Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

camila_contarato_redes_sociais.jpg

Parlamentares de 13 estados acionam MPF para que investigue Enem 2021

Sem categoria

Grupo, que tem participação de Contarato e Camila Valadão, solicita acompanhamento de todo o processo, impedindo erros de 2020 O senador Fabiano Contarato (Rede) e a vereadora de Vitória Camila Valadão (Psol), juntamente com lideranças políticas de diversas partes do País, assinam representação protocolada no Ministério Público Federal (MPF), em que é solicitada a abertura de inquérito civil para investigar o planejamento, orçamento e execução do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021. Um dos objetivos é garantir a aplicação das provas de forma organizada e segura do ponto de vista sanitário. A mobilização tem caráter preventivo. O grupo quer evitar problemas como observados na edição de 2020, que contabilizou denúncias de salas cheias em plena pandemia do coronavírus. “Acompanhamos o que foi o Enem em 2020 e já estamos nos antecipando para que os mesmos erros não se repitam este ano”, afirma Camila Valadão. A medida também espera reduzir os índices de abstenção, que atingiram o recorde na última edição, com 55,3% de faltantes no segundo dia das provas presenciais. Ao todo, foram mais de 3 milhões de candidatos ausentes em todo o Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). No Espírito Santo, o índice de abstenção foi ainda maior, chegando a 57,7% no segundo dia das provas presenciais. Dos 104,5 mil inscritos, 60,2 mil não compareceram. No primeiro fim de semana do exame, o Inep já tinha registrado a abstenção de 52,5% entre os estudantes capixabas, com 54,8 mil candidatos ausentes. Para Camila Valadão, a falta de organização para a realização das provas é a principal explicação dos altos índices de abstenção. “As pessoas não se sentem seguras para fazer uma prova da forma como foi, um exame que não garante segurança”, aponta. A iniciativa para elaboração da representação foi da vereadora Erika Hilton, do Psol de São Paulo. Ao todo, 29 parlamentares, de 13 estados e do Distrito Federal, entre senadores, deputados federais e estaduais e vereadores, participaram da construção do documento, que foi recebido pelo Ministério Público Federal (MPF) na última semana. Além de Erika Hilton, Camila Valadão e Fabiano Contarato, a representação carrega nomes como os das deputadas federais Sâmia Bomfim (Psol-SP) e Viviane Reis (Psol-PA). Camila explica que a mobilização conjunta tem sido recorrente. “Temos nos articulado em defesa da democracia no Brasil, acompanhado os mandatos uns dos outros, buscando estratégias conjuntas para problemas encontrados”, explica. Incertezas Outro ponto abordado são os indícios da falta de preparação para a aplicação das provas em 2021. Isso porque, antes da realização do exame, o Enem demanda etapas como o período de inscrição dos candidatos, montagem das provas e escolha das salas. Até o momento, o Ministério da Educação divulgou apenas o edital de solicitação de isenção e justificativa de ausência, que foi aberto no dia 17 de maio e vai até a próxima sexta-feira (28), e isenta candidatos de baixa renda, alunos de escola pública ou com bolsa na rede privada de pagar a taxa de inscrição no exame. O Inep ainda não confirmou a data de realização das próximas etapas e não definiu os dias de aplicação das provas, que, para muitos alunos, representa a única porta de entrada para o ensino superior. “Um exame com o tamanho do Enem precisa ser muito bem planejado, principalmente neste contexto de pandemia”, enfatiza Camila.

24/05/2021 / 0 Comments
read more
tadeu_Guerzet_sindipublicos.jpg

Reforma Administrativa: ‘alterações enfraquecem tentativa de destruir o serviço público’

