Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

bruna_tao_foto_stel_miranda.jpg

Pesquisadora da Ufes alerta para apropriação política da pauta do autismo

Sem categoria

Bruna Lídia Taño menciona “indústria” do TEA e critica serviço especializado do governo estadual Stel Miranda Existe um “Complexo Industrial do Autismo” no mundo atual, que movimenta a economia e a sociedade em torno de um diagnóstico clínico específico, e as pautas das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm sido apropriadas politicamente no Brasil sem o devido tratamento ao tema. Assim defende Bruna Lídia Taño, doutora em Educação Especial e professora do curso de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Em participação no programa Entrevista do Século, da TV Século, a pesquisadora faz críticas também ao Serviço Especializado em Reabilitação para Deficiência Intelectual e TEA (Serdia), criado pelo governo estadual em 2022. Bruna teve colaboração no relatório técnico “A ‘indústria’ do autismo no contexto brasileiro atual: contribuição ao debate”, produzido este ano por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Rede de Pesquisas em Saúde Mental de Crianças e Adolescentes. Na entrevista para a TV Século, a professora da Ufes explica que o objetivo do estudo não foi questionar a “identidade autismo” ou o diagnóstico clínico do transtorno, e sim as “narrativas” atuais sobre o tema. Conforme o assunto ganha notoriedade e os diagnósticos de TEA se multiplicam, essa “indústria” passa a abranger uma rede de interesses cada vez mais ampla – incluindo desde a venda de produtos com os símbolos do autismo até a criação de políticas públicas segmentadas. “A nossa intenção é discutir o autismo na sua dimensão social, cultural, política e econômica. Quais são as narrativas em torno disso que se chama autismo ou TEA”, resume Bruna. A professora fala também sobre o uso político das pautas relacionadas ao espectro autista, que tende a aumentar neste ano de campanha eleitoral, sobretudo por grupos de direita e extrema direita. Um dos exemplos citados na entrevista é o partido Agir, que se assumiu, recentemente, como defensor da inclusão de pessoas com TEA. “O que a gente avalia é que há um crescimento de projetos de lei a partir de 2019. Em 2023, foram 118 projetos de lei tramitando [no Brasil], que são muito semelhantes entre si, mas que funcionam como plataforma eleitoral. Falar em nome do autismo faz ganhar voto. Porque quem vai ser contra a inclusão da pessoa autista? Ninguém será”, afirma. Entretanto, Bruna opina que mesmo a esquerda reproduz um discurso sobre o tema que, em sua visão, apenas reflete uma perspectiva “patologizante” (relacionado à ideia de doença), individualista e simplificador. “A maior parte dos serviços pensados são com base nessa lógica centrada no corpo da criança, no controle dos comportamentos das crianças, numa não articulação da rede, no cuidado no território”, critica. Serviço especializado capixaba O Serdia já foi implantado em cinco municípios do Espírito Santo: Iúna, no Caparaó; Brejetuba, no sudoeste serrano; Piúma, no litoral sul; e Pedro Canário e Mucurici, no extremo norte. Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), 31 cidades já demonstraram interesse no serviço e 17 estão habilitadas. Entretanto, para Bruna Lídia Taño, é um equívoco a criação de um serviço especializado em diagnósticos específicos, quando o mais indicado é o cuidado intersetorial, comunitário, no território, para todas as pessoas, com uma análise singularizada. “A gente não tem um serviço só para pessoas com esquizofrenia. A gente não tem um serviço só para pessoas que tem lesão na lombar. A gente não tem isso, porque já sabe, principalmente no campo da saúde mental, que os serviços orientados pela patologia não produzem o melhor cuidado. Eles são contraproducentes”, explica. “Não é o diagnóstico que, necessariamente, define a conduta do cuidado, e nem o diagnóstico que define a deficiência. Porque a deficiência é uma produção cultural e social. A deficiência é o encontro do meu corpo tal como ele, com o meio que me garante ou não o acesso. Não ’tá’ no meu corpo a deficiência”, complementa. Bruna comenta, ainda, que o Serdia não está previsto na rede nacional de saúde, e tampouco se trata da oferta de um novo serviço. Na verdade, o Estado está apenas fazendo convênios com instituições que já atuam há décadas nos municípios, como as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e as associações Pestalozzi. “Não são novos serviços, novas equipes, mas é um jeito das entidades filantrópicas, que trabalham numa situação de segregação, estarem agora fazendo parte do Serviço Único de Saúde (SUS), recebendo mais verba pública. (…) No mesmo momento em que nós temos município negando a implantação de Caps-IJ [Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil], a gente tem município solicitando a implantação desse Serdia”, relata. Deficiências e questões sociais Durante a entrevista, Bruna falou também sobre a visão social a respeito de pessoas com deficiência, sobretudo crianças e adolescentes. Ela cita o fato de que é muito comum encontrar crianças que receberam diagnósticos de deficiência em instituições de acolhimento, e que tem aumentado o número de famílias que entregam seus filhos para o Conselho Tutelar por não se sentirem capazes de “reabilitá-las”. Para a pesquisadora, isso se deve a uma lógica que pensa as deficiências apenas como questões biológicas que deveriam ser “tratadas”, desconsiderando fatores sociais e culturais atrelados ao assunto – o que se reflete no aumento do consumo de remédios por crianças e adolescentes. “Alguns nomes que a gente dá para o sofrimento são diferentes a depender da idade, da cor da pele, do gênero. (…) O diagnóstico de deficiência intelectual é majoritariamente para as pessoas negras e para os garotos. E essa é a única classificação de deficiência em que a maioria é negra e jovem”, relata. “Um diagnóstico de deficiência intelectual é a marca da desobrigação de a gente ter que pensar um projeto de vida, para além de estar na instituição fazendo reabilitação uma ou duas vezes por semana. (…) Desobrigação não para o cuidado em saúde. Mas de pensar a escolarização, de pensar que essa pessoa pode estar numa aula de balé. Se ela vai sair, se não vai sair, por que ela não pode passear no shopping, por que precisa estar o tempo todo

