Novas linhas do sistema terão as mesmas numerações e itinerários das atuais linhas municipais O Sistema Transcol será ampliado a partir da próxima segunda-feira (10), passando a operar também com linhas alimentadoras para atender aos bairros de Vitória. A mudança foi anunciada nesta quarta-feira (5), pelo governador Renato Casagrande. As novas linhas do Transcol terão as mesmas numerações e itinerários das atuais linhas municipais, que deixam de circular no mesmo dia. A medida é apontada como “fundamental para dar estabilidade ao transporte público da Capital”. Segundo o governador, “quem usa os ‘verdinhos’, a partir da próxima segunda-feira usará o Sistema Transcol. Poderá acessar as linhas troncais com o mesmo CartãoGV, sem precisar ir a um terminal. Essa era uma demanda da população de Vitória”, ressaltou. Como a Capital não possui um terminal físico, a conexão entre as linhas alimentadoras e as linhas troncais terá regras específicas. O usuário terá um tempo pré-determinado para realizar o segundo embarque, fazendo a conexão com as linhas troncais e vice-versa, sem precisar pagar nova tarifa, de acordo com a tabela de integração. Por enquanto, a possibilidade de realizar a conexão entre linhas troncais e alimentadoras de Vitória será a única mudança para o usuário do transporte coletivo. Neste momento, as novas linhas do Transcol vão manter as numerações e itinerários. Os ajustes serão realizados pontualmente, à medida que forem identificadas necessidades de melhoria no serviço, como informa a gestão estadual. Obrigatoriamente, o passageiro precisa utilizar o CartãoGV para fazer a conexão em Vitória. Em vez da linha alimentadora seguir até um terminal para acessar uma linha troncal, o passageiro terá um tempo para realizar um segundo embarque em alguma linha troncal (ou vice e versa), fazendo a conexão entre linhas troncais e alimentadoras. Todas as linhas alimentadoras na Capital possuem pelo menos uma possibilidade de conexão na cidade. Para consultar as permitidas, o usuário poderá: acessar o site da Ceturb-ES, selecionando a linha alimentadora de Vitória em que está viajando e, posteriormente, clicar na linha que deseja embarcar para abrir a lista das vias para realizar o segundo embarque; no aplicativo ÔnibusGV: escolhendo o ponto onde vai desembarcar, selecionando a linha que ele está viajando e abrindo as linhas que passam naquele ponto e que fazem a integração; e se informar por meio do telefone da Ceturb-ES: 0800 039 1517 (ligação gratuita). O tempo para o segundo embarque será o seguinte: primeiro embarque na linha alimentadora de Vitória – até 30 minutos para realizar o segundo embarque em Vitória; primeiro embarque nas linhas troncais ou roletas de terminais – até 1h para realizar o segundo embarque em Vitória; primeiro embarque nas linhas alimentadoras de Vila Velha, Cariacica, Serra e Viana – até 1h30 para realizar o segundo embarque em Vitória.
‘Coração do hospital’, enfermagem do Himaba tem salários reduzidos por nova OSS
Nem insalubridade de 40% é garantida. Instituto Acqua alega custos mais altos com o Anexo de Covid, inaugurado em abril Rodrigo Araújo/Governo ES Salários menores, extinção da folga mensal e do horário especial de entrada e saída para quem tem dois empregos, incerteza sobre pagamento da insalubridade. As atuais condições de trabalho do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, estabelecidas pelo Instituto Acqua, estão trazendo grande insatisfação aos técnicos de enfermagem e enfermeiros. Mas, mesmo diante dos pedidos feitos diretamente à nova direção, a situação não apresentou ainda qualquer horizonte de melhora. À indignação soma-se o medo de represálias, por isso, as informações objetivas sobre as perdas financeiras e benefícios foram repassadas a Século Diário mediante garantia de anonimato da fonte, pois, entre os funcionários, circulam informações de pessoas que foram desligadas do hospital após exigirem melhores condições de trabalho à nova Organização Social de Saúde (OSS) que assumiu a gestão do Himaba. O áudio de uma reunião realizada na última terça-feira (27) mostra que o diálogo entre o Acqua e os funcionários se dá sob a máxima de “é pegar ou largar” e “se não quer, tem quem queira”. Durante meia hora, entre vozes femininas de chefes e subordinadas da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (Utin) e Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (Utip), sobressai a de um homem que se identifica como Eric e que está “assumindo a função de diretor do hospital”. A ele são encaminhados os questionamentos das equipes técnicas. Em mais de uma vez, o Dr. Eric, como é conhecido pelos funcionários, diz que “o que o Acqua consegue oferecer” é garantia do emprego (“todos que optarem por ficar, ninguém vai ser demitido nesse momento”). Já o salário, “não vai ser o mesmo, mas se você incorporar o plano de saúde e o seguro de vida, chega muito próximo do que era praticado”. A comparação é em relação aos valores pagos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) durante os dois meses em que assumiu a gestão direta do hospital, por meio de uma intervenção no contrato estabelecido com a OSS anterior, o Instituto Gnosis. O motivo da intervenção, explicou o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em pronunciamento na época, foi o “descumprimento de cláusulas contratuais e do risco de desassistência e descontinuidade do serviço no hospital Himaba, em Vila Velha”. Nesse período, a Sesa pagava aos técnicos de enfermagem o salário de R$ 