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Moradores de municípios da Grande Vitória sofrem com a falta d’água

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Em Cariacica, Serra e Vitória, moradores reclamam da inconstância no abastecimento por parte da Cesan Em meio a uma pandemia que exige cuidados ainda maiores com a higienização, moradores de alguns bairros da Grande Vitória têm convivido com a constante falta d’água. Essa realidade está presente, por exemplo, em locais como Manguinhos, na Serra; Vila Prudência, em Cariacica; e no Território do Bem, localizado na capital e composto pelas comunidades de São Benedito, Bairro da Penha, Itararé, Bonfim, Consolação, Gurigica, Jaburu, Floresta e Engenharia. A professora Darlete Gomes do Nascimento, moradora de Vila Prudêncio, relata que a falta d´água é constante, sendo que a última durou cerca de 10 dias, ocorrendo de 12 a 21 de abril. Embora tenha contatado a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) para resolver o problema, a única iniciativa da empresa foi encaminhar, somente uma vez, um carro-pipa, relata. Darlete afirma também ter recebido a promessa por parte da Cesan de envio de uma equipe técnica até 24 horas após as ligações que fez relatando o problema, mas não foi cumprida em nenhum momento. A professora relata que abriu um protocolo no guichê da Cesan no Faça Fácil, sendo garantido a ela que receberia a resposta para sua demanda no período de 30 a 60 dias, além de ter acionado o Procon. Não bastassem as inúmeras interrupções no abastecimento de água, quando ela cai, denuncia Darlete, é principalmente de madrugada, no período entre meia noite e 5h, que o abastecimento é retomado, fazendo com que a família tenha que adequar sua rotina a essa realidade. A moradora de Vila Prudêncio relata que tem que utilizar a máquina de lavar roupa de madrugada, pois se usar a água que chegou na caixa à noite para isso durante o dia pode ficar sem uma gota para outras atividades domésticas. A professora, inclusive, já contou com a solidariedade de amigos para enfrentar a situação, por exemplo, com a doação de inúmeros potes com água. Ela também já teve que comprar, embora pague a taxa mínima mensalmente, tendo água na torneira ou não. Em Manguinhos, o diretor da associação de moradores, David Silveira, relata que, muitas vezes, a água acaba sem aviso prévio por parte da Cesan. De acordo com ele, há inconstância no abastecimento, já que em alguns momentos a água fica disponível somente em uma parte do dia. “Normalmente acontece com a água que vem da rua, que não depende da caixa, mas quando falta em um longo período, a caixa esvazia”, reclama. Ofícios para a Cesan e Prefeitura de Vitória Após realizar o atendimento de mais de 20 famílias que relataram a falta de acesso à água no Território do Bem, a Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo (DPES), por meio do Núcleo de Defesa Agrária e Moradia (Nudam), oficiou a Cesan, a Prefeitura de Vitória e a Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Habitação solicitando informações. As instituições oficiadas têm o prazo de cinco dias para responder as solicitações. Segundo relatos dos moradores para a DPES, as casas não recebem água e naquelas que chegam, o abastecimento é feito em apenas uma parte do dia, em muitos casos durante a madrugada. “Desde o final de 2020, o acesso ao recurso tem sido cada vez mais escasso, sendo fornecido em intervalos cada vez maiores. Alguns residentes relataram ainda que estão sem água há duas semanas”, diz a DPES. Para evitar que a situação se prolongue e as famílias sejam ainda mais prejudicadas, a Defensoria solicitou à Cesan, por meio de ofício, que esclareça os motivos da falta de água no Território do Bem e as providências que têm tomado para normalizar a prestação do serviço. À Prefeitura de Vitória e à Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Habitação, a Defensoria pede que sejam informadas, entre as demais solicitações, se há conhecimento do problema de falta de água no Território do Bem; se há projeto para a implementação de um sistema de abastecimento de água nos bairros da região e previsão para a implementação desse projeto.

02/05/2021 / 0 Comments
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​Entidades oferecem inclusão digital para negócios da economia solidária em VV