Sem categoria

Análise é do presidente do Sindipúblicos, Tadeu Guerzet, após relator suprimir itens da proposta O relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32/2020, que trata da reforma Administrativa, deputado Darci de Matos (PSD-SC), apresentou nesta segunda-feira (24) mudanças no texto do governo Bolsonaro (sem partido), com a supressão de alguns itens. A medida, para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Espírito Santo (Sindipúblicos), Tadeu Guerzet, “enfraquece a tentativa de destruir o setor público e preencher com os serviços privados”. As mudanças foram apresentadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados é a expectativa é de que sejam debatidas e votadas nesta terça-feira (25). Uma das alterações é a retirada do item que estabelece que o presidente da República pode extinguir entidades da administração pública autárquica e fundacional. “Esse ponto era o mais crítico de todos. No contexto em que há um presidente com o perfil do Bolsonaro, que tentou extinguir vários órgãos, dá uma segurança para a sociedade brasileira”, afirma. Entre as desconstruções que poderiam acontecer, de acordo com Tadeu, estão as da proteção ambiental, fiscalização sanitária, verificação de controle de satélite e estatísticas, “que dão ao povo brasileiro um quadro de como está o país, um diagnóstico”. Tadeu destaca que isso poderia acontecer também na gestão estadual. “A Assembleia Legislativa autorizou a extinção de 253 cargos do Incaper [Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural]. Imagine se fosse possível um governador ou presidente fazer isso com uma canetada, o quanto sairia cortando do serviço para o povo?”, questiona. Também foi proposta pelo relator a retirada do ponto que proíbe que servidores ocupantes de cargos típicos de Estado possam exercer qualquer outra atividade remunerada. O relator considerou esse trecho inconstitucional, por impedir o exercício de outra atividade, mesmo que haja compatibilidade de horários. “Acho bom ter retirado da reforma, pois dá ao servidor condição de ampliar sua remuneração, embora o ideal fosse garantir uma remuneração que possibilitasse uma vida adequada, mas a maior parte do serviço público do Brasil é de pessoas que ganham R$ 2 mil, R$ 3 mil por mês”, diz. O relator sugere, ainda, que sejam suprimidos do texto todos os novos princípios da administração pública previstos pelo governo: “imparcialidade, “transparência, inovação, responsabilidade, unidade, coordenação, boa governança pública e “subsidiariedade”. “Os princípios acabam nem sendo o grande problema da reforma. Mas, por exemplo, inovação não é princípio. Se exige em termos de princípio o quê? Que o cara seja responsável, que compareça ao serviço, que tenha honestidade, que exerça o trabalho direito, não vai colocar como princípio que a pessoa fique inovando coisa”, afirma Tadeu. No último dia 13, a entrada em pauta da PEC mobilizou ações em todo o País, inclusive no Espírito Santo, de entidades que integram o Movimento em Defesa de Direitos e Serviços Públicos de Qualidade. Entre os prejuízos da reforma, que tramita desde 2020, estão também alterações nas promoções, progressões e estabilidade. ‘Precisa começar pela elite’ Na sessão da última quarta-feira (19), o deputado estadual Sérgio Majeski (PSB) afirmou que “para fazer uma Reforma Administrativa, precisamos olhar para o teto. Existe uma diferença enorme entre os que mais ganham e os que menos ganham. Precisamos começar essa reforma pelo topo do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Para se ter uma ideia, o orçamento do Legislativo Federal é de R$ 12 bilhões, isso é quase o PIB [Produto Interno Bruto] de um estado como Roraima e o Acre, por exemplo. O orçamento da nossa Assembleia Legislativa é de mais de R$ 200 milhões. Temos que cortar na própria carne”, defendeu o parlamentar. O parlamentar também aponta que a PEC 32/2020 pode prejudicar os servidores com salários mais baixos. “Para uma mudança dessas, primeiro, faz-se um amplo diagnóstico para ver onde estão os problemas, onde estamos gastando muito e gastando mal. A Reforma Administrativa que tramita no Congresso trata de férias, estabilidade, enfim, mas não se sabe se realmente resolve o problema. No setor público, infelizmente, os que menos ganham são os que mais trabalham, e aqui cito os professores e os policiais. Não dá para jogar a conta da reforma administrativa para os servidores, em especial os que mais trabalham, porque não são eles os que mais gastam”, disse o parlamentar. Análise da Reforma Administrativa é adiada na Câmara Federal Servidores capixabas realizam nesta quinta-feira atividades virtuais contra a proposta, que impacta o funcionalismo público https://www.seculodiario.com.br/politica/adiada-analise-da-reforma-administrativa-na-comissao-de-justica-da-camara-federal Carta contra reforma administrativa é entregue a parlamentares capixabas Grupo já se reuniu com Contarato e Helder Salomão e critica  https://www.seculodiario.com.br/direitos/carta-contra-reforma-administrativa-e-entregue-a-parlamentares-capixabas Entidades organizam carreata contra Reforma Administrativa nesta segunda Manutenção do Auxílio Emergencial e vacinação para todos também são pautas, destaca Clemilde Cortes https://www.seculodiario.com.br/direitos/entidades-organizam-carreata-contra-reforma-administrativa-nesta-segunda-feira Reforma administrativa é destruição do serviço público, alertam entidades Trabalhadores protestaram contra a proposta do governo Bolsonaro em ato na Praça Costa Pereira https://www.seculodiario.com.br/direitos/reforma-administrativa-e-destruicao-do-servico-publico-afirmam-entidades

