José Maria Bergamini defende Dito Silva sobre ação de improbidade e diz que vereadores não foram notificados José Maria Bergamini e Dito Silva. Foto: CMMF/Redes Sociais A ação de improbidade administrativa contra a gestão de Dito Silva (PSB), prefeito de Muniz Freire, ainda está na fase de investigação e não é possível fazer acusações contra a prefeitura. Essa é a avaliação de José Maria Bergamini (MDB), presidente da Câmara de Vereadores do município do sul do Estado. Segundo ele, a Câmara ainda não foi notificada da ação protocolada pelo Ministério Público do Estado (MPES). “Não chegou na Câmara. Só se chegou hoje [sexta-feira, 14] e eu não fiquei sabendo. Chegando, a gente vai avaliar para ver quais procedimentos vamos tomar. Da investigação do Ministério Público, eu sei. Eles [MP] têm que fazer isso mesmo, quando existe uma denúncia”, afirma Bergamini. Mesmo tendo ciência, ainda que não oficialmente, da existência do processo, José Maria Bergamini não pretende tomar nenhuma atitude sobre o caso por enquanto, argumentando que, em sua perspectiva, a ação ainda está em fase inicial, sem nenhuma prova concreta contra Dito Silva. “A única coisa que eu sei é que não existe ainda fato algum que possa incriminar o prefeito. O que está acontecendo é uma investigação [para apurar] se houve ou se não houve [irregularidades]. Infelizmente, existem pessoas que estão já numa situação de acusação, de condenação do prefeito antes do trânsito em julgado. Porque só existe um culpado após o trânsito em julgado. Até então, é só uma investigação”, defende. Bergamini ressalta ainda que não é primeira vez que o prefeito passa por um processo desse tipo. “Em todas as outras denúncias contra o prefeito que ocorreram do início do mandato dele até agora – sempre teve denúncia assim –, todas já foram arquivadas. Está essa de pé aí, mas eu acredito que seja mais uma denúncia que não tem fundamento”, afirma. A Promotoria de Justiça de Muniz Freire deu início a um inquérito civil em outubro de 2023, para apurar possíveis irregularidades em um contrato para obra de contenção de encosta na cidade. No último dia 21 de maio, o promotor Elion Vargas Teixeira protocolou ação civil pública (ACP) de improbidade administrativa relativa ao caso. Para a promotoria, houve conluio para fazer um direcionamento da empresa responsável pela obra, envolvendo o prefeito de Muniz Freire, Dito Silva; o ex-secretário de Obras do município, Vinnicius Pinheiro Gonçalves; o secretário de Obras de Cachoeiro de Itapemirim, Rodrigo de Almeida Bolelli; e a empresa Protect Planejamento e Empreendimentos Imobiliários. A prefeitura de Muniz Freire aderiu a uma ata de registro de preços da prefeitura de Cachoeiro para contratar o serviço. Entretanto, não foram feitos estudos técnicos para justificar a medida. A administração municipal realizou intervenções em um único local, sendo que as obras em Cachoeiro eram direcionadas a 23 pontos mapeados pela Defesa Civil local. Além disso, o secretário de Obras de Cachoeiro autorizou a adesão de 100% dos itens da ata, sendo que o limite por lei é de 50%, e após o prazo legal estabelecido, de no máximo 90 dias após a contratação. Outra irregularidade apontada pelo MPES é que a Protect Planejamento e Empreendimentos Imobiliários deu início às obras e cobrou pagamentos antes mesmo da data de assinatura do contrato. Segundo o Ministério Público, o prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 9,9 milhões, por conta do contrato inicial, assinado em 2022, e de aditivos. Na quinta-feira passada (6), o juiz Marcelo Mattar Coutinho determinou, em caráter liminar, a suspensão dos pagamentos para a Protect – em nota para Século Diário, a empresa informou que a obra foi concluída há seis meses e não há mais valores desse contrato a receber. O juiz recusou o pedido do MPES para tornar indisponíveis os bens dos acusados, por considerar o processo ainda prematuro. Questões eleitorais Dito Silva deverá tentar a reeleição no pleito de outubro deste ano. Em 2020, se elegeu pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), mas migrou para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o mesmo do governador Renato Casagrande. O ex-prefeito Dr. Delson, que está há mais tempo no PSB, também tem se colocado como pré-candidato na disputa majoritária deste ano. Já o Partido Social Democrático (PSD) tem duas pré-candidatas a prefeita: Márcia Oliveira, ex-secretária municipal na área de Assistência Social e esposa de Dr. Delson; e Dra. Mariana, que renunciou ao cargo de vice-prefeita em abril devido a conflitos com Dito Silva. Outros pré-candidatos a prefeito de Muniz Freire em 2024 incluem: Dr. Carlinho (Pros), que foi prefeito de 2017 a 2020; Evandro Paulúcio (PDT), vice-prefeito no mesmo mandato de Carlinho; o ex-vereador Roberto Paulúcio (PRD), sobrinho de Evandro; Márcio Bolzan (PT), professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes); e o vereador Agenor Favoreto Filho (PDT). Em maio, o deputado estadual Marcelo Santos (de saída do Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, realizou uma reunião de articulação com pré-candidatos de oposição em Muniz Freire. Ação de improbidade envolve prefeitura de Muniz Freire e secretário de Cachoeiro Prefeito Dito Silva, secretários e empresa são acusados de conluio pelo MP em contrato para contenção de encostas https://www.seculodiario.com.br/justica/acao-de-improbidade-envolve-prefeitura-de-muniz-freire-e-secretario-de-cachoeiro Marcelo Santos articula com partidos de oposição em Muniz Freire Representantes de PRD, PT, PSD e PDT participaram de encontro com o presidente da Assembleia Legislativa https://www.seculodiario.com.br/politica/marcelo-santos-articula-com-partidos-de-oposicao-em-muniz-freire Movimentação eleitoral em Muniz Freire tem renúncia de vice-prefeita Doutora Mariana é cotada para entrar na disputa majoritária contra o atual chefe do Poder Executivo https://www.seculodiario.com.br/politica/movimentacao-eleitoral-em-muniz-freire-tem-renuncia-de-vice-prefeita
Eleger é escolher!
