Veiculações serão entre os dias 30 de agosto e 3 de outubro, para o primeiro turno das eleições Morna até então, quase fria, a campanha eleitoral para as prefeituras começa a esquentar nesta sexta-feira (30), com o início do horário gratuito no rádio e na TV, em calendário estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com regras a serem fiscalizadas pelos tribunais regionais. Até agora, a propaganda, nas redes sociais e no corpo-a-corpo em feiras livres e outros espaços, segue sem muitas novidades, cenário que pode se alterar, principalmente em função do tempo de cada candidato para levar sua mensagem aos eleitores. A eleição deste ano será a primeira diretamente impactada pelas novas tecnologias, especialmente a inteligência artificial (IA), que serve para acelerar a produção de peças publicitárias, mas pode gerar, ao mesmo tempo, muita desinformação, e será pouco utilizada em agências de marketing em Vitória, segundo especialistas ouvidos por Século Diário. Mesmo com esse cenário, o volume de mensagens, o detalhamento de programas de governo e as respostas mais rápidas ao eleitorado propiciadas pelo rádio e pela TV devem contribuir para ampliar o debate de ideias entre a população. Uma forma de substituir a movimentação de rua, cada vez mais chamada para espaços demarcados por grupos específicos e, por essa característica, excludentes. Com o rádio e a TV, há a expansão de territórios e a possibilidade de ampliar o coletivo. No quesito tempo, largou na frente o prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), da coligação “Vitória da União”, formada ainda pelos partidos Novo, PRD e PSD, com 2 minutos e 37 segundos. Em seguida ficou Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), federado com o Cidadania e com o apoio de PSB, MDB e União, com 2 minutos e 35 segundos. O Capitão Assumção (PL), isolado na coligação “Vitória por Você”, ficou em terceiro lugar, com 1 minuto e 58 segundos, vindo em quarto a chapa “Vitória em Primeiro Lugar”, de João Coser (PT), com 1 minuto e 57 segundos, com o somatório dos tempos da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV) e do PDT. A Federação Psol/Rede, da deputada estadual Camila Valadão (Psol), alcançou apenas 25 segundos, mesmo tempo da coligação “Vitória Conectada e Segura”, do candidato Du Kawazaki (Avante), que reúne ainda o Solidariedade. Tecnologia Fernando Carreiro, cientista político responsável pela campanha de João Coser à Prefeitura de Vitória, comenta que, “sem dúvida, a inteligência artificial é uma ferramenta que pode agregar muito às campanhas eleitorais. Todavia acredito que ainda não estamos preparados para lidar com os benefícios dessa tecnologia e seus reveses”. Acrescenta que “o mais sério dos reveses é a desinformação, porque ainda é muito difícil criar mecanismos para identificar o que é crível ou não”, e aponta a ausência de uma legislação específica. “O marco civil da internet coloca alguns parâmetros e a legislação eleitoral manda identificar essas peças (mas nos canais oficiais da campanha, não no off-line, em disparos de mensagens e submundo da rede)”, explica. O ponto abordado por Carreiro está relacionado às regras fixadas pelo TSE para regular a utilização desse tipo de tecnologia nas propagandas eleitorais: o uso de “conteúdo sintético multimídia” gerado por IA deve sempre vir acompanhado de um alerta sobre sua utilização, seja em qualquer modalidade de propaganda eleitoral. Nas peças no rádio, se houver sons criados por IA, deve ser alertado ao ouvinte antes da propaganda ir ao ar. Imagens estáticas exigem uma marca d’água, enquanto material audiovisual deve fazer o alerta prévio e estampar a marca d’água. Em material impresso, o aviso deve constar em cada página que contenha imagens geradas por meio de IA. Em caso de descumprimento, qualquer propaganda pode ser tirada de circulação, seja por ordem judicial ou mesmo por iniciativa dos próprios provedores de serviços de comunicação, como prevê a resolução eleitoral que trata do tema. Ananda Miranda, que comanda a campanha de Luiz Paulo, diz que não há previsão para uso de AI nas propagandas, mas destaca: “A tecnologia é importante