Estádio está envolvido em ação que cobra uma dívida de R$ 800 milhões, que “inventaram”, afirma deputada Tramita na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei (PL 347/2024), da deputada Janete de Sá (PSB), que pode tornar patrimônio cultural do Estado o Estádio Engenheiro Araripe, da Desportiva Ferroviária. O clube está em um processo judicial envolvendo o empresário Marcelo Villa-Forte, do Grupo Villa-Forte & Oliveira Empreendimentos e Participações S/A, que se tornou sócio majoritário de uma sociedade anônima formada com o clube e não integralizou o capital. De acordo com a parlamentar, a proposição busca “salvaguardar a memória do povo capixaba”. O estádio foi inaugurado em 1966, no bairro Jardim América, em Cariacica, e tem o nome em homenagem póstuma ao engenheiro Delecarliense de Alencar Araripe, que foi diretor da Companhia Vale do Rio Doce e morreu em 1964, sem ver a conclusão da obra. “O Engenheiro Araripe é um marco fundamental na história e na cultura capixaba, tendo sido palco de inúmeras conquistas futebolísticas e eventos de relevância nacional”, aponta Janete de Sá. Ela afirma que, se o estádio se tornar patrimônio cultural material, não vai poder ter outra destinação, que não seja aquela para a qual foi construído. “Não vai poder se tornar um complexo imobiliário, nem ser demolido. Estamos protegendo o espaço dessa especulação”, garante. “O tradicional time capixaba, sua diretoria, torcedores e jogadores vivem, atualmente, um pesadelo que se iniciou em 1999 e, que, após a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, a Desportiva Ferroviária ficou com dificuldades financeiras. Acreditou-se que ao se unir ao clube Desportiva Capixaba poderia solucionar o problema financeiro. Logo, a Desportiva percebeu que foi vítima de golpe da empresa Villa-Forte”, destacou. Segundo Janete, “inventaram uma dívida de R$ 800 milhões, quando o clube deve R$ 6 milhões de IPTU, que é negociável. Produziram essa dívida para justificar a venda de um patrimônio que é nosso, que é do torcedor, que é da Desportiva, que é da diretoria, que é de Cariacica e do povo do Espírito Santo”. Pelo projeto, serão declarados como patrimônio cultural material o campo de futebol; as arquibancadas; a parte de trás do estádio (usada como área de treinamento e localizado no lado oposto à Estação Ferroviária Pedro Nolasco); e a arquibancada que abriga o Complexo Municipal Educacional Público Eliezer Batista. Mobilização Após a divulgação de que o Engenheiro Araripe iria a leilão, torcedores do clube se mobilizaram e, em 14 de maio, foram à Assembleia pedir o apoio dos parlamentares, resultando em suspensão da sessão ordinária para receber o grupo, quem incluía, além de torcedores, jogadores e diretores da Desportiva. Com uma área de 72 mil metros quadrados, o Estádio Engenheiro Alencar de Araripe consta como garantia para as dívidas contraídas pelo seu antigo proprietário, Marcelo Villa-Forte, do grupo Villa-Forte & Oliveira, que foi sócio majoritário em outro empreendimento com a Desportiva Ferroviária. O estádio chegou a ser colocado à venda, com ação de despejo do clube das instalações esportivas e de usá-lo para treinamento. Na área interditada estão localizadas, ainda, duas escolas municipais. A Desportiva já havia entrado com representação criminal junto ao Ministério Público Estadual (MP-ES) denunciando Villa-Forte. A deputada Janete Sá (PSB) relatou a situação em que se encontra o clube de futebol, que tem 61 anos de fundação. A deputada explicou que após denúncia na Justiça pela parte minoritária da sociedade (a Desportiva Ferroviária), o empreendimento foi extinto. “A Desportiva Ferroviária foi novamente surpreendida com a tentativa de vender, alugar ou fazer do estádio uma atividade econômica privada. Foi feita uma ordem de desocupação do estádio pelo administrador judicial, designado pelo juiz da segunda vara da Justiça. Acontece que o administrador judicial, o perito judicial e auditor Vaner Corrêa Simões é servidor público e auditor de controle externo do Estado, o que para nós é, no mínimo, antiético. Ele deveria se declarar impedido e sair do processo”, considerou a deputada.
