Um filmaço, cheio de socos e tiroteio, e ele não entendeu patavin Reprodução Laulo Souto veio para Miami na leva de imigrantes trazidos pelas igrejas evangélicas tentando levar as palavras da Bíblia para os sobrinhos de um certo Tio Sam. Já faz tempo, e muitas outras vieram depois deles. Que eu saiba, nenhuma conquistou uma alma americana, mas sobrevivem na santa paz de Deus. Enquanto o sonho de todo brasileiro recém-chegado é conhecer a Disney, o sonho do Laulo era mais modesto – ir ao cinema! * Nada muito complicado, que cinema tem em qualquer esquina e não seria preciso ir a Orlando e pagar hotel. Mas ele não queria um cineminha qualquer, nada disto! Queria ver um filme naquelas salas luxuosas, com poltronas reclináveis que sobem e descem com o pressionar de um botão – luxo que nem em casa poderia ter. O sonho não demorou a se realizar – presente no primeiro aniversário que passou ouvindo cantarem Happy Birthday to you. * Mas qual não foi sua decepção quando, na imensa telona, a história começa a se desenrolar – Uê, cadê as letrinhas? Um filmaço, cheio de socos e tiroteio, e ele não entendeu patavin, mesmo já falando algum inglês! O filme não tinha legenda, ou seja, a tradução dos diálogos para o português! No cinema, Laulo? Quando os canais a cabo invadiram nossos lares trouxeram as legendas para todos os filmes – é só escolher em qual idioma queremos ler ou ouvir os filmes dublados. Mas só na TV de casa ou nos voos internacionais. * Já trabalhei como tradutora de filmes legendados inglês – português e percebo a grande diferença entre os textos traduzidos para a TV brasileira e as traduções feitas para os filmes passados aqui. Como a maioria dos filmes eram – e ainda são – americanos, temos muita experiência em traduzi-los. Os diálogos são compactados para conter apenas o essencial, dando tempo da plateia ler enquanto o ator está falando. * Como aqui vinham poucos filmes estrangeiros, a legenda não evoluiu. Elas não simplificam, e geralmente não dá tempo de ler tudo. E eles reclamam, não tem como ver a cena e ler as letrinhas ao mesmo tempo. A TV a cabo está mudando essa mentalidade, apresentando ótimos filmes do mundo todo – e não apenas dos países europeus, que já têm uma tradição de cinema internacional, como França e Itália. Outro dia vi um ótimo do Butão, quem diria. * Como tudo muda enquanto o mundo gira, os seriados hoje estão desbancando os filmes, e os estrangeiros ficam no topo da lista. Na Netflix, a campeã é a Coreia do Sul, com dois entre os três mais vistos. Com boa dublagem, claro. Quanto ao Laulo, que hoje fala bom inglês e não precisa de letrinha, nunca mais foi ao cinema e nem vê filme na TV. Com três filhos pequenos, nem pode chegar perto.
Peritos realizam protesto em frente à Seger nesta segunda-feira
Categoria cobra versão final do estatuto da Polícia Científica e da tabela de subsídios Os peritos farão um protesto em frente à Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) nesta segunda-feira (19), às 10h30. Eles cobram que a pasta apresente a versão final do estatuto da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) e da tabela de subsídios, elaborada por um Grupo de Trabalho (GT) composto por representantes da categoria, da Seger e pelo perito oficial geral, Carlos Alberto Dal-Cin. Os trabalhadores temem que os documentos não sejam encaminhados à Assembleia Legislativa até 30 de setembro. A data, de acordo com o presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Espírito Santo (Sindiperitos), Tadeu Nicoletti, é o prazo limite, segundo a legislação, para o encaminhamento. Caso isso não seja efetivado, a Perícia, que ainda é regida pelo estatuto da Polícia Civil (PC), nem isso terá mais. “Ficaremos sem saber nossos direitos e deveres. O que é falta? Como punir? Qual a forma de ingresso na Polícia Científica? Quais os critérios de promoção? São algumas das muitas perguntas que ficarão sem resposta”, questiona. O dirigente sindical afirma que “a categoria não vai aceitar nada imposto de cima para baixo, sem respeito à autonomia funcional da Perícia”. Tadeu relata que, com um pouco mais de um mês para findar o prazo para encaminhar à Assembleia, os trabalhadores estão “agitados” e não descartam a possibilidade de deflagração de greve. “É uma categoria que se engajou, que colocou a cara para eleger esse governo, mas por causa de setores da Seger, as demandas não caminham”, lamenta. Antes do recesso