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Em feira virtual, colaboradores pretendem estimular a divulgação dos empreendimentos locais Pontos de Memória Uma mobilização virtual tem ajudado a divulgar negócios voltados para a economia solidária em Vila Velha. O Instituto GG5 de Desenvolvimento Comunitário, em conjunto com a Rede Vilavelhense de Economia Solidária (Reviveso), adota medidas para a inclusão digital desses empreendedores. Uma transmissão ao vivo será realizada na próxima sexta-feira e sábado (7 e 8), às 17h, com o objetivo de fomentar as vendas para os Dias das Mães. O evento será aberto ao público e, além de divulgar os produtos locais, contará com atrações como apresentações de congo, poesias e shows musicais. A transmissão ao vivo também irá oferecer capacitação para os empreendedores que, durante a pandemia do coronavírus, garantem a renda por meio da venda online. Para promover a inclusão digital desses empreendedores, o instituto já realiza algumas ações pontuais, como a inserção de contas nas redes sociais, criação de logomarcas para os negócios, e inscrições na Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes). Vinte e cinco empreendimentos locais incluídos na economia solidária são atendidos pela rede, com uma média de quatro pessoas para cada negócio. “A maior parte é de um público muito vulnerável que, com a pandemia, ficou mais ainda”, aponta Tiago Uliana, diretor do Instituto GG5. O evento online abordará temas como finanças, recursos digitais e comunicação não violenta, capacitando esses empreendedores para que possam gerir o próprio negócio. Rede colaborativa A Rede Vilavelhense de Economia Solidária foi fundada em 2008, com o objetivo de apoiar pequenos empreendedores da região. O projeto de autogestão auxilia artesãos e negócios que trabalham de forma sustentável e colaborativa. Tiago explica que esse é um dos ideais da economia solidária. “A gente vive uma sociedade muito pautada no consumo, no lucro, oprimindo a vida do ser humano. A economia solidária vem desconstruir isso, tendo o propósito de gerar renda de forma coletiva e com respeito ao meio ambiente”, enfatiza. Ele conta que a economia solidária também prioriza o bem-estar de trabalhadores, compradores e fornecedores. “Nos territórios de periferia, o que mais se tem de riqueza é o capital humano. Por isso, esse modelo de gestão mostra como trabalhar em grupo de forma democrática, com transparência”, destaca. O encontro será realizado via Google Meet, mas também será transmitido no Youtube e Facebook. O link do grupo no Facebook da Feira Virtual de Economia Solidária de Vila Velha é https://www.facebook.com/groups/fesolvirtualvilavelha/.

02/05/2021 / 0 Comments
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Documentário retrata histórias de moradores de distrito de Mimoso do Sul

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Na coluna: podcasts de cultura capixaba, grupo de estudos culturais, novo clipe do Auri, cineclube lança filmoteca Ariny Bianchi Entretorres é o nome do documentário que será lançado na próxima sexta-feira (7), às 19h30, no YouTube. A obra dirigida por Fabíola Buzim, com roteiro de Anderson Cacilhas, entrevista moradores de São José das Torres, distrito de Mimosol do Sul. As histórias são conduzidas pelos próprios entrevistados e abordam terror, assombração, amores, sexualidades dissidentes, violências, crimes, festas, lendas, opressões e alegrias. Para quem perder a estreia, o filme ficará disponível até a madrugada entre domingo (9) e segunda-feira (10). Rede Cultura Jovem em debate No próximo encontro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Políticas Culturais (Gepcult), o tema será “Estudo sobre o Programa Rede Cultura Jovem”, política que incentiva o protagonismo da juventude no Espírito Santo, mas que foi descontinuada com as mudanças de gestão. O encontro vai ser no dia 3 de maio, às 19h30, tendo como convidadas a artista plástica e gestora cultural Kênia Lyra, e a artista e educadora Muriel Falcão, ambas gestoras na época da Rede Cultura Jovem. O grupo se reúne na primeira segunda-feira de cada mês, sempre neste horário. Para participar do Gepcult inscreva-se aqui. Cineclube Colorado reúne acervo para filmoteca  Realizadores audiovisuais estão convidados para inscrever suas obras para a Filmoteca Colorado, realização do Cineclube Colorado. O objetivo é reunir um acervo de filmes que não estão em plataformas comerciais e queiram liberar a exibição para fins não comerciais, para que possam ser disponibilizados a cineclubes e espaços sem fins lucrativos, para que possam realizar suas sessões. O cadastro é por meio de formulário online. Tertolino Balbino completa 88 anos  Mestre emérito do Ticumbi de São Benedito, em Conceição da Barra, Tertolino Balbino, o Mestre Terto, completou na última semana 88 anos, 64 deles à frente do principal grupo da manifestação de cultura popular que existe apenas no norte do Espírito Santo. Na ocasião de mais um aniversário, seu neto Thiago Balbino, talentoso artista, publicou em sua página no Instagram uma série de desenhos em homenagem ao avô. Que venham mais muitos anos de vida para seu Terto, figura única na cultura capixaba! Fames abre 120 vagas para curso superior em música  A Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames) anunicou a data de inscrições para seu processo seletivo do ano letivo de 2021. Elas estarão abertas de 7 a 14 de maio, com 120 vagas entre Licenciatura e Bacharelado em Música, com habilitações em Instrumento, Canto e Música Popular. Neste ano, por conta da pandemia, todo processo de seleção será feito online, inclusive as provas práticas. As provas acontecem até o final de maio, por plataforma online. As informações sobre o vestibular estão disponíveis no site: vestibular.fames.es.gov.br. O resultado final será divulgado no dia 7 de junho, com matrículas de 8 a 11 do mesmo mês. Thelema anuncia agenda de atividades culturais em maio O espaço cultural Thelema, no Centro de Vitória, tem um calendário de atividades online para o mês de maio. A agenda começa no dia 12, às 19h, com a tradicional Quarta Poética, agora em formato virtual, com leituras e declamações de textos em diversos gêneros literários, com condução da produtora cultural Ruth-Léa Souza. No dia 19, também às 19h, haverá uma edição do Prosas Literárias, que acontece desde 2019 com lançamentos de livros e bate-papos literários. A convidada da vez é a escritor Elaine Dal Gobbo, também jornalista do Século Diário, que fala sobre seu livro recém-publicado, “Trânsitos de alma”. As atividades acontecem pelo Instagram da Thelema. Durante o mês, ainda haverá uma Oficina de Dança Afro-Brasileira, com quatro aulas conduzidas pelos dançarinos Danilo dos Anjos e Thais Almeida, nos dias 11, 13, 18 e 20 de maio, também às 19h. Podcasts trazem dramaturgias feministas e língua indígena Tendência crescente nos últimos tempos, os podcastas têm sido um instrumento para divulgar também a cultura do Espírito Santo. Entre os lançamentos recentes estão dezenas de áudios da série Escute as manas: cenas sonoras e disparos feministas, realizado pelo projeto Elas Tramam, que fomenta a dramaturgia feminina no Estado. Também está nas redes o podcast do Língua Viva, que aborda as causas do desaparecimento da língua Tupi e o processo de retomada no Espírito Santo. O mesmo projeto também teve um live sobre políticas linguísticas para o Tupi, que pode ser assistida aqui. Auri lança faixa inédita com videoclipe Nó é o nome da nova canção da banda Auri, primeira faixa inédita lançada pelo grupo desde 2019, já que nos últimos tempos o grupo vinha no processo de recriação de suas músicas com um EP ao vivo e outro no estilo 8-bit. O single já vem com um clipe em preto e branco, que você pode conferir abaixo. Nó é o primeiro material apresentado de uma série de lançamentos que devem vir, com promessa de trazer um som “mais denso, com arranjos mais encorpados, novas texturas de timbres e com letras que dialogam mais com questões pessoais e emocionais”. O Auri é formado por Everton Radaell (voz e guitarra), Thaysa Pizzolato (teclado e sintetizador), Danilo Galdino (guitarra e backing vocal), Bernardo John (baixo) e Bruno Miranda (bateria). Reformulação da coluna  Para os leitores fiéis (e também aos infiéis), avisamos que a coluna CulturArte passará por um pequeno período de reformulação. Voltaremos em algumas semanas com alguns ajustes de formato e outras novidades, ok? Até logo!