23/06/2024 / 1 Comment
read more
mauricio_abdalla_redes.jpg

Evangélicos progressistas debatem contexto social e político da libertação

Sem categoria

Maurício Abdala diz que Jesus trouxe “uma libertação também moral, que os evangélicos do Congresso parecem não ler” Espiritualidade, política e transformação social são temas do encontro que a Frente de Evangélicos pelo Estado Democrático de Direito promove na próxima quarta-feira (26), às 19 horas, na Primeira Igreja Presbiteriana Unida de Vitória (IPU), no Centro, como parte da programação visando contrapor a onda fascista nas instituições e no Congresso Nacional. Vinícius Querzone, um dos coordenadores do movimento no Estado, vê com indignação o falso moralismo a atuação da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, destacando a luta pelo “Estado laico, justo, com igualdade de classe, raça e gênero”. Sob o título “”Cristianismo e emancipação: caminhos para a transformação social”, o debate, aberto ao público, será conduzido a partir da palestra do filósofo Maurício Abdalla, doutor em educação e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Maurício Abdala afirmou, em conversa com Século Diário, que “é uma libertação também moral, que os evangélicos do Congresso – entre aspas -, parecem que não leem no evangelho. Então é uma libertação social, moral e espiritual, no sentido de mostrar uma religião mais voltada para o amor”. Segundo seu entendimento, “do início ao fim no Novo Testamento, que os neopentecostais ignoram, pois só querem saber do Antigo Testamento, há toda uma mensagem baseada no amor, na partilha, na libertação, que é desconsiderada, é esse o principal campo de reflexão que os cristãos, hoje, têm que fazer”. O professor explica que essa reflexão é necessária “para evitar que esse discurso do amor, da partilha, da libertação moral, espiritual, social e política seja convertida nessa coisa que a bancada fundamentalista tem colocado e vem assustando as pessoas, porque se o cristianismo fosse isso, eu também iria querer distância dele”. Maurício cita exemplo: “Você não vê nenhum sinal de amor no rosto ou nas palavras ou no gesto de Malafaia [empresário da fé Silas Malafaia, dono da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo e um dos mais exaltados seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro]; então ele não pode ser um representante legítimo de uma religião que fala de amor o tempo todo; o homem exala ódio, cospe ódio, e aí a gente tem que evitar esse tipo de religião”. “O projeto de transformação social de Jesus a partir da história dos evangelhos e uma adaptação à nossa realidade de hoje”, diz Maurício, ao falar sobre a palestra que fará no encontro, que visa apontar como o cristianismo original contribui para a transformação social e os caminhos para que isso aconteça. “Vamos refletir um pouco o evangelho à luz da perspectiva da libertação e ver os caminhos possíveis da transformação social”, aponta,  ao ressaltar que “a mensagem de Jesus é de libertação, não só social, mas também no plano espiritual e moral. Quando, por exemplo, a mulher adúltera tinha que se apedrejada, Jesus foi lá e falou é isso aí, está na lei, castiga? Não, ele foi lá e perguntou, se você não tem pecado, castiga. Ninguém a castigou”. O professor cita outro episódio em que Jesus fala com a mulher samaritana – e samaritanos eram de religião diferente dos judeus. Os judeus consideravam povo impuro, nem como raça pura, nem com religião pura, e Jesus não a condena por ela louvar a Deus em outro local que não o templo de Jerusalém; a mulher tivera cinco maridos e morava com um que não era casada, e Jesus não fez nenhum discurso moralista, pelo contrário: a mulher tornou-se anunciante dele na Samaria. Partilha O professor faz uma analogia entre o tempo presente e a época de Jesus e diz: “Na história recente, o MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra] nasceu da Comissão Pastoral da Terra, em grupos de pessoas que viviam a igreja e se reuniam para debater a questão da terra. Por quê? Voltando agora no passado, porque era exatamente a divisão daquilo que se têm à disposição. Entre os grandes problemas sociais, tanto na época de Jesus como agora, era a concentração”. Ele prossegue: “Então uma interpretação muito coerente é o episódio que foi chamado de multiplicação dos pães, embora a palavra multiplicação não tenha em nenhum momento no evangelho, fala de partilha, de divisão e mostra o seguinte: tinha coisas, mas concentradas e quando Jesus fala, senta em grupo reparte e divide, dá pra alimentar todo mundo, ou seja, partilhe o que tem. E aí você tem um país com grande quantidade de terra agricultáveis concentrada na mão de poucos, de grandes empresas, muitas delas improdutivas, com a produção voltadas para a exportação e visando o lucro e não alimentos. A mensagem que Jesus passa hoje é a seguinte. O que é que vocês têm aí, cinco pães e dois peixes, que, somados, dá sete, que significa muitas coisas. Então, o que vocês têm aí no Brasil, ah, tem muita terra, muita coisa, tem muita capacidade, muita natureza, e Deus fala “pega, reparte e divida, que aí vai dar pra todo mundo”. Maurício enfatiza: “E é isso que os movimentos como o MST fazem. Pegar essa terra que está concentrada e faz com isso o mesmo gesto que Jesus faria”. Maurício enfatiza a mensagem do amor e como exemplo lembra quando João, o discípulo dele, escreve resumindo que “Deus é amor e o amor é Deus; quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele”, ou seja: não importa o que você fala ou prega, do ponto de vista das palavras e do tempo que você está: se você pratica o amor, Deus está em você, acreditando ou não em Deus. Essa é a grande mensagem espiritual, radical de Jesus”.