parlamentar, os peritos, como forma de protesto, realizaram operação-padrão, ou seja, redução de 50% do efetivo nas atividades, mas não prosseguiram após o fim do recesso. Também compareciam todas as terças-feiras à Assembleia, o que continuam a fazer. A mobilização não se resume à presença nas sessões com faixas e cartazes. Os peritos também acionaram a Comissão de Direitos Humanos em busca de apoio para que seja acatado na integralidade o Regime Jurídico dos Policiais Científicos do Espírito Santo. Foi solicitado, ainda, que o colegiado se posicione pela convocação do sindicato “para quaisquer reuniões relativas ao Regime Jurídico e à Tabela Salarial apresentados para posterior encaminhamento à Ales”. A entidade sindical, no ofício enviado ao colegiado, apontou que organismos internacionais têm requerido que o Brasil assegure a independência dos órgãos periciais. No documento, é mencionado que, em junho último, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) divulgou uma resolução para ser adotada pela União, estados e municípios. A resolução, conforme destacam os peritos, “estabelece normas reiterando a autonomia da Perícia Oficial, objetivando evitar reprimendas ainda maiores à imagem do Brasil – que, internacionalmente, continua manchada por descumprir exigências de implantação de órgãos periciais realmente independentes e valorizados -, preconizando que a autonomia funcional da Perícia seja rigorosamente observada como corolário dos princípios constitucionais atinentes à dignidade humana”. O texto acrescenta que “mesmo com todas as normas nacionais, estaduais e tratados internacionais ratificados que versam sobre os direitos fundamentais à isenção na produção das provas periciais, da efetiva autonomia da Perícia e dos peritos oficiais, a dificuldade de construção das legislações da Polícia Científica Capixaba tem-se evidenciado em alguns setores no Estado”. Os trabalhadores rememoram a trajetória de mobilização pela autonomia da Perícia no Espírito Santo e por valorização salarial. Começam com a criação da Polícia Científica no Estado, por meio da Emenda Constitucional nº 117/2022, e sua estruturação através da Lei Complementar Estadual nº 1062/23. “Resta concluir com uma política de valorização dos peritos capixabas – que hoje ainda se encontram com a pior remuneração da classe no país. A par desse fato, constatava-se uma dificuldade imensa em alguns setores do governo para a instituição da Mesa de Negociação Permanente, com a finalidade de elaborar o Regime Jurídico dos Policiais Científicos, suas leis de regência e sua política salarial”. Os peritos afirmam que, a partir daí, houve rumores de que a legislação estaria sendo denominada de “Lei de Carreira”, prevendo, ao contrário do que defendem os peritos e os acordos internacionais, aplicar a ela o Regime Jurídico Geral dos Servidores Públicos. “Ao tomarem conhecimento desse fato, os peritos oficiais capixabas não aceitaram, e não aceitam, em hipótese alguma, deixar de possuir Regime Jurídico próprio como possuem hoje na Polícia Civil”, dizem. Os trabalhadores destacam que “é clara a ofensa às autonomias da categoria, a tentativa da lançá-la em regimes jurídicos gerais, desconsiderando-a como uma categoria diferenciada, exposta a permanente risco de vida, que exerce atividade típica policial, possui prerrogativas e direitos impostos pela legislação federal, aposentadoria diferenciada, autonomia recomendada internacionalmente, e necessita de proteção para exercício de suas atividades, motivo de várias reprimendas de organismos internacionais condenando o Brasil por não dar a devida atenção aos direitos legais dos peritos oficiais”. Com fim do recesso parlamentar, peritos voltam a se mobilizar na Assembleia Categoria reivindica votação do Estatuto e da Tabela de Subsídios da Polícia Científica do Estado https://www.seculodiario.com.br/seguranca/com-fim-do-recesso-parlamentar-peritos-voltam-a-se-mobilizar-na-assembleia Peritos acionam Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Categoria quer apoio para garantir participação nas discussões sobre autonomia e tabela de subsídios https://www.seculodiario.com.br/seguranca/peritos-acionam-comissao-de-direitos-humanos-da-assembleia
Polêmica sobre IPTU recebe destaque na disputa eleitoral em Cachoeiro
