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Morador do entorno da Fonte Grande é o primeiro líder comunitário a gerir o parque

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Após 10 anos atuando como voluntário, Jean dos Santos se tornou gestor da unidade de conservação neste mês Felipe Mansur/Semmam Há duas semanas, a rotina de um morador do bairro Santa Tereza, em Vitória, ganhou novas funções. Jean dos Santos, que era voluntário no Parque Fonte Grande, se tornou gestor do local. É a primeira vez que alguém das comunidades do entorno assume a administração da unidade de conservação. Foram 10 anos atuando como voluntário, cinco deles como guia para visitantes. Por ser vizinho do parque, Jean sempre teve uma relação próxima com o local, mas foi após um curso ofertado pela Prefeitura de Vitória que ele se tornou voluntário. Após anos de dedicação, o capixaba foi convidado a gerir o parque. “Eles fizeram uma reunião e viram a importância de um morador da própria comunidade trabalhar aqui”, conta. Agora, Jean é responsável por verificar se as trilhas estão de acordo com o plano de manejo do parque, além de gerir a estrutura da sede e dos mirantes que existem no local. O capixaba, que é líder comunitário, também é responsável por manter o diálogo com as comunidades localizadas no entorno, promovendo ações de educação ambiental. “Uma das maiores necessidades é juntar as comunidades do entorno para participar, falar da importância de um parque estadual”, explica. História Jean nasceu e cresceu na capital capixaba. A família, no entanto, veio do interior do Espírito Santo. “Meus avós chegaram aqui em uma década que foi muito difícil no interior do Estado, que teve uma seca enorme na área do café, na agricultura. Eles vieram para cá, a Capital, arrumar emprego e ter uma vida melhor”, enfatiza. As memórias da infância foram todas construídas nos 217 hectares do parque. “A natureza sempre me chamou atenção e eu sempre gostei de brincar em torno do Fonte Grande”, ressalta. Recuperação e conscientização Há dez anos, Jean promove ações de combate à caça predatória, às queimadas e à captura irregular de mudas. Ele acredita que as ações têm gerado resultados e essas irregularidades têm diminuído. Arquivo Pessoal Com o apoio de um grupo do Parque do Caparaó, o gestor também trabalhou na recuperação de duas nascentes na Área de Proteção Ambiental (Apa) do Parque Fonte Grande. “Fizemos um sistema de caixas secas no chão para captar e fazer o armazenamento da água da chuva”, explica. Esse não é o único projeto do líder comunitário. Juntamente com coletivos capixabas, Jean já realizou uma série de ações voltadas para a conscientização ambiental, plantio de mudas e preservação de abelhas nativas. “O parque necessita disso. É um trabalho de mãos dadas com a comunidade”, afirma. O Parque Situado no Maciço Central da Ilha de Vitória, o Parque Estadual da Fonte Grande é a última área contígua de grande porte com vegetação característica de encostas da Mata Atlântica. Com 217,58 hectares, registra a presença de répteis, invertebrados, pequenos mamíferos e aves. Em suas encostas, estão localizadas várias fontes e bicas, com destaque para São Benedito, Cazuza e Morcego. O local também possui um Centro de Educação Ambiental (CEA). O relevo é acidentado e inclui vales e pontões. O ponto culminante atinge quase 309 metros. A região tem mirantes naturais, que permitem ver Vitória e seu entorno sob diversos ângulos. 

17/04/2021 / 3 Comments
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Artistas capixabas criam coletivo de palhaças

