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Metade do Rio Doce pode ter redução de mais de 91% da vazão em 50 anos

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Projeção é de pesquisadores da Ufes em estudo sobre impacto da crise climática sobre a bacia hidrográfica Leonardo Sá Metade da bacia hidrográfica do Rio Doce pode ter suas vazões reduzidas em mais de 91% dentro de 50 anos. A projeção, indubitavelmente catastrófica, consta em um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) sobre os impactos da crise climática ao maior rio a banhar as terras capixabas, vitimado pelo maior crime socioambiental do Brasil e da história da mineração mundial. Desde a publicação da reportagem “Amargo Rio Doce”, em 1977, no Jornal do Brasil, por Rogério Medeiros, fundador deste Século Diário, o país teve acesso a uma descrição objetiva e sucinta das sucessivas e graves ações predatórias que o grande rio capixaba-mineiro sofreu ao longo da sua história. O crime da Samarco/Vale-BHP intensificou sobremaneira os danos, alcançando níveis de contaminações impensáveis até então. Nesse contexto trágico, a crise climática chega de forma avassaladora. “Apesar das diferenças entre as tendências, certamente a bacia sofrerá problemas com a redução da precipitação e o aumento de temperatura entre 2025 e 2099. Os resultados mostram reduções consideráveis nas tendências da vazão média da bacia”, afirmam os pesquisadores no resumo do artigo Impacto das mudanças climáticas na vazão na bacia do Rio Doce, publicado sobre a primeira parte dos estudos. Detalhando as projeções, eles descrevem as possíveis reduções de vazões para períodos de 25 em 25 anos, todas para 50% dos trechos de drenagem da bacia hidrográfica: entre 2025 e 2049, essas tendências de redução são maiores que 64%; entre 2050 e 2074, as reduções são maiores que 84% e 77%, dependendo da técnica utilizada na projeção; e entre 2075 e 2099, maiores que 91% e 79%. “Todo resultado tem que ter cautela. São projeções e não previsões, e os próprios modelos divergem entre si quanto a magnitude do que vai ocorrer, mas a maioria indica a mesma tendência, de redução de chuvas e de vazão e aumento de temperatura. Já em 2030, há redução grande de vazão”, afirma o professor do Departamento de Engenharia Ambiental da Ufes Diogo Buarque. Divulgação Nessas projeções, a redução da pluviosidade é a principal causa da redução da vazão. Mas a dinâmica da vegetação e da erosão ainda não foram devidamente avaliadas. “Consideramos que a cobertura vegetal se mantém, mas a gente sabe que ela se adapta ao clima e alguns estudos já mostram que a vegetação de 2050 será diferente. Como é uma bacia já muito antropizada e com redução de chuva, haverá redução também da erosão? Ou o fato de ter períodos de concentração de chuva irá aumentar a produção de sedimentos em alguns períodos, sem alterar a média? Ou haverá aumento médio da erosão por redução da vegetação? São questões a serem estudadas ainda”. Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental, Diogo Buarque coordena o Profágua, mestrado profissional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos, iniciativa da qual a Ufes participa. Ele explica que os dados integram um amplo estudo, ainda em andamento. O mapeamento das secas ocorridas entre 1950 e 2020 em todo o Espírito Santo, a partir de modelagem hidrológica e dados de satélites, está concluída. Agora, os estudos se debruçam sobre a ocorrência de secas futuras, em decorrência das mudanças climáticas. Uma parte deles ocorre no âmbito da pesquisa de mestrado em Engenharia Ambiental de Amanda dos Santos Pereira, que avalia as secas futuras na bacia do rio Doce. A outra é feita no pós-doutorado de Mino Viana Sorribas, que estuda as secas futuras em todo o Espírito Santo. Metodologia Na fase já consolidada, a pesquisa de doutorado da pesquisadora Julielza Betzel Baldotto foi fundamental. Ela utilizou duas ferramentas principais: os satélites do Gravity Recovery and Climate Experiment (Grace) e o modelo hidrológico MGB. Foram analisadas 13 bacias de grande relevância para as terras capixabas, que correspondem aos rios Doce – subdividida em Alto Doce, Médio Doce e Baixo Doce –, Mucuri, Itaúnas, São Mateus, Barra Seca, Riacho, Santa Maria da Vitória, Jucu, Benevente, Itapemirim e Itabapoana. Conforme noticiou a Ufes em junho passado, o conjunto de satélites Grace captou os dados das bacias desde 2002, quando foi lançado. “O Grace possui sensores que registram as variações de massas de água no campo gravitacional da Terra, revelando uma ampla gama de informações sobre as alterações nos armazenamentos de água. O acesso aos dados, que foram processados pelo Center for Space Research (CSR), da Universidade do Texas, permitiu uma comparação com o método MGB, modelo desenvolvido para aplicações no estudo de grandes bacias, baseando-se em equações físicas conceituais para simular os processos hidrológicos”, explica a publicação. Já o MGB foi utilizado para simular as faltas hídricas no período de 1950 a 2020, a partir dos dados de precipitação, temperatura, umidade relativa do ar, velocidade do vento e pressão atmosférica. “Nas bacias da região noroeste do Estado, onde existe maior tendência a ter déficits hídricos, destacam-se três eventos secos de longa duração: de 2002 a 2004, de 2014 a 2017 (que foi o mais intenso e longo) e de 2018 a 2020. Além disso, a simulação de dados feita com o MGB também permitiu visualizar essa tendência de déficit hídrico mais acentuada no sentido noroeste”, expôs Julielza Baldotto, na ocasião. Ainda de acordo com a publicação, o Plano Estadual de Recursos Hídricos do Espírito Santo de 2018 apresenta valores médios anuais de chuva que variam entre 900 a 1,7 mil milímetros, sendo que, na zona úmida, a sudeste, os valores médios anuais ficam acima de 1,3 mil mm, e, à medida que se aproxima das regiões norte e noroeste, onde se localiza uma zona mais seca, a média é inferior a 1,2 mil mm. A dinâmica projetada para o Rio Doce, conta, ocorrerá em todo o norte do Estado. Nas demais áreas, a crise climática tende a não alterar radicalmente a pluviosidade e vazões médias de rios, mas haverá distribuição mais irregular das chuvas. “No Espírito Santo, a perspectiva de mudança climática é de aumento de períodos secos, sem chuvas, e também de