Ferraço entrou na Justiça contra Victor Coelho para barrar aumento; demais candidatos também citam o tema Divulgação/Redes Sociais Um dos temas que já ganhou destaque na disputa eleitoral deste ano em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, é a polêmica sobre o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Nesta semana, o deputado estadual Theodorico Ferraço (PP), que concorrerá a um quinto mandato na prefeitura, entrou com uma ação na Justiça contra o atual prefeito, Victor Coelho (PSB), para tentar barrar aumento nos valores cobrados do imposto a partir do ano que vem. Os demais candidatos da disputa majoritária também deram declarações recentes sobre o assunto. A controvérsia teve início em 2021, quando os contribuintes de Cachoeiro foram pegos de surpresa com o aumento na cobrança do IPTU, que chegou a 200% em alguns casos. Em 2019, a Prefeitura de Cachoeiro contratou uma empresa para realizar um recadastramento imobiliário no município. Em 2020, foi sancionada uma lei que revisava a Planta Genérica de Valores (PGV), que apresenta os itens a serem levados em consideração na cobrança do imposto, como localização, destinação e metro quadrado. O aumento nas cobranças resultou do recadastramento, que permitiu a atualização das informações sobre os imóveis da cidade. Também foi acrescentada uma Taxa de Lixo ao imposto, e a nova PGV passaria a valer em 2023. A gestão de Victor Coelho, que tocou o trabalho sem alarde, argumentou depois que estava apenas cumprindo uma exigência do Tribunal de Contas do Estado (TCES), tendo em vista que nenhuma das gestões anteriores se preocupou com o assunto, e o município estava sem uma atualização imobiliária há 19 anos. Em meio à revolta dos moradores, a Câmara de Vereadores convocou para esclarecimentos o secretário municipal de Fazenda, Márcio Guedes, e criou uma Comissão Especial para analisar o tema, mas o TCES referendou o trabalho da gestão municipal. Após articulações, a prefeitura resolveu oferecer descontos para aos contribuintes, alguns deles valendo até hoje. No IPTU de 2024, o pagamento à vista daria direito a descontar 90% da diferença do valor entre 2020 e 2024, em razão do recadastramento, e de 85% para quem pagar de forma parcelada, além de 10% pela pontualidade e de 20% no valor total para os imóveis que quitaram o tributo até 31 de dezembro de 2023. Quanto à Planta Genérica de Valores, a gestão de Victor Coelho anunciou, em novembro de 2022, em reunião com vereadores, que a aplicação dos valores atualizados foi adiada para 2025 – ou seja, haverá um novo aumento a partir de janeiro, e a dor de cabeça ficará com o próximo prefeito. Posicionamentos Theodorico Ferraço teve uma reunião na Câmara de Vereadores em junho passado, quando foi informado pelo presidente, Brás Zagotto (Podemos), de que a iniciativa de evitar o aumento deveria partir do Poder Executivo – depois, Zagotto teria informado que o prefeito não tomou atitudes sobre o tema. Ferraço afirma, em nota, que chegou a conversar pessoalmente com Victor Coelho, mas não houve avanço. A ação (5010102-27.2024.8.08.0011), ajuizada pelo advogado Rômullo Louzada, alega que a nova Planta Genérica de Valores apresenta inconsistências e não tem valores atualizados em relação ao mercado imobiliário de Cachoeiro. O documento cita, ainda, o pagamento que teria sido destinado à empresa SQL, responsável pelo recadastramento: R$ 12 milhões. O advogado de Ferraço argumenta ainda, que, se os valores forem mantidos a partir de janeiro de 2025, “serão criadas dificuldades de ordem administrativa e política para o prefeito a ser eleito em 6 de outubro do corrente ano, tendo em vista a revolta popular ocorrida quando da aprovação da lei que fixou novos critérios para a incidência desses tributos”. O relatório da Comissão Especial que analisou o assunto na Câmara de Vereadores também apontava, em 2021, que havia inconsistências no trabalho realizado pela empresa e que a Prefeitura de Cachoeiro não deu a devida publicidade ao trabalho realizado durante o processo de recadastramento. Carlos Casteglione (PT), ex-prefeito em dois mandatos que concorrerá novamente na disputa majoritária, defendeu em entrevistas e discursos a necessidade de revisar o trabalho técnico de recadastramento imobiliário, que considera ter sido mal-executado. O advogado Diego Libardi (Republicanos), candidato do chamado “grupo dos três”, também já afirmou publicamente que “pretende apresentar um plano técnico”. O candidato da extrema direita no pleito, Léo Camargo (PL), que é vereador, apresenta