sua campanha à reeleição em 2022, não contou com a participação de autoridades do Estado, como o governador Renato Casagrande (PSB), e o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, e o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, ambos do Republicanos. Bolsonaro usou frases próprias de campanha eleitoral e deixa no Estado saldo político só para apoiadores.  Casagrande é um dos 18 governadores contrários à gestão Bolsonaro, especialmente quando se trata da compra de vacinas contra a Covid-19 e do uso de medidas restritivas de prevenção à doença. O presidente estimula aglomerações, é contrário ao uso de máscaras, e, segundo a CPI da Pandemia, sabotou a compra de vacinas e estimulou o uso da cloroquina, medicamento sem eficácia comprovada. Musso e Pazolini são de um partido ligado ao empresário Edir Macedo, da Igreja Universal, que se afasta da atual gestão. Seguranças e aliados políticos também não usavam máscaras, entre eles o ex-senador Magno Malta (PL), o deputado federal Neucimar Fraga (PSD) e o ex-deputado federal Carlos Manato (sem partido), que, com a visita, espera turbinar sua candidatura ao Palácio Anchieta em 2022. Do aeroporto, a comitiva presidencial seguiu de helicóptero para São Mateus, ponto forte da visita, onde ele inaugura um conjunto de casas populares, cujas obras foram iniciadas no governo Dilma Rousseff, em 2012. Esse é o saldo da passagem de Bolsonaro ao Estado, que não registra nenhuma entrega de obra iniciada no atual governo. Ovacionado aos gritos de “mito” por uma multidão com muitas pessoas igualmente sem máscara que se aglomeravam no aeroporto, Bolsonaro manteve a postura de propagador da Covid-19, como ocorre em suas aparições públicas, e chegou a manusear a chupeta de uma criança, também sem proteção facial, colocando-a no colo. “Nós acreditamos no futuro do Brasil”, disse, no meio de apertos de mão e toques de apoiadores, tendo por perto políticos do Estado eufóricos para não perder o lugar próximo ao presidente. À frente do local de saída da comitiva, um grupo de manifestantes contrários a Bolsonaro exibia um cartaz com os dizeres “Bem-Vindo – 500 mil mortes”, que foi reprimido pelos apoiadores do presidente, com ameaças de agressão e xingamentos, inclusive à imprensa. No mesmo horário, ocorreu em algumas ruas de Vitória um “Barulhaço” contra o governo federal, com ênfase no descaso ao combate à Covid-19, como forma de repercutir as manifestações do dia 29 de maio e preparação para a próxima, no dia 19 deste mês. Em locais estratégicos da Grande Vitória, foram instalados painéis contrários ao presidente, alguns dos quais alvos de vandalismo por seus seguidores, por meio de pichações e retirada das mensagens da campanha “O Senhor da Morte” e “Impeachment Já”.

11/06/2021 / 2 Comments
read more
protesto_mst_bolsonaro_divulgacao.jpg

Manifestações marcam manhã da visita de Bolsonaro em São Mateus

Sem categoria

MST e outros movimentos sociais percorreram o Centro da cidade em protesto à condução da pandemia e políticas do governo MST-ES No dia em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) visita o Espírito Santo, foram realizadas manifestações durante toda a manhã em São Mateus, norte do Estado, onde o mandatário fará a inauguração de um conjunto de casas populares. Desde as 6h, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de vários municípios e de outros movimentos populares ocuparam a Praça São Benedito, na região central da cidade, com diversas faixas, cartazes e mensagens contra o presidente.  A falta de vacinas e a denúncia por mais de 480 mil mortes por Covid-19 no Brasil foram as principais pautas da manifestação. “A vinda ao Espírito Santo acontece logo após Bolsonaro disparar nas mídias o interesse em liberar o não uso da máscara para pessoas já vacinadas, indo na contramão do que dizem as organizações de saúde no mundo com apenas pouco mais de 10% da população totalmente vacinada”, lembrou o MST capixaba em nota. A declaração foi feita nessa quinta-feira (10) pelo presidente em Brasília, ao informar que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, iria publicar um parecer para desobrigar o uso de máscaras. Divulgação Mas além da oposição às políticas de condução da pandemia, também foram incluídos na manifestação temas como a segurança alimentar, emprego e renda. Depois da concentração na praça, o grupo de manifestantes seguiu em caminhada pela cidade até finalizar na Igreja Velha, onde outros protestos contra o presidente foram realizados no início desta semana. Divulgação Durante a manhã, ainda houve outra manifestação simbólica no Distrito de Nestor Gomes, também no município de São Mateus, com uso de faixas e cruzes no trevo que dá acesso a Jaguaré, como forma de expressar o descontentamento de trabalhadores da região com o atual presidente da República.  Depois da chegada em Vitória e um sobrevoo por obras federais realizadas no Espírito Santo, Bolsonaro seguiu para o norte do Estado, onde participa da inauguração de um conjunto de casas populares no Residencial Solar São Mateus, no bairro Aroeira.  MST-ES MST-ES MST-ES MST-ES MST-ES MST-ES MST-ES MST-ES MST-ES O conjunto com 434 casas foi iniciado em 2012 durante o governo de Dilma Rousseff, como parte do programa de moradia Minha Casa, Minha Vida, mas ficou anos paralisado após devolução pela construtora responsável, sendo agora finalmente finalizado. No final do ano passado, Bolsonaro anunciou a criação do programa Casa Verde Amarela para substituir aquele que foi o maior programa habitacional da história do país, criado nas gestões petistas. Em janeiro, o presidente assinou o decreto de criação da nova política de seu governo, que foi criticada por organizações como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). A entidade considerou um retrocesso por tratar a questão habitacional apenas por meio do crédito, excluindo a “faixa 1”, que atendia famílias de renda mais baixa, que necessitam subsídios diretos para adquirir imóveis e não apenas de juros subsidiados. “De fato, o Programa Casa Verde Amarela se configura como um programa de crédito habitacional, não como um programa social de moradia”, criticou o MTST, lembrando que 92% das família em déficit habitacional ganham até três salários mínimos.