24/05/2021 / 1 Comment
read more
Sophia_de_Mello_Breyner_redesociais.jpg

A poesia ultramarina de Sophia de Mello Breyer Andresen

Sem categoria

Uma poesia que reforça imagens clássicas das viagens ultramarinas portuguesas Redes sociais No livro Navegações, de 1983, a poeta Sophia de Mello Breyner Andresen continua com a parte de sua poesia de temática política, e se concentra num tipo de consciência política em que o mar, seu eixo poético supremo, vem com toda a carga histórica. Sua poesia, neste livro, novamente se depara e enfrenta a realidade histórica do evento político como fonte de uma poesia que reforça imagens clássicas das viagens ultramarinas portuguesas. Nesta jornada ultramarina, aparecem poetas do cânon português como a grande origem da linguagem lusófona que foi Luís de Camões, este que fora o autor incontornável para a poesia portuguesa do clássico livro Os Lusíadas. Por sua vez, Navegações é um livro que traz descobertas, esta busca das navegações portuguesas por territórios a serem explorados é, também, a produção de um éthos. Este éthos é uma busca de uma vida plena, que ultrapassa o próprio fenômeno histórico, algo que culmina em imagens como a do marinheiro, e que nos remete a experiências de alto-mar, a vida no mar que se expande defronte à própria riqueza da natureza. Aqui temos uma aventura que transcende marcadores socioculturais e convenções ideológicas. Poemas breves compõem este espaço de descrição desta experiência direta, isto é, sem a mediação de limitadores artificiais, estamos aqui diante da natureza pura em alto-mar. A suspensão ideológica é o resultado da abordagem poética de Sophia neste livro, e, então, a ausência completa de um programa político neste livro, a epifania produzida visa o coletivo, mas não aprisiona a experiência poética num marcador cultural ou político específico, existe neste livro um tipo de liberdade absoluta. No seu livro, Ilhas, de 1989, há também o tema da viagem, com as paisagens culturais e geográficas indo além de Portugal e da Grécia, poemas de diversas abordagens, como o que fala do Palácio Mocenigo em que se instala o poeta inglês Lord Byron. Ainda temos um poema chamado Veneza, e vemos o contato do Oriente com o Ocidente, o que se descreve no primeiro encontro entre europeus e japoneses no poema Os biombos Namban. E o poema mais visceral aparece, neste livro, em Não te esqueças nunca, em que Treblinka, na Polônia, e Hiroshima, no Japão, são o centro imagético que queima a visão diante da desumanidade da guerra, que no século XX atingiu um nível de barbárie sem precedentes na História humana. E neste livro Ilhas há, por fim, este eixo temático da viagem que mistura História, poemas que descrevem lugares, como o citado do Palácio Mocenigo, poemas sobre viajantes, e o poema Carta (s) a Jorge de Sena, que fala de um emigrante, que é o retrato de um português legítimo do século XX. DE NAVEGAÇÕES LISBOA: A poeta Sophia se abre a Lisboa ao passo que a cidade se abre em seu poema, no que temos : “Digo :/”Lisboa”/Quando atravesso – vinda do sul – o rio/E a cidade a que chego abre-se como se do seu nome nascesse”. Lisboa que nasce de seu próprio nome, se expande neste poema, no que vem : “Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna/Em seu longo luzir de azul e rio/Em seu corpo amontoado de colinas -/Vejo-a melhor porque a digo/Tudo se mostra melhor porque digo/Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência/Porque digo/Lisboa com seu nome de ser e de não-ser”. A sensação da poeta é que ao dizer o nome de Lisboa esta se fixa no poema e em sua realidade, no que temos : “Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata/Lisboa oscilando como uma grande barca/Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência/Digo o nome da cidade/- Digo para ver”. Aqui o sentido da visão se dá através de dizer o nome Lisboa. A poeta faz ver ao dizer o nome desta cidade. AS ILHAS: A navegação aqui se dá no percurso do poema até a visão das ilhas : “I : Navegámos para Oriente -/A longa costa/Era de um verde espesso e sonolento”. A descrição marítima e de seu clima se abre e a poeta coloca os versos nesta paisagem que toma a sua visão : “Um verde imóvel sob o nenhum vento/Até a branca praia cor de rosas/Tocada pelas águas transparentes”. As ilhas, então, finalmente aparecem, e o poema celebra : “Então surgiram as ilhas luminosas/De um azul tão puro e tão violento/Que excedia o fulgor do firmamento/Navegado por garças milagrosas” (…) “E extinguiram-se em nós memória e tempo”. Ao fim, diante deste evento, findam-se memória e tempo. III: A poeta se volta ao luzir da madrugada, no que vem : “À luz do aparecer a madrugada/Iluminava o côncavo de ausentes/Velas a demandar estas paragens”. As paragens e a escuridão dão um clima ao poema, e segue : “Aqui desceram as âncoras escuras/Daqueles que vieram procurando/O rosto real de todas as figuras/E ousaram – aventura a mais incrível -/Viver a inteireza do possível”. Neste tatear da realidade da vida, em sua busca, aqueles que buscaram a face real das coisas conseguiram viver a inteireza do possível, aqui podemos falar da vida plena ou da plenitude como dom e desiderato. V: A poeta segue em sua visão total da vida, e esta busca no poema revela e alcança este dom ou faculdade de ver a verdade, aqui a exposição do visível em sua forma plena e inteira é, propriamente, o que temos como o verdadeiro : “Ali vimos a veemência do visível/O aparecer total exposto inteiro/E aquilo que nem sequer ousáramos sonhar/Era o verdadeiro”. VII: A poeta Sophia abre as singraduras da navegação, e o poema aqui se enuncia : “Outros dirão senhor as singraduras/Eu vos direi a praia onde luzia/A primitiva manhã da criação” (…) “Eu vos direi a nudez recém-criada/A esquiva doçura a leve rapidez/De homens ainda cor de barro que julgaram/Sermos seus antigos deuses tutelares/Que regressavam”. As origens são evocadas, uma realidade nua, que acabou de ser criada, com homens ainda mal saídos da terra, sob deuses tutelares, aqui se

24/05/2021 / 0 Comments
read more

Por amor (ficção)

Sem categoria

Era considerado o melhor time, com mais craques, e muitos troféus e medalhas Era considerado o melhor time, com mais craques, tinha ganhado muitos troféus e medalhas. Naquele ano, longe da torcida, esse time jogou ganhando mais que perdendo. E então teve uma espécie de Prêmio para seus torcedores fanáticos. As últimas partidas da temporada foram com sua gigantesca torcida presente, quando o jogo era mando desse plantel. O vírus tinha sumido combatido, vencido. Com jogadores experientes, talvez fosse a última vez que jogariam juntos. Nesse time de craques havia os que jogavam e torciam como torcedores. Jogaram fora do país, e agora podiam ter a glória de vestir o que seus torcedores chamam de manto sagrado, e jogaram orgulhosos e com fervor. Esse time causava inveja nos outros clubes, principalmente nos torcedores contrários. Quando enfrentava esse time, o adversário jogava como fosse sua última partida, podia ser grande ou pequeno. Se agigantavam. E piorava quando celeridades do futebol mundial declaravam que gostariam de jogar nesse time, perante sua torcida. Nesse ano, após conquistar todos os títulos disputados, quis o destino que fosse jogado o título mundial no Maracanã perante sua torcida. Estádio suportou 90 mil torcedores, só uma torcida, só vermelho e preto. O adversário era time espanhol, muita técnica, muita raça. Em casa, no país todo e fora também, os demais torcedores (estima-se 43 milhões) acompanhavam tudo através de um pool de TV, transmissão para todo planeta. Foi quando tudo aconteceu: os dois times em campo, junto com a arbitragem, quando, de repente, tudo ficou em silêncio, quase 100 mil vozes caladas. E talvez, como ensaiado, essas vozes começaram a gritar o nome dos jogadores, do goleiro ao último do ataque. Gritavam e se silenciavam por segundos. A televisão mostrava emoção nos rostos de alguns torcedores. Eles olhavam para toda torcida. O outro time e o juiz esperando admirados. Quando chegou no último, ainda gritaram o nome de mais três que estavam no banco. Com permissão do juiz, eles foram chamados ao centro do gramado e então se ajoelharam em círculo, de frente para aquela torcida, abraçados, abaixaram a cabeça duas vezes em reverência. Talvez comandados pelo seu experiente e dedicado capitão. A torcida toda se levantou e aplaudiu. Nunca se ouviu tamanha palmas em qualquer lugar do mundo. A TV também captava pessoas chorando, aplaudindo; uma verdadeira sintonia de dedicação. Veio o jogo, esse time não conseguiu vencer a partida. Lutou muito. Dois jogadores saíram machucados. Fizeram uma partida impecável, deram show de bola, tática, raça e empenho. O único gol adversário saiu após um dos zagueiros ter escorregado e o atacante contrário imediatamente chutado para o gol, com o goleiro desprevenido. Coisas que só acontecem com o Sobrenatural de Almeida, do tricolor Nelson Rodrigues. A torcida não arredou pé do estádio até a saída do último jogador do gramado. E enquanto não foram para o vestiário, ouviram mais uma vez 90 mil torcedores aplaudindo de pé o FLAMENGO. Terminou a temporada, que mesmo vencedora, ficou incompleta. Uns não voltaram após as férias, e o time foi sendo desfeito. Foi o jogador chamado Gérson, depois outro chamado Everton Ribeiro. Difícil ter outro time igual. Talvez daqui a 30 anos. PARABÓLICAS Fábio Pirajá é um dos locutores de uma safra recente e que está ainda na ativa, fazendo comercias para TV. O site do governo do Estado veicula na TV boa e bem produzida leva de institucionais nesta pandemia. Dizem que Junior Victor deixou saudades na Cor da Vida FM e que o gordinho Rony deixou lembranças na SIM. André Monjardim, assim como Ricardinho Garcia, foram os melhores editores de áudio com quem trabalhei. Lembranças. ACESSE http://jrm50anos.blogspot.com.br/ ACESSE TRADUÇÃO JRM YOUTUBE As Três árvoreshttps://www.youtube.com/watch?v=bEvCp6f17ik MENSAGEM FINALA vida não deixa de ser divertida quando alguém morre, assim como não deixa de ser séria quando as pessoas riem. George Bernard Shaw