O povo trabalhador precisa votar em líderes que realmente representam suas lutas Seguindo a nossa linha do tempo, de 14 de junho a 6 de outubro deste ano, são menos de quatro meses para escolhermos nossos representantes municipais, nossos prefeitos ou prefeitas, que irão executar o orçamento público em nossas cidades, e nossos representantes no parlamento, na câmara, para elaborarem leis e fiscalizarem a execução do orçamento público. Nós, povo trabalhador, fazemos parte da sociedade e somos uma das partes que a compõem, a maior delas, e disputamos com as outras partes a nossa parcela na divisão do orçamento público. Precisamos ficar atentos na escolha de nossos representantes, pois precisamos de parlamentares e executivos que conheçam nossas necessidades e defendam nossos interesses no exercício de seus mandatos, dado a eles por nós. Sabemos da importância deste processo democrático de escolha de líderes para nos representar e precisamos demonstrar unidade e força para reivindicar os nossos direitos. Sabemos também que, nos executivos e parlamentos atuais, temos dificuldades em ver defendidos nossos interesses enquanto trabalhadores, que produzimos a riqueza da sociedade. Uma minoria tem a coragem de assumir a nossa defesa. Por isso a importância de dialogarmos sobre nossas escolhas, precisamos de líderes nas instituições, fazendo o nosso discurso e o nosso povo nas ruas, reafirmando as lutas, em uma mobilização permanente, para cobrar de nossos representantes, escolhidos por nós, para ampliar nossos direitos, e garantir que não haja retrocesso na qualidade de vida do povo trabalhador. Essas manifestações e mobilizações precisam acontecer em cada município, para garantirmos e defendermos os serviços públicos de qualidade, como a saúde, a educação, o transporte e a segurança pública, que são realizados com o nosso dinheiro, que também sejam garantidos como nosso direito. O povo trabalhador precisa de serviço público de qualidade, na cidade e no campo, onde são produzidos nossos alimentos, por isso nossa luta é ampla, e precisamos escolher líderes que defendam nossos direitos e interesses, por emprego, salário digno, com produção econômica e defesa do meio ambiente e produção de alimentos para o povo. Precisamos escolher líderes que realmente nos representem e realizem mesas de debates com a nossa participação, onde a luta seja por trabalho decente, com redução de jornada, empregos decentes com salário justo, e salário igual para trabalho igual, com igualdade salarial entre homens e mulheres. Outras pautas importantes são a facilitação da aquisição de terras para agricultores familiares para produção de alimentos da cesta básica, redução de impostos para a classe trabalhadora, correção da tabela de imposto de renda e a valorização do salário mínimo e das aposentadorias. Precisamos de líderes que defendam uma transição da nossa sociedade com justiça social e equilíbrio ambiental com a defesa de todas as formas de vida. A nossa vida é resultado de nossas escolhas, se queremos resultados diferentes, precisamos fazer escolhas que nos levem a isso. Eleger é escolher!