23/06/2024 / 0 Comments
read more
casagrande_lorena_ferraco_carlos_leonardo_s_redes_ales2.jpg

Governador tende a manter distanciamento das eleições em Cachoeiro

Sem categoria

Apesar do apoio oficial a Lorena Vasques, Casagrande tem Ferraço como trunfo e Casteglione como aliado Leonardo Sá/Redes Sociais/Ales O governador Renato Casagrande (PSB) enviou um vídeo para o lançamento oficial da pré-candidatura de Lorena Vasques (PSB) a prefeita de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, realizado no último dia 5. Apesar disso, a tendência é que mantenha certo distanciamento da campanha. Inclusive, ele não deverá ficar insatisfeito se Theodorico Ferraço (PP) ou Carlos Casteglione (PT) ganharem as eleições municipais de outubro deste ano. Com uma base de apoio ampla, incluindo partidos de diversas tonalidades ideológicas, não surpreende que Renato Casagrande tenha diálogo com mais de um pré-candidato dentro de municípios capixabas. Mas, no caso de Cachoeiro, essa relação se manifesta com algumas peculiaridades. Ex-prefeito por quatro mandatos, o deputado estadual Theodorico Ferraço é pai do vice-governador, Ricardo Ferraço (MDB), que tem pretensão de se candidatar a governador em 2026. Nos últimos anos, os dois têm caminhado na política com mais distanciamento. Entretanto, antes de Theodorico anunciar sua pré-candidatura, houve reuniões do governo estadual com o seu grupo, que hoje abrange os partidos Progressistas (PP), Novo e Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Segundo depoimento de uma fonte que acompanha as movimentações eleitorais locais, o grupo de Ferraço – que deverá ter Júnior Corrêa (Novo) como vice na chapa – não está, neste momento, em diálogo direto com o governo estadual. De todo modo, segundo circula no mercado, Casagrande vê em Ferraço um trunfo para frear o avanço de Diego Libardi (Republicanos), caso a novata Lorena Vasques não consiga emplacar. Já Carlos Casteglione, que também foi prefeito de Cachoeiro em dois mandatos, deixou, no início deste mês o cargo de subsecretário de Estado do Trabalho, Emprego e Geração de Renda, que ocupava desde 2022. Ele se mostrava disposto a dialogar com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), mas o atual prefeito, Victor Coelho, fechou as portas desde o início. O petista deverá encontrar um cenário bastante adverso nas eleições deste ano, em uma cidade que deu quase 70% dos votos para Jair Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2022. Por isso, a aposta tem sido em uma unificação do campo progressista contra uma provável divisão dos votos da direita. Além da Federação Brasil da Esperança – Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV) –, Casteglione conta com o apoio da federação formada por Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e Rede Sustentabilidade. Mesmo o advogado Diego Libardi, que está em um partido de oposição ao governo estadual, não se distancia totalmente de Casagrande. Libardi tem o apoio dos deputados estaduais Allan Ferreira (Podemos) e Dr. Bruno Resende (União), que, pelo menos por enquanto, se mantém na base governista na Assembleia Legislativa. Nesta segunda-feira (24), às 19h, Diego Libardi realizará o lançamento oficial de sua pré-candidatura a prefeito. Ele deverá contar com o apoio dos partidos Republicanos, União Brasil, Podemos, Agir, Partido Renovação Democrática (PRD) e Partido Social Democrático (PSD). A ex-secretária de Desenvolvimento Social Márcia Bezerra (PRD) se apresentou como possível vice na chapa, mas a esposa de Dr. Bruno Resende, Rafaela Donadelli (União), também é cotada. No caso de Lorena Vasques, o desafio é se mostrar competitiva e manter a base de apoio. O Partido da Social Democracia Brasileiro (PSDB) tem conversado com o grupo de Ferraço e poderá mudar de lado nas eleições. O Partido Democrático Trabalhista (PDT) é outra sigla que está na aliança governista. O vereador Léo Camargo (PL) é o único pré-candidato a prefeito de Cachoeiro que não tem diálogo com o governo estadual. Nas últimas semanas, passaram a circular informações no mercado eleitoral dando conta de que Camargo desistiria da disputa majoritária, devido à falta de recursos do Partido Liberal. Não há nada oficial, mas, caso isso se confirme, a tendência é que o PL mantenha a pretensão de lançar um candidato próprio em vez de apoiar um concorrente de outra sigla. Chapa com Theodorico Ferraço e Júnior Corrêa em Cachoeiro está encaminhada Apesar do mistério, tudo indica que os dois estarão juntos na disputa majoritária da cidade sul-capixaba https://www.seculodiario.com.br/politica/chapa-com-theodorico-ferraco-e-junior-correa-em-cachoeiro-esta-encaminhada Carlos Casteglione inicia preparativos para plano de governo em Cachoeiro Pré-candidato este ano, ex-prefeito petista deixou subsecretaria estadual na semana passada para se dedicar à campanha https://www.seculodiario.com.br/politica/carlos-casteglione-inicia-preparativos-para-plano-de-governo-em-cachoeiro Lorena Vasques se lança como a única mulher pré-candidata em Cachoeiro Com apoio de Casagrande e Victor Coelho, ex-secretária será a representante da situação nas eleições https://www.seculodiario.com.br/cidades/lorena-vasques-tenta-se-fortalecer-como-a-unica-mulher-pre-candidata-em-cachoeiro