Lords of Chaos: a sangrenta história do metal Satânico underground – parte 14
Foi testemunhada a transformação de uma retórica violenta em acontecimentos trágicos reais A cena black metal norueguesa, durante a década de 1990, embora tenha havido algumas mortes, os membros deste círculo pareciam indiferentes ao destino fatal desses outros que também pertenciam à mesma cena. Por exemplo, quando Dead se matou, Aarseth viu uma oportunidade de alavancar o hype do Mayhem, pois colheu os ossos de seu crânio e distribuiu entre os músicos da cena, e tirou uma foto do cadáver do vocalista com a cabeça estourada por uma espingarda, que estava ainda junto de Dead, foto esta que virou a capa do álbum De Mysteriis Dom Sathanas, do Mayhem. E quando o próprio Aarseth morreu assassinado, dois anos depois, os membros do Mayhem falaram sobre o assunto de forma indiferente, segundo o autor de Lords of Chaos: “que mais se adequaria a um estenógrafo de tribunal.” Depois de um tempo de discursos sobre a morte e sobre o mal, a cena passou a ser levada mais a sério a partir dos eventos com igrejas e os assassinatos. Por exemplo, Vikernes declarou, já na cadeia, durante seu julgamento: “Basicamente eu sou um adorador de Odin, o deus da guerra e da morte. O Burzum existe exclusivamente para Odin, o inimigo de um olho só do Deus cristão.” Esta obsessão com a guerra e com a morte era partilhada por grande parte dos membros da cena black metal da época, pois isso era proclamado em encartes de CD e também em fanzines. Portanto, foi testemunhada a transformação de uma retórica violenta em acontecimentos trágicos reais, e foi quando a cena toda viu o gênio sair da lâmpada, no sentido de que os assassinatos cometidos por Bard Eithun e Varg Vikernes mudaram toda uma configuração retórica de jovens rebeldes para uma realidade de ocorrências policiais e problemas com a justiça. Oystein, por sua vez, conseguiu se firmar como Euronymous, um dos expoentes da cena, traduzido por “o príncipe da morte”. A maioria das bandas, durante esse período, estavam com membros integrantes enfrentando problemas na justiça, incluindo os assassinatos, violações de sepulturas, incêndios de igrejas, e etc. Esses processos judiciais desestabilizaram a cena, e houve uma cisão dentro dela, com um lado pró-Vikernes e o outro lado pró-Euronymous. Já as bandas de black metal norueguês, em sua maioria, enfrentavam um hiato, com exceção, dentre as mais conhecidas, da banda Darkthrone. Varg Vikernes estava se dissociando de amizades antigas, declarando não ter mais relação com a cena, pois seus interesses agora se voltavam para o nacionalismo e a adoração de Odin. Ele mantinha uma atitude impassível nas interações com a polícia e a justiça, mais do que seus colegas, embora tenha sido o responsável por chamar atenção da polícia para a cena, isto na famigerada entrevista feita ao Bergens Tidende. Contudo, Varg Vikernes se recusava a colaborar com as autoridades, defendendo que era inocente das acusações. Dentre os outros infratores da cena, a maioria confessou seus crimes. Em Lords Of Chaos, é relatado que “Samoth explica suas próprias experiências com a polícia, e seus motivos para confessar, que provavelmente são semelhantes aos de alguns dos outros: eu fui detido em setembro de 93 e fui preso. Eu fui levado para ser interrogado várias vezes. A primeira vez foi logo depois do Vikernes, por algum motivo, ter declarado abertamente para um grande jornal de Bergen que o ‘Círculo Negro’ estava por detrás das queimas de igrejas, e também que ele sabia de algo a respeito do ‘assassinato do Parque Olímpico”. Ele prosseguiu: “Eu não falei merda nenhuma pra polícia nessa vez. A vez seguinte foi em agosto de 93, logo depois do assassinato do Euronymous, em conexão com o assassinato cometido pelo Bard Eithun, assim como com os vários incêndios em igrejas. Eu não falei nada de relevante pra polícia a essa altura. Quando eu fui preso, todo mundo já tinha sido preso e o Eithun já tinha confessado”. Na entrevista dada em Lords Of Chaos, Bard Eithun descreve a sequência de eventos de sua captura e prisão. Ele começa dizendo que tudo se deu quando Oystein foi morto. A semelhança da morte de Oystein com a morte do homossexual, com várias facadas, ocorreu quase na mesma época. A polícia foi investigar e algumas pessoas citaram o nome de Bard Eithun. Ele não acredita que tenha sido gente da cena, mas um pessoal que desejava entrar na cena, que tiveram acesso a informações que não tinham sido escritas nos jornais. Bard Eithun foi preso enquanto bebia com um pessoal em Kvikne, do lado de fora de um motel. Os policiais tinham um mandado de captura e queriam ir no apartamento de Bard Eithun para revirar as suas coisas. Por fim, Bard Eithun foi parar na delegacia em Oslo, preso pelo assassinato desse homossexual que tinha sido esfaqueado. Ele foi interrogado e acabou confessando o crime depois de ser convencido pelo seu advogado. Varg Vikernes ficou enojado com a onda de confissões de crimes enquanto ele mantinha o silêncio, pois os considerava como delatores, e com acusações e confissões, por sua vez, foram mobilizadas diversas personalidades da cena black metal, e testemunhos saíram em todas as direções, implicando diversas pessoas e até as próprias testemunhas. No julgamento de Varg Vikernes, a mobilização também foi grande, e diversos documentos foram apresentados à justiça, como o contrato de gravação levado por Vikernes até Oslo, cartas escritas por ele e por outros, mapas e relatórios forenses, além da famigerada matéria do Bergens Tidende. “As declarações e os interrogatórios policiais foram o bastante para condenar Vikernes por assassinato, incêndio criminoso e posse ilegal de armas. Como ele próprio resume: ‘fui condenado a vinte e um anos na prisão por três incêndios em igrejas, em que eles tinham uma testemunha como a única ‘evidência’ em cada um dos incêndios; uma tentativa de queima de uma torre de sino em que duas das mesmas testemunhas eram a única ‘evidência’; roubo a armazenagem de 100 quilogramas de dinamite e 50 quilogramas de gelignita (explosivos de ignição lenta) – isso eu confessei -,
Na sua geração ou na minha?