11/06/2021 / 3 Comments
read more
majesky_ferraco_leonardo_sa.jpg

​Frente Parlamentar quer ouvir secretário sobre compra de álcool em gel

Sem categoria

Deputados Majeski e Ferraço assinam o requerimento de convocação do secretário Nésio Fernandes Tramita na Assembleia Legislativa e deve ser lido em plenário nesta segunda-feira (14), requerimento convocando o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e servidores públicos envolvidos na compra com dispensa de licitação de álcool em gel à empresa Tatum Solutions, em sessão híbrida aberta, em dias e horários a serem determinados pela Mesa Diretora. Os deputados Theodorico Ferraço (DEM) e Sergio Majeski (PSB), respectivamente presidente e secretário da Frente Parlamentar de Fiscalização das Despesas para o Combate ao Coronavírus, justificam a convocação “considerando as graves suspeitas de fraude, superfaturamento, improbidade administrativa e outras irregularidades na compra de álcool em gel pela Secretaria Estadual de Saúde, usando recursos federais para o combate à pandemia, conforme auditorias realizadas pela CGU/ES [Controladoria Geral da União] e TCE [Tribunal de Contas do Estado] e investigação em curso na Polícia Federal”. Os parlamentares ressaltam a urgência da convocação, “diante das dúvidas que pairam sobre tal assunto, tema de vários pronunciamentos em plenário, e no dever legislativo de zelar pelo erário e fiscalizar a lisura dos atos públicos”. A Frente diz que “aguarda as medidas cabíveis ao atendimento da referida convocação, nos termos do Regimento Interno desta Casa de Leis”. Nessa quarta-feira (9), o presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), também comunicou em suas redes sociais: “Caso não haja explicação plausível, até domingo, do Governo do Estado sobre as suspeitas de irregularidades investigadas pela PF na Operação Volátil, debaterei com os deputados para que a Ales possa chamar os responsáveis a prestar os devidos esclarecimentos à sociedade capixaba”. A denúncia sobre a compra de álcool em gel sem licitação foi efetuada em 2020 pela Frente Parlamentar, que encaminhou ao Ministério Público de Contas (MPC) pedido de apuração no processo de aquisição emergencial do produto. Na época, Theodorico e Sergio Majeski colocaram em dúvida a capacidade técnica da empresa assumir o contrato formalizado em 1º de abril, no valor total de R$ 6,3 milhões, para fornecimento de 400 mil frascos de 500 ml de álcool em gel 70%. Nessa segunda-feira (7), a Polícia Federal deflagrou a Operação Volátil, com o “objetivo de investigar uma organização criminosa que forneceu álcool em gel para a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), em contratação com indícios de fraude e superfaturamento, envolvendo o uso de verba federal destinada ao combate da Covid-19”. Já o secretário Nésio Fernandes afirma que a aquisição do álcool “foi um contrato realizado num contexto de emergência de escassez do produto no mercado nacional”. Ele explicou que a entrega foi realizada “ato contínuo e não se tratou de um registro de preço, contrato que você vai ao longo do tempo solicitando entrega e realizando os pagamentos”. Secretário de Saúde nega irregularidades na compra de álcool em gel – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/secretario-nega-irregularidade-na-comprade-alcool-em-empresa-investigada

