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Motoristas paralisam Sistema Transcol em reivindicação por vacina para rodoviários

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Mobilização ocorreu até as 9h. Sindicato afirma que 30 motoristas morreram de Covid-19 durante a pandemia Os ônibus do Sistema Transcol não saíram da garagem nesta terça-feira (13). Os motoristas, mobilizados pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário do Espírito Santo (Sindirodoviários), fizeram uma paralisação até as 9h. Eles reivindicam que a categoria seja incluída nos grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19. O diretor da entidade, Valdecy Dulcilina, afirma que, durante toda a crise sanitária, cerca de 30 rodoviários morreram e que, atualmente, vários estão internados. De acordo com ele, essa situação tem deixado os trabalhadores assustados. “Nós prestamos um serviço essencial, estamos desde o início da pandemia com a mão na massa”, diz. Valdecy questiona a inclusão somente de algumas categorias profissionais entre os grupos prioritários. “As forças de segurança foram vacinadas. Os professores começarão a ser vacinados no dia 15. Não somos contra vacinar essas pessoas, mas devemos ser vacinados também. A gente só serve para carregar o peso? Nós não somos diferentes dos guardas e dos professores. Nossa vida não vale menos”, destaca Valdecy. Ele afirma que, com o retorno dos ônibus à circulação, nesta terça, após duas semanas parados, o transporte coletivo está superlotado, o que causa ainda mais apreensão entre os motoristas.  A inclusão dos rodoviários no grupo prioritário para vacinação tem sido pleiteada também pelas centrais sindicais. Entre as reivindicações feitas na reunião com a gestão de Renato Casagrande (PSB) em oito de abril, foi reivindicada a vacinação não somente desses trabalhadores, mas também a dos eletricistas da EDP, funcionários dos Correios, trabalhadores de postos de combustível, bancários, comerciários, ferroviários, motoboys que fazem entrega por meio de aplicativo, além de pessoas que trabalham na limpeza pública e no saneamento. As entidades que participaram da reunião foram a Central Única dos Trabalhadores (CUT/ES), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Força Sindical, Intersindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical (NCS), CSP Conlutas e Pública. Do poder público, compareceram o governador Renato Casagrande; a secretária estadual de Direitos Humanos, Nara Borgo; o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes; e o secretário estadual de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc. Foi deliberada a criação de uma comissão composta pela secretária estadual de Direitos Humanos, as centrais sindicais e a deputada Iriny Lopes (PT), que, de acordo com a presidente da CUT/ES, Clemilde Cortes, foi quem articulou a reunião com o governo. A comissão terá como objetivo encaminhar as demandas das centrais e possibilitar, ainda, que elas possam opinar nas decisões do Governo do Estado que dizem respeito à gestão da crise sanitária. ‘As centrais sindicais foram finalmente ouvidas pelo governo’ Reunião entre Casagrande e oito entidades abriu diálogo reivindicado pela sociedade civil há um ano https://www.seculodiario.com.br/politica/as-centrais-foram-ouvidas-o-que-antes-nao-tinha-acontecido

13/04/2021 / 1 Comment
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Déficit de pessoal no Vila Velha Hospital é grave, avalia Conselho de Enfermagem