como um das propostas de governo “revisar o vergonhoso recadastramento imobiliário feito em Cachoeiro no final de 2020 no valor exorbitante de R$ 12 milhões e que gerou valores absurdos de IPTU cobrados sobre nossa sofrida população, com especial impacto sobre as famílias mais carentes”, mencionando o desejo de fazer auditoria do trabalho e “cobrar responsabilidades”. Já a candidata governista, a ex-secretária municipal Lorena Vasques (PSB), falou sobre o assunto em uma entrevista para o portal Aqui Notícias, em junho, na qual criticou adversários por “falsas promessas”. “A gente está num período muito delicado em que as pessoas querem vender terreno na lua”, alfinetou. “O IPTU de Cachoeiro de Itapemirim foi revisado por uma determinação do Tribunal de Contas, e nós fizemos um recurso, e ainda assim esse recurso foi indeferido e determinou que a gente aplicasse a revisão e o recadastramento dos imóveis imediatamente. Isso se deu em virtude de uma omissão de prefeitos e gestores que antecederam a gestão do prefeito Victor Coelho. Então, se o recadastramento dos imóveis tivesse acontecido de forma periódica, sem sombra de dúvida a população cachoeirense não sofreria esse impacto”, completou a ex-secretária. Ações judiciais esquentam disputa eleitoral em Cachoeiro Pré-candidata alega filiação sem consentimento ao PL; pesquisas e campanha também são judicializadas https://www.seculodiario.com.br/politica/acoes-judiciais-esquentam-a-disputa-eleitoral-em-cachoeiro Audiência pública sobre empréstimo antecipa disputa eleitoral em Cachoeiro Prefeito Victor Coelho defendeu operação de crédito diante de pré-candidatos das eleições deste ano https://www.seculodiario.com.br/politica/audiencia-publica-sobre-emprestimo-antecipa-disputa-eleitoral-em-cachoeiro Decreto isenta de pagamento do IPTU ‘templos de qualquer culto’ em Cachoeiro Babalorixá comemora medida, mas cobra demarcação e tombamento das comunidades de terreiro https://www.seculodiario.com.br/cidades/decreto-isenta-de-pagamento-do-iptu-templos-de-qualquer-culto-em-cachoeiro
Campanha começa com candidatos confiando na militância
Em Vitória, prefeito circula com a vice estreante em eleição, e candidatos marcam presenças em feiras A militância política é a mola propulsora da campanha eleitoral iniciada nessa sexta-feira (16) e que irá se prolongar até 1º de outubro, cinco dias antes do pleito para os cargos que concorrem ao primeiro turno de prefeito e vice-prefeito, e à Câmara de Vereadores. Em municípios onde haverá segundo turno, a propaganda no rádio e na TV ocorrerá de 11 a 25 de outubro. No Espírito Santo, são apenas quatro, com mais de 200 mil eleitores: Serra (362,5 mil eleitores), maior colégio eleitoral, Vila Velha (345,2 mil), Cariacica (278,1 mil) e Vitória (266,5 mil). No primeiro dia da campanha, candidatos na Grande Vitória participaram de eventos e percorreram feiras livres, tradicionais locais de aglomeração de eleitores, em busca de gerar motivação para o voto e ampliar a militância. O prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), circulou com sua vice, a empresária Cris Samorini (PP), recém-anunciada e estreante em eleição, pelas feiras de Jardim Camburi e Bento Ferreira. O ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) fez o mesmo com o advogado Victor Ricciardi (União) no Centro de Vitória, e depois caminhou pelo Bairro da Penha. Os dois nomes do campo da esquerda, Camila Valadão (Psol) e João Coser (PT), que disputam separadamente, com a perspectiva de uma aliança no segundo turno, iniciaram a corrida em reuniões com grupos de apoiadores e visitas a locais estratégicos. João Coser faz neste sábado (17) caminhada nas feiras de Maria Ortiz, Jardim da Penha e Centro de Vitória e, à noite, participa de atividades nas praças José Operário, em Maruípe, e Nilze Mendel, em Jardim Camburi. No domingo (18), vai às feiras de Santa Marta, Tabuazeiro e Gurigica, participa de lançamento de candidatura de vereador no bairro Estrelinha, e à noite, terá reunião na Igreja Maranata de Jardim Camburi, reduto do Capitão Assumção, candidato a prefeito de Vitória pelo PL, e também área de investidas, há meses, de Pazolini. No primeiro dia de campanha, Camila também esteve na feira livre de Jardim Camburi, acompanhada de candidatos à Câmara pelo Psol. “Começamos o dia cedo já dialogando com as pessoas, apresentando o nosso projeto político aqui em Jardim Camburi, o maior bairro da