justamente para dar agilidade à saída de materiais, mas para a televisão e para a rádio, temos investido no contrário, na humanização da candidatura. Não somos contra o uso, desde que ele esteja rotulado e dentro das regras estabelecidas pelo TSE”. Mesmo entendimento do responsável pela campanha de Camila Valadão, Hélio Gualberto: “A gente não está usando a IA nos processos de criação dos programas do marketing. Podemos usar o chatGPT, talvez para resumir o roteiro ou algo assim. Eu diria que prevalece a inteligência humana para a gente entender o que pensam os eleitores, criar soluções e mensagens para fazer as narrativas políticas”. Horários A propaganda eleitoral gratuita será veiculada entre os dias 30 de agosto e 3 de outubro para o primeiro turno das eleições, que acontecem no dia 6. Caso haja segundo turno, em 27 de outubro, o horário eleitoral gratuito será veiculado entre os dias 11 e 25 de outubro. Material distribuído pelo TSE informa que “a propaganda eleitoral gratuita é obrigatória para as emissoras de rádio e televisão, que devem transmitir a programação dos partidos políticos e das coligações partidárias de segunda a sábado. Nas rádios, a transmissão deve ser feita das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10 e, na TV, das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40”. “Ao longo da programação diária, também é obrigatório que as emissoras reservem 70 minutos diários para inserções de 30 e 60 segundos, de segunda a domingo, entre as 5h e a meia-noite. As inserções serão distribuídas na proporção de 60% para o cargo de prefeito e 40% para o de vereado”, informa o Tribunal Superior Eleitoral.
Instituto diz que pesquisa está correta, mas proibição é mantida pela Justiça
Vaninho Mendes, do PSB, contestou os dados que favorecem o atual prefeito de Águia Branca Quatro dias depois de proibir a divulgação da pesquisa eleitoral do Instituto Perfil, em caráter de urgência, o juiz André Guasti Mota, da 46ª Zona Eleitoral de Águia Branca, noroeste do Estado, proferiu nessa quarta-feira (28), sentença definitiva e estipulou uma multa de R$ 53,2 mil. No mesmo dia, o empresário Erasmo Lima, dono do instituto, entrou com recurso no qual afirma que “os dados estão corretos”. A pesquisa indica vantagem do prefeito Jailson Quiuqui (PP), apontado que ele teria 50% das intenções de voto sobre seu concorrente Vaninho Mendes (PSB). Entre as irregularidades apontadas na coleta de dados, são citadas quebra de sigilo dos entrevistados e exclusão das comunidades rurais e do nome do vice-prefeito, sem atender às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (PGPD). No despacho que suspendeu de forma definitiva a pesquisa, o juiz destaca que “não se trata de fraude, mas de ausência de requisitos necessários para o registro, condição que torna o trabalho ilegal”. Para ele, “a divulgação de uma pesquisa com tais irregularidades pode desequilibrar o processo eleitoral em Águia Branca, afetando a disputa entre os candidatos”. A defesa do Instituto Perfil entrou com recurso na 46ª Zona Eleitoral de Águia Branca, e, segundo o advogado Felipe Miranda de Brito, a pesquisa seguiu todas as exigências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele argumenta que foi anexado arquivo com o detalhamento dos bairros, conforme consta no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais do TSE, e realizado o levantamento “cumprindo todas as outras exigências legais”. O advogado contesta a denúncia e afirma que “o Instituto seguiu rigorosamente as disposições, especialmente em seu artigo 2º, § 7º, I e IV, que exige o registro das áreas de abrangência e a composição das amostras em termos de gênero, idade, grau de instrução e nível econômico”. Os dados foram contestados na Justiça Eleitoral pela coligação de Vaninho, “A Mudança é Agora”, que conta ainda com o PSD e a federação PSDB/Cidadania, tendo na vice, Ricardo Guaresqui (PSDB). O prefeito, Jailson Quiuqui, está à frente da coligação “Competência para Avançar, Saúde em Primeiro Lugar”, junto com o vice, Efrem Ricardo Basilio (PT), que reúne PP, MDB, Podemos e Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV).