Expresso: o PL e as eleições municipais no Espírito Santo
Magno Malta, o cabo eleitoral; protestos contra Pazolini; eleições em Linhares e São Mateus O Assunto da Semana no programa Expresso é Magno Malta e a estratégia do PL de Bolsonaro para as eleições municipais no Espírito Santo. Ao contrário de quatro anos atrás, o senador capixaba está mais que envolvido no processo eleitoral. O programa traz ainda o Giro de Notícias, com as mais importantes novidades dos bastidores eleitorais e também nas lutas sociais no Estado. Ainda tem a agenda cultural, com dicas de cinema, festival e sarau na Grande Vitória e no interior do Espírito Santo. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Comissão finaliza elaboração da tabela de subsídios e estatuto da Perícia
Proposta de salário inicial é de R$ 14,2 mil e Código de Ética foi substituído “por direitos e deveres” A lei orgânica da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), a tabela de subsídios e a lei de promoção foram finalizadas nessa quinta-feira (13) pela comissão responsável por sua elaboração. O resultado final, aponta o presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Espírito Santo (Sindiperitos), Tadeu Nicoletti, é fruto de um trabalho com foco em questões objetivas e técnicas. Além disso, tira a categoria da posição de pior salário do País, elevando a remuneração inicial de cerca de R$ 8 mil para R$ 14,2 mil, que é a média nacional. A Perícia sempre esteve vinculada à Lei Complementar 3.400/81, que trata do Estatuto dos Funcionários Policiais Civis do Espírito Santo. O estatuto da Perícia, elaborado pela comissão, trouxe, segundo Tadeu, mudanças que o tornam mais “moderno”. Uma delas é a substituição do Código de Ética da Polícia Civil (PC) “por direitos e deveres interligados à autonomia”, uma vez que o Código de Ética, afirma o dirigente sindical, era muito subjetivo, com itens como “não andar em más companhias” e “defender o inocente e o fraco contra o engano e a opressão”. Tadeu afirma que essa subjetividade possibilitava dar margem a perseguições contra os trabalhadores. Ele destaca que, por meio do trabalho da comissão, se buscou autonomia técnica, científica, administrativa e funcional da Perícia. “Se fez um regime jurídico observando o que está sendo praticado no restante do país, com atenção especial à autonomia, inclusive por causa de uma resolução do Conselho Nacional de Direitos Humanos [CNDH] publicada em junho deste ano, relatando descumprimento do Brasil em acordos internacionais relativos à Perícia”, acrescenta. A comissão que elaborou os documentos foi composta pelo sindicato, representantes da Secretaria Estadual de Gestão e Recursos Humanos (Seger) e o perito oficial geral, Carlos Alberto Dal-Cin. Contudo, não há garantias de que as propostas de lei orgânica, tabela de subsídios e lei de promoção feitas serão as encaminhadas para a Assembleia Legislativa, pois a Seger enviará os documentos para a Procuradoria Geral do Estado (PGE) fazer análise jurídica. Posteriormente, irão voltar para a Seger, que enviará para a Assembleia. Tadeu aponta que não há motivos para que a gestão de Renato Casagrande (PSB) promova alguma mudança nos documentos elaborados. “Não se inventou a roda. A gente está repetindo o que se faz em outros estados. Esperamos que a autonomia, principalmente a funcional, seja observada. Não há motivo para não considerar o que uma categoria elaborou e o Conselho Nacional de Direitos Humanos defende”, ressalta. Quanto à tabela de subsídio, Tadeu afirma que a categoria espera a aplicação da média nacional. “O Espírito Santo está bem em arrecadação, não pode continuar a ser o último estado em termos salariais para os peritos”, sentencia. O Sindiperitos vai marcar para semana que vem uma assembleia com a categoria para apresentar as propostas feitas pela comissão, mas ainda não definiu uma data. A criação da comissão, com participação da categoria, o que era uma grande reivindicação dos peritos, foi confirmada em maio último. O projeto de lei complementar (PLC) para regulamentação da Polícia Científica, aprovado em dezembro de 2023, estabelecia um prazo até final de junho deste ano para a conclusão do trâmite. “Estamos correndo contra o prazo. Agora é todo mundo fazer a sua parte”, disse Tadeu na ocasião da criação da comissão. Resolução do CNDH A resolução, em seu primeiro artigo, afirma buscar “garantir a devida proteção dos direitos humanos nas investigações criminais, conforme Lei Orgânica da Perícia Oficial de Natureza Criminal”. Consta também no documento que “as autoridades públicas devem assegurar autonomia técnica, científica, administrativa e funcional dos peritos oficiais de natureza criminal”. Segundo o CNDH, a autonomia “consiste na ausência de interferências políticas ou administrativas na realização das perícias, na coleta de vestígios, na formação do convencimento ou na conclusão do laudo pericial dos peritos oficiais de natureza criminal, admitida a elaboração, pelos órgãos centrais de perícia oficial de natureza criminal, de diretrizes técnicas e operacionais. A autonomia é essencial para garantir a qualidade, imparcialidade e a disciplina