Familiares de professor de capoeira assassinado em Itaúnas esperam que júri popular marque o fim da árdua luta por justiça O julgamento de Tiago Passos Viana, o “Aranha”, assassino do professor de capoeira Cuarassy Pedro Medeiros Del Nery, será na quarta-feira (5), em Conceição da Barra, norte do Espírito Santo. O advogado que atua como auxiliar do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Israel Domingos Jorio, avalia que “há grandes possibilidades de condenação do réu”, uma vez que o crime “não foi legítima defesa, e sim um assassinato frio”. Familiares da vítima se mobilizam para acompanhar o júri popular e esperam que o resultado concretize o fim da árdua luta por justiça. PC O crime ocorreu em dezembro de 2020, na vila de Itaúnas. Cuarassy foi assassinado a tiros dentro de uma pousada. Israel relata que há muitas testemunhas que afirmam que a ação de Tiago, ao contrário do que o acusado tenta alegar, “não foi para preservar a própria vida”. “A vida de um jovem foi tirada de modo estúpido, é algo que não se pode deixar passar em branco”, enfatiza o advogado. Embora haja muitas testemunhas, por ser apenas um acusado, a expectativa é de que o julgamento não dure mais de um dia. Thiago, que permanece preso, irá a júri popular após dois anos da sentença proferida pelo juiz Leandro Cunha Bernardes da Silveira, que não acatou a tese de legítima defesa. Na decisão, o magistrado afirmou que há “provas suficientes nos autos para levar o acusado ao Tribunal do Júri, considerando os depoimentos prestados, laudo pericial, mídia anexada e o próprio interrogatório do réu”. Ao todo, foram ouvidas 11 testemunhas. Quanto à tese de legítima defesa, o magistrado destacou que não foi “amplamente comprovado nos autos”, por não preencher integralmente os requisitos do artigo 25 do Código Penal, pois “foram desferidos ao menos três disparos de arma de fogo contra a vítima, caindo por terra a tese de uso ‘moderado’ dos meios”. O juiz concluiu dizendo que entende “imperiosa a pronúncia do acusado”, por não haver “provas a justificar a absolvição sumária” e por existir “indícios de autoria delitiva dos crimes narrados, bem como prova da materialidade do delito”. Cuarassy tinha 39 anos e deixou dois filhos. Ele frequentava Itaúnas desde criança. O crime gerou comoção e revolta na comunidade, ganhando ampla repercussão. A Promotoria de Conceição da Barra apontou que o homicídio teve “motivo fútil”. O professor de capoeira foi enterrado sob homenagens no Cemitério Santo Antônio, em Vitória, com sucessivas cobranças pela rápida elucidação dos fatos e a prisão de Tiago Aranha, que passou quase seis meses foragido. Guará, como era conhecido na capoeira, ensinava o esporte para crianças em várias escolas de Vitória. Arquivo Pessoal O crime Tiago Aranha jogou a arma em um rio para impedir a perícia, dificultando as investigações e a produção de provas, como apontou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPES). O assassino fugiu do local do crime, apresentando-se à Delegacia Regional de São Mateus somente no dia seguinte. Em depoimento à Polícia, afirmou que adquiriu a arma, sem registro, cinco dias antes, e passou a andar com o armamento em local público. “A vítima trabalhava em uma loja. Na ocasião, o denunciado chegou, os dois iniciaram uma discussão e entraram em luta corporal. Mesmo com moradores pedindo que o acusado se afastasse, ele foi ao interior de uma pousada e, após pegar uma arma de fogo, atirou contra a vítima, que morreu no local”, relatou o Ministério Público. A Promotoria considerou o homicídio por motivo fútil, “já que Tiago tinha uma rixa anterior com uma pessoa, de quem a vítima teria tomado as dores. Essa situação foi relatada pelo próprio denunciado em um áudio enviado por aplicativo de celular a uma pessoa não identificada, logo após o crime, que foi juntado aos autos. Ele confessa que, além de ter cometido o homicídio, iria apagar do aplicativo a mensagem em que relata esses fatos”. Tiago chegou a ser preso no mesmo mês em que cometeu o crime em São Mateus, mas foi libertado em janeiro de 2021, por ato do juiz Diego Franco de Santanna, que alegou excesso de prazo previsto para a conclusão do inquérito policial e sua entrega espontânea à Polícia. O magistrado não considerou, porém, o período de dez dias em que ele deixou de se apresentar após a decisão judicial que determinou sua prisão, publicada um dia após o crime e amplamente divulgada pela imprensa capixaba. Em fevereiro de 2021, o mesmo juiz decretou a prisão preventiva de Tiago, que após meses foragido da Justiça, foi preso em julho do mesmo ano, em Colatina, noroeste do Espírito Santo. Júri popular do assassino de professor de capoeira é marcado para junho Crime cometido por Tiago Viana, que vitimou Cuarassy Pedro Medeiros Del Nery, ocorreu em 2020, em Itaúnas https://www.seculodiario.com.br/justica/juri-popular-do-assassino-de-professor-de-capoeira-e-marcado-para-junho Matador de professor de capoeira comprou a arma cinco dias antes do crime – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/matador-de-professor-de-capoeira-comprou-a-arma-cinco-dias-antes-do-crime
