Investigação à ex-prefeita Vera Costa foi pedida pelo vereador Wanderley de Moraes nessa segunda-feira A ex-prefeita de Guaçuí, município da região do Caparaó, Vera Lúcia Costa (PDT), pode ser alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a prática de improbidade administrativa, que teria sido praticada um mês antes do término de seu mandato, em dezembro de 2020. Nessa segunda-feira (19), o vereador Wanderley de Moraes (PMN) protocolou o pedido de CPI na Câmara Municipal, já com as assinaturas exigidas, para apurar a publicação de uma revista apontada como veículo de promoção pessoal. Com o título “Guaçuí, nosso município está preparado para o futuro”, a revista mostra realizações da gestão, ilustrada com fotos de obras e também de Vera Costa. Na abertura da publicação, a então prefeita faz um relatório de sua administração e afirma: “Tudo isso é resultado de um trabalho silencioso e perseverante feito ao longo dos anos. Estou muito feliz e em paz com o sado de nossas realizações. Nossa despedida é com a sensação do dever cumprido”. Para o vereador Wanderley de Moraes, no entanto, o ato de Vera Costa é uma “divulgação de propaganda veiculada em estrita promoção pessoal”. Ele aponta “má utilização de recursos públicos; propaganda de cunho pessoal; e pagamento da revista com recursos públicos nos termos do processo administrativo 1042/2020 (pregão presencial)”. Na justificativa, o vereador destaca que esse mesmo procedimento foi objeto de “ação de improbidade julgada em desfavor do prefeito anterior” e estabelece o prazo de 90 dias para conclusão dos trabalhos, com a contratação de um perito especializado na área. O pedido de CPI é assinado, além de Wanderley, pelos vereadores Aroldo Montoni Ferreira (DEM), Valmir Santiago (DEM) e Júlio Maria Heitor (Republicanos). O atual prefeito de Guaçuí é Marcos Jauhar, do partido Republicanos. MPES vai investigar suposta irregularidade na gestão de ex-prefeita de Guaçuí – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/mpes-vai-investigar-suposta-irregularidadena-gestao-de-ex-prefeita-de-guacui
‘Todas elas têm uma esperança muito grande de que isso vai passar’
Projeto Tupiabá apresenta relatos de crianças e adolescentes indígenas do ES e sul da BA sobre pandemia e futuro Divulgação “Olá. Meu nome é Esmeralda. Sou índia e moro na aldeia indígena de Aracruz, ES. Eu Tenho 9 anos e vivo aqui, no mato, com muito orgulho, porque sou uma índia guerreira”. Esse é o trecho de uma das cartas escritas por crianças indígenas para o projeto “Cartas dos(as) guardiões(ãs) da Terra e do Céu”, realizado durante a pandemia do coronavírus por pesquisadores da Universidade Federal do Estado (Ufes) e da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). O objetivo é dar visibilidade para os pequenos, com a divulgação de suas visões sobre a crise sanitária mundial e a promoção da cultura dos povos tradicionais. Tudo começou com o livro do escritor indígena Ailton Krenak: “Ideias para adiar o fim do mundo”. Movidas por essa provocação, as pesquisadoras Fernanda Camargo, da Ufes, e Marina Miranda, da UFSB, decidiram investigar como crianças e adolescentes indígenas percebem o contexto da pandemia e quais são as lições delas para o mundo. Entre as respostas, dois assuntos eram recorrentes: a esperança e o respeito à vida. “Todas elas têm uma esperança muito grande de que isso vai passar, de que as coisas vão ser retomadas. Percebemos também o cuidado que eles têm com a natureza, com o lugar e com o espaço que eles vivem”, enfatiza Fernanda. Arquivo Pessoal Desde abril de 2020, o projeto faz um intercâmbio entre crianças de aldeias indígenas e moradores de diversas partes do Brasil. Por meio do site do projeto Tupiabá, voluntários escreveram cartas respondendo à questão levantada pelo grupo. Com a mediação de educadoras indígenas, as correspondências foram selecionadas e enviadas para as aldeias Pau Brasil, Comboios e Irajá, no Espírito Santo, e Pé do Monte e Trevo do Parque, situadas no Monte Pascoal, na Bahia. Após receberem as cartas, as crianças foram incentivadas a responder aos interlocutores com as próprias visões de mundo. Além das correspondências, elas também foram convidadas a produzir desenhos e pinturas. Só até o dia 20 de março, foram quase 5 mil acessos ao site do projeto, com pessoas de diversas partes do país e até