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Vacinação da Educação começa na próxima semana em todo o Estado

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Ato simbólico nesta quinta abriu a campanha, que deve imunizar 66 mil profissionais das redes públicas e privada Hélio Filho/Secom Um ato simbólico realizado no Palácio Anchieta na manhã desta quinta-feira (15) lançou a campanha de vacinação contra a Covid-19 dos trabalhadores da Educação no Espírito Santo, que terá início na próxima semana, mediante a chegada de nova remessa de imunizantes, previsto para esta sexta-feira (16). A expectativa é de que sejam vacinados, segundo estimativa populacional do Ministério da Saúde, 66.145 mil trabalhadores da educação do Ensino Básico ao Ensino Superior. Seguindo a Resolução CIB nº 046/2021, a antecipação da vacinação dos professores ocorrerá seguindo escalonamento por faixa etária e categoria de trabalhadores e classe, levando-se em consideração da maior idade até a menor idade. Será iniciado por professores e auxiliares que atuam em sala de aula das creches com crianças de 0 a 3 anos de idade, pré-escola, ensino fundamental I e II e ensino médio e técnico com o seguinte ordenamento por faixa etária: 50 a 59 anos; 40 a 49 anos; 30 a 39 anos; 18 a 29 anos. Em seguida, serão os demais trabalhadores da educação dos níveis educacionais também seguindo ordenamento por faixa etária. Segundo a Resolução CIB, “fica autorizada a vacinação do grupo subsequente sempre que a meta da vacinação for atingida no grupo alvo em 90%, com as doses devidamente registradas pelo município no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações”. Os profissionais da Educação, a exemplo do setor de Segurança Pública, que já vem sendo imunizado, não precisarão agendar sua vacinação. A organização das pessoas que serão vacinadas em cada unidade de saúde de seu município será feita por um comitê interinstitucional coordenado pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu), com participação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Instituto Federal do Estado (Ifes), Sindicato das Empresas Particulares do Ensino Superior do Espírito Santo (Sinepe) e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), e acompanhamento da Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont). “A Comissão vai elaborar a lista de profissionais que serão vacinados a cada semana e vai envia-la à Sesa, que irá remete-la às secretarias municipais”, explicou o secretário Vitor de Angelo. Segundo o presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputado Bruno Lamas (PSB), a expectativa do governo é de vacinar 100 mil profissionais, totalizando 200 mil doses aplicadas. Desse total, informou o governador Renato Casagrande, cerca de 42 mil pessoas são professores da educação básica, sendo 7,6 mil da primeira faixa etária, de 50 a 59 anos. “Diversos outros profissionais são merecedores. Debatemos essa semana com os rodoviários, tem os trabalhadores da limpeza, mas não temos vacinas suficientes e temos uma ordem definida pelo PNI [Plano Nacional de Imunização]”, declarou o governador. Na próxima semana, a primeira remessa dever ser de cinco mil doses, referente a parte da reserva técnica (5%) do lote que o Ministério da Saúde deve encaminhar ao Espírito Santo nesta sexta-feira (16). “O Espírito Santo está bem no ranking nacional de percentual de pessoas vacinadas. Os municípios estão avançando. As vacinas chegam e a gente distribui imediatamente. Também estamos tentando comprar vacinas, mas ainda não encontramos fornecedores”, destacou. “Somos um estado com bom desempenho, não temos perdas significativas, por isso podemos destinar doses da reserva técnica para a educação, antecipando a vacinação desses trabalhadores em relação ao PNI”, salientou o secretário Nésio Fernandes. Casagrande ressaltou também que o Estado vem fazendo grande investimento na estruturação do sistema de saúde desde o início do ano passado, tendo aberto mais de dois mil leitos hospitalares, sendo mil de enfermaria e mil de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). “Enquanto não tem vacina para todo mundo tem que ter disciplina, usar máscara, manter distanciamento”, reforçou. A cerimônia foi conduzida pelo governador Renato Casagrande, acompanhado da vice-governadora, Jacqueline Moraes; dos secretários de Educação e de Saúde, Vitor de Angelo e Nésio Fernandes; dos reitores da Ufes, Sérgio de Paula Vargas, e do Ifes, Jadir José Pela; dos presidentes do Sinepe, Moacir Lellis; da Undime, Valmir Lugão; e do Conselho Estadual de Saúde (CES), Milene Weck Terra, além de representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiupes), do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos (Sindipúblicos), do Sindicato dos Professores no Estado (Sinpro-ES) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica do Espírito Santo (Sinasefe). Os seis primeiros Hélio Filho/Secom Os seis primeiros professores imunizados no ato simbólico desta quinta-feira representam os diferentes setores da educação básica e superior capixaba. A primeira pessoa foi da rede estadual: Débora Cristina Marques de Moraes, 50 anos, professora de Língua Portuguesa na Escola Estadual Elza Lemos Andreata. Em seguida, representando as redes municipais, a professora Sandra Aparecida de Lima, 57 anos, do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Biluca, em Viana. A terceira imunizada foi da rede privada, a professora de Língua Portuguesa Alessandra Zardo Altoé, 50 anos, da Escola São Domingos. Pela rede federal do Ifes, Guilherme Augusto de Moraes Pinto, 57 anos, professor de Mecânica no campus Vitoria. Pela rede privada de ensino superior, Rosangela Maria de Nazaré Barbosa e Silva, 56 anos, professora da Faesa. E representando a Ufes, a professora Sonia Lopes Vitor, de 53 anos, do Centro de Educação do campus Goiabeiras. 