Professor acusado de assédio sexual é impedido de assumir chefia de departamento
Renato Siman foi afastado de suas funções, sem vencimentos. Caso também tramita na PF Leonardo Sá O professor Renato Ribeiro Siman foi impedido de assumir a chefia do Departamento de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde leciona, devido à punição recebida no Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que investigou as denúncias de assédio sexual feitas por quatro estudantes por ele orientadas. O impedimento da nomeação é a recomendação da Procuradoria Federal da Ufes (PF-Ufes) – Parecer PF-Ufes nº 245/2024 – em resposta ao pedido de orientação solicitado pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) a respeito do caso. No parecer, o chefe da PF-Ufes, procurador Francisco Vieira Lima Neto, elenca os fatos narrados pela Progep, dando conta de que Siman foi eleito, por chapa única, como chefe do Departamento de Engenharia Ambiental, para exercer um mandato de dois anos, a partir de 23 de maio deste ano, porém, foi suspenso de suas funções de professor por 90 dias, a partir do dia 24 de maio. A suspensão foi formalizada pela Portaria de Pessoal nº 676, de 23 de maio de 2024. O documento é assinado pelo reitor, Eustáquio de Castro, e afirma que a decisão tem em vista “o que consta do processo digital no 23068.067438/2022-11”. Tal PAD foi aberto a partir do relatório final da sindicância criada para apurar as denúncias de assédio sexual, sob presidência da professora Cláudia Varassin. Ao recomendar pela não nomeação de Siman, o procurador Francisco Neto cita fala do jurista Mauro Roberto Gomes de Mattos, que explica: “o afastamento do servidor punido não é remunerado, além dele ficar privado dos direitos inerentes ao cargo, só recebendo vantagens após o encerramento da penalidade”. “Funcionário suspenso, embora não perca o vínculo com o ente empregador, não se encontra exercendo seu cargo público, situação que, por sua vez, o impedirá de assumir função comissionada”, ratifica o procurador. Rede de apoio A suspensão sem vencimentos e o impedimento de nomeação como chefe do departamento chegam às vítimas como um alento após um longo período de intenso sofrimento, relata o professor também do Departamento de Engenharia Ambiental, Ricardo Franci, que acolheu as quatro estudantes e as ajudou a fazer as denúncias criminal, na Polícia, e administrativa, dentro da Ufes. “Importante que fique consubstanciado que ele ‘caiu”, afirma Ricardo Franci. “Culmina como fim de um processo que foi muito demorado e dolorido para todo mundo, principalmente para as vítimas, mas eu não me excluo disso, porque houve pressões de todos os lados, dentro da Ufes, enquanto o processo administrativo durou. Posso atestar, pela proximidade com as alunas, todo o sofrimento, o medo, as angústias, a vontade de desistir, tanto dos cursos de formação quanto do próprio processo em si”. A persistência, afirma, só foi possível graças a um conjunto de pessoas que se somaram no acolhimento às estudantes. “Uma rede de apoio, em que cito o [programa de extensão e pesquisa da Ufes] Fordan, na pessoa da professora Rosely [Silva Pires, coordenadora-geral do Fordan], e o Nudem [Núcleo Especializado de Defesa dos Direitos da Mulher] da Defensoria Pública, as doutoras Gabriela Agapito e Fernanda Prugner, que foram fundamentais no apoio às vítimas, para que elas encontrassem forças para perseverar e ir até o fim do processo”. Instância criminal Na esfera criminal, ao contrário, a experiência foi muito ruim, relata. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Vitória, na Reta da Penha, foi o primeiro lugar onde Ricardo e as vítimas se dirigiram para denunciar o crime, visto que no primeiro momento as estudantes tiveram receio de denunciar dentro da Universidade, temendo perseguição ou outro tipo de constrangimento. “Para nossa decepção, não tivemos acolhimento, porque a delegada entendeu que se tratava de um crime na esfera federal, o que foi no meu entender um grande equívoco”. O que o professor e as estudantes sabem até agora é que a Polícia Federal aceitou a denúncia, realizou oitivas e abriu um processo interno. “Mas os próprios colegas comentaram durante as oitivas que a Polícia Federal não está muito preparada para esse tipo de investigação”. Além disso, não havia necessidade de transferir o caso para a esfera federal, sublinha Ricardo, pois muitas das ações de assédio ocorreram fora espaço físico da universidade. “Havia o tempo todo a questão do superior e do subalterno, o professor e as estudantes da universidade, mas os assédios, a maioria, ocorreram na cidade, fora do campus. Como a delegacia da mulher é especializada nesse tipo de caso, foi um equívoco transferir para a Polícia Federal, e isso atrasou muito todo o processo”. “O que eu quero evidenciar é que a gente vê o tempo todo na imprensa, na internet, uma preocupação em proteger a mulher, mas nesse caso, eu como homem que tentei ajudar a fazer uma denúncia em prol das estudantes, nós encontramos muita dificuldade. Elas não se sentiram protegidas e eu também não percebi isso”, complementa. O único resultado obtido até agora foi de um processo administrativo. “Na esfera