22/06/2024 / 0 Comments
read more
ricardo_ferraco_gov.jpg

MDB paralelo atua nos bastidores e caminha para apoiar reeleição de Pazolini

Sem categoria

Apesar dos aparentes ventos de bonança divulgados por Ricardo Ferraço, grupos seguem em sentido contrário O “MDB autêntico, raiz, independente, já tem lado definido”. A frase se torna mais ouvida à medida que vão se aproximando as datas de definições de candidaturas estabelecidas pela Justiça Eleitoral, nos meses de julho e agosto, quando serão formalizadas alianças e parcerias. Mas em Vitória e também em parte do interior, o MDB, partido de destaque no cenário político, permanece em estado de crise. Apesar dos aparentes ventos de bonança divulgados pelo vice-governador, Ricardo Ferraço, presidente da comissão provisória da legenda no Estado, por conta de articulações do círculo do governador Renato Casagrande (PSB), um “MDB paralelo” se movimenta nos bastidores de modo independente. Ao contrário da direção já anunciada pelo Palácio Anchieta de apoio às pré-candidaturas de João Coser (PT) ou de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), essa fatia do partido tende a juntar-se para fortalecer a reeleição do atual prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos). Um cenário negativo, porque amplia a divisão  para o maior partido do Estado em número de filiados, em baixa desde a desfiliação do então governador Paulo Hartung, em novembro de 2018, deixando à míngua auxiliares e aliados de longa data. Conta-se, entre eles, o ex-deputado federal Lelo Coimbra e o hoje vice-governador Ricardo Ferraço. Esse contexto é real, em que pese o retrocesso que a reeleição de Pazolini represente, e vale lembrar uma cena registrada na época de sua eleição, em 2020: o prefeito eleito chegou ao seu comitê por volta das 18h45, acompanhado de Erick Musso, então presidente da Assembleia Legislativa, atual presidente do Republicanos, e de Lelo Coimbra, que havia sido exonerado da secretaria de Desenvolvimento Social do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os laços partidários configurados nesse fato permanecem, aponta o meio político, com ramificações que extrapolam o Espírito Santo e alcançam, entre outros, o poderoso estado de São Paulo e o governador Tarcísio de Freitas, um “novo Bolsonaro, com a diferença de saber usar os talheres”. Ele desponta como postulante à sucessão do presidente Lula em 2026 e tem sua base, como aqui, no reduto evangélico totalmente dominado pelo fascismo da teologia do domínio, com suas pautas de costumes e falso moralismo. “O MDB autêntico, raiz, independente, está com Pazolini”, reitera um antigo emedebista, seguidor do bolsonarismo, ao falar da movimentação paralela à atuação de Ricardo Ferraço, que reuniu, no último dia 15, em Cariacica, 23 pré-candidatos a prefeituras, 30 pré-candidatos a vices, e chapas proporcionais em 75 municípios para disputar as câmaras de vereadores, de acordo com o balanço oficial. A parceria, confirmada em 2020 com algumas candidaturas à Assembleia de egressos do MDB já em outras legendas, continua por meio de cargos comissionados na gestão municipal. Uma forma de ampliar elos partidários e fortalecer a tendência pró-Pazolini e, em consequência, a ala bolsonarista mais aceita pelas elites dominantes, embora, na prática, não haja muitas diferenças. Um quadro desanimador para a parte do eleitorado que busca uma gestão voltada para a redução das desigualdades sociais, o desarmamento, a luta contra a pobreza e que possa dialogar com a sociedade de forma franca, a fim de ouvir e entender suas demandas.

