Sessão foi marcada por mudança de posição de deputados da base aliada, ausências e debates acalorados A Assembleia Legislativa, em sessão realizada nesta quarta-feira (26), manteve o veto do governador Renato Casagrande (PSB) ao Projeto de Lei (PL) nº 166/2023, de autoria do deputado estadual Lucas Polese (PL), que criminaliza as ocupações de terra. Foram sete votos favoráveis à manutenção do veto, 14 contrários e uma abstenção. Contudo, oito parlamentares não compareceram à sessão. Para a queda do veto, era preciso, ao menos, 16 votos. Lucas S Costa Os favoráveis à manutenção do veto foram Camila Valadão (Psol), Iriny Lopes (PT) e João Coser (PT), que já haviam se posicionado contra o PL na sessão de abril último, quando a matéria foi aprovada em votação não nominal. Mas dessa vez tiveram o reforço de Dary Pagung (PSB), Denninho Silva (União), Tyago Hoffmann (PSB) e Mazinho dos Anjos (PSDB), sendo que este último, quando compôs a comissão formada para analisar a proposta quando foi votada, acompanhou o voto do relator, Lucas Scaramussa (Podemos), que foi pela aprovação do PL. Os que se posicionaram contra foram Adilson Espíndula (PSD), Alcântaro Filho (Republicanos), Callegari (PL), Capitão Assumção (PL), Coronel Weliton (PRD), Danilo Bahiense (PL), Bruno Resende (União), José Esmeraldo (PDT), Hudson Leal (Republicanos), Lucas Polese (PL), Lucas Scaramussa, Pablo Muribeca (Republicanos), Sergio Meneguelli (Republicanos) e Zé Preto (PP), o que não surpreende em se tratando, da maioria deles, de partidos de oposição ao governador, notadamente o PL e o Republicanos. Marcelo Santos (Podemos), por ser presidente da Assembleia, não votou. Não compareceram à sessão os deputados Alexandre Xambinho (Podemos), Allan Ferreira (Podemos), Bispo Alves (Republicanos), Fabricio Gandini (PSD), Janete de Sá (PSB), Raquel Lessa (PP) e Vandinho Leite (PSDB). Theodorico Ferraço (PP), embora estivesse acompanhando a sessão remotamente, não se posicionou. Desses, Alexandre Xambinho e Vandinho Leite fizeram parte da comissão especial que analisou a matéria em abril e na ocasião se posicionaram a favor do PL. Vandinho, inclusive, é autor de um dos projetos que tramitavam na Assembleia com mesmo foco na criminalização das ocupações. A primeira proposta de Polese prevaleceu, por ser a mais antiga, com as demais correlatas em anexo – autoria também de Callegari (PL) -, exceto a de Scaramussa, que solicitou a retirada de pauta. Theodorico Ferraço chegou a justificar seu voto favorável e Gandini subiu à tribuna para dizer que o Brasil deveria ter feito uma distribuição de terras, “mas não é invadindo a terra que vai resolver”. As deputadas Raquel Lessa e Janete comemoraram a aprovação do PL com palmas. Debate acalorado A votação desta quarta-feira foi acompanhada de uma discussão acalorada por parte dos contrários ao veto, com direito a xingamentos ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), citações bíblicas e referências ao fantasma do comunismo, personificado nas figuras do presidente Lula (PT) e do governador Renato Casagrande. A sessão foi acompanhada por representantes do agronegócio, que lotaram as galerias. Lucas S Costa O primeiro a se pronunciar foi Callegari, que afirmou que os militantes do MST são “bandidos travestidos de trabalhador”. Para ele, chama-los de trabalhadores rurais é “insulto aos trabalhadores, a quem pega no cabo da enxada, a quem pega o cabo da foice, a quem pega numa roçadeira, a quem pega no trator, a quem é meeiro, colono, produtor, fazendeiro”. Alcântaro apelou para a bíblia para explicar seu posicionamento contrário ao veto, citando, o 8º mandamento, que é “não furtarás”. “Tomar algo que não é seu, que é do outro, é pecado”, disse, acrescentando que “pela nossa legislação, além de pecado é crime”. Seguindo na mesma toada de Callegari, afirmou que o MST é uma “milícia, abraça a ideologia comunista para implementar uma política em detrimento do sagrado direito à propriedade”. O parlamentar ainda se comparou a Jesus Cristo ao citar o Evangelho de Mateus, no qual Jesus resiste à tentação do Diabo, que oferece a ele poder e riqueza. De acordo com ele, “jamais vou negociar o inegociável, não negocio os meus valores, tenho vergonha na cara, honro os votos dos capixabas”. Alcântaro prosseguiu dizendo que “benesse nenhuma do governo vai fazer eu mudar minha posição”. Lucas Polese afirmou que o veto de Casagrande “foi capachismo do governador do Espírito Santo, se não vetar o projeto, Lula escurraça ele”. Para ele, não há inconstitucionalidade, pois a Procuradoria da Casa não apontou isso e o projeto chegou a ser aprovado. O parlamentar também contestou a afirmação de que seu projeto fere o direito de luta pela moradia, alegando que não é um direito “entrar com facão, foice, na terra dos outros”. Sobrou até para o prefeito Daniel da Açaí (sem partido), a quem o deputado chamou de “esquerdopata vagabundo” ao dizer que São Mateus, no norte, cidade que o gestor administra, é a que tem maior índice de “invasões de terra”. Os argumentos dos deputados contrários ao veto foram contestados por Iriny e Camila. A parlamentar do PT destacou que a inconstitucionalidade do PL é “incontestável”. “Na Constituição existe, sim, o direito à propriedade privada, mas existe a destinação social da terra e de outros bens naturais”, destacou. Iriny defendeu que a votação ocorrida na Assembleia, na verdade, era de riqueza versus fome. “É sobre alguém entrar na terra para garantir o plantio e outro que quer assegurar a terra para aumentar o patrimônio”. A deputada afirmou que jamais votará em um projeto de “morte, perseguição e fome nesta Casa ou qualquer outra em que eu esteja”. Iriny também salientou a diferença entre o agronegócio e a agricultura familiar. “Quem põe comida na mesa do povo não é o agro, o agro exporta. Quem põe comida na mesa do povo são os pequenos produtores, as cooperativas do MST”. Camila ratificou a fala de Iriny ao destacar que 75% das propriedades agrícolas no Espírito Santo são da agricultura familiar, não do agronegócio, e que grande parte delas é de assentamentos oriundos do processo de reforma agrária. Também parabenizou o governador pelo veto ao PL. “Saúdo o governo por esse veto, que além de ser um veto sensível para com as pessoas mais carentes, foi também um veto pautado na legalidade, na nossa Constituição”, disse. Veto Para vetar o projeto, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) apontou
Médicos do Estado pleiteiam vaga no CFM para ‘democratizar o setor’
Marcelo Dalla e Pedro Paulo Herkenhoff destacam, em manifesto, “indignação e clamor por mudanças” Marcelo Dalla e Pedro Paulo Herkenhoff são os médicos do Espírito Santo que disputam vagas de membro efetivo e suplente no Conselho Federal de Medicina (CFM) pela chapa 3, na eleição marcada para os dias 7 e 8 de agosto deste ano. Com esses nomes, um grupo de médicos inicia um movimento visando contribuir para mudar a forma de atuação do órgão, que envolve os conselhos regionais, a maiorias da ala conservadora, inclusive no que se refere às ações políticas em defesa da democracia e “transparência das finanças do CFM”. Nessa terça-feira (25), o grupo, ligado à Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia (ABMMD), lançou um manifesto no qual, depois de enfatizar que “vem crescendo, entre médicas e médicos, um sentimento de indignação que clama por mudanças, reforçamos o nosso compromisso com a ética e a ciência e em prol da saúde coletiva”. O médico, professor e ex-governador do Estado Vitor Buaiz, integrante do grupo, ao trazer apoio à chapa 3, afirma ser necessário fazer “uma abordagem mais ampla da situação em que o país vice hoje”. “As entidades nacionais, como OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], ABI [Associação Brasileira de Imprensa] e CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil], sempre se manifestaram desde a época da ditadura como um país democrático, soberano, e nós não vimos, nos últimos anos, que o CFM se apresentasse em defesa dessa democracia. Pelo contrário, andou muito tempo, e mais recentemente, na contramão da história. Não adianta nós falarmos da necessidade em humanizar a medicina, mas de tratar os nossos pacientes como seres humanos”. A reflexão de Vitor Buaiz se harmoniza com o documento coletivo, que destaca: “As últimas gestões do CFM se caracterizaram por posições e iniciativas em defesa de uma suposta autonomia médica, endossando medidas distanciadas das evidências científicas, baseadas em crenças propagadas no meio digital e alienadas da segurança dos pacientes, dos princípios éticos e das próprias bases da medicina”. Segundo o manifesto, “um dos grandes desafios contemporâneos da humanidade é o de garantir informação bem fundamentada para o público. Entretanto, há cada vez mais notícias falsas divulgadas não só na mídia, mas também na deep web, as quais criam mentiras, orientadas por interesses espúrios, que disseminam a intolerância, o negacionismo e a resistência ao diálogo”. No Brasil, prossegue o documento, “essa verdadeira tragédia também atingiu a categoria médica, a qual individual e coletivamente, organizou-se em grupos com o explícito objetivo de combater a ciência, as vacinas e outros atos que contrariam a boa prática médica, com graves efeitos sobre a saúde pública”. O manifesto ressalta ainda que “a emergência da pandemia por Covid-19 explicitou a existência de uma parcela da categoria médica pautada pela negação da ciência e das evidências científicas, que tenta justificar condutas absolutamente questionáveis com argumentos enviesados, tais como a defesa de um modelo de ‘autonomia médica’ individual, baseada em crenças e propagadas no meio digital, alienada da segurança dos pacientes e dos princípios éticos que são a base da medicina”. A Constituição Federal de 1988 é citada para abordar a conquista do direito universal à saúde, sob a responsabilidade do Estado, por meio de governos sucessivos, que é o Sistema Único de Saúde (SUS), e destaca as transformações ocorridas nas relações entre Estado e sociedade nas últimas décadas, com “impactos sobre a prática médica, tais como a desvalorização e a precarização do trabalho dos profissionais, afetando o importante vínculo com os pacientes, tão necessário para as boas práticas na atenção à saúde”. Outras questões levantadas são a “presença do capital