01/05/2021 / 0 Comments
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​Estudantes cobram posição do Ifes contra projeto que torna educação atividade essencial

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Em campanha contra o PL que tramita no Senado, alunos ressaltaram aumento de casos graves entre jovens ao reitor Jadir Pela Ifes Representantes dos discentes no Conselho Superior do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) se reuniram com o reitor, Jadir Pela, para discutir o Projeto de Lei n° 5.595/2020, que pretende tornar o ensino presencial essencial na educação básica e superior, em tramitação no Senado. Para os estudantes, que cobram um posicionamento contrário da instituição à proposta, retomar as aulas presenciais sem vacinação em massa é um risco para toda a comunidade escolar. O PL estava em pauta nessa quinta-feira (29), mas a votação foi adiada para a próxima semana. Durante o encontro virtual, também nessa quinta, os alunos pediram reforço do Ifes para a campanha nacional contra o projeto. Os estudantes ressaltam que apenas a vacinação dos professores não é suficiente para a retomada das atividades presenciais. “A nova variante é especialmente fatal para os jovens. Existe toda uma massa de estudantes que seria afetada, que estaria correndo perigo nesse retorno, sem uma vacinação em massa efetiva”, afirma a representante do conselho do campus de Vitória, Lorrana Bernardes. O “rejuvenescimento” da pandemia é um cenário nacional que se repete no Espírito Santo. Recentemente, o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, informou que pessoas com idade entre 18 a 29 anos representaram 43,25% dos óbitos, no período entre primeiro de fevereiro e 18 de abril. Entre outubro de 2020 e 28 de fevereiro, pessoas desse grupo representavam 25,45%. Nas redes sociais, os representantes dos discentes do Ifes realizam uma campanha contra o projeto de lei, marcando os senadores capixabas em publicações e pedindo que votem contra o texto, já aprovado na Câmara dos Deputados, em matéria de autoria de Paula Belmonte (Cidadania/DF). No entanto, um dos representantes da bancada capixaba no Senado, o parlamentar Marcos do Val (Podemos), é o atual relator do projeto e defende a retomada das aulas presenciais. Agência Senado Já Fabiano Contarato (Rede) se posiciona duramente contra o projeto, classificando-o como “irresponsável e assassino, por obrigar a retomada das aulas presenciais sem que crianças, adolescentes, jovens e educadores tenham sido vacinados”, enquanto Rose de Freitas (MDB) não crava decisão, ao reconhecer o atual momento, mas apontando “que existem posicionamentos contraditórios sobre as aulas presenciais” e que “toda a análise tem de ser feita de forma orientada”. O Projeto de Lei O Projeto de Lei n° 5595/2020 quer considerar a educação básica e a educação superior, em formato presencial, como serviços e atividades essenciais nas redes públicas e privadas de ensino. O texto proíbe a suspensão das aulas em formato presencial, “exceto nas hipóteses em que as condições sanitárias do Estado, do Distrito Federal ou do Município, não permitirem”. A matéria também prevê o estabelecimento de critérios epidemiológicos para a decisão sobre o funcionamento das escolas, a criação de protocolos contra a disseminação do vírus e a prioridade na vacinação de professores e funcionários das escolas públicas e privadas. Com a vacinação caminhando a passos lentos no Brasil, os alunos se mostram preocupados com a efetividade das medidas. No Espírito Santo, os trabalhadores da educação foram incluídos no grupo prioritário de imunização mas, de acordo com dados do Painel Covid-19, apenas 23% deles receberam a primeira dose da vacina. Proposta semelhante ao PL nacional também foi apresentada no Estado, pelo deputado Capitão Assumção (Patri), mas ainda sem previsão de votação na Assembleia Legislativa. Ensino remoto As atividades pedagógicas não presenciais (APNPs) foram iniciadas no Ifes em maio de 2020. Ao longo da pandemia, o instituto ofereceu auxílio de inclusão digital para os alunos, empréstimo de chips para internet, doações de cestas básicas e, em alguns campus, os estudantes contaram com o empréstimo de tablets e computadores. Apesar disso, os alunos afirmam que as medidas chegaram com atraso e alguns sentem falta de uma coordenação geral para apoio a outras necessidades. É o que relata o representante do conselho discente no campus de São Mateus, norte do Estado, Pedro Lucas Fontoura. “É muito mais um esforço dos alunos e dos professores, da gestão pedagógica, do que propriamente algo coordenado pelo Ifes. Cada campus está tratando à sua maneira”, afirma.  A presidente do Grêmio no campus de Guarapari, Letícia de Sá, também manifesta preocupação com o projeto que tramita no Senado e acredita que a aceleração da imunização é o caminho. Ela considera o diálogo com a reitoria democrático, mas acredita que alguns problemas estruturais continuam tornando o ensino durante a pandemia um desafio. “O ensino remoto, por si só, é desigual”, aponta. Já Pedro Lucas acredita que as reuniões pedagógicas nos campus deveriam ouvir mais os alunos na construção e no planejamento das ações durante a pandemia. “Eles ouvem os alunos em poucas reuniões e, muitas vezes, os encaminhamentos não são resolvidos. Então fica esse sentimento de que nós não estamos sendo atendidos. Há muita coisa que os alunos tentam construir junto com os professores, mas, às vezes, acaba não saindo do papel, fica só no momento de discussão”, enfatiza. ‘Abrir escolas agora é transformá-las em abatedouros’, diz Contarato Aprovado na Câmara, PL que faz de aulas presenciais atividade essencial está no Senado. Rose reconhece perigo da proposta https://www.seculodiario.com.br/educacao/abrir-escolas-nesse-momento-e-transforma-las-em-abatedouros-repudia-contarato Educadores são contra propostas que declaram ensino presencial como atividade essencial – Século Diário No ES, PL é do Capitão Assumção. Projetos contrariam a preservação da vida e da dignidade, afirma Lagebes/Ufes https://www.seculodiario.com.br/educacao/educadores-contra-projetos-de-lei-que-declaram-ensino-presencial-atividade-essencial