judiciária prevista no artigo 280 do Código de Processo Penal”. O CNDH estabelece como autonomia técnica e científica “a utilização do conhecimento científico disponível, método científico, ferramentas forenses e procedimento operacional padrão que julgar mais adequado ao caso”. Diz ainda que esse tipo de autonomia, que “equivale ao livre convencimento do juiz, está relacionada ao conhecimento e habilidades específicas do perito oficial e ao conhecimento científico disponível”. A autonomia funcional, por sua vez, “refere-se à independência no exercício de uma função ou cargo de perito oficial de natureza criminal. No âmbito jurídico, a autonomia funcional do juiz e do perito oficial é uma prerrogativa inata ao cargo. Ela garante que o juiz e o perito oficial possam atuar livremente, sem subordinação ou ingerência do Estado ou pressões externas”. Já a autonomia administrativa, de acordo com o CNDH, trata-se da “capacidade do órgão central de perícia oficial de natureza criminal de atuarem na gestão de recursos humanos, infraestrutura, corregedoria e processos internos, permitindo que os peritos oficiais exerçam suas funções com eficiência e sem interferências externas na administração técnico-científica”. Peritos questionam não envio de proposta de subsídio para a Assembleia Gestão de Renato Casagrande enviou apenas proposta de regulamentação, que pode ser votada nesta semana https://www.seculodiario.com.br/seguranca/peritos-questionam-nao-envio-de-proposta-de-subsidio-para-a-assembleia Elaboração do estatuto e da lei orgânica da Polícia Técnica ainda não começou Tadeu Nicoletti não descarta novas manifestações caso as discussões não comecem no prazo estabelecido https://www.seculodiario.com.br/seguranca/elaboracao-do-estatuto-e-da-lei-organica-da-policia-tecnica-ainda-nao-comecou
Começa a disputa pela vaga de desembargador do Tribunal de Justiça
Presidente da OAB, José Carlos Rizk Filho, recebeu do presidente do TJES documento que abre o processo O presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), Samuel Meira Brasil, formalizou nesta sexta-feira (14) a abertura de uma vaga de desembargador no órgão, ao entregar ao presidente da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), José Carlos Rizk Filho, o ofício sobre a aposentadoria de Anníbal de Rezende Lima. A vaga é referente ao chamado Quinto Constitucional, privativo da advocacia e do Ministério Público, escolhida de forma alternada, e será preenchida a partir de eleição direta de toda a categoria. O processo sofreu alterações e movimenta a classe, envolvida também na eleição para a presidência da OAB. José Carlos Rizk tenta um terceiro mandato e enfrenta opositores influentes, em articulações que passam, sem nenhuma ligação direta, pela escolha do novo desembargador. OAB A escolha para a vaga no TJES se dará pela votação de toda a categoria dos advogados nos nomes inscritos, para ser formada uma lista com os 12 mais votados. Esta seguirá para o Conselho da OAB-ES, que reduzirá a lista para seis nomes, que serão encaminhados para votação pelos desembargadores, que escolherão, então, três nomes, dos quais o governador Renato Casagrande (PSB) definirá o ocupante da vaga. O ato desta sexta aconteceu durante a reunião do Conselho Seccional da OAB-ES, em Vitória. Na sessão, José Carlos Rizk Filho nomeou a comissão eleitoral do processo de inscrição da lista sêxtupla, que será presidida pelo conselheiro federal, Alessandro Rostagno, e terá como membros vogais o advogado Rodrigo Sanz Martins e a advogada Ana Paula Ferreira Peixoto. O edital para a abertura do procedimento para as inscrições no certame de escolha e preenchimento de vaga do Quinto Constitucional será publicado em breve e comunicado pela Ordem dos Advogados, segundo informou Rizk Filho.
Alex Wingler vai lançar pré-candidatura a prefeito de Itapemirim no fim do mês
Pré-candidato está de férias, mas ainda não se licenciou do cargo de secretário de Saúde de Cachoeiro Redes Sociais Alex Wingler, o Alex da Saúde (Podemos), marcou para o próximo dia 29 o lançamento de sua pré-candidatura a prefeito de Itapemirim, no litoral sul do Estado. O evento ocorrerá em um cerimonial localizado no bairro Jardim Paulista, às 16h30. Apesar disso, Wingler ainda não se licenciou do cargo de secretário de Saúde de Cachoeiro de Itapemirim, município vizinho no sul do Estado. Ele iniciou férias no último dia 3 de junho e deverá retornar ao cargo no mês que vem apenas para se despedir. Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), secretários municipais titulares que pretendem se candidatar a prefeito precisam se desincompatibilizar em até quatro meses de antecedência em relação ao pleito de 6 de outubro deste ano, prazo que venceu na quinta-feira passada (6) – o que não necessariamente se aplica a todos os casos. Questionado, Alex da Saúde argumentou que, como ocupa um cargo em um município e se candidatará em outro, não há conflito com a legislação. “Eu saí de férias, porque eu tinha umas vencidas, retorno dia 3 [de julho] e dia 4 [de julho] eu afasto. Não é obrigatório [se desincompatibilizar], mas eu quero caminhar, fazer campanha”, afirmou. Wingler também já atuou como secretário de Saúde em Itapemirim, de 2013 a 2016. Entre o fim de 2023 e o início de 2024, ele buscava se articular para garantir o apoio do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e da Rede Sustentabilidade à sua pré-candidatura, mas o ex-prefeito Thiago Peçanha, cassado em 2022, entrou na jogada, filiando-se ao PSB e colocando aliados na Rede. Mais recentemente, Wingler, Peçanha e o presidente da Câmara de Vereadores, Paulinho da Graúna (Republicanos) – este último, também pré-candidato a prefeito – dialogaram para tentar uma aliança, mas a tendência atual é que Alex e Paulinho sejam concorrentes em outubro. Além do pré-candidato a prefeito, o Podemos apresentará pré-candidatos a vereador do partido no evento do dia 29 de junho. Entre eles está Vaguinho, que ocupou uma cadeira na Câmara de Itapemirim em três legislaturas, de 2009 a 2020. Dos outros pré-candidatos, nenhum deles se elegeu anteriormente, e o discurso do Podemos é de investir em renovação na Câmara. Os nomes incluem Paulo Neto, Marquinho de Emílio, Lessinho, Hathos, Ozias, Vinícius da Saúde, Dinga Pavão, Ivan Siqueira, Abel, William, Beatriz, Zenaide, Lucia, Jusa, Érica, Manoela e Valdirene. A expectativa da sigla é de eleger pelo menos dois vereadores. A disputa majoritária deste ano em Itapemirim contará com a tentativa de reeleição do atual prefeito, Doutor Antônio (União), que disputou em 2022, num pleito suplementar, após a cassação da chapa de Peçanha. Outros pré-candidatos a prefeito do município incluem o vereador João Bechara (PSDB), o dentista Geninho Bechara (PDT) e o empresário bolsonarista Vinícius Viana (PL). Pré-candidatos a prefeito articulam chapa de oposição em Itapemirim Paulinho da Graúna, Alex Wingler e Thiago Peçanha tentam chegar a consenso; meta é ampliar aliança https://www.seculodiario.com.br/politica/pre-candidatos-a-prefeito-articulam-chapa-de-oposicao-em-itapemirim ‘Não existe possibilidade de Doutor Antônio ir para o Podemos’ Pré-candidato em Itapemirim, Alex Wingler demarca território contra atual prefeito https://www.seculodiario.com.br/politica/nao-existe-possibilidade-de-doutor-antonio-ir-para-o-podemos Alex Wingler articula aliança eleitoral com Rede e PSB em Itapemirim Psol, com quem a Rede tem federação, discorda de apoio a pré-candidato a prefeito pelo Podemos https://www.seculodiario.com.br/politica/alex-wingler-articula-alianca-eleitoral-com-rede-e-psb-em-itapemirim
Após nova negociação, greve nas instituições federais deverá continuar
Professores e técnicos reconhecem avanços do governo, mas não inclusão de reajuste em 2024 é entrave Foto Leitor Os professores de instituições federais de educação, em greve desde 15 de abril, se reuniram nesta sexta-feira (14) com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) para mais uma rodada de negociação. Apesar de o encontro ter sido considerado positivo pelos docentes, não foram discutidas questões relacionadas a reajuste salarial, e a tendência é de que a paralisação seja mantida. A coordenação capixaba do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe-Ifes), que representa técnico-administrativos em educação (TAEs) e professores do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), marcou uma assembleia para terça-feira (18), às 14h. Docentes e TAEs da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) também deverão discutir as propostas do governo durante a semana. Uma das promessas feitas pelo governo federal na reunião é a revogação da Portaria 983, de novembro de 2020, que regulamenta as atividades dos professores do ensino básico, técnico e Tecnológico (EBTT), cujo resultado foi o aumento da carga horária mínima. O governo também indicou que poderá revogar a Instrução Normativa 66, de setembro de 2022, que, na visão da categoria, dificulta a progressão múltipla, a qual ocorre quando há acúmulo de interstícios diferentes, nos quais não foram requeridas as progressões ou as promoções funcionais devidas. Segundo os ministérios, após revogar as normativas, deverão ser criados grupos de trabalho para a criação de novas regulamentações. Entretanto, o governo condicionou as mudanças ao encerramento da greve. Em vídeo publicado nas redes sociais, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) classificou o encontro como positivo, dizendo que o governo “reconheceu a força da greve”. O sindicato afirmou também que cobrou do governo a criação de um grupo permanente de trabalho para discutir as questões da carreira. No fim de maio, a última proposta do governo federal, apresentada no dia 15 daquele mês, foi rejeitada em assembleia da Associação dos Docentes da Ufes (Adufes). Os termos apresentados incluíram um reajuste salarial variável de 13,3% a 31,2% até 2026. Entretanto, os professores dizem não abrir mão de que haja algum percentual de reajuste já para este ano, e a gestão federal sinalizou apenas a partir do ano que vem. Os docentes ainda aguardam resposta do governo a uma contraposta da categoria. Nessa terça-feira, o governo também se reuniu com entidades representativas dos TAEs. Foi apresentada uma nova proposta com ganhos com progressão na carreira (steps), passando