11/06/2021 / 0 Comments
read more
_marcos_do_val_1_agencia_senado.jpg

Votação de PL que torna educação atividade essencial é adiada no Senado

Sem categoria

Ao contrário de Marcos do Val (foto), Rose e Contarato criticam a proposta, também rejeitada por educadores e entidades A votação do Projeto de Lei nº 5.595/2020, de relatoria do senador Marcos Do Val (Podemos), foi adiada mais uma vez no Senado. A matéria, que torna a educação atividade essencial, estava na pauta dessa quinta-feira (10), mas os parlamentares divergiram novamente sobre o texto e pediram mais reuniões para discutir o tema. O impasse é registrado desde abril, quando a matéria chegou à Casa após aprovação na Câmara dos Deputados. Na bancada capixaba, só quem se posiciona favorável à proposta é o relator Marcos do Val (Podemos). A proposta é rejeitada por educadores e entidades da área, “por contrariar a preservação da vida e da dignidade”. Rose de Freitas (MDB), depois de evitar marcar posição no início dos debates, agora aponta possíveis brechas, que afetariam não só o enfrentamento à pandemia do coronavírus. “Se uma cidade vier a sofrer calamidade, por conta de uma enchente, por exemplo, eu me pergunto: as escolas serão obrigadas a continuar funcionando?”. Para ela, a matéria também é uma ameaça à autonomia federativa. “É uma lei federal que exige dos governadores e prefeitos um procedimento obrigatório para fechamento e abertura. Acho que nós temos muita polêmica nesse assunto […] Não há como estabelecer um procedimento único e criar obrigações em uma situação tão polêmica e em um Brasil que não enfrentou de frente a pandemia”, declarou. Fabiano Contarato (Rede) também reforçou sua posição contrária, já manifestada em outras ocasiões. Segundo ele, a matéria daria poder ao Executivo para determinar as medidas de enfrentamento à pandemia nos estados e municípios. “Está muito claro que o objetivo desse projeto não é o interesse na educação pública de qualidade […] O próprio Supremo Tribunal Federal já determinou que medidas protetivas podem e devem ser tomadas por estados e municípios. O texto é incompatível com a Constituição Federal”, apontou. Uma das justificativas apresentadas por apoiadores para votação e aprovação do projeto é a vacinação de professores contra a Covid-19 no Brasil. Mas os senadores contestaram, lembrando que, apesar do início da imunização dos educadores, os demais profissionais que atuam no ambiente escolar ainda não foram alcançados. Além disso, os próprios professores não receberam a segunda dose, necessária para completar a imunização. Essa não é a primeira vez que a apreciação da matéria é adiada. Do Val tentou votar o texto no dia 29 de abril, mas foi retirado de pauta. No dia 14 de maio, os parlamentares realizaram uma audiência pública com especialistas para discutir o tema. No dia 6 de junho, tentaram votar mais uma vez, mas, em razão de divergências, o PL foi retirado de pauta novamente. A expectativa era de que o projeto entrasse em votação nessa quinta-feira (10), mas os parlamentares aprovaram um requerimento do senador Flávio Arns (Podemos/PR) que, diante da complexidade do assunto e de mudanças de última hora feitas no texto, solicitava mais audiências para debate. Jean Paul Prates (PT-RN) afirmou que as discussões são necessárias porque algumas questões ainda não foram esclarecidas no projeto. “Nós estamos falando aqui da vedação da suspensão das atividades como regra e, excepcionalmente, um gestor local ter que contratar ou fazer estudos técnicos para fechar a escola, diante de qualquer calamidade, já não se trata nem apenas da pandemia. Então é uma coisa muito nebulosa que suscita a necessidade desse debate”, ressaltou. O projeto O Projeto de Lei n° 5595/2020 considera a educação básica e a educação superior, em formato presencial, como serviços e atividades essenciais nas redes públicas e privadas de ensino. O texto proíbe a suspensão das aulas em formato presencial, “exceto nas hipóteses em que as condições sanitárias do Estado, do Distrito Federal ou do Município, não permitirem”, sendo necessário, porém, de farta comprovação científica. A matéria também prevê o estabelecimento de critérios epidemiológicos para a decisão sobre o funcionamento das escolas, a criação de protocolos contra a disseminação do vírus e a prioridade na vacinação de professores e funcionários das escolas públicas e privadas. Proposta semelhante foi apresentada no Estado, pelo deputado Capitão Assumção (Patri), mas ainda sem previsão de votação na Assembleia Legislativa. “O pano de fundo é esse: determinar que as escolas funcionem em plena pandemia, quando nós estamos perdendo quase três mil pessoas por dia, brasileiros e brasileiras. O que a população precisa é vacina no braço, é comida no prato. Nós não podemos aprovar um projeto dessa natureza”, criticou Contarato. Educadores são contra propostas que declaram ensino presencial como atividade essencial – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/educadores-contra-projetos-de-lei-que-declaram-ensino-presencial-atividade-essencial