2,2 mil, mais R$ 220 de insalubridade, totalizando R$ 2,4 mil. Já a Acqua, estabeleceu R$ 1,6 mil mais R$ 230 de insalubridade, cerca de 25% menos. A Gnosis pagava R$ 1,3 mil de salário, mais gratificação de R$ 279 e a mesma insalubridade. Ajustando os descontos de vale-transporte, no entanto, a Acqua fica um pouco abaixo também da Gnosis. Uma das perguntas das funcionárias questiona o porquê do não pagamento de 40% de insalubridade, apesar da previsão legal. “Porque é o que eu tenho à disposição hoje”, responde o diretor. Rodrigo Araújo/Governo ES Segundo o Dr. Eric, o motivo dos salários menores está no Anexo Covid, entregue pelo governador Renato Casagrande na última sexta-feira (30). Construída pelo Departamento de Edificações e de Rodovias (DER-ES), a obra é resultado de um investimento de R$ 9,6 milhões, R$ 5,6 deles destinados pelo governo do Estado para aquisição de equipamentos. São 30 leitos adultos exclusivos para o atendimento a casos de Covid-19, sendo 15 de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A previsão é de que mais 15 leitos de UTI e 27 de enfermaria Covid-19 sejam entregues ainda em maio. “O novo espaço terá acesso independente da unidade pediátrica, assim como equipe médica e assistencial diferentes. O acesso aos leitos será via Regulação Estadual e/ou pelo Samu 192”, informou a Sesa. O diretor afirma que a princípio o anexo manteria o atendimento pediátrico já prestado pelo hospital, mas em função da pandemia e a necessidade de expansão de leitos para adultos, foi transformado em “covidário”. “O custo do covidário é muito maior e acaba consumindo parte do contrato [com o governo do Estado]”, afirma, sendo então decidido pelo arrocho dos salários da enfermagem. Valorização Na metade da reunião, uma das técnicas volta a argumentar pela necessidade de valorização da equipe técnica. “Eu acho que o senhor já sabe que a nossa Utin é de complexidade, a gente recebe bebês cardiopatas, é um serviço diferenciado pela complexidade. E as pessoas que trabalham ali têm que ter uma destreza muito grande. Quando foi passado esse valor agora à tarde, fazendo os cálculos, retirando o INSS e vale-transporte, vai ser um salário menor do que o que a gente recebia com a Gnosis. Para desenvolver um trabalho da complexidade que a gente desenvolve, é desmotivador. Porque o nosso trabalho ali, a delicadeza com os nossos bebês, tanto os prematuros e cardiopatas, é um serviço diferenciado. A gente quer saber a possibilidade de ter algo a mais”. Em outra argumentação, a funcionária menciona colegas que “pediram conta de outros serviços”, dando preferência ao Himaba, além de “muita gente vindo trabalhar de Uber, porque o transporte [ônibus Transcol, prometido pelo governo do Estado para levar os trabalhadores da saúde às suas unidades de trabalho em toda a Grande Vitória durante a quarentena, quando houve suspensão do transporte coletivo para a população] não passa em alguns bairros”, sendo que o pagamento do Uber tem sido feito pelos próprios funcionários. “Nós somos o coração do hospital, nós não paramos”, expõe a funcionária. O diretor então nega que o hospital irá custear as despesas de transporte de quem ficou sem ônibus durante a quarentena. “O seu direito é que eu lhe dê vale-transporte, e eu vou te dar. Se não tiver o transporte público pra você vir, eu não tenho como ter ônibus pra trazer vocês. A gente vai avaliar caso a caso quem vai poder ser abonada aquela falta ou meia-falta ou chegou mais tarde”. O Acqua, afirmou o diretor, está “seguindo todas as normas trabalhistas, as convenções trabalhistas de cada profissional”, “não fugindo a nada do que a lei determina”. Sobre a folga mensal concedida pela Sesa, o
‘Pazolini não entende o que é educação pública nem quer entender’
Grupo de Professores afirma que decisão de retorno das aulas presenciais em Vitória, anunciada por vídeo, é “irresponsável” O Grupo Professores Associados pela Democracia de Vitória (Pad-vix) classificou como “irresponsável” a decisão de retorno gradual das aulas presenciais na rede municipal de ensino, anunciada nesta quarta-feira (4), em vídeo divulgado nas redes sociais, pelo prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos). “As escolas não estão preparadas. O prefeito tem que entender o que é a escola, como funciona. Pazolini não entende o que é educação pública nem quer entender”, desabafa o diretor executivo da Pad-Vix, Aguinaldo Rocha de Souza. O prefeito afirmou que, na próxima segunda-feira (10), as aulas voltam de forma gradual na Capital, “com respeito aos protocolos sanitários”, mas não entrou em detalhes. A decisão, de acordo com Pazolini, foi tomada “com muita responsabilidade, dialogando, interagindo”, “ouvindo a ciência, mas também pais e mães”, para garantir “o direito indelével à educação de qualidade”. Aguinaldo faz críticas ao fato de Pazolini dizer que tomou sua decisão após um processo de diálogo, pois em nenhum momento o prefeito conversou com professores e diretores de escola. “Desde a campanha ele se nega a conversar com o magistério. São pouco mais de 100 dias de governo e nunca dialogou com professores e diretores. Que diálogo é esse? Com qual parcela da sociedade ele está dialogando?”, questiona. Para ele, o gestor municipal se utiliza do senso comum para defender o retorno às aulas, dizendo que os pais querem a adoção dessa medida. “Sim, as pessoas querem, mas isso não pode ser feito, porque tem gente morrendo. Se não houvesse negação da ciência, estaríamos em uma situação muito