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Coren vai oficiar Sesa e MPES sobre gravidade dessa e outras irregularidades, que ameaçam segurança dos pacientes Divulgação Começou a correr nesta segunda-feira (12) o prazo concedido pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren-ES) ao Vila Velha Hospital, para que sejam tomadas as medidas necessárias à resolução das diversas irregularidades constatadas durante inspeção efetuada na última sexta-feira (9), após manifestação feita por profissionais que trabalham no local, com apoio do Sindicato dos Enfermeiros (Sindienfermeiros/ES). Divulgação  A inspeção só pôde ser realizada sob acompanhamento da Polícia Federal, após horas de espera, sem que houvesse consentimento espontâneo da direção do hospital. Durante cerca de dez horas, os conselheiros se distribuíram entre as diferentes alas da instituição, verificando péssimas condições de trabalho, que, além de trazerem prejuízos para os trabalhadores, colocam em risco a segurança dos pacientes, sejam os de convênios particulares quanto os oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS). “O Coren é um órgão fiscalizador, não precisaria de polícia para entrar no hospital. E o que a gente encontrou lá dentro só reforça a atitude abusiva da instituição, de querer impedir o Coren de realizar seu papel”, aponta a presidente do Coren-ES, Andressa Barcellos. Uma das primeiras irregularidades constatadas foi o desrespeito à Nota Técnica nº 04 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece o “fluxo exclusivo dos pacientes com síndrome gripal nos prontos-socorros”. “Se o paciente tem sintoma gripal, ele tem que entrar num caminho diferente do paciente que não tem sintoma gripal. Eles não podem se encontrar dentro do hospital”, descreve, salientando que a separação deve acontecer em todos os sentidos, desde o espaço físico até os instrumentos e laboratórios, e incluindo os profissionais que atendem aos dois públicos diferentes. “Se eu atendo um paciente com Covid e depois atendo outro que não tem Covid, sou uma fonte de infecção”, reforça. Faltam profissionaisOutra situação que chocou profundamente os conselheiros foi a defasagem de quadro de pessoal. A denúncia já havia sido feita na manifestação de sexta-feira, quando os enfermeiros afirmaram ter que cuidar de um número até duas vezes maior que o estabelecido na legislação. A presidente do Coren-ES explica que o quantitativo exato, no entanto, sequer pôde ser medido, pois o hospital não dispõe do enfermeiro técnico responsável, que é quem faz esse dimensionamento. A contratação desse profissional é uma das primeiras exigências do relatório da inspeção e tem prazo de três dias pra ser cumprida, até esta quarta-feira (14). Após essa contratação, o dimensionamento precisa ser entregue em uma semana. “É muito leito para pouco técnico e enfermeiro”, afirma a presidente do Coren, de forma simples e direta. “Paciente com diagnóstico de Covid é grave e potencialmente grave”, ressalta. A instabilidade e o cansaço respiratório são muito comuns, mesmo na enfermaria, o que demanda auxílio constante para as atividades mais elementares. “Demanda um olhar e um monitoramento maior”, acentua. Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), então, afirma, a demanda é ainda maior, pois o paciente via de regra, se alimenta por sonda, permanece sedado, precisando de auxílio até para a limpeza oral, para fazer suas necessidades fisiológicas, além de receber a medicação no horário certo. “Se não tem profissional suficiente, o paciente é exposto a riscos extras”, salienta. A posição de pronação, por exemplo, de virar o paciente de barriga pra baixo, pode requerer de seis a nove pessoas para ser realizada. E enquanto esses profissionais cuidam de um paciente, outros podem ficar desassistidos e terem piora no seu quadro de saúde. Devido ao déficit grave de pessoal, o hospital tem trabalhado com muito remanejamento, o que não é a solução para o problema. “Estão tirando de outros setores para cobrir o setor de Covid”, observou Andressa e os demais conselheiros. A manobra, explica, é perigosa, pois faz com que profissionais não habituados com a rotina de internação Covid tenham que se adaptar por conta própria, sem o devido treinamento. A situação caótica, avalia a presidente do Coren, não se justifica, nem mesmo nesse momento de novo e mais intenso pico da pandemia no Estado, pois não tem sido registrada, com tamanha gravidade, em outros hospitais, nem privados nem públicos, apesar da sobrecarga de trabalho dos funcionários que todos atravessam. “É uma questão de planejamento, já estamos com um ano de pandemia”. EPIs e aglomerações A inspeção identificou diversas outras irregularidades, como o não fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados – especialmente o avental “capote” com a espessura correta – e a impossibilidade de distanciamento físico mínimo de 1,5 metro entre os funcionários durante a alimentação no refeitório. Coren-ES O hospital também não disponibiliza locais de repouso em quantidade e condições adequadas, havendo casos de funcionários que se deitam sobre cadeiras e até dentro de banheiro. E mesmo furtos são comuns, pois não há armários para guarda dos pertences pessoais durante o expediente, ficando todos amontoados em espaços coletivos. Coren-ES “A assistência aos pacientes é muito precária e os profissionais estão trabalhando no limite físico, técnico e psicológico, com muito assédio moral”, relata a presidente. “É inaceitável que uma instituição que se propõe a cuidar da vida das pessoas ofereça essas condições, que comprometem o exercício profissional e a segurança dos pacientes. Saúde não é mercadoria”, declara, indignada. Diante da gravidade da situação, o Coren vai monitorar a instituição e levar o caso ao conhecimento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), já que o governo do Estado contratualizou 70 leitos de UTI no hospital, além de outros leitos de enfermaria, bem como ao Ministério Público Estadual (MPES). Enfermagem do Hospital Vila Velha exige condições dignas de trabalho Técnicos denunciam: chegam a cuidar do dobro do número de pacientes estabelecido em lei https://www.seculodiario.com.br/saude/enfermagem-do-hospital-vila-velha-exige-condicoes-dignas-de-trabalho

12/04/2021 / 14 Comments
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Dois senadores capixabas apoiam CPI da Covid para investigar Bolsonaro