15/04/2021 / 0 Comments
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Paralisação dos rodoviários prossegue, sem previsão de término

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Sindicato irá se reunir com a categoria para discutir medidas de pagamento dos salários atrasados A paralisação dos funcionários das viações Tabuazeiro e Metropolitana, iniciada na manhã dessa quarta-feira (14), não tem nenhuma previsão de término. É o que afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários), Marcos Alexandre. A entidade tem reunião marcada com os trabalhadores na tarde desta quinta-feira (15), para discutir as medidas a serem adotadas para que tenham seus direitos garantidos, já que estão com os salários atrasados. Na Tabuazeiro, que circula no município de Vitória, o atraso salarial e do tíquete é de quatro meses. Na Metropolitana, que opera no Sistema Transcol, falta pagar os adiantamentos de 20 de fevereiro e 20 de março, os pagamentos de sete de março e sete de abril, e um tíquete no valor de R$ 793,00. Outras queixas dos trabalhadores, afirma o diretor do sindicato, Miguel Leite, são o não pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), do plano de saúde e do desconto da contribuição sindical dos filiados ao Sindirodoviários, mas sem repasse do montante para a entidade. O presidente do sindicato afirma que os atrasos nos pagamentos estão acontecendo há cinco anos, entretanto, durante a pandemia a situação se agravou. “A empresa atrasa, o trabalhador para as atividades, a empresa paga um pouco. Aí os rodoviários retornam, mas depois têm que parar de novo, porque os atrasos prosseguem. Eles não querem mais aceitar”, enfatiza Marcos Alexandre. Antes da pandemia, relata, o argumento das empresas para os atrasos era a redução no número de passageiros devido ao aumento de alternativas de transporte, como bicicleta e veículos de aplicativos. Durante a crise sanitária, as empresas afirmam que a quantidade de passageiros reduziu ainda mais. Rodoviários reivindicam vacinação Na manhã dessa terça-feira (13), os rodoviários de todas as empresas do Sistema Transcol também fizeram uma paralisação. Eles reivindicam a inclusão da categoria nos grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19. O diretor do Sindirodoviários, Valdecy Dulcilina, afirma que, durante a pandemia, 30 rodoviários morreram e que, atualmente, vários estão internados.  A situação, como alerta, tem deixado os trabalhadores assustados. “Nós prestamos um serviço essencial, estamos desde o início com a mão na massa”, diz. Durante a solenidade de início da vacinação dos trabalhadores da educação, na manhã desta quinta-feira, no Palácio Anchieta, o governador Renato Casagrande falou da reivindicação dos rodoviários, mas afirmou que não há vacina suficiente enviada pelo Ministério da Saúde e existe uma ordem de vacinação estabelecida pelo Plano Nacional de Imunização (PNI). “Estamos tentando comprar com fornecedores e vamos torcer para que os contratos do Governo Federal sejam maiores, de mais volume”, disse o governador.

15/04/2021 / 0 Comments
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Pandemia inicia novo platô com mais óbitos e casos graves que em 2020, alerta Fiocruz

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ES e mais 22 estados mantêm mais de 90% de ocupação nas UTIs. Estado registra 102 óbitos e 2,3 mil casos em 24h A pandemia de Covid-19 caminha para manter-se grave durante o mês de abril, enquanto inicia a formação de um novo platô, desta vez, porém, com mais óbitos e casos graves da doença do que no primeiro pico, em meados de 2020. A conclusão é do Observatório Covid-19 da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e consta no Boletim Extraordinário publicado nesta quarta-feira (14), com análise da Semana Epidemiológica (SE) nº 14, de 4 a 10 de abril. Os dados mostram números recordes de óbitos (3.020/dia em média) e, por outro lado, estabilização de novos casos (70.200/dia em média), além da manutenção de índices altos de positividade dos testes e sobrecarga dos hospitais, principalmente observável pela ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que se mantém em níveis críticos. “Esse padrão pode representar a desaceleração da pandemia, com a formação de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, porém com números bastante mais elevados de casos graves e óbitos”, afirma o Boletim. A alta proporção de testes com resultados positivos revela que o vírus permanece em circulação intensa em todo o país, ressaltam os pesquisadores. “Esse conjunto de indicadores mostra que a pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo de abril”, concluem. O Observatório da Fiocruz ressalta também que as medidas de restrição de mobilidade e de algumas atividades econômicas, adotadas nas últimas semanas por diversas prefeituras e governos estaduais, estão produzindo êxitos localizados e podem resultar na redução dos casos graves da doença nas próximas semanas. No entanto, essas medidas ainda não tiveram impacto sobre o número de óbitos e no alívio das demandas hospitalares. “A flexibilização de medidas restritivas pode fazer retomar ritmos acelerados de transmissão e, portanto, de casos graves de Covid-19 nas próximas semanas”, alerta. A Semana Epidemiológica (SE) 14 mostrou aumento de número de casos em 0,9% ao dia, enquanto o número de óbitos aumentou 1,1% ao dia, isto é, ligeiramente mais lento que o verificado na semana anterior (1,5%). “Os números apontam para uma tendência de desaceleração, mas ainda não de contenção da epidemia”. A taxa de letalidade, por sua vez, mostra a continuidade da tendência de aumento, tendo subido 3% em março e para 4,3% na última SE. O motivo, acreditam os pesquisadores, pode ser a falta de capacidade de se diagnosticar correta e oportunamente os casos graves, somada à sobrecarga dos hospitais, que têm dificultado o acesso de pacientes aos cuidados necessários e também possivelmente comprometido a qualidade do cuidado ofertado. Já as taxas de ocupação de leitos de UTI exclusivos para Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) mantiveram-se predominantemente estáveis e muito elevadas, parecendo se consolidar lentamente a tendência de melhoria do quadro na Região Norte e em alguns estados como Maranhão, Paraíba, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul. Houve redução no Maranhão (78%), Pará (87% para 82%), Amapá (de 91% para 84%), Tocantins (de 95% para 90%), Paraíba (de 77% para 70%), São Paulo (de 91% para 86%) e Rio Grande do Sul (de 90% para 88%). O Espírito Santo continua em nível crítico, tendo registrado 93,8% nesta quarta-feira (14). “Permanece a necessidade de que se empreendam esforços para controlar a disseminação da pandemia e preservar vidas. Nesse sentido, é prudente que os municípios, em especial os que compõem as regiões metropolitanas, adotem medidas convergentes e sinérgicas”, orientam os pesquisadores. Destacando a necessidade de intensificar a vacinação da população, o Observatório Covid-19 expõe o quadro da vacinação por estado. Na média nacional, 30,2% das pessoas vacinadas completaram o esquema vacinal com duas doses e 69,8% só receberam a primeira dose do imunizante. Peter Ilicciev/AFN Segundo dados do Ministério da Saúde, 92% dos imunizantes adquiridos já foram destinados aos municípios para aplicação. Apenas três estados (Tocantins, Rio Grande do Norte e Roraima) apresentam menos de 80% dos imunizantes já entregues aos municípios. O Espírito Santo aparece com distribuição de 98,9%. Os pesquisadores salientam que o planejamento da imunização e o monitoramento da informação, assim como a busca ativa dos faltosos à segunda dose, constituem elementos estratégicos imprescindíveis para auxiliar esse processo, para alcançar a proteção pretendida e não perder os recursos já aplicados. “A Estratégia de Saúde da Família pode buscar apoio nas comunidades e junto aos coletivos e associações que atuem no território, para juntos empreenderem essa ação de cunho protetivo”, sublinham. Painel Covid-19 No Espírito Santo, o Painel Covid-19 confirmou nesta quarta-feira (14) 102 óbitos e 2,3 mil casos nas últimas 24 horas, totalizando, até o momento, 8.412 e 409.315, respectivamente. A taxa de ocupação nas UTIs Covid-19 é de 93,8% dos 1.016 dos leitos disponibilizados pelo governo do Estado.