criminal não houve nenhum avanço, nada prosperou, apesar dos depoimentos fortíssimos das vítimas e das provas disponíveis. Isso é lamentável. A Ufes cumpriu seu papel, com comissão de sindicância, com PAD, mas a esfera criminal não”. Demissão Ricardo destaca a importância do bom trabalho feito pela comissão de sindicância, que recomendou a abertura do processo administrativo, e da comissão do próprio PAD. Porém, ressalva que punição de suspensão por 90 dias, sem vencimento, na sua perspectiva e na das vítimas, merece um complemento, devido à gravidade dos fatos e considerando decisão tomada pelo presidente Lula em setembro passado, de aprovar o parecer da Advocacia Geral da União (AGU) que recomenda a punição de demissão aos servidores que cometerem assédio sexual. “Eu pessoalmente entendo que é uma punição muito branda em face de todo o sofrimento que eu infelizmente tive a oportunidade de perceber, ao conviver com as vítimas, inclusive acolhendo nos momentos de maior sofrimento agudo. Entendo que esse tipo de delito em especial numa universidade, onde a gente sabe que isso ocorre com muita frequência, um mero afastamento vai resultar
Ameaças a oficiais de Justiça no Estado repercutem em entidade nacional
Categoria manifesta insegurança e afirma que denúncias encaminhadas ao TJES não são apuradas A União dos Oficiais de Justiça do Brasil (Unioficiais), entidade nacional com sede em Brasília, instalou uma plataforma digital para receber denúncias e adotar medidas protetivas em decorrência de ameaças e atos de violência contra oficiais de Justiça no Espírito Santo e em outros estados. A decisão visa adotar medidas protetivas desses profissionais, sem colocar em risco suas integridades físicas, em movimentos realizados de forma sigilosa. “Os oficiais de Justiça recebem ameaças constantemente nas ruas, avisam ao Tribunal de Justiça, que não faz nada”, diz um oficial, guardando o anonimato. Acrescenta que o quadro está defasado em mais de 12 anos e ainda não foram nomeados os servidores do concurso do ano passado. Gerardo Alves Lima Filho, presidente da UniOficiais, afirma que a plataforma visa formalizar as denúncias, que, em sua maioria, são feitas de forma sigilosa, principalmente quando se trata de relações de trabalho. “O sistema vai registrar, e a partir daí, acionaremos os tribunais e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que recentemente esteve no Espírito Santo”, disse Gerardo, ressaltando a importância do acompanhamento. Segundo ele, os tribunais e conselhos nunca providenciaram um modelo para documentar e compilar esses dados para desenvolver uma política adequada, capaz de garantir segurança para a categoria. “Nós sabemos também que há uma cifra oculta significativa com relação aos crimes praticados contra oficiais de Justiça. Isso porque, na correria para cumprir todos os mandados, os oficiais não registram essas ocorrências”, ressalta. No próximo mês de julho, o Sindicato dos Oficiais de Justiça no Espírito Santo (Sindioficiais-ES), em parceria com a Escola da Magistratura do Estado (Emes), promove um curso presencial de aperfeiçoamento para oficiais sobre o tema “Diligência Segura – Minimização de Riscos (Teoria e Prática)”. O presidente do sindicato, Paulo Sérgio Torres Meinicke, afirma que as tratativas começaram ainda no ano passado, quando houve uma reunião com o deputado Mazinho dos Anjos (PSDB) e o então secretário de Segurança Pública, coronel Ramalho – cargo hoje ocupado por Eugênio Ricas. Uma das últimas ocorrências foi com um oficial de Justiça de 61 anos, de Vila Velha. Ele foi assaltado enquanto realizava o cumprimento de suas funções e entregava uma intimação. Ele teve o veículo e, também, o celular (que estava dentro do carro) levados. “No epicentro da Justiça do Espírito Santo, uma sombra paira sobre o Tribunal local, à medida que os relatórios do CNJ revelam um cenário desolador. Este tribunal, outrora um farol de imparcialidade e justiça, é agora considerado o pior do país, um título nada honroso concedido pelo próprio órgão de supervisão da justiça brasileira”, diz trecho de uma denúncia encaminhada à Unioficiais. “As condições de trabalho degradantes, a falta de proteção adequada e a ausência de medidas de segurança transformaram os corredores dos tribunais em campos minados para a saúde física e mental dos servidores. Não é surpreendente, então, que a maioria dos afastamentos médicos seja resultado de doenças psiquicossomáticas, um reflexo direto do ambiente hostil e estressante que permeia o Judiciário Estadual”, prossegue o manifesto. “As violações dos direitos humanos e das normas trabalhistas merecem a atenção urgente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos”, cobra ainda o manifesto. O presidente da UniOficiais garante que “a partir dos registros e do que o oficial solicitar de providências, podemos auxiliar no que o colega está precisando, encaminhando as demandas e contando com a parceria das entidades de todo o país. O sistema está disponível para os oficiais de Justiça federais e estaduais de todo o Brasil e não precisa ser associado à entidade para utilizar. O propósito é garantir segurança para todos”.