08/06/2024 / 0 Comments
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Conversa de Coser com Casagrande só rende uma foto em redes sociais

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Registro que circula nas redes sociais não tem qualquer sinal de comprometimento para a campanha  Uma foto com ambos sorridentes em redes sociais e a legenda “aquele que tem a capacidade de dialogar constrói pontes, firma parcerias e nunca está sozinho”, emoldurado com o título “Esse é o meu futuro prefeito de Vitória”. Esse foi o resultado da conversa entre o pré-candidato do PT à Prefeitura de Vitória, João Coser, e o governador Renato Casagrande (PSB), nessa sexta-feira (7). O encontro, realizado no Palácio Anchieta, levou Coser a cancelar outro, com o ex-pré-candidato ao mesmo cargo pelo PDT, Sergio Masjeski, que, à noite, divulgou live espinafrando o partido e os “políticos profissionais”, um recado direto aos dirigentes da legenda, em especial a Sergio Vidigal, prefeito da Serra, aliado de Casagrande. A reunião de João com Casagrande adiou uma conversa que ele teria com Majeski, que passa a ser importante para o pré-candidato do PT, levando em conta o posicionamento do governador, restrito a um foto, o que confirma análise do pré-candidato do partido à Prefeitura de Vila Velha, o ex-vereador João Batista Gagno Intra, o Babá: “Eu acho que Casagrande não vai apoiar os nossos candidatos, nem eu nem o PT, da mesma forma que ele não apoiou Lula. Ele vai fazer um movimento circunstancial, bem à distância (…)”. Como nas eleições de 2022, Casagrande mantém esse posicionamento circunstancial e se empenha na pré-candidatura do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PDB), por meio de interlocutores mais próximos, o vice-governador, Ricardo Ferraço (MDB), e o deputado estadual Tyago Hoffmann, do seu partido. A escolha de Luiz Paulo, agora o pré-candidato do bloco de centro-direita, formado pelo PSDB-Cidadania, PSD, PSB, União Brasil e MDB para disputar a Prefeitura de Vitória nas eleições de 6 de outubro, foi viabilizada no último dia 4, por conta da desistência do deputado Fabrício Gandini (PSD), que não encontrou espaço para avançar.  Já Sergio Mjeski, que na quinta-feira (5) divulgou carta renunciando à pré-candidatura a prefeito de Vitória, na live faz um histórico sobre sua atuação tanto na política como no magistério, destacando que “não existe solução ou outro caminho fora da política”, mas sem o conhecido “toma lá, da cá!”. Lembrou seus dois mandatos, bem avaliados, de deputado estadual, e os boicotes de que foi alvo ao tentar viabilizar o nome para concorrer ao Senado, em 2018, e à Prefeitura de Vitória, em 2020. Na tentativa ao Senado, ainda no PSB, ele foi barrado pela direção do partido, depois de conversas, segundo ele explica, entre Casagrande e outros partidos, incluindo o do senador Magno Malta, que resultou na substituição do seu nome pelo técnico em segurança pública Marcos do Val. Eleito, deixou o PSB e hoje no PL exerce um mandato cheio de polêmicas, envolvido em teorias da conspiração, fake news e às voltas com operações policiais, com risco de ser condenado judicialmente por tentativa de golpe de Estado O cenário é cada mais polarizado entre João Coser e o prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), atuante no campo da direita, que compete, na mesma ala, com o deputado estadual Capitão Assumção (PL). Pela esquerda, há a deputada estadual Camila Valadão (Psol), que nessa sexta-feira lançou a plataforma de campanha “Outra Vitória Possível”, visando ampliar o campo de participação popular na elaboração de um projeto de governo.   

08/06/2024 / 0 Comments
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PP planeja indicar vice na chapa de Helinho Lima em Atílio Vivácqua