11/06/2021 / 0 Comments
read more
da_vitoria_leonardo_sa-3116.jpg

Bancada capixaba vai convocar ECO e governo federal para debater atraso na duplicação da BR-101

Sem categoria

Da Vitória ressalta cobrança de pedágio há sete anos e lentidão das obras no sul, mesmo sem o impasse ambiental do norte Leonardo Sá O atraso na duplicação da BR-101 será tema de debate convocado pela bancada capixaba no Congresso Nacional. O anúncio foi feito pelo deputado Da Vitória (Cidadania), em pronunciamento nessa quarta-feira (9) na Câmara Federal. Na ocasião, o parlamentar cobrou a concessionária ECO 101, que venceu a concessão para gestão privada da rodovia, para que se empenhe na resolução dos atrasos. O apelo foi direcionado especialmente ao trecho norte, onde o licenciamento ambiental está emperrado, mas também abrangeu o trecho sul, onde os atrasos não têm qualquer relação com impasses dessa natureza. Em sua fala, Da Vitória, que coordena a bancada capixaba, repudiou a alternativa apresentada na última semana pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), responsável por regular e fiscalizar os contratos de concessão de rodovias privadas, de suspender a duplicação em todo o trecho norte, o que afetaria diretamente seis municípios – Sooretama, Jaguaré, São Mateus, Conceição da Barra, Pinheiros e Pedro Canário. “A proposta de excluir os seis municípios da duplicação da BR-101 é esdrúxula e pitoresca. Não tem cabimento. O que precisa ser feito é excluir apenas os 25 quilômetros da Reserva de Sooretama enquanto se debate com o Ibama e o ICMBio. A duplicação é estratégica para o desenvolvimento do Estado e para a redução do número de acidentes”, afirmou. Ele ainda lembrou que, dentro do trecho que compreende os seis municípios do extremo norte, existem duas praças de pedágio funcionando há mais de sete anos. “Não há justificativa de tomar o dinheiro do cidadão e não fazer as obras que estão assinadas em um contrato. Vamos lutar firmes para que a população capixaba receba o devido respeito”, reforçou. Da Vitória pontuou que a concessionária já administra há oito ano a rodovia no Estado e ainda não conseguiu resolver o impasse do licenciamento ambiental nos 25 quilômetros localizados na Reserva de Sooretama, o que vem impedido que as obras avancem na região Norte. Por isso, a bancada capixaba irá convocar a concessionária, além do Ministério da Infraestrutura, da ANTT, e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para debater e encontrar uma solução. O parlamentar ressaltou ainda que a BR-101 é a principal rodovia do Espírito Santo, corta o Estado de norte a sul, ao longo de 458 quilômetros, e que toda essa extensão está sob gestão da ECO desde 2013. “Apesar de ter obras em andamento, o trecho sul da BR-101 também enfrenta lentidão para a duplicação plena das vias”, sublinhou. Desvio a oeste Na Assembleia Legislativa, já se manifestou sobre o assunto o presidente da Frente Parlamentar de Fiscalização da BR-101, deputado Gandini (Cidadania), que apoia a proposta da frente técnica e científica que acompanha o licenciamento ambiental do trecho norte e defende a realização de um desvio a oeste da Rebio, de forma a preservar esse patrimônio natural de importância mundial. “Até do ponto de