Como as mudanças são mais rápidas que o dicionário, existem situações ainda sem título No tempo do chapéu de três pontas, a raça humana se dividia em três gerações – se é mais jovem que eu não é da minha geração, se é mais velho que eu não é da minha geração. Simples, e todos se entendiam. As mudanças eram determinadas por fatos históricos relevantes: a geração que passou pela grande guerra, a geração que amava os Beatles, e entre nós, a geração que não votou para presidente. Nos States teve a geração coca-cola, quando todo mundo só bebia coca-cola, e teve a geração McDonald’s, quando todos, na juventude, trabalharam em um McDonald’s. Sou da geração que pedia a bênção ao padre, se passasse por ele. * Cada um definia a qual geração pertencia. Minha geração não andava com essas saias curtas, diz a mulher de pernas tortas. O namoro também definia as gerações – teve a geração que namorava na sala, com uma tia tricotando na outra poltrona. Depois a geração que namorava no portão, com os vizinhos vigiando por trás das cortinas. Teve a geração que namorava em barzinhos, e chegamos à geração que não namora – ficam. Como as mudanças são mais rápidas que o dicionário, existem várias situações ainda sem título – moram juntos e pretendem se casar, moram juntos mas são muito jovens para pensar em casamento, dormem na casa dos pais mas não moram juntos,… * Hoje em dia a definição das gerações se sofisticou. Alô milênios, vocês já estão ultrapassados, quem manda agora é a Geração Z. Uma das características mais marcantes dessa nova leva é que dominam as pesquisas online por informações. Então teríamos a geração dos dicionários, superada pela geração das enciclopédias, e finalmente a GG – Geração Google. Devíamos ter também a Gen Facebook, que já está usando bengala, e a Gen Whatsapp, seriamente ameaçada pela Gen Tictoc. Temos ainda a geração que só compra na loja, que está sendo substituída pela geração das compras online. Na porta da vizinha da direita, todos os dias tem pelo menos um pacote entregue pela Amazon. Na porta da vizinha da esquerda, os pacotes chegam pelo correio. Massacrada entre as duas, só chego em casa com pacotes da Ross quando elas estão no trabalho. * O tipo de trabalho também é um fator primordial para separar as camadas sociais que chamamos de gerações. Antes do advento dos computadores, quem trabalhava em casa era a senhora vossa mãe, que nas declarações do imposto de renda, era pejorativamente definida como “do-lar”. Profissão não remunerada e não reconhecida, do tipo: se você limpa ninguém nota; se você não limpa todo mundo sai falando mal. Hoje temos os que trabalham fora, os que trabalham dentro, e os de jornada dupla, tanto em casa como na empresa. A madame: Minha geração não sobrevivia sem uma auxiliar doméstica. A moderninha: os da minha geração não aceitam uma estranha cuidando dos nossos filhos. A do meio: Minha geração não está aguentando pagar uma faxineira. * Em 2018, os especialistas decidiram que era hora da mudança – adeus Millennials, benvinda Gen Z – Os que nasceram entre 1981 e 1996 passam o bastão para a turma nascida a partir de 1997 – mais grudada na Internet, nunca ouviram falar em Plínio, o velho ou o moço, acham que Homero escreveu a Declaração dos Direitos Humanos, e que Euclídes é um programa de computador. Tal como aconteceu com o Calendário Inca, em um futuro longínquo, os estudiosos vão queimar pestanas para entender o que aconteceu nesse longínquo passado – Por que foram classificados com a letra Z? Achavam que o mundo ia acabar?
Vivendo e tocando mundo afora
Músico capixaba Vitor Martins adotou vida nômade e promove meditação guiada por instrumentos musicais Nascido no município da Serra, o músico Vitor Martins adotou uma vida nômade, tendo viajado e vivido em vários países e estados do Brasil. Baterista e percursionista, tocou com artistas de reggae, sertanejo e outros estilos antes de criar o projeto Natural Music. No programa Pocando pelo Mundo, ele conta sobre sua trajetória e seu atual projeto que trabalha com duas vertentes: meditação guiada por instrumentos musicais e Organic House, criando mixagens ao vivo. Vitor apresenta ainda dois dos instrumentos que utiliza, o Didgeridoo, um dos mais antigos do planeta, e o Handpan, um dos últimos instrumentos criados pela humanidade. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Piso da Enfermagem é de caráter remuneratório, e não indenizatório, diz TCE
Afirmação foi feita em resposta a questionamento feito pela Secretaria de Saúde de São Mateus O Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES) esclareceu, a pedido da secretaria estadual de Saúde de São Mateus, norte do Estado, questões relativas ao piso salarial dos profissionais de Enfermagem. A instituição entendeu que a complementação que cabe ao poder público para pagamento dos servidores possui natureza remuneratória, não tendo qualidade de verba indenizatória, conforme apontou o relator, conselheiro Rodrigo Chamoun, que acompanhou a análise da área técnica. A conclusão a qual Chamon chegou é uma resposta ao questionamento feito pela secretária de Saúde, Silvia Silveira Lima, se a complementação do piso por parte do poder público deve ser incorporada como vencimento-base na qualidade de verba indenizatória ou de verba remuneratória. O Sindicato dos Enfermeiros do Espírito Santo (Sindienfermeiros) avalia que a decisão do Tribunal de Contas foi correta. “O pagamento de forma indenizatória não reflete nas férias, no 13º e na aposentadoria. Quando é remuneratória, entra para cálculos de férias, 13º, aposentadoria, às vezes de anuênio, triênio, quinquênio, depende de cada legislação municipal. Indenizatória é como se você tivesse ganhando uma ‘gratificaçãozinha’ ali, acabou, morreu”, aponta o assessor jurídico do sindicato, Renaldo Pilro de Almeida Júnior. A área técnica do Tribunal de Contas demonstrou, em seu parecer, que “sendo a complementação, advinda de recursos da União para efeito de cumprimento ao disposto no art. 15-C, da Lei 7.498/1986, destinada ao pagamento do serviço prestado pelos servidores públicos enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras, não subsistem dúvidas sobre a sua natureza remuneratória”. Citou também que os conceitos de verba indenizatória e remuneratória são distintos, visto que “a verba remuneratória é paga a título de contraprestação pelo serviço prestado. Já a parcela indenizatória tem por escopo compensar o gasto dispendido pelo servidor como condição necessária à efetiva prestação do serviço”. A presidente do Sindienfermeiros, Valeska Fernandes, afirma que não é possível saber em quais municípios o pagamento está sendo feito de forma indenizatória ou remuneratória. Para isso, afirma, é preciso fazer uma auditoria, iniciativa que não cabe ao sindicato. De acordo com ela, muitas pessoas irão descobrir o teor do pagamento na aposentadoria ou nos efeitos dentro do Plano de Cargos e Salários, por exemplo. No caso da rede privada, a dirigente sindical afirma que a questão está pacificada, já que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que o pagamento seja de caráter remuneratório. O piso da Enfermagem é garantido na Lei 14.434/2022, que prevê que os enfermeiros têm direito a um piso de R$ 4,7 mil. Esse valor é a referência para o cálculo dos vencimentos de técnicos (70%), que soma R$ 3,2 mil; e auxiliares de enfermagem (50%) e parteiras (50%), R$ 2,7 mil. Contudo, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, no caso dos trabalhadores da rede pública de saúde, o pagamento a ser efetuado por estados e municípios e seus órgãos da Administração Indireta depende de recursos da União. Caso não haja provimento total de recursos por parte da União, não há obrigatoriedade de pagamento do piso. Foi essa decisão que fez com que a Prefeitura de São Mateus levasse o questionamento ao Tribunal de Contas. Lei municipal Outro ponto levantado pela Secretaria de Saúde de São Mateus foi se é imprescindível a edição de lei municipal para segurança do pagamento da diferença remuneratória relativa à complementação do piso da classe de enfermagem. De acordo com o Tribunal exige-se lei autorizativa, a ser editada pelo ente federado, para a adequação da remuneração dos servidores. “Por razões de segurança jurídica, sugere-se que a lei destaque, claramente, a parcela remuneratória cujo pagamento está se realizando através da assistência financeira complementar da União, de modo a discriminá-la da parcela remuneratória paga com recursos próprios, ao menos até que se tenha a adequada regulamentação do § 14, do artigo 198, da CF/88, inserido pela EC 127/2022”, esclareceu a consulta. Estado vai receber R$ 50 milhões para pagamento do piso da Enfermagem Repassado pelo Governo Federal, valor será destinado à gestão estadual e aos municípios https://www.seculodiario.com.br/saude/espirito-santo-recebera-r-50-milhoes-para-pagamento-do-piso-da-enfermagem
Desembargadora revisa sentença que inocentou acusados de matar preso
Wesley Guidoni foi encontrado morto em cela do CDP de Colatina em 2015; agentes penitenciários são acusados A desembargadora Rachel Durão Correia Lima decidiu pela reforma da sentença dada pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Colatina, noroeste do Estado, declarando “procedente a pretensão punitiva estatal para condenar os recorridos Olair José dos Santos Júnior, Frankieli de Avelar, Derlivaldo Figueiredo Ferreira e Wallace Neves de Oliveira” pelo assassinato de Wesley Belz Guidoni no Centro de Detenção Provisória (CDP) do município, em 2015. O interno foi encontrado morto na cela que ocupava na unidade. Aos envolvidos no crime, agentes penitenciários, a magistrada estipulou o cumprimento de sete anos de reclusão, em regime fechado. Contudo, por causa de agravantes como impossibilidade de defesa da vítima e o fato de ela estar sob proteção do Estado, a pena foi aumentada para nove anos e quatro meses. Foi solicitada pela acusação indenização por danos morais no valor de R$ 20 mil por parte de cada um dos acusados, mas no documento consta que o recorrente pode acionar “o juízo cível competente para pleitear eventual responsabilização civil”. Ainda cabe recurso. O corpo de Wesley apresentava sinais de tortura, com hematomas; punhos quebrados; estrangulamento; marcas de amarrações nos punhos e tornozelos; queimaduras nas costas, pescoço e coluna; e costelas quebradas. Ele havia sido preso quatro dias antes da morte por desacato, resistência à prisão e danos. Durante os quatro dias em que ficou preso, foi levado duas vezes ao Hospital Sílvio Avidos, em Colatina, passando mal. O principal fundamento utilizado pela sentença para a absolvição dos recorridos, segundo a magistrada, “foi a suposta fragilidade probatória em relação à autoria, afirmando ainda que a prova pericial indicou a possibilidade de a vítima ter se automutilado, situação que, no entender do julgador de primeiro grau, invocava aplicação do princípio do ‘in dubio pro reo” (“na dúvida, a favor do réu”). Entretanto, ela conclui “pela existência de prova suficiente de autoria, que indica, além da dúvida razoável, que os recorridos são os autores do fato imputado pela denúncia”. Um dos fatores que fizeram a desembargadora chegar a essa conclusão, conforme consta no documento, é que os detentos Raone Loyola Rizzo, Felipe Gasparini, Wanderson dos Santos e Marcos Andrade Rodrigues foram ouvidos como testemunhas de acusação e confirmaram que “viram a movimentação de agentes na cela 204, ocupada por Wesley, bem como também escutaram ele gritar. As referidas testemunhas afirmaram que a vítima foi espancada pelos agentes penitenciários que estavam de plantão na véspera do óbito da vítima”. As testemunhas apontaram Olair, Frankieli, Derlivaldo e Wallace como autores do crime. “Além do reconhecimento feito pelas supracitadas testemunhas, evidencia-se a autoria dos recorridos pela prova obtida através do controle de revezamento de agentes de plantão da Penitenciária de Colatina, no qual ficou demonstrado que os recorridos faziam parte da equipe que trabalhou entre os dias 13 e 14/1/2015, documento que consta das fls. 54/67 do IP, sendo ela conhecida como ‘Equipe D’, a qual era chefiada por Guilherme Comério [pessoa que