financeiro especulativo nas operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde e da intermediação lucrativa do trabalho médico acentuada com o crescimento de fundos de investimento que vêm adquirindo hospitais por todo o país, impondo pressões e exigências descabidas aos médicos, com alta carga de trabalho extenuante, gerando frustrações, desalento e risco de adoecimento físico e mental. É o caso da Síndrome do Esgotamento Profissionas/Síndrome de Burnout, cada vez mais comum em nosso meio”. Metas do grupoResgate da dignidade e ética, valorizando o trabalho médico, com a garantia de condições adequadas para seu bom exercício e em defesa de uma medicina baseada na ciência; Defesa do aperfeiçoamento profissional, conforme estabelecido na Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) do SUS, que visa contribuir para a organização dos serviços, através da qualificação e da atualização e transformação das práticas em saúde; Apoio para a criação de um plano de carreira no SUS, agora em estudo na Comissão para Discussão e Elaboração de Proposta de Carreira no Âmbito do Sistema Único de Saúde (CDEPCA/SUS), criada pelo Ministério da Saúde; Valorização da responsabilidade social e pública do exercício da Medicina; Retomada da representação dos médicos e médicas nos Conselhos de Saúde, contribuindo para a formulação de políticas públicas junto aos outros segmentos do controle social; Defesa incondicional do SUS, seus princípios e diretrizes, e de que os recursos do Orçamento da União, aprovados a cada ano, sejam destinados prioritariamente para as unidades públicas de saúde, alicerces das políticas de proteção social no país, em busca da equidade e do direito à saúde para todas e todos; Apoio a pesquisas éticas, com ênfase naquelas com valor social e científico, que possam ser aplicadas à saúde pública; Rigorosa fiscalização da propaganda médica, de medicamentos e procedimentos de saúde, para a garantia da segurança dos pacientes; Protagonismo ativo no contínuo aperfeiçoamento dos currículos médicos, junto com o Conselho Nacional de Saúde e com os Ministérios da Saúde e da Educação, e rigorosa fiscalização das faculdades de medicina; Democratização das atividades do CFM, com viabilização de amplos debates com a categoria e com instituições científicas da saúde coletiva e da bioética em relação a temas polêmicos e sensíveis; Independência e autonomia do CFM em relação a partidos políticos e a governos.
Professores e técnicos do Ifes retomarão atividades na semana que vem
Assembleia deliberou retorno em 72 horas após assinatura de acordo prevista para ocorrer nesta quinta Divulgação Em greve desde abril, os professores e técnico-administrativos em educação (TAEs) do Instituto Federal do Espírito Santo retomarão as atividades na semana que vem. Em assembleia realizada nessa terça-feira (25), os servidores aprovaram por consenso a resolução de voltar ao trabalho 72 horas após a assinatura do acordo com o governo federal. Como o documento deverá ser assinado nesta quinta-feira (27), a expectativa é de reinício das aulas na próxima segunda-feira (1). Segundo a coordenação capixaba do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe-Ifes), também foi aprovado por consenso um encaminhamento sobre o calendário letivo a ser discutido com a Reitoria do Ifes, na segunda-feira. Os servidores defendem priorizar a manutenção do calendário de férias escolares, sem aceleração das aulas, “tendo em vista a possibilidade de prejuízos para os estudantes e servidores”. Os TAEs e professores do Ifes votaram pela aprovação da última proposta do governo federal para encerrar a greve nas instituições federais de educação, em assembleia em formato híbrido (presencial e online) realizada no último dia 18. “A reunião teve ampla participação da categoria, e na oportunidade foram feitas diversas manifestações, tanto da conjuntura nacional quanto local. O entendimento da base foi de que as propostas poderiam ser melhores, mas foi deliberado pelo aceite”, justificou o Sinasefese-Ifes na ocasião. As últimas propostas de reajuste salarial do governo federal foram 9% a partir de janeiro de 2025 para docentes e técnico-administrativos. Em 2026, os percentuais previstos são de 5% para os TAEs, a partir de abril, e 3,5% para os professores, começando em maio. Entretanto, não há percentual previsto para 2024, uma das principais reivindicações das categorias em greve. O governo federal também indicou aos TAEs aumento nos ganhos com progressão na carreira (steps), passando dos atuais 3,9% para 4% em janeiro de 2025 e para 4,1% em abril de 2026. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o reajuste acumulado poderá variar de 26,8% a 46,5%, a depender do nível da carreira. Além disso, o tempo de progressão deverá diminuir de 18 para 12 meses. Junto ao aumento nos salários, também foi proposto reajuste de 118% no auxílio-alimentação, que chegou a R$ 1 mil em 2024; e de 51% no auxílio-saúde e no auxílio-creche. O governo se comprometeu a criar um grupo de trabalho para aprofundar as questões relativas à concessão de gratificação por Saberes e Competências (RSC). Outro ponto contemplado foi a revisão do Decreto nº 9.991/2019, que trata da gestão de pessoas na administração pública, permitindo que as instituições de ensino superior elaborem planos específicos. Para os professores, uma das promessas feitas pelo governo federal foi a revogação da Portaria 983, de novembro de 2020, que regulamenta as atividades dos professores do ensino básico, técnico e Tecnológico (EBTT), cujo resultado foi o aumento da carga horária mínima. O governo também indicou que poderá revogar a Instrução Normativa 66, de setembro de 2022, que, na visão da categoria, dificulta a progressão múltipla, a qual ocorre quando há acúmulo de interstícios diferentes, nos quais não foram requeridas as progressões ou as promoções funcionais devidas. Após revogar as normativas, deverão ser criados grupos de trabalho para a criação de novas regulamentações. Entretanto, o governo condicionou as mudanças ao encerramento da greve. A previsão é de que a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e Sinasefe assinem os acordos com o governo federal de forma conjunta nesta quinta-feira. De acordo com a Fasubra, os TAEs de 75 instituições de ensino federais continuavam em greve até essa segunda-feira (24). E, de acordo com o Andes-SN, professores de 65 instituições permaneciam paralisados até a última sexta-feira (21). Os TAES e professores do Ifes e os docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) iniciaram a greve em abril. Já os técnico-administrativos da Ufes começaram a paralisação no último mês de março. Ufes Na Ufes, a greve também está perto do fim. Os professores votaram pela continuidade da paralisação em assembleia realizada na última sexta-feira (21), mas a maioria dos docentes das demais universidades do Brasil optou por aceitar o acordo proposto pelo governo. Os técnico-administrativos universitários também haviam votado contra o fim da greve, posicionamento que deverá ser revisto a partir de novas orientações da Fasubra. Nesta sexta-feira (28), tanto a Associação dos Docentes (Adufes) quanto o Sindicato dos Trabalhadores da Ufes (Sintufes) realizarão novas assembleias em suas sedes, no campus de Goiabeiras, em Vitória. De acordo com o Sintufes, o retorno ao trabalho poderá ocorrer na próxima terça-feira (2). A Reitoria da Ufes aguarda o fim da greve para reformular o calendário letivo da instituição. A Adufes reivindicava a suspensão do calendário, o que não foi acatado. Ufes aguarda fim da greve para reformular calendário acadêmico Comando Nacional vai assinar acordo com o governo, mas associação dos docentes fará nova assembleia https://www.seculodiario.com.br/educacao/ufes-aguarda-fim-da-greve-para-reformular-calendario-academico Professores da Ufes decidem pela continuidade da greve – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/professores-da-ufes-decidem-pela-continuidade-da-greve Servidores do Ifes votam a favor de proposta para encerrar greve Valores são considerados aquém do esperado, mas a maioria defendeu o encerramento da paralisação https://www.seculodiario.com.br/educacao/servidores-do-ifes-votam-a-favor-de-proposta-para-encerrar-greve
Autor de posts ofensivos a Contarato e a seu filho é condenado pela Justiça
Decisão de Vara Cível de Vila Velha determina que Giovani Loureiro pague indenização de R$ 28 mil Uma indenização de R$ 28 mil por danos morais contra o senador Fabiano Contarato (PT) e o filho dele, Gabriel Contarato, terá que ser paga por Giovani Moura Loureiro, por decisão da 4ª Vara Cível de Vila Velha, que nessa terça-feira (25), entendeu que o internauta cometeu “abuso de liberdade de expressão” ao publicar ataques. “Redes sociais não podem ser terra sem lei”, afirma o senador. Os ataques foram publicados em 15 de novembro de 2021, quando o senador aproveitava uma folga na Praia de Itapuã durante o feriado da Proclamação da República. No local, ele e o filho – à época, com 7 anos – foram fotografados por Giovani Loureiro, que publicou a foto com palavras de baixo calão. No post, ele também insinuou que o senador levou o filho adotivo para “fazer marketing”. O juiz Carlos Magno Moulin Lima afirma na sentença que houve “abuso do direito de liberdade de expressão, uma vez que as declarações ultrapassaram os limites da crítica legítima e atingiram a honra e a dignidade do parlamentar e do filho dele”. Desse modo, acrescenta, “embora o segundo requerente [senador Fabiano Contarato], sendo ocupante de cargo público, esteja sujeito a críticas inerentes à exposição da vida pública e ao exercício de seu mister, observo que as manifestações exaradas (…) extrapolaram o exercício daquilo que podemos denominar de liberdade de expressão”, reitera. A sentença determina o pagamento de R$ 14 mil a título de danos morais para cada um dos agredidos – o senador e o filho dele. Para Fabiano Contarato, a decisão reforça que as pessoas precisam ter ciência da responsabilidade nas redes sociais. “Fui atacado levianamente por um irresponsável que, para fazer política partidária, invadiu minha vida privada e ofendeu a mim e ao meu filho, que é apenas uma criança”, enfatizou. “Precisamos reabilitar o respeito ao próximo e impedir que a política se torne um vale-tudo pantanoso”, concluiu.