24/05/2021 / 0 Comments
read more
vacinacao_agpenitenciario_agentesocio_CreditosReproducao.jpg

Estado inicia vacinação de agentes socioeducativos e penitenciários

Sem categoria

Outras categorias, como portuários e rodoviários, devem ser vacinadas em breve, segundo Casagrande Teve início em solenidade realizada na manhã desta segunda-feira (24), no Palácio Anchieta, a vacinação contra Covid-19 para agentes socioeducativos e penitenciários. Serão vacinados cerca de 5 mil trabalhadores dessas áreas, sendo 3,2 mil da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) e 1,6 mil do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases). Os imunizantes, que são os da reserva técnica da AstraZeneca, serão encaminhados para os municípios ainda nesta segunda, para aplicação nos próprios locais de trabalho. “Assim, eles poderão trabalhar com mais segurança”, destacou o governador Renato Casagrande, que afirmou que sua gestão pretende avançar na imunização de outras categorias profissionais. Uma delas é a dos portuários, mas sem informar ainda a data. Casagrande também mencionou os rodoviários. De acordo com ele, entre os professores, cerca de 50% já foram vacinados com a primeira dose. Durante o ato simbólico desta segunda, foram vacinados a pedagoga socioeducativa, Rosilene Lameira dos Santos, que atua na Casa de Semiliberdade de Vila Velha; o agente socioeducativo e coordenador da Gerência de Segurança e Proteção à Pessoa (Gesp), Valter Lebarck; e três inspetores que atuam na linha de frente nos presídios: Priscila Nascimento Barbosa Vidon, do Centro de Detenção Provisória de Vila Velha; Marcelo Barbosa Zanelato, da Penitenciária Estadual de Vila Velha 2; e Valdenir de Oliveira Junior, do Centro de Detenção Provisória de Vila Velha. A incorporação dos agentes na vacinação do grupo de Força de Segurança e Salvamento e Forças Armadas foi definida em pactuação entre o Estado e municípios, por meio da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). A identificação dos funcionários ocorrerá por meio da articulação entre as Secretarias da Saúde (Sesa), Sejus e Direitos Humanos (SEDH). Além do governador, a solenidade de início da imunização dos agentes socioeducativos e penitenciários contou com a presença do secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes; da vice-governadora, Jaqueline Moraes; da secretária estadual de Direitos Humanos, Nara Borgo; do presidente do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), Fábio Modesto de Amorim Filho; e do secretário estadual de Justiça, Marcello Paiva. Nésio Fernandes salientou que a utilização da reserva técnica não interfere na oferta de imunizantes para os grupos prioritários. Ressaltou, ainda, que não é a maioria, mas ainda há pessoas com resistência à vacinação, embora ela seja segura. Casagrande afirmou que ainda existe “um caminho longo para avançar na vacinação”, já que, de acordo com ele, apenas 22% dos capixabas receberam a primeira dose. O governador afirmou ainda que a imunização é necessária para redução do número de óbitos, internações, e para eliminar a circulação do vírus. “Não estamos imunes a uma terceira onda da Covid-19. O número de pessoas com o coronavírus ainda é muito grande. No Espírito Santo, existem cerca de 800 pessoas em leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva] Covid”, informa.

24/05/2021 / 0 Comments
read more
abelhas-morrendo_reproducao.jpeg

‘As abelhas estão morrendo e precisamos fazer algo para protegê-las’