01/05/2021 / 5 Comments
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​’OAB tem que voltar a ser um instrumento de defesa da sociedade civil’

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Elisângela Melo defende maior valorização do advogado para o fortalecimento da instituição no Estado “A OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] perdeu sua relevância histórica”. A declaração da advogada Elisângela Melo, em conversa com Século Diário neste sábado (1), traduz, segundo ela, o grau de insatisfação da classe e de parte da sociedade civil. Um cenário que a levou a aceitar o chamamento formulado por grupos de colegas e lançar a pré-candidatura para presidente da instituição no Espírito Santo, a sete meses da eleição, marcada para a segunda quinzena de novembro deste ano. “A ideia é montar uma chapa para a reconstrução da OAB como instrumento de defesa da sociedade civil e trincheira de defesa de direitos humanos. Uma instituição forte e respeitada traduz uma advocacia forte e respeitada”, aponta Elisângela, que concorreu com o atual presidente, José Carlos Rizk Filho, em 2018, chegando em terceiro lugar. Para Elisângela, a instituição possui estrutura de defesa da própria advocacia, mas, da mesma forma, de questões que envolvem a sociedade, entre elas a da pandemia do coronavírus, que passa pelos direitos humanos, tema da campanha de 2018. “No Espírito Santo, a gente não vê manifestação da OAB nesses questionamentos”, lamenta a advogada, e ressalta que a instituição passou a ser um órgão meramente classista. “O cenário hoje é muito pior que o de 2018. Em 2018 estávamos angustiados não expectativa do endurecimento do regime, de perdas de direitos, mas nem sonhávamos em vivenciar uma pandemia, muito menos dessas proporções”, afirma, e enfatiza: “Hoje já colhemos as consequências da reforma Trabalhista e Previdenciária. A precarização do trabalho, com corte das garantias, se aliou ao momento terrível em que vivemos. Fica cada um ao Deus dará”, referindo-se à pandemia da Covid-19. “Não é possível, para a maioria, ficar em casa, com a escolha entre morrer pelo vírus e morrer de fome”. Ainda sobre o avanço da Covid-19 no Espírito Santo, Elisângela destaca: “Não é possível, para a maioria, ficar em casa, com a escolha entre morrer pelo vírus e morrer de fome. Embora o governador não negue a gravidade da pandemia e a necessidade de políticas publicas, a ação é titubeante, e, também, vira as costas para as recomendações da ciência sobre a imprescindibilidade de um lockdown de 21 dias com auxílio governamental”, afirma. “Após uma quarentena modesta, retomou a abertura de diversos setores não essenciais e já sinaliza para a ampliação dessa abertura, a partir de uma análise atravessada dos dados técnicos”, acrescenta Elisângela. Defender o advogado, no entendimento dela, deve ser uma atitude mais abrangente, muito acima da questão individual e que envolve o Estado Democrático de Direito. “A OAB ficou menor com os posicionamentos da atual gestão, tornou-se enfraquecida”, diz, ressaltando a necessidade do resgate da importância que deve ter para a sociedade, “não só os direitos humanos, mas a defesa dos direitos de quem está ao lado do trabalhador”. Elisângela aponta para a utilização da máquina pelo atual presidente da seccional no Espírito Santo, e afirma que é “uma gestão individualista e setorizada, que vira as costas para o advogado em início de carreira e o que está ali no dia a dia de seu trabalho tentando manter as contas em dia”. Segundo ela, essa atitude “o distanciou cada vez mais da grande massa de advogados que almeja por dias melhores, por uma OAB que volte a ser sua casa, seu porto seguro”. A OAB-ES hoje cuida de questões do agronegócio, de direito marítimo, é consultada sobre vacinas para advogada, assuntos relacionados às grandes bancas, na visão de Elisângela, que entende que a valorização da advocacia passa, principalmente, por uma instituição forte que se interesse, também, “para o que está na ponta levando pancada, que defende os mais vulneráveis, os direitos humanos”, que, se não contar com uma instituição forte, pode até ser preso”. Elisângela reafirma a bandeira da campanha de 2018, desta feita de forma mais abrangente, com o acolhimento do debate de questões que afetam toda a sociedade, e os advogados como integrantes do campo social com a responsabilidade de estar ao lado do Estado Democrático de Direito. A OAB estava à frente e, por isso, muitos de seus representantes sofreram ameaças no período da ditadura militar e do crime organizado. “Na última campanha, falamos que era necessário inverter a pirâmide, pois existe uma massa enorme de advogados que se debatem para manter suas contas em dia e que sustentam a OAB, ao passo que a elite da advocacia é quem manda na seccional do Estado”. Para Elisângela, é preciso resgatar essa relevância, para tornar a advocacia mais forte.