foi denunciada, porém esta não foi recebida em relação a ele] e composta pelos inspetores penitenciários, ora recorridos, Olair José dos Santos Júnior, Wallace Neves de Oliveira, Derlivaldo Figueiredo Ferreira e Frankieli de Avelar”, consta no documento. A desembargadora aponta que a tese de que o transtorno psíquico do paciente poderia ter feito com ele se lesionasse dentro da cela “não encontra respaldo na prova presente nos autos”. Além disso, destaca que as testemunhas relataram que “agressões e tortura já eram uma prática comum no interior da Penitenciária de Colatina, situação impulsionada pela impunidade decorrente da deficiência de cobertura visual das câmeras de videomonitoramento”. Os relatos de agressão feitos pelos detentos, segundo a magistrada, foram confirmados pela mãe da vítima, Necilda Belz, que nas fases inquisitiva e judicial, “afirmou que viu o corpo de seu filho, após sua morte, com vários hematomas, e na ocasião afirmou que ouviu de um dos detentos que seu filho teria sido espancado pelos agentes penitenciários”. O texto prossegue dizendo que os hematomas no corpo de Wesley foram confirmados pelo depoimento de Bruna Prando Boone, enfermeira da unidade prisional, “que relatou expressivas lesões no corpo da vítima ao atendê-la na enfermaria da unidade prisional na véspera e antevéspera de seu óbito”. “Os relatos prestados pela enfermeira Bruna Prando Boone também refutam a possibilidade aventada na sentença de que a vítima não tinha condições de se autoafirmar. E digo isto porque se a testemunha, na condição de profissional da saúde, tivesse percebido que Wesley não estava em condições de manter sua integridade física em decorrência de seu transtorno psíquico, por dever profissional, deveria comunicar à Direção do Presídio sobre a necessidade de transferência dele para um hospital. O retorno do interno para a cela indica que ele, mesmo medicado e avaliado por profissional especializado, possuía condições físicas e mentais de permanecer custodiado”, contata a magistrada. Esses elementos, de acordo com a desembargadora, “são ratificados pela prova pericial produzida no decorrer das investigações e do processo. O Laudo ‘causa mortis’, que consta das fls. 371/383 do IP, foi conclusivo no sentido de que houve ‘uma morte violenta, onde a interpretação dos vestígios assinalados conduz para hipótese de homicídio”. Denúncias O assassinato ocorreu em janeiro de 2015 e chegou a ser denunciado pela mãe da vítima à Corte Interamericana de Direitos Humanos. Em junho do mesmo ano, 17 inspetores penitenciários foram indiciados pela morte de Wesley. No mês seguinte, a Vara da Fazenda Pública do município determinou que o Estado instalasse câmeras de videomonitoramento no CDP de Colatina. As câmeras deveriam ser voltadas para as celas dos internos, além das demais áreas comuns do presídio e arredores durante 24 horas por dia, sem a possibilidade de desligamento do sistema e garantindo a armazenagem das imagens pelo período mínimo de um ano. Na denúncia inicial (0013361-92.2013.8.08.0014), a Defensoria Pública cita que uma sindicância realizada pelo órgão entre os anos de 2011 e 2013 coletou indícios de tortura na unidade após o relato de dez detentos. Eles alegaram a ocorrência do “emprego desarrazoado da força física pelos agentes penitenciários, utilização desnecessária e contínua de spray de
Chapa com Theodorico Ferraço e Júnior Corrêa em Cachoeiro está encaminhada
Apesar do mistério, tudo indica que os dois estarão juntos na disputa majoritária da cidade sul-capixaba Redes Sociais No último dia 28 de maio, o vereador Júnior Corrêa (Novo) convocou entrevista coletiva para dizer que estava “reconsiderando” a possibilidade de participar da disputa majoritária em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado. Entretanto, se recusou a confirmar que entraria como vice na chapa do deputado estadual Theodorico Ferraço (PP), situação que eles haviam deixado no ar alguns dias antes. Desde então, os dois não se cansam de fazer gestos públicos indicando que a chapa conjunta está prestes a se concretizar. Nessa sexta-feira (14), Ferraço postou em suas redes sociais uma foto emblemática, em que os dois aparecem de mãos dadas. A imagem foi registrada após um almoço com empresários, realizado em uma empresa de rochas ornamentais. Na quarta-feira (12), os dois também estiveram lado a lado em reunião na Câmara de Vereadores sobre o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e da Taxa de Lixo. Segundo apuração de Século Diário nos bastidores locais, a chapa com Theodorico Ferraço e Júnior Corrêa está encaminhada, e deverá ser lançada oficialmente no próximo dia 11 de julho. Ainda não houve confirmação oficial pelo simples fato de que tudo está sempre sujeito a mudar até o prazo final das convenções e do registro, mas, internamente, todo o trabalho segue essa perspectiva. Ferraço e Corrêa têm traçado um caminho tortuoso nesta pré-campanha eleitoral. Com 86 anos, o deputado estadual, que foi prefeito de Cachoeiro em quatro mandatos, sempre foi um entusiasta da candidatura a prefeito do jovem Júnior Corrêa, que completará 28 anos em novembro. Juninho da Cofril – como também é conhecido, em referência à empresa de sua família – era apontado como o favorito nas eleições deste ano. Entretanto, o vereador de extrema direita deixou o público de queixo caído ao anunciar, em fevereiro, que abandonaria a política para tentar se ordenar como padre. Dias antes, ele havia divulgado um comunicado que tratava de conflitos seus com o senador Magno Malta no Partido Liberal (PL), sigla na qual estava filiado na época. Sem o candidato favorito, o setor empresarial correu para Theodorico Ferraço, pedindo que o deputado se colocasse na disputa majoritária cachoeirense pelo Progressistas. Com a possibilidade no horizonte de firmar uma aliança entre PP, Novo e Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Ferraço colocou o seu nome e o de sua esposa, Norma Ayub (PP), como pré-candidatos. Após pesquisas eleitorais, lançou-se definitivamente no páreo. Paralelamente, Theodorico intensificou diálogos com