vista econômico, o melhor para o Espírito Santo, a curto, médio e longo prazo, é o desvio da rodovia a oeste da Reserva Biológica de Sooretama”, afirmou Gandini no final de maio, após apresentação feita pelos cientistas sobre a responsabilidade que o Espírito Santo precisa assumir na proteção da Rebio e o remanescente florestal contíguo a ela, formado ainda pela Reserva Natural da Vale e reservas particulares menores. Juntas, essas unidades de conservação somam 50 mil hectares de Mata Atlântica primária, o maior fragmento da floresta Atlântica de tabuleiro do país. Em tempos pandêmicos, implementar a legislação ambiental se torna ainda mais urgente e vital, posição que o Estado precisa assumir com determinação extra, visto que o governo de Jair Bolsonaro caminha em direção diametralmente oposta, como ficou explícito na fala de ministro Ricardo Salles, ao afirmar, há um ano, sua visão de aproveitar “esse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só falam de Covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento [ambiental]”. Proteção e desenvolvimento O contorno a oeste, argumentou Gandini, “vai ajudar a desenvolver economicamente aquela região e, na área da reserva, vai trazer um ganho ambiental enorme, mantendo apenas um trânsito local e de baixa velocidade”, descreve, em uníssono com as recomendações feitas desde 2014 pelos cientistas reunidos em um workshop internacional, que apontaram os benefícios de transformar o trecho que corta a reserva em uma estrada-parque que possa atender ao escoamento de produtos agrícolas e outras necessidade econômicas locais da população que vive no entorno direto da Rebio, além de permitir o desenvolvimento do ecoturismo. Mesmo identificando falha do Ibama em não ressaltar a necessidade de estudos robustos para proteção da floresta no licenciamento ambiental, Gandini também critica, como faz Da Vitória, a posição da ECO 101. A concessionária, avalia, não tem dedicado esforços para encontrar uma solução realmente sustentável e ambientalmente inteligente para o licenciamento ambiental. A ECO não quer fazer [o desvio]. Os documentos deixam claro que a ECO não quer fazer qualquer contorno da Rebio e tem o apoio da ANTT para isso”, afirma. E os problemas do licenciamento, ressalta, não são o único motivo do atraso das obras. “O trecho sul está liberado e ela não fez o que estava previsto. Então não é só a licença ambiental que impede de cumprir o contrato”, disse. ECO só no nome A ausência do Ibama, no entanto, é refutada pelo Parecer Técnico emitido em maio de 2018 com assinatura do chefe da Rebio, Eliton Lima e contribuições de outros sete especialistas de universidades e órgãos ambientais com histórico de atuação na região, que mostra como a ECO 101 tem se recusado a proteger a Reserva desde o início do licenciamento, o que lhe impõe a triste alcunha de “eco só no nome”. No último sábado (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, algumas das principais entidades que atuam cientificamente na região de Sooretama aprofundaram o debate na live “Sooretama Viva”, expondo a necessidade de encontrar soluções para o impasse da duplicação, tendo como referência a proteção da Reserva e o desenvolvimento socioeconômico responsável da

