Polícia Militar recuperou mais de mil sacos que saíram de um galpão da Secretaria Municipal de Agricultura PMES No início desta semana, a Polícia Militar (PM) recuperou 1,2 mil sacos de adubo que foram furtados de um galpão da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Itapemirim, no sul do Estado, e prendeu quatro suspeitos. Nesta quinta-feira (23), em contato com Século Diário, o prefeito Doutor Antônio (União) afirmou que a sua gestão acompanha e colabora com as investigações. Segundo o prefeito, ele e o secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Romulo Sobrosa Rodrigues, estiveram nesta quarta-feira (22) com o delegado Djalma Lemos, da 9ª Delegacia Regional da Polícia Civil, e a informação é de que a investigação está avançada. “Nós estamos contribuindo com todas as informações que o delegado está nos solicitando. E depois que forem apurados todos os fatos, aí nós vamos realmente conduzir os trabalhos administrativos, para a gente não tomar nenhuma decisão precipitada. Depois de concluída a investigação, aí nós vamos tomar as medidas cabíveis, se forem funcionários”, comentou. De acordo com a Polícia Militar, a Força Tática da 9ª Companhia Independente tomou conhecimento na noite dessa terça-feira (21), durante patrulhamento, que sacos de adubo foram furtadas de um galpão em Itapemirim no último dia 11 de maio, e o material estava espalhado em locais de Marataízes e Itapemirim. Ainda segundo a PM, buscas foram feitas na localidade de Nova Jerusalém, na zona rural de Marataízes – município vizinho a Itapemirim –, onde foram recuperadas 195 sacos de adubo e três pessoas foram presas, sendo um homem de 25 anos que confirmou ter sido o responsável pela venda do produto e outros dois, de 25 e 53 anos, que compraram o material – este último afirmou que adquiriu o adubo por um preço bem abaixo do mercado. Posteriormente, a polícia fez novas buscas e encontrou 592 sacos na casa de um homem de 49 anos de Rio Novo do Sul, que confessou ter comprado o material por um preço bem abaixo do mercado e também foi detido. A PM chegou até o suspeito por meio de um motorista, que relatou ter sido contratado para fazer quatro fretes a partir de uma casa abandonada na localidade de Lagoa Dantas, em Marataízes. A polícia não divulga os nomes de suspeitos. Mas o furto de material em um local que está sob a guarda do poder público levanta suspeitas sobre a possível participação de pessoas que atuam na administração municipal, ainda que não necessariamente ligadas ao atualmente prefeito. Nos bastidores, adversários políticos de Doutor Antônio asseguram que o episódio é mais um desgaste para o prefeito, que tenta a reeleição em meio a um complicado mandato de dois anos, tendo em vista que assumiu após a cassação da chapa de Thiago Peçanha (PSB), em 2022. Por outro lado, uma fonte que acompanha os meios políticos locais comenta que Itapemirim já está acostumada a escândalos políticos, com um histórico de diversos prefeitos cassados e às voltas com a justiça, e a ocorrência, portanto, tende a ser minimizado pela maioria da população. Pré-candidatos a prefeito articulam chapa de oposição em Itapemirim Paulinho da Graúna, Alex Wingler e Thiago Peçanha tentam chegar a consenso; meta é ampliar aliança https://www.seculodiario.com.br/politica/pre-candidatos-a-prefeito-articulam-chapa-de-oposicao-em-itapemirim Câmara de Itapemirim rejeita contas de 2018 do ex-prefeito Processo é relativo ao primeiro mandato de Thiago Peçanha e recebeu apenas um voto contrário https://www.seculodiario.com.br/politica/camara-de-itapemirim-rejeita-contas-de-2018-do-ex-prefeito
Grupo de Caxambu denuncia falta de incentivo à cultura popular em Alegre