01/05/2021 / 1 Comment
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Feira virtual fortalece integração campo-cidade por alimentos saudáveis

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Organizado pela Rede Bem Viver, projeto realizará quatro feiras para divulgar a cultura camponesa capixaba Agência Senado A coordenação capixaba do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA-ES) realiza, na próxima segunda-feira (3), por meio da Rede Bem Viver, uma feira virtual para divulgação da produção camponesa do Espírito Santo. O evento terá início às 18h30, com diálogos sobre agroecologia, apresentações culturais e venda online de produtos do interior do Estado. A ação fortalece a integração campo-cidade por alimentos saudáveis, livres de venenos. O evento será realizado por meio da plataforma Zoom, com transmissão ao vivo pelo canal do MPA nacional no YouTube. Serão 16 expositores e 90 vagas para pessoas que queiram interagir e fazer perguntas ao final das apresentações. As inscrições devem ser feitas por meio de um formulário online.  A feira contará com pequenos produtores do Espírito Santo e integrantes de comunidades tradicionais, que poderão expor os próprios modos de produção e divulgar o trabalho. “É um momento para que eles possam mostrar o seu jeito de ser, de viver, de produzir, além de falar um pouco das dificuldades e desafios que enfrentam”, explica o coordenador da direção estadual do MPA, Leomar Lírio. Essa é a primeira edição de quatro feiras que serão realizadas pela Rede Bem Viver. O projeto é realizado por meio da Lei Aldir Blanc, que apoia iniciativas voltadas para a cultura. “É uma oportunidade das pessoas da cidade entenderem que existe todo um processo de produção, uma cultura, um trabalho que tem um fundo social e econômico. Não é só comprar para se alimentar, mas é colaborar por um modo de vida”, destaca. Além de promover as expressões culturais dos movimentos sociais e de etnia, a Feira Bem Viver também quer incentivar a alimentação saudável e o abastecimento popular. O MPA já desenvolve ações de conexão entre o campo e a cidade, por meio da entrega de alimentos produzidos por pequenos produtores e a realização de feiras em pontos espalhados pelo Espírito Santo. Com o agravamento da pandemia do coronavírus, as feiras precisaram ser suspensas e o MPA intensificou as vendas por delivery, que já eram realizadas desde 2019. “A nível mundial, a procura por uma alimentação mais saudável já vinha com uma tendência de crescimento, mas com a pandemia, nós vimos que isso aumentou”, explica. Semanalmente, o Movimento dos Pequenos Agricultores entrega o alimento produzido por famílias do interior do Estado. As compras devem ser feitas pelo site do projeto, após o cadastro do cliente. A escolha dos produtos pode ser feita entre as sextas-feiras e os domingos, sendo entregue na quarta-feira. Podem participar das vendas produtores da agricultura familiar que cultivam alimentos livres de agrotóxicos. As entregas também priorizam agricultores cadastrados no MPA-ES ou em alguma outra iniciativa parceira. O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) foi fundado em 1996, como um movimento autônomo em prol dos direitos da população camponesa. A entidade de alcance nacional está organizada em 17 estados brasileiros, em todas as regiões do país. Programação Mais informações sobre a feira virtual podem ser acessadas nas redes sociais da Rede Bem Viver, neste link. Pandemia estreitou os laços campo-cidade, avaliam camponeses capixabas Dobrou número de cestas entregues em algumas cidades. E, junto dos alimentos, o bate-papo sobre ‘a vida na roça’ https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/pandemia-estreitou-os-lacos-campo-cidade-avaliam-camponeses-capixabas