melhor”, aponta, destacando que não há nenhum tipo de preparo para o retorno presencial, pois há escolas cujo estoque de merenda está vazio, por exemplo. O diretor da Pad-Vix afirma que a entidade defende o retorno somente com, pelo menos, 70% da população vacinada, “como preconiza a ciência”. A rede municipal de ensino tem 102 escolas, somando mais de 40 mil alunos. No vídeo no qual Pazolini anuncia as aulas presenciais, também aparecem o presidente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Estado do Espírito Santo (Sinepe/ES), Moacir Lellis; o pediatra e coordenador da Região Sudeste da Sociedade Brasileira de Pediatria, Rodrigo Aboudib; e o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos). O deputado e Pazolini, recentemente, fizeram movimentos nesse sentido não só com empresários da área de Educação, mas também do comércio. Desta vez, Erick destacou que “não podemos perder uma geração nesse período de pandemia” e que o debate sobre o retorno das aulas presenciais deve ser feito também na Assembleia Legislativa. Já Moacir Lellis defendeu que o retorno das aulas é importante pelo fato de “a criança precisar do relacionamento com outra criança”, e enquanto o pediatra Rodrigo Aboudib afirmou que a medida é uma forma de possibilitar que os estudantes “possam viver em plenitude”. A decisão de Pazolini foi anunciada antes mesmo de um posicionamento da gestão de Renato Casagrande (PSB) sobre o tema, prevista para esta semana. Na última sexta-feira (30), o governador afirmou que se reuniria com entidades da sociedade civil, como sindicatos das empresas de ensino e dos profissionais da educação, para dar o que chamou de “um passo a mais” no que diz respeito à educação em municípios considerados de risco alto para Covid-19, como os da Grande Vitória. Procurada por Século Diário para detalhar os protocolos contra a Covid-19 no retorno presencial anunciado, a gestão municipal não respondeu até o fechamento desta matéria.
A dupla, de novo
Ao lado de Erick, Pazolini se descola mais uma vez das decisões do governo para assumir protagonismo político Ales O vídeo do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), se antecipando ao governo do Estado para anunciar o retorno das aulas presenciais na rede municipal na próxima segunda-feira (10), dá prosseguimento às medidas tomadas em conjunto com o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), que revelam a movimentação do grupo para as eleições de 2022. No caso de Pazolini, repete ações individuais tomadas em outras ocasiões, como na última quarentena, em que chegou a se ausentar de reuniões com prefeitos convocadas por Renato Casagrande, e foi inclusive notificado pelo Ministério Público Estadual (MPES) para cumprimento de medidas de restrição. Já Erick entrou nesse ritmo mais recentemente, após uma aliança com o Palácio Anchieta no legislativo que durou alguns meses, mas nas últimas semanas mudou de contexto, com o deputado passando a atuar na contramão de Casagrande. No material espalhado nesta terça-feira (4), assim como na última semana, os dois aparecem juntos em defesa do retorno das aulas, assunto que vem sendo debatido pelo governo com interlocução do MPES e possível anúncio de flexibilização nesta sexta-feira (7). Mesma articulação também foi feita em relação a representantes do comércio, no mesmo dia do anúncio do Mapa de Risco que ampliou a autorização para o funcionamento em municípios capixabas. As medidas têm caráter estratégico e visam não só tentar assumir o protagonismo político com apoio de setores insatisfeitos da pandemia, como também consolidar a marcação eleitoral do Republicanos, partido que está colado no PSB em ocupação de espaços no Estado. Se no início deste ano, até parceria para 2022 com o PSB chegou a ser levantada nos bastidores, agora, pelo visto, “desandou rápido e geral”. Lado opostoPazolini, como se sabe, era de oposição a Casagrande na Assembleia Legislativa. Após eleito, os dois chegaram a se reunir de forma institucional, mas não passou daí. O prefeito tem, em sua equipe, nomes do primeiro escalão do governo Paulo Hartung, adversário número um do socialista. ‘Ultraessencial’?No vídeo espalhado nesta terça, Erick diz que Vitória se torna o primeiro município capixaba a retornar, de forma gradual, e que levará o debate para a Assembleia, para “que possamos abranger o resto do Estado, porque entendemos que é uma atividade ‘ultraessencial”. Jogou no coloNos últimos dias, o presidente da Assembleia tem puxado vários temas polêmicos que podem gerar desgaste ao governo. Fora o atual, teve ainda o citado aqui na coluna passada, de conceder uma gratificação a profissionais da enfermagem no valor de R$ 5 mil cada. Categorias que atuam na linha de frente e merecem, sem dúvida, o bônus, a jogada de Erick cria uma situação para Casagrande. E se ele não conceder? SequênciaNeste caso, a sinalização, da mesma forma, é assumir a frente como uma medida prioritária da Assembleia Legislativa, sem ao menos dizer o que isso representaria sob o aspecto financeiro. Outro dia o embate foi com o aliado de Casagrande, Victor Coelho (PSB), presidente da Associação dos Municípios do Estado (Amunes). Agora vai?Sobre a palavra “ultraessencial” dita por Erick Musso, também vale a pergunta: vai colocar em votação o projeto do deputado Capitão Assumção (Patri) que torna educação atividade essencial, com proposta semelhante em tramitação no Senado? Até agora, o PL estava quietinho na Casa. Sem debateAntes mesmo de Erick levar o assunto para o plenário, a