Abertas inscrições para a 3ª Mostra Nacional CineMarias
Mais na coluna: Crias.Lab; Mel Rosário nos cinemas; Pocar Festival; Caravana literária; e lançamento de livro Estão abertas até 13 de junho as inscrições para a 3ª Mostra Nacional CineMarias – Poéticas do Fim do Mundo. Cineastas e realizadoras audiovisuais de todo o Brasil podem inscrever seus filmes nas mostras competitivas capixaba e nacional (clique aqui). As inscritas concorrerão ao troféu CineMarias de Melhor Filme e Melhor Direção em ambas categorias. Um prêmio de R$ 2 mil será destinado para o melhor filme, também nas duas categorias. Divulgação O evento, gratuito, acontecerá de 19 a 21 de setembro, no Cine Metrópolis, no campus de Goiabeiras, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Podem ser inscritos filmes brasileiros dirigidos por mulheres trans, cis, travestis e pessoas não-binárias, produzidos entre janeiro de 2021 e 1º de maio de 2024, com duração de até 25 minutos. Cada proponente pode enviar até duas obras dos gêneros documentário, ficção, animação ou híbrido. Proposta A Mostra propõe um debate sobre outras formas de comunicar e difundir histórias, reverenciando as narrativas livres e os meios independentes que se colocam como novas plataformas de partilhas do sensível. Evoca o cinema e o midialivrismo como forma de fortalecer a capacidade de comunicação e disputa de narrativas da sociedade civil em um cenário de desigualdades de gênero, racial, ambiental e econômica. O que vem por aí Zanete Dadalto A programação não se restringe à exibição das obras audiovisuais. Contará também com mais de 30h de atividades como workshops e masterclasses de criação, bate-papos, painéis e shows musicais com atrações locais e nacionais. O nome CineMarias é inspirado na Lei Maria da Penha. Por isso, durante a programação, também será possível conferir ações educativas de reflexão sobre o combate à violência contra identidades femininas e de difusão dessa lei. Último dia de inscrição Terminam neste sábado as inscrições para os laboratórios imersivos de audiovisual Lab.Clipe e Lab.Doc, do Crias.Lab, projeto voltado para manifestações culturais urbanas das juventudes das comunidades periféricas. As oficinas são destinadas para jovens entre 18 e 35 anos e buscam capacitar os participantes na produção de videoclipes e documentários. As inscrições são feitas neste link. Por meio da formação, gratuita, os jovens receberão uma bolsa-auxílio de R$ 600,00. Serão oferecidas 50 vagas, divididas igualmente entre os dois laboratórios. As aulas ocorrerão de 10 a 14 de junho, no HUBES+, no Centro de Vitória. Toda Noite Estarei Lá Divulgação O documentário Toda Noite Estarei Lá, de Suellen Vasconcelos e Tati Franklin, chegou aos cinemas nessa quinta-feira (30), feriado de Corpus Christ, e seguirá em cartaz em junho, mês do Orgulho LGBTQIA+. As exibições serão nos estados do Ceará, Rio de Janeiro, Tocantins, Bahia, São Paulo e Espírito Santo. A produção audiovisual acompanha a jornada de Mel Rosário, de 58 anos, que após sofrer uma agressão transfóbica, todas as noites se põe diante de uma igreja neopentecostal no Centro de Vitória, onde é impedida de frequentar. Anota na agenda! Divulgação A edição de 2024 do festival Pocar, em Conceição da Barra, norte do Estado, já tem data marcada. O evento será de 1º a 4 de agosto. Também estão previstas este ano duas edições do Circuito Pocar, uma em Aracruz e outra em Colatina, cidades do norte e noroeste do Espírito Santo. O Pocar conta com uma programação diversificada, com atrações musicais, teatrais, dança e literatura. Anota também! Outro evento que já é para deixar anotado na agenda é a Caravana Combiousa – Expedição Monte Aghá, que promete ser um dos maiores eventos literários já feitos no litoral sul do Espírito Santo. Entre agosto e setembro, a caravana vai passar pelas cidades de Piúma e Anchieta, com feira de livros, oficinas, sarau, música, slam e contação de histórias nas escolas que farão parte do projeto. A caravana é uma iniciativa da Editora Cousa, que ao final, vai publicar um livro reunindo textos de escritores dos dois municípios. Legado Divulgação A ideia é que a caravana não se restrinja Piúma e Anchieta, pois a proposta da Cousa é ir posteriormente a outros lugares do Espírito Santo. A iniciativa busca trabalhar os diversos públicos, desde as crianças no espaço escolar, até adolescentes