Prefeito de Conceição da Barra é candidato à reeleição, enquanto partido do governador lançou Erivan Hélio Filho/Secom Dois meses depois de ser lançada, a pré-candidatura do empresário Erivan Tavares (PSB) a prefeito de Conceição da Barra (norte do Estado) começa a ser desconstruída por movimentos do governador Renato Casagrande, do mesmo partido, que prestigia o atual prefeito, Mateusinho do Povão (PTB), que tentará a reeleição. Nesse sábado (25), o governador realizou uma série de entregas no município, isolando as pretensões de Erivan, filiado ao PSB em 22 de março, em clima de pré-campanha. Casagrande inaugurou a obra de reforma do prédio que vai abrigar a Unidade de Saúde do Centro, a Unidade de Saúde da Vila dos Pescadores e a Farmácia Básica Municipal, com investimento de R$ 1 milhão, provenientes do Fundo Cidades; autorizou a reconstrução da Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Córrego do Cedro, no valor de R$ 10 milhões; e entregou uma motocicleta nova para atender o Setor de Vigilância Ambiental. Além disso, fez visitas técnicas às unidades básicas de saúde (UBS) em construção no município, com investimento de R$ 6,45 milhões. Ao lado dele, o prefeito Mateusinho, os deputados estaduais Marcelo Santos (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, Vandinho Leite (PSDB) e Alexandre Xambinho (Podemos), entre outras lideranças. A movimentação de Casagrande desestrutura o cenário e o clima de festa registrados durante a filiação de Erivan, com a presença da direção estadual do PSB, do ex-deputado Eustáquio de Freitas, diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), de Paulo Brusqui, membro da Executiva Estadual do PSB, e de prefeitos e vereadores da região. “Quero expressar minha gratidão e reconhecimento à presença de todas as autoridades e lideranças políticas neste importante evento. Em especial, gostaria de agradecer a presença de Alberto Gavini, presidente do PSB e diretor-presidente da Aderes; de Paulo Brusqui, economista do Governador Renato Casagrande e membro da Executiva Estadual do PSB; de Freitas, diretor-presidente do DER”, disse Erivan na ocasião. Além do prefeito Mateusinho do Povão, está na disputa em Conceição da Barra, o também empresário Toninho de Deus (União). A pré-candidatura foi confirmada no ato de sua filiação ao partido, em evento com a participação do presidente estadual do partido, Felipe Rigoni.
Plano de Equidade Racial será por meio de projeto de lei, e não decreto
Afirmação foi feita por Nara Borgo, que garantiu que não há empecilhos por parte de Casagrande Em reunião com representantes da Unidade Negra Capixaba na manhã desta segunda-feira (27), a secretária de Estado de Direitos Humanos, Nara Borgo, declarou que implementar o Plano Estadual de Equidade Racial por meio de lei, e não decreto, não é um empecilho para o governador Renato Casagrande (PSB). A gestora também se comprometeu a encaminhar ao grupo o plano, uma vez que já foram feitos os debates a respeito de seu conteúdo, mas a versão final ainda não havia sido publicizada. A gestora garantiu que o conteúdo será o apresentado no Museu Capixaba do Negro (Mucane), em outubro último. Contudo, não definiu prazo de envio. A afirmação foi bem recebida pela Unidade Negra, afirma o militante do Centro de Estudos da Cultura Negra (Cecun), Luiz Carlos Oliveira, que participou da reunião. A reivindicação é que seja encaminhado um projeto de lei (PL) à Assembleia Legislativa, pois assim o plano passará a ser uma política de Estado, não podendo ser extinto por um novo gestor. Contudo, Luiz Carlos acredita que mesmo que passe, a implementação do plano será um desafio. “Vamos ter muita dificuldade para implementar de fato as políticas. Teremos que elaborar uma excelente estratégia para ter resultado, não ficar somente na divulgação de manifestos”, diz. O plano foi elaborado por uma comissão criada após uma reunião realizada em maio do ano passado, quando o governador recebeu o Movimento Negro, depois de sete meses da assinatura do documento “Demandas Negras Estruturantes para Equidade Racial e Combate ao Racismo no Estado do Espírito Santo” durante o segundo turno das Eleições 2022. Este também foi apresentado em outubro último, no Mucane, contemplando demandas de quilombolas, religiões de matriz africana, ciganos, indígenas e pomeranos. Nara Borgo confirmou presença na reunião da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, que será no próximo dia 4. Na ocasião, será discutida a efetivação do Plano no Espírito Santo. Além dela, foram convidados o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial e o Movimento Negro organizado. Além disso, a deputada estadual e presidente da Comissão de Direitos Humanos, Camila Valadão (Psol), encaminhou, nessa quarta-feira (22), uma indicação ao presidente do legislativo, Marcelo Santos (Podemos), para que seja criado o Comitê Estadual para Monitoramento e Avaliação das Políticas de Equidade Racial no Espírito Santo. A criação do comitê também é uma reivindicação do Movimento Negro, que, inclusive, deu início, em fevereiro último, a uma discussão junto à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), sobre a possibilidade de a instituição de ensino integrá-lo. Luiz Carlos explica que o Comitê teria como função monitorar, avaliar e aferir as políticas do Plano com ênfase em iniciativas de promoção da equidade racial, como a Lei 10.639/03. Na indicação, Camila destaca a