deputada Iriny Lopes (PT) já protestou: “não vou aceitar de braços cruzados que profissionais da educação sejam obrigados a retornar presencialmente aos seus postos de trabalho sem a vacina! Trabalhar sim, mas com segurança sempre!”, apontou, com críticas à decisão anunciada por Pazolini. Sem debate IIIriny reforça que “não é hora de reabrir escolas” e que, “novamente, crianças e profissionais de ensino são pressionados a colocar sua saúde em risco para atender aos desmandos do setor privado”. Para a deputada, a prefeitura fecha os olhos, assim, para todos indicadores contrários da Covid-19. FavorávelNo Senado, o relator é Marcos do Val (Podemos), defensor do projeto. Ele tem feito publicações nas redes sociais sobre o encaminhamento que dará à proposta já aprovada na Câmara dos Deputados, mas rejeitada por entidades e estudantes no Espírito Santo. Nas redes“O julgamento para definir o fechamento das comarcas no Espírito Santo foi adiado. Como deputada estadual e cidadã, estou lutando contra a extinção das comarcas no interior do Estado. O fechamento trará um prejuízo enorme para a população desses municípios e também a morosidade na tramitação dos processos”. Janete de Sá, deputada estadual pelo PMN. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com
Chegada da variante indiana no Brasil pode provocar nova onda da pandemia
Alerta foi feito na Assembleia pela pesquisadora capixaba Margareth Dalcomo, da Fiocruz Virginia Fuchs/Fiocruz A médica pneumologista capixaba Margareth Dalcomo, pesquisadora e professora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Osvaldo Cruz (ENSP/Fiocruz), afirmou que a chegada da cepa indiana do novo coronavírus (SARS-CoV-2) ao Brasil pode gerar o surgimento de uma terceira onda da doença, caso a variante não seja sensível à imunização. Ela fez uma apresentação aos deputados da Comissão de Saúde durante reunião virtual nesta terça-feira (4), sobre os 15 meses de pandemia. “Estamos num momento muito delicado no Brasil, mais de 90% dos casos hoje identificados são causados pela nova variante chamada P.1”, afirmou, alertando para a necessidade de intensificar as medidas não farmacológicas de prevenção, como distanciamento social, uso de máscara e lavagem das mãos. “Novas variantes se tornam dominantes quando conseguem se disseminar de forma mais eficaz que as preexistentes”, explicou. A cepa original, salientou, é “muito minoritária” atualmente em território nacional, em relação às três variantes predominantes: a de Manaus (P.1), do Reino Unido (B.1.1.7) e da África do Sul (B.1.351). “O nosso grande temor, particularmente o meu, é que nós recebamos a cepa indiana no Brasil, que será uma tragédia para uma terceira onda. Ela não está claramente identificada como sensível às vacinas que estão em uso”, detalhou, lembrando que a cepa sul-africana, por exemplo, não teve boa resposta com os imunizantes AstraZeneca e Novavax. Como já dito em diversas ocasiões ao longo desse mais de um ano de pandemia de Covid-19, Margareth enfatizou, aos deputados capixabas, a necessidade de acelerar a vacinação, como estratégia fundamental para evitar a proliferação de mais mutações e variantes. Nesse sentido, reconheceu os esforços dos laboratórios para entregar as vacinas com rapidez, referindo-se às seis em uso e as três que estão em vias de aprovação, mas advertiu: “Não teremos vacina para todo mundo em 2021”. A médica fez críticas à condução do governo federal na aquisição dos imunizantes. “Perdemos muito tempo”, lamentou. SequelasA grande incidência de sequelas em pessoas infectadas pela Covid-19 pode representar um novo desafio para a medicina. Por isso, a pneumologista considerou positiva uma indicação feita ao governo do Estado pelo presidente do colegiado, Doutor Hércules (MDB), para criação de um centro para receber esses pacientes. “Eu considero a sequela, a síndrome pós-Covid-19, hoje o maior desafio da Medicina, quase que uma especialidade que será necessária”, avaliou. De acordo com Margareth Dalcomo, 80% dos pacientes que se curam, mesmo os casos não graves, ficam com pelo menos um sintoma de sequela, como fadiga, dor de cabeça, e perda do paladar ou olfato. A pneumologista falou que atualmente existem centros de atendimento multidisciplinar em São Paulo, no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), e no Rio de Janeiro, na universidade estadual. Esses serviços vão desde reabilitação motora até cardiovascular. “Muitas pessoas não teriam condição de fazer do ponto de vista privado. Então isso precisa ser oferecido pelo SUS”. Estudo com BCG Durante a apresentação na Comissão de Saúde, a especialista também explanou sobre um estudo desenvolvido pela Fiocruz que prevê a utilização da vacina BCG – aplicada em recém-nascidos para prevenção da tuberculose – para reduzir efeitos graves da Covid-19 em profissionais da saúde. Ela revelou que 2,5 mil pessoas desse grupo serão acompanhadas durante um ano, com a realização de testes. Conass A variante indiana está no radar também dos gestores brasileiros. Conforme informou o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, nessa segunda-feira (3), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) prepara uma posição para apresentar ao governo federal ainda esta semana, com recomendações sobre controle da malha aérea e vigilância de portos e aeroportos. “Não é possível o Brasil seguir enfrentando mais um ano de pandemia sem que boas práticas de vigilância de aeroportos e portos não sejam adotadas pela União”, destacou o secretário.