Caxambu Novo Horizonte solicitou transporte para três festas, mas teve pedido negado pela gestão municipal A Prefeitura de Alegre, na gestão de Nemrod Emerick, o Nirrô (Solidariedade), não concedeu transporte para a participação do grupo de Caxambu Novo Horizonte para dois eventos em outras cidades capixabas, o que motivou a divulgação de uma nota de repúdio nessa quarta-feira (22), nas redes sociais. A gestão municipal, segundo o documento, também não disponibilizou transporte para que outros grupos do município fossem até a festa de Santo Antônio, que será realizada pelo Caxambu Novo Horizonte, em 15 de junho. Na nota, o Caxambu Novo Horizonte destaca que o grupo é reconhecido como patrimônio imaterial e “há anos preserva e divulga a rica herança cultural de nossa cidade” e “enfrenta constantes desafios para manter viva essa tradição”. Aponta, ainda, que “a participação em eventos culturais é crucial para a continuidade e o reconhecimento de nosso trabalho, além de ser uma oportunidade de fortalecer o laço entre a comunidade e suas raízes culturais”. O texto acrescenta que “o apoio às manifestações culturais não é apenas uma questão de valorização artística, mas também um dever do poder público para com sua própria história e identidade”. O grupo exige “que a gestão municipal reveja sua postura e estabeleça medidas concretas para apoiar e incentivar as iniciativas culturais locais”. A diretora de comunicação do grupo, Zimá Domingos, informa que os eventos para os quais Caxambu Novo Horizonte foi convidado, mas a prefeitura negou o transporte, foram a festa do Raiar da Liberdade, que aconteceu no sábado (18), na comunidade quilombola de Monte Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, e o 3º Festival de Danças Populares de Vitória, que começou nessa quarta-feira (22) e prossegue até domingo (26), no Teatro Universitário, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), campus de Goiabeiras. No caso do evento de Vitória, a participação foi possibilitada pela organização do Festival, que concedeu o transporte diante da recusa da Prefeitura de Alegre. Quanto à festa de Santo Antônio, Zimá informa que grupos de Alegre e cidades próximas, como Guaçuí, costumam participar todo ano. Os de Alegre são cerca de cinco, e era para eles que o transporte solicitado pela prefeitura seria destinado. A alegação, segundo Zimá, é de que a secretaria Executiva de Cultura, Turismo e Esporte (Secute) não tem transporte próprio. A festa de Santo Antônio, relata, faz parte do calendário da cidade. Surgiu há 70 anos, quando sua bisavó, Maria Paula, prometeu que faria anualmente uma homenagem a Santo Antônio caso seu filho, nascido doente, em 12 de junho, se recuperasse. Essa criança, informa Zimá, é o mestre Pai Antônio, do Caxambu Novo Horizonte, já falecido. A festa costuma reunir cerca de 500 pessoas. A diretora de comunicação do grupo destaca também que a falta de transporte não é o único problema na política cultural da cidade, já que o edital da Paulo Gustavo, cuja expectativa de abertura era no final de 2023, ainda nem foi lançado. Além disso, no ano passado a gestão municipal perdeu recurso do Fundo a Fundo, por não ter enviado a documentação a tempo para a Secretaria Estadual de Cultura. Comunidade quilombola comemora abolição em festa Raiar da Liberdade Evento tradicional em Monte Alegre, Cachoeiro, terá missa, debate, ação social, lançamento de livro, grupos folclóricos e feijoada https://www.seculodiario.com.br/cultura/comunidade-quilombola-comemora-abolicao-na-135-edicao-do-raiar-da-liberdade
QAnon – final