importância da presença da Ufes e de o Governo do Estado contribuir para a estruturação física e de pessoal do comitê. “O objeto do acordo de parceria é a realização de atividades conjuntas de pesquisa científica e tecnológica e desenvolvimento de tecnologia, produto ou processo, no qual os parceiros agregam conhecimento, recursos humanos, recursos financeiros e recursos materiais, bem como poderão permitir a participação de recursos humanos delas integrantes para a realização das atividades conjuntas de pesquisa, desenvolvimento e inovação”, detalha o documento. “Por isso, com o fim de fortalecer o comitê e a própria produção científica da Universidade, se faz necessário o estabelecimento dessa relação”, acrescenta. Também é destacado que o comitê deve ser contemplado com uma composição diversificada, da qual devem fazer parte representações do Estado; Ministério Público do Espírito Santo (MPES); Defensoria Pública (DPES); instituições de ensino públicas; entidades da sociedade civil, em especial do Movimento Negro; fóruns e comissões da Assembleia Legislativa. “Vale ressaltar que a construção do comitê deve ser feita de forma a dialogar com o Movimento Negro do Espírito Santo, para que detalhes como as competências, composição e outros encaminhamentos sejam feitos de acordo com os interesses daqueles que serão mais afetados pela política implementada”, finaliza. Reunião com secretária Nara Borgo vai tratar do Plano de Equidade Racial Movimento Negro quer ver versão final do documento e reivindica encaminhamento à Assembleia https://www.seculodiario.com.br/direitos/reuniao-com-secretaria-nara-borgo-vai-tratar-do-plano-de-equidade-racial Casagrande firma compromisso com entidades da sociedade civil Governador se reuniu neste sábado com o Fórum Igrejas e Sociedade e o Movimento Negro do Estado https://www.seculodiario.com.br/politica/casagrande-firma-compromisso-de-politicas-publicas-com-entidades-da-sociedade-civil Grupo de Trabalho irá criar Plano Estadual de Equidade Racial Efetivação do Plano depende, agora, de publicação da Resolução por parte da secretária de Direitos Humanos, Nara Borgo https://www.seculodiario.com.br/direitos/grupo-de-trabalho-ira-criar-plano-estadual-de-equidade-racial
Tempo de carambolas!
O avião encurtou o mundo, viajar é preciso Tem tempo de mangas e tempo de prestar contas ao patrão, ou seja, o IR. Tem tempo de TV ou ver no cinema, e se o filme é bom, saímos do cinema sorrindo. Todos gostam de uma comédia romântica, mesmo sabendo que no final vai dar tudo certo. Tem tempo de carambolas, mas o pé fica no quintal do vizinho, que não cumprimenta nem o anjo da guarda. Ana Flores ama as carambolas mas não simpatiza com o vizinho, que deixa as frutas apodrecendo no chão e não convida os demais residentes da Rua dos Pedregulhos para se regalarem. Não sabe ele que se faz um doce maravilhoso com carambolas maduras? * O avião encurtou o mundo, viajar é preciso, e Ana Flores vai passar as férias com a irmã em Coral Springs, na chamada Grande Miami. Devido aos constantes atrasos e às exigências de comparecer com muita antecedência, os aeroportos estão sempre lotados, e se sabe, onde tem gente aglomerada, a vida se intromete. Encontros e desencontros acontecem em qualquer lugar, mas ganham um charme especial nos aeroportos – como diz o ditado, a vida é uma viagem, não se apresse em chegar. E chegar sempre chegamos, com ou sem bagagem. * Pois advinha quem viaja no mesmo voo, mesmo lado do corredor? Ana pensa em cancelar a viagem – sem o vizinho de vigia teria umas férias maravilhosas saboreando carambolas…não cancelou, claro, que as passagens custam caro e as empresas aéreas não se comovem com arrependimentos e interferências do acaso. Se não viajou, dançou. As passagens também são passageiras, mas o bagageiro vai vazio. * Quis a sorte que o avião não atrasou, e os dois foram designados para sentar lado a lado, erro de computadores insensíveis. Ele na janela, ela no corredor. Se importaria de trocar de lugar? Uma crise súbita de claustrofobia…Ana pensa em negociar a troca com as carambolas, mas se contém e concorda com a troca. Não a conheço de algum lugar? Tenho a impressão…Sou de Vitória. Coincidência, eu também. Goiabeiras. Ora, eu também. Rua dos Pedregulhos, número 12. Rua dos Pedregulhos, número 14. * Ele espantadíssimo, Então somos vizinhos…completamente. Muita coincidência! Não é possível que não a tenha visto antes…engraçado, eu também não…mente ela, que sabe até os horários em que ele sai e chega, a cor do casaco de chuva. E não é que a viagem foi divertida? Coral Springs não fica longe de Coral Falls, onde ele se hospeda, e Ana o convida para a festa de aniversário da irmã. Bem informal, cada um paga o seu. Não é exigido levar presentes, mas tem que cantar parabéns. Parece ótimo! * As festas hoje estão mais realistas. No casamento da minha prima cobraram ingresso, e houve até quem levasse presente. Na festa de divórcio do meu tio, cada um levou um prato…cheio, claro. O assunto se prolonga voo acima, nem se lembraram de ligar a TV e ver um filme – Talvez achassem uma boa comédia romântica, onde o final é sempre feliz. Quando serviram o jantar, eles pediram o mesmo vinho e comemoraram as vantagens da boa vizinhança. Carambolas incluídas?, ela pergunta. Carambolas? Como assim? Ela diz que gosta muito e ele tem uma árvore carregadinha no quintal. Ele se espanta, São comestíveis? Carambolas em Miami: um dólar a unidade!