Pedido de registro do Congo como Patrimônio Cultural é entregue ao Iphan
Bandas do Estado destacam que medida garante mais visibilidade e valorização à manifestação cultural A tarde desta quarta-feira (26) foi de comemoração para as bandas de Congo do Espírito Santo. É que foi entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o pedido de registro do Congo como Patrimônio Cultural do Brasil, feito 10 anos após começarem as iniciativas para sua concretização. Iphan Para isso, foi realizado um levantamento preliminar das referências culturais do Congo e um Termo de Execução Descentralizada com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A instituição de ensino produziu materiais audiovisuais e um dossiê detalhado sobre o Congo, concluído em 2021 e apresentado aos detentores dos saberes dessa tradição em um seminário de devolutivas. Agora, o pedido de registro e o dossiê irão passar por uma análise e ir para a Câmara Técnica, depois, para o Conselho Consultivo, que tomará a decisão. A solenidade de entrega do pedido de registro foi na Superintendência do Iphan no Espírito Santo, localizada no Centro de Vitória. Estiveram presentes associações que representam a manifestação cultural nos municípios de Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra e Vila Velha, na Grande Vitória, além de representantes da Federação das Bandas de Congo do Espírito Santo. Também participaram o superintendente regional do Iphan no Espírito Santo, Joubert Filho, e a equipe técnica. Mestre Jeffinho, presidente da Associação das Bandas de Congo de Roda d’Água, em Cariacica, acredita que a obtenção do registro será “uma valorização para cada banda, para cada mestre que lutou para o congo permanecer vivo nas comunidades”. “É um reconhecimento que pode nos auxiliar a conseguir apoio tanto das empresas quanto do poder público, auxiliando para obter indumentária, instrumentos, fazer apresentações em lugares como escolas e universidades, pois ainda somos muito discriminados”, destaca. Ele informa que existem mais de 70 bandas de congo espalhadas por diversos municípios capixabas. “Queremos manter viva uma tradição deixada pelos nossos antepassados”, afirma. A coordenadora da Banda de Congo Tambor de Jacarenema, em Vila Velha, Marina Sampaio, acredita que o pedido de registro é “um ponto de partida para o Congo ser mais visado”. “A gente ainda está escondido dos olhares dos nossos governantes”, alerta, destacando que é preciso mais apoio financeiro e, inclusive, editais de cultura específicos para as bandas de Congo.
Sessão solene faz João Coser adiar denúncia à gestão de Pazolini
Após anúncios “bombásticos, clima de festa predominou na Assembleia Legislativa nesta terça-feira A entrega de títulos de Cidadão Espírito-Santense e da comenda Domingos Martins a personalidades brasileiras e uma da Espanha na Assembleia Legislativa foi o motivo alegado para o adiamento do pronunciamento que o deputado estadual João Coser (PT), pré-candidato majoritário na Capital, anunciou para a tarde desta terça-feira (25), às 15 horas, seguido de coletiva de imprensa, para apresentar “denúncia formal e grave referente a um programa da Prefeitura de Vitória”. O tema da denúncia de João Coser de “desperdício de dinheiro” na gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi substituído pelo clima festivo conduzido pelo deputado Marcelo Santos (de saída do Podemos), na sessão solene realizada no mesmo horário, que teve até citação de música do cantor Roberto Carlos. Receberam títulos de cidadão os professores José Luis Bolzan de Morais e o professor convidado Alfonso de Julios Campuzano, do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) da Faculdade de Direito de Vitória (FDV). O desembargador federal da 2ª Região André Ricardo Cruz Fontes, do Rio de Janeiro, recebeu a comenda. Bolzan é neto de imigrantes italianos, natural de Jaguari, no Rio Grande do Sul. Já Alfonso é professor da Universidade de Sevilla, na Espanha. Em seu discurso, em espanhol, disse que tem uma ligação “espiritual com o Espírito Santo”. Já Bolzan de Morais encerrou a fala com versos do cantor Roberto Carlos, “como é grande o meu amor por você”, referindo-se ao Espírito Santo. Denúncia O tema da denúncia de João Coser, já apontado em redes sociais, tem engrossado as críticas de parte da população ao programa de asfaltamento de ruas da cidade, citando que é uma obra que “asfalta o asfalto”. Esse tema seria a base do pronunciamento e da coletiva, segundo os meios políticos e apoiadores. “Não perca essa oportunidade de acompanhar ao vivo e conhecer todos os detalhes dessa história que promete abalar toda a estrutura política da cidade”, era um dos vários chamamentos, em rede social, para a sessão na Assembleia. O anúncio sobre o pronunciamento do deputado começou a ser divulgado pela manhã, mas logo no início da tarde foi cancelado. As primeiras informações davam conta de que, após o discurso, João Coser daria uma entrevista coletiva à imprensa, segundo convite enviado pela assessoria. “O deputado estadual João Coser convida para coletiva de imprensa, no Plenário Judith Leão Castelo Ribeiro, na Assembleia Legislativa, às 16h, desta terça (25). O parlamentar apresentará aos jornalistas denúncia formal e grave referente a um programa da Prefeitura de Vitória”. Em seguida, às 13h30, a assessoria divulgou nova mensagem: “Oi, vamos precisar reagendar a entrevista. Aviso assim que tiver nova data”. Logo, desfez-se a onda criada pelas mensagens, enviadas também a veículos de imprensa. Não houve esclarecimento sobre porque foram programados dois atos no mesmo horário.