14/04/2021 / 0 Comments
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Servidores públicos que não se vacinarem sofrerão sanções a partir de 1º de maio

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Auditoria da vacinação constata: 53 municípios já aplicaram 80% das doses recebidas e dois estão com vacinas a vencer Sesa A partir do dia primeiro de maio, o governo do Estado passará a aplicar as sanções contra os servidores que se recusarem a tomar a vacinar contra a Covid-19, conforme determinado em lei estadual. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, na tarde desta quarta-feira (14), durante apresentação dos dados da Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) e do andamento da auditoria da vacinação, coordenada pela Secretaria de Estado do Controle e Transparência (Secont). “O Espírito Santo foi um dos primeiros estados a exigir vacinação para trabalhadores acessarem o serviço de saúde. Aquele trabalhador que não recebeu a vacina contra a  Covid-19 passará a contabilizar falta e inatividade ao local de trabalho, o que poderá levar a outros procedimentos administrativos, como descontos salariais”, declarou Nésio Fernandes. O grande desafio, salientou o secretário, “é alcançar pelo menos 80% da população-alvo no segundo quadrimestre desse ano – uma meta ousada que exige que o governo federal aumente a oferta de doses”. No cenário nacional, Nésio ressaltou que o Espírito Santo se destaca, estando entre os cinco estados que melhor têm implementado o Plano Nacional de Imunização (PNI), além de estar entre a segunda e a terceira posição no ranking sobre o percentual de doses aplicadas. “Nossa vacinação caminha bem avaliada pela sociedade e pelos órgãos oficiais”, afirmou, informando que, atualmente, 53 municípios estão com menos de 20% de doses disponíveis para aplicação na população, tendo, portanto, aplicado mais de 80% das doses recebidas, considerando a D1 e a D2. “Temos uma velocidade importante na maioria dos municípios. As dificuldades são pontuais”, resumiu. Transparência A apresentação contou com a presença do ouvidor do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado, Rafael Caliari, e do secretário da Secont, Edmar Camata. O gestor de Controle e Transparência destacou que a vacinação contra o SARS-CoV-2 é “a política pública mais importante no momento”, com reflexos para além da saúde pública, sendo também “a política econômica mais importante”, que pode “salvar a economia” do país. Edmar Camata também afirmou que “o Espírito Santo tem se dedicado a ser o mais transparente do Brasil em relação a essas políticas públicas, conforme o ranking da Controladoria Geral da União, divulgado há quinze dias” “Quando o cidadão recebe a picadinha da vacina, não sabe que há dezenas de pontos que não podem falhar: logística, armazenamento, capacitação do profissional de saúde e respeito à ordem de prioridade”, descreveu. Mesmo sendo executada pelos municípios, a vacinação exige um controle interno também por parte do governo do Estado, sendo a primeira tarefa, a criação de um check list da Ouvidoria e a subsequente doação desse dado para os municípios, para que a política seja aperfeiçoada, com resolução das dificuldades encontradas. Nesse sentido, a Secont tem realizado uma auditoria de todo o processo e alguns dados já geraram alertas e ajustes. Os auditores visitaram fisicamente os municípios que possuem redes de frios – Colatina, São Mateus, Cachoeiro de Itapemirim e Vitória – e municípios satélites às redes, como Ecoporanga, João Neiva, Vila Velha e Guaçuí. O objetivo é ter uma avaliação qualitativa do processo, visto que a avaliação quantitativa já foi concluída. Do ponto de vista quantitativo, já se sabe quais os municípios estão mais céleres na aplicação das doses na população, com destaque para Divino de São Lourenço, Muniz Freire, Irupi, Domingos Martins e Afonso Claudio. Do outro, há os que estão com estoques altos de doses, o que pode ser resultado de uma dificuldade logística de fazer as vacinas chegarem à população ou de falha na alimentação do sistema com os dados do andamento da campanha. “É importante alimentar o sistema a tempo, porque é preciso saber quem já recebeu a primeira dose, para planejar as próximas etapas”, ressaltou Edmar Camata. Nessa situação estão Guarapari, Vila Velha, Fundão, Aracruz e Mimoso do Sul. “A auditoria vai buscar soluções para essas demoras”, disse. O relatório da investigação tem previsão de ser liberado no dia três de maio, mas alguns alertas já estão sendo feitos. “Foram emitidos alertas para dois municípios que estão com vacinas a vencer nos próximos dias”, disse. Fura-filas O ouvidor do SUS no Estado, Rafael Caliari, apresentou um compilado das manifestações recebidas ao longo das doze últimas semanas, desde meados de janeiro. No período, foram colhidas 458 manifestações, sendo 314 (68,55%) classificadas como reclamações (174) e denúncias (140). Em seguida aparecem os pedidos de informações (118); as solicitações (24); e sugestões (2); não