’Faltam propostas de concursos com foco na educação especial’
Douglas Ferrari aponta carências em planos de governo em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica
Diego Libardi larga na frente em receitas de campanha em Cachoeiro
União Brasil, partido da vice, doou R$ 195,6 mil; ele também terá o maior tempo de propaganda eleitoral A campanha eleitoral deste ano ainda está no início, mas os candidatos a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, já começam a apresentar suas primeiras receitas de campanha. Quem largou na frente foi Diego Libardi (Republicanos), que declarou R$ 210,1 mil em doações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até a tarde desta segunda-feira (28). Isso representa 16% do que as candidaturas cachoeirenses podem gastar até o fim da campanha, R$ 1,3 milhão. O curioso é que R$ 195,6 mil (mais de 90%) foram repassados pela direção nacional do União Brasil, e não pelo Republicanos, que é o partido do candidato. O União compõe a chapa de Diego Libardi com a vice, Rafaela Donadeli, esposa do deputado estadual Dr. Bruno Resende, umas das lideranças da sigla em solo capixaba. Inclusive, Resende também já fez uma doação de R$ 15 mil para Libardi. Libardi é o representante da maior coligação partidária da cidade, a “Cachoeiro em Primeiro Lugar”, que inclui, além dos partidos dos dois candidatos da chapa, as siglas Agir, Partido Renovação Democrática (PRD), Avante, Solidariedade (SD), Partido Social Democrático (PSD) e Mobilização Nacional. Com isso, conseguiu, também, o maior tempo de propaganda eleitoral: 13 minutos e 47 segundos diários de inserções em rádio e televisão. O segundo candidato a prefeito cachoeirense com mais receitas de campanha até o momento é Carlos Casteglione, que recebeu R$ 120 mil da direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), no qual está filiado. Ex-prefeito, ele lidera a coligação “Com a Força do Povo”, que inclui a Federação Brasil da Esperança – PT, Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV) – e a federação formada por Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e Rede Sustentabilidade. Logo atrás de Casteglione está a candidata governista Lorena Vasques (PSB), que conseguiu R$ 110 mil até o momento. Desse total, R$ 100 mil saíram da Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Lorena também doou R$ 5 mil para a própria campanha. Sua coligação, “Avança e Acelera”, abrange, além do PSB, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e a federação formada por Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Cidadania. Líder em pesquisas de opinião, Theodorico Ferraço (PP) declarou apenas R$ 17 mil de receita, por enquanto. Desse montante, R$ 15 mil foram doados por Zezé da Cofril, pai de seu companheiro de chapa, o vereador Júnior Corrêa (Novo), e vice-presidente municipal do Progressistas (PP). Dada a relação íntima do ex-prefeito e deputado estadual com o setor empresarial local, é de se esperar que esse valor fique muito maior em breve. A coligação “Experiência e Juventude, Por Amor a Cachoeiro” inclui PP, Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Novo. O único candidato que não declarou doações de campanha até o momento é Léo Camargo (PL), vereador de extrema direita. Especulou-se, ao longo da campanha, a possibilidade de Camargo se retirar da disputa majoritária justamente por causa da perspectiva pouco animadora em termos de recebimento de recursos, mas isso não se confirmou. Ele representa a coligação “Cachoeiro Acima de Tudo, Deus Acima de Todos!”, que o Partido Liberal (PL) compõe com o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Multas e possibilidade de indeferimento marcam disputa eleitoral de Cachoeiro MP afirma que Alexon Cipriano, vice de Lorena, não se desincompatibilizou dentro do prazo https://www.seculodiario.com.br/politica/multas-e-possibilidade-de-indeferimento-marcam-disputa-eleitoral-de-cachoeiro PRD nacional pede impugnação da candidatura de Diego Libardi em Cachoeiro Partido quer aliança com Lorena Vasques, candidata apoiada pelo prefeito e governador https://www.seculodiario.com.br/politica/prd-nacional-pede-impugnacao-da-candidatura-de-diego-libardi-em-cachoeiro Bruno Resende garante influência na candidatura de Diego Libardi em Cachoeiro Rafaela Donadeli, esposa do deputado estadual, foi anunciada como pré-candidata a vice-prefeita da chapa https://www.seculodiario.com.br/politica/bruno-resende-garante-influencia-na-candidatura-de-diego-libardi-em-cachoeiro
