Macron convocou eleições antecipadas As eleições de 9/6, último domingo, para o Parlamento Europeu, renovam uma tendência de guinada à direita na Europa. Embora a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ainda acredite que o centro permaneça firme, é uma clara vitória do Partido Popular Europeu, conservador, se somando a isso resultados favoráveis à extrema direita, como o avanço da AfD na Alemanha, superando a coalizão do chanceler Olaf Scholz, o que provocou um pedido de antecipação de eleições na Alemanha, embora sendo improvável que ocorra. Essa impressão maior de avanço da direita mais radical se deu sobretudo na França e na Alemanha, e isto é preocupante, pois os dois países são os principais na fundação da União Europeia no Velho Continente, além de terem mais assentos no Parlamento Europeu. A França é a primeira força e a Alemanha é a segunda, e nos dois países houve um alargamento da direita antieuropeia. Na França, o presidente Emmanuel Macron convocou eleições parlamentares antecipadas para o final deste mês, uma vez que o partido de direita radical de sua rival Marine Le Pen alcançou vultosa vitória, isto é, a Agrupação Nacional teve o dobro dos votos do partido centrista Renascimento, do presidente Macron. Esta convocação de Macron é uma manobra arriscada para ele próprio, mas uma tradição no parlamentarismo europeu. Portanto, significa a dissolução da Assembleia Nacional eleita em 2022 de perfil mais à esquerda. O euroceticismo volta a vencer, e isso contra uma representação política dada na supercoalizão em que historicamente dominam social-democratas e a democracia cristã. Há, então, um centro que se desloca para a direita com o ultraconservadorismo, o que se traduz na perda de votos da direita liberal, que chamam de centro, para uma extrema direita, que é na verdade o ultraconservadorismo deixando o liberalismo democrático cosmopolita e aderindo a nacionalismos anti-imigração, ao passo que ainda há uma força considerável de um conservadorismo europeísta, chamado de centro pró-europeu. Quanto ao crescimento da direita radical na Europa, a Itália é governada desde 2019 por uma coalizão liderada por Giorgia Meloni e seu partido ultranacionalista Irmãos da Itália. Na Holanda, o Partido da Liberdade (PVV), de Geert Wilders, venceu as últimas eleições nacionais, e defende a saída do país da União Europeia e dificulta a vida de imigrantes. Contudo, em países nórdicos, em que houve um recente avanço de partidos da extrema direita, os resultados foram positivos para partidos de esquerda e ecologistas nessas eleições de domingo, com um enfraquecimento dos partidos de extrema direita nestes países. Os destaques foram a ecossocialista Aliança de Esquerda, da Finlândia, o Partido Popular Socialista da Dinamarca, e o Partido de Esquerda da Suécia. Estes resultados vão na contramão do triunfo ultranacionalista da direita radical, pois, citando por alto o jornal francês Le Monde, estes setores extremistas foram “varridos pela esquerda” no norte da Europa. Na Finlândia, a centro-direita teve a dianteira, com o Partido da Coalizão Nacional, mas a esquerda veio em seguida, com o Aliança de Esquerda. Na Dinamarca, o Partido Popular Socialista triunfou em primeiro lugar e, na Suécia, o Partido Verde ficou em terceiro lugar, crescendo de tamanho. O Partido de Esquerda avançou e a queda veio do partido anti-imigração Democratas Suecos, que sustenta o governo de Ulf Kristersson, cuja expectativa era ultrapassar o conservador Partido Moderado, ficando como segundo maior partido do país, mas isto não ocorreu, e depois de uma ascensão medonha, pois este partido surgiu de um grupo neonazista, criado em 1988, e que ficou durante anos à margem da política sueca. O resultado fraco dos partidos da coalizão de Olaf Scholz, por sua vez, se deve sobretudo à dificuldade do governo alemão de exercer uma liderança na Europa, que foi exercida brilhantemente no período de Angela Merkel. Por sua vez, a AfD continua influente nos estados da Turíngia, Saxônia e Brandemburgo, onde a questão da imigração é mais problemática do que no oeste alemão, pois as regiões da ex-Alemanha Oriental foram mais fechadas politicamente no período de domínio socialista e herdaram limitações socioeconômicas mais graves que as regiões que pertenceram à Alemanha Ocidental. A questão da perda de memória de um segmento da população em relação ao passado histórico da Alemanha explica, portanto, apenas uma parte da ascensão da extrema direita no leste do país, embora o alerta fique ligado justamente por este passado terrível. As eleições realizadas no último domingo definem tanto a nova composição do Parlamento Europeu como terão influência na escolha de líderes para os principais cargos da União Europeia, tais como os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu. Mesmo com o crescimento da direita radical no Parlamento Europeu, a expectativa é de que os partidos centristas de esquerda e de direita mantenham maioria, dando continuidade em políticas importantes neste período de incerteza geopolítica que atravessa o continente europeu, como a guerra da Ucrânia e o crescente avanço chinês. A União Europeia, por fim, enfrentará desafios como o equilíbrio fiscal, a competitividade industrial e investimentos na defesa e em tecnologias verdes. Com os casos da França e da Alemanha, que são os países com mais assentos no Parlamento Europeu, a representação da extrema direita na Câmara de Estrasburgo será favorecida, e no caso alemão, o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) ficou em segundo lugar, superando a coalizão do chanceler Olaf Scholz. Apesar dos escândalos de extremismos, corrupção e espionagem do AfD, o resultado do partido é considerável. No caso alemão, os social-democratas e os verdes sofreram uma derrota importante, incluindo o terceiro membro desta coalizão, os liberais de livre mercado. Junto à Guerra da Ucrânia, que despertou o populismo de direita e de esquerda, temos na Europa um forte sentimento anti-imigração contra muçulmanos. Sendo um assunto mais espinhoso para partidos majoritários como os social-democratas ou a democracia cristã, esta pauta avançou e ganhou vulto com partidos radicais de direita como o AfD na Alemanha, o Vox na Espanha e o Agrupação Nacional na França. Portanto, aqui temos a mudança do eixo econômico para o cultural nas eleições europeias e nacionais do continente europeu. Por fim, há um contraste entre a