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Na coluna: seminário de cultura de Vitória, TendaLab e aniversário de Sérgio Sampaio e Roberto Carlos Criado recentemente, o Coletivo de Palhaças Luz Del Fuego iniciou um cadastro para mulheres artistas que trabalham com comicidade, incluindo palhaças, malabaristas, circenses. O coletivo surgiu a partir de um grupo de palhaças que se conhecem e já trabalharam juntas, com objetivo de investir na formação e promover encontros. Elas têm origens e características diversas, com trabalhos em locais como hospitais, circos, festas, ruas e outros. Além do mapeamento, num primeiro momento devem rolar encontros virtuais para fortalecer a rede e as artistas. Seminário de cultura de Vitória abre inscrições Depois de analisada a inviabilidade da realização da Conferência Municipal de Cultura por conta dos curtos prazos, o Conselho Municipal de Política Cultural de Vitória e a Secretaria Municipal de Cultura vão realizar de 27 a 29 de abril o seminário Novos Caminhos para a Cultura de Vitória, que acontece de modo virtual buscando discutir e propor políticas públicas para o setor na capital. As atividades acontecem de 18h às 21h, incluindo palestras, debates, plenárias e grupos de trabalho. As inscrições podem ser realizadas por formulário online. Mural homenageia Sérgio Sampaio  O artista Moska pintou em Santa Mônica, Vila Velha, o mural “Meu Bloco na Rua”, uma homenagem ao cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio, que na última semana teria completado 74 anos se estivesse vivo. “Pintaram ele como ‘Maldito’, então eu pinto como o ‘Sagrado’”, manifestou o grafiteiro em suas redes, que declarou ouvir as músicas de Sérgio desde sua adolescência. Também no embalo das comemorações do aniversário de cantor, o Festival Sérgio Sampaio, adiado por conta das medidas mais restritivas para o combate à Covid-19, realizou um bate-papo online para não deixar o dia passar sem lembrar do músico cachoeirense. Os convidados foram João Sampaio, filho de Sérgio, o cantor André Prando, um dos mais destacados intérpretes da obra do homenageado, e o jornalista Hugo Moura, que está produzindo um documentário sobre o capixaba. A mediação foi de Gilson Soares, idealizador do Festival Sérgio Sampaio, que está previsto para maio com apresentação de músicos capixabas interpretando a obra do ídolo. Roberto Carlos 80 anos: é preciso saber viver! Conterrâneo mais famoso de Sérgio Sampaio, Roberto Carlos completa 80 anos de idade na próxima segunda-feira (19). Ícone da música brasileira, o “rei” tem 676 músicas registradas e 1138 gravações cadastradas no Ecad, escritório responsável pela arrecadação e distribuição dos direitos autorais. Aproveitando a ocasião especial, o Ecad divulgou uma lista das mais tocadas de Roberto Carlos nos últimos anos, incluindo rádio, carnaval, festas, shows e outras execuções públicas. No topo do ranking está “É preciso saber viver”, composição em parceria com Erasmo Carlos. Em seguida completando o top 10 aparecem “Como é grande o meu amor por você”, “Além do horizonte”, “Chegaste”, “Eu te amo te amo te amo”, “Emoções”, “Esse cara sou eu”, “Detalhes”, “Gatinha Manhosa” e “Nossa Senhora”. O ranking de suas música mais gravadas tem no topo do pódio “Emoções”, seguida de “Como é grande o meu amor por você” e “Jesus Cristo”. Duo Severino lança ‘Ainda é carnaval’ Uma novidade musical é o lançamento do novo EP do Duo Severino, “Ainda é carnaval”. São cinco canções autorais, sendo três delas inéditas. Um ótimo som para curtir o fim de semana. A produção é de Jackson Pinheiro. A faixa homônima que dá nome ao álbum em breve ganhará um videoclipe, segundo a banda. Websérie retrata artistas do Espírito Santo O cantor e compositor Nano Vianna é o primeiro convidado do primeiro episódio da websérie Arte Emergencial. O projeto estreou no último dia 15 de abril e trará a cada edição um artista de uma linguagem diferente. Ainda entrarão no canal a atriz e pesquisadora Patricia Galetto (22 de abril), o bailarino e professor de dança Juliander Agrizzi (27 de abril), a escritora e produtora Lívia Corbellari (29 de abril), o cineasta Anderson Bardot (4 de maio), o filósofo e pesquisador Leonardo Machado (6 de maio), a artista plástica Brisa Marina (11 de maio) e a psicóloga Carla Carrion (13 de maio). Assista abaixo o episódio com Nano Vianna. Novo eleito para Academia Espírito-Santense de Letras No último dia 12 de abril o escritor Romulo Felippe foi eleito para ocupar a cadeira 9 da Academia Espírito-santense de Letras, que completa 100 anos de existência em 2021. A eleição foi feita durante a última reunião, realizada online por conta da pandemia, algo inédito na história da entidade. Historiador e jornalista, Romulo nasceu em Cachoeiro de Itapemirim e mora em Vitória, tendo entre suas obras o romance medieval “Monge Guerreiro”, lançado em português, inglês e italiano, o romance “O farol e a tempestade” e o livro infanto-juvenil “Reino dos Morcegos”. A data de posse ainda não foi marcada, mas estatuto da AEL prevê que ela deva acontecer em até 180 dias depois da eleição. Facebook Projeto vai selecionar textos para comemorar centenário de Colatina Escritos de Colatina é o nome da iniciativa promovida pela Secretaria de Cultura e Turismo do município em parceria com a Academia de Letras e Artes de Colatina (Alarc), como parte das comemorações do centenário de fundação da cidade, celebrado este ano. Será publicado um livro com textos de gêneros textuais diversos escritos pela população. Mais informações estão disponíveis no edital do projeto. O secretário da pasta, o jornalista e escritor Adilson Vilaça, é também criador da série Escritos de Vitória, que já perdura décadas reunindo textos sobre a capital capixaba. Projeto Língua Viva anuncia calendário de atividades Com a proposta de abordar língua, arte e imagem a partir dos povos indígenas, o projeto “Língua Viva – Imagens em Movimento em Debate” lançará oficialmente seu site no dia 20 de abril, contendo acervo digital com textos e obras fotográficas de artistas de várias etnias. Uma semana depois, no dia 27, entra no ar o podcast com a doutoranda em Antropologia Social Aline Moschen, os linguistas indígenas Jocelino Tupinikim e Urutau Guajajara e o cineasta tupinikim Tiago Matheus. No dia 30 acontece

17/04/2021 / 0 Comments
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Grande Vitória permanece em risco extremo no novo Mapa de Risco da Covid-19