no incentivo à escrita e adultos nas diversas atividades. Segundo Saulo Ribeiro, editor da Cousa, espera-se que o legado da expedição, além da publicação de um livro com escritores locais, seja a promoção da escrita e da leitura e do intercâmbio entre os agentes literários e culturais da região, para que possam futuramente promover novas atividades. Livro A obra com a antologia de textos oriunda da caravana será lançada em dezembro deste ano, com um evento que vai reunir os escritores selecionados e os curadores, incluindo ações para público infanto-juvenil, shows musicais, sarau e participação de artistas locais. A curadoria da obra será feita pelos escritores Henrique Rodrigues, Caê Guimarães e Fabiani Taylor. Galope Divulgação Por falar na Editora Cousa, na próxima quinta-feira (6), a escritora Fran Bernardes lança Galope, livro com 24 contos nos quais a autora, a partir de eventos corriqueiros, busca promover reflexões a respeito da vida e das possibilidades de mudança. O livro, com selo da Cousa, será lançado no Artsy Vitória Hostel, no Bairro República, em Vitória, a partir das 19h. Até a próxima coluna! E-mail: elainerdalgobbo@gmail.com
Teatro da Ufes recebe Orquestra Brasileira de Cantores Cegos
Espetáculo nesta quarta-feira será gratuito e apresentará diversidade cultural e tradições do Estado Cia Poéticas A Orquestra Brasileira de Cantores Cegos inicia sua segunda temporada nesta quarta-feira (5), em Vitória, com uma apresentação única e gratuita no Teatro da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), às 19h30. Após o sucesso de público do ano passado, os 16 cantores cegos voltam a interpretar canções que representam a cultura e os povos do Brasil, incluindo comunidades e tradições capixabas. Ao todo são 20 canções organizadas em 15 arranjos para voz, piano e percussão corporal. Os cantores cegos são arautos de cantigas garimpadas de Norte ao Sul do País, passando por ritmos e culturas diferentes, entre eles, o congo do Espírito Santo, o Coco de Tebei de Pernambuco e a Bata do Feijão do Maranhão. Também representam a comunidade quilombola Kalunga de Cavalcante (GO), o povo Mehinako do Alto Xingu (MT), os Guaranis da aldeia Marake’nã, residentes do Rio de Janeiro, e territórios como Angicos (RN) e Santo Antônio da Patrulha (RS); passando por Serra Preta (BA), Vale do Jequitinhonha (MG) e Arapiraca (AL). O repertório é resultado do trabalho de pesquisa realizado pela artista Renata Mattar e formado por canções populares de domínio público, transmitidas de geração em geração, utilizadas por comunidades diversas para acompanhar atividades de trabalho, ninar e festejos. A Orquestra conta com os atores da Cia Poéticas da Cena Contemporânea, que dividem o palco com os cantores cegos e auxiliam seus deslocamentos, imprimindo performatividade e dramaticidade nas cenas. O maestro Thomas Davison, aceitando o desafio de reger pessoas que não enxergam as suas mãos, utiliza-se de estalos de dedos, palmas, batidas dos pés no chão e movimentos que lembram um bailarino brincante, contribuindo para a estética do movimento que o espetáculo apresenta. Com André Stefson na iluminação e Antonio Apolinário nos figurinos, a diretora do espetáculo Rejane Arruda imprime em cena as marcas de uma linguagem experimental, trabalhando a interface entre as Artes Cênicas e o Canto Coral. Já os arranjos de Tarita de Souza para voz, piano e percussão corporal trazem a marca do hibridismo entre popular e erudito típico de uma tradição instrumental brasileira representada por nomes como Guerra Peixe e Villa Lobos. As 16 vozes da Orquestra Brasileira de Cantores Cegos se juntaram em meados de 2023, quando começaram os ensaios para a primeira apresentação, realizada em novembro. O grupo foi selecionado em audição acompanhada pelo maestro Thomas Davison. Logo depois, teve início a etapa dos ensaios com o repertório escolhido, dirigidos por Rejane Arruda. A temporada de 2024 começa com esse mesmo espetáculo, que foi sucesso de público com três sessões lotadas. Ainda este ano, a Orquestra começa a preparar um novo espetáculo, com um novo repertório, que ainda será divulgado e tem apresentações previstas para o segundo semestre. SERVIÇO: Orquestra Brasileira de Cantores Cegos5 de junho, quarta-feira, às 19h30 Teatro Universitário da Ufes – Avenida Fernando Ferrari, 514, Campus Universitário de Goiabeiras, Vitória.