MDB e PSDB reforçam pré-campanha de Lucas Scaramussa em Linhares
Deputado integra a base do governo e conta com apoio de lideranças como Ricardo Ferraço e Mazinho Um evento para debater o potencial de desenvolvimento do norte do Estado, nesta quinta-feira (13), representa, no contexto político, a largada da pré-candidatura do deputado estadual Lucas Scaramussa (Podemos) na disputa à Prefeitura de Linhares nas eleições deste ano. O encontro, no auditório da Universidade Aberta do Brasil (UAB), com início às 18 horas, terá a participação de lideranças políticas. Destaques para o vice-governador, Ricardo Ferraço, presidente estadual do MDB e secretário de Desenvolvimento Econômico, e do deputado estadual Mazinho dos Anjos (PSDB), que chancela o convite, além do presidente da Petrocity, José Roberto; e a especialista em captação e incentivos fiscais, Maria de Fátima Lubiana. Scaramussa é o nome do governo em Linhares, para enfrentar o atual prefeito, Bruno Marianelli, que deixou o MDB e se filiou ao Republicanos, levado a mudar de partido pelo ex-prefeito Guerino Zanon, hoje no PSD. O ex-prefeito apoia a reeleição do seu antigo vice e, apesar de derrotado na disputa ao governo do Estado em 2022, ainda exerce grande influência no eleitorado, principalmente no diretório local do MDB, sua antiga legenda. Concorrem, também, o empresário Maurinho Rossoni (PL), da base bolsonarista, e o ex-prefeito de Linhares e ex-deputado federal José Carlos Elias (PT). O nome de Elias foi lançado em 15 de abril, em ato com grande participação de movimentos sociais. No entanto, ele depende de liberação da Justiça para disputar, já que ainda é considerado inelegível, resultado de condenação por improbidade administrativa. Nesse cenário, o governo trabalha para ampliar sua influência eleitoral no município, trincada desde as eleições de 2022, com o rompimento de Zanon, que saiu do MDB para o PSD e renunciou ao cargo. Marianelli, seu vice na época, ocupou o lugar. Daí se explica a participação do vice-governador e de Mazinho dos Anjos, que assim como Scaramussa, é da base do governo na Assembleia Legislativa.
Carlos Casteglione inicia preparativos para plano de governo em Cachoeiro
Pré-candidato este ano, ex-prefeito petista deixou subsecretaria estadual na semana passada para se dedicar à campanha Redes Sociais A Federação Brasil da Esperança – formada por Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – realizará uma reunião nesta sexta-feira (14), em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado. A pauta será a criação de uma comissão para elaborar o plano de governo de Carlos Casteglione (PT), ex-prefeito e novamente pré-candidato este ano. Na semana passada, Carlos Casteglione deixou o cargo de subsecretário de Estado do Trabalho, Emprego e Geração de Renda, que ocupava desde 2022. Ele se diz firme no propósito de tentar retornar ao Poder Executivo cachoeirense, mesmo que o governador apoie a pré-candidata governista Lorena Vasques (PSB). Questionado se atenderia a uma eventual solicitação do governador para deixar a disputa, Casteglione descartou a possibilidade. “Não creio que haveria tal pedido”, afirmou o agora ex-subsecretário. Carlos Casteglione foi prefeito de Cachoeiro em dois mandatos, de 2009 a 2012 e de 2013 a 2016. Nas duas disputas majoritárias em que se saiu vencedor, desbancou concorrentes que eram considerados favoritos. Na primeira vez, ganhou do ex-prefeito e atual deputado estadual Theodorico Ferraço (PP), que poderá enfrentar novamente em outubro deste ano. Na segunda, venceu Glauber Coelho (falecido em 2014), irmão do atual prefeito, Victor Coelho (PSB). O ex-prefeito também foi deputado estadual por um mandato e meio, de 2003 a 2008. Em 2018, se candidatou novamente ao cargo, mas não conseguiu se eleger. Casteglione ocupou, nos últimos anos, cargos na administração estadual, tanto no terceiro mandato de Paulo Hartung (sem partido) quanto nas duas gestões de Renato Casagrande. Com pré-candidatura lançada oficialmente no início de março, Casteglione já ganhou o apoio da federação formada por Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e Rede Sustentabilidade. Ao contrário de outros pré-candidatos, o prefeito tem falado pouco de eleições em postagens nas redes sociais, evitando críticas diretas a Victor Coelho – em janeiro, afirmou para Século Diário que o atual prefeito “faz um governo razoável”. Casteglione também tem aparecido nos lançamentos de outras candidaturas da região, como a de Vaval (PT), pré-candidato a prefeito de Mimoso do Sul, e Jéssica Grillo, pré-candidata a vereadora de Cachoeiro – os dois eventos ocorreram no último sábado (8). Cenário eleitoral O advogado Diego Libardi (Republicanos) realizará um evento de lançamento da sua pré-candidatura a prefeito na próxima segunda-feira (24), às 19h, em um espaço de festas de Cachoeiro. Libardi tem o apoio dos deputados estaduais Allan Ferreira (Podemos) e Dr. Bruno Resende (União), e a ex-secretária de Desenvolvimento Social Márcia Bezerra (PRD) é uma das figuras cotadas para ser vice em sua chapa. Diego Libardi deverá contar com uma aliança de seis partidos: Republicanos, União Brasil, Podemos, Agir, Partido Renovação Democrática (PRD) e Partido Social Democrático (PSD). Entretanto, ainda há dúvidas sobre o posicionamento do Podemos, tendo em vista que seu presidente estadual, o deputado federal Gilson Daniel, não quer a sigla apoiando uma candidatura contrária aos planos do governo do Estado. Theodorico Ferraço, por sua vez, participou nessa quarta-feira (12) de uma reunião sobre o valor do Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU) e da Taxa de Lixo na Câmara de Vereadores. Ferraço tem criticado a tendência de aumento dos dois tributos e defende revisões. Para as eleições, ele se articula com o Novo e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Por enquanto, o ex-prefeito ainda não anunciou oficialmente o seu vice, como prometeu no fim de maio. O “jovem” que ocupará a sua chapa poderá ser o vereador Júnior Corrêa (Novo), que tem feito mistério sobre a sua participação nas eleições, tendo também elogiado Diego Libardi recentemente. No campo governista, Lorena Vasques (PSB) deixou as secretarias municipais de Obras e de Manutenção e