10/06/2021 / 2 Comments
read more
painel_morte_pichado_reproducao.jpeg

​Visita de Bolsonaro intensifica campanha ‘O Senhor da Morte’ no Estado

Sem categoria

Autor de pichação em painel instalado em São Mateus já foi identificado e deve se processado Divulgação A pichação em São Mateus, norte do Estado, de um painel com mensagens contrárias ao governo federal, nesta quinta-feira (10), contribuiu para dar maior visibilidade aos painéis espalhados na Grande Vitória e em outras cidades. O painel pichado faz parte da campanha “O Senhor da Morte chefiando o País – Fora, Bolsonaro!”, iniciativa nacional que ganhou força por conta da visita presidencial desta sexta-feira (11), a primeira que ele faz ao Espírito Santo. Para conter a onda contra Jair Bolsonaro, cujo crescimento se consolidou na manifestação do último dia 29, seus seguidores recorrem a notícias falsas e ameaças pelas redes sociais, prometendo danificar e até mesmo destruir painéis colocados em ruas e avenidas de vários municípios. As mensagens, em sua maioria, vêm carregadas de xingamentos. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Espírito Santo (Sindijornalistas) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), por medida de segurança, orientam aos jornalistas que vão fazer a cobertura da visita do presidente. “Nossas orientações se justificam na medida em que há seguidores do presidente que têm, muitas vezes, investido contra a imprensa e agredido jornalistas nas manifestações favoráveis ao presidente e no sentido de tentar evitar tais situações durante outras coberturas jornalísticas”. O sindicato recomenda que cada jornalista evite ficar sozinho durante a cobertura. “Esteja junto aos demais colegas de profissão. Recomendamos que evite cair em provocações e, em caso de agressão verbal ou física, tente fotografar o agressor ou agressora. Ou, caso veja seu colega de profissão sendo agredido, fotografe e/ou filme o(a) agressor(a) para ajudar na sua identificação, mesmo que trabalhe em veículos de comunicação diferentes”. As manifestações em oposição a Bolsonaro não se resumem à colocação de painéis em diversos locais do Estado. Há outros tipos de protestos, como a Cultura Alternativa, na praça D. João Batista, em São Pedro I, Vitória, nesta sexta-feira, a partir das 16 horas. Haverá arrecadação de alimentos para reduzir a fome que já atinge mais de 14 milhões de pessoas no país e se transformou uma das bandeias de luta contra o governo. As bandas Concká, Beck Power já estão confirmadas, bem como os grupos Samuca 05, Omulo Tertúlia e Beribazu e Contramestre Dedé. Segundo fontes de entidades de classe e movimentos sociais, o autor da pichação em São Mateus já foi identificado e deve ser processado por dano. Em vídeo, o homem aparece com uma brocha, com a qual cobre o painel com uma tinta escura, e uma voz de mulher pergunta: “Ei, por que você está revoltado com isso aí?”. Ele responde que não gosta de político vagabundo e comenta que “o cara não está fazendo mal a ninguém, ele quer consertar o Brasil”. “Ainda vem botar essa merda aqui na minha porta; vou apagar tudo, PT fora”, diz, a mulher concorda: “É, PT fora. Olha, o presidente vai chegando aqui na sexta-feira, a gente aqui não aceita esse tipo de (…)”. O vídeo é de boa qualidade, visando apagar informações sobre a atual situação do país, principalmente relacionada ao avanço da pandemia, que já matou quase meio milhão de pessoas, em decorrência do descaso de Bolsonaro no combate à doença e na propagação do tratamento precoce com o uso de hidroxicloroquina, sem qualquer eficácia, segundo a ciência. “Estamos analisando providências jurídicas cabíveis”, informa Ana Carolina Galvão, diretora da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (Adufes). Para ela, “o mais importante é que a atitude do cidadão acabou por dar visibilidade ao acontecimento e, com isso, a população está sabendo que Bolsonaro não é bem-vindo. As pessoas estão vendo nas nossas placas espalhadas por todo o Estado a exposição da política do governo federal que já matou quase meio milhão de brasileiros. E que não vão nos silenciar”. A campanha “O Senhor da Morte chefiando o País – Fora, Bolsonaro!” é iniciativa nacional e, no Espírito Santo, tem participação de diversas entidades. “No ano de 2020, a Articulação das Entidades Representativas de Trabalhadores(as) do Ensino Superior e do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico em Pernambuco lançou a campanha “Fora Bolsonaro: inimigo da educação e do povo” e a Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Aduferpe) aderiu à iniciativa, instalando dezenas de outdoors em Recife”, explica Ana Carolina. A repercussão desencadeou, segundo ela, a abertura de inquérito contra a dirigente sindical Erika Suruagy, por encomenda de Jair Bolsonaro. “Como reação, a professora Erika [cujo inquérito foi arquivado] recebeu mais de 90 moções de apoio e as entidades que assinam o Manifesto em Defesa da Vida, da Democracia, da Liberdade Sindical e da Liberdade de Expressão elaboraram e disponibilizaram uma arte atualizada da campanha “O Senhor da Morte chefiando o País – Fora, Bolsonaro!”, que nós utilizamos aqui no Espírito Santo”. Programação Bolsonaro desembarca no Estado nesta sexta-feira às 10 horas e logo em seguida vai para São Mateus, de helicóptero, depois de sobrevoar o Porto de Vitória, a BR-447 e o Contorno do Mestre Álvaro, na Serra, onde acompanhará, da aeronave, a detonação de uma rocha. Em São Mateus, no norte, o presidente participa da solenidade de inauguração de um conjunto de casas, na localidade Aroeira, e retorna a Vitória. No aeroporto da capital, Bolsonaro segue direto para o avião presidencial, que o levará de volta para Brasília. Painéis já ‘enfeitam’ ruas e avenidas para a visita de Bolsonaro – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/paineis-ja-enfeitam-ruas-e-avenidaspara-a-visita-de-bolsonaro Painéis com ‘Fora Bolsonaro’ tomam a Grande Vitória na visita presidencial – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/paineis-com-fora-bolsonaro-tomam-a-grande-vitoria-na-visita-presidencial