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Professora Tálita Gomes é o nome que poderá aparecer junto com o do pré-candidato a prefeito Redes Sociais Helinho Lima (PSB), pré-candidato a prefeito de Atílio Vivácqua, no sul do Estado, poderá contar em sua chapa com uma vice do partido Progressistas (PP). O nome sugerido tende a ser o da Professora Tálita Gomes, segundo uma fonte próxima dos meios políticos locais. Sem experiência política anterior, Tálita, a princípio, tem se colocado como pré-candidata a vereadora. A avaliação interna do PP é de que a professora é uma cara nova no cenário local, com grande notoriedade por conta do seu trabalho como educadora física, tanto entre o público jovem quanto entre os idosos. A possibilidade tem sido encarada de forma positiva pelo grupo que apoia Helinho Lima. Entre os partidos que estão na articulação se incluem, além do PP, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) – no qual o próprio pré-candidato está filiado –, Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido dos Trabalhadores (PT), Podemos e Partido da Mulher Brasileira (PMB). “Existe apenas uma conversa com o meu partido para uma possível composição com o Helinho, mas nada definido. O presidente estadual do PP [Da Vitória, deputado federal] aprova essa composição, mas, hoje, estou e continuo como pré-candidata a vereadora, o que desde o início foi e continua sendo meu foco principal”, afirma Tálita Gomes. “Eu estou com o grupo, sou 40, estou apoiando o Helinho. O que o grupo e os partidos que estão com o Helinho definirem será o caminho que vamos seguir. Mas, já deixo a minha vontade em ser futuramente apenas candidata a vereadora”, reforça. Helinho Lima foi lançado como pré-candidato a prefeito no último mês de maio, estando dentro dos planos eleitorais do PSB. Até os últimas semanas, ele ocupava a secretaria municipal de Obras e Serviços Urbanos, na gestão do prefeito Josemar Bastos (PDT), que finaliza o seu segundo mandato consecutivo. Ele também foi candidato a vice-prefeito em 2012, em uma chapa com a atual prefeito, Josemar Bastos, que na ocasião foi derrotada. Mas as aspirações políticas são de família: Helinho é filho do falecido Hélio Humberto Lima, figura histórica do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que foi a segunda pessoa a ocupar mais vezes a Prefeitura de Atílio Vivácqua, com três mandatos. Esses laços familiares são bastante relevantes no atual cenário eleitoral de Atílio Vivácqua, que deverá ter a reedição de uma rivalidade histórica entre dois grupos que dominam a política na cidade. Isso porque, no mês passado, Genaldo também lançou sua candidatura oficialmente. Genaldo é sobrinho de Zé Luiz Torres Lopes, o homem com maior número de mandatos de prefeito na história do município, com seis ao todo. Ele também é filho de Genaldo Carvalho, ex-presidente da Câmara de Vereadores em duas oportunidades na década de 1970. Genaldo concorreu na disputa majoritária em 2020, e perdeu por menos de 1% dos votos para Josemar Bastos, que então tentava a reeleição. Entre 1977 e 2016, Zé Luiz (tio de Genaldo) e Hélio Lima (pai de Helinho) foram os únicos políticos que estiveram à frente da Prefeitura de Atílio Vivácqua, revezando-se no poder. Mas a rivalidade entre os dois teria se acirrado na eleição do ano 2000, quando o grupo de Lima foi derrotado por Zé Luiz, que conseguiu, na época, o seu quarto mandato. Além dos dois representantes dos grupos políticos opostos, Atílio Vivácqua tem como pré-candidato a prefeito o pastor Marcos Porto, que está dentro da estratégia do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (Podemos), de fortalecer o Partido Renovação Democrática (PRD), sigla que controla no Estado. No campo da esquerda, o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) também lançou no mês passado a pré-candidatura da professora e ex-secretária municipal de Educação Lana Roppe, com as presenças da deputada estadual Camila Valadão e da ex-deputada Brice Bragato. De acordo com a sigla, Lana será a “primeira candidata mulher em décadas” a encarar a disputa majoritária no município. Rivalidade histórica deverá ser reeditada nas eleições em Atílio Vivácqua Pré-candidatos a prefeito Genaldo e Helinho Lima representam grupos políticos opostos na cidade https://www.seculodiario.com.br/politica/rivalidade-historica-devera-ser-reeditada-nas-eleicoes-em-atilio-vivacqua

08/06/2024 / 0 Comments
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Pimenta Carioca continua sem previsão de retorno das atividades musicais