tendo sido registrados elogios. Entre as denúncias, a maioria (128) foi de fura-filas e, entre as reclamações, 68 foram relativas à necessidade de ampliar a oferta de doses. Setenta e dois por cento das manifestações estão relacionadas a demandas junto aos municípios (225), sendo a Sesa responsável por outros 25% (78). A maioria das respostas emitidas pelos entes responsáveis dá conta de que “seguem orientações das resoluções Comissão Intergestores Bipartite (CIB)”; que “julgam improcedente a manifestação”; que “faltam dados para investigação”; ou que “sugerem buscar o Ministério Público”. Em proporção menor, algumas manifestações à Ouvidoria desdobraram-se em apuração dos fatos e abertura de processo administrativo disciplinar (em três municípios); em abertura de sindicância (por um hospital privado), mas que não se comprovou; havendo ainda outros fatos em apuração pela Sesa e Secont, via auditoria. “Algumas manifestações não são casos de fura-fila, mas sim reclamações de demora em sites de agendamento, que podem trazer aos entes dados para melhorias dessas ações de vacinação”, declarou Rafael Caliari, complementando que algumas ainda não foram respondidas pelos responsáveis. Participação cidadã Rafael Caliari lembrou ainda que as ouvidorias públicas brasileiras, incluindo a do SUS, são previstas na Constituição Federal, que estimula a participação cidadã na gestão do SUS, e que é importante que o cidadão participe com informações corretas e o mais completas possível, incluindo datas, nomes e descrição dos fatos. O cidadão que não ficar satisfeito com a primeira resposta, sublinhou, pode fazer uma nova manifestação, solicitando uma melhor resposta. A Ouvidoria do SUS

14/04/2021 / 6 Comments
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‘Edson Magalhães, o senhor é culpado por cada morte de servidor’

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Vídeo indignado publicado pelo sindicato dos servidores de Guarapari denuncia mortes e falta de medidas de proteção Após a morte de dois motoristas nessa segunda-feira (12), somando seis servidores da Prefeitura de Guarapari vítimas da Covid-19, o funcionalismo municipal denuncia a dificuldade de acesso a Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e a demora no afastamento de pessoas do grupo de risco. “Edson Magalhães [DEM], o senhor é culpado por cada morte de servidor”, denuncia indignado e emocionado, em vídeo, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Direta e Indireta e do Poder Legislativo de Guarapari (Sintrag), Thiago Magno, em referência ao prefeito. Segundo Thiago, já morreram duas professoras, dois motoristas, um gari e um técnico de enfermagem. Os motoristas trabalhavam na Secretaria Municipal de Educação (Semed) e na Secretaria Municipal de Postura e Trânsito (Septran). “Edson Magalhães, o senhor é responsável quando coloca todos os servidores na linha de frente, sem vacinação, sem as proteções necessárias […] Isso aqui não é politicagem. Eu já não aguento mais receber notícia de servidores que estão falecendo”, exalta Thiago Magno no vídeo, publicado nas redes sociais nessa segunda-feira (12). O sindicalista mostra exaustão com a situação. “Eu não estou aguentando mais ver meus colegas morrerem e não poder fazer nada [….] Seja um bom patrão. Vacine os nossos colegas, vacine os seus servidores, tire da linha de frente se não puder vacinar, mas faça alguma coisa”, reivindica. Thiago aponta que quando os servidores solicitam equipamentos como máscaras e faceshields, encontram dificuldades para receber ou são respondidos com quantidade inferior ao necessário. “Servidores fazendo atendimento em postos de Saúde com atendimento à Covid sem jaleco, sem proteção facial, sem alguns tipos de equipamentos que são necessários quando você vai atender síndrome gripal. Os servidores têm se queixado muito disso”, declara Thiago Magno. “Por exemplo, uma servidora era técnica de enfermagem mas tinha comorbidade, tinha certa idade, e estava na linha de frente da mesma forma que qualquer outro”, ressalta.  O sindicalista afirma que, assim como ela, outros profissionais reclamam da demora para afastamento de gestantes e pessoas do grupo de risco.  O sindicato também cobra iniciativas do Executivo Municipal e da Secretaria Municipal de Saúde para a compra de vacinas contra a Covid-19 por conta própria, por meio de consórcios. “Eu vou encher aquela prefeitura de cruz por cada servidor que está morrendo. É o senhor que coloca o servidor na linha de frente e não vacina os seus servidores”, ressalta. Números Guarapari já contabiliza 12.084 casos confirmados e 273 óbitos causados pelo coronavírus, de acordo com o boletim divulgado pela prefeitura nessa terça-feira (13). Na ocasião, 37 pacientes estavam hospitalizados por causa da doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, atualizados na manhã desta quarta-feira (14), o município aplicou 14.624 doses de vacinas contra a Covid-19. Foram 12.091 aplicações da primeira dose e 2.533 pessoas na segunda. 