10/06/2021 / 2 Comments
read more
manato_bolsonaro_soraya_redesociais.jpg

‘Corrida’ final

Sem categoria

Visita presidencial: bolsonaristas ainda atrás do título de anfitrião e ameaças de boicote em São Mateus após anúncio de ação do Sindipetro Redes sociais Na véspera da visita presidencial desta sexta-feira (11) no Estado, quase nada mudou. O casal Carlos e Soraya Manato (PSL) tenta delimitar território como principal anfitrião de Jair Bolsonaro, assim como faz o vice-líder do governo na Câmara, Evair de Melo (PP), repetindo os capítulos registrados desde o anúncio da agenda por aqui, em meados de maio. O ex-presidente do PSL capixaba e a deputada federal se reuniram na tarde desta quinta (10) com Jair Bolsonaro em Brasília, e virão para cá também na manhã desta sexta. Já Evair gravou vídeo até dos “preparativos” no local da programação em São Mateus, norte do Estado, onde será realizada a entrega de casas populares do programa Minha Casa Minha Vida, rebatizado pelo presidente de Casa Verde Amarela. No único município onde Bolsonaro vai participar de uma solenidade, uma ação antiga realizada pelo Sindicato dos Petroleiros do Estado (Sindipetro-ES) para protestar contra a política de preços de combustíveis praticada no País, desta vez precisou ser adiada. Marcada inicialmente para esta sexta, às 13h, rendeu ameaças nas redes sociais. Apoiadores do presidente acusaram a medida de tentar prejudicar a visita e convocaram boicote ao posto onde os descontos seriam praticados, no bairro Bonsucesso. O dono foi o alvo, apesar de não ter nada a ver com a mobilização do sindicato, que sempre que a realiza, paga o subsídio do combustível e do gás de cozinha para mostrar qual seria o preço justo a ser cobrado da população. A ação agora passou para o sábado (12), depois – espera-se – do “fuzuê” dos seguidores de Bolsonaro. Cenas semelhantes registrada nesses anos em outras regiões do País não são mera coincidência. JustiçaFoi no município, também, que houve pichação em outdoor da campanha nacional “O Senhor da Morte chefiando o País – Fora, Bolsonaro!, realizada por entidades ligadas à Educação, como noticiado pelo meu colega de Redação, Roberto Junquilho, nesta quinta. O caso deve acabar na Justiça. Agora não podeA ação do Sindipetro-ES é realizada com frequência desde o ano passado, inclusive em São Mateus, onde a Petrobras tem sede administrativa. O que mudou desta vez? A “ameaça Bolsonaro”. DivididoA postura dos seguidores do presidente em determinar boicotes e afins não reflete, porém, a totalidade dos moradores de São Mateus. Pelo menos não foi o que revelaram as urnas, em 2018. Dividido IINo segundo turno, o presidente venceu por margem apertada de Fernando Haddad (PT): 52,13% contra 47,87%. Já na primeira fase do pleito, um pouco mais distante, 45,73% x 35,71%, mas com 9% dos votos destinados a Ciro Gomes (PDT), projeto também antagônico ao atual. E agora?De lá pra cá o Brasil só desceu a ladeira, com uma lista extensa de absurdos, omissões e investigações envolvendo Bolsonaro e seus familiares, agravadas ainda mais na pandemia do coronavírus e com a CPI aberta no Senado. Homenagem?Por falar em Evair, ele também publicou fotos nas redes sociais de muros pintados de verde e amarelo no município, dizendo que é “homenagem ao presidente”. Mais um capítulo do “confisco” da bandeira do Brasil pelos bolsonaristas. Todas as fichasE tem mais! Olha o anúncio para atrair a população na solenidade desta sexta em São Mateus: “O presidente fará um sorteio e uma das famílias ganhará de presente uma casa totalmente mobiliada!”, publicou Evair, com fotos internas. Política pública e brinde…pode? PrevisívelCarlos e Soraya, para não fugir à regra, fizeram mais uma transmissão ao vivo na noite desta quinta-feira para falar da programação e também publicaram vídeo próprio da visita.  ‘Previsão’Poucas horas antes da chegada de Bolsonaro ao Estado, o comunicado oficial do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) que informa a entrega das 434 casas em São Mateus continua tratando a presença dele como “previsão”. Junto, são anunciados o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães. Nas redes“Prescindir do uso de máscaras no atual estágio de evolução da pandemia no Brasil é mais uma negação da realidade e uma improbidade sanitária inaceitável. É não aprender com a evolução da pandemia e com o peso das consequências dos erros que levaram o País a ser uma grande casa em luto”. Secretário de Saúde, Nésio Fernandes, sobre mais uma fala absurda do presidente Jair Bolsonaro FALE COM A COLUNA:

10/06/2021 / 1 Comment
read more
nao_invada_quilombo_divulgacao.jpg

Sem ação do Estado, violência e advocacia predatória ocupam território quilombola