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Contarato defende a interrupção do mandato do presidente Jair Bolsonaro. Instalação da CPI foi determinada pelo STF Com a assinatura de dois dos três senadores do Espírito Santo, está prevista para ser instalada nesta terça-feira (13), no Senado, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, para investigar a atuação do governo federal no combate à pandemia do coronavírus. Ao acatar a decisão, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), aliado do governo, coloca o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no centro de uma crise apontada como importante elemento de desestabilização de sua gestão, podendo abrir caminho para um impeachment. “O assédio sobre senadores para tumultuar a CPI da Covid e para conspirar contra ministros do STF é mais um crime de responsabilidade para compor a ficha corrida de Bolsonaro: interromper seu mandato é a única bússola para superar essa gravíssima crise!”, afirmou o senador Fabiano Contarato (Rede), um dos que assinaram a petição favorável à CPI, juntamente com a senadora Rose de Freitas (MDB). “Assinei a CPI para apurar responsabilidades sobre mortes por falta de oxigênio, a negativa das ofertas de vacinas que poderiam ter salvado milhares de vidas, além da aquisição dos kits de medicamentos para intubação de pacientes em estado grave, que acabaram falecendo sem nenhum socorro”, disse Rose. A senadora ressalva, no entanto, que, “no momento não deveríamos instalar a CPI para não paralisar o Congresso, numa crise sanitária gravíssima com brasileiros sem remédio, vacina, emprego e comida”. Ela destacou que “famílias inteiras estão destruídas, sofrendo, porque o governo pregava contra as vacinas e se isolou do mundo quando o que mais precisamos é adquirir as vacinas que nos ofereceram”. Para Rose, o ministro Barroso foi provocado e teve que responder constitucionalmente, destacando que o “Brasil precisa de harmonia e ação de governo para salvar vidas brasileiras. Conflito entre STF, governo e Congresso é desserviço”, disse, e enfatizou: “Todas as irresponsabilidades públicas precisam, no momento certo, ser apuradas. A apuração tem de ser estendida a todas as denúncias, de onde vier, envolvendo tudo e todos que forem objeto dessas denúncias: prefeitos, governadores, ONGs. E desde que o processo seja acompanhado de documentos e situações comprobatórias”. O pedido de uma CPI da Covid foi feito em 4 de fevereiro pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), visando investigar ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, o agravamento da crise no Amazonas, com a falta de oxigênio que ocasionou inúmeras mortes. Dos senadores do Estado, somente Marcos do Val (Podemos) não aderiu ao documento. “Com o recrudescimento da Covid-19 em dezembro de 2020 e janeiro de 2021, as omissões e ações erráticas do governo federal não podem mais passar incólumes ao devido controle do Poder Legislativo”, afirma o parlamentar em sua justificativa. A petição do senador Randolfe Rodrigues aponta que o governo federal tem sistematicamente violado os direitos fundamentais básicos de toda a população brasileira à vida e à saúde, dando “péssimo exemplo quanto ao controle da pandemia”, destacando que o governo deixa de seguir as orientações científicas de autoridades sanitárias. Trâmite Nesta terça-feira, após protocolado na Secretaria Geral da Mesa do Senado, o requerimento terá as assinaturas conferidas e será lido em Plenário. Após a leitura, até a publicação, podem ser retiradas ou acrescentadas assinaturas. Em geral, isso é possível até a meia-noite do dia da leitura. Publicado o requerimento e feito o cálculo da proporcionalidade partidária, o presidente do Senado solicita aos líderes que indiquem os membros da CPI. A comissão só pode ser designada quando mais de 50% dos indicados estiverem determinados pelos líderes. Depois disso, o integrante mais idoso do colegiado convoca a reunião de instalação para escolher presidente, vice e relator. O senador Randolfe pleiteia a presidência da CPI. Assinaturas Além de Contarato, Rose de Freitas e Randolfe, assinaram a petição pela abertura da CPI os senadores Jean Paul Prates (PT-RN), Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Alvaro Dias (Podemos-PR), Mara Gabrilli (PSDB-SP), Plínio Valério (PSDB-AM), Reguffe (Podemos-DF), Leila Barros (PSB-DF), Humberto Costa (PT-PE), Cid Gomes (PDT-CE), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Omar Aziz (PSD-AM), Paulo Paim (PT-RS), José Serra (PSDB-SP), Weverton Rocha (PDT-MA), Simone Tebet (MDB-MS), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), Rogério Carvalho (PT-SE), Otto Alencar (PSD-BA), Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Rodrigo Cunha (PSDB-AL), Lasier Martins (Podemos-RS), Zenaide Maia (Pros-RN), Paulo Rocha (PT-PA), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Acir Gurgacz (PDT-RO).

12/04/2021 / 6 Comments
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Desenho partidário

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Com mudança na estratégia do PT, para onde vai Coser nas eleições de 2022? E quem tentará fazer companhia a Helder na Câmara? Leonardo Sá O retorno do ex-presidente Lula ao cenário eleitoral já começa a imprimir uma estratégia para 2022 inversa à do último pleito municipal. Em nome da prioridade de garantir alianças em torno de uma candidatura presidencial de oposição a Jair Bolsonaro, a determinação é de que os estados pisem no freio em relação aos palanques majoritários, como mostrou o jornal O Globo. A exceção caberá somente às regiões onde os petistas sejam considerados de fato favoritos ao governo e ao Senado, ou, no mínimo, tenham chances reais de competitividade. No Espírito Santo, a decisão, comunicada recentemente aos dirigentes partidários, tira de campo a movimentação que pretendia, a todo custo, apresentar chapa ao Palácio Anchieta, tendo Lula como principal cabo eleitoral e puxador de votos. Nessa meta, chegaram a ser levantados os nomes da professora Célia Tavares, que foi para o segundo turno em Cariacica em 2020, e até do ex-prefeito de Colatina, Genivaldo Lievore, que teve desempenho fraco no município que é sua base eleitoral. A perspectiva também levanta questionamentos sobre o futuro do ex-prefeito João Coser, que tentou voltar à gestão municipal da Capital, sem êxito: a ele será reservado o Senado, que tem outros atores em movimentações, ou a Câmara Federal? Além de uma frente de centro-esquerda contra Bolsonaro, o ex-presidente Lula tem defendido chapa ampla à Câmara, para garantir recursos dos fundos partidários e tempo de TV. E, aí, mais uma pergunta: com apenas um deputado federal hoje, quem o PT capixaba irá escalar para tentar fazer companhia a Helder Salomão? O tabuleiro partidário já começa a ser desenhado. UrnasEm 2018, Helder foi reeleito com 73,3 mil votos. Coser também disputou uma cadeira, mas ficou pra trás, com 37,8 mil. PSBLula, como observado no último mês, avança em conversas com o PSB Nacional, partido do governador Renato Casagrande. A costura é que vai ditar as regras por aqui. EmpenhadoOutra investida forte do PT é no senador Fabiano Contarato, para que se filie ao partido. A saída da Rede já é dada como certa, mas junto com os petistas, outras legendas correm atrás dele. A filiação “encorpa” o partido no Senado. No próximo ano, única vaga a ser aberta é a de Rose de Freitas (MDB). À mínguaQualquer que seja o desfecho, porém, deixará a Rede em situação ainda mais complicada no Estado. Contarato é o principal quadro da legenda. O outro é Audifax Barcelos, que está na planície após encerrar o mandato de prefeito da Serra. EstadualDe volta ao cenário local do PT, na Assembleia, o partido, assim como na Câmara dos Deputados, também só tem uma cadeira, de Iriny Lopes, que, tudo indica, buscará a reeleição. Outros postulantes certamente surgirão no esforço de aumentar a bancada. Não recuperouNa disputa municipal de 2020, o PT tinha como meta, ao contrário do plano atual, lançar o maior número de candidatos nas cidades. Tanto para tentar refazer o caminho quanto para defender, como ressaltavam suas lideranças, o legado do ex-presidente, na época ainda inelegível. O resultado, em termos de cargos, porém, foi inexpressivo, e pela primeira vez o partido não conquistou nenhuma capital no País. Não recuperou IINo Espírito Santo, as boias de salvação ficaram resumidas a Coser e Célia Tavares, que avançaram para o segundo turno, respectivamente, em Vitória, segunda principal vitrine política do Estado, e em Cariacica, outro importante município da região metropolitana. Mas a votação no segundo turno acabou menor do que a esperada durante a campanha. Não recuperou IIICom alianças em apenas três palanques no primeiro turno, o partido não levou nenhuma prefeitura nos demais 14 municípios capixabas em que lançou chapa. No interior, em cidades-polo, como Cachoeiro de Itapemirim, o desempenho foi pífio: Joana D’ Ark, candidata do ex-prefeito Carlos Casteglione, obteve apenas 2,16% dos votos. Em Colatina, Lievore, ex-deputado e ex-vereador por quatro mandatos, ficou com 4,61%. Perdas e ganhosJá nas câmaras municipais, o PT reduziu mais da metade de tamanho em relação a 2016, que já era pequeno, mas, como já dito aqui, voltou ao legislativo de Vitória, com Karla Coser, manteve André Lopes em Cariacica, e elegeu lideranças importantes das lutas das comunidades tradicionais do Estado, com o indígena Vilson Jaguareté, o vereador mais votado de Aracruz, e a sem-terra Ciety, a segunda mais votada em São Mateus. Nas redes“Por que Bolsonaro tem tanto medo da CPI da Pandemia?”. Helder Salomão, deputado federal pelo PT FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