Morte do escritor Sérgio Blank é investigada como latrocínio
Polícia Civil prendeu assassino confesso do crime na Serra. Inquérito será concluído em um mês Os delegados Eduardo Khaddour e José Darcy Arruda esclareceram o caso nesta terça-feira A Polícia Civil prendeu o assassino do escritor Sérgio Blank. O inquérito policial será concluído em até 30 dias, mas a principal linha de investigação é crime de latrocínio, já que pertences da vítima foram furtados. O corpo do poeta foi encontrado por familiares no dia 23 de julho de 2020, em sua própria residência, em Cariacica. A prisão aconteceu na Serra, para onde o assassino teria fugido após matar Sérgio Blank. De acordo com a PC, após a apresentação das provas, o homem confessou a autoria do assassinato. O escritor foi morto por asfixia, com um golpe conhecido como “mata-leão” e um fio de telefone fixo. As investigações apontam que o homem teria conhecido Sérgio Blank duas horas antes do crime, em um bar localizado em Campo Grande. A Polícia acredita que o assassino induziu o escritor para o interior da própria residência e, após uma discussão, efetuou o crime. O notebook e o celular da vítima foram roubados. O motivo da discussão entre os dois ainda não foi concluído. Para a PCES, o homem afirmou que estava sob efeito de drogas no momento do crime. “Em oitiva na nossa unidade policial, ele confessou a prática do crime e relatou como foi toda a dinâmica […] Ele não esclareceu qual foi o real motivo que o levou a matar a vítima. A gente ainda tem 30 dias de investigação, quando vamos tentar definir qual foi a real motivação”, declarou o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cariacica, delegado Eduardo Khaddour. Segundo ele, a investigação se iniciou logo depois do crime e foi complexa, já que o assassinato aconteceu no interior da residência, sem testemunhas. “Em relação à autoria, as provas são contundentes, são provas técnicas e irrefutáveis. A gente espera que agora ele seja denunciado e responda por esse crime”, disse o delegado. Após a junção das provas, a Justiça determinou a prisão do indivíduo e o mandado de prisão temporária foi cumprido nessa segunda-feira (3). No dia do crime, o homem já contava com passagens pela polícia por crimes contra o patrimônio e estava com um alvará de soltura durante a ocorrência. O inquérito agora será concluído e encaminhado à Justiça, com representação pela prisão preventiva do autor do crime. “Ele matou por asfixia, que é uma crueldade por parte dele. Isso faz com que ele responda, a princípio, por um homicídio qualificado, pena de 12 a 30 anos. E se consumar, verdadeiramente, que a intenção dele era patrimonial, como está direcionando a investigação, aí ele responderá por latrocínio e a pena hoje é a pena máxima do código penal, de 40 anos”, declarou o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda. O escritor Sérgio Blank tinha 56 anos e pertencia à Academia Espírito-Santense de Letras (AEL). Além de escritor, o capixaba foi editor, crítico literário, organizador de eventos, gestor e trabalhou na Biblioteca Pública do Espírito Santo. Relembre, aqui, o texto publicado por Século Diário: Celebremos Sérgio Blank, o poeta puro e implacável. Celebremos Sérgio Blank, o poeta puro e implacável Escritor cariaciquense encantou nessa quinta-feira e deixou um legado de amor e ação em favor da literatura no Espírito Santo https://www.seculodiario.com.br/cultura/celebremos-sergio-blank-o-poeta-puro-e-implacavel
MPES se reúne com sociedade civil para debater aulas presenciais
A Assopaes, uma das entidades que será ouvida, reafirma retorno somente com vacinação da comunidade escolar Durante esta semana, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) realizará reuniões virtuais com diversas entidades para tratar dos protocolos sanitários e do retorno do funcionamento das atividades escolares. Entre elas está a Associação de Pais de Alunos do Estado do Espírito Santo (Assopaes), que reafirma, porém, a defesa do retorno presencial somente com a vacinação de toda a comunidade escolar. Embora divulgado no site institucional do órgão ministerial, o debate com a Assopaes, nesta quarta-feira (5), ainda não foi confirmado oficialmente, como aponta o secretário geral da entidade, Aguiberto Lima. O retorno presencial das aulas no Espírito Santo foi anunciado pelo governo na última sexta-feira (30), faltando apenas definir as novas medidas. No site do Ministério Público constam, ainda, reuniões com a Sociedade Espíritosantense de Pediatria (Soespe) e a Sociedade de Infectologia do Espírito Santo (Sies), nesta terça-feira (4). No mesmo dia da Assopaes, estão previstas a Associação de Pais Pela Educação do Espírito Santo, a Associação de Pais de Escolas Particulares do Espírito Santo e o Grupo de Apoio Força Azul. No dia seguinte, quinta-feira, (6), o Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe/ES). Além disso, serão realizadas reuniões com gestores dos municípios que, mesmo autorizados pelo Mapa de Risco, ainda não retornaram com as atividades escolares presenciais. “Acreditamos que a crise sanitária não está estável, muito menos controlada”, diz Aguiberto, destacando também que a vacinação dos professores é lenta, não havendo nem perspectiva da primeira dose para muitos que ainda não iniciaram o processo de imunização. Além disso, ele alerta que os protocolos de segurança não têm eficácia, uma vez que faltam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e as comissões criadas nas escolas para averiguar o cumprimento não têm como aplicar a portaria relacionada à Covid-19, uma vez que é composta pela