22/06/2024 / 0 Comments
read more
vandercosta_FotoMariaMiguel.jpg

Vander Costa comemora 50 anos com lançamento de livro de crônicas

Sem categoria

Mais na coluna: jogo da memória sobre as paneleiras; Festival de Dança Flamenca; Sarau em Vila Velha O escritor, cantor e compositor Vander Costa resolveu comemorar seus 50 anos de uma maneira diferente. A tradicional festa de aniversário, com bolo, doces, salgados e o bom e velho Parabéns pra Você dará lugar ao lançamento de um livro de crônicas com 36 textos de sua autoria. Intitulada Cabritagens, Desassombros e Algumas Ternuras, a obra será lançada na próxima sexta-feira (28), às 19h, no Triplex Vermelho, Centro de Vitória, onde estará à venda por R$ 50,00. Após o lançamento, a compra pode ser feita pelo WhatsApp (27) 99233-6666.  Maria Miguel O livro traz as mais diversas experiências do autor ao longo de sua vida, o que influenciou na escolha do título, afirma o escritor. Cabritagens, explica Vander, remete a sua infância. Desassombros, a assuntos “mais espinhosos”, sobre os quais tinha dificuldade de falar, mas agora resolveu colocar no papel. Algumas ternuras diz respeito às amizades, ao acolhimento, ao apoio encontrados em sua trajetória. Lembranças As lembranças eternizadas no livro são muitas, passando pela vivência rural em Córrego da Boa Vista, no município de Ecoporanga, extremo norte do Estado; o trabalho na lavoura; a ida para a cidade; um abuso sexual sofrido na infância; a militância política em espaços como o sindicato e o Movimento Estudantil; e muitas outras memórias que misturam, conforme diz o autor, o dramático, o cômico e o trágico. “Pensei em escrever esse livro há muito tempo, mas depois que me aposentei consegui me dedicar a ele”, diz Vander. Por que cabritagens? O autor usa o termo cabritagens para se referir ao tempo da infância e relata sobre isso na crônica Isso é Cabrito! À coluna, Vander explica que, por volta dos 10 anos, quando foi estudar na cidade, certa vez, deu a hora do recreio e ele saiu correndo da sala. “Uma professora perguntou ‘o que é isso?’. A coordenadora falou ‘isso aí é cabrito!’. Ela não tinha o intuito de me apelidar, mas passei a ser conhecido como cabrito pela cidade toda, apelido do qual só consegui me livrar quando fui morar em Vitória”, relata. Panela de barro em São Paulo Leonardo Sá A paneleira e articuladora do Museu de Artes das Paneleiras do Espírito Santo (Mapes), Josimere Lima Lucidato, vai ministrar oficina de panela de barro no Festival Casa Sueli Carneiro, que faz parte da comemoração dos 72 anos da filósofa e ativista da causa negra que dá nome ao evento. O festival acontece em São Paulo e a oficina será na próxima terça-feira (25). Os arte educadores André Sopon Pereira e Lucas Martins da Silva, do Babado Bar, em Goiabeiras, que abriga o Mapes, também estarão presentes para apresentar um jogo da memória criado por eles. Jogo da Memória Divulgação Foi criado um jogo com foco no público infantil e outro para os adultos. No das crianças, elas precisam achar as peças repetidas, que podem trazer a imagem de uma paneleira ou de uma obra produzida por uma delas. No dos adultos, se abre uma peça com a imagem de uma paneleira e na qual está descrita a sua obra, cabendo aos jogadores identificar a peça na qual está a panela produzida por pela artesã. Ou então, ao abrir peça que tenha a obra, ela terá a descrição da paneleira que a fez para que o jogador se empenhe em encontrá-la. Jogo da Memória II O jogo foi apresentado no ESX, evento de inovação do Sebrae ocorrido na Praça do Papa, de 14 a 16 de junho. A expectativa de André e Lucas, agora, é de aumentar o alcance do jogo, fazendo ações em escolas e comercializando também. Uma das alternativas, apontam, pode ser uma aprovação em algum edital. A coluna parabeniza pela iniciativa e torce para que em breve consigam recursos para difundir o material. Festa Flamenca Daniel Cunha A Casa Caipora, no Centro de Vitória, vai sediar a Festa Flamenca Feira de Sevilla, no sábado (29), às 19h. Serão cerca de 10 apresentações de dança flamenca com bailarinos profissionais e alunos da professora de dança e organizadora do evento, Renata Taño. A entrada é gratuita. Além dos quitutes já vendidos costumeiramente na Casa Caipora, durante o evento também estarão à venda comidas espanholas: o gaspacho, que é uma sopa fria de tomate, e tortillas. Para todos A ideia, informa Renata, é que, além das apresentações, haja um bate papo sobre o que é o Flamenco, sua origem, e destacar que se trata de uma dança para todos. “Tem gente que se assusta com a complexidade da dança, mas ela se adapta a diferentes corpos, não tem restrição de idade, de forma física. Há pessoas que dançam na cadeira de rodas”, destaca. Sarau Carolina de Jesus A Estação Cidadania, em Ilha das Flores, Vila Velha, vai ser palco de uma celebração à diversidade artística e cultural das comunidades periféricas. No sábado (29), das 15h às 19h, vai acontecer no local o Sarau Carolina de Jesus, que vai reunir elementos do Hip Hop, da poesia marginal e da literatura. O evento é totalmente gratuito. Programação Divulgação A programação do Sarau Carolina de Jesus conta com sarau poético com representantes do Slam: Adrielly Almeida e as convidadas Ana Clara, Deusa, Estephany e Vitória Cruz. Terá também bate-papo com o tema “Resistência Cultural Periférica”, tendo como participantes a B. Girl Magrela (break), DoCarmo (cantora), Nega Iris (graffiteira / artista visual), Suely Bispo (escritora e atriz) e Atitude Feminina (Distrito Federal), que também vai fazer o show de encerramento. Na programação terá, ainda, música com DJ Negga; momento afro, com realização de tranças e penteados durante o evento; graffiti ao vivo; varal de poesia e confecção e exposição de lambe-lambe. Despedida Redes Sociais A bailarina, professora e coreógrafa Manoela Jácome anunciou em suas redes sociais que não mais irá ministrar aulas de dança do ventre e dança cigana. A decisão foi tomada diante da necessidade de cuidar de sua saúde, já que os 21 anos de atuação como profissional da dança acarretaram em muitas realizações, mas também em lesões nas articulações,