Expresso: polêmica sobre ‘engordamento’ da Praia do Morro
Programa traz também: movimentações de Ferraço em Cachoeiro, filme capixaba nos cinemas, e festa quilombola O tema principal nesta semana é o projeto de “engordamento” da Praia do Morro, a mais conhecida de Guarapari. Mencionado publicamente no início do ano pelo vice-governador, Ricardo Ferraço (MDB), em encontro com empresários, o projeto só foi apresentado oficialmente na última semana e enfrenta oposição de moradores da região. O programa fala sobre a proposta da prefeitura, investimento do Estado, possíveis impactos socioambientais, e motivos da oposição da população. O Giro de Notícias ainda traz as movimentações eleitorais surpreendentes em Cachoeiro de Itapemirim, decisão do PT em Aracruz, protestos de estudantes em Marataízes, entre outros fatos da semana. No De Rolê tem filme capixaba no cinema e festa quilombola. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Perícia: expectativa é concluir estatuto e tabela de subsídios semana que vem
Reuniões de comissão já começaram, incluindo, após reivindicações, a participação dos peritos Os peritos capixabas acreditam que na próxima semana o estatuto da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) e a tabela de subsídios já estarão prontos. As reuniões da comissão de elaboração dos documentos começaram na última terça-feira (28), concretizando, finalmente, a tão reivindicada participação dos trabalhadores. Além deles, integram a comissão representantes da Secretaria Estadual de Gestão e Recursos Humanos (Seger) e o perito oficial geral, Carlos Alberto Dal-Cin. Até o momento aconteceram duas reuniões. A primeira, excepcionalmente, das 13h às 16h. A segunda, nessa quarta-feira (30), das 10h às 16h. O presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Espírito Santo (Sindiperitos), Tadeu Nicoletti, informa que as reuniões começarão sempre às 10h, mas sem estabelecimento de um limite de horário para acabar. Na próxima semana, serão realizadas de segunda a sexta. “O objetivo de todos é concluir o mais rápido possível”, diz. O trabalho, segundo Tadeu, é de atualização das propostas já encaminhadas pela categoria para a própria Seger. Após a finalização, será feita assembleia com a categoria para submeter as propostas à avaliação. Depois ela segue para a Seger, que encaminhará para a Procuradoria Geral do Estado (PGE). Posteriormente, seguirá novamente para a Seger, responsável por encaminhar para a Assembleia Legislativa. Apesar dos avanços, a operação-padrão, que teve início no dia 10 de maio e reduz pela metade os trabalhadores em atividade, será mantida, bem como a presença da categoria nas sessões da Assembleia Legislativa às terças-feiras. O governador Renato Casagrande (PSB) chegou a assumir o compromisso de encaminhar a proposta de estatuto e da tabela de subsídios para a Assembleia em janeiro último, mas isso não ocorreu. Além da desvalorização salarial com a não atualização da tabela, colocando os peritos capixabas muito abaixo da média nacional, Tadeu aponta outros problemas oriundos dessa situação. Um deles é a possibilidade de impunidade. “Se ocorrer algo disciplinarmente, se alguém cometer uma falta, vai aplicar a transgressão disciplinar como? A partir de qual estatuto? O da Polícia Civil?”, destaca. A falta de um estatuto causa ainda “vacância de direitos”. Um deles é a progressão, já que as regras são estabelecidas no estatuto. Seger anuncia comissão para elaborar estatuto e tabela de subsídios da Perícia Portaria será divulgada pelo perito geral Carlos Alberto Dal-Cin. Categoria mantém operação-padrão e protestos https://www.seculodiario.com.br/seguranca/seger-anuncia-comissao-para-elaborar-estatuto-e-tabela-de-subsidios-da-pericia Trabalhadores realizam manifestação por valorização da Perícia Categoria planeja novos protestos, um deles no Faça Fácil, em Cariacica, para reduzir os atendimentos de RG https://www.seculodiario.com.br/seguranca/trabalhadores-realizam-manifestacao-por-valorizacao-da-pericia
Servidor é exonerado e aponta perseguição por parte de diretora de escola
Wendel Vieira de Souza afirma ter tido avaliação negativa no probatório por diretora que cometia assédio moral O agente de suporte educacional Wendel Vieira de Souza aponta perseguição em sua exoneração, publicada no Diário Oficial do Espírito Santo em maio último. A motivação para seu desligamento do serviço público estadual foi ter recebido notas baixas na avaliação parcial de estágio probatório. Ele afirma, porém, que não foi avaliado pela chefia que de fato deveria tratar disso e aponta que a diretora que o avaliou cometia assédio moral contra ele quando trabalhava na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Nea Salles Nunes Pereira, em Maracanã, Cariacica. Wendel recorda que, após passar no concurso público, começou a trabalhar como agente de suporte educacional em novembro de 2022, na unidade de ensino situada em Maracanã. A partir daí, passou a sofrer assédio moral por parte da diretora Eliete Gomes Torquato Louzada. Uma das atividades as quais foi designado por ela, afirma, foi na área de recursos humanos. Contudo, ele ainda não tinha pleno domínio da atividade, uma vez que o concurso não exigia experiência. Wendel destaca que isso não foi levado em consideração pela diretora, que reclamava constantemente de seu trabalho e chegou a constrangê-lo publicamente em uma reunião do Conselho de Escola ao insinuar que ele “não sabia fazer nada”. Isso fez com que ele acionasse o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o que resultou na instauração de Notícia de Fato por parte do promotor Dilton Depes Tallon Netto. Além disso, em janeiro de 2023, o servidor enviou pedido de mudança de escola para a Superintendência Regional de Cariacica (SRE), apontando sofrer perseguição por parte da diretora. “Digo