de fora do Brasil. As cartas selecionadas foram impressas e lidas pelas professoras que trabalham em aldeias indígenas ou pelos próprios pais. O objetivo principal era garantir que a resistência e existência cultural de povos indígenas sobrevivessem aos tempos pandêmicos, já que a escola, espaço onde as crianças de povos tradicionais desenvolvem essas conexões, estava fechada. “Durante a pandemia, elas ficaram invisíveis. A gente pensava: como essas crianças estão?”, relata Fernanda. Ampliação da pesquisaA pesquisa cresceu e as coordenadoras decidiram ampliar o projeto para comunidades quilombolas e pomeranas. As ações propõem o desdobramento das escritas entre as crianças das diferentes culturas, alcançando educadores e alunos. Em 2020, foram realizados encontros virtuais síncronos e atividades assíncronas. “Iniciamos com a formação de professores nos municípios de Serra, Santa Maria de Jetibá e Santa Teresa”, afirma. As coordenadoras pensam em realizar uma nova entrega das cartas a aldeias da Bahia, mas ainda não possuem recursos. Parte dos custos de produção material dentro do projeto foram cobertos por um edital da Pró-Reitoria de Sustentabilidade e Integração Social (Prosis), da UFSB, direcionado a projetos de extensão para o enfrentamento da pandemia. Livro Divulgação Nesta sexta-feira (23), elas irão lançar o livro Guardiões e guardiãs da terra e do céu: cartas originárias de crianças indígenas para o mundo, com as histórias das crianças e os poemas escritos pelas educadoras, em seminário online que apresenta o resultado das ações do projeto. O material será enviado às aldeias indígenas e a parte dos interlocutores que enviaram cartas. As coordenadoras também planejam lançar um ebook posteriormente. Além de Marina e Fernanda, colaboraram com a organização do livro a coordenadora do curso de Licenciatura Intercultural Indígena (Prolind/Ufes), Celeste Ciccarone; e o professor da Educação Básica no município de Cariacica Fábio Strelhow.Seminário O “Seminário Por Carta: escrita mundo-terra em diálogos com as infâncias e juventudes indígenas para o mundo em tempo de pandemia” é realizado entre esta terça e sexta-feira (20 e 23), sempre às 19h. Dividido em quatro lives, será transmitido pelo canal da TV Uneb – Seabra no YouTube Nesta terça, ocorrerá o debate “Carta Tempo, mediado por indígenas ativistas e professores da aldeia, trazendo reflexões da cura da Terra, pela conscientização do bem viver na preservação da memória-história ancestral como possibilidade de reconstituição planetária”. A live Carta Mundo, na quarta, apresentará as trocas de experiências das escritas cartográficas e das composições estéticas das vídeo-cartas. Já no dia 22, será apresentada a Carta Terra, com as escritas das cartas produzidas pelas infâncias e juventudes indígenas das aldeias participantes, enquanto a live Carta Vida, com o lançamento do livro seguido de debate sobre a obra, encerrará o evento na sexta-feira.
Festival lança músicas inéditas de artista negros capixabas
Quatro canções autorais compõem o EP ‘De Dudu para Dudu’, produzido pelo Festival Pretativa Depois do sucesso do Festival Pretativa, realizado em formato virtual em março com sete horas de programação e 14 atrações, a produção do evento apresentou o último resultado do processo iniciado este ano após ser contemplado pela Lei Aldir Blanc. Trata-se do EP De Dudu para Dudu, que reúne gravação de composições inéditas de quatro artistas e grupos negros do Espírito Santo e está disponível nas redes como Spotify e YouTube. Bunu Chico, Theus Ayo, Gessé Paixão (Ogó) e Branú, artistas que gravaram suas músicas no EP. Foto: Festival Pretativa O grupo selecionado traz jovens bastante novos no mundo musical como Branú, de 19 anos, que estreia com sua primeira gravação, Margem, e Theus Ayo, 22 anos, que traz em Quero o que é meu, em que apresenta sua música inspirada nas mistura de samba, rock, bossa nova, MPB e outros ritmos. Também participam outros artista com um pouco mais de tempo de estrada, que são Brunu Chico, multi-instrumentista que já participou de bandas como Lion Jump, e traz a composição O cativo e o nativo, e Ogó, duo inspirado no afrofuturismo que já tocava em eventos da cena cultural capixaba mas gravou pela primeira vez uma canção, Manga, que compõe o EP, gravado no Studio 3, contando com produção musical