Sem categoria

No Sapê do Norte, 32 comunidades aguardam regularização pelo Incra. Apoio do governo do Estado continua na promessa A resistência como ato de fé. Como ato de amor próprio. Como expressão da consciência robusta de um povo sobre a importância que a sua luta tem não só para si, mas para toda a humanidade. A resistência do povo quilombola tem muita a ensinar à sociedade brasileira e capixaba sobre respeito, justiça e dignidade. E esse povo volta a pedir socorro. Ou continua a pedir? Há 33 anos, a Constituição Federal reconheceu o direito ao seu território ancestral. Mas somente há cerca de 15 anos, a Fundação Palmares certificou boa parte das comunidades existentes no Espírito, que passaram a aguardar a conclusão do processo de titulação por meio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Nesse vácuo de atuação federal, os conflitos fundiários se avolumam no dia a dia das comunidades, que, apesar deles, erguem uma nova história de resgate de sua cultura tradicional e de implantação de tecnologias mais sustentáveis de uso da terra, destruída pelas décadas de exploração pelos monocultivos de eucalipto da Suzano (ex-Fibria e ex-Aracruz Celulose). No Território Quilombola Tradicional do Sapê do Norte, entre Conceição da Barra e São Mateus, no norte do Estado, há um ano, a invasão das terras certificadas por pessoas alheias à luta quilombola se intensificou, usurpação que se tornou ainda mais gritante após o asfaltamento da estrada que dá acesso à vila de Itaúnas, devido à valorização das terras e à especulação imobiliária. Nesta semana, a “Segunda Nota de Esclarecimento – Invasões nos Territórios Quilombolas do Sapê do Norte”, traz um grito de socorro, assinado pelas entidades representativas das comunidades locais, além da Comissão Quilombola do Sapê do Norte e da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), que rogam por proteção e respeito aos seus direitos. Socorro já ecoado nos gabinetes dos órgãos estaduais e federais, mas que continua sem resposta. “As Comunidades gritaram por socorro, acionaram o Ministério Público Federal, Secretária de Direitos Humanos, deputados estaduais, Defensoria Pública Federal e Estadual, Polícia Federal e tantos outros entes para evitar que seus territórios fossem invadidos em uma política de governo de grilagem de terras. Nada adiantou!”, relatam, referindo-se, também, a uma ação feita há dois meses pela Defensoria Pública Estadual, em que foi constatada a presença de invasores em 80% do território quilombola do Sapê do Norte. “Onde está a representação legislativa e executiva do povo negro/quilombola?! Onde estão os órgãos do Poder Judiciário? Onde está o cumprimento da Constituição Federal? Onde está o poder de polícia que usa a justificativa da manutenção da ordem pública para nos exterminar? Mortos, adormecidos, suspensos até que uma tragédia ocorra? Quem serão as vítimas, quem serão os vilões, quem será o herói?”, questionam as entidades na nota. A titulação das terras, dívida do Brasil com “os descentes do povo sequestrado de sua pátria mãe”, ainda não aconteceu para a maioria das comunidades quilombolas brasileiras e capixabas, passadas mais de três décadas da Constituição Federal e da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Aos governos federal e estadual, o clamor é pelo cumprimento da lei e a proteção frente ao aumento da violência no território – corpos que são encontrados em meio ao eucaliptal, tiros no meio da noite, intimidações, agressões, ameaças, tráfico de drogas, queimadas – e ao ataque de escritórios particulares que praticam a chamada advocacia predatória junto aos quilombolas. “Não permitiremos que mais uma vez nosso povo seja enganado, assinando documentações através de procurações e dando a advogado ou qualquer um que não nos representa, sem ao menos saber onde estará sendo utilizado essas assinaturas; não defendemos invasores em nosso território; não aceitamos que usem os nossos instrumentos jurídicos para serem mantidos no que não lhes pertence!”, afirmam os signatários. “Resistimos e continuaremos resistindo por muitas e muitas gerações, pois nós pertencemos à terra, ao território e trazemos conosco a força dos nossos antepassados e a esperança dos nossos descendentes!”, reiteram. “Somos os agricultores(as) que leva comida para a mesa de muitas brasileiras e brasileiros, somos os trabalhadores que constroem casas, templos e edifícios comerciais, somos os trabalhadores que estão na indústria, no comércio, no setor de serviços, somos professores, médicos, advogados, cientistas, investidores de bolsa de valores, somos quem quisermos ser, mas acima de tudo, somos quilombolas e preservamos nossa relação com o nosso território, que é sagrado”. ‘Nós estamos aqui pedindo socorro’, clama quilombola no Sapê do Norte Placas informativas do território do Angelim 2 foram novamente retiradas por pessoas de fora da comunidade https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/nos-estamos-aqui-pedindo-socorro-clama-quilombola-no-sape-do-norte

10/06/2021 / 1 Comment
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 1.044 1.045 1.046 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.