12/04/2021 / 2 Comments
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Educadores do campo reclamam de falta de diálogo com a Sedu

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Categoria planeja criação de uma frente para obter um diagnóstico dos prejuízos da pandemia aos estudantes Os desafios educacionais provocados pela pandemia do coronavírus impõem obstáculos ainda maiores para profissionais que atuam fora dos centros urbanos. No Espírito Santo, não é diferente. O Comitê Estadual de Educação do Campo (Comeces) denuncia a falta de diálogo com a Secretaria Estadual de Educação (Sedu) e planeja a criação de uma frente de discussão sobre o assunto. A frente terá o objetivo de reunir dados e informações sobre as escolas do campo no Espírito Santo. O intuito é obter um diagnóstico sobre os prejuízos pedagógicos e políticos da pandemia para a educação na zona rural. A primeira reunião está marcada para esta quinta-feira (15). Neste mesmo dia, uma audiência pública virtual será realizada pela Assembleia Legislativa, às 14h, para debater a educação pública no campo. O encontro é promovido pela Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos, com o tema “Educação e Respeito à Vida”. De acordo com o integrante do Comeces, Francisco Rodrigues, o último contato com a Sedu foi no início do ano, quando representantes do comitê apresentaram demandas das escolas do campo à secretaria, mas não obtiveram sucesso. “Eles disseram que já havia uma resolução que atendia às nossas solicitações e, desde então, não conseguimos mais contato”, afirmou. Arquivo Pessoal Um dos problemas evidenciados pela pandemia é a falta de acesso tecnológico da maioria dos alunos. Francisco, que também é professor em uma escola do campo em São Mateus, norte do Estado, conta que, para evitar o contágio da doença, as escolas em áreas rurais permanecem fechadas desde o ano passado. Durante esse tempo, os únicos contatos entre aluno e professor acontecem de forma remota. Ainda assim, nem todos conseguem ter acesso. “Você entra em uma sala de 32 estudantes, apenas sete ou oito conseguem participar”, denuncia. Como alternativa, os professores também têm disponibilizado atividades impressas para os alunos que podem se deslocar até as instituições. Francisco alerta, porém, que a utilização dos exercícios impressos não é suficiente do ponto de vista pedagógico. “A educação só é produtora de resultado quando existe a relação entre estudante e educador. A educação é fruto dessa relação. Quando o aluno só tem acesso a essas atividades impressas, não tem essa mediação”, aponta. Problemas históricos Francisco ressalta que, historicamente, a educação no campo demorou para ser considerada uma modalidade de ensino e, consequentemente, demorou a ser vista pelo Estado. Com a pandemia, esse atraso foi acentuado. “A pandemia não é democrática. Aqueles que ficavam à margem do Estado vão sofrer mais ainda, vão ter problemas mais graves”, destaca. Além dos desafios impostos pela pandemia, a audiência pública da próxima quinta-feira (15) discutirá o fechamento de escolas do campo, abordará demandas que estão represadas na Sedu e debaterá a importância da gerência em escolas de zonas rurais. Debate O encontro foi proposto pela deputada estadual Iriny Lopes (PT). Ela pontua que a educação pública já vinha sofrendo diversos ataques, que foram intensificados com a crise sanitária da pandemia do novo coronavírus. “Os debates sobre as aulas não presenciais e de forma remota permanecem, uma vez que estamos longe da imunização contra o novo coronavírus para pelo menos 70% da população”, afirmou. A audiência virtual contará com palestra do professor do Centro de Educação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Eduardo Moscon de Oliveira, que atua no Laboratório de Gestão da Educação Básica da Ufes (Lagebes) e integra a Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae). O outro é o professor do Instituto de Ciências da Educação da Universidade Federal do Pará (UFPA) Salomão Mufarrej Hage. Ele também coordena o Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia e a Escola de Conselhos Pará, além de integrar a Coordenação do Fórum Paraense de Educação do Campo. Também devem participar integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Geísa Giuberti e Eliandra Rosa; o representante do Fórum de Educação de Jovens e Adultos, Carlos Fabian de Carvalho e a do Coletivo Educação Pela Base, Verbênia Andrade (ambos ainda fazem parte da Frente Popular em Defesa do Direito à Educação); e a participante do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) e do Comeces, Luciene Erculino.