Serviços, na semana passada, para ser lançada oficialmente pré-candidata a prefeita, dando fim às especulações que perduravam desde o segundo semestre do ano passado. O Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) têm sinalizado com apoio a Lorena. Na extrema direita, o vereador Léo Camargo (PL) se viu obrigado a entrar na disputa majoritária deste ano, tendo em vista que Júnior Corrêa anunciou sua desistência em fevereiro e logo depois deixou o Partido Liberal (PL). Rede e Psol confirmam apoio a Carlos Casteglione em Cachoeiro Pré-candidato do PT a prefeito avança em articulações para unificação da esquerda nas eleições municipais https://www.seculodiario.com.br/politica/rede-e-psol-confirmam-apoio-a-carlos-casteglione-em-cachoeiro ‘Minha motivação é o presidente Lula’ Carlos Casteglione é oficializado como pré-candidato a prefeito de Cachoeiro pelo PT https://www.seculodiario.com.br/politica/minha-motivacao-e-o-presidente-lula ‘Victor Coelho faz um governo razoável’, afirma Carlos Casteglione Petista fala sobre pré-candidatura a prefeito de Cachoeiro, mas evita críticas ao atual mandatário https://www.seculodiario.com.br/politica/victor-coelho-faz-um-governo-razoavel
Mulheres capixabas se mobilizam contra PL que equipara aborto a homicídio
Tramitação do projeto em regime de urgência foi aprovada na Câmara dos Deputados nessa quarta-feira A Frente pela Legalização do Aborto do Espírito Santo (Flaes) e o Fórum de Mulheres do Espírito Santo (Fomes) darão início a mobilizações contra o Projeto de Lei (PL) 1904/2024, cuja tramitação em regime de urgência foi aprovada nessa quarta-feira (12), na Câmara dos Deputados. Estão programadas, até o momento, atividades no próximo domingo (16), em frente à Assembleia Legislativa; na segunda-feira (17), na Praça Costa Pereira, Centro de Vitória; e na terça-feira (18), no Cine Metrópoles, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), campus de Goiabeiras. O PL equipara o aborto realizado após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples, inclusive nos casos de gravidez resultante de estupro. A proposta altera o Código Penal, que hoje não pune o aborto em caso de estupro e não prevê restrição de tempo para o procedimento nesse caso. O código também não pune o aborto quando não há outro meio de salvar a vida da gestante. A integrante da Frente pela Legalização, Leilany Santos Moreira, afirma que, a partir das 13h, manifestantes estarão em frente à Assembleia para fazer panfletagem, colar cartazes e fazer falas com o intuito de dialogar com a população sobre o PL. “Querem nos tirar um direito garantido com muita luta. Nossos corpos são violentados todos os dias, e em 23 segundos, que foi o que durou a votação, colocam nossas vidas em jogo. Estão querendo barganhar com o Governo Federal usando a vida das mulheres e meninas”, diz Leilany, referindo-se à fala do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL/RJ), autor do PL, que afirmou que o projeto será um teste para provar se é verdade o compromisso assumido por Lula com os evangélicos, em carta apresentada durante as eleições 2022. Na segunda-feira, na Praça Costa Pereira, haverá, das 11h às 13h, uma banca de diálogo, na qual as pessoas poderão conversar e tirar suas dúvidas sobre o projeto de lei. Na terça-feira, no Metrópoles, acontecerá o Cine Debate, com exibição do filme Levante. O horário ainda não foi definido. O longa- metragem conta a história de Sofia, uma jovem atleta que, às vésperas de um campeonato de vôlei decisivo para sua carreira, descobre estar grávida. Ela decide interromper a gravidez de forma clandestina, mas encontra a resistência de um grupo fundamentalista que a tacha de pecadora e tenta detê-la. Entretanto, por outro lado, ela conta com uma vasta rede de apoio. O projeto foi assinado por mais de 30 parlamentares, entre eles, Gilvan da Federal (PL) e Evair de Melo (PP), ambos da bancada capixaba. A proposta ficou conhecida como PL da Gravidez Infantil, já que as meninas são consideradas as mais prejudicadas caso seja aprovado, pois, entre as pessoas que procuram abortamento legal acima de 22 semanas em caso de estupro, há um número considerável de crianças vítimas de abuso sexual. Isso porque, nessas situações, há mais demora em descobrir a gestação. “O que a extrema direita quer, não é proteger as crianças, mas proteger quem comete violência contra elas”, critica Leilany. Para barrar o projeto, foi criada a Campanha Criança Não é Mãe, que coleta assinaturas para pressionar as lideranças da Câmara dos Deputados. De acordo com dados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública, contidos no site, 74,9 mil pessoas foram estupradas no Brasil em 2022, sendo 88,7% do sexo feminino. Desse total, 6 a cada 10 tinham, no máximo, 13 anos. Dados do Datasus, também expostos pela campanha, apontam que, em 2019, 72 gestações foram interrompidas legalmente em crianças e adolescentes menores de 14 anos. Em 10 anos, ou seja, no período entre 2013 e 2022, a média de nascidos vivos de meninas menores de 14 anos foi de 21,9 mil por ano. Ou seja, a cada ano, mais de 20 mil meninas deixaram a infância ou a adolescência para viverem a maternidade. Dessas, mais de 70% eram negras. Em 2020, o caso de uma menina de 10 anos, de São Mateus, norte do Estado, ganhou repercussão nacional após a negativa do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), o Hospital das Clínicas, de fazer o abortamento legal, alegando despreparo técnico. A criança estava grávida de um tio que a estuprou. A saída encontrada foi ser encaminhada para Recife, Pernambuco, onde a gravide foi interrompida. Em todo o Brasil, inclusive no Espírito Santo, grupos que se autointitulavam pró-vida se articularam para impedir a interrupção da gravidez. Por outro lado, muitos também se mobilizaram para garantir o direito da criança. No Estado, a Frente pela Legalização do Aborto divulgou uma nota assinada por cerca de 50 entidades do Espírito Santo, de outros estados e do exterior, na qual defendiam que a interrupção da gravidez da menina estava amparada pelo artigo 128 do Código Penal, pois se enquadrava nas duas hipóteses de abortamento legal previstas. O Fórum de Mulheres do Espírito Santo, juntamente com a Flaes, também realizou um ato, no Hucam, para reivindicar estrutura digna de atendimento para abortamento legal, em Vitória, às mulheres, meninas, homens trans e pessoas não binárias. Com ursinhos de pelúcia nas mãos, simbolizando a infância, as manifestantes recordaram não somente a menina de São Mateus, mas tantas outras crianças vítimas de violência sexual. ‘Estamos brigando para não retroceder, em vez de debater a descriminalização’ PL apoiado por Gilvan e Evair de Melo na Câmara Federal proíbe aborto mesmo em casos de estupro https://www.seculodiario.com.br/direitos/a-gente-esta-brigando-para-nao-retroceder Mulheres protestam no Hucam contra recusa em interromper gravidez de criança Além de estrutura digna de atendimento, Fórum reivindica aborto legal, seguro e gratuito https://www.seculodiario.com.br/saude/mulheres-protestam-no-hucam-contra-recusa-do-hospital-de-interromper-gravidez-de-menina-estuprada-pelo-tio