de Marcelo Shimu. “Eles trocaram muito entre si, se ajudaram. Um participou da faixa do outro tocando instrumentos ou fazendo backing vocal. Foi uma troca bonita, porque além de gravarem, rolou uma construção de afeto e amizade. Agora o desafio é distribuir e fazer as músicas circularem e eles estão criando estratégias entre eles para divulgar melhor esse som. O trabalho não para quando se lança a música, na verdade ele apenas começa, pois não se pode deixar o som ser esquecido”, comenda Letícia Chaves, uma das idealizadoras do Festival Pretativa. A primeira edição do evento aconteceu em agosto de 2019 no Centro de Vitória, quando ela e Giovanna de Oliveira realizaram o festival reunindo atrações musicais e também outras atrações como venda de artesanato e brechó. A proposta surgiu depois que Letícia tocou em um evento num espaço em que todo público era branco, percebendo a necessidade de lançar um festival que pudesse fomentar tanto os artistas negros quanto a participação de um público mais diverso. Posteriormente, o projeto ganhou apoio de Ana Paula Maddi, que ajudou a estimulá-lo a se inscrever em editais para potencializar sua estrutura. As três são musicistas, mas acabaram focando na produção cultural durante o festival, para gerar oportunidades a outros artistas. Imagem da edição online do Festival Pretativa com o apresentador Winny Rocha e a equipe de produção. Foto: Festival Pretativa “A gente sabe o quanto é caro gravar músicas, mesmo de forma independente”, aponta Letícia Chaves. “É delicado trabalhar com os sonhos das pessoas. Mas é muito legal ajudar a gerar música com quem realmente precisa de apoio e está correndo atrás. Foi incrível”, analisa a cantora e compositora. Além da gravação, ela destaca que o Festival Prestativa possibilitou a interação entre músicos ou projetos estreantes com outros já consagrados, como Melanina MCs e Fabriccio. Apesar da situação complicada da pandemia, o plano é fazer mais festivais no futuro, com foco na participação de artista negros e periféricos. Ogó: música, afrofuturismo e masculinidades negras “É um experimento de música instrumental e poesia falada, imaginada, cantada e encantada”, diz a descrição do https://www.seculodiario.com.br/cultura/ogo-musica-afrofuturismo-e-masculinidades-negras
Jovens entre 18 e 29 anos representam 43,2% dos óbitos por Covid-19 no Estado
Índice foi registrado entre fevereiro e 18 de abril. Antes, era de 25,45% Na terceira fase de expansão da Covid-19, nota-se um número maior de óbitos entre pessoas de 18 a 29 anos. O secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, alerta que essa faixa etária representa, no período entre primeiro de fevereiro e 18 de abril, 43,25% dos óbitos. Entre outubro de 2020 e 28 de fevereiro, pessoas desse grupo representavam 25,45% dos óbitos hospitalares. “O jovem precisa compreender que não está imune, que os cuidados com sua saúde e com a das pessoas que o cercam implicam em continuar usando máscara, usar álcool em gel e manter o distanciamento social”, salienta o subsecretário de Vigilância Sanitária em Saúde, Luiz Carlos Reblin. Nésio destacou que o Espírito Santo viveu uma fase de aceleração de casos entre 22 de fevereiro e 24 de março. De 25 de março a primeiro de abril, houve um comportamento de platô com posterior queda de casos observados. Na atualidade, diz Nésio, há queda mais rápida na quantidade de casos observados do que na primeira e na segunda fase da doença. Ele afirma também que são feitos cerca de 7 mil testes de RT-PCR por dia, sendo que, nos municípios, o número é de 900 a 1,2 mil testes de antígeno diários. A meta é ampliar a testagem, assim como os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que, segundo Nésio, podem chegar a 1,5 mil, caso haja disponibilidade de recursos humanos. Ao longo de abril, prevê, os leitos de UTI podem ultrapassar 1,2 mil. A taxa de ocupação, segundo o secretário, é de 80,77%, mas ele destaca que a queda na porcentagem não se deu por causa da redução de pessoas contaminadas, mas pelo aumento na quantidade de leitos. O secretário também informou que não há fila de espera pré-hospitalar e que as pessoas que precisam estão sendo atendidas em menos de 24 horas. Quanto à crise de falta de insumos, garante que está sendo superada com a aquisição, por exemplo, de medicamentos e kits de intubação.