14/04/2021 / 0 Comments
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Luciano Gagno é efetivado como secretário de Cultura de Vitória

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Advogado era subsecretário e nomeação, aparentemente, põe fim à indefinição de mais de três meses sobre comando da pasta Divulgação Depois de mais de 100 dias de indefinições da gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos), parece que a Secretaria de Cultura de Vitória finalmente terá um secretário definido. Após muitas voltas, a solução encontrada foi caseira: subsecretário desde janeiro, Luciano Gagno foi efetivado nesta quarta-feira (14) no cargo de secretário. Doutor em Direito e professor universitário, ele vinha respondendo pela pasta e participando das reuniões do Conselho Municipal de Políticas Culturais (Comcultura). A pergunta que pode pairar é: por que demorou tanto? Pazolini iniciou seu governo nomeando Valéria Morgado, subsecretária de Comunicação (ligada a outra secretaria), para acumular como interina o cargo de secretária de Cultura, logo substituída por Gagno também como interino. Uma novidade veio em fevereiro, quando Sérgio Meneguelli (Republicanos), ex-prefeito de Colatina, anunciou em alto e bom som que havia sido convidado pelo chefe do executivo da Capital para assumir o cargo, tendo pedido alguns dias para pensar. Depois de aproveitar todos os holofotes, ele anunciou em um vídeo que não aceitaria o cargo, já que sua meta é ser candidato ao legislativo em 2022, provavelmente a deputado estadual. No primeiro mês, qual era o plano de Pazolini para pasta? Eleito no ano anterior, ele convidou um correligionário sem antes saber de suas pretensões? O prefeito nunca se manifestou diretamente sobre suas intenções para a secretaria, o que levou conselheiros a dizerem que a impressão era que Pazolini não sabia o que fazer com a cultura.  Em seguida, diante do vácuo, o prefeito deu mais um sinal estranho e ainda não explicado. Nomeou a vice-prefeita Capitã Estéfane (Republicanos) para responder pela secretaria. A nomeação de uma militar para a pasta causou estranhamento no setor. Por outro lado, poderia significar algum prestígio, já que colocaria alguém muito próximo da gestão para acompanhar a questão, embora não tivesse atuação na área. Estéfane não apareceu nas reuniões do Comcultura e logo também foi exonerada da função de secretária sem explicações. Enquanto isso, era sempre Luciano Gagno quem respondia pela secretaria, tendo inclusive um atrito em sua primeira reunião com o conselho, quando, segundo conselheiros, teria declarado que os eventos culturais não seriam prioridade, algo que posteriormente negou. Aparentemente, Luciano não teria capital político para assumir um cargo de primeiro escalão, já que foi candidato a vereador pelo Solidariedade em 2020 e obteve apenas 159 votos. Também não é reconhecido no meio da cultura, embora esta tenha aparecido em algumas de suas propostas de campanha. Apesar de atritos iniciais com o setor e passado o acirramento dos ânimos, Gagno conseguiu melhorar a relação com o conselho, sendo visto por representantes como aberto ao diálogo. Porém, os desafios são imensos, a começar por pendências herdadas da gestão anterior, como a Lei Rubem Braga, de fomento à cultura no município, que depois de anos paralisada ainda não conseguiu concluir a seleção do edital de 2020. Na Lei Aldir Blanc, cuja extensão está para ser votada no Congresso Nacional, Vitória teria que devolver à União cerca de R$ 1,5 milhão, mais da metade do recebido, por não conseguir selecionar e empenhar o recurso. Caso o parlamento nacional aprove a proposta que permite reinvestir esse recurso, o secretário pode ter um trunfo caso não se avance rapidamente na Lei Rubem Braga. Nos próximos meses, a agenda com o setor também será intensa. Embora houvesse sido anunciada a realização de uma Conferência Municipal de Cultura em abril, esta foi convertida em um seminário que deve acontecer em 27, 28 e 29 de abril, devido às dificuldade de atender a tempo os trâmites necessários para realizar uma conferência. Em maio, haverá eleição para a próxima gestão no Conselho Municipal de Políticas Culturais.