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Governador anunciou também mudanças no funcionamento do comércio, postos de combustível e na educação O Espírito Santo chegou ao 51º Mapa de Risco com 30 cidades em risco extremo, entre elas as da Grande Vitória; 39 em risco alto, como São Mateus, no norte; e nove em moderado, a exemplo de Laranja da Terra e Itarana, no sul; e Vila Pavão e Conceição da Barra, no noroeste e norte. Assim como no mapa anterior, não há nenhum município em risco baixo. O Mapa passa a vigorar na próxima segunda-feira (19). No Mapa da semana passada, eram 42 municípios em risco extremo e 34 em alto. “Melhoramos a posição de alguns municípios. É sinal de migração, de melhoria. Está todo vermelho ainda, mas é sinal de que estamos avançando, só vamos continuar a avançar se houver disciplina”, reforçou o governador Renato Casagrande. A divulgação do novo Mapa foi feita na noite dessa sexta-feira por Casagrande em suas redes sociais. Ele recordou que, em risco extremo, o comércio pode funcionar somente nas quartas, quintas e sextas, com restrição de horário. Entretanto, como na próxima quarta é feriado, será possível aos comerciantes abrir os estabelecimentos comerciais na terça-feira (21). Outra mudança informada foi em relação à educação. Nos municípios de risco alto, será permitido atendimento individual presencial, caso haja necessidade por parte do estudante. No risco extremo, as regras continuam as mesmas, sem aulas e abertura de escolas. Em cidades de risco moderado, permanece a possibilidade de optar entre o ensino presencial e o remoto. Também houve mudança no que diz respeito aos postos de gasolina. Inserido entre os serviços essenciais, eles poderão abrir todos os dias, sem restrição de horário. A Matriz de Risco de Convivência considera no eixo de ameaça o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias, a quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes, e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias. Já o eixo de vulnerabilidade considera a taxa de ocupação de leitos potenciais de Unidade de Terapia Intenstiva (UTI) exclusivos para tratamento da Covid-19. Classificação RISCO EXTREMO: Águia Branca, Anchieta, Barra de São Francisco, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Domingos Martins, Ecoporanga, Guarapari, João Neiva, Linhares, Marataízes, Marechal Floriano, Mimoso do Sul, Montanha, Muniz Freire, Muqui, Pancas, Pedro Canário, Pinheiros, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Novo do Sul, Santa Teresa, São José do Calçado, Serra, Vargem Alta, Viana, Vila Velha e Vitória. RISCO ALTO: Afonso Cláudio, Água Doce do Norte, Alegre, Alfredo Chaves, Alto Rio Novo, Apiacá, Aracruz, Atílio Vivácqua, Baixo Guandu, Boa Esperança, Bom Jesus do Norte, Conceição do Castelo, Fundão, Governador Lindenberg, Guaçuí, Ibatiba, Ibiraçu, Irupi, Itaguaçu, Itapemirim, Iúna, Jaguaré, Jerônimo Monteiro, Mantenópolis, Marilândia, Mucurici, Nova Venécia, Piúma, Ponto Belo, Rio Bananal, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São Mateus, São Roque do Canaã, Sooretama, Venda Nova do Imigrante e Vila Valério. RISCO MODERADO: Brejetuba, Conceição da Barra, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Ibitirama, Iconha, Itarana, Laranja da Terra e Vila Pavão.

16/04/2021 / 3 Comments
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‘Sem expansão, teríamos hoje 132% de ocupação de leitos de UTI’

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A taxa atual de ocupação é de de 91,5%. Total de leitos passou de 715 para 1.039 no Espírito Santo Em pronunciamento nessa sexta-feira (16), o governador Renato Casagrande afirmou que, caso não houvesse investimento na política de expansão de leitos, hoje o Espírito Santo se encontraria com uma taxa de ocupação de 132% em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). “Várias pessoas não teriam possibilidade nenhuma de atendimento”, enfatizou. De acordo com os dados apresentados, a taxa de ocupação atual é de 91,5%. Casagrande explicou que a taxa de 132% seria no caso de manutenção da quantidade de 715 leitos vigente na primeira e na segunda onda da pandemia da Covid-19, ou seja, até meados de janeiro. Hoje, afirma, existem 1.039, sendo 487 no norte capixaba. Ele destacou que, nesta sexta-feira, foram abertos 38 em Linhares. Na próxima semana, serão abertos 60 leitos de enfermaria no Hospital Roberto Silvares, em São Mateus. Ao mostrar os dados de índice de transmissão (RT), o governador se mostrou otimista. “A quarentena está fazendo efeito. Tomamos a decisão certa na hora certa”, afirmou. De acordo com ele, hoje a RT está alta, mas começa a apresentar estabilidade. O índice, nas duas últimas semanas foi de 1,55, ou seja, cada 100 pessoas transmitindo para 155. Taxa de Transmissão (RT) O governador também mostrou a queda de pacientes não regulados em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Pronto Atendimentos (PAs). De acordo com ele, no final de março e início de abril, havia 55 pessoas demandando leito de UTI ao mesmo tempo. Na manhã desta sexta-feira, relata, não havia nenhum paciente não regulado. Gráfico de demanda de leitos Quanto aos óbitos, o governador explicou que a Semana Epidemiológica atual é a 15, que termina neste sábado (17), portanto, ainda não há dados finais desse período. Entretanto, ele acredita que o número será menor do que na última, que foi de 465. Casagrande destacou que na Semana Epidemiológica 10, foram 156 óbitos, passando para 241 na 11. Na Semana Epidemiológica 12, esse número foi de 351. Na 13, 427. Taxa de óbitos

16/04/2021 / 1 Comment
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Internações de mais jovens crescem, mas menos que em estados onde a P1 predomina