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Mais na coluna: silenciamento de atividades culturais; mostra fotográfica; teatro musical italiano; e livro de poesias A gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) se reuniu com Alexandra Pimenta Corrêa da Silva, proprietária do Bar Pimenta Carioca, em Jardim da Penha, cujas atrações musicais foram proibidas desde o início de maio. Participaram o secretário municipal de Cultura, Edu Henning, e o de Meio Ambiente, Tarcísio Foeger. Ficou acordado que o bar deverá apresentar um projeto de redução de ruído, portanto, não há previsão de retorno das apresentações musicais.  Divulgação Alexandra afirma que a gestão assumiu o compromisso de analisar rapidamente o projeto, que deve ser feito com base nos critérios do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), e encaminhado para a prefeitura. O argumento da gestão  municipal para a proibição de atrações musicais foi a existência de três multas do Disque Silêncio, sendo que, informa a proprietária, uma foi paga e nas outras duas houve pedido de recurso, que foi negado somente depois da proibição, que, portanto, foi feita quando o recurso ainda estava em análise. Polêmica A proibição de atrações musicais gerou polêmica pelo fato de o bar ser conhecido por ser frequentado por pessoas de orientação política mais progressista, indo na contramão do perfil da gestão Pazolini. Portanto, para muitos, trata-se de um silenciamento das atividades culturais que não vão ao encontro do viés ideológico da administração municipal. Músicos e frequentadores do Bar organizam uma petição pública (acesse aqui) em repúdio à situação. Celeridade A apresentação e aprovação do projeto de redução de ruído pode pôr fim ao impasse, mas não necessariamente de forma célere. Além do tempo que a técnica ambiental contratada pelo bar terá que levar para finalizar seu projeto, tem o tempo de análise na Prefeitura. Os gestores dizem que será rápido. Vamos aguardar para ver.  Mostra Fotográfica Taynara Barreto Terminam nesta terça-feira (11) as inscrições para a Mostra de Fotografia Capixaba: A cidade se faz no caminho, cujo lançamento será em 28 de junho, por meio de uma exposição virtual e intervenção na cidade de Alegre, no sul do Espírito Santo. Serão selecionadas fotos de ruas capixabas, tiradas por fotógrafos amadores e profissionais, maiores de 18 anos, de todo o Estado. As imagens podem ser enviadas até 11 de junho pelo site. Proposta A iniciativa, idealizada pela fotógrafa Taynara Barreto, de Alegre, busca responder a perguntas como “o que atravessa os fotógrafos capixabas em seus caminhos? Quais memórias as cidades preservam?”. A ideia é que fotógrafos de todo o Estado enviem olhares sobre suas cidades do coração para a exposição. O resultado será publicado dia 15, e vai virar exposição on-line, no site do projeto, e presencial, nas ruas de Alegre. Teatro musical Comunità O Festival da Cultura Italiana Noi Siamo La Storia, ocorrido de 31 de maio a 2 de junho, na Praça do Papa, em Vitória, teve como um de seus pontos altos o belíssimo Teatro Musical Noi Siamo La Storia, do maestro e cantor lírico Inarley Carletti. A atração contou a história da imigração italiana desde a Guerra de Unificação, passando pela chegada ao Brasil e a construção de uma nova vida nesse país. Infelizmente, quem não viu não terá previsão para ver, e quem quer ver de novo também não, pelo menos no porte da apresentação feita no Festival, que contou com mais de 400 pessoas. Teatro musical II  À coluna, o maestro relatou que o espetáculo, criado em 2022 para uma apresentação em Santa Teresa, conta com 300 artistas, tendo se apresentado novamente, na mesma cidade, em 2023. Agora está com apresentação marcada para os dias 14 e 15 de junho na XXXIII Festa do Imigrante Italiano de Santa Teresa. Estão previstas, ainda este ano, apresentações nos municípios de Nova Venécia, Linhares, Aracruz, Castelo, Conceição do Castelo, Marechal Floriano, Domingos Martins, Colatina e Venda Nova do Imigrante. Neste último, será na 46ª Festa da Polenta, que acontece em outubro. Regionalização Inarley também explicou que, em cada cidade, metade do elenco é local, que se prepara para a apresentação cerca de dois meses antes, por meio de oficinas que acontecem em espaços como escolas e projetos sociais. Além disso, há incorporação, nas cenas, de elementos da cultura local. Em Venda Nova do Imigrante, por exemplo, tem a cena do tombo da polenta, considerado um dos pontos altos da Festa da Polenta. Já em Santa Teresa, a virada da taiadela, em Conceição do Castelo, o encontro de raças, com italianos e portugueses. Preservação da cultura A iniciativa da regionalização e das oficinas pré-apresentação são importantes para preservação da cultura local, principalmente por envolver jovens e crianças. Durante o Festival, foi perceptível a presença desse público, mas muito principalmente de pessoas de mais idade, o que mostra que é preciso criar alternativas para estimular, em meio às novas gerações, um protagonismo nas atividades de preservação da cultura que os imigrantes trouxeram para o Espírito Santo. Livro de Poesias Já está na pré-venda Suja, o primeiro livro de poesias da escritora Aline Dias. Com selo da Editora Maré e prefácio da escritora Carla Guerson, traz textos irônicos, amorosos, com temas como mapa astral, beijo na boca, a relação entre a bunda e a postura, e até uma cartomante que atende pelo twitter. Na pré-venda o valor do livro é R$ 30,00. Ele pode ser adquirido no site da editora. O lançamento está previsto para julho. Até a próxima coluna! E-mail: elainerdalgobbo@gmail.com

08/06/2024 / 0 Comments
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Deputada pede apuração de promotor que mandou mulher ‘aquietar o facho’