14/04/2021 / 2 Comments
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Ordem dos Advogados insiste na manutenção de 27 comarcas no Estado

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A deputada Janete de Sá apontou os prejuízos que serão gerados com a extinção das comarcas no interior A extinção de 27 comarcas pretendida pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) volta a ser abordada, menos de um mês de um novo julgamento pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que suspendeu o andamento desse processo, a partir de uma liminar concedida à seccional estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES). Na próxima segunda-feira (19), a entidade promoverá um ato online em defesa da manutenção das comarcas, que desde 2019 mobiliza, também, deputados estaduais, prefeitos e sindicatos dos serventuários da Justiça. Nesta quarta-feira (14), a deputada Janete de Sá (PMN) afirmou, na sessão ordinária da Assembleia Legislativa, que vem sendo acionada por moradores do interior que se sentem prejudicados com a extinção das comarcas. O Tribunal queria extinguir 44 comarcas, reduzindo esse número para 27, por conta de pressões de vários setores. “Lamentavelmente, já possui autorização para fechar as de Alto Rio Novo, Apiacá, Atílio Vivacqua, Dores do Rio Preto, Ibitirama, Itarana, Laranja da Terra e São Domingos do Norte”, comentou a deputada, enfatizando que defende a manutenção das comarcas. “A alegação de Tribunal e Justiça é a falta de pessoal, o que é contestado pelos sindicatos dos profissionais do Poder Judiciário, tendo em vista que existe uma distribuição que é incompatível com a necessidade. Nessa distribuição, segundo eles, alguns servidores acabam ficando em seus locais de moradia na Grande Vitória e faltam servidores para cobrir as necessidades no interior”. Segundo Janete, “o Tribunal e Justiça precisa enfrentar essa situação e construir condições para que essas comarcas funcionem, porque o que a população paga ao Poder Judiciário para ter o serviço é muito grande, são valores dispendiosos para manter a Justiça no Estado. Não ter essa Justiça na sua comarca é um prejuízo enorme para essas pessoas, que vão continuar pagando por esse serviço”. A parlamentar apontou prejuízos com a redistribuição do acervo de uma comarca para outra, enfatizando que, além de dificultar o acesso das pessoas à Justiça, a ausência de um juiz e de outras autoridades constituídas gera insegurança à população. “Há um distanciamento da Justiça para com as pessoas daquele município, que certamente não terão, às vezes, a disponibilidade de estarem se deslocando para outra cidade buscando Justiça, que deveria ser concedida segundo os preceitos constitucionais”, disse Janete. Os questionamentos sobre a extinção das comarcas vêm desde 2019, quando foram iniciadas ações visando a suspensão imediata das resoluções do TJES. Em junho de 2020, a OAB-ES apresentou manifestação nesse sentido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que acatou a solicitação e suspendeu a resolução, confirmando a liminar, por unanimidade, no dia 4 de agosto. Está autorizada, atualmente, a extinção de oito comarcas. “Essa decisão de extinguir 27 comarcas aconteceu em plena pandemia da Covid-19, sem que se aguardasse a volta à normalidade para que o assunto fosse discutido com ampla publicidade e com a maturidade que o caso requer. A mudança, além de ser autoritária, antidemocrática, e profundamente radical, impactará frontalmente o jurisdicionado, sendo que a perda transcende aos jurisdicionados e advogados, atingindo a própria economia das municipalidades”, ressalta o presidente da OAB-ES, José Carlos Rizk Filho. O advogado afirma ainda que a economia com a extinção das 27 comarcas não justifica a medida, já que o gasto com pessoal será agregado em outras unidades. “Alegar uma economia de 12 milhões de reais/ano em um orçamento anual de mais de 1,3 bilhão de reais/ano tangencia o completo absurdo, eis que não é causa que justifique a extinção de 27 comarcas”, justifica. Atendendo a uma solicitação dos prefeitos, a OAB-ES já realizou uma audiência pública na seccional, em Vitória. O objetivo foi escutar os anseios e a preocupação dos 23 prefeitos presentes, que pleitearam a manutenção do modelo atual.  José Carlos Rizk Filho, o secretário-geral da Ordem, Marcus Felipe Botelho Pereira, e dirigentes de Subseções já manifestaram ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES) a preocupação da entidade com o projeto do Judiciário de integração de Comarcas no Espírito Santo, que estava em fase de conclusão. Eles se reuniram com o presidente do TJES, Ronaldo Gonçalves de Sousa, e reafirmaram o posicionamento contrário à medida. Presidentes das Subseções da OAB-ES se articularam em oposição à decisão do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), reduzindo de 69 para 44 o número de Comarcas. Assim, 27 municípios deixariam de ter fóruns, afetando a advocacia local e a população, dificultando o acesso ao atendimento à justiça. No ano passado, a integração de Comarcas gerou diversas manifestações por todo o interior do Espírito Santo.

14/04/2021 / 0 Comments
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​Mais uma travesti é esfaqueada na Grande Vitória em sete dias