dos atuais 3,9% para 4% em janeiro de 2025 e para 4,1% em abril de 2026. De acordo com o MEC, o reajuste acumulado poderá variar de 26,8% a 46,5%, a depender do nível da carreira. Além disso, o tempo de progressão deverá diminuir de 18 para 12 meses. Entretanto, não há percentual previsto para 2024, uma das principais reivindicações das categorias em greve. Junto ao aumento nos salários, também foi proposto reajuste de 118% no auxílio-alimentação, que chegou a R$ 1 mil em 2024; e de 51% no auxílio-saúde e no auxílio-creche. O governo se comprometeu a criar um grupo de trabalho para aprofundar as questões relativas ao RSC. Outro ponto contemplado foi a revisão do Decreto nº 9.991/2019, que trata da gestão de pessoas na administração pública, permitindo que as instituições de ensino superior elaborem planos específicos. Representantes do Sinasefe-Ifes e do Sindicato dos Trabalhadores da Ufes (Sintufes) ouvidos por Século Diário consideraram que houve avanços na postura do governo, que se mostrou mais inclinado a negociar, mas as propostas ainda são consideradas aquém do desejado. Pautas Os técnico-administrativos da Ufes, que deflagraram greve em março, reivindicam reajuste salarial de 34,32%, divididos em cerca de 10% nos anos de 2024, 2025 e 2026. O Governo Federal também não acenou para essa possibilidade em 2024, jogando a questão para os próximos dois anos, com índices de 4,5%. Os servidores reivindicam ainda a reestruturação da carreira, já que vários cargos foram extintos, o que impossibilita a realização de concurso público. Os docentes e profissionais técnico-administrativos do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) também estão em greve por recomposição salarial, reestruturação de carreira para os técnico-administrativos e recomposição orçamentária e de pessoal. Já os docentes da Ufes reivindicam recomposição salarial de 22,71%, que pode ser dividida entre os anos de 2024, 2025 e 2026. A pauta inclui ainda o “revogaço” das medidas do Governo Bolsonaro, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 32, que trata da reforma administrativa, que ainda tramita no Congresso Nacional. Docentes do Ensino Básico Técnico e Tecnológico da Ufes também aderiram à greve. Já os alunos da universidade rejeitaram a paralisação, mas também têm lutado por pautas próprias. Professores e servidores de cerca de 60 universidades federais e de mais de 39 institutos federais de ensino básico, profissional e tecnológico estão em greve desde o dia 15 de abril. Balanços das entidades mostram que a paralisação alcança mais de 560 unidades de ensino de 26 unidades federativas. Greve: técnicos da educação reconhecem avanço em nova proposta do governo Ainda assim, entidades indicam que valores estão aquém do desejado; categoria realiza assembleias https://www.seculodiario.com.br/educacao/greve-tecnicos-da-educacao-reconhecem-avancos-em-nova-proposta-do-governo Servidores do Ifes farão protesto em Jucutuquara na próxima segunda – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/servidores-do-ifes-farao-protesto-em-jucutuquara-na-proxima-segunda Professores da Ufes rejeitam nova proposta do governo e greve continua Comando Nacional já havia recomendado que instituições recusassem os valores apresentados https://www.seculodiario.com.br/educacao/professores-da-ufes-rejeitam-nova-proposta-do-governo-e-greve-continua
PDT de Vitória mantém diálogo com Camila, João Coser e Capitã Estéfane
Junior Fialho considerou “muito boas” as reuniões e disse que Capitã Estéfane ofereceu a vice na chapa O presidente do PDT em Vitória, Junior Fialho, considerou “muito boas” as reuniões que manteve, separadamente, com a pré-candidata a prefeita pelo Psol, Camila Valadão, nessa quarta-feira (12); com o nome do PT, João Coser, nesta quinta-feira (13); e também com a Capitã Stéfane, pré-candidata pelo Podemos e atual vice-prefeita. Debateram questões relacionadas ao apoio do partido depois da desistência do ex-deputado Sergio Majeski de disputar a majoritária, alegando falta de estrutura para desenvolver a campanha. No encontro com a Capitã Estéfane, foi oferecido ao PDT a indicação da vice na chapa que ela lidera. “Como tem sido com todos os candidatos, a gente vai levar as propostas para discussão interna no partido”, disse Fialho, e destacou que a preocupação maior não é indicar a vice e sim participar das políticas do município e montar a chapa de vereador. “Não estamos atrás de cargo, isso é consequência de uma articulação. A gente quer contribuir”, enfatizou. “Conversamos sobre as candidaturas para vereador, que, para gente, é o foco principal [por ter ficado sem candidato a prefeito]. Falamos sobre questões que poderão ser formar lá na frente para vencer o “monstro”, afirmou Fialho, destacando que vai começar agora uma segunda rodada, desta feita com os pré-candidatos a vereador”. A ideia é democratizar para que todos tenham a oportunidade de conversar com os pré-candidatos”. O dirigente partidário também já havia se reunido, na terça-feira (11), com o pré-candidato Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Diálogo A deputada Camila Valadão apontou que “a gente vai seguir