Plano atual
Corrente do PT do ex-prefeito de Vitória, João Coser, trabalha por candidatura à Assembleia Legislativa em 2022 Sérgio Cardoso No embalo das eleições de 2020 e da demarcação de território político na Capital, o ex-prefeito João Coser pretende disputar a Assembleia Legislativa no próximo ano. A decisão foi comunicada pela corrente do PT da qual faz parte, a Alternativa Socialista (AS), aos dirigentes estaduais do partido, incentivada também por apoiadores externos de Coser, como informa à coluna o coordenador do grupo, o ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), Carlos Casteglione. A mudança de planos para João Coser só se efetivará sob uma condição: um pedido explícito do ex-presidente Lula, que já se movimenta intensamente para o pleito. Isso caberia, inclusive, numa possiblidade de palanque majoritário, como governo do Estado ou Senado, caso seja importante para o projeto nacional da legenda, que tenta se reerguer há anos. “Não me nego a nenhuma tarefa se for um pedido do Lula”, reforçou o ex-prefeito. O nome de Coser, considerando a eleição passada e o peso que representa entre os quadros do PT capixaba, vinha sendo cotado para outros voos, como Senado e Câmara dos Deputados, dependendo, obviamente, dos resultados das alianças em negociação puxadas pelo ex-presidente, como avança com o PSB, do governador Renato Casagrande. Em 2020, no embate com um projeto completamente antagônico, do atual prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), Coser conseguiu atingir 41,5% dos votos em Vitória no segundo turno, o equivalente a 72,6 mil, depois de superar o candidato da situação, Fabrício Gandini (Cidadania). Caso não ocorram, de fato, alterações até lá, ele se somará à deputada Iriny Lopes, candidata à reeleição, e hoje única representante do PT no legislativo estadual. A meta, “para ontem”, é aumentar a bancada. Brasília x ESComo tratado aqui outro dia, antes da disputa municipal, Coser tentou uma cadeira na Câmara dos Deputados, em 2018. Mas obteve 37,8 mil, enquanto Helder Salomão foi reeleito com 73,3 mil. Helder também é o único parlamentar federal do Estado pelo PT. Por enquanto…Há uma semana, fiz algumas perguntas aqui neste espaço, de acordo com declarações recentes de Lula à imprensa nacional, de que o PT não irá erguer palanques estaduais a todo custo, para preservar as alianças da disputa presidenciável. Uma delas era exatamente esta: “Para onde vai Coser em 2022?”. Até segunda ordem, está respondida! A conferir! Ninguém sabe?Declarações do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), publicadas em vídeo, geraram uma nota da Arquidiocese de Vitória. Ele prometia a entrega da Unidade de Pronto Atendimento no bairro Riviera da Barra, demanda de mais de 12 anos, mas com mudança de nome da UPA, que hoje tem placa em homenagem à Zilda Arns. “Ninguém sabe quem é”, apontou, avisando que mudará para “alguém da região”. Ninguém sabe II?O padre Abel de Andrade, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida em Cobilândia, enviou mensagem ao prefeito para “lembrar que Zilda Arns foi a Fundadora da Pastoral da Criança e, assim como em todo o Brasil, também em Vila Velha, há mais de 25 anos, ajudou a tirar crianças da desnutrição infantil. Com certeza nesta região da UPA não foi diferente”, avisou. O pároco também considerou “deselegante” Arnaldinho dizer que ninguém a conhece. Ninguém sabe III?A mensagem do padre não foi respondida pela prefeitura. O Vicariato de Comunicação da Arquidiocese também tentou contato com o prefeito e assessor, sem êxito. Líderes da Pastoral da Criança da região também fizeram um vídeo e publicaram nas redes sociais, mostrando quem é Zilda Arns, além de listar ações e diversos prêmios. “Ninguém conhece Zilda Arns? Como assim, prefeito?”, questionaram. Em abertoOs mais recentes ataques às vereadoras de Vitória, Camila Valadão (Psol) e Karla Coser (PT), pelo bolsonarista Gilvan da Federal (Patri), ainda repercutem nas redes sociais, com várias manifestações de repúdio. Permanece a pergunta: e o presidente da Câmara, Davi Esmael (PSD), vai se posicionar oficialmente quando? ‘Causa espanto’A deputada estadual Iriny Lopes (PT), em longo texto nas redes sociais sobre