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Desta vez o crime aconteceu em Cariacica, e será investigado como tentativa de homicídio pela PC Mais uma travesti sofreu tentativa de homicídio na Grande Vitória. Na madrugada desta quarta-feira (14), uma vítima foi esfaqueada no bairro Vila Capixaba, em Cariacica. A pessoa ficou em estado grave e, após o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi encaminhada para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE). De acordo com a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), os policiais não conseguiram verificar a autoria do crime com a vítima, em razão do estado de saúde da travesti. Os agentes foram acionados para atender uma ocorrência de tentativa de homicídio por arma branca. O crime será investigado por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cariacica. A Polícia Civil não informou mais detalhes do ocorrido para preservar a apuração e, até o momento, nenhum suspeito foi detido. “A PCES destaca que a população pode auxiliar na investigação por meio do telefone 181. O Disque-Denúncia é uma ferramenta segura, onde não é necessário se identificar para denunciar. Todas as informações recebidas são investigadas. As informações ao Disque-Denúncia ainda podem ser enviadas por meio do site, onde é possível anexar imagens e vídeos de ações criminosas”, ressalta. Crime em Vila Velha Em apenas sete dias, este é o segundo registro de violência contra uma travesti na Grande Vitória. Na quarta-feira passada (7), uma vítima foi esfaqueada próximo à Praia de Itaparica, em Vila Velha. Na ocasião, a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) não confirmou a informação preliminar de que as facadas foram em resposta a uma tentativa de assalto. A Polícia Militar apontou que isso não constava no boletim de atendimento. Violência aumentou na pandemia O cenário de violência contra pessoas trans e travestis se intensificou no Espírito Santo e em todo o Brasil. De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), pelo menos 175 assassinatos contra esse grupo foram registrados no país em 2020. Em 2019, 124 assassinatos foram contabilizados. No País, 90% da população de travestis e mulheres trans precisam recorrer à prostituição como fonte de renda, como apontam dados da Antra.  Os dois casos registrados no Espírito Santo, em apenas uma semana, lançam holofotes para os riscos que essas pessoas correm todos os dias. Polícia não confirma tentativa de assalto por travesti esfaqueada em Vila Velha Vítima foi atendida no Hospital Antônio Bezerra de Faria. Caso alerta para realidade da população de travestis e mulheres trans  https://www.seculodiario.com.br/seguranca/policia-nao-confirma-versao-de-assalto-por-travesti-esfaqueada-em-vila-velha Coletivos capixabas cobram espaços para população em situação de rua LGBTQIA+ Locais garantiriam acolhimento desse público e, consequentemente, resultados mais efetivos no tratamento de drogadição https://www.seculodiario.com.br/direitos/coletivos-capixabas-cobram-espaco-para-populacao-em-situacao-de-rua-lgbtqia

14/04/2021 / 0 Comments
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Sophia de Mello Breyner e seu livro Dual

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A poeta portuguesa Sophia coloca Fernando Pessoa como tema e forma poética A poesia de Sophia se estende mais ainda, agora, em seu livro Dual, em que ela se lança numa imersão na poesia produzida por Fernando Pessoa, este cânone incontornável da poesia moderna portuguesa. Com eixos formais já usados e aperfeiçoados por Sophia, aqui com linhas temáticas que persistem em sua obra, a participação da poesia de Fernando Pessoa se dá por meio de um confronto de uma poeta que, em sua essência, ainda é de dicção mais clássica. Este belo desafio de encontrar um elo entre esta sua poesia e a de Pessoa produziu bons frutos no livro Dual, sobretudo o poema de título Em Hydra, evocando Fernando Pessoa, sendo feito um livro em que a poeta Sophia coloca Pessoa como tema e forma poética, e a amplidão de sua voz ganha o reforço de uma voz que não lhe pertencia, realizando uma experiência poética que lhe engrandeceu. As temáticas de ausências e sombras ainda estão como eixos da poesia de Sophia. Dual possui, ainda, um certo luto do coração da vida, uma visão de unidade ou fusão natural, e a sua poética da perda, como seu cânon temático, quando não se fala do mar, o centro de tudo em sua poesia. O título Dual, por sua vez, que dá a cara deste livro, é fruto deste confronto bicéfalo de Sophia, que tem um tipo de dicção, com a poesia canônica de Pessoa, um diálogo que se iniciara no Livro sexto, no poema Fernando Pessoa. Tal confronto ganha uma força descomunal no poema que falei, que é o potente Em Hydra, evocando Fernando Pessoa, que sempre será citado como o grande confronto realizado por Sophia com este cânon inquebrantável da poesia de Pessoa. O fato que persiste, ainda, diante deste confronto, é a presença anterior de uma poesia de Sophia que se fundia à natureza, meio que habitando filosoficamente a dita “casa do ser”, um tipo de mundo desconhecido e exterior à poesia de Pessoa. O poeta dos heterônimos produziu para si um mundo solitário de uma falta de lar ou paradeiro, uma dispersão absoluta que se perdeu no caos dos heterônimos, o melhor sintoma de escritos que se destinaram a ficarem dispersos, colhidos por bibliófilos avidamente até os dias atuais. DE DUAL  POEMAS  EURYDICE: Numa poesia órfica, o lamento é nostálgico, e cheira o sal do mar, num canto mais antigo que os navios, e a fusão tectônica como coda : “O teu rosto era mais antigo do que todos os navios/No gesto branco das tuas mãos de pedra/Ondas erguiam seu quebrar de pulso/Em ti eu celebrei minha união com a terra”. EM NOME: A poética da perda aqui aparece em Sophia, e sua poesia faz este breve lamento choroso : “Em nome da tua ausência/Construí com loucura uma grande casa branca/E ao longo das paredes te chorei”. DELPHICA: II : A narrativa fala da queda de Apolo diante de Python, e a justa medida que evoca o deus grego, em sua imagem da harmonia, tem do humano este caráter personificado que dá aos deuses estes embates comuns também ao ser humano, no que temos : “Esse que humano foi como um deus grego/Que harmonia dos cosmos manifesta” (…) “Àquele amor inteiro e nunca cego/Que emergia da praia e da floresta”. A queda de uma arquitetura, de uma ideia, de um projeto, e o poema segue : “Agora jaz sem fonte e sem projeto/Quebrou-se o templo actual antigo e puro/De que ele foi medida e arquitecto” (…) “Python venceu Apolo num frontão obscuro/Quebrada foi desde seu eixo recto/A construção possível do futuro”. Se encerra aqui o primeiro bloco do poema e logo temos o seguinte, no que vem : VI (Antinoos de Delphos) : “Tua face taurina tua testa baixa/Teus cabelos em anel que sacudias como crina”. A descrição enaltece as virtudes do deus, e segue : “Tua pesada beleza/Teu meio-dia nocturno/Tua herança dos deuses que no Nilo afogaste/Tua unidade inteira em teu corpo/Num silêncio de sol obstinado/Agora são de pedra no museu de Delphos/Onde montanhas te rodeiam como incenso/Entre o austero Auriga e a arquitrave quebrada”. Sobra ao mito agora um destino de ruína e antiquário, objeto do museu, em que algo se quebrou, um mito que se tornou longínquo. HOMENAGEM A RICARDO REIS: I : Novamente Sophia empreende um confronto formal com a poesia de Fernando Pessoa, e este diálogo se torna intenso neste seu livro Dual, no que temos : “Não creias Lídia, que nenhum estio/Por nós perdido possa regressar/Oferecendo a flor/Que adíamos colher.”. E o tema se concentra no tempo, e no seu caráter irrepetível, em que o dardo é lançado somente uma vez, no que temos uma visão de uma temporalidade impiedosa, impassível, no que vem : “Cada dia te é dado uma só vez/E no redondo círculo da noite/Não existe piedade/Para aquele que hesita.” O pecado mortal da hesitação é a maior fatalidade que existe neste tempo contínuo e sem piedade, a marcha que aqui se empreende é cega ao murmúrio do arrependimento ou do alvo que se foi, o não-vivido aqui aparece como a tragédia existencial do tempo perdido, no que temos : “Mais tarde será tarde e já é tarde./O tempo apaga tudo menos esse/Longo indelével rasto/Que o não-vivido deixa.” (…) “Não creias na demora em que te medes./Jamais se detém Kronos cujo passo/Vai sempre mais à frente/Do que o teu próprio passo.”. O tempo em Kronos aqui ultrapassa os passos humanos, que cambaleiam diante dos golpes do destino. DUAL: A condução aqui é dual, os cavalos se guiam e a poeta entra em fissura, seu espírito, ao fim, se desagrega : “Dois cavalos a par eu conduzia/Não me guiava a mim mas meus cavalos” (…) “E no país de espanto e de tumulto/Em mim se desuniu o que eu unia”. INICIAL: O poema canta o regresso da poeta à sua senda original, possível destino de sua poesia, e sua alma é lavada, um rito que lhe restitui a praia inicial de sua vida