Lados cercados
Com dois concorrentes jovens, Audifax já ensaia lema de campanha e tenta combater a marca do “novo” Redes Sociais Concentrado nos últimos meses em criticar a atual gestão da Serra e fazer um comparativo com seus períodos à frente do município, o ex-prefeito Audifax Barcelos (PP) começa agora a colocar na rua outro lema de campanha: “o novo nem sempre vem acompanhado de ideias novas” e “tem muita gente jovem de idade por aí, mas nem sempre está preparada para grandes desafios”. As frases dão tom ao seu mais recente vídeo propagado nas redes sociais, e vêm juntas com outras que tentam colocá-lo, por outro lado, como o nome da experiência e da competência. “A Serra não pode correr qualquer risco de ficar para trás”, emendou, repetindo outro material eleitoral recente. O discurso mira em “dois coelhos de uma cajadada só”, leia-se o deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos), que ainda transita na mesma área da direita de Audifax, e Weverson Meireles (PDT), ambos com 33 anos e novatos em disputa majoritária. No caso de Weverson, como se sabe, o palanque tem o carimbo do principal adversário de Audifax, o prefeito Sergio Vidigal (PDT), porém ele é ainda mais novo no quesito pleito eleitoral: entra em condição de estreia, diferente do ex-prefeito e de Muribeca. Esse trio concentra, hoje, o principal núcleo de acirramento da disputa da Serra. Enquanto Audifax corro solto e já espalha sua munição para todo lado, Weverson está na missão de se apresentar ao eleitorado, e Muribeca segue com a artilharia voltada para Vidigal, de quem é opositor. Veremos quando o jogo vira… Nas ruasTambém pré-candidato, o ex-deputado estadual Roberto Carlos (PT) iniciou a construção de seu plano de governo. Nesta terça-feira (25) à noite, realiza encontro com a palestra “Serra: desafios e oportunidades”, proferida por José Antônio Bof Buffon, secretário executivo da Federação do Comércio (Fecomércio). Nas ruas IIO vereador Igor Elson, nome do PL de Bolsonaro, tem focado na realização de plenárias nos bairros e nas bandeiras do partido. Por ora, ainda mantém foco exclusivo em Vidigal, mesma direção do seu mandato na Câmara. ‘Time’Em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, o lançamento da candidatura a prefeito de Diego Libardi, na noite dessa segunda-feira (25), levou para lá os principais quadros do Republicanos: Erick Musso, presidente estadual; deputado federal Amaro Neto; prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini; e os deputados estaduais Bispo Alves, Alcântaro Filho. O lema é “Energia para Renovar”. Trinca intactaAllan Ferreira (Podemos) e Dr. Bruno Resende (União), deputados estaduais que têm base no município e compõem o bloco de apoio a Libardi, também marcaram presenças. Allan, vale lembrar, faz isso em contraponto à posição de seu partido, que vai caminhar com a pré-candidata do PSB, Lorena Vasques, sucessora do prefeito Victor Coelho. Saiu da gavetaParlamentares bolsonaristas convocam apoiadores para fazer barulho na votação do veto do governador Renato Casagrande (PSB) ao projeto que criminaliza as ocupações de terras no Estado, anunciada para esta quarta-feira (26), na Assembleia Legislativa. E já cobram dos 22 colegas de plenário que aprovaram a proposta, em abril, que não mudem seu voto. Quero só ver… Saiu da gaveta IIO projeto, apesar de absurdo e inconstitucional, reuniu aliados e oposição no mesmo objetivo, restando apenas três votos contrários, de Camila Valadão (Psol), Iriny Lopes (PT) e João Coser (PT). O veto veio, mas ficou de escanteio por quase dois meses na Casa, à espera do baixar dos ânimos. Agora é hora da sinuca de bico! Saiu da gaveta IIICallegari (PL), um dos deputados que estão na missão de derrubar o veto, reclamou da votação ter sido marcada para quarta, dia de sessão híbrida. “Não escolheram à toa (…) será a desculpa perfeita para o esvaziamento e para a desculpa de alguns deputados se absterem da votação”. Sigo de olho! Planos prioritáriosEm Viana, o prefeito Wanderson Bueno lança seu palanque à reeleição no próximo dia 1º. Pupilo do presidente estadual do Podemos, deputado federal Gilson Daniel, ele e o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, são os planos prioritários do partido na Grande Vitória. Vale tudo, menos perder as cadeiras… Nas redes“Vereador, eu estou aguentando o rojão há quatro anos e não vai ser agora que vou deixar a peteca cair, por mais que essa seja a vontade de alguns (…)”. Karla Coser, vereadora de Vitória pelo PT, em resposta a mais uma investida/provocação de Luiz Emanuel Zouain (Republicanos). FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Passos eleitorais Cenas da Serra: Weverson Meireles deixa cargo na prefeitura e Audifax perde para Muribeca apoio de militares https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/passos-eleitorais Retrato atual Casagrande reforça aliança com Vidigal e marca, por tabela, afago público a Weverson. E o palanque, vinga? https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/retrato-atual-1
Dr. Coutinho poderá ter bloco de nove partidos para buscar reeleição em Aracruz