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Abril teve aumento de internações na faixa etária entre 18 e 64 anos e queda nas de pessoas com mais de 80 As internações hospitalares de pessoas com menos de 64 anos infectadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) aumentaram no Espírito Santo neste mês de abril, a exemplo do que ocorre em todo o país, mas em menor proporção do que verificado nos estados onde predomina a circulação comunitária da variante de Manaus (P1). “Em outros estados, a proporção de jovens e adultos até 44 anos alcança 38%. No Espírito Santo, é de 15% a 16%. Em outros momentos, foi de 8% a 9%. Então é um crescimento importante, mas por conta das variantes que circulam no Espírito Santo. Temos ainda um comportamento relacionado à circulação da B133 e da B117, a variante inglesa. A circulação da variante P1 não é predominante, por isso a proporção de jovens não é a mesma de outros estados do Brasil”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (16) juntamente com o subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin. Dados coletados pelo Sistema Epimed e avaliados pela Sesa mostram que, ao comparar o mês de abril de 2021 com o período entre março e dezembro de 2020, houve aumento de 20% nas internações por Covid na faixa etária de 18 a 44 anos (de 10 pacientes/dia para 13) e aumento de 50% nas internações de pessoas com 45 a 64 anos (de 17 para 25 pacientes/dia). Já entre as pessoas com mais de 80 anos, houve redução de 30% (de 9 para 6). O comportamento de crescimento nos dois primeiros grupos e redução no último foi verificado desde janeiro de 2021, tendo atingido maior diferença em abril. A variante inglesa, ressaltou Nésio Fernandes, foi uma das causas da expansão mais acelerada da doença nesta terceira fase, quando “a carga de infectados assumiu proporções não vividas antes”. No combate direto aos efeitos das variantes, a vacinação já tem surtido efeito entre os idosos, com redução de 33% nos óbitos hospitalares da população com mais de 80 anos, quando comparados os números da terceira expansão da doença (a partir de 1º de fevereiro) com os da segunda expansão (entre outubro de 2020 e janeiro de 2021). No entanto, a queda generalizada e sustentada dos óbitos, avalia o secretário de Saúde, deve acontecer somente no mês de maio. “Abril será um mês de profundo luto para a sociedade capixaba, com mais de 400 óbitos por semana”, alertou. Em função dessa análise, o governo do Estado manterá a estratégia de ampliação da rede hospitalar até o mês de maio. Sem fila para internação Outra medida que tem surtido bons efeitos no comportamento da pandemia no Estado é a quarentena de 18 dias decretada entre o final de março e início de abril. Na manhã desta sexta-feira (16), o governador Renato Casagrande destacou que a fila de espera para internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) havia zerado em todo o Estado. “Um grande dia. Hoje foi possível registrar uma manhã sem pacientes na rede pré-hospitalar (UPAS/PAs) aguardando primeira disponibilidade de vagas UTI há mais de 24h na Central de Leitos e na Central de Vagas do Samu-192. Todos regulados”, informou, advertindo, em seguida: “[A pandemia] não acabou, a descida precisa ser cuidadosa”. Nésio Fernandes acrescentou que a quarentena também provocou uma queda sustentada no número de casos nas últimas duas semanas e que, nas próximas duas a três semanas, deve haver redução das internações, para, em seguida, ocorrer redução dos óbitos. “Ainda vivemos um momento muito crítico, com muitos pacientes internados, e com ameaças sobrepostas no que diz respeito à oferta de medicamentos, que afeta principalmente a rede privada e filantrópica”, descreveu. Em paralelo, o avanço da vacinação continua se mostrando a estratégia fundamental para reduzir a gravidade da pandemia, associada ao respeito aos protocolos de distanciamento, uso de máscara e higienização das mãos e superfícies. “Imunidade de rebanho não é estratégia adequada, tampouco existe imunidade por exposição à doença com a temporalidade suficiente para preservar a população. Nos pacientes infectados pela Covid-19 em 2020, estudos apontam que uma infecção leve a moderada pode favorecer algum tipo de proteção a novas infecções por um período de apenas cinco a seis meses”, ressaltou. Por isso, “um alerta: sem vacinas suficientes, nós precisaremos conviver com novo estilo de vida e com possibilidade de períodos de restrição de atividades sociais e econômicas, seguidos de períodos de reabertura”. Testagem Ao longo desta fase aguda da pandemia, o governo do Estado também tem investido na testagem dos suspeitos, tendo distribuído 210 mil testes de captura de antígeno – com qualidade semelhante à dos testes PCR – aos municípios. Os testes de antígeno permitem a leitura do resultado em 15 minutos e, em casos negativos de pessoas sintomáticas, a orientação é para a realização do PCR. E, enquanto o PCR não indica outro negativo, é preciso que os sintomáticos fiquem isolados e avisem seus familiares e outros contatos diretos também para a testagem. “Testagem será fundamental em abril e maio”, ressaltou o subsecretário Luiz Carlos Reblin. Kit intubação Os gestores da Sesa esclareceram que os hospitais estatais, geridos pela Secretaria, apresentam estabilidade no abastecimento de itens do chamado kit intubação. Mas a situação é mais instável nas redes filantrópica e privada, que têm adotado medidas judiciais para conseguirem receber os kits comprados, tendo recebido “todo o apoio possível por parte do governo do Estado” “A crise não é dos hospitais, mas da indústria nacional”, ressaltou Nésio, que afirmou considerar “toda articulação e apoio pleiteada junto ao Ministério da Saúde” como legítima. “A crise é nacional. Dez medicamentos do kit intubação estão em falta ou em ponto crítico de abastecimento em 23 estados. Toda articulação é legítima pela dimensão da crise, que é nacional e tem a responsabilidade do Ministério da Saúde”. A pasta federal “deve sim fazer compras internacionais e articulações com as indústrias”, salientou, informando que a Vale e outras empresas

16/04/2021 / 0 Comments
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​Vitória de Lula no STF anima o PT até para disputa ao governo em 2022