12/04/2021 / 0 Comments
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Espírito Santo ocupa 5º lugar no ranking da vacinação no Brasil

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Entre as capitais, Vitória é apontada como a segunda que mais imunizou seus moradores  O Espírito Santo é o quinto estado no ranking nacional de vacinação, segundo dados divulgados pelo G1, com base no consórcio de veículos de imprensa, que considera informações das secretarias estaduais de Saúde. Com 12,37% da população imunizada com a primeira dose, a unidade federativa fica atrás somente do Rio Grande do Sul (15,03%), Mato Grosso do Sul (14,97%), Bahia (12,97%) e Paraíba (12,58%). Em último lugar no ranking está o Amapá (6,78%). Em penúltimo e antipenúltimo, respectivamente, Mato Grosso (7,31%) e Rondônia (7,6%). Ao todo, aponta o levantamento, 502,9 mil pessoas receberam a primeira dose. Além de corresponder a 12,37% da população, o quantitativo equivale a 57,88% das doses recebidas pelo Espírito Santo. Na segunda dose, 114,4 mil foram imunizados, o que corresponde a 2,82% da população capixaba e 13,17% das doses recebidas. Nesse último quesito, o G1 contrasta com o Painel Covid, do Governo do Estado, que aponta que 241,2 mil vacinas foram aplicadas em segunda dose, e não 114,4 mil.  No total, aponta o G1, o Espírito Santo aplicou 617,3 mil doses, o que é confirmado por meio do Painel Covid.  O consórcio de imprensa é formado pelo G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL e divulga diariamente os dados de imunização e da Covid-19 no país. Grupos prioritários  Em meio aos grupos prioritários, aqueles que já foram completamente imunizados na primeira e segunda dose são as pessoas com deficiência que moram em residências inclusivas; idosos que habitam instituições de longa permanência; indígenas; e idosos acima de 90 anos. Forças de segurança, quilombolas e idosos entre 65 e 69 anos foram 100% imunizados na primeira dose, mas a vacinação na segunda ainda não começou. Nos grupos que foram 100% imunizados na primeira e cuja vacinação na segunda já começou estão idosos de 85 a 89 anos; de 80 a 84; de 75 a 79; de 70 a 74; e trabalhadores da saúde. No caso desse último, apenas 1% ainda não recebeu a segunda dose, segundo o Painel Covid. Entre os idosos de 60 a 64 anos, apenas 31% receberam a primeira. Segundo lugar no ranking das capitais Com 64,6 mil pessoas imunizadas, ou seja, 17,7%, Vitória apareceu nos últimos dias na imprensa nacional como a segunda no ranking, perdendo somente para Belém, que tem 22,4%. Contudo, o Painel Covid aponta que 80,6 mil pessoas foram vacinadas. Já o “Vacinômetro” da prefeitura indica 84,9 mil pessoas. A diferença pode ser explicada pelo tempo de atualizações dos dados.

12/04/2021 / 0 Comments
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Residência artística reflete sobre cultura, natureza e política na foz do Rio Doce