cidade de Vitória e do Espírito Santo, e onde eu tenho a honra de, historicamente, ser a candidata mais votada. E agora estamos aqui para apresentar a nossa candidatura, esse novo projeto para a nossa cidade”, disse. Para este sábado, a programação inclui a feira de Jardim da Penha e apresentação do Comitê de Cultura Espírito Santo, no Museu do Negro, Centro de Vitória. À tarde, às 15 horas, participa do Movimento Cidade, na Prainha, Vila Velha, evento que reúne o mundo artístico. É para lá que estão voltados os olhos do prefeito do município, Arnaldinho Borgo (Podemos), que neste sábado (17) também promoveu um grande “adesivaço”, na praça Bené Marques, na Praia das Gaivotas. “Juntos, vamos fazer Vila Velha avançar cada vez mais, levando mais dignidade e qualidade de vida aos cerca de 500 mil habitantes da nossa cidade”, ressalta o prefeito, que percorre o município acompanhado do candidato a vice-prefeito da chapa, Cael Linhalis, do PSB, partido do governador Renato Casagrande. Em Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), em busca da reeleição e também apoiado pelo governador, neste sábado inaugura o comitê de campanha e promove “bandeiraço” na avenida Mário Gurgel, em Jardim América.
Mapeamento lista 11 candidaturas LGBTQIA+ no Espírito Santo
Tuanne e Cryslaine são os nomes da Capital em site que mobiliza aumento da representatividade A campanha eleitoral começou oficialmente nesta sexta-feira (16) e, entre os segmentos representados pelas candidaturas, está a comunidade LGBTQIA+. O site Vote LGBT, que se mobiliza em todo pleito para garantir o aumento da representatividade nos espaços de poder, indica onze nomes até agora no Espírito Santo, que tentarão cadeiras nos legislativos municipais. O número total, porém, tende a ser maior, já que o mapeamento segue em aberto e há quem ainda tenha receio de se registrar publicamente. A maioria dos nomes que já constam no site Vote LGBT é da Grande Vitória: Tuanne Almeida (Psol) e Cryslaine Zeferina (Rede), de Vitória; Céia Lyrio (Psol), de Cariacica; Ramon Rodrigues (PV) e Thiago Peixoto (Psol), da Serra; Pedro Henrique (PV), de Guarapari; e Inês Simon (PT) e Andre Del Fiume So (PV), de Vila Velha. No sul do Estado, são candidatos Marcos Assis (PT), em Muqui; e Agatha Benks (Psol), em Cachoeiro de Itapemirim. No noroeste, Adriana Maria (Psol). No País, o site Vote LGBT cadastrou até agora 587 candidatos, de 25 partidos. O mapeamento é feito junto com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e integra a campanha “Cidades+LGBT”, que busca ampliar a participação política e social dessa comunidade nos municípios brasileiros. Além do mapeamento e divulgação de candidaturas, serão produzidos dados e ações de sensibilização. Em 2022, foram eleitas 18 pessoas da mobilização à Câmara Federal e assembleias legislativas, sendo 16 mulheres. “No último dia 2 de outubro, o número de uma candidatura LGBT+ foi digitado 3,5 milhões de vezes nas urnas. Mesmo sendo só 1% das candidaturas nas eleições de 2022, as LGBT+ receberam mais de 5% dos votos nos Estados em que concorreram”, exaltou na época a campanha. ‘Compromisso’ A coordenadora de projetos do Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade (Gold), Deborah Sabará, considera interessante as candidaturas LGBTQIA+ e exalta a ascensão de representantes na política. No entanto, alerta que não basta fazer parte da comunidade, é preciso “ter compromisso com ela, e com os pobres, os negros, o povo”. Ela lembra de situações de “gente surfando na onda para conseguir se eleger, assumindo fazer parte dela, mas que não tem compromisso com as pautas. Segundo Deborah, pessoas da comunidade que “não têm histórico de defesa dessas pautas, de atuação nos movimentos sociais, não merece voto de ninguém, não vai passar a ter compromisso quando chegar lá”. A ativista relata que, inclusive, tem sido convidada por candidatos para falar sobre a população LGBTQIA+ em atividades de candidaturas e tem se recusado. “A Gold está nos fóruns, nos conselhos, em diversas atividades o ano todo, esses candidatos nunca aparecem, nunca nos buscam, querem nos procurar agora para ajudar a confundir?”, questiona. Outro ponto destacado é a importância de valorizar pessoas que já estiveram no executivo ou no legislativo, mas que, embora não pertençam à comunidade LGBTQIA+, fizeram mandatos que a contemplou. Quanto ao reduzido número de candidaturas da comunidade no site Vote LGBT, Deborah aponta que muitos ainda têm receio de explicitar isso. “Sou LGBT, mas não assumo, não vou na parada, não beijo na boca em público. Tem que tomar cuidado com essas posturas, pois muito provavelmente, se eleita, essa pessoa não vai ter compromisso com a comunidade”, destaca. ‘Temos que votar em nomes comprometidos com a comunidade LGBTQIA+’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/direitos/temos-que-votar-em-candidatos-comprometidos-com-a-comunidade-lgbtqia