Audiência do caso Luisa Lopes está marcada para 1º de julho
Expectativa da mãe da vítima é que as testemunhas compareçam, ao contrário do que ocorreu na primeira audiência Está marcada para o dia 1º de julho, a segunda audiência de instrução do caso Luisa da Silva Lopes, modelo que morreu em frente ao Clube dos Oficiais, em Camburi, Vitória, após ser atropelada por Adriana Felisberto Pereira, corretora de imóveis que dirigia embriagada. A proximidade da data, segundo a professora Adriani Luiza da Silva, mãe da vítima, tem causado muita ansiedade, já que sua expectativa é de que as três testemunhas do caso compareçam, ao contrário do ocorrido na primeira audiência, em outubro do ano passado. Facebook “Espero que estejam lá para que a justiça seja feita”, diz Adriani, destacando que as testemunhas foram convocadas para ambas audiências. Adriani se queixa da morosidade da justiça no caso, que, acredita, “não é exceção, é regra”. A ansiedade, afirma, não é somente por causa da expectativa diante da presença ou não das testemunhas, mas porque a audiência a faz reviver a perda da filha. “Luisa era uma pessoa que tinha um futuro pela frente, interrompido por uma motorista embriagada que tem que pagar pelo que fez. Se não pagar, a gente não vai mais acreditar na justiça terrena”, destaca. Apesar de cada passo do processo fazer Adriani relembrar o momento da perda, hoje ela afirma conseguir lembrar de Luisa com felicidade, não somente com dor. Entretanto, ainda assim, considera difícil conviver com a morte da filha. “Tento não deixar a ansiedade tomar conta. Estamos tentando levar adiante. Tenho que aprender a lidar com isso, eu sei, mas é complicado. O gatilho sempre vem com uma audiência, com uma lembrança qualquer”, relata a professora, que continua licenciada, pois ainda não conseguiu retornar ao trabalho. O crime ocorreu em abril de 2022. Em dezembro do mesmo ano, Adriana Felisberto foi denunciada à Justiça pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Entretanto, não foi pedida sua prisão, o que foi contestado pela mãe da vítima. “Diante de tantas provas, meu sentimento é de indignação”, desabafou na ocasião. Além das provas de que a corretora foi responsável pelo atropelamento, Adriani recordou as palavras ditas pela mulher que atropelou sua filha, que se preocupou muito mais com o estado em que se encontrava seu carro do que com a vítima, inclusive, referindo-se a Luisa com frieza e discriminação, ao proferir frases como “ela provavelmente era uma empregada doméstica sem importância” e “não quero saber dela, não”. A promotoria ratificou os argumentos levantados na investigação policial, quando a Polícia Civil (PC) chegou à conclusão de homicídio doloso duplamente qualificado, levando em consideração questões como o estado de embriaguez da motorista, o fato de dirigir em alta velocidade, a frieza em torno da morte causada, e o clamor social diante da morte da vítima, uma vez que houve protestos, sinalizando, entre outros pontos, que ela era uma “pessoa de bem”. A PC representou pela prisão preventiva da indiciada e suspensão de seu direito de dirigir. A conclusão do inquérito e a representação foram enviadas para o MPES. A motorista, pela investigação, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão. A Promotoria alega que não pediu a prisão “porque a liberdade dela não oferece riscos, além de levar em consideração que a mulher que cometeu o crime tem residência, emprego, é ré primária, genitora de criança em tenra idade, e faltam evidências de que não esteja cumprindo as medidas cautelares definidas em audiência de custódia no dia seguinte ao crime”. Como o crime aconteceu Segundo a Polícia Civil, Adriana saiu da Serra rumo a um bar em Jardim Camburi. A pessoa que a acompanhava e que era sua carona no carro afirmou, durante as oitivas, que elas beberam água e comeram caranguejo. O estabelecimento não conta com câmeras de videomonitoramento, mas esse relato pôde ser desmentido por meio de imagens postadas nas redes sociais e da comanda. No Instagram, Adriana postou uma foto no local onde é possível ver caranguejos e um copo de cerveja. Na comanda, consta a consumação de cerveja, e não de água. Em seguida, elas foram para um bar no Triângulo, na Praia do Canto. Novamente, a pessoa que a acompanhava conta uma versão inverídica, afirmando durante as investigações que Adriana tomou somente dois goles de cerveja e parou, por não estar se sentindo bem. Entretanto, as câmeras de videomonitoramento mostram que ela levou o copo de cerveja à boca 23 vezes em cerca de 30 minutos. O consumo da cerveja é comprovado também por meio da comanda. Ainda é possível verificar, por meio das imagens fornecidas pelo estabelecimento, que Adriana e a pessoa que a acompanhava começaram a interagir com a mesa ao lado. Em um certo momento, um homem que estava nessa mesa levanta e oferece vodka para a corretora de imóveis. Ela não somente toma quando ele a oferece pela primeira vez, mas também em outras ocasiões, pois ele ofereceu mais de uma vez, e ela também solicitou a bebida algumas vezes. Ao todo, segundo a PC, ela levou o copo de vodka à boca 24 vezes durante o período em que este no bar. Inclusive, o último gole foi cerca de 10 minutos antes do atropelamento. Na cena do crime, a Avenida Dante Michelini, constatou-se, de acordo com a PC, que a motorista estava em alta velocidade, dirigindo a 72 km/h em um local cuja velocidade máxima é de 60 km/h. Luisa foi projetada a uma distância de 40m, e sua bicicleta, a 51m. Foi constatado, ainda, que a vítima, no início da travessia na faixa de pedestre, tentou desviar do veículo, que vinha em alta velocidade, mas não obteve êxito. Quando o crime aconteceu, foi ventilada a possibilidade de um terceiro veículo envolvido, que teria atropelado Luisa e, depois, colidido no carro de Adriana, uma vez que a lateral do automóvel da corretora estava amassada. Entretanto, foi descartada essa hipótese, sendo o amassado na lateral resultado de algum outro acidente. A causadora do atropelamento estava com sua capacidade psicomotora alterada não somente por causa das bebidas