Frei Betto: método Paulo Freire ainda é chave para educação popular
Em Vitória, escritor falou sobre os cinco anos que passou no Espírito Santo após sair da prisão na ditadura militar O documentário A cabeça pensa onde os pés pisam: Frei Betto e a educação popular teve pré-estreia no Cine Metrópolis, no campos da Ufes em Vitória. Na ocasião, em entrevista à TV Século, o escritor e educador contou um pouco de sua trajetória, que inclui cinco anos vivendo no Espírito Santo após sair da prisão durante a ditadura militar. Ele fala também sobre a relação entre religião e política e como o método Paulo Freire pode ser utilizado até hoje para promover a educação popular e a organização social em prol de melhorias para a população. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades.
Compra de adubo furtado entra na arena eleitoral em Rio Novo do Sul
Pré-candidato de oposição, Enildo Bananeiro afirma que caiu em uma “cilada” ao adquirir o material Redes Sociais O empresário Enildo Ferreira, mais conhecido como Enildo Bananeiro, viu-se obrigado a explicar uma situação controversa ocorrida essa semana em Rio Novo do Sul, cidade do sul do Estado. Enildo, que é apontado como pré-candidato a prefeito pelo Partido Liberal (PL) nas eleições deste ano, foi detido em uma operação da Polícia Militar (PM) para apurar a revenda de sacos de adubo furtados da Prefeitura de Itapemirim. Bananeiro deu sua versão em um vídeo publicado nas redes sociais nessa quinta-feira (23). Ele afirma que comprou o material de uma pessoa da comunidade de Rodeio, em Iconha, com quem faz negócios há vários anos, e foi surpreendido em casa pela PM na quarta-feira (22). “Estou triste com esse acontecido. Caí numa cilada, não sei quem foi que se envolveu, que fez isso comigo. Aconteceu que eu confiei numa pessoa […]. Comprei, paguei, mas não é o modo de trabalho que eu venho fazendo. Mas já está tudo esclarecido. Eu fui conversar com a pessoa [que vendeu o adubo], a pessoa deu depoimento, eles já sabem quem furtou”, afirma Enildo. “Eu vim aqui pra dizer para esse pessoal que ‘tão‘ querendo denegrir a minha imagem, que não vão conseguir. Porque nós somos da luta e do trabalho. Eu não mexo com esse tipo de coisa que ‘tão’ falando. […] Quem conhece Enildo Bananeiro em 30 anos de serviço sabe quem sou, sabe como eu sou e como eu faço. É honestidade e coisa certa. E vamos seguir com Deus na frente”, completa. Enildo Bananeiro, que é bastante conhecido em Rio Novo do Sul, foi candidato a prefeito em 2020 pelo extinto Partido da Ordem Social (Pros), ficando em segundo lugar em uma disputa acirrada. Neste ano, ele não anunciou de forma explícita se entrará na disputa novamente, mas seu nome sempre aparece no mercado eleitoral. Na cidade, especula-se sobre a possibilidade de a denúncia da compra do material furtado ter sido feita com fins eleitoreiros. Nenhum outro nome de oposição em Rio Novo do Sul além de Enildo tem aparecido no mercado eleitoral. Atualmente, a cidade é governada por Nei Castelari, prefeito com grande popularidade que tentará a reeleição este ano. Eleito pelo Progressistas (PP) em 2020, Castelari migrou para o Podemos e conta com o apoio do governador Renato Casagrande (PSB). Com um cenário pouco movimentado na disputa para prefeito, as especulações em Rio Novo do Sul giram mais em torno de quais apoiadores cada eventual candidato deverá conseguir. A cidade é dividida entre os grupos políticos oriundos de Estevam Fiório e Siney Costa, dois ex-prefeitos que se revezaram no poder entre os anos 1980 e o início dos anos 2000. Thiago Fiório (Podemos), neto de Estevam, foi prefeito de 2017 a 2020. Não querendo se reeleger, apoiou Enildo na última eleição. Dessa vez, tem aparecido em articulações com Nei Castelari, que é de seu partido. Já Rita Fiório, mãe de Thiago, é especulada para ser vice de algum dos concorrentes em outubro deste ano. No lado de Enildo Bananeiro, um dos nomes cotados para compor a chapa é Maria Albertina (MDB), que foi prefeita de 2013 a 2016 e perdeu a reeleição para Thiago Fiório. Itapemirim Em Itapemirim, a situação envolvendo os sacos de adubo da prefeitura também tem reflexos políticos, tendo em vista que o furto de material em um local que está sob a guarda do poder público levanta suspeitas sobre a possível participação de pessoas que atuam na administração municipal – ainda que não necessariamente ligadas ao atual prefeito, Doutor Antônio (União). Nos bastidores, adversários políticos de Doutor Antônio asseguram que o episódio é mais um desgaste para o prefeito, que tenta a reeleição em meio a um complicado mandato de dois anos, tendo em vista que assumiu após a cassação da chapa de Thiago Peçanha (PSB), em 2022. Por outro lado, uma fonte que acompanha os meios políticos locais comenta que Itapemirim já está acostumada a escândalos políticos, com um histórico de diversos prefeitos cassados e às voltas com a Justiça, e a ocorrência, portanto, tende a ser minimizado pela maioria da população. Prefeito de Itapemirim acompanha desdobramentos de furto de adubo Polícia Militar recuperou mais de mil sacos que saíram de um galpão da Secretaria Municipal de Agricultura https://www.seculodiario.com.br/seguranca/prefeito-de-itapemirim-acompanha-desdobramentos-de-furto-de-adubo