Mãe Néia comemora 60 anos de santo com Semana Cultural
Mais: exposição no terreiro e comidas de santo; Raiar da Liberdade; e CineMarias
Raiar da Liberdade é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado
Festa é realizada pela comunidade quilombola de Monte Alegre, em Cachoeiro, há 136 anos Luan Volpato A tradicional festa Raiar da Liberdade, realizada na comunidade quilombola de Monte Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim (região sul), agora é Patrimônio Cultural Imaterial do Espírito Santo. O registro e reconhecimento foram aprovados nessa quinta-feira (15), em reunião do Conselho Estadual de Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), após dois anos do pleito apresentado por integrantes do grupo Caxambu Santa Cruz, que tem como mestra Maria Laurinda Adão, a principal organizadora do evento há mais de 60 anos. A partir de levantamentos técnicos, foi preenchido o Inventário Nacional de Referências Culturais – metodologia criada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a identificação dos patrimônios brasileiros – a respeito da festividade. O trabalho durou mais de um ano e reuniu documentos, reportagens, registros em vídeo e fotos, além de entrevistas com pessoas da comunidade. Após essa etapa, o documento seguiu para o Conselho Estadual de Cultura. Genildo Coelho Hautequestt Filho, componente da equipe do projeto e um dos responsáveis por reunir as informações do Raiar para o inventário, afirma que “ao reconhecer essa importante festa, o Conselho Estadual de Cultura e o Governo do Espírito Santo abrem um canal de discussão com a sociedade capixaba a respeito das verdadeiras condições em que a abolição da escravatura foi feita no Brasil”. Em 1888, prossegue “homens e mulheres escravizados foram ‘libertados’ sem possuírem terra, moradia, trabalho e nenhum direito, e os reflexos disso ainda são sentidos na atual sociedade brasileira”. A mestra Maria Laurinda Adão faz coro: “Não existe negro no Brasil que nunca tenha sofrido preconceito pela cor de sua pele. Não podemos deixar que isso seja normalizado”. A partir do reconhecimento, as lideranças ressaltam que será possível estabelecer um plano que possa subsidiar a salvaguarda desse patrimônio, que agora “é reconhecidamente de todos os capixabas”. A Raiar da Liberdade é realizada há 136 anos, sempre na data de 13 de maio, no quilombo Monte Alegre. Segundo relatos de moradores da própria comunidade, aconteceu pela primeira vez na noite de 13 de maio de 1888, quando escravizados que trabalhavam na estação ferroviária de Pacotuba souberam da notícia da abolição da escravidão e logo a levaram para o quilombo. Adão, líder do local naquela época, fez o comunicado de que a partir daquele dia havia “raiado a liberdade”. Para comemorar, fizeram uma grande fogueira no centro da comunidade e ali dançaram e cantaram ao som dos tambores do caxambu até o amanhecer. A festa passou, então, a ser realizada anualmente, recebendo visitantes e mais de 15 grupos convidados de todo o Estado, que se apresentam em uma relação chamada de “compadrio”, pois marcam presença na festa uns dos outros. Os grupos abarcam também outros municípios do sul capixaba, como Muqui, Itapemirim, Presidente Kennedy, Alegre, Jerônimo Monteiro e Atílio Vivácqua. Em Monte Alegre, a comemoração é liderada por Maria Laurinda Adão desde 1961, quando ela tinha 18 anos. Trata-se de um compromisso que passa de geração em geração. Seu trisavô, Negro Adão, que fundou a comunidade quilombola, foi quem deu prosseguimento à festa, ainda no século XIX, passando depois para os bisavós, avós e pais de Maria Laurinda, que destaca-se nacionalmente e internacionalmente como defensora da cultura negra e quilombola. Além de ativista, Maria Laurinda é mestra de Caxambu, parteira, coveira e líder espiritual. Ela recebeu em 2008 o título de “Patrimônio Cultural do Brasil”, do Iphan. Sua história também foi eternizada no documentário Todas as faces de Maria, em 2011. Conselho aprova tramitação do processo de registro do Raiar da Liberdade – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cultura/conselho-aprova-tramitacao-do-processo-de-registro-do-raiar-da-liberdade