Ação de improbidade envolve prefeitura de Muniz Freire e secretário de Cachoeiro
Prefeito Dito Silva, secretários e empresa são acusados de conluio pelo MP em contrato para contenção de encostas Redes Sociais O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) ingressou com uma ação de improbidade administrativa em Muniz Freire, no sul do Estado, relativa a obras de contenção de encostas. Segundo o órgão ministerial, houve “um conluio” para garantir a contratação de uma empresa específica, que envolveria o prefeito de Muniz Freire, Dito Silva (PSB); o ex-secretário de Obras do município, Vinnicius Pinheiro Gonçalves; o secretário de Obras de Cachoeiro de Itapemirim, Rodrigo de Almeida Bolelli; e a empresa Protect Planejamento e Empreendimentos Imobiliários. A petição inicial foi protocolada no último dia 21 de maio pelo promotor Elion Vargas Teixeira. Na última quinta-feira (6), o juiz Marcelo Mattar Coutinho determinou, em caráter liminar, a suspensão dos pagamentos para a Protect. Entretanto, o juiz recusou o pedido do MPES para tornar indisponíveis os bens dos acusados, por considerar o processo ainda prematuro. O Ministério Público afirma que o prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 9,9 milhões, por conta do contrato original, assinado em 2022, e de seus aditivos. De acordo com a petição inicial, a qual Século Diário teve acesso, a prefeitura de Muniz Freire decidiu aderir a uma ata de registro de preços da prefeitura de Cachoeiro, direcionada à contratação de serviços de proteção de taludes e muros de contenção. A legislação brasileira permite que entes públicos façam a adesão a uma ata de registro de preços alheia. O procedimento, também conhecido como “carona”, é uma forma de evitar a burocracia inerente aos processos licitatórios tradicionais. Entretanto, no caso em questão, a prefeitura de Muniz Freire não fez estudo técnico preliminar, como aponta o Ministério Público. Na petição, o promotor afirma que a ata de registro de preços da prefeitura de Cachoeiro “foi alicerçada em estudos previamente realizados pela Defesa Civil de Cachoeiro de Itapemirim, com base nas localidades do município e os quantitativos especificados no anexo ao edital, sendo clara a inviabilidade de adesão por parte de outros órgãos não participantes, haja vista se tratar de serviço individualizado, pautados nas condições próprias do município”. O serviço contratado em Cachoeiro se refere a áreas de risco em 23 bairros, enfatiza o MPES, e o trabalho em Muniz Freire foi realizado em um único local, resultando em sobrepreço. Ainda de acordo com o Ministério Público, o projeto para Muniz Freire é datado de abril de 2021, e a vistoria inicial da encosta, de junho de 2022, “não sendo possível assegurar que transcorrido o período superior a um ano, a encosta estaria em mesmas condições”. A petição apresenta o pedido de adesão do prefeito de Muniz Freire à ata de Cachoeiro, assinado em 13 de julho de 2022, no qual Dito Silva afirma que “a situação aqui é de uma extrema gravidade, alhures na medida em que vidas podem ser ceifadas dadas as peculiaridades e circunstâncias que foram alinhadas em vários laudos, documentos e fotos apresentados”. Mais à frente, o prefeito fala que constatou “a olho nu” a similaridade dos terrenos de Cachoeiro e Muniz Freire. “Ora, é inconcebível que a contratação de um serviço público de grande complexidade, tal como obras de engenharia envolvendo encostas, que coloca em risco a população de Muniz Freire, no qual exigem um planejamento minucioso por equipe de especialistas, seja realizada com fundamentação em manifestação do chefe do executivo municipal, sem especialização na área e cuja a constatação se fundamenta em observações ao ‘olho nu’” criticou o promotor. Para o Ministério Público, o então secretário de Obras de Muniz Freire, Vinnicius Pinheiro Gonçalves, agiu com dolo (intenção), na medida em que alegou “vantajosidade” no procedimento de adesão. Ao contrário, diz o MPES, a decisão “apenas aumentou o prejuízo aos sofres públicos, vez que resultou na formalização de dois aditivos para reequilíbrio econômico-financeiro que, somados, alcançam o valor de R$ 2.435.202,31”. Em relação à participação de Rodrigo Bolleli, o MPES aponta que o secretário de Obras de Cachoeiro deu autorização para adesão em 100% dos itens da ata de registro de preços, sendo que a legislação brasileira limita esse procedimento a 50%. O promotor Elion escreve que Bolleli agiu dessa forma “visando beneficiar a empresa Protect Planejamento e Empreendimentos”, contratada em “conluio” com Dito Silva e Vinnicius Pinheiro. Elion ressalta, ainda, que a empresa iniciou os trabalhos e começou a receber os pagamentos antes mesmo da assinatura do contrato. A autorização para a adesão da ata ocorreu em 21 de julho de 2022, sendo efetivada em 1º de novembro, e a contratação ocorreu em 22 de dezembro do mesmo ano – mais de 90 dias depois da publicação da ata de Cachoeiro, superando o prazo estabelecido por lei. “Ora, Excelência, indiscutível a existência de dolo na conduta dos requeridos, haja vista que, aliados a todas as irregularidades praticadas para direcionamento da contratação, antes mesmo de formalizado o contrato, a empresa contratada já havia iniciado a sua execução e requerido o pagamento da 2ª medição da obra”, destaca o promotor na petição, ressaltando também que a Protect tem vários contratos com a prefeitura, num montante de mais de R$ 18 milhões. Dito Silva foi eleito para o seu primeiro mandato em 2020, pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), e deverá tentar a reeleição este ano pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). No último dia 23 de abril, sua vice, Doutora Mariana (PSD) – também apontada como pré-candidata a prefeita -, renunciou a ao cargo, alegando ter sido escanteada desde o início do mandato, mencionando também “fatos mais graves” recentes. Rodrigo de Almeida Bolelli foi nomeado pelo prefeito de Cachoeiro, Victor Coelho (PSB), como secretário municipal de Obras em 2 de novembro de 2021. Em agosto do ano passado, foi rebaixado a secretário executivo da pasta para dar lugar a Lorena Vasques (PSB), que permaneceu como secretária interina até o início desse mês. Com a saída de Lorena para assumir a pré-candidatura a prefeita, Bolelli retomou o posto de chefe da secretaria. Ele também atua como segundo secretário do diretório municipal do PSB de Itapemirim, o qual presidiu até o início