Atual prefeito da cidade do norte do Estado assumiu a direção do PP municipal e oficializou candidatura Redes Sociais Dr. Coutinho (PP), atual prefeito de Aracruz, município do norte do Estado, poderá tentar a reeleição em um bloco político com nove partidos. Em evento realizado na última sexta-feira (21), ele assumiu a presidência do diretório municipal do Progressistas (PP) e oficializou sua pré-candidatura visando a disputa majoritária de outubro deste ano, contando com a presença do presidente estadual do PP, o deputado federal Da Vitória. Além do próprio Progressistas, estão em conversas com o grupo do prefeito as siglas União Brasil, Partido Socialista Brasileiro (PSB), Mobilização Nacional (Mobiliza), Partido Democrático Trabalhista (PDT), Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Federação Brasil da Esperança, formada por Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV). A federação aguarda apenas a homologação da direção estadual para oficializar o apoio. A composição partidária abrange quase todos os atuais vereadores de Aracruz, com exceção de Roberto Rangel (Podemos). O partido do prefeito conta com sete das 17 cadeiras do Poder Legislativo: André Carlesso, Bibi Rossato, Elizeu Costa, Jean Pedrini, Edilson Spinassé, Tião Cornélio e Mônica de Souza Pontes Cordeiro. Os demais parlamentares são: Adriana Guimarães Machado e Paim (MDB); Alexandre Manhães (Mobiliza); Artemio Rossoni e Etienne Coutinho Musso (PSB); Léo Pereira (União); Marcelo Nena (PDT); Rhayrane Pedroni (PCdoB); e Vilson Jaguareté (PT). Conhecido médico em Aracruz, Dr. Coutinho está em sua primeira experiência em cargo público. Em 2020, se elegeu pelo Cidadania, partido que tem perdido força no Estado. A tendência é que, este ano, entre na disputa com o mesmo vice do último pleito, Beto Vieira (PSB). Na última eleição, Coutinho venceu o então vereador Alcântaro Filho (Republicanos) por uma diferença de apenas 162 votos, e o então prefeito, Jones Cavaglieri (SD), que ficou em quarto lugar. Em 2022, Alcântaro elegeu-se deputado estadual, e era cotado novamente para a disputa majoritária neste ano, mas anunciou apoio a Leandro Sperandio (Republicanos). Delegado da polícia civil, Sperandio deverá ter o apoio de legendas mais à direita, como Democracia Cristã (DC), Partido Renovação Democrática (PRD), Agir e Podemos. Antes de entrar no Republicanos, Sperandio, chegou a se filiar ao Partido Liberal (PL) e participar de uma marcha bolsonarista em Brasília e visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a sua saída, o PL de Aracruz lançou como pré-candidato a prefeito o pastor Marcelo Souza, presidente do diretório municipal da sigla. Outro pré-candidato a prefeito de Aracruz é o agricultor Tico Selvatici, que, em maio, assumiu a presidência do diretório municipal do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), sigla que lançou o Major Wallace Vieira em 2020, o terceiro colocado. Cacique Toninho reforça candidaturas indígenas a vereador em Aracruz Representante da terra indígena Tupinikim de Comboios se lança como pré-candidato pelo PCdoB https://www.seculodiario.com.br/politica/cacique-toninho-reforca-candidaturas-indigenas-a-vereador-em-aracruz PT, PV e PCdoB encaminham apoio à reeleição de Dr. Coutinho em Aracruz Federação Brasil da Esperança conta com dois vereadores no município do litoral norte do Estado https://www.seculodiario.com.br/politica/pt-pv-e-pcdob-apoiarao-reeleicao-de-dr-coutinho-em-aracruz
Chapas eleitorais para prefeitura de Atílio Vivácqua se aproximam de definição
Pastor Marcos Porto poderá ser o vice de Genaldo, e Marco Sobreira concorrerá junto com Helinho Lima Pastor Marcos Porto e Dr. Marco Sobreira. Foto: Redes Sociais/Divulgação As chapas dos dois principais pré-candidatos a prefeito de Atílio Vivácqua, no sul do Estado, já estão quase completas. O médico Marco Sobreira (PDT) estará no pleito como vice do pré-candidato Helinho Lima (PSB), e a tendência é que o pastor Marcos Porto (PRD) seja o escolhido para ser vice de Genaldo (Republicanos.) Marcos Porto coordena em Atílio Vivácqua o projeto social Neemias, que facilita o acesso a atendimentos de saúde para crianças e mulheres. Ele também se colocou como pré-candidato a prefeito, com o apoio do deputado Marcelo Santos (de saída do Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, que domina o Partido Renovação Democrática (PRD) no Espírito Santo. Segundo informações do mercado eleitoral, o pastor também teve diálogos com o grupo de Helinho Lima, mas não houve acordo. Nos últimos dias, surgiram especulações de um possível convite para ser vice de Genaldo. Nesta terça-feira (25), Genaldo e Marcos Porto anunciaram a aliança nas redes sociais, mas não houve confirmação sobre composição de chapa. “Após uma reunião no dia de hoje (25), na Assembleia Legislativa, dirigida pelo presidente/deputado Marcelo Santos, firmamos uma aliança do PRD 25 com o Republicanos 10, tendo em vista uma visão de parceira e crescimento para nosso município. Então compartilhem! Pois Genaldo e Marcos Porto estão juntos por um Atílio Vivácqua melhor. Um novo tempo, uma nova história”, publicaram os companheiros de chapa nas redes sociais. Em contato com Século Diário, o Pastor Marcos Porto afirmou que as articulações ainda estão em andamento. “Nós vamos alinhar isso no fim de semana, como vai ficar essa composição. Vamos fazer uma nota oficial sobre o processo, para trazer um pouco mais de luz. Ainda é tudo muito prematuro. Então, a gente está optando por uma aliança entre os dois partidos pela força, e daí para frente vamos avaliar. Pode ser que um nome esteja mais forte, ou outro”, comenta. Já Marco Sobreira foi anunciado como pré-candidato a vice-prefeito durante o lançamento oficial da pré-candidatura de