comunidade escolar e não têm a mesma expertise da Vigilância Sanitária. “O protocolo é para inglês ver, o governo sabia que não era possível executá-lo, mas tem pontos, como o fornecimento de EPIs, que deveriam ser colocadas em práticas e não foram”, critica. Na última sexta-feira (30), durante a apresentação do Mapa de Risco, o governador Renato Casagrande afirmou que no decorrer desta semana iria se reunir com entidades da sociedade civil para ver a possibilidade “de dar um passo a mais” no que diz respeito às aulas em municípios considerados de risco alto, como a Grande Vitória. Uma das modificações já feitas recentemente, foi a possibilidade de atendimento individual nessas localidades. Hoje, as aulas estão autorizadas em cidades em risco moderado e baixo. A proposta de modificação foi debatida na Sala da Situação de Emergência em Saúde Pública do Governo do Estado para a Covid-19, mas não houve entendimento final. No atual Mapa de Risco da Covid-19, 56 municípios estão em risco alto, 22 em risco moderado, e nenhum em risco baixo. Primeiro debate Também na última sexta, o Centro de Apoio Operacional de Implementação das Políticas de Saúde (Caops), o Centro de Apoio Operacional de Implementação das Políticas de Educação (Caope) e o Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAIJ), do MPES, trataram a questão das aulas presenciais em uma reunião virtual com secretários de Estado da Saúde, Nésio Fernandes; e da Educação, Vitor de Angelo. Participaram, ainda, o subsecretário de Estado da Saúde, Luiz Carlos Reblin; e representantes da Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiupes); Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos); Sindicato dos Professores (Sinpro/ES); e a União dos Conselhos Municipais de Educação no Espírito Santo (UNCME). Nésio Fernandes atualizou os dados epidemiológicos do Estado pós-período de vigência do Decreto de Risco Extremo, o que, segundo o secretário, contribuiu para a redução significativa do número de internações hospitalares, principalmente em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e para a queda do indicador de velocidade de Reprodução ou de Transmissão da Covid-19, o chamado RT, que está abaixo de 1. Vitor de Angelo abordou a entrega por parte do Estado de computadores novos para os professores da rede de ensino estadual, bem como a disponibilização de doses de vacina para imunização dos professores das redes estadual e municipais. Aguiberto salienta que os R$ 70,00 mensais que serão disponibilizados aos docentes para custos de internet “já são uma ajuda”, apesar de destacar “que não tem nenhuma provedora de internet por esse valor”. O secretário executivo da Assopaes também defende que o apoio tecnológico seja estendido aos estudantes.
Sem martelo
Lula oficializa convite a Contarato, que responde: “vou avaliar com muito carinho”. No centro da questão, o palanque ao governo Ricardo Stuckert O anunciado encontro do ex-presidente Lula com o senador Fabiano Contarato (Rede) foi realizado na manhã desta terça-feira (4), em Brasília, oficializando o convite de filiação ao PT. Terminou, porém, sem a batida do martelo. Contarato disse que “vai avaliar com muito carinho”, alegando que tem construído diálogos “com partidos com os quais me identifico mais, que são partidos progressistas”. No centro da questão, como já dito aqui, uma possível candidatura ao governo do Estado em 2022, com um representante da oposição a Jair Bolsonaro, o que seria estratégico para o PT, que precisa urgente recuperar espaços. Mas que pode esbarrar, também, em obstáculos para alianças no campo nacional referentes ao projeto prioritário da disputa à Presidência da República. O próprio PT se aproxima do PSB, legenda do governador Renato Casagrande, candidato à reeleição. Mesmo problema ocorre no PDT, também citado como destino para Contarato, assim como até o PSB. Fora desse acordo, quem mais está no jogo? O palanque local será defendido a todo custo? É o que veremos… UrgênciasOutros assuntos em pauta foram a articulação para ampliar o auxílio emergencial de R$ 600,00 e medidas para enfrentar a grave crise sanitária que já levou mais de 400 mil pessoas à morte. Nesse mesmo sentido, Lula encontrou ainda outras lideranças políticas e também debateu alianças no Rio de Janeiro, com Marcelo Freixo (Psol). ‘Comitiva’Do encontro entre Lula e Contarato, também participaram, do PT, o deputado federal Helder Salomão, a presidente nacional, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR); o ex-presidenciável Fernando Haddad; e os senadores Paulo Rocha (PA), líder do partido no Senado, e Jaques Wagner (BA). ‘Muito feliz’Em suas redes sociais, aliás, Helder expôs mais que a informação oficial. Disse que Contarato “ficou muito feliz com o convite, que tem identidade com as bandeiras do partido e que está empenhado em ajudar a construir um projeto para o Brasil e para o Espírito Santo”. NadaO próprio senador, até agora, nada publicou sobre o encontro em seus perfis nas internet. ParceriaNa coluna passada, apontei que a antiga aliança entre PSB e PT voltou a ser debatida após a retomada dos direitos políticos do ex-presidente. Já foi consolidada no Piauí, Paraíba e Amapá, e prossegue no Espírito Santo, Pernambuco e Sergipe, dependendo, porém, das amarrações atuais. ProtagonismoA propósito, o projeto de autoria de Contarato que estabelece um piso nacional para a enfermagem no Senado, depois de puxado pela deputada estadual Janete de Sá (PMN) no plenário da Assembleia, atraiu mais parlamentar atrás de assumir o protagonismo local: o presidente Erick Musso (Republicanos). Protagonismo