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Vivência do grupo Implantação em Regência deu origem à exposição virtual de diversas obras de arte e provocações Regência Augusta. A simpática vila linharense na foz do Rio Doce, norte do Estado, foi o local escolhido para a residência artística do coletivo Implantação, envolvendo oito artistas com intervenções dispersas pelo território, feitas discretamente para evitar aglomerações diante da situação de pandemia do coronavírus. Para além de transeuntes que possam ter cruzado com as obras, o resultado da residência é divulgado por meio das redes sociais, mais especificamente na página do Implantação no Instagram, que registra não só as obras como registros de suas construções e bastidores, servindo como uma exposição virtual do resultado dos processos criativos. Além de seus desdobramentos já poderem ser conferidos pelos internautas, a residência ainda será exposta por meio de uma debate ao vivo no dia 21 de abril, às 20h, contando com a presença dos artistas participantes: Ariane Pinheiro, Didico, Renata Apolinário, Victor Monteiro, Rosana Paste e Alexandre Marin. A transmissão será pelo YouTube do Grupo Implantação. Na exposição virtual no Instagram, estão reunidas as diversas experiências e criações artísticas, baseadas na ideia de “Poética Política Natural”, tendo como proposta refletir sobre questões como destruição, regeneração e pertencimento no território. São várias as provocações suscitadas usando a arte como ferramenta. Ariane Piñeiro Uma delas deixou marcado em vários lugares da vila imagens de moradores e animais da região. O trabalho foi desenvolvido por Ariane Piñero, que fez registros fotográficos de forma colaborativa por meio de pesquisa com pessoas locais buscando entender aspectos marcantes na memória e identidade de Regência, além de seus moradores notáveis. O resultado fotográfico foi transformado em lambes de tamanho grande, colados por muros. Um dos mais notáveis foi o da senhora Libete, que figura em tamanho quase real junto a imagens de animais locais na parede externa em que está instalada uma biblioteca comunitária. Outra iniciativa que fica por lá é a Caixa de Experimentação, desenvolvida por Renata Apolinário. Inspirada em projeto anterior desenvolvido na comunidade de Goiabeiras, Vitória, ela buscou os elementos culturais e identitários de Regência para desenvolver uma caixa didática, com usos diversos e materiais simples, que permite ser usada no apoio ao aprendizado das crianças, valorizando os aspectos locais. Além de 100 unidades das caixas distribuídas para estudantes da vila, seu uso e elementos também serão apresentados no blog Navegando na Memória da Vila de Regência, criado pela professora Juliana Novaes. Já a intervenção artística de Rosana Paste foi feita utilizando elementos sonoros, a paisagem e elementos naturais de Regência, e o próprio corpo para performances que compõem uma websérie de vídeos curtos inspirados nos quatro elementos da natureza: Terra, Fogo, Água e Ar.   Os elementos naturais também fazem parte do trabalho de Victor Monteiro na residência. Para compor a obra Finca, ele observou os fluxo das águas do mar e do Rio Doce – ou Watu para os povos originários – e o acúmulo de resíduos orgânicos e inorgânicos depositados em seus leitos e margens, desde árvores e galhos até pedras e materiais industrializados descartados. É com eles que compõe esculturas e instalações partindo do fincar os troncos e galhos na terra para iniciar as instalações. Victor Monteiro Também aproveitando os resíduos, mas com especial atenção àqueles não biodegradáveis, frutos do descarte incorreto dos humanos, Didico produziu durante a residência em Regência diversas obras. Coletando esses materiais, criou desde esculturas a artefatos como comedouros para passarinhos, além de obras inusitadas como o Peixe Chulé, a partir da “pesca” de sandálias que encontrou ao longo das margens do Rio Doce e do mar. Outro resultado foi Minininho, uma instalação em forma de ninho feita com resíduos de tampas plásticas encontradas. Divulgação O sexto elemento da residência é Alexandre Marin, que ficou responsável pela montagem, edição e trilha sonora autoral das obras audiovisuais. Sobre o Implantação A ligação do Coletivo Implantação com Regência Augusta vem de uma primeira intervenção realizada em 2010, utilizando o lixo colhido na foz do rio para denunciar a poluição. Não poderia imaginar que em 2015 a situação se tornaria ainda mais dramática com o crime socioambiental da Samarco/Vale-BHP que depositou toneladas de rejeitos de mineração que atingiram todo leito do rio até o mar. Cinco anos depois do crime e dez depois da primeira intervenção, o grupo voltou ao local tendo que enfrentar também o desafio da pandemia de Covid-19, mantendo o distanciamento e as medidas sanitárias, e tendo todos integrantes que foram a Regência testado negativo para o vírus. Para produzir suas obras e intervenções, os artistas ficaram entre 10 e 45 dias na vila. Mas a residência não acabou lá. Além do trabalho posterior para gerar o conteúdo da exposição virtual, como vem sendo feito por muitos artistas e grupos durante a pandemia, o Implantação segue se reunindo semanalmente de forma virtual para diálogos, estudos e criações como fruto da residência e seus desdobramentos. O projeto da residência artística em Regência recebeu apoio da Lei Aldir Blanc após seleção da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). 

12/04/2021 / 0 Comments
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​BBB 21 (Globo errou)

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A Globo mais uma vez manipulou Tinha escrito um texto sobre o programa semana passada que ficou no ar apenas por um dia aqui no Século, a pedido meu. Agora reedito o texto. Dias atrás, a Globo ficou de saia justa, quando em um dos programas do BBB, o “enganador” João, um dos participantes, armou ao vivo um teatro sobre racismo, incriminando um dos participantes. Lógico que a Globo, detentora da moral e dos bons costumes, veio a publico dar suas explicações em um texto idiota para se desculpar lido pelo apresentador Thiago Leifert. Quem pagou o pato foi Rodolffo, um dos participantes que estava naquele paredão, mas não ia sair nesse dia. Era outro que já estava com bastante votação para sair. A Globo mais uma vez manipulou e tirou Rodolffo, pivô do caso de racismo. Bem, aí todos que seguem o BBB foram às redes sociais para lembrar à Globo que as ex-sisters afrodescendentes Karol Conká e a tal de Lumena, que já saíram, fizeram muito pior e não foram sequer contestadas. Fizeram racismo branco! E assim vai o programa. Hoje tirando a tal Juliette e o agitado Gilberto, só ficaram os piores. A direção tem de dar um gás no programa, senão vai se perder com esses participantes pobres de espírito que ficaram. Vamos a eles: Camilla vai bem, mas quase se estrepou em defesa do João;a Viih Tube (olha o nome), carinha de anjo, mas mau-caráter, flutua pela casa e ninguém sacou a dela ainda. Sua comparsa Thaís, uma planta que só floresce para Fiuk. Muito bobinha ou se faz. Dois que só comem e dormem, Fiuk e Pocah (de Pocahontas). Aliás, esse filho de Fábio Junior só cozinha, fuma e dorme. Ele quase apanhou ao vivo do Arthur. Este conduruense xinga muito e parece infantil. Os contras falam que ele é muito “grosso”. Coisa medonha. Por fim, o “fazendeiro” Caio ficou. Era ele que sairia quando Rodolffo saiu. Fofoqueiro e falso, segundo especialistas do programa. Estão em suas mãos decisões honestas daqui pra frente. Já a paraibana Juliette, pelo visto por aí, carrega a simpatia de uma faixa importante e famosa que acompanha o reality, sem dizer do público que torce pra ela. Ela é justamente o que muita gente gostaria de ser, inteligente boa falante, bonita, justa e decidida. Se é jogo ou não, ela é séria candidata a ganhar esse BBB. PARABÓLICAS Por que os programas esportivos de TV de São Paulo só falam do Palmeiras, ganhando ou perdendo? Falar em esporte, como anda a equipe de esportes da Rádio Espírito Santo? Parece que está ativa, segundo Jotinha. Bem velhinho, Hildelberto Marcelino dos Santos, o Deri Santos, continua fazendo rádio, só que na Bahia, sua terra. Jota Erre, que trabalhou em rádio, primeiro em Cachoeiro e depois aqui em Vitória, hoje é pastor famoso no Rio. ACESSE http://jrm50anos.blogspot.com.br/ ACESSE TRADUÇÃO JRM YOUTUBE Al Green – How Can You Mend a Broken Hearthttps://www.youtube.com/watch?v=xAEFU6-drgI MENSAGEM FINALOs melhores livros ainda não foram escritos. O melhor ano ainda não foi vivido. Nem o melhor amor ainda foi dado a uma mulher. Berton Braley