o caso, ressaltou que toda Casa Legislativa tem Código de Ética e Regimento Interno. “Ofender e tentar desqualificar vereadoras deveriam ser objetos de ação na Corregedoria da Casa, bem como na Procuradoria da Mulher”. Para ela, “causa espanto a falta de ação da presidência em fazer valer esse direito”. ImagemA propósito, a vacinação contra a Covid-19 desse sábado (17), em Vitória, levou o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) e os aliados Davi Esmael e Luiz Emanuel Zouain (PSDB) até a Igreja Batista de Jardim da Penha. Mais uma tentativa de “plus” na imagem. Nas redes“Fui eleita com 1.961 votos e represento milhares de pessoas em Vitória. Meu partido foi o segundo mais votado da Câmara, com 12.917 votos, e teve o projeto político aprovado para disputar honradamente o segundo turno da Capital. Eu fui democraticamente eleita a ocupar uma das 15 cadeiras e jamais vou aceitar que criminalizem a política e os partidos políticos”. Vereadora Karla Coser, PT. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Desenho partidário Com mudança na estratégia do PT, para onde vai Coser nas eleições de 2022? E quem tentará fazer companhia a Helder na Câmara? https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/desenho-partidario
’STF faz ativismo judicial contra o cristianismo’, diz deputado pastor
Marcos Mansur afirmou, nesta segunda, que o voto do ministro Kassio Marques foi “cassado” A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autoriza estados e municípios a proibirem a realização de celebrações religiosas presenciais como forma de conter o avanço da pandemia da Covid-19, repercutiu nesta segunda-feira (19) na Assembleia Legislativa, de forma mais específica por meio do deputado Pastor Mansur (PSDB), que apontou um “ativismo que afeta diretamente o cristianismo”. Para ele, os cristãos de toda a nação devem estar “atentos e mobilizados, social e popularmente, para que a Constituição não seja rasgada”, acolhendo o mesmo tom de politização no combate à pandemia liderado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que tem no público evangélico sua maior base de sustentação. O deputado pastor lidera uma congregação religiosa em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, e segue a mesma linha do ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao STF pelo presidente Jair Bolsonaro, por ele citado, e que foi voto vencido, no último dia 8, no julgamento no plenário de uma ação sobre a liberação de reuniões presenciais nas igrejas. “Estamos vivendo um momento muito importante, politicamente falando”, destacou o pastor, acrescentando que o voto do ministro foi “cassado” no plenário do STF. A fala do parlamentar é idêntica à de outros líderes religiosos espalhados em congregações evangélicas e católicas, com citações de “família, ética e moral”. O ministro havia autorizado a realização de celebrações religiosas em todo o Brasil, no momento em que o país se aproxima de 400 mil mortes provocadas pela Covid e as autoridades médico-sanitárias lutam para evitar aglomerações, ao contrário do posicionamento do governo federal, apontado como responsável pelo avanço da pandemia. Sobre isso existem denúncias em organismos internacionais e uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as responsabilidades, que deverá ser instalada no Senado ainda nesta semana. Para o deputado Mansur, o ato do plenário do STF é uma questão que envolve a liberdade religiosa, ao transferir a governadores e prefeitos a decisão de estabelecer horários para as reuniões das congregações cristãs, seja de qualquer denominação. “Para completar essa situação”, o deputado apontou para outros “sinais de ativismo judicial”, citando voto da ministra Carmem Lúcia, também do STF, divulgado no dia 12, que derrubou a obrigatoriedade de se ter uma Bíblia em todas as escolas e bibliotecas públicas na nação. A ministra baseou seu voto no conceito de que o Estado é laico. O deputado fez referência em sua fala ao art. 5 da Constituição Federal, que determina que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei”. A decisão do STF não veda a liberdade religiosa, apenas normatiza as reuniões no momento em que o país precisa evitar aglomerações.