Peça do jogo
Ao contrário de 2020, Magno Malta atua com antecedência para se consolidar como principal cabo eleitoral do PL Redes Sociais Vídeos em que demarca os palanques e bandeiras de campanha das eleições deste ano, sozinho ou acompanhado dos pré-candidatos do PL; pedidos de votos nos municípios; reforço do mantra de que o partido terá disputa majoritária em todas as 78 cidades capixabas; refutação de alianças; e críticas a demais legendas de direita. O enredo é do senador Magno Malta, presidente estadual do PL, e se espalha cada vez mais pelas redes sociais, na estratégia de se consolidar, com antecedência, como principal cabo eleitoral dos nomes apresentados pelo partido no Estado. Um cenário bem diferente de 2020, quando Magno, ainda na ressaca de uma derrota à reeleição de virada, somado a escândalo judicial que repercutiu pelo País e à falta de espaço de destaque no então Governo Bolsonaro (PL), só entrou na campanha aos 45 minutos do segundo tempo, mesmo assim de forma quase imperceptível, e saiu amargando resultados pífios, espaço que agora pretende recuperar, mesmo que o PL caminhe isolado em algumas cidades. “Sozinho, como? Temos nós por nós!”, exaltou em um dos vídeos recentes, valorizando 100% o passe do PL e da “marca Bolsonaro”. Pior que 2020, tem como ficar? Veremos o que dirá o jogo… Sem recuoNo mesmo cenário, sua casa, Magno gravou esses dias ao lado dos pré-candidatos a prefeito na Serra, o vereador Igor Elson, e em Colatina (noroeste do Estado), Luciano Merlo. O contexto foi semelhante: são “fake news” e “conversa fiada” comentários de que ambos podem recuar da pré-candidatura ou ser vice de alguém. Sem recuo IINa Serra, o nome que transita no mesmo eleitorado é o deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos). Em Colatina, o recado seria para afastar especulações de que Merlo poderia se unir ao ex-deputado estadual Renzo Vasconcelos (PSD) na briga contra o prefeito, Guerino Balestrassi (MDB). Mais umNesta sexta-feira (14), o partido lançará mais um palanque à prefeitura, às 19h. Trata-se de Gerson Marques, em Sooretama. O “time Bolsonaro” comparecerá em peso: coronel Alexandre Ramalho, Igor Elson, e os deputados Lucas Polese e Callegari. ApostasEssa tem sido, aliás, a outra estratégia do grupo. Além de imprimir a “marca Magno” após a campanha vitoriosa de 2022 – obteve 821 mil votos, para a única cadeira vaga -, garantir ligações de Bolsonaro nos eventos eleitorais e colocar as lideranças para participar e fazer volume nas redes sociais, com vídeos e repetidas mensagens de apoio. Nas encolhasNo pleito municipal passado, vale lembrar, Magno só comemorou a vitória do afilhado político, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que disputou o segundo turno com João Coser (PT). Mas durante a campanha, Pazolini não abraçou seu nome publicamente. BaixasO candidato do PL na Capital era Halpper Luiggi, que atingiu só 0,58% dos votos. Alexandre Xambinho (hoje no Podemos), somou 5,62% na Serra, e Jonas Nogueira, em Cachoeiro de Itapemirim, 10,70%. Em São Mateus, o pastor Nilis Castberg atingiu 4,61%; Coronel Wagner em Vila Velha, 6,73%; Pedro Nunes em Castelo, 1,97%; e Rikelme Kruguer, em Domingo Martins, 1,08%. Em Vargem Alta, Luciano Quintino bateu 16,07%. Bloco dos 6Agora falando do PT…na reunião da Nacional dessa segunda-feira (10), que define os palanques pelo País, não houve mudança no quadro capixaba. As pré-candidaturas em cidades com mais de 100 mil habitantes seguem do mesmo tamanho: Coser, em Vitória; Célia Tavares, em Cariacica; Roberto Carlos, na Serra; João Batista Babá, em Vila Velha; Carlos Casteglione, em Cachoeiro; e Zé Carlos Elias, em Linhares. Aumenta?Por ora, seguem de fora os municípios de Colatina, onde se movimenta o ex-deputado Genivaldo Lievori; São Mateus, que tem como cotada a professora Zenilza Pauli; e Guarapari, com ex-vereador Oylas Pereira (PT). Vitrine própriaO presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (de saída do Podemos), deu agora para publicar matérias no site institucional, de obras e ações do governo e da Prefeitura de Cariacica, município que é seu reduto eleitoral e onde apoia a reeleição de Euclério Sampaio (MDB). Vitrine própria IIMarcelo, como se sabe, tem delimitado espaços em vários municípios, já de olho em 2026, quando poderá entrar na briga pelo Palácio Anchieta. Nas redes“Depois dos encontros presenciais, colocamos no ar a plataforma digital no nosso Programa de Governo. Um canal de diálogo para que você envie sua contribuição de onde estiver e participe junto com a gente da elaboração das propostas que vamos apresentar para a construção do futuro de Vitória (…)”. João Coser, deputado e pré-candidato pelo PT. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Perdas eleitorais Theodorico sofre novas derrotas no sul; palanques de Magno têm votações inexpressivas; e Manato nada de emplacar Assumção https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/perdas-eleitorais Nem tanto Com pré-candidatos do PL já lançados, participação efetiva de Magno Malta nos palanques deste ano ainda é uma incógnita https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/nem-tanto Só na retaguarda – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/so-na-retaguarda
‘PDT se identifica mais com Coser, diz presidente estadual do partido