22/06/2024 / 0 Comments
read more
iases_sinases.jpg

Iases institui grupo para controle do uso da força no sistema socioeducativo

Sem categoria

Medida é resultado de denúncia feita à ONU sobre denúncias de violações na Unis de Cariacica O Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) publicou, no Diário Oficial dessa quarta-feira (19), a Instrução de Serviço nº 0281, por meio da qual institui o Grupo de Trabalho Interinstitucional do Sistema Socioeducativo do Espírito Santo, “que atuará nas ações voltadas ao eixo – controle do uso da força no sistema socioeducativo”.  Farão parte do grupo o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), Ministério Público (MPES), Defensoria Pública do Estado DPES), Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH) e o Iases. Conforme consta no Diário Oficial, a iniciativa leva em consideração o Protocolo de Intenções nº 03/2023, celebrado entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Governo do Estado,, DPES e Procuradoria-Geral de Justiça do Espírito Santo. De acordo com a Instrução de Serviço, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CRIAD) e os peticionários das medidas provisórias aplicadas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, participarão das reuniões, quando convidados. O Protocolo de Intenções ao qual o Diário Oficial se refere é mais um medida que resultou de uma denúncia contra o Estado brasileiro de violação de direitos humanos na Unidade de Internação Socioeducativa (Unis) de Cariacica, na Grande Vitória, em 2009. A denúncia foi feita à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra (CDDH) e pela Justiça Global, que são, portanto, os peticionários. Desde então, periodicamente o Estado tem que enviar para a ONU um relatório no qual elenca as ações que têm feito no sistema socioeducativo, assim como os peticionários.  Em fevereiro último, a Corte Interamericana de Direitos Humanos publicou uma Resolução na qual traça um histórico dessas ações e requer que o Estado “continue adotando, de forma imediata, todas as medidas que sejam necessárias para erradicar as situações de risco e proteger a vida, a integridade pessoal, psíquica e moral, e a saúde das crianças e adolescentes privados de liberdade na Unidade de Internação Socioeducativa, bem como de qualquer pessoa que se encontre nesse estabelecimento”.  O texto prossegue dizendo que, além disso, “o Estado deverá realizar as gestões pertinentes para que as medidas referidas sejam planejadas e implementadas com a participação das representantes dos beneficiários e que as mantenha informadas sobre o avanço em sua execução”. Outra solicitação feita ao Estado é que “continue apresentando informação completa e pormenorizada sobre: as atuações, em seu conjunto, realizadas para dar cumprimento às medidas provisórias decretadas, a situação de risco dos beneficiários e as medidas de caráter permanente para garantir a proteção dos beneficiários nesta Unidade, especialmente a respeito do Considerando 84 da presente Resolução, a cada seis meses, contados a partir da notificação da presente Resolução. Em particular, a Corte reitera que o Estado deve garantir que o regime disciplinar se ajuste às normas internacionais sobre a matéria”. Solicita, ainda, às representantes dos beneficiários, “que apresentem suas observações aos relatórios do Estado dentro do prazo de um mês, contado a partir da notificação dos relatórios estatais. Além disso, a Comissão Interamericana deverá apresentar suas observações aos escritos do Estado e das representantes mencionados anteriormente dentro do prazo de duas semanas, contado a partir do recebimento das observações das representantes”. Na Resolução, a Corte divide as ações implementadas na unidade socioeducativa nos seguintes eixos: superlotação e infraestrutura, violência e processos administrativos, alimentação, saúde, educação e profissionalização.  Algumas observações feitas nesse documento são que a Unis conta com aproximadamente 50 socioeducandos e que existem 60 vagas disponíveis, portanto, não há superlotação; e que o Estado destacou que, desde 2018, “os incidentes relacionados com a qualidade dos alimentos foram reduzidos significativamente e que a qualidade e quantidade da alimentação oferecida são avaliados por um dos adolescentes, que é selecionado para provar o cardápio e autorizar com segurança a distribuição aos demais internos”. A Resolução aponta também algumas preocupações, como “o aprofundamento da disciplina militar, bem como de outros aspectos que desfigurariam o aspecto socioeducativo da Unis, como a suposta aprovação automática na escola e os fracassos no processo das fases de transição dos beneficiários, que teriam o mesmo alojamento dos internos das fases intermediária e conclusiva”. Violações recorrentes levam Unis de Cariacica novamente à Corte Interamericana da OEA – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/seguranca/violacoes-em-unidade-socioeducativa-de-cariacica-vao-parar-em-corte-interamericana