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Iriny Lopes solicitou ainda ao MPES que sejam aplicadas as sanções disciplinares cabíveis A deputada estadual e Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa, Iriny Lopes (PT), encaminhou ofício para o procurador-geral de Justiça, Francisco Martínez Berdeal, e para o corregedor-geral, Gustavo Modenesi Martins da Cunha, pedindo providências quanto à atitude do promotor de Justiça Luiz Antônio de Souza Silva. Ele foi denunciado ao Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por ter cometido “violência institucional” contra uma mulher durante audiência na Vara da Família de Vitória. A deputada solicitou que o MPES apure o caso e aplique as sanções disciplinares cabíveis. O caso ganhou repercussão nacional após matéria publicada com exclusividade por Século Diário. A parlamentar classificou a conduta do promotor como “inadequada e extremamente prejudicial”. “Conforme amplamente noticiado pelos veículos de comunicação, durante a mencionada audiência, o promotor Luiz Antônio de Souza Silva proferiu palavras cruéis e insensíveis que impactaram negativamente a uma vítima de violência doméstica, ao dizer que a vítima deveria ‘aquietar o facho’ e voltar a morar com o marido agressor”, apontam os documentos. Iriny destaca que a vítima suportou violência doméstica por longos anos até finalmente tomar coragem para pedir uma medida protetiva e poder se afastar de seu agressor. “Ao aconselhar esta vítima a retornar à convivência com o marido agressor, o promotor demonstrou total desprezo pela gravidade da situação em questão e pelas leis de proteção às vítimas de violência doméstica que autorizaram a proteção estatal concedida em favor dela”. O texto acrescenta que “essa conduta repudiável vai de encontro aos princípios de atendimento humanizado e respeito às vítimas, além de ser contrária a ao papel primordial do Ministério Público, que é promover justiça, garantir a aplicação das leis e defender os direitos humanos”. A deputada salienta, ainda, que o comportamento do promotor, “por meio de suas palavras desnecessárias e invasivas”, configura como violência institucional, nos termos da Lei nº 14.321, de 31 de março de 2022. “Espero, sinceramente, que o Ministério Público de nosso estado aborde essa questão com a seriedade e a urgência que ela merece, a fim de não permitir que o Ministério Público de nosso estado permaneça indiferente perante um comportamento machista que apenas contribui para a perpetuação do ciclo de violência contra as mulheres”, finalizou a deputada. A vereadora de Vitória Karla Coser (PT), que preside a Comissão de Defesa e Promoção dos Direitos das Mulheres da Câmara Municipal, também encaminhou ofício ao procurador geral do MPES, solicitando informações sobre as providências a serem tomadas. Ela encaminhou um ofício para Iriny Lopes colocando a comissão à disposição para trabalhar em conjunto com a Procuradoria da Assembleia Legislativa,” naquilo que for possível e necessário, sempre em atenção à defesa dos direitos das mulheres em todos os espaços”. O caso A vítima, Alessandra de Souza Silva, solicitava pensão alimentícia do ex-marido, do qual ela foi vítima de agressões constantes ao longo dos vinte anos em que viveram juntos e contra quem ela detém Medida Protetiva de Urgência (MPU), devido à gravidade das violências, inclusive com tentativa de feminicídio. Conforme áudio gravado no momento da audiência e anexado à denúncia, Luiz Antônio de Souza Silva “insinuou, de modo jocoso”, que a mulher, por ter cinco filhos com o agressor, deveria voltar a morar com ele. “Cinco filhos juntos. Vocês deveriam aquietar o facho e ficar o resto da vida juntos. Quem tem cinco filhos juntos deveria aquietar o facho. Tá? É isso aí, tá?”. Presentes na audiência estavam, além do promotor, a vítima, o ex-marido e agressor, Carlos Augusto de Aguiar, a defensora pública Julia Mansour Siqueira e a juíza Clesia dos Santos Barros. Em discussão estava o pedido de pensão alimentícia e a regulação de guarda e convivência das cinco filhas, todas menores de idade. “É, porque todo mundo é livre. Mas olha a consequência…os filhos depois crescem, gente. Os filhos precisam. Então precisa do ambiente mais…porque assim, a questão única não é só o dinheiro, a questão é o emocional dos filhos, é os pais estarem bem”, prosseguiu o promotor, alegando o bem-estar das crianças, mas desconsiderando o histórico de graves violências cometidas pelo ex-marido contra a mãe de suas filhas. A denúncia foi encaminhada pelo programa de extensão e pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Fordan: cultura no enfrentamento às violências (Fordan/Ufes) à presidente do CNDH, Marina Dermmam, e ao presidente do CNMP, Antônio Augusto Brandão de Aras. O documento narra as informações colhidas durante acolhimento de Alessandra na sede do Fordan, no campus de Goiabeiras. “A Sra. Alessandra afirma que o promotor de Justiça Dr. Luiz Antônio constrangeu-a, fazendo comentários sobre a quantidade de filhos que ela tem, e que ela deveria ‘aquietar o facho e ficar o resto da vida junto’ com o ex-marido (de quem ela tem a MPU). Ele fez também comentários sobre a idade dela e outras coisas”. A denúncia menciona a Lei nº 14.188/2021, que tipifica condutas que podem ser classificadas como violência psicológica, uma das várias formas de violência contra a mulher, elencadas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), e uma das violências que Alessandra sofreu do ex-marido ao longo das duas décadas do casamento, e também do promotor, na citada audiência na Vara da Família. “Eu morei 20 anos com meu marido, o que passei foi ser humilhada, violentada, sofri abuso psicológico”, relatou ao Fordan. “Chegar para fazer audiência, e lá virar chacota para promotor, aí a gente sai de lá como lixo, né? Fica humilhada mais ainda, a gente pegar dá uma denúncia, a gente vira chacota, e aí o que acontece, a gente fica calada e volta para casa”, acrescentou. O documento também pontua a necessidade de que os presidentes do CNDH e CNPM considerem a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância ao avaliar o caso, visto que “as mulheres negras são as mais vulneráveis a essas violações” e a vítima, conforme sua autodeclaração durante o acolhimento do Fordan, é “mulher preta e periférica”, bem como suas filhas, todas crianças negras. Assinado

07/06/2024 / 0 Comments
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O veredito de Trump