IINa sessão desta segunda-feira (3) da Assembleia, Erick convocou os deputados a assinarem uma indicação de sua autoria, para que o governo do Estado faça o aporte do mesmo valor destinado aos professores para compra de computadores e ajuda de plano de internet, de R$ 5 mil, como forma de gratificação aos enfermeiros e técnicos. Projeto de lei não cabe no caso, já que seria inconstitucional, por gerar despesa para o executivo. CaixaAs categorias, sem dúvida, merecem bônus, aumento salarial e tudo mais, no entanto, as movimentações sinalizam, também, para questões políticas, as mesmas registradas nos últimos dias entre o deputado e Casagrande. Erick não falou no impacto financeiro da proposta, nem deixou de enviar seu recado para o governador: “tem caixa pra isso”. Faça o que falo…O deputado estadual Sergio Majeski (PSB) não deixou passar uma publicação do ex-governador Paulo Hartung (sem partido) nas redes sociais sobre educação básica e a necessidade de “um grande Pacto pela Aprendizagem”. “Não sei se rio ou se choro!”, disparou Majeski, lembrando o “legado” de Hartung na área. Faça o que falo II…Resumo de Majeski: “fechou 42 escolas e mais de 5 mil turmas, acabou com o ensino médio regular noturno, tornou a Educação de Jovens e Adultos (EJA) semipresencial, deixou de investir bilhões na educação, desviando dinheiro dos 25% obrigatórios para fins previdenciários, o que resultou num aumento enorme de jovens em idade escolar (ou acima da idade) fora da escola. Mas ‘continua preocupado’ com a educação!”. IncluiuMajeski finalizou repetindo as críticas também ao governador: “em tempo, Casagrande não fez praticamente nada para mudar essa situação”. Nas redes“Estou ao lado dos prefeitos e lutando dia após dia para que quase 30 comarcas do Espírito Santo não sejam extintas. Conseguiremos adiar o julgamento sobre o tema para defendermos com todas as nossas forças a manutenção das comarcas. Uma vitória nesse sentido significa garantir cidadania à população dos municípios capixabas”. Rose de Freitas, senadora pelo MDB. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com
Mesa ainda aberta
PSB e PT fecham aliança em três estados. Por aqui, conversas prosseguem, à espera do “fator Contarato” Jefferson Rudy/ Agência Senado A antiga aliança entre PSB e PT em nível nacional, que voltou a ser debatida após a retomada dos direitos políticos do ex-presidente Lula, já foi consolidada em três estados (Piauí, Paraíba e Amapá) e ainda prossegue com articulações no Espírito Santo, Pernambuco e Sergipe. O tabuleiro, citado pela imprensa nacional, remete a dois movimentos recentes na política capixaba: a reunião realizada há um mês entre os partidos com a participação do governador Renato Casagrande e, principalmente, a anunciada para esta semana, entre Lula e o senador Fabiano Contarato (Rede), para reforçar, pessoalmente, o convite de filiação ao PT, já articulado por lideranças políticas, com sinalização de interesse do próprio Contarato. O desfecho da conversa, caso resulte, mesmo, num projeto de palanque ao governo do Estado em 2022, cria obstáculos evidentes à parceria negociada pelos comandantes das duas legendas, ao esbarrar na candidatura à reeleição de Casagrande. O ex-presidente chegou em Brasília nesta segunda-feira (3), para uma ampla agenda. O que sair da “amarração” entre ele e Contarato define os próximos passos, com a prioridade, como já anunciado, ao projeto articulado por Lula à Presidência da República. Assim como a mesa permanece em aberto para PT e PSB, outros partidos também estão à espera do “fator Contarato”, o mais votado ao Senado em 2018 e de oposição a Jair Bolsonaro. Mesa ainda aberta IIE quais seriam os partidos possíveis? O próprio PSB e o PDT, do prefeito da Serra, Sérgio Vidigal. Mas as conversam só andam, também, sem a candidatura de Contarato ao Palácio Anchieta. Vidigal está mais do que fechado com Casagrande, em aliança anunciada com bastante antecedência para o próximo ano. E, por aqui, não há quem aposte que o governador não será candidato à reeleição. Lembrete: mandato de Contarato no Senado vai até 2026. ProtagonismoA propósito, o projeto de sua autoria que estabelece um piso nacional para a enfermagem no Senado, depois de puxado pela deputada estadual Janete de Sá (PMN) no plenário da Assembleia, atraiu mais parlamentar atrás de assumir o protagonismo local: o presidente Erick Musso (Republicanos). Protagonismo IINa sessão desta segunda-feira (3) da Assembleia, Erick convocou os deputados a assinarem uma indicação de sua autoria, para que o governo do Estado faça o aporte do mesmo valor destinado aos professores para compra de computadores e ajuda de plano de internet, de R$ 5 mil, como forma de gratificação aos enfermeiros e técnicos. Projeto de lei não cabe no caso, já que seria inconstitucional, por gerar despesa para o executivo. CaixaAs categorias, sem dúvida, merecem bônus, aumento salarial e tudo mais, no entanto, as movimentações sinalizam, também, para questões políticas, as mesmas registradas nos últimos dias entre o deputado e Casagrande. Erick não falou no impacto financeiro da proposta, nem deixou de enviar seu recado para o governador: “tem caixa pra isso”. De voltaO ex-prefeito de Vila Velha Max Filho (PSDB) retomou suas tradicionais reuniões às segunda-feiras, começando neste dia 3. A diferença é que, ao invés da Prainha, será no formato virtual, em seu canal no Youtube. “Como sempre, você sabe, não tem assunto proibido”, avisou nas redes sociais. 