Dudu Vidigal afirma que apoio em Vitória “não passa, necessariamente”, por aliança na Serra “Existe uma conversa, só que o partido se identifica mais com João Coser [PT], mas não tem nada definido ainda”. Com essa afirmação, o presidente estadual do PDT, Eduardo Vidigal, o Dudu, indica qual poderá ser o direcionamento a ser tomado em Vitória, no momento em que a legenda é colocada no topo da pirâmide política depois da desistência do ex-deputado estadual Sergio Majeski de disputar a prefeitura nas eleições de outubro. Apesar de as conversas serem conduzidas pelo dirigente municipal de Vitória, Júnior Fialho, a direção estadual acompanha e participa das decisões, considerando que a cidade é a Capital do Estado e a segunda maior vitrine no contexto político do Espírito Santo. “Eu estou preocupado é com a minha chapa de vereadores”, comenta Fialho, que vem conversando com outros pré-candidatos. Nessa terça-feira (11), o dirigente municipal de Vitória recebeu o pré-candidato Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), apontado como o mais próximo do círculo de poder do Palácio Anchieta, e se reúne ainda nesta semana com João Coser e Camila Valadão (Psol). “Os assessores me solicitaram, mas, ainda não tem data”, informou o dirigente, mas, algumas horas depois, reuniu-se com a deputada, que estava acompanhada do vereador de Vitória André Moreira, do seu partido, sem definir alianças. Dudu Vidigal afirma que a o apoio do PDT em Vitória “não passa, necessariamente”, pela aliança com o Palácio Anchieta na Serra, reduto do seu pai, o atual prefeito, Sergio Vidigal, liderança mais importante da legenda no Estado. Vidigal desistiu da reeleição e lançou seu ex-chefe de gabinete, Weverson Meireles (PDT), que disputará com o ex-prefeito Audifax Barcelos (PP), o deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos), o vereador Igor Elson (PL) e o ex-deputado estadual Roberto Carlos (PT). “Acredito que, com muitas candidaturas, possa ajudar o candidato da majoritária do PDT, mas infelizmente, ele não é conhecido”, diz Dudu, e enfatiza: “Sem Dr. Sergio ficamos à mercê”. No entanto, arremata que o pai atua nos bastidores em todo o Estado, apesar de não querer mais tentar a reeleição. “Vamos trabalhar pra tentar transferir votos”, garante. A desistência de Sergio Majeski ocorreu há uma semana, um dia depois da escolha do ex-prefeito Luiz Paulo como pré-candidato de centro-direita, com a junção dos partidos PSDB-Cidadania, PSD, PSB, União Brasil e MDB. Majeski divulgou carta renunciando à pré-candidatura a prefeito de Vitória e fez uma live em que apontou o histórico de sua atuação tanto na política como no magistério, destacando que “não existe solução ou outro caminho fora da política”, mas sem o conhecido “toma lá, da cá!”. Majeski alega dificuldades no PDT e desiste da pré-candidatura em Vitória – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/majeski-alega-dificuldades-no-pdte-desiste-da-pre-candidatura Gandini desiste e Luiz Paulo confirma pré-candidatura do grupo de centro – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/gandini-desiste-e-luiz-paulo-confirma-pre-candidatura-do-grupo-de-centro
Acusados de matar os irmãos Ruan e Damião vão a júri popular em agosto
Instituto Raízes pede por justiça e aponta que medidas de combate à violência não foram implementadas Está marcado para 9 de agosto, o júri popular de cinco acusados de matar os irmãos Ruan Reis e Damião Marcos Reis, no Morro da Piedade, no Centro de Vitória, em 2018. O crime, recorda a vice-coordenadora do Instituto Raízes, Mariana Ramos de Araújo, mudou a configuração local, pois muitas pessoas saíram da Piedade, não somente a família das vítimas. Além disso, devido à sucessão de assassinatos de jovens, já que os irmãos não foram os únicos, várias reivindicações foram feitas ao poder público com foco no combate à violência, mas nem tudo saiu do papel. Redes Sociais “Nossa expectativa é que a justiça seja feita”, ressalta Mariana. De acordo com ela, o crime causou um sofrimento muito grande para as pessoas próximas às vítimas, que eram queridas na comunidade. “Os assassinatos impuseram um medo a mais. Eram duas pessoas muito amadas, que ajudavam a todos, participavam de projetos sociais, ninguém esperava que fossem vítimas de uma violência tão grande”, afirma. Oito réus foram denunciados pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) no caso do assassinato dos irmãos Ruan e Damião. Quatro deles iriam a júri popular em julho do ano passado, mas somente três foram julgados, pois a advogada de um deles apresentou um atestado e não compareceu. Alan Rosário do Nascimento, o Gordinho, Rafael Batista Lemos, o Boladão, e Gean Gaia de Oliveira, o Chocolate, receberam, individualmente, uma pena de 60 anos de prisão em regime fechado, sendo 30 anos por cada uma das mortes. O julgamento foi no Fórum Criminal de Vitória. O assassinato dos irmãos ocorreu em um contexto de muitos homicídios de jovens negros na Piedade. De 2018 a 2020, foram 10 vítimas. Por isso, o Raízes, junto com a comunidade, organizou, em junho de 2020, uma manifestação em memória deles e para reivindicar políticas públicas de diversas áreas como forma de combater a violência na região. Assim surgiu o Plano de Ação 15, por meio do qual o Governo do Estado e a Prefeitura de Vitória estabeleceram compromissos com os moradores do Morro da Piedade. Vanessa Darmani Contudo, passados exatos quatro anos, Mariana afirma que o Plano de Ação 15 não foi plenamente efetivado. Uma das reivindicações foi a construção da base da Polícia Militar, o que foi feito, aumentando o policiamento, porém não de forma mais sistemática. O Terreirinho, local onde Ruan e Damião foram assassinados, conforme consta no Plano de Ação, deveria se tornar um espaço de lazer, com promoção de atividades culturais e esportivas. No entanto, a única coisa que fizeram foi concretar o espaço. De acordo com Mariana, as ações que acontecem ali são de iniciativa da própria comunidade. Iniciativas de zeladoria, como troca de lâmpadas de postes e capinagem, são feitas, mas não de forma contínua, carecendo de insistentes pedidos da comunidade para que sejam realizadas. O crime De acordo com o MPES, alguns dos assassinos, entre 2012 e 2013, foram expulsos da comunidade por traficantes rivais. Chegaram a ser presos e arquitetaram o plano de retomada do tráfico local. Quando saíram da prisão, se aliaram com uma facção criminosa que atua na região de São Benedito e Bairro da Penha, onde conseguiram armas e apoio para as pessoas trabalharem com eles e decidiram retornar ao tráfico da região da Fonte Grande, Moscoso e Piedade. O grupo criminoso invadiu a comunidade para tentar assassinar o chefe do tráfico