conversando”, ao comentar a reunião com Junior Fialho. “O PDT está em um processo de diálogo com sua base interna, com seus pré-candidatos e pré-candidatas a vereador, então a gente segue nesse caminho, a conversa foi positiva”, acrescentou. Para Camila, “a conversa com o PDT foi muito interessante e ficou nítido, a partir da fala do Fialho, que hoje a decisão em Vitória não passa pelo Palácio Anchieta, pelo governo do Estado; passa por Vitória mesmo, e isso já foi acordado dentro do partido, de que em Vitória haja essa autonomia nas definições das práticas eleitorais da cidade”. Durante o encontro, a parlamentar falou da importância de uma unidade no campo mais progressista. “Apresentamos um pouco do que a gente vem construindo para disputar as eleições, a nossa plataforma”, informou. Recuo A desistência de Sergio Majeski ocorreu na semana passada, um dia depois da escolha do ex-prefeito Luiz Paulo como pré-candidato de centro-direita, com a junção dos partidos PSDB-Cidadania, PSD, PSB, União Brasil e MDB. O ex-deputado se filiou ao PDT em abril deste ano. Majeski divulgou carta renunciando à pré-candidatura, alegando não poder “dar continuidade a um projeto sério e sólido apenas por sua conta e risco”. Ele também destacou o histórico de sua atuação tanto na política como no magistério, destacando que “não existe solução ou outro caminho fora da política”, mas sem o conhecido “toma lá, da cá!”. ‘PDT se identifica mais com Coser, diz presidente estadual do partido – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/pdt-se-identifica-mais-com-joao-coser-diz-presidente-estadual-do-partido Majeski alega dificuldades no PDT e desiste da pré-candidatura em Vitória – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/majeski-alega-dificuldades-no-pdte-desiste-da-pre-candidatura
Acordos e estratégias
Em Colatina, Renzo Vasconcelos define lançamento da pré-candidatura, e Luciano Merlo ainda não fechou alianças Ales/Redes Sociais Há meses em movimentações eleitorais, o ex-deputado estadual Renzo Vasconcelos, que comanda o PSD no Estado, vai oficializar seu palanque no próximo dia 22, às 9h, em festança no Clube Itajuby. A definição ocorre junto com a intensificação de críticas à gestão do prefeito, Guerino Balestrassi (MDB), com quem caminhou junto no pleito municipal passado, o que resume agora a “escolhas erradas”, apontando que nada do acordado foi cumprido – “atitudes, prioridades e velhas figuras políticas ressurgiram na administração pública”. Ele também tem feito vídeos de campanha sobre problemas específicos da cidade, já na estratégia de delimitar espaço até outubro deste ano. O evento deve consolidar a aliança com o Republicanos, comandado em Colatina por seu pai, Pergentino Júnior, o União Brasil e o Avante, que fecham o campo possível de composição para Renzo. Isso porque, uma possibilidade que chegou a circular nos bastidores, do PL se unir ao bloco, foi rechaçada nesta semana tanto pelo pré-candidato do partido, Luciano Merlo. “Nenhuma possibilidade”, cravou em relação à união com o PSD, dizendo que a negativa é, inclusive, uma ordem da Nacional. No atual cenário, o PL e Merlo seguem, até agora, sem composições definidas. Conversas foram realizadas apenas com o Novo e o PRTB, mas ainda sem martelo batido. A questão é minimizada pelas lideranças do partido, que assim como em outros municípios, têm defendido encarar o pleito sozinho. Desse lado, o esforço é ainda no sentido de nacionalizar a disputa, com as bandeiras bolsonaristas, o que já tem sido a máxima nas redes sociais. Melo vai no fluxo, na confiança da boa votação que teve em 2020, quando perdeu para Balestrassi por apenas 631 votos. Ele tentou se manter em campo, com uma disputa à Assembleia Legislativa, pelo PP, porém não emplacou. A conferir, os alcances do novo tabuleiro! PáreoNo caso do Novo, vale lembrar que o empresário Vinícius Bragato foi lançado na majoritária, lá atrás, em junho de 2023. Por ora, nada de recuo. Mas ainda pode passar muita água debaixo dessa ponte! Palanque cheioJá Balestrassi vai para a briga pela reeleição com uma frente ampla, que envolve, junto com o MDB, o PSB do governador Renato Casagrande, o Podemos, PDT, PP e PRD. Também se movimenta a torto e a direito, com aliados e parlamentares, aqui e em Brasília, para garantir a permanência na cadeira. Em abertoO projeto do PT, federado com o PCdoB e PV, que chegou a anunciar o ex-deputado Genivaldo Lievori, parece ter esfriado. A única possibilidade, neste caso, seria aderir ao palanque do prefeito. E Meneguelli?Liderança política mais do que representativa no município, o ex-prefeito e deputado estadual campeão de votos, Sergio Meneguelli, continua a emitir sinais confusos. Vice-presidente do diretório do Republicanos, não crava apoio a Renzo e, vez ou outra, ainda aparece em público dizendo que pode ser candidato. Meneguelli, não é novidade, sempre diz que tem aspirações ao legislativo, incluindo o Senado. MedidasA vice-prefeita de Vitória, Capitã Estéfane (Podemos), já registrou o Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia Civil contra o vereador Leonardo Monjardim (Novo), a quem acusa de violência política de