Governo estadual e Cesan são alvo de ação judicial por dano no Rio Jucu
ONG defende responsabilização do poder público por bombeamento de esgoto e produtos químicos Juntos SOS ES Ambiental A Organização Não Governamental (ONG) Juntos ES SOS Ambiental ingressou com uma ação civil pública (ACP) contra o governo estadual e a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan). A entidade quer que o poder público seja responsabilizado pelo bombeamento de esgoto in natura e resíduos de produtos químicos para o Rio Jucu, em Vila Velha. A ação pede que o poder público, em caráter liminar, adote medidas imediatas para cessar a poluição hídrica. A ONG requer, ainda, que os réus sejam obrigados a tratar os efluentes lançados, sob pena de multa diária de R$ 200 mil; que sejam obrigados a pagar R$ 500 mil de indenização pelo dano ambiental; e que arquem, ainda, com R$ 200 mil relativos a danos morais coletivos. Nos últimos meses, a ONG tem questionado o funcionamento das Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps), com as quais o governo estadual pretende combater alagamentos decorrentes de chuvas na Grande Vitória. Para a Juntos ES SOS Ambiental, o resultado prático tem sido o aumento da poluição hídrica, tendo em vista que a água bombeada nos rios e mar não passa por tratamento. O Rio Jucu, especificamente, foi o destino do bombeamento de efluentes de maio a julho. Isso porque a Ebap do Rio Marinho, também em Vila Velha, estava paralisada para obras. Com isso, os efluentes, que antes eram direcionados para a baía de Vitória, começaram a ser bombeados no contrafluxo para o Canal Diagonal, e deste para a Ebap Laranja, culminando, por fim, no lançamento no Jucu, de acordo com a ONG. Na ACP, a Juntos SOS ES Ambiental lista todas as denúncias sobre o caso feitas aos órgãos públicos. A Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), em resposta à ONG, alegou que a Ebap Laranja possui controle de vazão e retenção de sólidos, garantindo que o efluente direcionado ao Rio Jucu seja “predominantemente” composto por águas das chuvas. A agência argumentou, ainda, que a estação não adiciona produtos químicos ao efluente. O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) também pediu o arquivamento da denúncia para apurar bombeamento de poluição para a baía de Vitória e para o Rio Jucu. O MPES citou que a Cesan, junto com os municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, já foram condenados em 2022 por lançamento de esgoto irregular na baía de Vitória, com prejuízos à Área de Proteção Ambiental (APA) Baía das Tartarugas. A ação foi movida pela própria Juntos SOS ES Ambiental e pela Associação dos Amigos do Meio Ambiente (Anama). A entidade contestou os posicionamentos apresentados, reafirmando a necessidade de fiscalizar devidamente as situações e responsabilizar o poder público. No caso do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), não houve resposta às denúncias. “É inegável que o Estado do Espírito Santo tem investido em obras de macrodrenagem na Grande Vitória com o intuito de acabar com alagamentos nos municípios, mas sem o devido cuidado com o tratamento do esgoto”, diz a ACP. A ONG ressalta, ainda, a inércia do poder público no caso: “No relato dos fatos e das providências apuratórias realizadas pela autora, viu-se que o dano, aqui combatido, revelou-se contínuo, pertinaz, tendo sido denunciado a diferentes órgãos ambientais – embora, é certo, estes não tenham se valido do poder de polícia que manejam para pôr cobro ao ato danoso”. Licenças vencidas Outro ponto crítico em relação às Ebaps de Vila Velha é que quase todas elas estão com licenças vencidas, conforme dados do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), colocando em xeque a eficácia desses sistemas de macrodrenagem. Segundo informações da Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), o projeto de macrodrenagem pensado para a Grande Vitória prevê nove estações de bombeamento, sendo quatro já entregues, três em execução e duas em licitação. Juntas, teriam capacidade de bombear mais de 347 milhões litros por hora. Agerh nega haver poluição bombeada para o Rio Jucu, e ONG contesta Para a