21/06/2024 / 0 Comments
read more
greve_ufes_portao_leitor.jpg

​Professores da Ufes decidem pela continuidade da greve

Sem categoria

Categoria alega não ter tido acesso à versão final da minuta do acordo com as propostas do governo Os professores da Universidade Federal do Espírito (Ufes), em assembleia realizada nesta sexta-feira (21), decidiram pela permanência da greve, que já está prestes a entrar no terceiro mês. Os docentes fizeram uma avaliação do movimento grevista, com foco na análise das propostas do governo e, por fim, debateram as possibilidades de continuidade da greve ou de construção de uma saída coletiva pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes Sindicato Nacional). Em vídeo divulgado nas redes sociais, a presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (Adufes), Ana Carolina Galvão, afirma que, quanto às propostas, “foi feita uma análise bastante crítica”, além de optarem pela não aceitação, por não terem uma versão final da minuta do acordo.  Os docentes da Ufes reivindicam recomposição salarial de 22,71%, que pode ser dividida entre os anos de 2024, 2025 e 2026. A pauta inclui ainda o “revogaço” das medidas do Governo Bolsonaro, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 32, que trata da reforma administrativa, que ainda tramita no Congresso Nacional. Na semana passada, as instituições federais de ensino se reuniram com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) para mais uma rodada de negociação. Apesar de o encontro ter sido considerado positivo pelos docentes, não foram discutidas questões relacionadas a reajuste salarial. Uma das promessas feitas pelo governo federal na reunião foi a revogação da Portaria 983, de novembro de 2020, que regulamenta as atividades dos professores do ensino básico, técnico e Tecnológico (EBTT), cujo resultado foi o aumento da carga horária mínima. O governo também indicou que poderá revogar a Instrução Normativa 66, de setembro de 2022, que, na visão da categoria, dificulta a progressão múltipla, a qual ocorre quando há acúmulo de interstícios diferentes, nos quais não foram requeridas as progressões ou as promoções funcionais devidas. Segundo os ministérios, após revogar as normativas, deverão ser criados grupos de trabalho para a criação de novas regulamentações. Entretanto, o governo condicionou as mudanças ao encerramento da greve. Em vídeo publicado nas redes sociais, o Andes-SN classificou o encontro como positivo, dizendo que o governo “reconheceu a força da greve”. O sindicato afirmou também que cobrou do governo a criação de um grupo permanente de trabalho para discutir as questões da carreira. No fim de maio, a última proposta do governo federal, apresentada no dia 15 daquele mês, foi rejeitada em assembleia da Adufes. Os termos apresentados incluíram um reajuste salarial variável de 13,3% a 31,2% até 2026. Entretanto, os professores dizem não abrir mão de que haja algum percentual de reajuste já para este ano, e a gestão federal sinalizou apenas a partir do ano que vem. Ifes No Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), os técnico-administrativos em educação (TAEs) e professores votaram pela aprovação das últimas propostas do governo federal para encerrar a greve nas instituições federais de educação. A deliberação foi votada nessa terça-feira (18). A paralisação será encerrada definitivamente após plenária do Sinasefe nacional, marcada para sexta-feira e sábado (21 e 22). Uma nova assembleia do Sinasefe-Ifes está prevista para acontecer na próxima terça-feira (25). Já o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Sintufes) deliberou pela continuidade da greve dos TAEs na universidade, em assembleia realizada na última sexta-feira (14). “A assembleia avaliou que o que o governo colocou na mesa de negociação foi fruto da luta, da greve que completou 90 dias em 13 de junho. E que, apesar de entender que o governo poderia (pode) melhorar o que oferece, houve sim avanços nas negociações em razão da força do movimento paredista”, divulgou o Sintufes. Servidores do Ifes votam a favor de proposta para encerrar greve – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/servidores-do-ifes-votam-a-favor-de-proposta-para-encerrar-greve Após nova negociação, greve nas instituições federais deverá continuar – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/apos-nova-negociacao-greve-nas-instituicoes-federais-de-educacao-devera-continuar

21/06/2024 / 0 Comments
read more
manifestacao_aborto_2Foto_demetriusJulice.jpg

Expresso: apoios e oposições ao PL do Aborto no Espírito Santo

Sem categoria

E mais: diálogos do PDT em Vitória, estrelas do Bolsonarismo em Vila Velha, terremoto eleitoral no interior do Estado O Assunto da Semana são as repercussões do Projeto de Lei 1904/2024, o chamado PL do Aborto, no Espírito Santo. Com apoio de deputados federais e estaduais capixabas, o projeto também vem encontrando oposição nas ruas e na opinião pública.  O programa Expresso ainda traz notícias sobre os bastidores das eleições em municípios como Vitória, Vila Velha, Cachoeiro de Itapemirim, Aracruz e Pedro Canário, além de informações sobre a greve no Ifes, uma derrota trabalhista da Vale e um crime ambiental na Lagoa Encantada. No De Rolê, dicas de estreia no teatro, festas em aldeia em Aracruz e em Regência, e a Volta à Ilha de Vitória em bicicleta. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.

21/06/2024 / 0 Comments
read more
praa_do_epa_FotoLeonardoS.jpg

Moradores de Jardim da Penha querem conhecer projeto do ‘Tancredinho’