Júnior Corrêa na tentativa de convencê-lo a voltar atrás em seus planos de abandonar a política – e deu certo. Em primeiro lugar, Corrêa desistiu de se licenciar do mandato de vereador, alegando impedimentos do Regimento Interno da Câmara. Depois, migrou do PL para o Novo, contrariando a indiferença manifestada inicialmente com relação ao seu destino partidário. No mês passado, a possibilidade de Corrêa ser vice de Ferraço começou a ser especulada no mercado eleitoral, e a chapa foi tomando forma. Caso Theodorico consiga se eleger, tudo indica que Júnior será um vice-prefeito com voz ativa na gestão. Outros pré-candidatos Carlos Casteglione (PT), que também foi prefeito de Cachoeiro de 2009 a 2016, deu início, nessa sexta-feira (14), aos preparativos do plano de governo de sua pré-candidatura. Na semana passada, ele deixou o cargo de subsecretário de Estado do Trabalho, Emprego e Geração de Renda, que ocupava desde 2022. Ele se diz firme no propósito de tentar retornar ao Poder Executivo cachoeirense, mesmo que o governador apoie a pré-candidata governista Lorena Vasques (PSB). No campo governista, Lorena Vasques deixou as secretarias municipais de Obras e de Manutenção e Serviços, na semana passada, para ser lançada oficialmente pré-candidata a prefeita, dando fim às especulações que perduravam desde o segundo semestre do ano passado. O Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) têm sinalizado com apoio a Lorena. Na direita, o advogado Diego Libardi (Republicanos) realizará um evento de lançamento da sua pré-candidatura a prefeito na próxima segunda-feira (24), às 19h. Ele tem o apoio dos deputados estaduais Allan Ferreira (Podemos) e Dr. Bruno Resende (União), e a ex-secretária de Desenvolvimento Social Márcia Bezerra (PRD) é uma das figuras cotadas para ser vice em sua chapa. Diego Libardi deverá contar com uma aliança de seis partidos: além do Republicanos, União Brasil, Podemos, Agir, Partido Renovação Democrática (PRD) e Partido Social Democrático (PSD). Entretanto, ainda há dúvidas sobre o posicionamento do Podemos, tendo em vista que seu presidente estadual, o deputado federal Gilson Daniel, não quer a sigla apoiando uma candidatura contrária aos planos do governo do Estado. Na extrema direita, o vereador Léo Camargo (PL) se viu obrigado a entrar na disputa majoritária deste ano, tendo em vista que Júnior Corrêa anunciou sua desistência em fevereiro e logo depois deixou o Partido Liberal. Júnior Corrêa faz mistério sobre participação nas eleições em Cachoeiro Vereador afirma que participará do pleito, mas não confirma se será vice na chapa de Theodorico Ferraço https://www.seculodiario.com.br/politica/junior-correa-faz-misterio-sobre-participacao-nas-eleicoes-em-cachoeiro Partido Novo ganha força em Cachoeiro com empresários e Júnior Corrêa – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/partido-novo-ganha-forca-em-cachoeiro-com-empresarios-e-junior-correa Júnior Corrêa volta atrás e terminará mandato como vereador de Cachoeiro Parlamentar queria que suplente assumisse, mas isso só pode acontecer se ele renunciar ao cargo https://www.seculodiario.com.br/politica/junior-correa-volta-atras-e-terminara-mandato-como-vereador-de-cachoeiro
Estações de bombeamento de água de Vila Velha têm licenças vencidas
ONG Juntos SOS ES Ambiental denuncia direcionamento de esgoto in natura para Rio Jucu Juntos SOS ES Ambiental Quase todas as Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) de Vila Velha estão com licenças vencidas, conforme dados do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). O fato foi citado pela Organização Não Governamental (ONG) Juntos SOS ES Ambiental, em contestação ao Ministério Público do Estado (MPES) contra o arquivamento do inquérito para apurar bombeamento de esgoto para o Rio Jucu e baía de Vitória, protocolada nessa quarta-feira (12). O governo estadual tem investido em obras de macrodrenagem na Grande Vitória com o intuito de acabar com alagamentos nos municípios, mas sem o devido cuidado com o tratamento do esgoto, como aponta a Juntos SOS ES Ambiental. Segundo informações da Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), o projeto prevê nove estações de bombeamento, sendo quatro já entregues, três em execução e duas em licitação. Juntas, teriam capacidade de bombear mais de 347 milhões litros por hora. Na parte de consulta de licenças do Iema, apenas dois processos relativos às Ebaps aparecem com licença válida. A Ebap Foz Marinho possui licença de instalação (LI) válida de 12 de março de 2021 a 11 de março de 2025. Já a licença provisória de operação (LPO) da Ebap Aribiri vale pelo período de 18 de fevereiro a 16 de agosto deste ano. No caso da Ebap Cobilândia, a licença prévia (LP) e a licença de instalação (LI) da primeira etapa de implantação venceram em 4 de maio, assim como a LPO, vencida desde 26 de abril de 2023. Já a Ebap Foz Marinho, apesar de estar regular com a LI, apresenta LPO vencida desde 13 de junho de 2023. Em relação à Ebap Marilândia, as licenças prévia e de instalação venceram no último dia 20 de maio, e a LPO está vencida desde 26 de abril de 2023. A licença de operação (LO) da Ebap Foz do Costa, por sua vez, apesar de ter validade até 26 de julho, tem situação “inválida”. Não há informações no site do Iema sobre as licenças da Ebap Laranja, que já opera parcialmente – e bombeando esgoto para o Rio Jucu, segundo a Juntos SOS ES Ambiental. Contestação ao arquivamento O pedido de arquivamento do MPES do processo para apurar bombeamento de poluição para a baía de Vitória e para o Rio Jucu ocorreu na semana passada. O Ministério Público citou que a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), junto com os municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, já foram condenados em 2022 por lançamento de esgoto irregular na baía de Vitória, com prejuízos à Área de Proteção Ambiental (APA) Baía das Tartarugas. A ação foi movida pela própria Juntos SOS ES Ambiental e pela Associação dos Amigos do Meio Ambiente (Anama). Nesse processo, os municípios e a Cesan foram obrigados a tomar as medidas de