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Ex-presidente dos EUA foi considerado culpado de acusações criminais Após Trump não retornar ao Twitter, atual X, depois de convites de Elon Musk, o ex-presidente norte-americano postou um vídeo em que se perguntava: “O que vem a seguir para a América?”, e depois passou umas notícias e uma mensagem dizendo “Creation Of Unified Reich”, que seria a criação de um reich unificado. Disse para os Proud Boys, grupo extremista dos Estados Unidos, que participou da tentativa de golpe no Capitólio em 6 de janeiro de 2021, com a frase: “Proud Boys, stand by…”. Agora, com a condenação de Donald Trump pela Justiça dos Estados Unidos, tal veredito de culpado é considerado uma declaração de guerra pelo Exército Maga online. Uma retórica incendiária surgiu logo após a decisão da Corte, e isso através dos apoiadores de Trump, incluindo políticos reacionários, extremistas marginais, especialistas de direita, grupos e milícias como os Proud Boys, dentre outros, tudo neste apelo a uma guerra. Donald Trump foi considerado culpado de todas as 34 acusações de fraude em registros comerciais em conexão com um pagamento em dinheiro à atriz pornô Stormy Daniels. A alegação de jogo sujo por parte de Trump e de seus apoiadores, por sua vez, já estava pronta, pois o ecossistema online do Maga, por exemplo, já tinha sido preparado, e a interpretação é reflexo do método da alt-right, que se espalhou pelo mundo com Steve Bannon, e que inverte as relações de veracidade e falsidade através da distorção dos fatos. Neste caso, por sua vez, essa retórica da alt-right, que se reflete no discurso geral do trumpismo, resultou na declaração de guerra ao chamado Estado Profundo nos Estados Unidos, representado pelos democratas. A condenação de Trump, segundo seus apoiadores, é um sinal do colapso dos Estados Unidos, a caminho de uma guerra civil. Os maiores defensores do “Stop the Steal”, que culminou na invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, por sua vez, afirmaram que o veredito foi reflexo de um sistema de justiça manipulado. Este colapso do sistema, segundo trumpistas, se deve ao Estado Profundo e aos globalistas, e à manipulação do sistema judiciário seria o que se chama de “lawfare”. Trump postou no Truth Social, alegando ser vítima de perseguição política, na intenção de lhe roubar as eleições de 2024, através um julgamento manipulado feito por um sistema corrupto. Sua postagem no Truth Social dizia o seguinte: “Isso foi uma vergonha, um julgamento manipulado por um juiz conflituoso, que é corrupto. Lutaremos pela nossa Constituição, isso está longe de acabar!”. Os canais Proud Boys, por sua vez, declararam guerra após o veredito. Também no Patriots.win, antigo subreddit The Donald, que foi um dos focos de preparação da invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, a retórica de guerra se proliferou, com um usuário dizendo: “Há apenas duas opções em novembro, Trump ou guerra civil, vou esperar pela primeira, mas me preparar para a segunda”. O bate-papo bem ativo do Telegram, dedicado à Sala de Guerra de Bannon, por exemplo, também explodiu em retórica belicista, e isso se generalizou no discurso de extrema direita dos Estados Unidos. Embora a sensação geral seja de que Trump se beneficiará eleitoralmente do veredito, como foi afirmado em postagens do New Jersey Proud Boys no Telegram, por exemplo. Trump, que agora é o primeiro ex-presidente dos Estados Unidos considerado culpado de acusações criminais, terá a sua sentença em 11 de julho. Trump deve recorrer da condenação. Cada crime tem uma pena máxima de quatro anos, mas o juiz pode optar pela condenação à liberdade condicional ou prisão domiciliar. Por fim, teremos a Convenção Nacional Republicana, para a escolha do candidato do partido pelos delegados, que já considera a opção por Trump como líquida e certa, pois ele domina há muito o Partido Republicano. Tal escolha do partido se dará nesta convenção na data de 15 de julho deste ano. Trump ainda tem mais três processos criminais, e que envolvem as suas tentativas de anular as eleições presidenciais de 2020, além do tratamento ilegal dado a documentos confidenciais da Casa Branca após deixar o cargo. Estes processos foram adiados indefinidamente, contudo, e o veredito atual é o único certo para este ano. Dependendo do que ocorrer em novembro, teremos um registro histórico de que, caso Trump perca as eleições, este veredito terá peso grande sobre a sua derrota eleitoral, caso ganhe, por sua vez, tal veredito entrará como uma nota de rodapé na carreira política de Donald Trump. Gustavo Bastos, filósofo e escritor.Blog: http://poesiaeconhecimento.blogspot.com

07/06/2024 / 0 Comments
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Expresso: Gandini e Majeski saem do páreo em Vitória

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Programa repercute também movimentações eleitorais no interior e traz dicas culturais gratuitas para o fim de semana A saída de mais dois pré-candidatos à Prefeitura de Vitória é o Assunto da Semana do Expresso, que comenta a desistência de Fabrício Gandini, do PSD, e Sergio Majeski, do PDT. O que levou à decisão, quem eram os interessados, e o que isso pode ter a ver com a chamada “geopolítica da Grande Vitória”?  O programa traz ainda a movimentação eleitoral em outros municípios após fim do prazo de descompatibilização para pré-candidatos a prefeito, fala de denúncias de assédio contra mulheres, e indica atrações culturais gratuitas no fim de semana, incluindo exposição, teatro, música e performance. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.