Sem categoria

Apicultores e meliponicultores alertam: cada mortandade de abelhas expõe necessidade de controle de agrotóxicos Reprodução A cada mortandade de abelhas no Espírito Santo, fica mais nítida a necessidade de controle do uso atualmente indiscriminado de agrotóxicos no Estado, especialmente em áreas próximas a produções de abelhas com ou sem ferrão. Afinal, sem abelhas não há polinização; sem polinização não há reino vegetal; e sem o reino vegetal toda a vida no planeta entra em colapso, inclusive a espécie humana e seus sistemas econômicos. O fato é de conhecimento público e inquestionável. A questão posta é: como proteger as abelhas – e outros insetos polinizadores e mesmo outros animais, principalmente aves como os colibris – do uso indiscriminado de agrotóxicos? Um projeto de lei nesse sentido tramita desde 2019 na Assembleia Legislativa: o PL 686/2019, de autoria da deputada Iriny Lopes (PT). Sim, há quase dois anos! quantas milhares/milhões de abelhas poderiam ter sido salvas nesse período? A matéria é urgente, mas, segue aos trancos sendo jogada a escanteio pelos parlamentares defensores do agronegócio. Como se defender o agronegócio tivesse que se opor à defesa da vida. “Quando as abelhas acabarem, eles próprios vão ser prejudicados”, expõe João Luiz Teixeira Santos, presidente da Associação dos Meliponicultores do Espírito Santo (AME-ES). Em seu Art. 1º, o PL estabelece que “fica expressamente proibido o uso indiscriminado por qualquer meio de substâncias nocivas à vida de abelhas polinizadoras e outras espécies nos cultivos agrícolas em áreas próximas de colmeias no âmbito do Estado do Espírito Santo”. A discussão atual está sobre qual seria a área de exclusão. Inicialmente, a proposta da parlamentar é de mil metros de diâmetro de distância. João explica que 1 km consegue assegurar as abelhas sem ferrão menores, do gênero Melipona, como as jataís, mirins e iraís, que voam diariamente, em busca de flores para produção de mel, no mínimo 500 metros. Já as mandaçais e uruçus, que estão entre as mais ameaçadas de extinção, voam dois mil metros, em média, e estariam, portanto, apenas parcialmente asseguradas. Já no campo das abelhas africanizadas e europeizadas, do gênero Apis, voam o dobro disso e estariam muito pouco protegidas. Nos poucos debates promovidos até o momento sobre o PL, a direção foi no sentido de reduzir a área de exclusão para 500m, o que é uma contradição letal, aleta o presidente da AME-ES. “Alguma coisa mínima tem que acontecer. Não podemos continuar parados”, conclama. Apicultor profissional em Viana e meliponicultor por paixão, Francisco de Assis faz coro com o colega. “Estamos no ultimato! Está tudo muito descontrolado. Precisamos de uma lei que eduque e conscientize as pessoas”, pede. “A gente não vê mais abelhas, não encontra mais enxames nos tocos de árvores. É muito grave”. Na produção dessa matéria, Século Diário soube de uma mortandade recente em Muqui e outra em Regência, mas as notícias que circulam entre os produtores não dão conta do verdadeiro massacre que ocorre. “O índice de mortandade é muito maior, sem falar nos outros insetos. O apicultor não tem como fazer esse controle. Não tem nenhum órgão que faça a coleta e leve pro laboratório. Fica na responsabilidade da gente tirar amostra e mandar pra Santa Catarina e São Paulo”, lamenta. O custo, em média, de um exame fora do Estado, é de R$ 800 mais o frete. “A gente teria no mínimo que ter acesso a laboratório para examinar. Foi veneno? Qual? Em que lugar? Não temos onde analisar, estamos conversando com a USP em Ribeirão Preto”, conta João Luiz. Além da dificuldade de constatar os envenenamentos, o controle da aplicação de agrotóxicos precisa acontecer, em paralelo ao amadurecimento sobre a exclusão ideal (para as abelhas) e possível (para os produtores rurais convencionais). “Nem que seja avisar com antecedência sobre a aplicação”, propõe o presidente da AME-ES. As abelhas podem ficar trancadas nas caixas durante a aplicação de venenos nas lavouras convencionais por até três dias, o que permite que elas sejam soltas com um pouco menos de perigo de envenenamento. Também pode-se evitar a pulverização das flores, pois mesmo as abelhas visitando outras partes das plantas e até o solo, ao não contaminar as flores, já se consegue poupar boa parte dos insetos. Exemplos desse diálogo entre lavoura e colmeias já ocorre com sucesso entre os grandes cafeicultores do norte do Estado, que arrendam caixas de abelhas para aumentar a polinização e a produtividade do café. “Quando precisa aplicar agrotóxicos, eles avisam o apicultor. O grande problema é quando são produtores diferentes, vizinhos, que não conversam entre si”, conta Francisco de Assis. Foi o que aconteceu no sítio da família da socióloga e agricultora Magali Motta, em Alto Verdade, região alta de Muqui, no sul do Estado. “Os sítios aqui são pequenos. Se um produtor de café por exemplo aplica agrotóxico, as nossas abelhas aqui acabam sendo envenenadas”, explica, referindo-se à morte de 14 caixas de seu primo na semana passada. “Estou com as caixas para começar minha apicultura, mas depois dessa mortandade, estou com medo de perder tudo. Isso não foi um fato isolado, acontece com frequência e no Estado inteiro. Meu primo está com receio de retornar. No Sistema Agroflorestal [SAF] que eu estou fazendo, tem muita fruta, é essencial ter apicultura. Mas as abelhas não ficam só na nossa área, principalmente no inverno, que não tem alimentação suficiente. A gente gostaria de ter a segurança de que quem está ao nosso redor não vá utilizar agrotóxicos nocivos às abelhas”, clama. Francisco de Assis reforça: o controle é benefício para todos. Não é uma questão de colocar apicultor contra cafeicultor ou meliponicultor contra produtor de mamão. “A lei [proposta por Iriny Lopes] não é em defesa do apicultor. É em defesa das abelhas e de outros insetos tão importantes quanto elas, é em defesa da biodiversidade e da vida”, salienta.