regularização e implantação das ligações das edificações à rede pública coletora de esgoto, junto com a elaboração de cronograma de ações. Para o MPES, essa condenação já possui efeitos práticos, os fatos novos apresentados não tem relação com o processo, e a regularização do sistema de esgoto em Vila Velha precisa de uma “transição gradual”, por se tratar de um problema “estrutural”. Em sua contestação, a Juntos SOS ES Ambiental menciona que foram colocados fatos novos. “Vale ressaltar que na Ação Civil Pública nº 0009100-23.2017.4.02.5001, no bojo da qual os municípios da Grande Vitória foram condenados, os crimes ambientais em andamento pelo bombeamento de águas poluídas por esgoto in natura e resíduos de produtos químicos pelas EBAPs de Cobilândia, Marilândia, Marinho e do Laranja na Baia de Vitória e no Rio Jucu não estavam elencadas na ACP, e o estado (Sedurb) não está no polo passivo da ação”, diz o ofício, assinado pelo presidente da ONG, Eraylton Moreschi Junior. “Dos fatos da inicial eram a apuração da poluição das águas da baia de Vitória por esgoto in natura e resíduos de produtos químicos bombeados pelas Ebaps de Cobilândia, Marilândia, Marinho, águas poluídas provenientes do Rio Aribiri e canais de Vila Velha, Rio Marinho e outras origens. Com o andamento do projeto de macrodrenagem e necessidades construtivas, a Ebap do Marinho foi paralisada para concretagem do canal do Rio Marinho, e todas as águas poluídas que eram destinadas para a baía de Vitória foram encaminhadas no contrafluxo para o canal diagonal e bombeadas pela Ebap do Laranja para o Rio Jucu”, prossegue o relato. Para a Juntos SOS ES Ambiental, “o processo de correção de um problema estrutural na pode ser justificado com a permissão de um crime ambiental. Em momento algum o projeto de macrodrenagem elaborado pela Sedurb se preocupou com o meio ambiente”. Século Diário questionou o Iema sobre a situação das licenças das Ebaps de Vila Velha, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. ONG faz nova denúncia de esgoto bombeado para o Rio Jucu, em Vila Velha – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/ong-faz-nova-denuncia-de-esgoto-bombeado-para-o-rio-jucu-em-vila-velha#:~:text=A%20Organiza%C3%A7%C3%A3o%20N%C3%A3o%20Governamental%20(ONG,e%20Recursos%20H%C3%ADdricos%20(Iema). ONG denuncia esgoto bombeado para o Rio Jucu, em Vila Velha Juntos SOS aponta que estações de bombeamento jogam material sem tratamento no manancial https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/ong-denuncia-esgoto-bombeado-para-o-rio-jucu-em-vila-velha ONG denuncia esgoto in natura e produtos químicos na baía de Vitória Juntos SOS ES Ambiental aponta que material é oriundo das Estações de Bombeamento de Vila Velha https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/ong-denuncia-esgoto-in-natura-e-produtos-quimicos-na-baia-de-vitoria
Vitória de uns e não de outros
Mais na coluna: prefeitura coprodutora do Jesus Vida Verão; Encontro de Animadores; acessibilidade; e Lei Paulo Gustavo Os moradores da Capital acompanharam, sem surpresas, a denúncia da Associação Grupo Orgulho Liberdade e Dignidade (Gold) de que a Prefeitura de Vitória não tem dialogado com a entidade para fazer a sua parte na organização da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ e da Semana da Cidadania, como garantidora de políticas públicas para todos os segmentos que deveria ser. Elaine Dal Gobbo Enquanto isso, basta olhar no site da prefeitura para ver o quanto a gestão municipal se esforçou para a realização do Jesus Vida Verão, no último sábado (8), em Camburi. Para além das atrações musicais, o evento foi marcado também pela sanção de uma nova lei pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que inclui o Jesus Vida Verão no calendário anual do município, garantindo que seja realizado todos os anos. A pergunta é: por que uns e não outros? Coprodutora No site da prefeitura, na matéria “Jesus Vida Verão reuniu mais de 30 mil pessoas em Camburi”, o secretário municipal de Cultura, Edu Henning, falou que “a prefeitura se envolveu desde o início porque estamos na produção, não é apenas um apoio ou colaboração, mas sim uma coprodução com os organizadores do Jesus Vida Verão, que não aparecia por aqui há 14 anos. Com total aval e coordenação da gestão, conseguimos concretizar essa ideia, trazendo um público extremamente receptivo e emocional”. Em alguns eventos a gestão Pazolini se coloca como coprodutora, com outros, nem ao menos quer dialogar. Impacto na economia Na mesma matéria, é destacada a atuação de ambulantes no Jesus Vida Verão e o prefeito afirma que “além do impacto espiritual e religioso, que é grandioso e importante, temos toda a cadeia econômica produtiva, ou seja, o aquecimento da economia. Isso traz um relacionamento com as atividades e com os comerciantes locais. Um ganho positivo tanto para a religião e espiritualidade quanto para o impacto positivo na economia”. Entretanto… Impacto na economia II …a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ e a Semana da Cidadania também trarão impactos positivos na economia, inclusive, beneficiando uma região de Vitória na qual há muitas pessoas em situação de vulnerabilidade social, já que os ambulantes serão moradores da Grande Santo Antônio, que abrange os bairros Ariovaldo Favalessa, Caratoíra, Bela Vista, Morro do Cabral, Morro do Quadro, Estrelinha, Grande Vitória, Ilha do Príncipe, Inhanguetá, Mário Cypreste, Santa Tereza, Santo Antônio e Universitário. Repeteco A falta de apoio para a Parada não surpreende ninguém. O mesmo aconteceu em 2022, mas não foi suficiente para que, naquele ano, o evento não ocorresse. Contudo, em 2023 foi dada uma pausa, e espera-se que em 2024 volte a todo vapor, levando para as ruas de Vitória o debate sobre o respeito à diversidade e o racismo ambiental, que é o tema trazido pela Gold. No entanto, o argumento de que “a comunidade LGBTQIA+ não faz parte da nossa política”, utilizado em 2022 pelo então secretário municipal de Cultura, Luciano Gagno, para não apoiar o evento, parece estar muito vivo ainda hoje e pode ser um