Assembleia prorroga restrições, enquanto Musso quer abertura do comércio
Presidente do legislativo estadual defendeu nas redes sociais a reabertura do comércio A Assembleia Legislativa prorrogou até o final deste mês as medidas restritivas adotadas por conta do avanço do novo coronavírus, de acordo com decisão Mesa Diretora, que considerou o novo Mapa de Risco anunciado pelo governo do Estado. A decisão, no entanto, é oposta ao posicionamento do deputado Erick Musso (Republicano), presidente da Casa, que na última sexta-feira (16) divulgou em rede social a defesa da reabertura do comércio, “desde que de forma responsável e que os protocolos sejam praticados”. O parlamentar afirma que, “no Espírito Santo, decretos do governo e também de prefeitos têm levado comerciantes à situação delicada, principalmente quando se tem funcionários assalariados e aluguéis a vencer”. Em outro trecho, destaca que a “situação econômica piorou desde o último decreto de quarentena, que parou as atividades do Estado entre os dias 18 de março e 4 de abril, num total de 18 dias de restrições absolutas”. Já a Assembleia leva em conta o novo Mapa de Risco anunciado na última sexta-feira (16) pelo governador Renato Casagrande (PSB), segundo o qual 30 municípios, incluindo os da Grande Vitória, estão classificados como risco extremo e 39 apresentam risco alto de contágio para a Covid-19. As sessões plenárias e reuniões de comissões continuarão a ser realizadas de forma virtual; o funcionamento da Casa será virtual, das 12 às 18 horas; e o atendimento presencial para o público externo prossegue suspenso, com a manutenção da equipe presencial de servidores, por meio de revezamento e em quantidade mínima necessária para garantir serviços essenciais ao funcionamento da Casa. Haverá prioridade para a realização do trabalho remoto, com servidores em regime de home office. Aqueles enquadrados em condições de risco estão dispensados do comparecimento presencial, desde que comprovadamente atestada a condição de saúde, e o acesso ao Palácio Domingos Martins continuará restrito a deputados, servidores autorizados e terceirizados. Só será permitida a presença de no máximo duas pessoas em cada gabinete parlamentar.
Rede Brasileira de Mulheres Cientistas – a Ciência a serviço do cuidado das mulheres
Um dos objetivos é induzir políticas públicas e difundir experiências exitosas, como o Projeto Fordan, na Grande São Pedro A Ciência a serviço do cuidado das mulheres brasileiras durante a pandemia de Covid-19 e das próximas que, sabe-se, ainda virão. Esse é o objetivo da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas, lançada nesta segunda-feira (19), já com a assinatura de mil mulheres na carta de adesão. A lista continua aberta para novas adesões de mulheres cientistas, convida a epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel, uma das capixabas a integrar o grupo. O momento, conta, é de expandir a mensagem e conectar o maior número possível de participantes. Em seguida, organizá-las mediante suas áreas de interesse e iniciar a atuação efetiva em campo. “A ideia é fortalecer esse grupo, dividir conhecimento e trabalhar pela indução de políticas públicas que possam melhorar o trabalho das mulheres, tanto do ponto de vista da ciência como de toda condição de trabalho, pois foram as mulheres que mais perderam emprego e são mais impactadas pela violência”, pontua. Na carta, as assinantes ressaltam que, para muito além de uma questão humanitária e profissional, a ação é necessária para cobrir uma lacuna abissal aberta pelo governo federal, denunciado internacionalmente como responsável por parte significativa das mortes e sofrimento causados pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) no país, ao decidir “afrontar a ciência e desprezar a vida da população brasileira, colocando em risco aqueles que tinha por dever proteger”. Sofrimento e luto que atingem mais severamente as mulheres, especialmente as moradoras de periferias, as pretas e pardas, e as pertencentes a populações tradicionais, como indígenas e quilombolas. “É preciso lembrar que a taxa de desemprego do último trimestre de 2020 foi de 14,4%, subindo para 17% entre as mulheres. A taxa de participação destas na força de trabalho remunerada caiu para 46,3%, a menor em 30 anos”, informam as cientistas, salientando: “Há uma ausência completa de políticas públicas voltadas a apoiar as mulheres e meninas neste momento de crise humanitária” e “é preciso exigir que o Estado brasileiro cumpra seu papel e a partir de uma perspectiva de gênero”. A Rede considera estratégica a implementação de políticas dirigidas às mulheres em torno de seis grandes temas: Saúde; Violência; Educação; Assistência social e Segurança alimentar; Trabalho e Emprego; Moradia e Mobilidade. “As propostas para essas políticas já estão prontas. Há muito acúmulo de conhecimento, produção altamente qualificada e experiências em torno desses seis temas. O que queremos com nossa articulação é levar essas respostas para o centro do debate público, buscando uma abordagem integrada em torno das necessidades cotidianas das mulheres”, conclamam. Nesse sentido, a atuação da rede se dará essencialmente junto aos gestores públicos, em diferentes níveis da federação, oferecendo conhecimento técnico, sob a forma de cartilhas e protocolos, para ampliar a capacidade de resposta dos órgãos públicos, bem como a jornalistas, entidades do Judiciário e organizações feministas. A intenção é propor “uma campanha nacional de comunicação de risco durante a emergência, até hoje jamais realizada no Brasil, com ênfase em questões de gênero”. A Rede