isso porque apesar de nós, agentes, ainda estarmos realizando curso de formação com apoio da SRE e da própria Sedu, tenho notado já há algum tempo venho sendo tratado com o que me parece ser um rigor excessivo e hostilidade”, disse no documento no qual faz o pedido. Wendel acrescenta que “mesmo sendo novato na função, já fui chamado à sala da direção por duas vezes, sendo exposto a constrangimentos ante a presença de colegas de trabalho por conta de eu não saber ainda executar tarefas cuja instrução para sua fiel execução sequer me foi fornecida – ou fornecida inadequadamente em alguns casos. Algumas das falas da diretora inclusive dão conta de que ‘ela não teve instrução quando foi colocada nesse cargo e teve que se virar’, ou ainda que durante a sua formação no curso de graduação em Matemática, ‘também não teve ensinamento adequado, pois os professores não tinham paciência’. Dessa forma, por mais que eu me esforce a ponto de ficar sem almoçar para ajudar no atendimento em dias atípicos, não disponho de condições de dominar com profundidade toda a demanda necessária”. O servidor aponta ainda acreditar que essa hostilidade tem origens em divergências políticas passadas, uma vez que foi aluno daquela escola e, na época, discordou do posicionamento pró-Bolsonaro por parte da diretora. “A mesma parece ter criado por mim alguma espécie de antipatia por conta do seu firme posicionamento político pró-Bolsonaro, com o qual eu apenas não concordei. Embora tenha sido sempre respeitoso com a ex-professora, ao ponto de ter me disposto a ajudá-la em seu mestrado de Matemática em 2018 (ela precisava de alguém de ‘humanas’ pra sugerir melhoras em seu texto), mais recentemente, porém, a mesma havia cortado vínculos virtuais em redes sociais através de bloqueios após algumas tentativas de me convencer a pensar favoravelmente sobre o seu então candidato à reeleição, Jair Bolsonaro”, relatou no documento. A mudança de escola foi concretizada um mês depois do pedido feito por Wendel. O agente de suporte educacional, então, passou a trabalhar na EEEFM Mariano Firme de Souza, em Bandeirantes, Cariacica. Wendel afirma que a chefia que deveria ter feito sua avaliação do 1º ciclo do estágio probatório, que corresponde a 180 dias, deveria ser a direção da escola de Bandeirantes, e não da de Maracanã. Para dizer isso, afirma se basear no Estatuto dos Servidores. Ele explica que, em casos como o dele, que passou por mais de uma chefia no período de 180 dias, quem deve avaliar é aquela que exerceu essa função por mais tempo. Em situação de empate, a avaliação deve ser feita pela chefia mais recente, portanto, em ambos os casos, a direção da EEEFM Mariano Firme de Souza é quem deveria avaliar. Wendel relata que foram contabilizados pela Sedu 91 dias de atuação na primeira escola e 90 no segundo. Entretanto, como chegou a tirar um dia de abono de interesse pessoal quando ainda estava na EEEFM Nea Salles Nunes Pereira, esse dia, segundo o Estatuto, não deve ser contabilizado, totalizando 90 dias em cada uma das unidades de ensino. Ao receber a avaliação, na qual tirou nota inferior a 50% nos quesitos iniciativa e participação na área do trabalho, conhecimento técnico e qualidade do trabalho, acionou o MPES novamente, protocolando novos documentos dentro do mesmo processo, com a atualização dos fatos. “Estudei para um concurso que tinha 25 mil inscritos para 600 vagas e sou exonerado injustamente. A pessoa que ocupa um cargo de direção de escola tem que ter mais razoabilidade, bom senso, entender que o serviço público é para o público, e não para questões pessoais”, enfatiza Wendel, que, desempregado, conta com a ajuda de amigos, que fizeram uma vakinha para ajudá-lo. A Sedu foi procurada por Século Diário, mas até a publicação desta matéria, não respondeu à demanda. Aprovados no concurso da Sedu oficializam denúncia no Ministério Público Grupo aponta que há contratação de DTs em detrimento da nomeação dos aprovados no certame https://www.seculodiario.com.br/educacao/aprovados-no-concurso-da-sedu-oficializam-denuncia-no-ministerio-publico ‘A Sedu tenta nos convencer a aceitar o que eles querem’ Comunidades contrárias à municipalização de escolas em Cariacica apontam que pasta não está aberta ao diálogo https://www.seculodiario.com.br/educacao/a-sedu-tenta-nos-convencer-a-aceitar-o-que-eles-querem Justiça determina que Sedu retire pontuação de estágio em edital para DTs Professores se queixam de ter sido dado pontuação maior para estágio do que pra titulação e tempo de trabalho https://www.seculodiario.com.br/justica/justica-determina-que-sedu-retire-pontuacao-de-estagio-em-edital-para-dts
Como a polarização política afeta a juventude capixaba?
Grupo do Ifes de Vitória pesquisa pensamento de jovens em escolas e aponta resultados surpreendentes O Grupo Práticas Educativas e Polarização Política, ligado ao mestrado do Ensino de Humanidades do Ifes de Vitória, vem realizando pesquisas em escolas com objetivo de entender melhor o pensamento das juventudes de hoje sobre a política. Para saber mais sobre o tema, o programa Política ES recebe o professor Davis Alvim, coordenador da pesquisa, e os estudantes Lucas Cremonini Junior, Manuella Bittencourt e Larissa Oliveira, também pesquisadores participantes. Eles analisam os resultados encontrados entre jovens capixabas em comparativo com dados de pesquisas nacionais, e trazem percepções sobre o posicionamento político deles dentro dos espectros de esquerda, centro e direita, e em relação aos principais líderes nacionais Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Ainda avaliam como a polarização de hoje afeta os jovens, se esta afeta suas relações pessoais e familiares, e quais espaços consideram mais importantes em seus processos de formação política. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
E o funil?