14/04/2021 / 0 Comments
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Morre de Covid-19 o ex-prefeito de Santa Teresa

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Gilson Amaro comandou o município por quatro mandatos, foi deputado estadual e presidiu a Amunes A Covid-19 levou mais um importante ator da política capixaba na noite dessa terça-feira (13). Depois de 57 dias internado, faleceu aos 75 anos Gilson Amaro, ex-prefeito de Santa Teresa e ex-deputado estadual. Ele deu entrada em um hospital no município de Santa Teresa no dia 17 de fevereiro, com 50% dos pulmões comprometidos. Depois foi transferido para Colatina, onde ficou internado na  Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi intubado ao ter comprometimento de 90%. Gilson será enterrado em Santa Teresa e, em função da pandemia, não haverá velório. Nascido em 1945 no distrito de Santa Júlia, então Santa Teresa e hoje São Roque do Canaã, foi liderança regional influente e exerceu o cargo de prefeito de Santa Teresa em quatro ocasiões (1992, 2004, 2008 e 2016). Depois de ter sido vereador e prefeito em de seu município, Gilson ficou na suplência na eleição para a Assembleia Legislativa em 1998, mas chegou a exercer o cargo de deputado pelo então PMDB (hoje MDB), no conturbado final de gestão do governador José Ignácio (eleito pelo PSDB mas terminando o mandato pelo PTN). Em 2002, o então deputado foi eleito pelo PPB e seguiu no legislativo estadual por dois anos, já durante a gestão de Paulo Hartung (então no PSB), tendo renunciado para assumir o cargo de prefeito de Santa Teresa, depois de eleito em 2004 pelo PRTB. Quatro anos depois, foi reeleito na prefeitura, pelo pelo PMDB, permanecendo no cargo até 2012. Entre 2009 e 2012, enquanto prefeito de Santa Teresa, presidiu a Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), em período em que os prefeitos do Estado se articularam em defesa do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) e do sistema de repasse dos royalties de petróleo. Foi sucedido na entidade por Eliezer Rabelo, então prefeito de Vargem Alta. Em 2014 concorreu a deputado federal pelo DEM, sem sucesso. Mas Gilson Amaro ainda voltara a comandar a prefeitura de Santa Teresa entre 2016 e 2020, eleito pelo DEM. No entanto, mudaria de partido novamente, concorrendo à reeleição no ano passado pelo PP, mas terminaria derrotado por Kleber Medici (PSDB), que teve mais de 50% dos votos no município. O PP, ao qual Gilson Amaro ainda era filiado, lamentou em nota o falecimento do ex-prefeito. “Sentimos muito pela perda irreparável da nosso querido amigo, parceiro de lutas, homem íntegro e trabalhador. Nosso respeito e carinho aos familiares e amigos enlutados”. Pelo Twitter, o governador Renato Casagrande (PSB) se declarou triste com a partida de Gilson Amaro. “Mais uma vítima da Covid-19. Neste momento de dor me solidarizo com seus familiares e amigos. Gilson deixa um legado de trabalho, dedicação e amor à sua terra. Siga em paz, amigo!”, escreveu. O governador decretou luto oficial, por três dias, em sinal de pesar pelo falecimento do ex-prefeito de Santa Teresa.

14/04/2021 / 0 Comments
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