12/04/2021 / 6 Comments
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Fórum Estadual de Educação se posiciona contra escolas cívico-militares

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Modelo de ensino não integra os planos nacional, estadual e municipais de Educação, destaca a entidade Diante da instalação de escolas cívico-militares na Grande Vitória, o Fórum de Educação do Espírito Santo (FEE/ES) divulgou uma nota em que conclama os fóruns municipais, órgãos colegiados, Ministério Público Estadual (MPES) e a sociedade capixaba a “recusar a adesão dos sistemas públicos de educação, municipais e estadual, ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares”. Para o Fórum, “a solicitação se justifica pelo histórico de construção democrática que vimos empreendendo no Espírito Santo e no Brasil desde o advento do processo de lutas que levam à lei de anistia em 1979 e, posteriormente, à queda da ditadura em 1985”. Cabe ao Estado e aos municípios, defende, investir na melhoria de sua rede de escolas para atendimento universal, atingindo as metas dos Plano Nacional, Estadual e Municipais de Educação. “A implantação de escolas cívico-militares não está presente nesses Planos”, salienta. O Fórum recorda que a Constituição Federal marca o início do regime democrático no Brasil, além da “escola pública universal, inclusiva, que respeita as diferenças, os direitos humanos, a gestão democrática e a qualidade do ensino”, estabelecendo “que a educação pública do Brasil deve se organizar tendo a gestão democrática por base”. Também afirma que se propõe a construir “uma sociedade justa, fraterna e solidária, que passa por uma educação de qualidade socialmente referenciada”. Entretanto, prossegue, estes princípios “não são condizentes com escolas militarizadas e com a transferência do papel de educar ao policial, pois se ao professor não é facultado o poder de polícia, o que é correto, também não poderá ser adequado atribuir à polícia a tarefa de ensinar”. A entidade destaca que, mesmo que seja permitido o acúmulo de cargos para os  militares e bombeiros pela Emenda Constitucional nº 101/2019, ela não altera o capítulo constitucional que trata da educação, nem repercute na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) nº 9.394/1996. “Assim, policial não pode atuar como docente na educação básica e nem ser diretor de escola ou ocupar outras funções na área do magistério. Para isso, é necessária formação específica em licenciatura no ensino superior, conforme estabelecido na LDBEN, em especial nos artigos 62 e 67”. A nota defende que a manipulação pelo medo à punição, pela lógica militar hierárquica, conforme aponta ser algo praticado nas escolas cívico-militares, “não é o modelo pedagógico adequado”. Trata-se, de acordo com o grupo, de “um sistema de recompensas frágeis, pois estimula os estudantes a buscarem prêmios e evitar punições”, além de não permitir “que o aluno aprenda mecanismos de autorregulação refletindo sobre as consequências do comportamento para si e para o outro. “As experiências de escolas militarizadas instaladas em outros estados da federação têm promovido seletividade, exclusão e constrangimento. Tal processo tem sido responsável pela expulsão de alunos que não se adequam ao comportamento imposto ou não conseguem atingir as notas esperadas. O autoritarismo, a diferenciação, a segregação e a exclusão não podem ser tolerados em escolas públicas, pela sociedade capixaba. A corporação militar deve ater-se a suas funções constitucionais”, diz o Fórum, que finaliza o documento defendendo que os Conselhos e Fóruns de Educação “sejam vigilantes no acompanhamento de propostas e convênios para implantação de escolas cívico-militares sem a devida discussão, seja nas Câmaras Municipais ou nos Órgãos Colegiados, além de ampla participação da sociedade”. Escolas Cívico-Militares na Grande Vitória As escolas cívico-militares começaram a ser implantadas na Grande Vitória em 2020, em Viana. Este ano, foi dada ordem de serviço para a implantação de uma em Cariacica, no bairro Itanguá. O município também contará com uma em Jardim América. Vitória é outra cidade da região metropolitana que se prepara para ter uma escola cívico militar. Para isso, a Capital já abriu consulta pública. Também já manifestaram interesse em aderir ao programa nacional, idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro, os municípios da Serra e Vila Velha. ‘Falta transparência nos dados da consulta pública para escola cívico-militar’ Entidades e comunidade escolar de Cariacica também criticam falta de diálogo sobre o modelo proposto https://www.seculodiario.com.br/educacao/falta-transparencia-nos-dados-da-consulta-publica-dizem-entidade-e-comunidade-escolar-em-cariacica Escolas cívico-militares na Grande Vitória preocupam profissionais da educação Viana inaugurou uma, Cariacica deu ordem de serviço, e Serra e Vitória já sinalizaram possibilidade de implantar o modelo https://www.seculodiario.com.br/educacao/escolas-civicos-militares-sao-pautadas-no-autoritarismo