Eleição em Pinheiros: “volta Gildevan”, candidato para todo lado, e presença em peso da classe política e de aliados do governo Redes Sociais A sucessão em Pinheiros, extremo norte do Estado, ganhou mais uma sacudida nesta semana, com o lançamento do palanque do ex-prefeito e ex-deputado estadual Gildevan Fernandes (União), que tentará mais uma vez retornar à cena. A oficialização congestiona ainda mais o cenário, que tem, por ora, candidato para todo lado, o que tem atraído em peso a classe política e aliados do governador Renato Casagrande (PSB). Gildevan ocupa o campo de oposição ao prefeito, Arnobio Pinheiro (Cidadania), que está perto de completar seu segundo mandato e transita entre três pré-candidatos: seu vice, Aloísio Lulinha (Podemos), o vereador Welton Pezão (PP), e o nome do PSB, Edilson Monteiro, que acaba de deixar o cargo de superintendente de Saúde do Norte do Estado, entrando de vez na disputa. Um quarto concorrente é o ex-vereador Bê do Sobrado, do MDB. Outros também já apareceram nas articulações, mas esses são os que estão com campanhas declaradas nas redes sociais. Os nomes e partidos, como se vê, têm relação direta com a base de Casagrande e, inclusive, com seu secretariado. Os apoios também se confundem. Afinal, cabe esse tanto de candidatura no município ou vai ter funil no bloco da situação? A conferir! MisturebaO União Brasil, de Gildevan, é liderado pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Felipe Rigoni. A festa da candidatura contou com o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, e do também deputado Alexandre Xambinho, ambos em movimento contrário ao do próprio partido, o Podemos, que tem o vice-prefeito no jogo. Completou o trio do ex-prefeito mais um deputado, Adilson Espindula (PSD). Mistureba IIO vice, por sua vez, é projeto do deputado federal Gilson Daniel, que conta com outro quadro do governo, o diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Givaldo Vieira, do PSB, que também apresentou outro candidato no município. O palanque tem o reforço do deputado estadual Tyago Hoffmann, também quadro do PSB. Mistureba IIINa pré-candidatura do PP, lançada pelo deputado federal Da Vitória, os deputados que aparecem são a correligionária Raquel Lessa e Fabrício Gandini (PSD). Já Bê do Sobrado está no partido do vice-governador, Ricardo Ferraço, e conta com apoio do deputado estadual Mazinho dos Anjos (PSDB), e do secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli. Nova configuraçãoO embate entre o bloco do prefeito e Gildevan já é conhecido no município. Em 2020, Arnobio Pinheiro venceu a eleição com 52,2% dos votos. O ex-prefeito ficou em segundo lugar, com 37,61%. Resta saber como será o cenário, agora, com Arnobio fora do jogo. Tudo certo, nada resolvidoMais uma reunião do bloco do centro, desta vez só entre os pré-candidatos que restaram à Prefeitura de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e Fabrícia Gandini (PSD), mais uma repetição do “nada resolvido”. Semana que vem ainda tem outra, para repetir a dose e marcar outra conversa, até sabe-se lá quando! Tudo certo, nada resolvido IIOs partidos envolvidos são ainda o Cidadania, União Brasil e o MDB, todos da base de Casagrande. Já disse e repito: com toda estrutura montada por Luiz Paulo nos últimos meses, qual a chance do tucano não ser candidato? Apostas na mesa… Tudo certo, nada resolvido IIIEm Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, a enrolação ocorre no campo do deputado estadual Theodorico Ferraço (PP). Uma reunião sinalizou para o anúncio do vereador Júnior Corrêa (Novo) como vice. Daí, ele convocou coletiva no dia seguinte e…não disse nada. Cada uma… Deu brechaComo não poderia deixar de ser, adversários aproveitaram para tirar sarro. O deputado estadual Callegari, do PL, ex-partido de Juninho, que seria candidato a prefeito e anunciou desistência para virar padre, publicou vídeo chamando a movimentação de “conversa fiada” e “fofoquinha”. O candidato do PL agora, como se sabe, é o vereador Léo Camargo. Bem na fotoMais obras do governo Casagrande em Cariacica, desta vez, para construção de duas novas estações de tratamento de esgoto: ETE Flexal e ETE Bandeirantes, no valor de R$ 48,6 milhões. O governador prometeu novos anúncios e segue, assim, investindo pesado no prefeito, Euclério Sampaio (MDB), candidato à reeleição. Nas redes“Selo de má qualidade Pazolini. Uniforme com gola torta, asfalta bueiro, fecha porta de prefeitura para perigosos aposentados, toma microfone da mão da sua vice-prefeita, e agora, entrega tênis de prefeitura do interior de Goiás. Qual outra presepada do prefeito você lembra nesses 4 anos?!”. Karla Coser, vereadora de Vitória pelo PT. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com