planeja ações que tenham retorno também de médio e longo prazo, considerando “não apenas a extensão temporal da atual pandemia, como as evidências científicas, amplamente reconhecidas pela comunidade internacional, de que novas pandemias estão a caminho”. Zero letalidade e internaçõesOutro ponto central da atuação será a sistematização e difusão de experiências exitosas de resposta à pandemia, sobretudo as periféricas, tanto de auto-organização de comunidades como de governos locais, com ênfase na participação de mulheres nesses processos. Experiências como das comunidades do Complexo do Alemão/RJ e Paraisópolis/SP, das prefeituras de Araraquara/SP e Niterói/RJ, e também como do Projeto Fordan, da Pró-Reitoria de Extensão da Ufes (Proex). Projeto Fordan Realizado desde 2005 na Grande São Pedro, em Vitória, o Projeto Fordan conseguiu, em seu último ano de atuação, pandêmico, alcançar zero mortalidade e zero internações por Covid-19 entre as 57 famílias atendidas. “Salvamos muitas vidas”, reconhece a fundadora e coordenadora-geral, Rosely Maria da Silva Pires, professora do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD/Ufes). A chave do sucesso, acredita Rosely, está na confiança das famílias em relação à equipe. “Quando começou a pandemia, o isolamento social, o trabalho já existia há 15 anos, já havia a confiança”. A equipe de 21 pesquisadores se organiza nos núcleos de saúde, psicologia, cultura, educação e sociojurídico, além das ações de distribuição de alimentos nas casas das famílias. Os elementos-chave do sucesso, avalia Rosely, são: a multidisciplinaridade (a equipe tem profissionais das mais diversas áreas humanas, biomédicas e jurídicas); a metodologia de pesquisa-intervenção (onde a escuta é o ponto de partida para a ação); o paradigma indiciário (que considera as pistas e indícios percebidos pelos diversos profissionais, integrando-as numa visão mais afetiva e integral de cada pessoa); e o trabalho em rede (integrando diversas instituições parceiras e a assessoria de diversos especialistas). E, claro, o comprometimento pessoal de cada membro da equipe. Antes da pandemia, exemplifica a coordenadora, os encontros eram semanais no bairro. Com o isolamento social, a comunicação era diária, permanente, via telefone e redes sociais. A comunicação empática e em tempo real foi fundamental para manter a segurança sanitária das pessoas atendidas. “As respostas no tempo certo foram fundamentais”, salienta. Se uma pessoa telefona para a equipe relatando sintomas gripais, exemplifica Rosely, imediatamente é acionado um especialista para avaliar a necessidade e o momento adequado de enviá-la ao serviço de saúde para diagnóstico presencial, testagem e tratamento/isolamento. Com isso, foi possível evitar a saturação dos serviços de saúde da região e não registrar nenhum óbito ou internação pela Covid-19. As contaminações ocorrem em 18% da população atendida pelo Fordan, mas 87% procuraram a unidade de saúde para o devido diagnóstico e acompanhamento, número muito mais alto que a média de 40% que procura o serviço de saúde, segundo o inquérito sorológico de 2020 conduzido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os principais sintomas relatados pelos infectados foram perda do paladar e do olfato, e febre e dor de cabeça. Setenta e cinco por cento não tiveram sequela e 18% apresentaram outras
Espírito Santo deve receber menos doses de vacina nesta semana
Também há possibilidade futura de receber imunizante da Pfizer, mas em quantidade reduzida Secom A expectativa para esta semana, segundo o subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, é de que o Espírito Santo receba quantidade menor de doses de vacinas contra a Covid-19 em relação à semana passada, diante da dificuldade de produção por parte do Instituto Butantan, em São Paulo. A informação foi divulgada na entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (19), da qual também participou o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes. Na última sexta-feira (16), o Espírito Santo recebeu 124,7 mil doses. Em oito de abril, 84,3 mil, metade da quantidade recebida em primeiro de abril, que foi de 160 mil. Reblin também informou que há possibilidade futura de receber imunizantes da Pfizer, mas não há previsão de quando nem se sabe a quantidade, mas estima-se que será reduzida. Por ser um número pequeno, afirma, a rede de frios tem condições de armazenar, já que as doses desse imunizante devem ser estocadas em temperatura abaixo de zero. Nésio informou, ainda, que o Espírito Santo está em terceiro lugar no ranking dos estados brasileiros que mais vacinam, podendo vir a ser um dos primeiros a alcançar imunidade coletiva segura. Quanto à vacina dos profissionais da educação, afirmou que irá encaminhar a listagem desses trabalhadores por cidade para cada um dos municípios, para que possa ser efetivada a imunização da categoria. “Achamos justa qualquer solicitação de antecipação de vacinas por parte de alguns grupos, algumas categorias. Mas destacamos que o país deveria ter adotado a compra de toda vacina disponível para venda no ano passado e este ano. Há pouca disponibilidade de doses. Aumentando a disponibilidade, poderemos avançar na imunização de outros grupos”, destacou. Reblin salientou que tem sido feito um monitoramento nas cidades para ver quais são as necessidades para a imunização, como, por exemplo, insumos e pessoal, inclusive, para a gestão pública estadual estar preparada para eventual compra de vacina. Nésio reafirmou que há negociações com fornecedores, mas que todo o processo será divulgado quando houver de fato algo concreto.