24/05/2021 / 0 Comments
read more
prefeitura_leonardo_sa.jpg

Servidores de Vitória querem barrar reforma da Previdência na Justiça

Sem categoria

Aumento da alíquota de 11% para 14% começa a incidir nos pagamentos no final deste mês O grupo Professores Associados pela Democracia de Vitória (Pad-Vix) irá estudar as medidas cabíveis para barrar a reforma da Previdência no município. O assunto será debatido com os servidores públicos municipais em uma live na próxima quarta-feira (26), às 18h30, por meio do canal da entidade no YouTube. A reforma foi aprovada em segundo turno, no dia 18 de janeiro, e, no último mês, foi novamente analisada na Câmara, com modificações enviadas pela prefeitura. Entre os principais pontos, estão a elevação da idade para a aposentadoria e a alíquota de contribuição, que passou de 11% para 14% sobre a remuneração dos servidores ativos, aposentados e pensionistas. Apenas os vereadores Karla Coser (PT), Camila Valadão (Psol) e Aloísio Varejão (PSB) votaram contra as medidas. O desconto da alíquota começa a ser efetivado no pagamento que será feito no final deste mês. O advogado da PAD-Vix, Alexandre Zamprogno, questiona a necessidade do aumento, uma vez que a Previdência de Vitória é superavitária. “Para que aumentar? O prefeito [Lorenzo Pazolini, do Republicanos] fala somente que em 10 anos vai economizar R$ 245 milhões. Economizar o quê? De onde? Desafio que consiga provar que a Previdência de Vitória é superavitária, que ao longo do tempo Vitória não vai poder pagar os aposentados”, afirma. Alexandre aponta que, diante da reforma da Previdência feita pelo governo federal e pelas administrações estaduais, já era para ter respostas do Judiciário sobre esses procedimentos, que vêm sendo realizados em todo o país. Entretanto, a pandemia da Covid-19 dificultou esse processo com o home office da Justiça. “Se não fosse a crise sanitária, a gente já teria mais decisões judiciais sobre o assunto, até mesmo para nortear a ação que pretendemos fazer em Vitória”, ressalta. Alexandre faz críticas ao prefeito Pazolini, que quando deputado estadual se posicionou contrário ao projeto de reforma da Previdência do governo Renato Casagrande, que elevou a alíquota dos servidores estaduais para 14%. Entretanto, como prefeito, pediu urgência no projeto da reforma municipal. O diretor executivo da Pad-Vix, Aguinaldo Rocha de Souza, relembra que a reforma começou a ser discutida na gestão de Luciano Rezende (Cidadania), quando os servidores conseguiram barrá-la. Na gestão de Pazolini, porém, diversos vereadores que eram contrários ao projeto na legislatura anterior se mostraram favoráveis, por não quererem fazer oposição ao prefeito, que, como critica Aguinaldo, não estabeleceu diálogo com o funcionalismo público municipal sobre a proposta.

23/05/2021 / 2 Comments
read more
alimentacao_escolar_divulgacao_agencia_brasil.jpg

Depois de um ano e meio estagnado, PNAE começa a voltar em municípios do ES

Sem categoria

Em Nova Venécia, um bom exemplo: contratos com agricultura familiar somam quase R$ 1 milhão, sendo 30% de orgânicos Coletivo de Comunicação MPA/ES A praticamente paralisação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) durante esse primeiro ano da pandemia de Covid-19 é uma das mais incômodas manifestações de incompetência e insensibilidade humanitária dos gestores públicos. Pois desde a necessária suspensão das aulas presenciais, em março de 2020, os contratos de compras de alimentos com agricultores familiares, agroecológicos e orgânicos foram abandonados, deixando as famílias na iminência de enormes prejuízos, com produtos estragando na lavoura, e privando das famílias dos estudantes o direito à alimentação saudável, justamente num momento de necessidade inédita de fortalecimento intenso e rápido da imunidade diante de um novo vírus tão agressivo. As prometidas entregas de cestas de alimentos para as famílias mais carentes não aconteceram como deveriam, havendo casos em que as escolas fizeram apenas duas entregas ao longo de todo o ano de 2020, e sem alimentos frescos da agricultura familiar, apenas com produtos congelados e empacotados, adquiridos em supermercados. Não fossem as ações solidárias de doações de cestas por parte de organizações como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), ONGs e grupos nas cidades, além de iniciativas do próprio governo do Estado, a insegurança alimentar das famílias mais vulneráveis teria sido ainda maior. E não fosse a consciência de milhares de consumidores que passaram a encomendar cestas para entregas em domicilio, o desamparo econômico dos agricultores teria sido uma tragédia. Já é quase final de maio e, apenas agora, com o retorno presencial das aulas em algumas redes e expectativa de retorno também nas demais, é que as prefeituras, muitas delas com novos gestores após as eleições, providenciam honrar os contratos de PNAE. Em Nova Venécia, noroeste do Estado, um bom exemplo de reativação do programa está em curso, com a celebração de contratos que, somente com agricultores familiares, somam R$ 998 mil. Um terço desse montante de quase R$ 1 milhão é de alimentos orgânicos e agroecológicos, com destaque para dois produtos processados, ambos de forma coletiva: o aipim minimamente processado e o biscoito. A organização dessa retomada tem a presença forte do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), intermediando o diálogo entre os agricultores e a Secretaria Municipal de Educação. Extensionista e coordenador do escritório local do Incaper, Moizés Marré conta que a entidade conduziu, em novembro e dezembro passado, o levantamento dos produtos disponíveis no campo e a elaboração de um calendário sazonal das culturas previstas para 2021. O chamamento público municipal foi feito em abril e aceito por cerca de 100 famílias – nem todas optaram pelo limite máximo de R$ 20 mil/ano – envolvendo associações e organizações locais, como a Associação Universo Orgânico, a Associação Barra da Boa Vista e o MPA. “Em Nova Venécia, quando acontece a chamada pública da prefeitura, o Incaper chama todas as associações, conversa sobre o PNAE, divulga a chamada pública, faz o calendário sazonal, faz o projeto de venda com elas, organiza toda a documentação necessária, as certidões negativas, cartas de aptidão”, descreve. “Se a extensão rural não fizer isso, nada acontece”, avalia. Foram selecionados 16 itens: abóbora madura, aipim minimamente processada, alface, banana da terra, banana prata, batata doce, biscoito caseiro, cenoura, couve, inhame, laranja, limão galego, melancia, mexerica, ovos e pepino. A expectativa é de que as entregas comecem ainda no final deste mês de maio. O PNAE, enfatiza Moizés, é uma política pública extremamente importante, pois ajuda a organizar as associações de produtores, a diversificar a produção e aumentar a renda das famílias agricultoras. E exige, do órgão público, “um trabalho diferenciado de extensão rural, voltado à logística, ao incentivo e à melhoria da qualidade do produto e à comercialização”, num “processo mútuo de aprendizagem”. O trabalho de apoio continua durante todo o ano. “A cada pedido quinzenal da prefeitura, o Incaper senta com as associações e ajuda a organizar as entregas, para garantir qualidade do produto e pontualidade”, conta Moizés. Cultura alimentar Participante do PNAE em Nova Venécia e diversos outros municípios no norte e noroeste do Estado, o MPA avalia como grave a situação de suspensão das chamadas públicas de 2020 e lenta retomada em 2021. “Desde 2016, o PNAE e o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos] vêm perdendo a força. Desde 2018 o Brasil está de novo no mapa da fome e isso foi agravado seriamente pela pandemia, afetando a imunidade das pessoas, aumentando os gastos com saúde. O problema é que se elas não têm dinheiro para comprar alimento, como vão ter para comprar remédio?”, expõe o facilitador em Agroecologia e militante do MPA Douglas Evaristo, ressaltando que a negligência dos municípios é injustificável. “É um recurso que está empenhado pra isso, grande parte vem do governo federal”, lembra. “O PNAE faz geração de renda no campo para alimentar parcela da população carente e essa receita vai contribuir para o dinamismo da economia do município. Nos anos que nós executamos essas políticas públicas, o agricultor recebe e repassa ao comércio do município, comprando insumos agrícolas, fazendo manutenção no veículo, adquire item que não produz na propriedade…”, descreve. E a outra questão é a segurança alimentar da comunidade urbana, ressalta. “A criação de uma cultura alimentar saudável! Ao deixar de alimentar um jovem com alimentos frescos, hortaliças, ele vai crescer sem essa cultura alimentar e depois vai ser muito mais desafiador associar a condição de saúde a uma boa alimentação”, explica. Sem as políticas públicas, complementa, as possibilidades de movimentação dessa economia saudável são estreitas. “Há dificuldade de inserção dos produtos da agricultura familiar no mercado convencional, porque as escalas e as formas de comercialização são diferentes”, enuncia. O mercado convencional, exemplifica, determina a entrega de itens sazonais durante o ano todo, não respeitando a diversidade natural de culturas. E para atender a essa demanda artificial, produtores se submetem a fazer intervenções significativas no processo produtivo, com uso cada vez mais intenso de agrotóxicos e adubos químicos. “Quando você compara o tempo-natureza e o tempo-indústria, vê que o supermercado tem um tempo diferente da agricultura