Juntos SOS ES Ambiental, estação de bombeamento de águas pluviais elevou o nível de esgoto https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/agerh-nega-haver-poluicao-bombeada-para-o-rio-jucu-e-ong-contesta Estações de bombeamento de água de Vila Velha têm licenças vencidas ONG Juntos SOS ES Ambiental denuncia direcionamento de esgoto in natura para Rio Jucu https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/estacoes-de-bombeamento-de-aguas-de-vila-velha-estao-com-licencas-vencidas ONG faz nova denúncia de esgoto bombeado para o Rio Jucu, em Vila Velha Para o poder público, trata-se de um problema https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/ong-faz-nova-denuncia-de-esgoto-bombeado-para-o-rio-jucu-em-vila-velha
Pazolini e Luiz Paulo têm o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita
Escala divulgada pela Justiça Eleitoral terá início no próximo dia 30 nas emissoras de TV e rádio O maior tempo de propaganda eleitoral gratuita, 2 minutos e 37 segundos, será da coligação “Vitória da União”, do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), candidato à reeleição na Capital ao lado da empresária Cris Samorini (PP), formada ainda pelos partidos Novo, PRD e PSD. A escala, divulgada nesta sexta-feira (16) pela Justiça Eleitoral, terá início no próximo dia 30 nas emissoras de rádio e de televisão. O segundo melhor tempo, quase semelhante, 2 minutos e 35 segundos, ficou com a chapa “Vitória para o futuro”, de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Além do partido do ex-prefeito e do Cidadania, que formam uma federação, o palanque soma ainda PSB, MDB e União. O Partido Liberal (PL), do Capitão Assumção, isolado na coligação “Vitória por Você”, ficou em terceiro, com 1 minutos e 58 segundos, vindo em quarto lugar a chapa “Vitória em Primeiro Lugar”, de João Coser, com 1 minuto e 57 segundos, com o somatório dos tempos da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV) e do PDT. A Federação Psol/Rede, da deputada estadual Camila Valadão (Psol), alcançou apenas 25 segundos, mesmo tempo da coligação “Vitória Conectada e Segura’, do candidato Du Kawazaki (Avante), que reúne ainda o Solidariedade. A propaganda eleitoral gratuita será veiculada entre os dias 30 de agosto e 3 de outubro para o primeiro turno das eleições, que acontecem em 6 de outubro. Caso haja segundo turno, em 27 de outubro, o horário eleitoral gratuito será veiculado entre os dias 11 e 25 de outubro. De acordo com a Justiça Eleitoral, “a propaganda eleitoral gratuita é obrigatória para as emissoras de rádio e televisão, que devem transmitir a programação dos partidos políticos e das coligações partidárias de segunda a sábado. Nas rádios, a transmissão deve ser feita das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10 e, na TV, das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40”. “Ao longo da programação diária, também é obrigatório que as emissoras reservem 70 minutos diários para inserções de 30 e 60 segundos, de segunda a domingo, entre as 5h e a meia-noite. As inserções serão distribuídas na proporção de 60% para o cargo de prefeito e 40% para o de vereado”, informa o Tribunal Superior Eleitoral.Inteligência artificial Com a Resolução TSE n° 23.732/2024, o TSE incluiu novidades relacionadas à inteligência artificial (IA), como a proibição de deepfakes (alteração de vídeo ou foto com ajuda de inteligência artificial); obrigação de aviso sobre o uso de IA na propaganda; restrição ao uso de robôs para simular diálogos com candidatos; e responsabilização das big techs (grandes empresas de tecnologia) por não remover imediatamente conteúdos de desinformação, discurso de ódio, ideologia nazista e fascista, além de conteúdos antidemocráticos, racistas e homofóbicos. Estreante na política é o candidato que possui mais bens na Grande Vitória – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/estreante-na-politica-e-o-candidato-quepossui-mais-bens-na-grande-vitoria
Expresso: começou a campanha eleitoral
Desde a madrugada, divulgação de números e pedidos de votos já começaram nas redes sociais e nas ruas O Programa Expresso informa as últimas articulações para fechamento de chapas e traz um panorama das eleições de 2024 no Espírito Santo. Ainda tem Giro de Notícias, com os principais assuntos da semana e dica culturais no bloco De Rolê. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e outras plataformas.