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Helder Salomão comemora o resultado do julgamento dessa quinta, mas diz que “prioridade é o combate à pandemia” “Vamos para uma disputa muito melhor”. Assim o deputado federal Helder Salomão, uma das lideranças do PT no Espírito Santo, analisa a vitória do partido com o restabelecimento dos direitos políticos do ex-presidente Lula, em decorrência da decisão que apontou suspeição do ex-juiz Sergio Moro. Apesar de deixar claro que ainda não é momento para se tratar de campanha eleitoral, o parlamentar afirma que o partido poderá disputar o governo do Estado, ressaltando, no entanto, que a prioridade é o projeto nacional, ou seja, a Presidência da República. A confirmação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da anulação das condenações do ex-presidente Lula, nessa quinta-feira (15), altera o cenário para o PT no Espírito Santo, depois de experimentar seguidos reveses nas duas últimas eleições. “Vamos ampliar para duas ou três vagas na Assembleia Legislativa e de uma para duas na Câmara Federal”, projeta o deputado, que aponta para um número crescente de novas filiações ao partido, fator que irá contribuir para viabilizar os planos estabelecidos. “O PT já vinha retomando o crescimento de filiações”, diz, acrescentando que um dos fatos para a formação desse quadro é o governo de Jair Bolsonaro. Ele cita o senador Fabiano Contarato, de saída da Rede, com quem o partido vem conversando, mas ainda não se definiu. “É um nome que respeitamos muito”, afirma, e aponta também o ex-deputado estadual Roberto Carlos, que deixou a Rede e retorno ao PT. Ele comenta outras filiações de lideranças populares e, ao ser questionado sobre uma candidatura própria ao governo, afirma que isso poderá ocorrer, dependendo da estratégia a ser traçada pelo partido para voltar à Presidência da República, com “Lula ou Haddad, segundo está colocado até o momento, destacando, no entanto, que essa construção poderá ocorrer por meio de alianças com outras siglas partidárias”. O parlamentar prefere não se deter em nomes que poderiam liderar uma candidatura ao governo do Estado, para disputar com governador Renato Casagrande (PSB), cuja reeleição é dada como certa nos meios políticos, que sinalizam, também, o nome dele próprio e do ex-prefeito João Coser. “A prioridade é o projeto nacional e vamos buscar convergências para construí-lo”, diz Helder, referindo-se às eleições tanto no âmbito nacional quanto no estadual. Lula e presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, têm conversado sobre as eleições de 2022. O deputado destaca que, apesar do retorno do ex-presidente Lula à cena política, apontado nas pesquisas como favorito para as eleições presidenciais, no momento “a atitude de todos deve estar voltada para o combate à pandemia do coronavírus, a retomada da economia e a geração de emprego”.

16/04/2021 / 6 Comments
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Fome aumenta, mas Restaurante Popular de Vitória segue fechado

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Conselho de Segurança Alimentar vem cobrando reabertura do espaço, porém, prefeitura só sinaliza para 2022 O clima da última reunião do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Vitória (Comsea), nessa quarta-feira (14), foi de muita cobrança, como tem sido há muito tempo. Uma delas é pela reabertura do Restaurante Popular, fechado desde o fim de 2016, durante a gestão de Luciano Rezende (Cidadania). A demanda vinha sendo cobrada há anos e, desde janeiro, foi repassada pelo conselho para a equipe do atual prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos). O resultado tem sido o mesmo de antes: respostas evasivas e nenhuma data prevista para retorno do equipamento, um instrumento previsto na política nacional de segurança alimentar e nutricional para municípios de maior porte. No caso de Vitória, durante seu funcionamento, o espaço chegou a servir mais de mil refeições diárias pelo valor de R$ 1. O antigo Resrautante Popular em funcionamento na Ilha de Santa Maria. Foto: PMV A prefeitura de Vitória, porém, alega não ter recursos para que o Restaurante Popular possa voltar a funcionar. A proposta é inseri-lo no plano plurianual, que deve ser aprovado este ano. Isso implicaria que o equipamento voltasse a funcionar, se não ocorressem percalços, em 2022, sendo que ainda precisa de reparos em sua estrutura. A gestão de Pazolini, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, ao menos se comprometeu a manter o espaço na Ilha de Santa Maria. O local, com toda sua estrutura, só não foi desfeito por conta de uma ação dos conselhos municipal e estadual de segurança alimentar junto com o Ministério Público Estadual (MPES) e Defensoria Pública Estadual (DPES), que embargou as obras para transformá-lo em um Banco de Alimentos. Para Jaqueline Moreira de Araújo, presidente do Comsea, os reparos necessários deveriam ser feitos com urgência para que o equipamento começasse a atender de forma emergencial diante da situação da pandemia, podendo servir inicialmente como ponto para distribuição de marmitas para população em situação de rua, já que as Tendas do Bem, que faziam esse serviço, não foram renovadas na gestão Pazolini. No entendimento da conselheira, gradualmente, com a recomposição da estrutura, equipamentos e funcionários, o Restaurante Popular poderia voltar a produzir refeições de forma emergencial para serem distribuídas, até que se possa retornar ao funcionamento normal. O fato é que o desmonte das políticas de segurança alimentar e nutricional em todas esferas deixou o poder público sem recursos físicos e financeiros para responder à situação crítica do combate à fome agravada pela pandemia, ficando assim muitas pessoas desamparadas, contando apenas com apoio de doações de entidades sociais, comunitárias e religiosas. O mais comum é a distribuição de cestas básicas, que não são o ideal a nível nutricional e nem sempre atendem plenamente pessoas que têm restrições alimentares por questões de saúde. Ato realizado em 2020, quando os conselhos de segurança alimentar entraram com ação para embargar as obras de desmonte do restaurante de Vitória O Restaurante Popular foi criado em 2005, durante o governo de João Coser (PT), no bojo da implementação de políticas federais para segurança alimentar. O fechamento se deu em dezembro de 2016, quando o então supersecretário Fabricio Gandini (Cidadania), hoje deputado estadual, anunciou que o plano era converter o espaço num banco de alimentos, para distribuir para as famílias mais necessitadas cadastradas no CadÚnico. Para Jaqueline Moreira de Araújo, a gestão Pazolini mostra a mesma falta de entendimento da anterior, de Luciano Rezende. “O poder público não pensa que o Restaurante Popular deva só para quem não tem nenhuma condição de se alimentar em casa. Não é só isso, é uma política universal, para quem buscar por ele”, comenta. No caso, banco de alimentos e restaurante popular tratam-se de políticas inclusive complementares, sendo que este, por exemplo, consegue atender pessoas em situação de rua, vendedores ambulantes e outros que não teriam condições de se alimentar com qualidade durante o dia. O atual banco de alimentos da Capital fica localizado em um galpão na Serra. “Não há estrutura adequada, acaba servindo apenas como um depósito de cestas básicas para posterior distribuição para os CRAS [Centros de Referência em Assistência Social]”. Outro equipamento previsto, a cozinha comunitária, não existe no município. Sem políticas massivas e eficientes, e com a situação social no país se agravando diante da pandemia de Covid-19, um dos efeitos é o aumento da fome no país, conforme apontam diversos estudos. Recém-publicado, um levantamento do grupo “Alimento para Justiça”, em parceria entre universidades brasileiras e alemãs, apontou que no final do ano passado quase 60% da população enfrentava algum grau de insegurança alimentar, sendo que 15% estavam em situação de grave insegurança alimentar. O resultado coloca o país a níveis próximos de 2004, quando começava a ser implantado o Bolsa Família. O desmonte das políticas a nível federal que contribuíam com os investimentos nos equipamentos de segurança alimentar acabaram gerando um efeito em cadeia, e hoje não há em funcionamento mais nenhum restaurante popular, tendo sido fechado não apenas o de Vitória, mas também de Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e Nova Venécia. Por isso, também existe uma cobrança ao governo estadual, com quem já houve diálogos, mas ainda não se concretizaram as políticas para efetivar o retorno e criação de novos restaurantes populares. O Maranhão, por exemplo, expandiu a atuação dos restaurantes populares durante a pandemia, aumentando o número deles e passando a oferecer, além do almoço a R$ 3, a janta a R$ 1. O estado conta hoje com 55 restaurantes populares em funcionamento. Enquanto o poder público capixaba vacila em suas políticas, os ativistas repetem o drama que tem virado a vida das pessoas vulneráveis: “Quem não morrer de Covid, corre o risco de morrer de fome”, lamenta Jaqueline.