CrowdStrike – final
Erro decorreu de um software que serve para defender redes Ainda persistindo esta utopia do impossível, de um mundo fora do regime de informação, o que se restringe a comunidades de subsistência originárias ou neo-hippies, temos a realidade inextricável, da qual não se pode escapar, que é ter a vida ligada de modo indelével a este regime de informação. Falando em regime de informação, podemos seguir indicações da obra Infocracia, de Byung-Chul Han, que diz: “é a forma de dominação na qual informações e seu processamento por algoritmos e inteligência artificial determinam decisivamente processos sociais, econômicos e políticos. Em oposição ao regime disciplinar, não são corpos e energias que são explorados, mas informações e dados”. Byung-Chul Han diagnostica que a digitalização situa-se atualmente como um dos pilares da crise da democracia. O exemplo dos aeroportos, no caso da CrowdStrike, é emblemático sobre este caráter de dominação, pois todos os envolvidos tiveram que esperar, paralisados, a “volta do sistema”. Ou seja, é uma “evolução” do que veio a ser tematizado por Foucault em Vigiar e Punir, sobre as técnicas de isolamento espacial e de adestramento do corpo, que era o sistema de domínio do panóptico, um observatório de vigilância permanente e, guardadas as proporções, onisciente no que se propôs. Esta “evolução” do conceito dos corpos dóceis da inflexão conceitual foucaltiana vira agora a dominação através dos dados. A verdadeira localização que importa não é a do corpo, mas a dos dados, aqui podendo ir de Byung-Chul Han até Shoshana Zuboff, que defendeu a tese do capitalismo de informação, em que na obra A Era do Capitalismo de Vigilância, estabelece a arquitetura em que se dá este regime que impacta o nosso modo de vida. A tragédia da concentração do sistema é que a entrega total de tudo a poucas empresas expõe este controle, esta dominação, à sua face invertida, que é seu colapso, sua fina camada que ao menor impacto rompe e, por conseguinte, rompe o sistema e testa os limites do tecido social, este que entregou as chaves da própria casa, ou seja, grande parte ou a totalidade de seus dados, a este sistema concentrado e centralizado. Por sua vez, empresas que deveriam estar sob vigilância a escrutínio do Estado, das instituições públicas, ganham a forma de uma arquitetura digital onipresente, com bastante poder, em que falhas globais são mais um custo debitado à democracia e à liberdade, com mecanismos frouxos de controle desta concentração das big techs. A fé inabalável no sistema, na sua mágica e aceleração, contudo, implica nesta alienação da própria autonomia para remeter falhas e responsabilidades ao sistema, como uma criança que paralisa se há erro e os dados ficam em stand-by, devido “a uma falha global do sistema”. O aprendizado artificial da Falcon Discovery, por sua vez, é nada mais que para a sua função de monitorar e verificar aplicações não autorizadas. Temos aqui uma máquina que aprende (machine learning), que agora pode atuar em conjunto com uma inteligência artificial, somente através de banco de dados, ou seja, literalmente, em matéria de habilidade cognitiva, com o passado, mas sem questionamento e capacidade de reflexão e de comoção, por exemplo, com o caos humano que a falha da CrowdStrike provocou. Ou seja, isso quer dizer que a Falcon Discovery “não viu” as milhões de vítimas da falha de seu sistema. O limite cognitivo da máquina se dá pelo fato de a inteligência artificial fazer correlações a partir de um banco de dados, alimentando-se de seu big data, em que tudo é previsível e calculado, mas incapaz de lidar com fatos novos, com demandas imprevisíveis e ligadas ao imponderável. O saber da máquina se dá por correlações e não conceitos, ou seja, a reflexão sobre significado e sentido passa ao largo e além das captações que uma inteligência artificial pode fazer, e qualquer coisa que se assemelhe a um senso crítico e reflexivo, produzido a partir de um prompt bem colocado, não passará de um simulacro de um sistema que é cego para eventos. Ou seja, que nunca entenderá as dimensões da falha da CrowdStrike, ou indo mais longe, do lançamento das bombas de Hiroshima