local. Na ocasião, capturaram Ruan, que estava limpando o quintal de casa, e o levaram para o alto do Morro da Piedade. Como os réus estavam vestidos de policiais, o irmão dele, Damião, foi atrás do grupo para tentar a liberação de Ruan. O crime mobilizou várias entidades, que se posicionaram pedindo justiça. O Movimento Nacional de Direitos Humanos no Espírito Santo (MNDH/ES), por meio de nota, manifestou “perplexidade, indignação e consternação diante de mais um ato brutal que ceifou a vida de dois jovens negros da periferia de Vitoria”, além de ter reivindicado apuração “com rigor e legalidade investigativa, lançando mão dos instrumentos tecnológicos e científicos para elucidar o crime e responsabilizar os culpados”. O Círculo Palmarino denunciou que “as mortes de Damião e Ruan se somam a uma série de violações de direitos vivida pelas moradoras e moradores” e que “a ausência de políticas sociais consistentes em nossas comunidades e a lógica meramente repressiva utilizada pelas forças de segurança pública contribuem para o aumento da violência e o cerceamento de direitos básicos da população”. O Instituto Raízes publicou uma nota de falecimento reverenciando a história dos irmãos e sua família, “uma das mais tradicionais do bairro”, e de seu avô, Ailton Canario, fundador da Escola de Samba Unidos da Piedade. “Hoje mais um lamento triste de dor ecoa no Morro da Piedade e o samba cede a passagem para a violência! Mais uma noite atravessada pelo som de tiros. Mais uma noite em que famílias acordam com medo sem saber se é um dos seus ou amigos que estão perdendo a vida. No lugar das mais de 60 balas atiradas pelos becos, nas paredes das casas, escadarias e principalmente contra o corpo de jovens negros, sangue, lágrima e muita dor de mais uma mãe que perde seus filhos para a violência urbana. Aos moradores restou limpar o sangue das escadarias e contabilizar as cápsulas de arma de fogo espalhadas pelo morro. Até quando vamos chorar cotidianamente a morte de nossos irmãos e irmãs?”, clamou. Ato em memória de jovens assassinados na Piedade pede por justiça e presença do Estado Organizado pela comunidade, ato teve a presença do secretário Ramalho e do pároco da Catedral de Vitória https://www.seculodiario.com.br/seguranca/ato-em-memoria-de-jovens-assassinados-na-piedade-pede-por-justica-e-presenca-do-estadoo Governo e PMV se comprometem a atender demandas de moradores da Piedade Visita técnica à comunidade contou com a presença do secretário de Segurança, Alexandre Ramalho https://www.seculodiario.com.br/seguranca/governo-e-pmv-se-comprometem-a-atender-demandas-de-moradores-da-piedade Piedade: poder público não concretizou plano de ação firmado com a comunidade Júri do assassinato de irmãos findou capítulo de uma história que sempre se repete diante da falta de políticas públicas https://www.seculodiario.com.br/seguranca/poder-publico-insiste-em-nao-concretizar-plano-de-acao-na-piedade
Nova previsão de conclusão do estatuto e da tabela de subsídios é nesta quinta
Reunião na qual a elaboração dos documentos chegaria ao fim não pôde ser realizada durante toda esta quarta A reunião desta quarta-feira (12) na qual a lei orgânica da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), a tabela de subsídios e a lei de promoção seriam finalizadas, não pôde ocorrer em sua integralidade, mas o presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Espírito Santo (Sindiperitos), Tadeu Nicoletti, afirma que nesta quinta (13) o trabalho da comissão criada para elaborar os documentos chegará ao fim. Tadeu informa que, devido a compromissos de algumas pessoas que compõem a comissão, a reunião desta quarta aconteceu somente pela manhã, ao contrário dos outros dias, nas quais ocorreram durante os turnos matutino e vespertino. Nesta quinta, começará às 9h, uma hora antes do habitual, e não tem horário de encerramento estipulado. A comissão é composta pelo sindicato, representantes da Secretaria Estadual de Gestão e Recursos Humanos (Seger) e o perito oficial geral, Carlos Alberto Dal-Cin. O primeiro prazo para o término do trabalho da comissão era na última sexta-feira (7), mas houve demora na elaboração dos documentos, já que havia necessidade de fazer uma análise minuciosa de leis orgânicas de outros estados e da legislação que rege os servidores públicos estaduais. O trabalho que vem sendo feito, afirma Tadeu, tem sido produtivo. “Todo mundo está trabalhando em prol da categoria. A discussão está fluindo, conseguiremos construir algo moderno. Esperamos que, ao sair daqui, se dê celeridade na análise feita pelo Estado e seja encaminhado logo para a Assembleia Legislativa”, destaca Tadeu. Depois de finalizadas, a lei orgânica, a tabela de subsídios e a lei de promoção serão avaliadas pela categoria em assembleia realizada pelo sindicato. O trabalho, segundo Tadeu, é de atualização das propostas já encaminhadas pela categoria para a própria Seger. Apesar de os peritos terem finalmente conquistado a tão reivindicada participação da categoria na elaboração dos documentos, a operação-padrão, que teve início no dia 10 de maio e reduz pela metade os trabalhadores em atividade, está mantida, bem como a presença da categoria nas sessões da Assembleia Legislativa às terças-feiras. O governador Renato Casagrande (PSB) havia assumido o compromisso de encaminhar a proposta de estatuto e da tabela de subsídios para a Assembleia em janeiro deste ano, o que não aconteceu. Além da desvalorização salarial com a não atualização da tabela, colocando os peritos capixabas muito abaixo da média nacional, Tadeu aponta outros problemas oriundos dessa situação, como a possibilidade de impunidade, devido à falta do estatuto, e a progressão, já que as regras são estabelecidas no mesmo regramento. Perícia: previsão de fim do trabalho da comissão é nesta quarta-feira O processo, segundo Tadeu Nicoletti, requer análise minuciosa de documentos, por isso ainda não foi finalizado https://www.seculodiario.com.br/seguranca/pericia-previsao-de-fim-do-trabalho-da-comissao-e-na-proxima-quarta-feira Perícia: expectativa é concluir estatuto e tabela de subsídios semana que vem Reuniões de comissão já começaram, incluindo, após reivindicações, a participação dos peritos https://www.seculodiario.com.br/seguranca/pericia-expectativa-e-concluir-estatuto-e-tabela-de-subsidios-semana-que-vem