Moradores lutam contra ‘engordamento’ da Praia do Morro, em Guarapari
Abaixo-assinado conta com quase 8 mil assinaturas; proposta foi discutida em audiência pública Patrícia Bravim/Ales Moradores da Praia do Morro, em Guarapari, se mobilizam contra uma proposta da gestão do prefeito, Edson Magalhães (PSDB), de fazer um “engordamento” da orla da praia – ou seja, a expansão da faixa de areia. Um abaixo-assinado acumula quase 8 mil assinaturas. O projeto foi debatido em uma audiência pública da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, realizada nessa quinta-feira (23), no auditório da Escola Estadual Doutor Silva Mello, localizada no bairro Itapebussu, em Guarapari. A proposta, apesar de comentada desde o início do ano, foi apresentada oficialmente à população pela primeira vez. Caso a intenção da prefeitura se concretize, a faixa de areia da Praia do Morro, de 40 metros, poderá quase dobrar de tamanho. As obras deverão ser realizadas com investimento do governo estadual, orçado em mais de R$ 100 milhões. Segundo a presidente da Associação de Moradores da Praia do Morro, Fátima Fonseca, o projeto foi anunciado pelo vice-governador, Ricardo Ferraço (MDB), durante uma palestra para empresários realizada no dia 2 de fevereiro. Ferraço mencionou que a Prefeitura de Guarapari elaborou estudos e os encaminhou ao Departamento de Edificações e Rodovias do Estado (DER-ES), responsável pela análise técnica. Desde então, segundo Fátima, os moradores tentavam obter informações sobre a proposta, sem sucesso. Da Prefeitura de Guarapari, obtiveram a resposta de que não havia projeto de engodamento da areia da praia. Já o DER-ES não deu retorno aos questionamentos, segundo a presidente da associação de moradores. Sem informações concretas, a associação inciou um movimento de manifestações na praia com cartazes e colocou o abaixo-assinado na rua. “Fizemos uma assembleia, e 100% dos moradores se colocaram contra isso. Ninguém quer que a faixa de areia aumente. A maior parte dos moradores é idosa, dificultaria ainda mais a locomoção. O engordamento pode até ser feito no futuro, mas agora não é necessário”, argumenta Fátima. A audiência pública foi uma iniciativa do deputado estadual Zé Preto (PP), pré-candidato a prefeito de Guarapari, e não contou com a presença de representantes diretos da gestão municipal. Vereadores locais e representantes de organizações não governamentais também estiveram presentes. O responsável por fazer a defesa da iniciativa foi o engenheiro civil José Carlos Guimarães, da Transmar Consultoria e Engenharia, cuja empresa venceu a licitação de R$ 230 mil da prefeitura para elaborar o projeto, segundo o próprio engenheiro. José Carlos Guimarães afirmou, durante a audiência, que recomendou o aumento da faixa de areia em até 70 metros. Segundo ele, estudos técnicos e laboratoriais apontaram o surgimento de processos erosivos decorrentes de fatores como ocupação desordenada e elevação do nível do mar, e o engordamento serviria para melhorar as condições de trânsito de banhistas e prática de atividades físicas, além de evitar o avanço da maré sobre o calçadão. Jeferson Garcia Lima, Diretor de Obras de Infraestrutura Logística do DER-ES, se somou à defesa do projeto, ressaltando que “O Estado não vai fazer obra nenhuma que desça goela abaixo dos moradores. Foi determinação do governador Renato Casagrande (PSB) de, antes de haver qualquer investimento, ouvirmos a população”. Em contraponto, o geólogo Carlos Marchiori, especialista em análise de risco geológico, apresentou pontos negativos. Segundo Fátima, o geólogo é morador da Praia do Morro, ficou sabendo da proposta por meio das manifestações no calçadão e decidiu fazer um estudo alternativo do caso de forma voluntária. De acordo com Carlos Marchiori, em uma comparação com o ano de 2012, houve inclusive um aumento da faixa de areia da Praia do Morro no período, e que uma intervenção como a proposta da prefeitura só se justificaria se houvesse perigo iminente. “Em Meaípe havia necessidade, mas na Praia do Morro não há essa erosão avançada (…) que precise de medidas técnicas. O engordamento pode trazer inúmeras consequências ambientais, pois as praias são os ambientes mais vulneráveis do planeta (…) e quando o homem ousa mexer nesse ambiente, que está em constante busca de equilíbrio, em 90% dos casos as intervenções não são eficazes”, argumentou. O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Fabrício Gandini (PSD), prometeu levar as questões apontadas na audiência ao governo estadual. “A gente sabe que o Estado não fez ainda avaliação pelo Iema [Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos]. A gente vai levar uma comissão dessa reunião para conversar com o DER, mostrar a posição, falar sobre as coisas que foram colocadas pelo geólogo e verificar a disponibilidade do Estado em entender que não é de interesse da comunidade esse empreendimento na Praia do Morro”, declarou. Para Fátima Fonseca, existem outras intervenções a serem feitas na Praia do Morro com maior prioridade. “Um das coisas que precisa resolver são as línguas negras [extravasamento de água de galerias pluviais, resultando em filetes de líquido escuro]. Quando chove, fica um cheiro muito forte, a gente precisa ficar passando pano”, opina.