e Nagasaki, por exemplo. A indisponibilidade da CrowdStrike provocou uma interrupção massiva que danificou cerca de 8,5 milhões de computadores Windows no mundo todo, em que apareceu a espiral da Tela Azul da Morte (BSOD). Este fato é notável e se diferencia de ataques cibernéticos maliciosos que já causaram interrupções de plataforma de nuvem e outros problemas de software, pois agora o erro decorreu de um software que serve para defender redes e não prejudicá-las. Por fim, a resolução do problema causado teve que ser manual, com profissionais de TI tendo acesso prático a cada máquina afetada, seja fisicamente, ou com orientações de modo remoto. Em todo caso, uma pessoa teve que inicializar manualmente cada computador no Modo de Segurança do Windows e aplicar a correção. Em casos de computadores criptografados com o recurso de segurança Windows BitLocker, uma conhecida conta de análise de malware e notícias de segurança no X, brincou: “Se você estiver usando o BitLocker, pule de uma ponte”. Neste caso, os usuários não conseguiam inserir as chaves do BitLocker necessárias para desbloquear os dispositivos e aplicar as correções sem recorrer a soluções alternativas mais complicadas, então a Microsoft logo lançou uma ferramenta de recuperação no sábado subsequente ao colapso, que incluía uma solução para o problema. Isto também expôs o fato da falta de treinamento de funcionários de diversas empresas para casos de falhas e erros de sistema, dando mais ênfase a produzir sem criar essa resiliência. (final) Gustavo Bastos, filósofo e escritor.Blog: http://poesiaeconhecimento.blogspot.com
O voto é a sua voz
Nas eleições, o povo trabalhador precisa escolher candidatos que façam a diferença Nas eleições municipais para as prefeituras e câmaras, precisamos escolher candidatos que façam a diferença. Não podemos nos calar, é necessário que todos saibam o que precisamos para ter uma sociedade justa, igualitária e mais humana. Quem vive do seu trabalho precisa de representantes que tenham identidade com a nossa luta, que defendam as políticas públicas para atender quem mais precisa, que respeitem os valores republicanos, e fortaleçam a democracia, para que tenhamos voz e possamos participar das decisões estratégicas. A eleição municipal é a que decide o poder mais perto de nós, o nosso território, onde moramos, trabalhamos, nos educamos e nos divertimos. Onde nossa vida acontece com todas suas alegrias e sofrimentos diários. É na nossa cidade que precisamos de saúde, educação, trabalho, renda e segurança; é na nossa vida diária que precisamos de soluções para nossos principais problemas de desigualdade de oportunidades, de meio ambiente e de serviços públicos de qualidade. É na nossa cidade, também, que o povo trabalhador precisa encontrar partidos comprometidos com suas necessidades e candidatos que tenham história nas suas lutas em defesa de quem vive do trabalho, e não apenas um discurso em período eleitoral. Na seara das campanhas, é imprescindível necessário separar o joio do trigo, sendo cada cidadão e cidadã, neste momento, o soberano absoluto do voto, que representa a nossa vontade. Por isso, vamos dar o mandato a alguém que tenha por princípio e prioridade melhorar nossa realidade e que, para isso, nos apresente propostas que dialoguem com as nossas necessidades e se comprometa a realizar um mandato ético, transparente, democrático e participativo. Precisamos escolher representantes que sejam autênticos, democráticos e republicanos, que representem a vontade da população que se propõe representar, cumpra as regras da legislação existente, e seja fiscal dos nossos recursos públicos. Para representar o povo trabalhador, o nosso representante precisa compreender nossas necessidades, alinhar-se com as nossas lutas e fortalecer as organizações que existem para nos defender em direitos e interesses. O seu voto é a sua voz, a sua escolha para buscar a coerência entre o discurso e a prática política para nos representar. A política é a forma que o ser humano construiu para solucionar os problemas da sociedade. Não é nem boa nem ruim, é o resultado das escolhas que fazemos. A cada dia temos oportunidades de resgatar a verdadeira política como um valor fundamental, para fortalecer o bem-estar de todos na nossa sociedade, sendo conscientes na escolha de nossas representações. É preciso