fator complicador. Eleitorado A questão é que, candidato à reeleição, Pazolini precisa concentrar esforços para agradar um grupo que em grande parte compõe o seu eleitorado, que é o público evangélico. Assim, realizar o Jesus Vida Verão após 14 anos de pausa e inserir o evento no calendário anual do município é uma boa pedida. Já apoiar a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ e a Semana da Cidadania traria insatisfação para muitos que compõem esse mesmo público que ele busca conquistar. Desigualdade Jansen Lube/PMV O tratamento entre os mais diversos segmentos na Capital é tão desigual, que para sancionar a lei que inclui o Jesus Vida Verão no calendário anual do município, o prefeito fez assinatura no palco do evento, mediante o público. Contudo, para quem não lembra, quando foi aprovada a inclusão da entrega do balaio de Iemanjá no mesmo calendário, a lei foi sancionada de forma tácita, após o gestor não se posicionar sobre o assunto. Dinheiro na conta Poucos dias após Século Diário publicar matéria na qual artistas contemplados na Lei Paulo Gustavo denunciaram que ainda não haviam recebido o pagamento para execução dos projetos, a gestão de Lorenzo Pazolini finalmente depositou o dinheiro. Foram mais de dois meses de atraso, prejudicando o início dos projetos e causando prejuízos a diversos artistas, que já poderiam ter recebido para atuar nas mais diversas áreas culturais contempladas no edital. Encontro de Animadores Nos próximos dias 19, 20, 21 e 22, a partir das 18h20, no Cine Sesc Glória, no Centro de Vitória, acontecerá o 2º Encontro de Animadores Independentes. Após a exibição das obras, haverá um bate-papo com os realizadores sobre seus processos de criação e produção. A abertura do evento será na quarta-feira (19). Encontro de Animadores II Os curtas exibidos serão Uma Mão Anima a Outra, de Beatriz Belo, Denise Cunha, Leui Weinert, Mariana Fogo, Paula Abril Marinho; O Sonho de Clarice, de Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho; Somnus, de Sofia Travassos; Qual é o meu Pedido?!“, de Rebeca Nigri; Um Finde, de Helena Coelho e Rebeca Nigri; Plástico Bolha, de Toni Soares; Desalocada, de Isabela Firmo; Desconectado e Jogaram o César Fora, ambos de Alice Kupac; Mirmecofaga, de Yohana Lazarova e Natália Penque; Pressure, de Che Marcheti; Maréu, de Nicole Schlegel; Dona Biu, de Gabriela Taulois; Reel, de Aída Queiroz e César Coelho (SP) e Vapor Speranza, de Maurício Squarizi. Bizarros Peixes das Fossas Abissais Na próxima quinta-feira (20), acontecerá a exibição de Bizarros Peixes das Fossas Abissais, o primeiro longa-metragem do animador Marcelo Marão, do Rio de Janeiro. No filme, uma heroína tem o superpoder de metamorfosear seus glúteos em um feroz e imenso gorila. Contando com a ajuda de uma tartaruga com transtorno obsessivo-compulsivo e uma nuvem com incontinência pluviométrica, a protagonista deve juntar cacos de um vaso para formar um mapa em uma jornada até as profundezas do oceano. Bem curioso! Teca e Tuti Divulgação Com direção de Eduardo Perdido, Tiago MAL e Diego M. Doimo, Teca e Tuti: Uma Noite na Biblioteca será exibido na sexta-feira (21), às 18h20. Voltada
PT lança Célia Tavares, em Cariacica, e Babá, em Vila Velha
Com as duas pré-candidaturas, partido soma quatro palanques na Grande Vitória nas eleições deste ano Dois nomes para disputar o comando de importantes prefeituras na Grande Vitória serão lançados pelo PT neste final de semana: a professora Célia Tavares, em Cariacica, e o ex-vereador João Batista Gagno Intra, o Babá, em Vila Velha, alcançando quatro municípios na região, considerando João Coser, em Vitória, e Roberto Carlos, na Serra. As pré-candidaturas são da Federação Brasil da Esperança, que reúne ainda o PV e o PCdoB. Os palanques são formalizados depois de intensas articulações internas do partido por contas de pressões de grupos relacionados com o governador Renato Casagrande (PSB), aliado dos prefeitos dos dois municípios: em Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), e em Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), ambos pré-candidatos à reeleição. Em Cariacica, o evento será neste sábado (15), na sede da Apae, a partir das 9 horas, com a participação da cúpula do partido no Espírito Santo: a presidente estadual, deputada federal Jack Rocha, o senador Fabiano Contarato, o deputado federal Helder Salomão, ex-prefeito do município, a deputada estadual Iriny Lopes, e o também deputado estadual e pré-candidato, João Coser. “Nós vamos fazer um grande evento com ampla participação social, popular, diferente daquele do prefeito, que marcou no mesmo dia que o nosso, e vai estar cheio de cargos comissionados. O nosso vai estar cheio de lideranças populares e sociais que querem uma Cariacica democrática, de participação, onde as políticas públicas de saúde e educação ajudem a população a resolver os seus problemas”, comentou Célia. Para ela, hoje essas áreas estão abandonadas no município. “O evento é um grande chamamento, para dizer que, na democracia, tem disputa de projeto, e o nosso vê o povo em primeiro lugar. E quando se fala em primeiro lugar, é quando ele participa, desde o planejamento, ou seja, quando é ouvido, e onde as prioridades de investimento de recursos sejam feitas conforme discussão coletiva”, ressalta. Já o ex-vereador João Batista Gagno Intra, o Babá, aponta que o evento de domingo (16), às 14 horas, no Centro de Formação Martina Toloni, na Prainha, vai consolidar sua pré-candidatura, depois de superadas barreiras internas e externas. “Tenho certeza que todo o partido irá abraçar a campanha, com o apoio do PCdoB e do PV”, disse o pré-candidato, ressaltando que questões relacionadas à indicação da vaga de vice estão sendo conversadas dentro da normalidade, sem qualquer divergência. O nome cotado nos últimos dias foi da empresária Gabriela Batella, vice-presidente do diretório municipal do PCdoB. Para Babá, “chegou a hora de a Grande Vitória ser governada com integração, e é o PT que tem a maior possibilidade de fazer essa integração funcionar, com maciços investimentos do governo federal”.