2022 vem aí! CadeiraDepois da derrota do ano passado para o atual prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos), Max assumiu em abril a coordenação do Instituto Teotônio Vilela (ITV), do ninho tucano, no Espírito Santo. Disse, na ocasião, que “o momento é oportuno para rever os rumos da nossa política local, estadual e nacional”. Faça o que falo…O deputado estadual Sergio Majeski (PSB) não deixou passar uma publicação do ex-governador Paulo Hartung (sem partido) nas redes sociais sobre educação básica e a necessidade de “um grande Pacto pela Aprendizagem”. “Não sei se rio ou se choro!”, disparou Majeski, lembrando o “legado” de Hartung na área. Faça o que falo II…Resumo de Majeski: “fechou 42 escolas e mais de 5 mil turmas, acabou com o ensino médio regular noturno, tornou a Educação de Jovens e Adultos (EJA) semipresencial, deixou de investir bilhões na educação, desviando dinheiro dos 25% obrigatórios para fins previdenciários, o que resultou num aumento enorme de jovens em idade escolar (ou acima da idade) fora da escola. Mas ‘continua preocupado’ com a educação!”. IncluiuMajeski finalizou repetindo as críticas também ao governador: “em tempo, Casagrande não fez praticamente nada para mudar essa situação”. Nas redes“Estou ao lado dos prefeitos e lutando dia após dia para que quase 30 comarcas do Espírito Santo não sejam extintas. Conseguiremos adiar o julgamento sobre o tema para defendermos com todas as nossas forças a manutenção das comarcas. Uma vitória nesse sentido significa garantir cidadania à população dos municípios capixabas”. Rose de Freitas, senadora pelo MDB. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com
Novas categorias profissionais devem iniciar imunização em junho
Áreas envolvem transporte, aeroportos e portos. No momento, doses da Coronavac serão para quem já recebeu a D1 Hélio Filho/Secom Novos grupos prioritários devem começar a ser imunizados contra a Covid-19 a partir de junho no Espírito Santo, assim que finalizada a vacinação do grupo atual, chamado de comorbidades, e que inclui também pessoas com deficiência permanente e gestantes e puérperas. A expectativa foi anunciada nesta segunda-feira (3) pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin. “Devemos chegar em junho com a vacinação plena dos idosos, do grupo de comorbidades, dos profissionais da segurança pública, nos profissionais da Educação, e iniciaremos a vacinação de outras categorias profissionais vinculadas a atividades essenciais que são público-alvo da nova etapa da imunização que deve ser iniciada nos últimos dias de maio e início de junho”, declarou o secretário Nésio Fernandes, citando áreas como transporte, aeroportos e portos. O cenário se concretizará, porque até o momento está mantida a expectativa de o Estado receber, ao longo do mês de maio, 600 mil doses de vacinas, somando as vacinas da Pfizer, as disponibilizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), assim como a Coronavac e a AstraZeneca, produzidas respectivamente pelo Instituto Butantan e pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). A vacinação “avança numa velocidade muito boa”, disse o gestor, salientando que “o Espírito Santo está consolidado como o terceiro do País com maior proporção de pessoas vacinadas” e que “temos um desempenho extraordinário na proporção de doses aplicadas e registradas do total de doses recebidas”. O desempenho, afirma, “permitirá ao Espírito Santo ser um dos primeiros estados do Brasil a alcançar uma imunidade coletiva, na medida que as vacinas sejam disponibilizadas ao povo capixaba por meio do Sistema Único de Saúde”. Coronavac é direcionada para a D2 O subsecretário Reblin lembrou que, nesta segunda-feira, o Estado recebeu mais vacinas da AstraZeneca – enviadas pela OMS em decorrência de um consórcio criado mundialmente para equilibrar o fornecimento de vacinas dos países que compõem a Organização da Nações Unidas (ONU) – que, somadas a algumas doses recebidas no fim de semana do Butantan, serão encaminhadas aos municípios com rapidez. Há ainda um novo lote da Coronavac aguardado para esta semana, cuja quantidade será informada ainda nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde, e mais doses para os próximos dias, provavelmente quarta ou quinta-feira, tanto da AstraZeneca quanto da Coronavac. “Vamos distribuir imediatamente para que a gente possa ir normalizando a segunda dose das pessoas que estão aguardando”, disse. “Toda vacina Coronavac que nós recebemos semana passada neste final de semana, cerca de sete mil, serão dedicadas à segunda dose para as pessoas agendadas para esse período”, sublinhou. Grupo de comorbidades Também nesta segunda-feira, foi iniciada a vacinação do chamado grupo de comorbidades, que inclui também as pessoas com deficiência permanente e as gestantes e puérperas. A vacinação desse grupo se dará em duas etapas (veja as regras aqui), sendo que, em virtude do maior aporte de doses previsto para essa semana, a fase 2 deve ser iniciada ainda esta semana, entre terça e quarta-feira (4 e 5). Para acessar as doses, a pessoa deve apresentar laudo comprobatório da comorbidade. “Procure o seu profissional de saúde, a sua unidade de saúde, que têm conhecimento e irão entregar o laudo pra você”, orientou Reblin. Estão dispensados de laudo as mulheres com gravidez avançada (cuja barriga já é visível), pacientes renais que serão vacinados na clínica de hemodiálise e alunos das unidades da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Essa diferenciação, ressaltou o subsecretário, já é de pleno conhecimento das equipes de vacinação, que têm experiência com a questão, devido a outras campanhas de vacinação que exigem laudo para algumas situações, como a da gripe.