12/04/2021 / 10 Comments
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Milton Simonetti, educador popular, morre de Covid-19

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Milton teve destacada atuação principalmente em movimentos ligados à Igreja Católica do Estado Na noite desse domingo (11), a Covid-19 levou mais um militante histórico dos movimentos sociais capixabas. Faleceu aos 67 anos o engenheiro elétrico Milton Simonetti, que em sua trajetória teve destacada atuação na educação popular. “Foi um ser que viveu intensamente lutando por uma sociedade justa e fraterna, sempre contando com a base da sociedade, com os que mais sofrem”, diz Dante Pola, integrante do Coletivo de Estudos da Conjuntura, do qual Milton também fazia parte. Foto: Reprodução Dante Pola pode, de fato, falar com propriedade sobre a trajetória do colega de militância. Afinal, os dois conviviam desde 1969, quando cursaram Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). De lá pra cá, atuaram juntos em várias iniciativas de cunho social, entre elas o Centro de Educação e Comunicação Popular Dom João Batista, do qual Milton foi um dos fundadores. “Ele dedicou sua vida à educação popular. A estrela-guia dele foi essa. Acreditava que qualquer mudança vinha de baixo, do povo, que a pobreza não é natural, que a fome não é natural”, recorda Dante. O ex-deputado estadual e membro do Coletivo de Estudos da Conjuntura, Cláudio Vereza (PT), destaca, ainda, que atualmente Milton se fazia presente também na Campanha Permanente Contra a Fome e pela Inclusão Social, da Arquidiocese de Vitória, além de ter atuado em espaços como a Cáritas Arquidiocesana de Vitória e no apoio às famílias que se organizavam nas ocupações da região da grande São Pedro, em Vitória. Além disso, atuou junto com Frei Betto no Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo. “Nosso querido amigo Milton Simonetti deixou um rastro de luz, nos convidando a dar continuidade aos seus sonhos e projetos. Viveu em sua radicalidade o seguimento de Jesus. Simples e desprendido, Milton dividia os seus bens com alegria, colocou os seus dons e talentos a serviço, fez a diferença em todos os espaços que ocupou. Ético, coerente, amoroso, com grande capacidade de acolher, de ouvir, de dialogar, abraço largo e apertado, dedicou sua vida à construção de um mundo mais justo, mais humano e mais igualitário”, exaltou Vereza. O sepultamento de Milton Simonetti será nesta segunda-feira (12), às 16h, no cemitério de Santo Antônio, em Vitória, mas será restrito aos familiares. Mariana Zuccarello Com bem menos tempo de atuação nos movimentos sociais capixabas do que Milton Simonetti, mas ainda assim com uma trajetória de relevante contribuição, morreu nessa sábado (10), também de Covid-19, aos 31 anos, a advogada Mariana Zuccarello, o que gerou comoção nas redes sociais. A jovem atuava no Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra (CDDH) e era integrante da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Foto: Redes sociais Em suas redes sociais, o CDDH da Serra destacou a simplicidade, o apego da advogada à família e seu amor pela música. O Vicariato para Ação Social Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória agradeceu a Deus pelo tempo que “nos agraciou com o dom da vida de Mariana Zuccarello”, destacando que alguns dos espaços nos quais ela se fez presente foram as comissões e liturgias da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e do Dia Mundial de Oração. Em 13 de março, outra vítima de Covid-19 foi o pastor da Igreja Metodista Adahyr Cruz, militante dos Direitos Humanos. Ele faleceu no Rio Grande do Sul, onde morava. O pastor foi presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Espírito Santo (Conic), membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos e um dos fundadores do Fórum Reage Espírito Santo, composto por diversas entidades que se uniram no combate ao crime organizado. Foto: Redes sociais Marta Falqueto, integrante do CDDH da Serra, onde Adahyr também atuou, destacou, na ocasião do falecimento do militante, a atuação do pastor na luta contra a corrupção e contra o extermínio da juventude negra. “Sempre nos alimentava na esperança e pedia para que a gente não desistisse. Era destemido e não tinha medo de enfrentar os tubarões, não media esforços para denunciar quem violasse os direitos humanos”, afirmou. Pastor Adahyr Cruz, militante dos Direitos Humanos, morre de Covid-19 O pastor deixou sua marca em diversos movimentos sociais capixabas https://www.seculodiario.com.br/cidades/pastor-adahyr-cruz-militante-dos-direitos-humanos-morre-de-covid-19 Padre Kleber dos Santos Júnior morre de Covid aos 33 anos Nesta quinta-feira, haverá uma missa com a presença dos padres da Arquidiocese de Vitória  https://www.seculodiario.com.br/saude/padre-kleber-dos-santos-junior-morre-de-covid-19-aos-33-anos Frei Luiz Flávio, do Convento da Penha, morre de Covid-19 Sacerdote teve quadro de fibrose pulmonar agravado. Outros dois freis permanecem internados  https://www.seculodiario.com.br/saude/frei-luiz-flavio-morre-de-covid-19-nesta-quinta-feira

12/04/2021 / 1 Comment
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