01/05/2021 / 0 Comments
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Desigualdade estatística

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A vida é vela teimosa: o ousado enfrenta, o medroso contorna, o generoso acende, o egoísta apaga Vamos driblando a labuta nossa de todo dia, ocupados demais para apreciar o grande privilégio de existir e habitar uma casa que não construímos nem compramos. Onde a vida que nos foi dada se consome devagar, sem fanfarras e estardalhaços, que nem vela queimando seu frágil pavio – treme a uma brisa mais forte, balança, bruxuleia. Volta a acender. O pavio é o tempo, curto e fugaz, em algum momento a vela deixará de existir. Para onde vai a chama quando a vela apaga? Mas enquanto acesa ilumina, porque essa é sua razão de existir. * Cada qual com sua lamparina. Uns veem apenas sombras bruxuleantes na parede, outros veem a luz que desmancha as trevas. A vida é vela teimosa: o ousado enfrenta, o medroso contorna, o generoso acende, o egoísta apaga. Um vento fraco pode apagar a vela mais forte – era útil, deixou de ser. Outras a substituem, outras virão depois. Algumas há que iluminam o mundo, outras se restringem a iluminar o entorno – cada qual com sua sina. *Somos todos velas – de luz forte ou mortiça, resistentes ao sopro insistente dos atropelos e injustiças. Ser vela que resiste aos embates e às intempéries, espalhando luz para que outros vejam, indiferente ao sopro dos ventos adversos, é privilégio de poucos. A boa vela leva o olhar mais adiante, mostra o rumo, cria pontes, ultrapassa a mente estreita, abre janelas e escancara o mundo. Onde o espetáculo é gratuito: ninguém paga ingresso para apreciar um pôr de sol, uma lua azul, uma onda no mar. Uma flor brotando no canteiro onde a semeou. * Einstein disse que o tempo é relativo. Fiquei uma hora em pé na fila do cinema, sem reclamar, no lançamento de um filme badalado. Todos suportando estoicamente a espera, só pela vaidade de ver o filme antes dos outros. Meia hora na sala de espera do dentista, sentada, com ar refrigerado e televisão ligada, me parece um desrespeito ao meu canino. * Relativa também é a expectativa de vida ao redor do mundo. Nos Estados Unidos é mais alta que no Brasil; no Canadá é mais alta que na Colômbia; na Inglaterra vivem mais que no Congo. Portanto, quem mora no país mais rico vive mais, ou pelo menos tem a chance de viver mais. É o que chamo de desigualdade estatística. O rico vive mais porque tem mais opções de exames preventivos, melhor alimentação, ar menos poluído, melhores salários. Ou não, pois tudo é relativo. * Se Londres tem mais carros do que o Congo, tem mais mortes por acidentes com veículos, e se o Congo tem mais animais selvagens, morrem mais congoleses antes da hora do que ingleses. Feito vela teimosa, apaga e acende, vou queimando também esses fiapos de conversa que o vento espalha por aí: pavio longo e cera espessa. Se puderem iluminar alguns minutos na vida de um leitor ocasional, a vela continuará acesa. Cuidado: Se escancarar a janela a vela apaga.

01/05/2021 / 0 Comments
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Sugestão Netflix: Upgrade

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Boa ficção científica, trata de um futuro que, para muitos teóricos do caos, está bem próximo Boa ficção científica no catálogo da Netflix, Upgrade trata de um futuro distópico que, para muitos teóricos do caos, está bem próximo. Grey é um mecânico de automóveis antigos que não acompanhou as mudanças, seu trabalho não dá rendimentos, porque os carros movidos a gasolina estão ultrapassados e os atuais dispensam o motorista. Ele é sustentado pela namorada Asha, que trabalha numa empresa de tecnologia. Eron, seu único cliente, um excêntrico magnata dono da principal marca de robôs do mundo, pede-lhe para entregar o carro em casa. Grey leva a namorada consigo e Eron apresenta-lhes suas últimas descobertas. Na volta para casa, o carro do casal pega uma rota alternativa automaticamente. Eles tentam assumir o controle, mas o carro segue desgovernado até a beira de um cais habitado por moradores de rua. Uma gangue misteriosa surge do nada e aproveita a oportunidade para matar Asha e lesar a coluna vertebral de Grey, deixando-o paraplégico. No mundo onde tudo é controlado por computador, a polícia trabalha a maior parte do tempo no escritório e monitora a cidade com drones e câmeras de segurança. Os drones filmam o crime, mas não conseguem reconhecer os suspeitos. A recuperação para Grey é deprimente e dolorosa. Ele pensa até mesmo em se matar, tomando grandes doses de antidepressivo. Ao invés da morte, a overdose leva-o novamente ao hospital, onde ele recebe a visita de Eron, que oferece-lhe um tratamento alternativo que pode curar sua paralisia, sob a condição de manter a confidencialidade enquanto durar a fase de testes. O procedimento é secreto e proibido por lei. Grey aceita passar pela cirurgia e o resultado é bem superior ao esperado, impressionando até mesmo o seu criador. Grey rapidamente descobre que pode usar a Inteligência Artificial para se vingar dos criminosos que mataram Asha. O contrato assinado antes da operação obriga-o a continuar vivendo como cadeirante, para não levantar suspeitas contra a empresa de Eron que o monitora à distância. As histórias de cyborgs, substituição do trabalho humano pelas máquinas e hibridização homem-máquina povoam o imaginário popular há muito tempo. O filme as atualiza para o século XXI e traz questões importante para a pós-modernidade. Impossível não relacionar a trama com o sistema de monitoramento e score social chinês e as invenções malucas de Elon Musk.