23/05/2021 / 1 Comment
read more
casal_motorhome_bolivia_arquivo_pessoal.jpeg

Do Vale Encantado para toda a América do Sul e além

Sem categoria

Inspirado pela Lagoa Encantada e as trilhas na natureza, casal prepara motorhome para viajar com filho bebê Do Vale Encantado para toda a América do Sul e além. O projeto de viajar de motorhome pelo continente sulamericano com o filho bebê movimenta a rotina de uma família de trilheiros e amantes da natureza nascida e criada no bairro de Vila Velha. Arquivo pessoal A inspiração vem das belezas da Lagoa Encantada e seus alagados, onde muitos moradores ainda cultivam o hábito da pesca, dos banhos de lazer, das trilhas e piqueniques, bem como das aventuras já vividas em trilhas na natureza em várias partes do Brasil e da América do Sul, ao longo dos mais de dez anos de casados. As mais recentes, já com o filho Ravi, que completou três anos no início do ano, como a subida ao Pico da Bandeira quando ele tinha apenas um ano de idade. Tamiris Barbosa Messa dos Anjos, a mãe e fonoaudióloga, conta que o primeiro passo é montar um motorhome a partir de uma sprinter usada. Depois da longa lanternagem na oficina, é o próprio marido, o carteiro Ozias dos Anjos Silva, que está fazendo os primeiros ajustes, retirando algumas peças e preparando o isolamento acústico e térmico. Arquivo pessoal O desejo é que a casa móvel esteja pronta para que a família se lance na estrada no início de 2022. “Queremos aproveitar a idade não escolar do Ravi, antes dos seis anos dele”, diz.  Além das economias próprias, o casal está com uma loja online com produtos de divulgação do projeto, a partir da logomarca doada por uma amiga. Camisetas, canecas e ecobags já estão à venda. E futuramente, rifas e outra ações entrarão em cena. Arquivo pessoal “Queremos continuar vivendo experiências legais, aprender questões de sustentabilidade, sobre culturas, mostrar pro Ravi uma forma de vida diferente. Já fizemos duas viagens com ele e é muito gratificante, porque tínhamos receio de que não daria pra fazer viagens com filho pequeno”, conta Tamiris. “A gente sempre fez trilhas e quando o Ravi nasceu, decidimos que não iríamos parar, mas que encontraríamos um jeito de fazer tudo isso com ele”, reforça Ozíris. “Queremos ficar bastante tempo com o Ravi, o máximo possível. Por isso decidi trabalhar só meio expediente. Como sou autônoma, consigo me organizar assim”, complementa a fonoaudióloga. Enquanto a pandemia do coronavírus e o motorhome ainda em produção não permitem aventuras mais distantes, a família mantém o ritmo das trilhas na natureza por meio dos passeios na Lagoa Encantada, que ajudam a preservar, somando esforços aos grupos locais que reivindicam a proteção legal por meio da criação de um parque natural, finalmente anunciada pela prefeitura. Tamiris conta que, mesmo sendo “nativa” do Vale Encantado, só foi conhecer a Lagoa por meio do marido, que já era frequentador assíduo desde criança, na companhia do pai e dos irmãos. “É muito bonita! Impressionante como o lugar é grande e muito bonito. Eu me encantei desde a primeira vez e o Ravi também sempre se encanta com os passeios, se joga na água, adora brincar”. Arquivo pessoal O sucesso dos passeios animou a família a fazer o segundo aniversário do pequeno Ravi na Lagoa, com um piquenique. “A gente queria ficar na área dos cactos e demoramos a encontrar. Ficamos um tempo perdidos, rodando com o bolo de aniversário nas mãos”, narra, entre risadas. Encontrado o local pretendido, foi tudo perfeito, com direito a plantio de três mudas de árvores, doados pelos amigos Wilerman da Silva Lucio e Ingrid Barros, integrantes do Fórum de Desenvolvimento Social, Econômico e Ambiental do Grande Vale Encantado (Desea), que lidera o movimento de proteção da Lagoa. Nesses passeios, a família está sempre atenta a contribuir com alguma ação de proteção, seja recolhendo lixos, seja utilizando suas redes sociais para denunciar agressões, como o recente despejo de isopor, ou divulgando as petições pela conservação legal da região e levando amigos para conhecer in loco o belo lugar. “Na pandemia tem sido nosso refúgio para fazer trilhas. É perto de casa, não tem aglomeração. Sempre que dá, em dias de semana, a gente vai, faz piquenique. O pôr do sol e lindo”, conta. Os preparativos para a grande viagem incluem novos hábitos domésticos, que serão ainda mais importantes na estrada, como a separação do lixo seco e úmido, a redução do uso de plásticos e a alimentação mais saudável, com menos processados e mais vegetais orgânicos. O nome e slogan do projeto familiar, “Somos Nós – Nós no caminho e o desate dos nós”, brinca com diversos significados de “nós”. “O nome antes era Somos Nós Três, quando o Ravi nasceu. Depois mudou pra Somos Nós, para ficar mais amplo, a gente pode ter mais filhos e tem as pessoas que compartilham com a gente, que nos ajudam. E os ‘nós no caminho’ que a gente desata tem a ver com liberdade, seguir nosso caminho e estar desatado de qualquer amarra”, relata Tamiris. Arquivo pessoal “Nós, como família e com os amigos que nos acompanham, amigos próximos e distantes”, reafirma Ozíris, autor do slogan. “O desate é dos nós que aparecem no caminho, do cotidiano e também os nós interiores que temos que desatar também, para realizarmos o que desejamos”. Tamiris é ainda mais específica. As amarras, elenca, são os padrões que “o sistema” impõe. “A gente quer ir contra os padrões. Que conviver mais com nosso filho, por exemplo. Hoje mulheres não têm tempo para cuidar dos seus filhos, os pais não têm tempo para ver os filhos. A gente quer fazer diferente, quer ter esse cuidado com ele, quer ter liberdade para isso. É um crime obrigar uma mãe a trabalhar o dia todo”, posiciona.