07/06/2024 / 0 Comments
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Coser conversa com Casagrande e Majeski fica em compasso de espera

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Pré-candidato do PT à Prefeitura de Vitória teria um encontro com o ex-deputado Majeski, que foi adiado “Ainda não sei”, diz o ex-deputado estadual Sergio Majeski em resposta à pergunta sobre “qual o caminho a seguir, depois de recuar na disputa à Prefeitura de Vitória: aliar-se ao PT, com João Coser, ou a seu antigo partido, o PSDB, com Luiz Paulo?”. Ele aguarda o desfecho da conversa do governador Renato Casagrande (PSB) com o pré-candidato do PT, marcada para esta sexta-feira (7). O encontro seria entre Coser e Majeski, mas foi adiado por conta do convite de Casagrande, maior liderança do PSB no Estado, em articulação para abater nas urnas o prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), atuante no campo da direita, que, segundo as últimas pesquisas, se mantém à frente da disputa. “Haveria uma conversa de João com Majeski hoje [sexta,7], entretanto, o governador chamou João para conversar”, confirma fonte de bastidor, ressaltando que o pré-candidato fará também uma conversa com o PDT de Vitória”, um dos pontos complexos do jogo, já que envolve o prefeito da Serra, Sergio Vidigal, no comando do PDT estadual, partido dirigido por seu filho, Eduardo Vidigal, o Dudu. “Está tudo bem encaminhado, resta saber qual será a posição do Vidigal quanto a isso”, afirma um observador político, frase que traz à tona a pré-candidatura do PT na Serra, liderada pelo ex-deputado estadual Roberto Carlos, onde o PDT tem um nome, ungido por Vidigal, concorrendo à prefeitura. Neste cenário, surge outra questão: o PT recuaria para apoiar o pré-candidato do prefeito, Weverson Meireles? Não existe resposta ainda para a pergunta, pelo fato de uma aliança entre o Palácio Anchieta e João Coser, além disso, passar pela própria formação do grupo de centro-direita, com o PSDB-Cidadania, PSD, PSB, União Brasil e MDB, viabilizada depois da desistência do deputado estadual Tyago Hoffmann (PSB) em concorrer ao cargo em 6 de outubro, a pedido do governador. Esse movimento, de outro lado, reforçou apoios de setores do governo ao nome o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), pessoa muito próxima ao vice-governador, Ricardo Ferraço (MDB). Luiz Paulo é apontado como o nome preferido do Palácio Anchieta, mas destaca que é preciso considerar as possibilidades de avanço de João Coser, na esteira do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua pontuação nas pesquisas, que o colocam em segundo lugar, abaixo de Pazolini. Pesa ainda contra uma aliança com o PT, o cenário histórico de Casagrande, que nas últimas eleições, se omitiu em relação aos palanques do partido. O ex-deputado estadual Sergio Majeski desistiu da pré-candidatura em Vitória nessa quinta-feira (6), afirmando que não teve “garantia, aliás, encontrei dificuldades até de conversar com quem poderia garantir isso“, em carta endereçada aos eleitores do município. “Mas não é possível sustentar uma pré-candidatura de uma cidade como Vitória, sem uma garantia de estrutura básica a ser disponibilizada (na pré-campanha e na campanha propriamente dita)”, acrescentou. Majeski alega dificuldades no PDT e desiste da pré-candidatura em Vitória – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/majeski-alega-dificuldades-no-pdte-desiste-da-pre-candidatura Gandini desiste e Luiz Paulo confirma pré-candidatura do grupo de centro – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/gandini-desiste-e-luiz-paulo-confirma-pre-candidatura-do-grupo-de-centro

07/06/2024 / 0 Comments
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Freitas diz que não será candidato em São Mateus e reforça nome de Boroto

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Ex-deputado afirma que contribui mais para o município permanecendo à frente do DER O ex-deputado estadual Eustáquio de Freitas (PSB) anunciou que não será candidato a prefeito de São Mateus, norte do Estado, como era cogitado, e afirmou: “Contribuo mais para o nosso município permanecendo onde estou, afinal, estamos executando investimentos robustos, como o complexo de saúde do norte, o contorno de São Mateus, a macrodrenagem de Guriri, entre outras obras do governo do Estado”. Em carta encaminhada aos eleitores, Freitas, que é diretor-presidente do Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado (DER), reforça o nome do ex-prefeito Amadeu Boroto, levado à direção municipal do MDB pelo vice-governador, Ricardo Ferraço, presidente da legenda no Estado. Boroto é apontado como pré-candidato, apesar de estar inelegível, por conta de processo condenatório por improbidade administrativa. “Acredito na viabilidade eleitoral do nosso amigo Amadeu Boroto, um gestor experiente, que atende às nossas expectativas de criar um ambiente harmônico, com uma gestão organizada, democrática e republicana, que devolva o desenvolvimento econômico e social, de geração de emprego e renda e oportunidades para todos os mateenses”. A carta destaca que, “depois de refletir com minha família, com meu partido e com o governador Renato Casagrande, a quem tenho estima, amizade e grande admiração, venho comunicar a todo o povo da minha querida cidade que, neste momento, eu contribuo mais para o nosso município permanecendo onde estou”. Em outro trecho, o ex-deputado afirma: “Mesmo não tendo anunciado em momento nenhum que seria candidato a prefeito do nosso município, mas observando as expectativas criadas, senti a necessidade de informar que continuo à frente do Departamento de Edificações e de Rodovias (DER)”, disse. Ele acrescenta que tem “incentivado movimentos de unidade política e de coalisão partidária em favor do nosso município: “Todos juntos por São Mateus”. Neste sentido, estamos, e continuaremos, num intenso diálogo com as lideranças políticas e a sociedade civil organizada”. O ex-prefeito Amadeu Boroto tenta retornar ao cargo nas eleições de outubro, e para se livrar da condenação que o tornou inelegível, protocolou recurso na 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). Ele exerceu dois mandatos de prefeito, de 2008 a 2016, e foi denunciado por irregularidades nas contas. Em 2019, Boroto impetrou recurso, ainda não definido, abrindo a possibilidade de concorrer sub judice. O ex-prefeito está condenado a devolver R$ 823,1 mil aos cofres públicos, decorrente de uma ação por improbidade administrativa, quando prefeito, relacionada a contratos com uma empresa para a construção de calçadas em imóveis particulares de bairros da cidade. Afastado da política por conta desse processo, foi chamado para assumir, em fevereiro passado, a comissão provisória de São Mateus pelo presidente estadual do MDB, o vice-governador Ricardo Ferraço, visando lança-lo pré-candidato a prefeito. Esse movimento provocou insatisfação junto a emedebistas. 