01/05/2021 / 0 Comments
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Vale nega auxílio-alimentação, mesmo com lucro recorde de R$ 30 bi no trimestre

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“Recusa é inadmissível”, afirma presidente do Sindfer, que conclama demais 12 sindicatos numa jornada humanitária Divulgação/ Sindfer “Há vida além do lucro”. Em Carta Aberta ao Conselho de Administração da Vale, aos seus acionistas minoritários e aos demais 12 sindicatos que atuam na mineradora em todo o Brasil, o Sindicato dos Ferroviários do Espírito Santo e Minas Gerais (Sindfer) conclama todas as 13 entidades sindicais a se unirem em uma reivindicação para que a Vale conceda apoio emergencial na alimentação dos trabalhadores de suas plantas industriais no país e das comunidades impactadas por suas atividades. Chamada de “jornada solidária, humanista e supra sindical”, a iniciativa foi lançada nessa quinta-feira (29), após a divulgação do resultado financeiro da mineradora neste primeiro trimestre de 2021, em que o lucro líquido obtido entre janeiro e março foi de R$ 30 bilhões (5,546 bilhões de dólares). A fantástica cifra, destaca a Carta Aberta, nunca havia sido alcançada antes, sendo equivalente a um aumento de 2.220% em relação ao mesmo período de 2020. O presidente do Sindfer, Wagner Xavier, conta que há poucas semanas, a entidade recebeu uma resposta negativa para dois pedidos feitos à Diretoria de Pessoas (que congrega setores de recursos humanos, relações trabalhistas e sindicais) e ao Conselho de Administração da empresa: a concessão de um tíquete-alimentação extra aos empregados e a doação de cestas básicas à população das comunidades do entorno das áreas de mineração da Vale. Diante do lucro recorde e histórico, “o Sindfer entende ser injustificáveis as negativas da empresa às reivindicações”, afirma o presidente, ao assinar a Carta em nome da direção do sindicato. A entidade reconhece a “notável e elogiável ação” da Vale, ao importar e doar ao governo federal um quantitativo importante de testes rápidos, máscaras, respiradores e kit-intubação para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. Reconhece também o atendimento à reivindicação dos sindicatos por tíquetes extras feita no ano passado. Mas declara ser “inadmissível que a empresa se amesquinhe diante de um novo cenário que replica o ano passado de forma ainda mais grave”, justamente no momento em que ela ultrapassa a marca de US$ 104 bilhões em valor de mercado, tornando-se a empresa mais valiosa da América Latina (à frente dos gigantes Mercado Livre argentina [US$ 80 bi], Wal-Mart mexicana [US$ 56,9 bi] e Petrobras [US$ 54,9 bi]). “Trata-se da necessidade real e urgente de seus empregados fazerem frente à escalada de preços, sobretudo de gêneros alimentícios”, afirma Wagner Xavier, ressaltando “o drama vivido neste exato momento por mais de 116,8 milhões de brasileiros, em situação de insegurança alimentar ou passando fome no Brasil”, segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). Nesse sentido, o Sindfer conclama a união do conjunto dos demais 12 sindicatos que atuam na Vale S/A; seus dirigentes e centrais sindicais que os representam; o representante dos trabalhadores junto ao Conselho de Administração; além de demais sindicatos coirmãos de outras categorias profissionais em todo o país, e forças políticas e sociais que os apoiam. O chamado é para que, juntos, proclamem “repúdio à indiferença da empresa diante das necessidades emergenciais dos trabalhadores e do drama por que passa a parcela invisível da nossa população, que compõe o setor menos favorecido de nossa sociedade, sobretudo comunidades do entorno da Vale S/A, que já nem pede mais do governo auxílio-emergencial, mas um prato de comida”. A ação exige foco no que é consenso entre os 13 sindicatos. “Se não nos insurgirmos agora chamando a Vale S/A à responsabilidade de suas obrigações perante aos empregados e à população brasileira dilacerada pela fome, poderá ser tarde deixar para exigir essa postura da empresa apenas diante da mesa de negociação do ACT Nacional [Acordo Coletivo de Trabalho]”. Relatório de Insustentabilidade Paralelamente ao chamado do Sindfer, a Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale disponibiliza o Relatório de Insustentabilidade da Vale 2021, o quarto de uma série que a Articulação vem produzindo desde 2010. A publicação, também chamada de relatório espelho, confronta e desconstrói, com dados, as informações divulgadas pela Vale em seu Relatório de Sustentabilidade, que a empresa publica anualmente e por meio do qual procura divulgar aos seus acionistas e para a sociedade em geral sua suposta responsabilidade socioambiental. Entre os pontos críticos do relatório espelho de 2021, a Articulação destaca: a explosão de casos de contaminação por Covid-19 nos territórios onde a Vale atua, desrespeitando normas sanitárias e expondo funcionários e populações locais ao adoecimento; a saída da empresa de territórios que explorou por anos, deixando para trás impactos socioambientais, dívidas e violências nunca reparadas; a estratégia de terceirização massiva usada pela transnacional para ampliar lucros à custa da precarização da vida dos trabalhadores; e o racismo da empresa, que elege territórios de populações negras e originárias para instalar suas operações altamente poluentes e devastadoras. Mesmo já disponível para download, o documento será lançado oficialmente na próxima quarta-feira (5), às 16hs, em uma live com a participação de lideranças de territórios impactados pela mineradora e das pesquisadoras Karina Kato e Jéssica Siviero, responsáveis pela sistematização dos dados do relatório e coordenação da diagramação. As mazelas socioambientais que sustentam os bilionários lucros da maior mineradora do mundo também são abordados no sétimo episódio do podcast Vozes que Vale(M)!, lançado nesta sexta-feira (30), a partir de entrevistas com as duas pesquisadoras e com Antonio Sinalo, ativista independente de Moatize, Moçambique, que luta pelos direitos das pessoas afetadas pela transnacional naquele país.