gênero, depois de ser impedida de falar em evento na Câmara. Com o documento em mãos, ela acionou, na sequência, a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Federal (MPF). Medidas IIApós a devolutiva sobre o registro das denúncias nesses órgãos, Capitã Estéfane vai protocolar pedido de apuração e providências na própria Câmara de Vitória. Aí, veremos a postura dos colegas de plenário de Monjardim e do presidente da Casa, Leandro Piquet (PP). Votos dos fiéisA propósito, a vice-prefeita vai realizar o evento “Café com Pastores e Lideranças, nesta sexta-feira (14), às 15h, no Barro Vermelho. Ela é evangélica, mas entra, assim, numa área que tem sido alvo de altos investimentos do prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), com quem é rompida desde o início da gestão. Disco arranhadoO deputado estadual Danilo Bahiense (PL), definitivamente, só vai falar de Guarapari, onde é pré-candidato a prefeito, até as eleições de outubro. Todo dia é dia no plenário. Nas redes“Para onde o dinheiro público está indo? São vários meses de atrasos em salários, ticket alimentação, FGTS aos trabalhadores da empresa contratada da prefeitura de Vitória que cuidam de crianças nas creches e da limpeza em nossas escolas. Já acionamos o Ministério Público do Trabalho”. Vinícius Simões, vereador pelo PSB. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Peça do jogo Ao contrário de 2020, Magno Malta atua com antecedência para se consolidar como principal cabo eleitoral do PL https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/peca-do-jogo-1 Arranjos eleitorais Em Colatina, Renzo Vasconcelos larga com dois partidos aliados e fecha chapa de quatro vereadores em busca de reeleição https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/arranjos-eleitorais Espaços de 2024 – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/espacos-de-2024
MDB debate em Cariacica estratégias para as eleições municipais
Euclério Sampaio comanda encontro que reunirá todos os diretórios do partido Tendo como anfitrião o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, pré-candidato à reeleição, o MDB estadual realiza encontro neste sábado (15), das 8h30 às 12h30, na Matrix Hall, sob o comando do vice-governador, Ricardo Ferraço, e com a participação de lideranças do grupo de novos filiados, entre elas o ex-prefeito de São Mateus Amadeu Boroto, destaque em vídeo convite aos eleitores do município e pré-candidato a prefeito, apesar de estar na condição de inelegível até 2027. Na pauta, as estratégias para as eleições municipais de 6 de outubro, como parte das articulações do governador Renato Casagrande (PSB) e o vice, que se movimentam para eleger o maior número de prefeitos, visando às eleições de 2026. Desde outubro do ano passado, quando assumiu o comando do partido, Ricardo vem realizado novas filiações, isolando remanescentes do grupo do ex-presidente regional da legenda, Lelo Coimbra, ligado ao governador Paulo Hartung (sem partido). Uma das questões é a pré-candidatura do ex-prefeito Amadeu Boroto, tornado inelegível por decisão da Justiça Eleitoral em processo por improbidade administrativa. Seu palanque é tido como certo no mercado, com o apoio do governo, que rejeitou o nome do ex-deputado José Eustáquio de Freitas (PSB), atual presidente do Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado (DER), e, em consequência, reforçou as pretensões de Boroto, levado à direção municipal do MDB pelo vice-governador. “A rigor, nada foi alterado em relação à gestão de Rose de Freitas [ex-senadora que antecedeu Ricardo no comando do partido], inclusive, irregularidades cometidas por Rose, no que se refere ao descumprimento do estatuto, foram simplesmente ignoradas/mantidas”, comenta antigo membro do partido, enfatizando: “Ricardo Ferraço conserva pretensões políticas ao governo do Estado, de modo que o resultado das eleições municipais será o divisor de águas”. No encontro deste sábado, serão apresentadas capacitações sobre legislação eleitoral, comunicação e o papel das redes sociais, e projetos sobre como enfrentar os problemas climáticos que recentemente atingiram vários municípios. Participam integrantes da Executiva Estadual, filiados de todos 78 diretórios municipais e seus dirigentes, prefeitos e vereadores com mandato e pré-candidatos. Atualmente, o MDB conta com 12 prefeitos filiados no Estado, nos seguintes municípios: Alto Rio Novo (Luis Americo Borel), Baixo Guandu (Lastênio Cardoso), Cariacica (Euclério Sampaio), Colatina (Guerino Balestrassi), Ibatiba (Luciano Pingo), Irupi (Edimilson Meireles de Oliveira), Laranja da Terra (Josafa Storch), Mantenópolis (Hermínio Benjamin Hespanhol), Mucurici (Atanael Passos Wagmacker), Rio Bananal (Edmilson Santo Elisario), São Domingos do Norte (Ana Izabel M. de Oliveira) e Vargem Alta (Elieser Rabelo). O partido tem ainda sete vice-prefeitos, nos municípios de Alto Rio Novo (Manuel Maforte Hote), Ibatiba (Creziane Moreno Coelho Neves), Irupi (Paulino Lourenço da Silva), Iúna (Claudio Deps Almeida), Laranja da Terra (Florisvaldo Kester), Santa Maria de Jetibá (Florentino Lauvares) e Viana (Fabio Luiz Dias), além de 75 vereadores.