07/06/2024 / 0 Comments
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Atingidos da Samarco/Vale-BHP devem responder a questionário de danos

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Mais de 70 mil pessoas e instituições são defendidas em ação contra Vale e Samarco na Holanda Arquivo Centro Tamar/ICMBio A Fundação Ações do Rio Doce move um processo contra a Vale e a Samarco na Holanda, devido ao rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, em 2015, maior crime socioambiental da história do Brasil. Agora, os mais de 70 mil indivíduos e instituições representados na ação precisam preencher um questionário de danos para permanecerem no processo. O questionário está disponível no site da instituição. Ainda não há prazo final definido para o preenchimento, mas a fundação pede que os interessados se apressem com o procedimento. Os participantes devem informar com mais detalhes os danos sofridos com o crime ambiental. O preenchimento do questionário é feito com o auxílio de uma assistente virtual. Ao todo, a Fundação Ações do Rio Doce representa mais de 77 mil indivíduos, diversas instituições religiosas, cerca de 1 mil empresas e associações e sete municípios brasileiros: Sooretama, no Espírito Santo; Mucuri, na Bahia; e Ponte Nova, Iapu, Rio Casca, Antônio Dias e Gonzaga, em Minas Gerais. O valor da ação contra a Vale e a subsidiária holandesa da Samarco (Samarco Iron Ore Europe BV) é de R$ 18 bilhões (3 bilhões de Euros) Quem está à frente do processo na Holanda é o escritório de advocacia global Pogust Goodhead, o mesmo que está sob a responsabilidade de outra ação iniciada em Londres, na Inglaterra, com mais de 700 mil atingidos e R$ 230 bilhões em indenização. Esse outro processo é contra a mineradora BHP Billiton, que controlava a Samarco junto com a Vale, e não envolve os participantes holandeses. O julgamento de responsabilidade está marcado para outubro deste ano. “Essa nova ação mostra que atrasar a justiça e fazer ofertas de baixo valor no Brasil não vão impedir as vítimas de exigirem seus direitos. Mais de oito anos após o desastre, muitos atingidos ainda não receberam a indenização por seus danos e agora terão uma nova oportunidade de serem devidamente compensados”, argumenta Tom Goodhead, CEO e sócio-administrador do escritório internacional Pogust Goodhead. Além dessas ações internacionais, o Governo do Espírito Santo ingressou com uma petição judicial, nessa quinta-feira (6), com uma nova proposta para tentar retomar as negociações referentes à reparação dos danos causados pelo crime da Samarco/Vale-BHP. O acordo seria de R$ 109 bilhões, com um prazo de pagamento de 12 anos. Esse prazo, segundo a gestão estadual, considera a sugestão das próprias empresas de que os recursos fossem repassados em 20 anos, descontando os oito anos transcorridos desde o rompimento da barragem de Fundão em Mariana. O novo valor não inclui os recursos já desembolsados pelas empresas em medidas reparatórias, indenizatórias e ou compensatórias, nem os valores estimados para a execução das obrigações que permanecerão sob responsabilidade delas, como pretendia a Samarco, Vale e BHP Billiton. No mês passado, o governo do Estado e a União rejeitaram a proposta de R$ 127 bilhões feita pelas empresas, que descontariam “R$ 37 bilhões já desembolsados e R$ 18 bilhões de ‘obrigações a fazer’”, somando R$ 72 bilhões. “Condições inadmissíveis”, reagiram na ocasião. No ano passado, o valor sugerido foi ainda menor, de R$ 42 bilhões. A petição foi encaminhada ao Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), com assinatura conjunta do Governo de Minas, União, Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública do Espírito Santo, Defensoria Pública de Minas Gerais e Defensoria Pública da União. Apesar disso, muitos atingidos ainda temem que a reparação não chegue efetivamente a quem foi impactado pelo crime ambiental. “Se a Vale falar que não vai descontar o que ela já gastou e oferecer cento e tantos bilhões [de reais], eles [os governos] vão querer aceitar. Mas e o atingido, como fica? Cada um [presidente da República e governadores] vai pegar o dinheiro e fazer o que quiser? Como é que ficam as comunidades, os que foram atingidos, mesmo?”, questionou recentemente o presidente do Sindicato dos Pescadores e Marisqueiros do Espírito Santo (Sindpesmes), João Carlos Gome da Fonseca, o Lambisgoia. Estado apresenta proposta de R$ 109 bilhões em processo de repactuação – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/es-apresenta-proposta-de-r-109-milhoes-para-repactuacao-do-crime-da-samarco-vale-bhp Ação contra a Vale na Holanda defende 77 mil pessoas e mil empresas – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/acao-contra-a-vale-na-holanda-defende-77-mil-pessoas-e-mil-empresas-atingidas

07/06/2024 / 0 Comments
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