16/04/2021 / 1 Comment
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O Cemitério das Almas Perdidas

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Filme capixaba, de Rodrigo Aragão, é exibido no Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre (Fantaspoa) Está acontecendo esta semana o Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre (Fantaspoa). Os filmes estarão disponíveis até domingo (18) e o acesso é feito pelo site oficial ou Instagram. O Cemitério das Almas Perdidas é o último filme do capixaba Rodrigo Aragão e o primeiro rodado quase todo em estúdio. A trama é um vai e vem entre passado e presente, e as datas dos acontecimentos não são especificadas. Logo, fica a cargo do espectador imaginar em que época o filme está ambientado. O diretor deixou claro que não queria fazer um filme histórico, mas ao menos um pouco de pesquisa era necessário para entender melhor a mensagem do filme. Os personagens deveriam ter sido apresentados no começo com maior profundidade e não simplesmente aparecer como se não tivessem vida pregressa. Os tripulantes de uma nau rumo ao novo mundo se desesperam durante uma tormenta e começam a orar. Quando a maioria perde as esperanças, um homem estranho assume-se líder e diz-lhes que pode acabar com o martírio, caso alguém se ofereça em sacrifício. A solicitação é prontamente atendida e um pobre-diabo é escolhido a contragosto para servir ao holocausto. O homem lê uma oração demoníaca do livro de São Cipriano, o tempo serena, e eles atracam tranquilamente em terra firme. Logo ao pisarem na areia, avistam no alto da montanha uma igreja macabra circundada por um cemitério. O filme avança no tempo, até o que parece ser os dias atuais, onde Fred, o dono de uma trupe mambembe de circo, segue em turnê pelas terras do Espírito Santo. Seu espetáculo nada mais é que um showzinho para assustar as pessoas e, apesar de aparentemente inofensivo, um grupo de protestantes acredita que os números e fantasias são pagãs e que seus integrantes são satanistas. Fred tenta argumentar com a turba e, para provar que não tem envolvimento nenhum com o maligno, ele deixa-os assistir ao espetáculo de graça, imaginando que assim mudariam de ideia. O plano não poderia ter saído pior, os evangélicos não veem aquele trabalho como arte e pensam que, ao expulsá-los, estão combatendo o mal. O filme volta novamente no tempo, agora com os tripulantes atacando uma aldeia indígena no meio de um ritual. Eles matam sem nenhuma explicação prévia todos os nativos, menos uma que vira prisioneira na igreja. Cipriano o homem misterioso homônimo do santo, cria uma seita no templo e só recebe a oposição do padre franciscano Joaquim, o único bom entre eles. Joaquim consegue a permissão para catequizar a índia Aiyra. Entre uma lição e outra de português, ele conquista a confiança da nativa e ela pede-lhe que entregue uma escultura de folhas para uma tribo de índios bravios. A peça é um sinal de ajuda para que ataquem a igreja, que a está altura já usa a cruz de cabeça para baixo. Mesmo em menor número, Cipriano e seus seguidores derrotam os índios usando a magia negra, Joaquim, que passou a defender os índios, rouba algumas páginas do livro e sacrifica a própria vida para operar um feitiço que os amaldiçoara por toda eternidade. No terceiro ato, presente e passado se entrecruzam e as peças do quebra-cabeça se unem. É verdade que o diretor assumiu em entrevista que não fez pesquisa histórica, mas em se tratando de temas tão delicados, era importante ter pesquisado pelo menos um pouco. Para se criticar algum grupo, religião ou ideologia, é preciso antes estudá-los. No ano passado, a artista sérvia Marina Abravomic foi acusada de satanismo ao participar de uma propaganda para a Microsoft. Assim como no filme, a mensagem da propaganda foi distorcida pelo público para parecer má. O final exaltado é tão exagerado que ficou chato, seria melhor ter apostado mais no suspense, tentando criar um clímax do que sensacionalismo. Fiquei intrigado em saber se o diretor tem predileção pela espiritualidade franciscana, ou pelo Papa Francisco, talvez isto explique o motivo de Joaquim ser um dos poucos personagens bons. Pontos positivos: este é, sem dúvida, o melhor filme da carreira de Aragão. Pela primeira vez o roteiro é na maior parte original, sem os previsíveis cenários e personagens dos anteriores. O diretor conseguiu criar no Espírito Santo um estúdio com poucos recursos e, neste trabalho, o dinheiro foi melhor empregado que no filme anterior. Pontos negativos: O diretor tem obsessão por evangélicos desde o filme anterior e parece-me ter uma verve anticlerical ou anti-Roma. Mesmo se tratando de ficção, a história que ele criou pode ser tida como verdadeira pelos leigos, porque as instituições ali retratadas existem e, para quem tem pouco acesso ou paciência para averiguar um trabalho ficcional, pode ser perigoso. O favoritismo na escolha de pessoal pode ter atrapalhado o resultado. Talvez Aragão seja resistente à ideia de intercâmbios artísticos. É compreensível querer formar e dar oportunidades às pessoas da própria região, mas para que os talentos surjam, é necessário antes a troca de experiências e a acumulo de referências. Não se produzem artistas num deserto e nem da noite para o dia.