Movimento inaugura um método contemporâneo de teorias da conspiração O QAnon se funda na teoria da conspiração baseada numa narrativa em que o ex-presidente norte-americano, Donald Trump, herói deste movimento, estaria travando uma guerra oculta envolvendo o combate de redes de pedofilia, com adoradores de Satanás. Parte do alto escalão do governo democrata, da imprensa, empresas e artistas de Hollywood. Os ativistas do QAnon se consideram como amantes dos Estados Unidos e encarregados de salvar o país do mal oculto representado pelos democratas e pela esquerda. O QAnon opera com o vaticínio de que terá um ajuste de contas um dia, isto é, líderes democratas, como Hillary Clinton, serão presos e executados, e existe mais uma miríade de listas e teorias entre os adeptos do movimento que, muitas vezes, existem teses contraditórias entre si. Entre os adeptos do QAno, são produzidas suas teorias da conspiração, apelos à numerologia, fatos históricos distorcidos, eventos de notícias que são subsumidas por fake news e demais mistificações que formam a gororoba de mentiras e boatos, e demais prestidigitações para idiotas. As ilações malucas e rebuscadas são o sumo deste movimento. A origem do QAnon, no que hoje se forma como um mistifório de mistificações, tem base num fenômeno específico que se deu na rede social 4chan que, atualmente, está povoada por perdedores, os chamados incels e red pills, dentre outros seres frustrados e equivocados, indo até terroristas e psicopatas perigosos. Foi, portanto, no 4chan que tudo começou para o QAnon. Isso se deu quando um usuário anônimo desta rede assinou como “Q”, em outubro de 2017, afirmando que tinha um nível de segurança dos Estados Unidos conhecido como “autorização Q”. Em seguida, as mensagens deste usuário anônimo ficaram conhecidas como “Q drops” ou “breadcrumbs”, que eram posts de teor enigmático, com slogans pró-Trump, além de temas e promessas ligadas à figura do ex-presidente dos Estados Unidos. As teorias propagadas por este usuário “Q” logo ganhou adeptos. Como efeito, o tráfego sobre os temas levantados a partir deste usuário “Q” se espalharam por redes sociais, como Reddit, Youtube, Twitter e Facebook, viralizando e tendo a sua explosão a partir de 2017, com uma expansão ainda maior durante a pandemia do coronavírus. Pouco antes de surgir o QAnon, já houve o chamado “Pizzagate” em 2016, durante as eleições norte-americanas, e foi quando se deu, primeiramente, a tese conspiratória sobre uma rede de pedofilia do Partido Democrata. O fato do Pizzagate se vincula a uma pizzaria de Washington chamada Ping Pong, em que alguns acreditavam, segundo boatos, haver abusos e rituais satânicos. Um homem invadiu esta pizzaria com uma escopeta e atacou o local, a fim de desmascarar estes supostos abusos e rituais. Não teve mortos nem feridos, mas o homem que atacou, que tinha 28 anos, foi condenado a quatro anos de prisão. O invasor da pizzaria se entregou depois de constatar que não havia nada no local além de farinha, tomates e mussarela. Uma das consequências da expansão das teorias da conspiração do QAnon, por sua vez, foi a de que em diversas redes sociais e pela internet, houve a reação de grandes empresas de mídia social no sentido de derrubar vídeos e postagens do movimento com o endurecimento de regras sobre conteúdos ligados a estes adeptos, o chamado conteúdo QAnon. Contudo, ainda que haja um combate firme contra o QAnon dentro das redes sociais e na internet, temos milhões de adeptos e crentes de suas teorias malucas. A popularidade do QAnon não foi abalada, mesmo com alertas e desmascaramentos sistemáticos. Uma das teorias propagadas se baseou numa investigação sobre a interferência russa nas eleições norte-americanas de 2016, encampada pelo procurador especial Robert Mueller, o que o movimento alegava que a investigação era, na verdade, um acobertamento de uma investigação sobre pedofilia. Com o fim das investigações, sem nenhum escândalo revelado, o foco do QAnon mudou, impulsionando hashtags e coordenando ataques contra inimigos, entre políticos, celebridades e jornalistas, que o movimento acredita ser um grupo de pessoas que acobertam redes de pedofilia. O efeito, além das ameaças online, são atos