‘Não basta a bomba funcionar. É preciso uma reengenharia do ciclo da água’
Ricardo Franci defende prioridade para o tripé “reuso, controle de perdas e renaturalização dos rios” Arquivo Pessoal Um dos estados brasileiros mais vulneráveis à crise climática, o Espírito Santo precisa começar a planejar e realizar medidas efetivas de convivência com os eventos extremos, principalmente chuvas intensas e secas severas. O alerta, que vem sendo reafirmado com mais veemência há cerca de uma década por diversos pesquisadores, dentro e fora da academia, tomam uma dimensão de urgência indiscutível neste ano de 2024, em que o País se comove com a tragédia do Rio Grande do Sul, que já contabiliza 163 mortos, apenas um mês após os municípios do extremo sul do Espírito Santo atravessarem também uma enchente história, que deixou 19 mortos. Para o engenheiro civil e sanitarista Ricardo Franci, doutor em Engenharia do Tratamento de Águas na França e professor titular do Departamento de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a maneira mais segura e inteligente de adaptar as cidades, especialmente as litorâneas, à crise climática, é fazê-las “respeitar os ciclos da natureza”. O da água, explica, é um dos três principais ciclos necessários ao desenvolvimento humano, ao lado do ciclo dos nutrientes e do ciclo da energia. “Eles são imbricados, indissociáveis. Se você precisa de mais alimentos para abastecer uma cidade, mais nutrientes, tem que plantar mais, então precisa de mais água e mais energia”, exemplifica. “Só que as nossas cidades não são pensadas dessa forma. A gente constrói e não considera que os ciclos artificiais que a gente cria são subciclos da natureza, acha que são coisas independentes. E a natureza vem e apresenta a fatura, que é o que está acontecendo agora”. Previsões e tendências As previsões das principais entidades internacionais, como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, apontam para o aumento dos eventos extremos em todo o planeta. No Espírito Santo, sublinha Ricardo Franci, a previsão é de que, em relação às chuvas, as médias anuais irão se manter, porém, distribuídas de forma mais concentrada, com períodos de secas mais severas e também com episódios de chuvas torrenciais e consequentes alagamentos e inundações. Isso nas regiões metropolitana e sul. Já no norte, as médias anuais devem diminuir. “A tendência é o semiárido, hoje na região norte, adentrar ao centro do Estado. Vamos ter cada vez mais escassez de água no norte. Já na região metropolitana e sul, a média vai permanecer, mas o desvio padrão da pluviosidade vai aumentar”. Ele cita um mapeamento interativo criado pela ONG Climate Central, dos Estados Unidos, que aponta as áreas do planeta que possivelmente serão tomadas pelas águas à medida que o mar se eleva, com o aquecimento do planeta. A reportagem, publicada no site Tempo nessa terça-feira (21), explica que o mapa mostra o impacto do aquecimento de 3ºC na temperatura média da Terra. O texto lembra que a Nasa, a agência espacial americana, mediu um aumento de 9,4 cm do nível do mar no planeta entre 1993 e 2023, com um aumento médio de 0,3 cm ao ano nesse período e de 0,42 cm/ano na última década. “Se hoje as emissões de carbono fossem reduzidas até ao limite proposto pelo Acordo Climático de Paris, e o aquecimento fosse mantido a 1,5°C, ainda assim haveria um aumento médio global no nível do mar de 2,9 metros ao longo de vários séculos”, alerta o site. No Espírito Santo, o mapa mostra bairros inteiros da Capital capixaba submersos, como Jardim Camburi e Jardim da Penha, além de parte ainda mais significativa do município de Vila Velha. Em vermelho, áreas que devem ser tomadas pelas águas em Vitória e Vila Velha à medida que o mar se eleva com o aquecimento global. Foto: Reprodução O tripé da reengenharia As “cidades do futuro”, salienta o professor da Ufes e doutor em Saneamento, precisam ter um olhar cuidadoso para os ciclos da água. “Não basta ‘a bomba funcionar’. É uma questão muito mais complexa. Precisamos educar a população para um momento genuinamente diferente, que a gente ainda não viveu. O nosso modus vivendi não vai ser mais como foi até agora. Na minha área [engenharia ambiental], a gente fala de ‘reengenharia do ciclo urbano da água’, que é um subciclo da água na natureza”. Reengenharia que é formada por um tripé: “reuso, controle de perdas e renaturalização dos rios”. Isso nas cidades. Mas há que se pensar em todo o trajeto das águas para um trabalho realmente eficaz. “O gerenciamento de toda a bacia hidrográfica, principalmente com combate ao desmatamento, proteger das nascentes e matas ciliares”. E complementarmente, educação ambiental para toda a população. Nesse sentido, Ricardo Franci cita dois conceitos que têm ganhado mais espaço no mundo: o chinês “cidades-esponjas” e o australiano “cidades sensíveis à água”. Ambos expõem a necessidade de aumentar a permeabilidade do solo nas cidades, com mais áreas verdes, preferencialmente, mas também com obras de engenharia que imitem a natureza no aspecto da absorção da água, evitando sua acumulação na superfície e escoamento acelerado para áreas mais baixas. Em artigo de Julia Braun publicado na última terça-feira (21) na BBC Brasil, o criador do conceito de cidades-esponja, o arquiteto chinês Kongjian Yu, abordou a necessidade de criar “parques adaptados e áreas cultiváveis capazes de absorver mais água” e afirmou que “lagoas e pântanos podem coexistir com rodovias e arranha-céus”. A chave do sucesso da estratégia, ressaltou, é parar de lutar contra a água e investir em soluções duradouras e baseadas na natureza.” Temos uma escolha a fazer: investir em grandes barragens e diques que estão fadados a fracassar ou apostar em algo que é duradouro, sustentável e ainda bonito e produtivo”. Reuso Sobre o reuso da água, Ricardo Franci lamenta que o Espírito Santo ainda não tenha uma legislação específica. “O Brasil não tem, mas alguns estados já possuem. Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul. “O Estado que tem uma penúria de água na região norte, mas não considera o saneamento voltado para o reuso. O efluente de uma estação de tratamento de esgoto é água doce,
Terceira via em Vitória favorece ala progressista e afeta grupo de direita
Divisões no grupo podem favorecer pré-candidaturas como a do petista João Coser Articulações em andamento para confirmação de candidaturas à Prefeitura de Vitória, a quatro meses da eleição de 6 de outubro, mostram um cenário favorável à movimentação dos partidos de esquerda, em especial o PT e a pré-candidatura do ex-prefeito e deputado estadual, João Coser (PT), de acordo com os meios políticos, já com a certeza de que não contará com o esperado apoio do Palácio Anchieta. Divisões projetadas nos partidos que formam a chamada terceira via colocam em risco a manutenção do grupo. A principal divergência paira sobre o União Brasil, comandado no Estado pelo secretário de Meio Ambiente, Felipe Rigoni, que corre o risco de perder o posto para o deputado estadual Marcelo Santos – ainda no Podemos -, bem articulado presidente da Assembleia Legislativa, caso se confirme notícia que corre nos bastidores dando conta de que haverá mudanças na direção estadual da legenda. Marcelo trabalha nesse sentido e, se alcançar êxito, fortalecerá a reeleição do prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), seu aliado. Nesse contexto, e com a inserção de lideranças nacionais, o outro nome da direita, o deputado estadual Capitão Assumção (PL), poderá ser alcançado de forma negativa, reforçada com a piora da imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível e caminhado para ser trocado por outros nomes da direita. Não é sem razão, portanto, que nomes do grupo da terceira via busquem se desligar de movimentos do ex-presidente, a fim de evitar desgaste junto ao eleitorado, embora tenham atuado, mesmo que discretamente, para elegê-lo em 2022. Como se não bastasse, as convergências e divergências entre o deputado estadual Fabrício Gandini (PSD) e o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) ainda não alcançaram o nível pretendido. Com uma derrota eleitoral para a Câmara dos Deputados em 2022, Luiz Paulo, atual subsecretário estadual de Desenvolvimento e Integração Regional, subordinado ao vice-governador, Ricardo Ferraço (MDB), dá sua última cartada para retornar à política. Da mesma forma, porém mais jovem, Fabrício Gandini vem de uma derrota nas eleições de 2020 para a Prefeitura de Vitória, quando perdeu para João Coser, o que o impediu de ir ao segundo turno. Ancorado na boa votação contra o petista – 21,12% contra 21,82% -, persegue em tornar realidade o desejo de chegar a prefeito da Capital. Para tanto, trocou o Cidadania pelo PSD e deixou para trás o antigo aliado, o ex-prefeito Luciano Rezende, que hoje já pode ser considerado carta fora do baralho. Ele foi a primeira baixa do grupo. Na última reunião do bloco, na terça-feira (21), no escritório de advocacia do deputado Mazinho dos Anjos, porta-voz do movimento e que também chegou a se colocar como pré-candidato, estiveram presentes Luiz Paulo e Gandini; o deputado estadual Vandinho Leite, presidente do PSDB; Felipe Rigoni, do União Brasil; o também deputado estadual Tyago Hoffman, que renunciou à pré-candidatura; e o ex-deputado e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Espírito Santo, Sérgio Borges, presidente municipal do MDB, legenda às voltas com muitos problemas. O movimento, que começou com cinco nomes, segue agora com dois, com a saída de Luciano, Tyago e Mazinho. A decisão de lançar pré-candidato oriundo da aliança das legendas que integram a base do governo do Estado foi reforçada após Tyago ter anunciado, no último dia 8, desistência do pleito, atendendo, segundo ele, a um pedido de Renato Casagrande (PSB). Na ocasião, o deputado alegou que o governador teria atribuído a ele a missão de representar o Palácio Anchieta nos eventos de campanha nos municípios em que aliados disputarão o cargo de prefeito e vice. Já o pré-candidato do PT, que transita no eleitorado de nomes da terceira via, aposta ainda no desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que investe suas fichas em eleger filiados ao partido em capitais e prefeituras importantes do país, visando as eleições presidenciais de 2026. Como reforço, tenta atrair a deputada estadual Camila Valadão, pré-candidata do Psol, que não dá sinais de desistir.