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Assassino de professor de capoeira está foragido há mais de dois meses

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Tiago ‘Aranha’ matou Cuarassy Pedro Medeiros Del Nery em Itaúnas, no final de 2020. MPES apontou motivo fútil Acusado de crime de homicídio por motivo fútil, após matar o professor de capoeira Cuarassy Pedro Medeiros Del Nery, em Itaúnas, Conceição da Barra, norte do Estado, em dezembro de 2020, Tiago Passos Viana, conhecido como “Tiago Aranha”, está foragido há mais de dois meses. Ele teve sua prisão preventiva decretada em 10 de fevereiro e o mandado permanece “pendente de cumprimento” no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O documento é válido até 2041. A decisão é de conhecimento dos advogados de Tiago desde o dia 19 do mesmo mês, como consta no andamento processual do Tribunal de Justiça (TJES). A Ação Penal de Competência do Júri começou a tramitar após o juiz da comarca do município, Diego Franco de Sant’anna, aceitar denúncia do Ministério Público Estadual (MPES) e acatar o pedido de prisão preventiva. Há uma semana, o magistrado decretou a revelia do acusado, “tendo em vista que possui ciência da presente ação penal, vez que possui advogado constituído, todavia, mudou-se de residência e não informou a este Juízo, e ainda não apresentou resposta à acusação”. Além disso, prossegue a decisão, “considerando que a resposta à acusação é peça essencial, intime-se seu advogado constituído para apresentar a defesa no prazo legal, sob pena de multa por abandono do processo e nomeação de defensor dativo”. O magistrado também revogou o segredo de justiça do caso, decretado ainda em fevereiro, o que era questionado por familiares da vítima. “Registro que, apesar de constar no sistema que o presente processo tramita em ‘segredo de justiça’, verifico que não se trata do caso dos autos, tendo em vista que o processo não se encontra em nenhuma hipótese legal de segredo de justiça”. Cuarassy Pedro Medeiros Del Nery tinha 39 anos e deixou dois filhos. Ele foi assassinado em 18 de dezembro, em Itaúnas, local que frequentava desde criança, gerando comoção e revolta na comunidade. Tiago disparou pelo menos cinco tiros, acertando dois fatais na vítima. Mesmo após a morte, prosseguiu com os disparos. Após cometer o crime, jogou a arma em um rio, para impedir a perícia, dificultando as investigações e a produção de provas, como aponta a denúncia do MPES. Ele fugiu do local, apresentando-se à Delegacia Regional de São Mateus somente no dia seguinte. Em depoimento à Polícia, afirmou que adquiriu a arma, sem registro, cinco dias antes, e passou a andar com o armamento em local público. “A vítima trabalhava em uma loja. Na ocasião, o denunciado chegou, os dois iniciaram uma discussão e entraram em luta corporal. Mesmo com moradores pedindo que o acusado se afastasse, ele foi ao interior de uma pousada e, após pegar uma arma de fogo, atirou contra a vítima, que morreu no local”, relata o Ministério Público. Para a Promotoria de Conceição da Barra, “Tiago Passos Viana cometeu homicídio por motivo fútil, já que tinha uma rixa anterior com uma pessoa, de quem a vítima teria tomado as dores. Essa situação foi relatada pelo próprio denunciado em um áudio enviado por aplicativo de celular a uma pessoa não identificada, logo após o crime, que foi juntado aos autos. Ele confessa que, além de ter cometido o homicídio, iria apagar do aplicativo a mensagem em que relata esses fatos”. Tiago chegou a ser preso em dezembro do ano passado, em São Mateus, mas foi libertado após um mês, por ato do mesmo juiz Diego Franco de Santanna, que alegou excesso de prazo previsto para a conclusão do inquérito policial e “sua entrega espontânea à Polícia”. O magistrado não considerou, porém, o período de dez dias em que ele deixou de se apresentar após a decisão judicial que determinou sua prisão, publicada um dia após o crime e amplamente divulgada pela imprensa capixaba. Na época, final de janeiro deste ano, a concessão da liberdade ao assassino confesso gerou protesto e indignação de amigos e familiares da vítima, que clamam por Justiça e pela imediata prisão do acusado. MPES denuncia matador de professor de capoeira e pede prisão preventiva – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/mpes-denuncia-matador-de-professor-de-capoeira-e-pede-prisao-e-juri-popular