destacar as diferenças entre as diversas partes de nossa sociedade e equilibrar as forças na representação democrática, para construir a justiça e a equidade social. É legítimo defender interesses, porém, precisamos de sabedoria para distinguir os interesses e identificar quais dialogam com nossas necessidades e os contrários. A boa política é aquela que atende aos interesses da maioria, e essa maioria precisa ter consciência de que a política não atende aos que dormem, não defendendo seus legítimos interesses para o seu bem-estar. “Dormientibus non succurrit jus” (O Direito não socorre aos que dormem). “Aproveite o dia,colha logo os seus botões de rosa,pois o tempo vai correndoesta flor que hoje sorri cheirosa,amanhã estará morrendo”.do poema “Carpe diem” de Walt Whitman
Ex-ministro de Bolsonaro chega ao Estado para reforçar palanques do PP
Senador Ciro Nogueira (PI) se reúne com candidatos em Vitória, Serra e Cachoeiro Um encontro entre o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), candidato à reeleição, e o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do Partido Progressistas (PP) e ex-homem-forte de Jair Bolsonaro (PL), será realizado nesta quinta-feira (29), para reforçar a coligação com o Republicanos, da qual fazem parte, também, o PRD, Novo, DC e PSD, visando as eleições municipais. Apesar de seu partido ter um membro no governo Lula, o deputado federal André Fufuca, ministro dos Esportes, Ciro Nogueira integra o bloco do “centrão” e é um dos mais entusiastas apoiadores do ex-presidente. A visita ao Estado inclui participação na Cachoeiro Stone Fair, tradicional feira de mármore e granito em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, e, com a participação do presidente estadual do PP, deputado federal Josias Da Vitória, haverá uma reunião com candidatos do partido no Espírito Santo, representantes da direita bolsonarista, em um cerimonial em Cachoeiro, para definir metas. À noite, irá ao lançamento da campanha do candidato a prefeito da Serra, Audifax Barcelos, do seu partido. O senador monta estratégia para as eleições de 2026, com a experiência de quem já ocupou a Casa Civil de Bolsonaro, com o objetivo de gerenciar a distribuição das verbas de emendas parlamentares, que alimentavam as bases eleitorais dos deputados, juntamente com o presidente da Câmara, Artur Lira (PP-AL). Defensor de uma anistia para o ex-presidente, tornado inelegível e respondendo a processos por roubo de joias, falsificação de cartões de vacinas e tentativa de golpe de Estado, afirma que, para 2026, a candidatura Bolsonaro deve ser viabilizada, tendo como base principal prefeitos eleitos neste ano. No Espírito Santo, nos 78 municípios, o PP disputa em 24, além de Cachoeiro e Serra: Afonso Cláudio (Luciano Pimenta), Águia Branca (Jailson Quiuqui), Alegre (Nirrô Emerick), Alfredo Chaves (Hugo Luiz), Baixo Guandu (Neto Barros), Bom Jesus do Norte (Marquinhos Messias), Brejetuba (Romério Badaró), Conceição do Castelo (Adilar), Divino de São Lourenço (Sebastião Mutuca), Domingos Martins (Carlinhos Borboleta), Dores do Rio Preto (Thiaguinho), Ecoporanga (Nem Gari), Governador Lindenberg (Leonardo Finco), Guaçuí (Vagner Rodrigues), Ibitirama (Romildo Pité), Ibiraçu (Naciene Vicente), Itaguaçu (Uesley Corteletti), Itarana (Ademar Schneider), Marechal Floriano (Lidiney Gobbi), Jeronimo Monteiro (Mitter), Pancas (Guima), Vila Valério (Davi), Aracruz (Dr. Coutinho) e Guarapari (Zé Preto). Os deputados estaduais Theodorico Ferraço e Zé Preto aparecem nas pesquisas com bom desempenho eleitoral. Na Grande Vitória, o candidato do partido na Serra, o ex-prefeito Audifax Barcelos marca na frente, praticamente empatado com o deputado Pablo Muribeca (Republicanos) e distantes do concorrente do PT, Roberto Carlos, e do PDT, Weverson Meireles, apoiado pelo prefeito Sergio Vidigal.
Pescadores protestam contra mortandade de peixes no Rio Santa Maria
Trabalhadores bloquearam parte do Contorno, em Cariacica, próximo à empresa RG Centro Logístico
Força Sindical denuncia irregularidades na eleição do Conselho de Saúde
Alexandre Martins levou caso ao MPES e aponta “articulação para perpetuação de conselheiros”
Criação de subsecretaria de políticas para PCDs começa a tramitar na Assembleia
Pasta está prevista para ser criada dentro da estrutura da Secretaria Estadual de Direitos Humanos