também no mundo offline, o mundo real. Logo alguns adeptos do QAnon começaram a ser presos. Em 2018, por exemplo, um homem bloqueou uma ponte sobre a Represa Hoover. Matthew Wright se declarou culpado de acusação de terrorismo. E o movimento foi ganhando feições de crimes reais, para além dos crimes virtuais. O QAnon é uma fusão da letra Q com a palavra “anônimo”, em inglês, e Q é tomado por um pseudônimo ou codinome do profeta secreto deste movimento, que os adeptos supõem ter feito parte do núcleo do governo feito pelo ex-presidente Donald Trump. Com mensagens enigmáticas, este usuário Q deu azo a diversas interpretações tanto enviesadas como delirantes para formar a grande gororoba conspiratória que deu projeção ao QAnon. A partir de slogans em inglês como “WWG1WGA! (Para onde vamos, vamos todos), a popularidade do QAnon virou uma realidade. Dentre as teorias da conspiração que circulam no QAnon estão as de que, por exemplo, John Kennedy está vivo, que os Rothschild dominam o mundo das finanças globais, a loja de móveis WayFair vende crianças em seu site. Kim Jong-un, presidente da Coreia do Norte, deu lugar a um dublê, pois tinha sido colocado no posto pela CIA e liberado em 2018 por Donald Trump, que então mandou colocar este dublê. O QAnon defende ainda que, atualmente, vivemos a época do Grande Despertar, a véspera do que será a Tempestade em que Trump irá prender os vilões democratas do Estado Profundo em Guantánamo. O QAnon inaugura um método contemporâneo de teorias da conspiração. Pois, quando falamos das versões clássicas de teorias da conspiração, estamos nos referindo a narrativas que tentam explicar algo que parte de algo ligado à realidade das notícias, tais como o assassinato de John Kennedy ou a ida do homem à Lua. O QAnon, por sua vez, não demonstra qualquer preocupação em fundamentar suas teorias da conspiração, as tirando do nada, aleatoriamente, num modus operandi mais perverso do que eram as teorias clássicas, no que é
Seger anuncia comissão para elaborar estatuto e tabela de subsídios da Perícia
Portaria será divulgada pelo perito geral Carlos Alberto Dal-Cin. Categoria mantém operação-padrão e protestos A criação de uma comissão para elaborar o estatuto e a tabela de subsídios da Perícia, com participação da categoria, foi confirmada na manhã desta quarta-feira (22), em reunião na Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger). A expectativa é de que a portaria nesse sentido seja divulgada ainda este mês. Além de representantes da pasta, participaram da reunião o Sindicato dos Peritos Oficiais do Espírito Santo (Sindiperitos) e o perito oficial geral da Polícia Científica, Carlos Alberto Dal-Cin, que também vão integrar a comissão;. O presidente do Sindiperitos, Tadeu Nicoletti, informa que o trabalho da comissão deve durar cerca de 15 dias, já que, conforme foi informado na reunião, os documentos estão sendo elaborados com base nas sugestões encaminhadas pelos próprios peritos. O tempo, afirma, é suficiente para análise da proposta e sugestões de alteração, caso necessário. Além disso, aponta Tadeu, o projeto de lei complementar (PLC) para regulamentação da Polícia Científica, aprovado em dezembro passado, estabelecia um prazo até final de junho deste ano para a conclusão do trâmite. “Estamos correndo contra o prazo. Agora é todo mundo fazer a sua parte”, diz. De acordo com ele, apesar da formação da comissão, os peritos vão “continuar na mesma toada”, com a operação-padrão e as manifestações . A operação-padrão, que teve início no dia 10 de maio, mantém a redução pela metade dos trabalhadores em atividade por tempo indeterminado. As manifestações estão programadas para ocorrer nas quintas e sextas. Nesta semana, devido ao ponto facultativo do Dia da Colonização do Solo Espírito- Santense, nesta quinta-feira (23), o ato seria