Câmara de Aracruz pode criar primeira política indigenista do Estado
Proposta, de autoria do vereador indígena Vilson Jaguareté, deve ser votada na próxima semana Assessoria O vereador de Aracruz, norte do Estado, Vilson Jaguareté (PT), apresenta nesta segunda-feira (19) um projeto de resolução que pode resultar na primeira Política Municipal Indigenista do Espírito Santo. Caso seja aprovada, irá orientar e regulamentar as ações públicas de atendimento aos mais de 4,6 mil indígenas aldeados no município, com ações no campo da Saúde, Educação e Cidadania. O objetivo inicial é criar uma comissão especial na Câmara, composta por três vereadores, para estudar e elaborar a política municipal. O requerimento propõe que a comissão tenha prazo de 180 dias para concluir os trabalhos e construir a política municipal. A novidade da proposta está na criação de um arcabouço jurídico que irá orientar o atendimento às demandas da população indígena de Aracruz. “Não existe, no Espírito Santo, municípios com uma regulamentação e política específica para os povos indígenas. Existe uma lacuna e o objetivo é preencher essa lacuna”, ressaltou o vereador e ex-cacique Vilson Jaguareté. O coordenador-geral da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), Paulo Tupinikim, afirma que, caso seja aprovada, a proposta pode ser um diferencial no Estado. “Sempre quando a gente vai buscar alguma coisa com o município, com as secretarias, o próprio gestor fala que a responsabilidade de atender as populações indígenas é do Governo Federal. E a gente sabe que não é só o Governo Federal, né? Pelo fato de nós estarmos aqui no município, sermos munícipes, a prefeitura também tem essa responsabilidade. Então, para nós, vai ser muito importante”, ressalta. Para construir a Política Municipal Indigenista, a comissão especial irá contar com a colaboração dos povos Tupinikim e Guarani de Aracruz. O objetivo é fazer com que as 12 aldeias indígenas do município participem de forma ativa da construção das ações. O planejamento é realizar reuniões nas aldeias, encontros com os caciques, bem como audiências públicas, com o intuito de ouvir as demandas desses povos tradicionais. “Fui eleito com essa missão, entendendo que os povos indígenas precisavam ocupar esse espaço na Casa de Lei”, enfatiza Jaguareté. Reparação e mobilização O requerimento feito pelo vereador foi aprovado em sessão ordinária da Câmara no último dia 13. A proposta de resolução será apresentada nesta segunda-feira (19) e, a expectativa, é de que a Câmara de Aracruz vote a proposta na próxima semana. Durante a apresentação do requerimento, Jaguareté, o vereador mais votado em Aracruz nas eleições de 2020, declarou que a participação dos povos indígenas nas decisões da Câmara é um desejo antigo. “Esse anseio foi construído ao longo de décadas. Pela exclusão, expulsão, aculturação, negação, que eu e meu povo sofremos para nos manter nesse território”, ressaltou. Além de reconhecer o papel do município no atendimento à população indígena, a comissão especial irá propor possíveis alterações na Lei Orgânica Municipal, caso seja necessário para o atendimento adequado aos povos Guarani e Tupinikins de Aracruz. “A sessão de hoje [segunda] será lembrada como a que deu o primeiro passo na construção de uma Política Municipal Indigenista, a política que vem corrigir essa omissão histórica, inserir as comunidades indígenas como sujeitos ativos de direitos e deveres municipais, como qualquer outro cidadão que merece ser respeitado nas suas particularidades e atendimento das suas necessidades”, declarou Jaguareté, liderança conhecida da luta dos povos indígenas, principalmente contra a usurpadora de seus territórios há décadas, a poluidora Suzano (ex-Fibria e ex-Aracruz Celulose).