Helinho Lima, realizado na última sexta-feira (21). Ele é médico no município há 48 anos e foi vereador por três mandatos. Sobreira também foi vice-prefeito de 2001 a 2004 durante um dos mandatos de Zé Luiz Torres Lopes, tio de Genaldo, e assumiu o posto máximo do Poder Executivo por três meses, após Zé Luiz se licenciar. Tentou se eleger para prefeito em 2004, mas perdeu para Hélio Humberto Lima, pai de Helinho. O Progressistas (PP) planejava indicar a professora Tálita Gomes como vice de Helinho Lima, mas ela preferiu se manter como pré-candidata a vereadora. Entre os partidos que estão na articulação de Lima se incluem, além do PP, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) – no qual o próprio pré-candidato está filiado –, Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido dos Trabalhadores (PT), Podemos e Partido da Mulher Brasileira (PMB). Concorrentes As eleições deste ano em Atílio Vivácqua deverão ficar polarizadas entre dois grupos que dominam a política local há décadas. De um lado, Genaldo, sobrinho de Zé Luiz Torres Lopes, o homem com maior número de mandatos de prefeito na história do município, com seis ao todo. Do outro, Helinho Lima, filho do ex-prefeito Hélio Lima, o segundo com o maior número de mandatos no Poder Executivo, totalizando três. Helinho Lima representa a administração do atual prefeito, Josemar Bastos (PDT). Genaldo, por sua vez, concorreu na disputa majoritária em 2020, e perdeu por menos de 1% dos votos para Bastos, que então tentava a reeleição. Além dos dois, o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) lançou no mês passado a pré-candidatura da professora e ex-secretária municipal de Educação Lana Roppe, com as presenças da deputada estadual Camila Valadão e da ex-deputada Brice Bragato. De acordo com a sigla, Lana será a “primeira candidata mulher em décadas” a encarar a disputa majoritária no município. PP planeja indicar vice na chapa de Helinho Lima em Atílio Vivácqua Professora Tálita Gomes é o nome que poderá aparecer junto com o do pré-candidato a prefeito https://www.seculodiario.com.br/politica/pp-planeja-indicar-vice-na-chapa-de-helinho-lima-em-atilio-vivacqua Rivalidade histórica deverá ser reeditada nas eleições em Atílio Vivácqua Pré-candidatos a prefeito Genaldo e Helinho Lima representam grupos políticos opostos na cidade https://www.seculodiario.com.br/politica/rivalidade-historica-devera-ser-reeditada-nas-eleicoes-em-atilio-vivacqua
Razão religiosa
Suprir a carência da razão com o místico A religião é um componente cultural de grande peso na formação humana. No geral, as pessoas mais ou menos ligadas a esse componente têm ali a referência maior para suas ações. No mundo ocidental, a maior incidência é do cristianismo, que foi trazido para o Brasil pelo europeu invasor e imposto aos indígenas e escravizados. Sendo o povo brasileiro miscigenado por formação, a religião em seu uso instrumental não se restringiu à necessidade de transcendência, mas serviu também para dominação, formação, união e socialização do povo brasileiro. Em nosso mundo de devir, as transformações pelas quais o cristianismo vem passando, não só as implantadas pelas grandes autoridades religiosas, mas também e principalmente as que acontecem nas paróquias, comunidades, quilombos, enfim no chão do mundo, refletem a vida do povo que resiste e constrói um espaço de socialização e transcendência todo adaptado ao seu modo de vida. As festas juninas que acontecem em todo o país, agora no inverno, são um exemplo claro dessas transformações. Os festejos populares e as romarias, que têm características regionais misturadas às tradições religiosas e da fé, estão espalhadas por todo o país. Aqui no Espírito Santo, a ligação religiosa no folclore transparece a interferência popular à compreensão da religião, adicionando elementos próprios como: pessoas de importância histórica, outras de importância estratégica à resistência e luta, também de importância social, comunitária e até familiar aos elementos da fé. É natural que todos os ingredientes regionais adicionados à religião provêm da chamada experiência religiosa individual e atuam sobre ela, fazendo brotar no adepto o sentimento do sagrado, mesmo que esse ingrediente provenha do mais profano sentido. Ao considerar a religião como uma busca natural de respostas às perguntas fundamentais de nossa existência como: qual o sentido da vida? O que acontece depois da morte? Dentre outras aflições da razão, a única importância está no sentimento do indivíduo que se identifique com a resposta religiosa e dela participa como razão suprema da vida. A forma de cultuar e os valores sagrados são construídos, a partir da conversão, na convivência social com a comunidade religiosa. Somente com a clareza da compreensão do sentido religioso e da especificidade da prática religiosa de um grupo, poderemos compreender o sagrado que há nos festejos e apreciar tais manifestações, dividindo emoções próprias e comparando-as com as dos adeptos, sempre tomando por base que o sentido estará nas raízes culturais daquele grupo. Vale lembrar que o mundo que construímos expõe o fracasso da razão na construção de divisões, guerras e sofrimento, enquanto o sentido místico, para além da compreensão racional, está sempre em busca do mistério como possibilidade de nos unir. Por isso o questionamento a Agostinho; “entender para crer ou crer para entender”? Everaldo Barreto é professor de Filosofia