Festival da Cultura Italiana vai reunir mais de 40 atrações na Praça do Papa
Mais na Coluna: Carnaval de Veneza; musical italiano; Família Lima; EP de Elaine Augusta; e dança no Parque Moscoso O feriadão de Corpus Christ vai ser regado a muita cultura italiana. É que da próxima quinta-feira (31) a domingo (2), acontecerá o Festival da Cultura Italiana Noi Siamo La Storia, na Praça do Papa, em Vitória. O evento, realizado pela Associação Federativa Comunità Italiana do Espírito Santo, é totalmente gratuito e faz parte da comemoração dos 150 anos da imigração italiana no Brasil, cuja programação iniciou no dia 17 de fevereiro, com a encenação da partida e chegada dos imigrantes e missa na Catedral Metropolitana de Vitória. Divulgação Nos três dias de evento, haverá mais de 40 atrações culturais em três palcos simultâneos, denominados Espaço Vi e Vivi, Coliseu e Torre de Pisa. A programação conta com corais, shows, teatro musical, gastronomia, grupos folclóricos, atrações de outros estados brasileiros, mas principalmente de diversas partes do Espírito, possibilitando um grande encontro das colônias de origem italiana no Estado. Carnaval de Veneza Divulgação/Comunità Quem vive no Espírito Santo, certamente já assistiu a apresentações de corais e grupos folclóricos italianos, por isso, salta aos olhos na programação algo que é diferente, o Cortejo do Carnaval de Veneza, de Nova Venécia, noroeste no Estado. Embora seja uma atração capixaba, não é tão comum como os tradicionais grupos folclóricos e corais. A saída do cortejo será na sexta-feira (31), às 19h. As pessoas se apresentarão com máscaras e roupas típicas. Além disso, durante o desfile pelos corredores do evento, os participantes serão acompanhados por músicas italianas. Teatro Musical A magnitude do Teatro Musical Noi Siamo La Storia também desperta muita curiosidade de assistir. Com criação e regência do maestro Inárley Carletti, a atração contará com mais de 400 artistas oriundos das colônias italianas de Venda Nova do Imigrante, Iconha, Alfredo Chaves, Santa Teresa, Nova Venécia, Muniz Freire, Conceição do Castelo, Jaguaré, Aracruz, Vila Pavão e Marilândia. Fazem parte do elenco um coro infantil de 150 vozes, um coro adulto de 150 vozes, figurantes, grupos da terceira idade, atores, cantores líricos, cantores populares, orquestra sinfônica e banda. A apresentação será no sábado (1), no Palco Pisa, às 17h30. Uma nova versão, com um número menor de artistas, se apresentará no domingo (2). Teatro Musical II Divulgação/Comunità O Teatro Musical Noi Siamo La Storia conta através de 10 cenas a saga da imigração Italiana no Brasil a partir do ano de 1874. Retrata de forma teatral e operística, histórias costumes e tradições que os imigrantes trouxeram. A história do musical tem seu início em um dia frio, no norte da Itália, quando ainda era império austro Húngaro, antes da guerra da unificação. Nesse contexto, os italianos vivem o desejo de uma nova vida na América. Mostra também a decepção ao chegar ao Espírito Santo, com promessas não cumpridas, desânimo e saudades, mas, em paralelo, a construção de um novo cotidiano, buscando manter suas tradições. Família Lima A Família Lima, que ganhou repercussão nacional ao compor a trilha sonora da novela global Terra Nostra com Funiculi Funiculà, famosa canção napolitana do século XIX, se apresentará no domingo (2), a partir das 14h30, no Palco Coliseu. Algumas das demais atrações musicais do evento serão Banda Brasitália, Luciano Daré e Banda, Grupo Italiamo, Toni Boni, Gioco Di Mora e diversos corais das colônias de origem italiana do Espírito Santo. O evento contará, ainda, com grupos de dança, mini campo de bocha livre, tombo da polenta e a Pisa da Uva. Pisa da Uva Secom/PMAC A Pisa da Uva, de Alfredo Chaves, região serrana do Espírito Santo, remete a uma tradição trazida pelos imigrantes que foram para essa localidade, onde plantaram videiras. Após a colheita, faziam a pisa para esmagamento e produção do mosto para a fermentação, que se transformava em vinho. Para reviver essa tradição, desde 2007 a Pisa da Uva é realizada na Festitália, em Alfredo Chaves. No Festival da Cultura Italiana ela acontecerá no último dia do evento, às 20h, no Palco Torre de Pisa. Festa Cigana Quem também está em festa é a comunidade cigana de São Mateus, no norte do Estado. O dia dos ciganos, comemorado em 24 de maio, será festejado com o 2º Encontro Cultural da Comunidade Cigana de São Mateus. O evento, que é aberto ao público, será na quarta-feira (29), no salão social do Clube Cepe. A programação acontecerá das 8h30 às 13h30 e contará com entrega de comendas, show com a dupla cigana Marcos & Mateus, apresentação de dança cigana, exposição de fotos e utensílios ciganos, apresentação da Caravana Cigana pelo Ministério da Equidade Racial e almoço. Meu Santo Samba Divulgação Quem já conhece o talento de Elaine Augusta como cantora, atriz e dançarina, ficou feliz de ver seu nome na lista de contemplados no edital de Produção Musical da Secretaria Estadual de Cultura (Secult), com o projeto Meu Santo Samba. A artista teve