30/04/2021 / 1 Comment
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Mapa Covid não registra nenhum município capixaba em risco extremo

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Governador também anunciou mudanças no funcionamento do comércio devido ao Dia das Mães O 53º Mapa de Risco da Covid-19, apresentado pelo governador Renato Casagrande nesta sexta-feira (30), não apresenta mais nenhum município em risco extremo no Espírito Santo. Já as cidades classificadas em risco alto são maioria, totalizando 56, e as de risco moderado, 22. Não há municípios em risco baixo. A nova classificação passa a valer a partir da próxima segunda-feira (3). No mapa ainda em vigor, anunciado há uma semana, cinco cidades foram apontadas em risco extremo: Domingos Martins e Santa Teresa, na região serrana; Ecoporanga e Pedro Canário, no norte; e Mimoso do Sul, no sul, que agora passam a ser de risco alto.  Os demais municípios em risco alto são Afonso Cláudio, Água Doce do Norte, Águia Branca, Alegre, Alfredo Chaves, Anchieta, Apiacá, Aracruz, Atílio Vivácqua, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Fundão, Guaçuí, Guarapari, Ibatiba, Ibiraçu, Ibitirama, Irupi, Itapemirim, Iúna, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Linhares, Mantenópolis, Marataízes, Marechal Floriano, Montanha, Muniz Freire, Muqui, Nova Venécia, Pancas, Pinheiros, Piúma, Presidente Kennedy, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, São Gabriel da Palha, São José do Calçado, São Mateus, São Roque do Canaã, Serra, Sooretama, Vargem Alta, Viana, Vila Velha e Vitória. Os de risco moderado são Alto Rio Novo, Baixo Guandu, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Governador Lindenberg, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Jaguaré, Laranja da Terra, Marilândia, Mucurici, Ponto Belo, Rio Bananal, Santa Leopoldina, São Domingos do Norte, Venda Nova do Imigrante, Vila Pavão e Vila Valério. Comércio no Dia das Mães Durante o pronunciamento, o governador também anunciou que, a partir da próxima semana, em virtude do Dia das Mães, o comércio poderá abrir de segunda a sexta, das 10h às 21h; e aos sábados, das 8h às 18h. Casagrande também apresentou dados, como o da Taxa de Transmissão (RT), que, de acordo com ele, está em 0,68. “Depois de dois meses, conseguimos chegar a uma Taxa de Transmissão abaixo de um, ou seja, cada 100 pessoas contagiam 68”, explica. A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é de 85%. De acordo com o governador, nesta sexta foram entregues 30 novos leitos para tratamento de Covid-19 em um anexo construído no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha. São 15 leitos de UTI e 25 de enfermaria. Segundo Casagrande, antes da pandemia havia 350 leitos de UTI no Espírito Santo para todas as enfermidades. Agora, são 1.082 com foco no tratamento de Covid-19. Matriz de Risco A Matriz de Risco de Convivência considera no eixo de ameaça: o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias, além da quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias. Já o eixo de vulnerabilidade considera a taxa de ocupação de leitos potenciais de UTI exclusivos para tratamento da Covid-19, isto é, a disponibilidade máxima de leitos para tratamento da doença. A estratégia de mapeamento de risco teve início em abril do ano passado. O Mapa de Risco segue as orientações dos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde e recomendações da equipe de especialistas do Centro de Comando e Controle (CCC) Covid-19 no Espírito Santo, que é composto pelo Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Secretaria da Saúde (Sesa), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). As decisões adotadas pelo Governo do Estado seguem parâmetros técnicos.

30/04/2021 / 0 Comments
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