Sem categoria

Prefeitura anunciou, sem nenhum diálogo, construção de quadra coberta em praça Os moradores de Jardim da Penha querem que a gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) apresente o projeto da obra que a Prefeitura de Vitória apelidou de “Tancredinho”, como se fosse uma miniatura do ginásio de esportes localizado no bairro Mário Cypreste, em Vitória. Trata-se da construção de uma quadra coberta na praça Regina Frigeri Furno, mas que não foi pensada em diálogo com a comunidade, que soube da iniciativa somente por meio da imprensa. O coordenador-geral da Associação de Moradores de Jardim da Penha (Amjap), Angelo Del Caro, informa que a prefeitura contatou a entidade somente para convidar para o lançamento do edital de licitação da obra. A Amjap, relata o líder comunitário, já solicitou o projeto, mas não obteve resposta.  Em audiência realizada pela Associação nessa quarta-feira (19), na própria praça, os moradores deliberaram por, novamente, contatar a gestão municipal para que o projeto da obra seja compartilhado com eles. Divulgação Na praça há feira de artesanato semanalmente e feira gastronômica todos os dias, ambas com muitos trabalhadores que têm nessa atividade sua única fonte de renda. No local também funcionam diversos projetos, como os de patinação artística, escolinha de futsal, ginástica para a terceira idade, atletismo e skate. Diante disso, relata Angelo, os moradores querem saber onde esses trabalhadores ficarão durante os 540 dias previstos para a conclusão da obra, bem como onde os projetos irão acontecer.  Os moradores questionam, ainda, como fica a situação dos trabalhadores após a obra, pois não há garantia nenhuma de que as feiras continuem a acontecer na praça, assim como as práticas esportivas. A obra pode mudar o cotidiano da comunidade em outros aspectos também. “Uma das pessoas presentes na audiência falou que costuma ir com o filho para a praça e comer um churrasquinho enquanto observa a criança brincando no parque. A preocupação dele, e de muitos outros, é que a quadra, por ser fechada, vai tirar a visão. Ele questionou: vou conseguir deixar meu filho no parquinho e observá-lo?”, diz Angelo, que acrescenta outra incógnita: “a obra prevê a preservação do parquinho?. Leonardo Sá A obra na praça vai custar cerca de R$ 4 milhões. O líder comunitário aponta necessidades da comunidade que deveriam ser priorizadas, podendo utilizar esse dinheiro. Uma delas diz respeito à Unidade Básica de Saúde (UBS), que, conforme afirma, é muito pequena e tem poucos profissionais. A outra é providenciar um prédio próprio para o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Cida Barreto, que funciona em um imóvel da Igreja Batista, para quem a prefeitura pagar aluguel no valor de R$ 50 mil. Angelo afirma que o fato de a unidade de ensino funcionar em um espaço da igreja interfere, inclusive, nas atividades educacionais. Ele recorda que, em 2017, um pastor pediu que um painel com bonecas negras de pano, conhecidas como Abayomi, fosse retirado da creche com o argumento que se tratava de macumba, causando protestos por parte de movimentos sociais e culturais. O Centro de Convivência para a Terceira Idade, segundo Angelo, também funciona em um prédio alugado pelo valor de R$ 25 mil mensais, e, defende o líder comunitário, deveria ter espaço próprio.

21/06/2024 / 0 Comments
read more
reuniaoamunes_prefeitos_Amunes.jpeg

Prefeituras querem adiar julgamento do TCES sobre regime de Previdência

Sem categoria

Decisão foi adotada em reunião na seda da Amunes com a participação de prefeitos e técnicos A Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes) solicita ao Tribunal de Contas do Estado (TCES) o adiamento do julgamento de prestação de contas de municípios capixabas que usaram rendimentos no plano de equacionamento do déficit nos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). A audiência está marcada para a próxima terça-feira (25). A decisão foi adotada nessa quinta (20), em reunião técnica convocada pelo diretor da entidade Elieser Rabello, prefeito de Vargem Alta, com a participação do prefeito de Ibiraçu e diretor de Infraestrutura da associação, Diego Krentz, e do presidente da Associação Capixaba de Institutos de Previdência (ACIP), Wilson Marques, além de representantes de equipes técnicas. “A Amunes solicita o adiamento da pauta por alguns dias, para que a gente tenha uma proposta dos municípios com RPPS para apresentar ao TCES”, afirmou Elieser Rabello. Levantamento técnico do Tribunal aponta que os 34 Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) dos municípios capixabas apresentam um déficit atuarial de R$ 18,3 bilhões, situação de dezembro de 2022. Enquanto as obrigações financeiras dos planos somam R$ 23,3 bilhões, os recursos disponíveis alcançam apenas R$ 5 bilhões. O trabalho foi realizado pela equipe do Núcleo de Controle Externo de Fiscalização de Pessoal e Previdência, que acompanha a evolução dos RPPS por meio de um processo de fiscalização.   Na reunião da Amunes, os técnicos apresentaram e colocaram em discussão a situação dos RPPS municipais e, consequentemente, das prefeituras e, de acordo com Elieser Rabello, foram apresentadas e acordadas as propostas de obrigações da prefeitura, que são: aprovar a reforma da Previdência, realizar concurso público, e possibilidade do uso do rendimento das aplicações para pagamento das obrigações dos institutos próprios. Depois de acertada a data, será agendado um novo encontro com os gestores dos municípios que possuem RPPS para apresentação das pautas e continuidade das providências. Foi formada uma comissão com profissionais técnicos, que vão se aprofundar e subsidiar as propostas de viabilidade financeira e sustentabilidade dos RPPS e das prefeituras. Levantamento A fiscalização do TCES foi realizada entre os dias 2 de junho de 2023 e 20 de março deste ano. Os dados apresentam valores referentes ao final de 2022. “Ainda que os dados sejam de 2022, podemos afirmar, com base nas informações do Painel de Controle, que o déficit que os regimes apresentaram no fim de 2023 é semelhante, o que representa o montante de recursos no longo prazo desses regimes”, afirmou o supervisor do trabalho, o auditor Diego Torres.  Os números mostram a falta de equilíbrio financeiro e atuarial dos regimes. “Ao analisar os resultados, foram observadas insuficiências financeiras, inadimplência em relação às insuficiências financeiras e aos aportes atuariais, inefetividade de planos de amortização do déficit, e a frustração no alcance da meta atuarial estabelecida na política de investimentos entre outros pontos”, destaca o auditor.

21/06/2024 / 1 Comment
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 350 351 352 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.