projeto aprovado na linha Produção de EP. Isso quer dizer que, em breve, o público vai conhecer seu talento como compositora. À coluna, Elaine informou que serão quatro faixas autorais e inéditas feitas em parceria com o violonista Lilinho e outros instrumentistas. Festival de Cinema de Vitória O Festival de Cinema de Vitória selecionou 78 filmes para sua 31ª edição. São 73 curtas e cinco longas-metragens. O evento, 100% gratuito, acontece de 20 a 25 de julho, no Sesc Glória, Centro de Vitória. Além das exibições nas mostras competitivas, o evento contará com lançamentos de filmes, debates, formações e homenagens. As obras escolhidas pela comissão de seleção serão exibidas nas 12 mostras competitivas que compõem a programação do evento. As produções concorrem ao Troféu Vitória em 35 categorias. A escolha dos vencedores é feita pelo Júri Técnico do Festival, composto por especialistas e profissionais ligados ao audiovisual brasileiro, além do Troféu Vitória de Melhor Filme, pelo Júri Popular, em todas as mostras competitivas. Danças Populares Divulgação No próximo domingo (26) chega ao fim o 3º Festival de Danças Populares de Vitória – Festival Vix, que começou nessa quarta-feira (22). O encerramento será a partir das 9h, no Parque Moscoso, Centro de Vitória,
STF inicia julgamento sobre porte de arma para integrantes da Defensoria
Lei é a terceira do Estado a ser julgada no Supremo. Outras duas já foram declaradas inconstitucionais Teve início nesta sexta-feira (24), o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7571, que trata do porte de arma para integrantes da Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES), no Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, dos 11 ministros, somente Cristiano Zanin, o relator, se posicionou, declarando a inconstitucionalidade do artigo 55, inciso II, da Lei Complementar nº 55, de 1994, que garante o porte. A tendência é que a inconstitucionalidade seja declarada por unanimidade, assim como aconteceu em abril último com a Lei Complementar nº 11.688/2022, que garante o porte de arma para vigilantes e seguranças que trabalham em empresas públicas e privadas no Espírito Santo, e com a Lei nº 1.017/2022, do porte de arma para agentes socioeducativos, em fevereiro deste ano. O argumento utilizado por Zanin em seu voto reforça essa hipótese, já que se trata do mesmo dos ministros no julgamento das outras ADIs, ou seja, o fato de que somente a União pode legislar quanto ao porte de arma. A ADI cujo julgamento começou nesta sexta-feira, é a terceira de quatro referentes ao porte de arma no Espírito Santo a ser julgada pela Suprema Corte. A próxima será a que garantiu esse direito para integrantes da Polícia Científica após a aprovação, em outubro de 2022, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 04/2020, que trata da autonomia da Perícia. “Trata se se um conjunto de Leis Estaduais que já foram detectadas por nós como inconstitucionais, parte de uma investida legislativa em todo o Brasil especialmente proposta por parlamentares com mandatos inexpressivos, que se apegam ao discurso fácil, punitivista, para arregimentar dividendos eleitorais. A totalidade deles tem sido anulada pela Suprema Corte por unanimidade”, diz o militante do Movimento Nacional de Direitos Humanos no Espírito Santo (MNDH/ES), Gilmar Ferreira. Para o ativista, “isso mostra que estamos corretos ao afirmar que o legislativo estadual propositalmente avança sobre a prerrogativa da União. Quem propõe, quem vota, quem dá parecer pela legalidade e quem sanciona servem a um projeto contra a vida e a favor da indústria das armas e munições”. As ADIs, totalizando 10 se somadas com as de outros sete estados e um município, foram ajuizadas em agosto do ano passado pelo então procurador-geral da República, Augusto Aras. Além do Espírito Santo, envolvem o Mato Grosso do Sul, Sergipe, Paraná, Alagoas, Minas Gerais e Roraima. Cada um tem uma lei estadual. No caso de Minas Gerais, há também uma lei municipal da cidade de Muriaé, que “reconhece o risco da atividade de colecionador, atirador desportivo e caçador, integrantes de entidades de desporto”. Já foram julgadas e declaradas inconstitucionais as leis do Mato Grosso, Paraná e Muriaé. STF declara inconstitucional porte de arma para agentes socioeducativos Decisão, voltada para agentes do Espírito Santo, foi tomada por unanimidade em plenário virtual https://www.seculodiario.com.br/seguranca/stf-declara-inconstitucional-porte-de-arma-para-agentes-socioeducativos Porte de armas: ‘jurisprudência está consolidada’ Gilmar Ferreira acredita que leis que garantem porte para Defensoria e vigilantes também serão declaradas inconstitucionais https://www.seculodiario.com.br/seguranca/inconstitucionalidade-do-porte-de-armas-jurisprudencia-esta-consolidada Lei do Espírito Santo sobre porte de arma é inconstitucional, declara STF Lei garante o porte para vigilantes e seguranças que trabalham em empresas públicas e privadas https://www.seculodiario.com.br/seguranca/stf-declara-inconstitucionalidade-de-lei-do-espirito-santo-sobre-porte-de-arma