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Combate ao desemprego e ao empobrecimento é principal desafio dos trabalhadores

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Marcha do Primeiro de Maio no Estado debaterá a necessidade de mobilização contra o aumento da miséria e por políticas públicas  A Marcha pela Vida e Cidadania, realizada pela Pastoral Operária da Arquidiocese de Vitória, chega a sua 22ª edição tendo como um dos principais desafios da classe trabalhadora a mobilização contra o aumento do desemprego e do empobrecimento. Essa situação, acredita Dauri Correa da Silva, coordenador da Federação das Associações de Moradores de Cariacica (Famoc), deve se manter por muito tempo, como consequência das retiradas de direitos ocorridas no Brasil nos últimos anos. A Famoc é uma das entidades que se juntou à Pastoral para a realização da Marcha, a exemplo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e Centro de Estudos Bíblicos do Espírito Santo (Cebi/ES). Dauri afirma que, este ano, o tema da Marcha, que acontece sempre em primeiro de maio, Dia do Trabalhador, é “Resistir e esperançar: parem de nos matar!”. Ele ressalta que as mortes vão além dos óbitos causados pela Covid-19, uma vez que a miséria tem aumentado durante a pandemia, que se tornou ainda mais nociva por causa de iniciativas que, para Dauri, agravaram a situação de vulnerabilidade social proporcionada pela crise sanitária. Essas ações, recorda, começaram antes mesmo do o governo Bolsonaro (sem partido), com a Emenda Constitucional 95, que congelou durante 20 anos o investimento em políticas públicas como educação e saúde; e a Reforma Trabalhista, ambas do Governo Temer. O atual presidente conseguiu aprovar a Reforma da Previdência e “tem feito a entrega das riquezas do Estado, a exemplo da privatização da Petrobras e da Eletrobras”, como critica Dauri. Em um contexto de pandemia, ele  aponta que, na saúde, a Emenda Constitucional 95 tem enfraquecido a atenção básica, com unidades de saúde funcionando somente com o mínimo estabelecido por lei. Ainda nessa área, o coordenador da Famoc destaca que uma das reivindicações da classe trabalhadora é a vacinação imediata para todos. Ele salienta, também, a necessidade de fortalecimento do Programa de Saúde da Família (PSF). “O PSF deve ser fortalecido para reduzir a circulação das pessoas. Em vez de irem para as unidades, o agente é quem faz o atendimento em domicílio”, defende Dauri, que também aponta como uma das reivindicações da classe trabalhadora o lockdown, acompanhado de medidas de proteção social que incluam os pequenos comerciantes. “Durante a pandemia os ricos ficaram ainda mais, com a quebra do comércio local, absorvendo a clientela dos pequenos estabelecimentos”, diz. A Reforma Trabalhista, destaca Dauri, flexibilizou as relações de trabalho e enfraqueceu os sindicatos, o que tem aumentado a negociação individual entre patrões e empregados. “Nessa relação, a parte mais fraca é o operário, que em um contexto de muitas demissões como o atual, é dispensado sem garantia plena de seus direitos”. Ele também aponta o alto índice de desemprego como uma das causas do aumento da população em situação de rua. “Sem condições de pagar aluguel, as pessoas ficam desabrigadas ou voltam para a casa dos pais. Aquele ditado que diz onde comem dois comem três, serve somente para o pobre. Quando as pessoas retornam para a moradia da família, onde comiam dois passam a comer três, mas todos acabam se alimentando mal”, pontua Dauri. A redução da população em situação de rua, segundo o coordenador da Famoc, pode ser efetivada com a implementação de um projeto de moradia popular por parte do Governo Estadual, que, para ele, geraria também emprego na área da construção civil. A geração de trabalho e renda no Espírito Santo, para Dauri, tem deixado a desejar. Entretanto, a gestão pública estadual tem investido em qualificação. “Mas isso não adianta se a pessoa não tem oportunidade de ingressar no mercado de trabalho”, alerta. Live Em preparação para a marcha do dia 1º de maio, será realizada a live “Movimentos sociais, nossas bandeiras de luta e a ausência do Estado”, neste sábado (17), às 15h, por meio da página da Pastoral Operária no Facebook (@pastoraloperariaes). Os debatedores são o militante do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Gilmar Ferreira; e a militante do Movimento Negro Unificado (MNU) e coordenadora do Conselho Municipal do Negro da Serra (Conegro), Fátima Tolentino. A marcha também será virtual, das 9h às 11h30, tendo como debatedores a vereadora de Vitória, Camila Valadão (Psol); o deputado federal Helder Salomão (PT)_; e o economista e professor aposentado da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Arlindo Vilaschi; com mediação do jornalista Edilson Lenk.

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