23/05/2021 / 0 Comments
read more

Nas alturas

Sem categoria

Deus criou a Internet, os hackers criaram a senha Hacker tentando achar minhas senhas Hoje acordei com um estranho sentimento de dormência existencial – a vida me ama ou foi mais uma decepção da juventude? Amo a vida ou tudo não passou de uma ilusão? Tudo porque esqueci todas as minhas senhas. Ou confundi e troquei tudo? Contando, cheguei à desesperadora conclusão de que tenho 32 senhas fracas controlando minha vida. No tempo em que os jovens faziam protestos existenciais tirando a roupa no chafariz dos jardins públicos, cantavam uma musiquinha de libertação geral: Não confie em ninguém com mais de 30…anos, dinheiro, vestidos, amores…Hoje, ao contrário, cantamos: não confie em ninguém com menos de 30 senhas. * Os dez mandamentos de Moisés foram escritos na pedra – imagina a trabalheira. Cansou, a mão estava doendo, deixou para trás o décimo primeiro: não haquearás. Pensou que não ia fazer falta. Deu no que deu, e hoje ninguém dorme em paz, com medo de cair na rede nesse vasto e sinistro oceano cibernético. O celular dorme junto na cama – quanto mais cedo detectar um assalto, melhor. Maralu Alagoas morava no Morro de Caratoíra, migrou para os States com medo de assalto. Seu medo agora são os hackers, e esses não têm território, navegam nas nuvens, e todo lugar é inseguro, seja Liberty City ou Fisher Island, Suíça ou Paquistão. *Deus criou a Internet, os hackers criaram a senha. Ou foi o contrário? Todo mundo tem pelo menos uma, e quanto mais complexa, melhor. Invejo os corajosos, com apenas uma senha para toda e qualquer eventualidade, desde a fechadura da porta até a conta bancária. Deploro as simples: abcdefgh…ou 12345678…Complicar é necessário, então criei: vouesquecerminhasenha, e realmente esqueci qual site ela acessa. Admiro os poetas: umasenhaeumasenhaeumasenha, ou nomeiodocaminhotinhaumhacker. Complicando as senhas descomplicamos a vida, disse Confúcio, mas descomplicando as senhas complicamos o patrimônio. *Sempre que preciso entrar em uma conta digito a senha correspondente, e recebo a mensagem – conta ou senha desconhecida. Clico na opção troque sua senha – e digito a mesma senha. Recebo outra mensagem: não pode repetir a senha anterior. Como assim? Não disseram que a senha era desconhecida? Os mistérios da informática vão muito além da nossa vã filosofia. Lembro de um tempo – e não faz tanto tempo assim – em que senha era coisa de espiões internacionais e jogos de guerra. Caímos nessa rede e já não há mais saída. Ou melhor, a saída é nos enrolarmos em mais senhas, cada vez mais secretas. * Só assim nos livramos do mal? Absolutamente! Tal como a máscara facial nos livrando dos vírus reais, também a senha pode nos livrar dos hackers, mas sem prometer segurança absoluta. A única opção 100% segura é o distanciamento social – feche todas as contas, apague todos os contatos, fuja da rede. E durma em paz. Sugestão para uma senha segura: D@v@g@rVoc*V@iL*ng*. Até que um hacker o interrompa.

22/05/2021 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 1.056 1.057 1.058 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.