nesta quarta, mas não aconteceu por causa da reunião. Na semana que vem, com o feriado de Corpus Christ na quinta (30), o protesto será um dia antes. Os trabalhadores também continuarão a ir toda terça-feira na Assembleia Legislativa. O governador Renato Casagrande (PSB) assumiu o compromisso de encaminhar a proposta de estatuto e da tabela de subsídios para a Assembleia em janeiro último, mas isso não ocorreu. Além da desvalorização salarial com a não atualização da tabela, Tadeu aponta outros problemas oriundos dessa situação. Um deles é a possibilidade de impunidade. “Se ocorrer algo disciplinarmente, se alguém cometer uma falta, vai aplicar a transgressão disciplinar como? A partir de qual estatuto? O da Polícia Civil?”, destaca. A falta de um estatuto causa ainda “vacância de direitos”. Um deles é a progressão, já que as regras são estabelecidas no estatuto. Trabalhadores realizam manifestação por valorização da Perícia Categoria planeja novos protestos, um deles no Faça Fácil, em Cariacica, para reduzir os atendimentos de RG https://www.seculodiario.com.br/seguranca/trabalhadores-realizam-manifestacao-por-valorizacao-da-pericia Janeiro chega ao fim sem Estatuto nem Tabela de Subsídios da Perícia Compromisso firmado por Casagrande foi de que a categoria discutiria a elaboração dos documentos com a Seger https://www.seculodiario.com.br/seguranca/janeiro-chega-ao-fim-sem-estatuto-nem-tabela-de-subsidios-da-pericia
Vai, não vai…
Mobilização da “terceira via” em Vitória: mais uma reunião, mesmos nomes, e o palanque não sai… Leonardo Sá/Ales O mais recente encontro do grupo de centro que tenta se consolidar como terceira via na eleição em Vitória até reuniu outras lideranças partidárias, mas, no resumo, terminou do mesmo jeito: nada de definições que consolidem o palanque e os mesmos nomes no jogo. As seis legendas e as lideranças que se sentaram à mesa nessa terça-feira (21) já eram apontadas como atores das articulações do bloco, que orbita em torno do governador Renato Casagrande: PSB, PSDB, Cidadania, MDB, União Brasil e PSD. Os personagens e possíveis candidatos, idem, mudando apenas o fôlego buscado pelo deputado estadual Fabrício Gandini (PSD) nos últimos dias, com a saída de cena do colega de plenário Tyago Hoffmann (PSB). Ele e o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) são os nomes que sobraram da movimentação inicial, após o famoso funil. A empreitada de erguer uma candidatura, principalmente contra o prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), ficará, portanto, com um deles, mas também não ficou claro com base em quais critérios. Em princípio, tem um prazo para isso: início de junho! Resta saber o palanque sai, definitivamente, ou se vem mais uma rodada de “cozimento eleitoral”… Passos adianteLuiz Paulo, como já analisado aqui, posa há muito tempo de candidato e, sem dúvida, vem liderando esse processo, com estrutura de campanha ativa. Hoje, não dá para imaginá-lo desistindo desse projeto. O tucano, inclusive, começou a citar diretamente Pazolini em críticas, o que se negava a fazer há pouco tempo. Atrás do ‘prejú’Gandini tinha recuado e tenta recuperar o tempo perdido. Correu para se reunir com marqueteiro e já fez até promessa de campanha. Nessa terça, ele assinou um pacto com os aposentados, que protagonizaram um dos principais embates da gestão Pazolini. Diz o deputado que vai devolver R$ 4 milhões em prejuízos à categoria, decorrente da reforma da Previdência. RepetecoVale lembrar que ele foi derrotado pelos mesmos atores em 2020: Pazolini e o deputado estadual João Coser (PT), que devem repetir a polarização e guerra eleitoral passadas. Na época, Gandini era o nome da sucessão do ex-prefeito Luciano Rezende (Cidadania). ‘Poréns’A considerar a pesquisa espontânea divulgada pela Futura Inteligência para a Rede Vitória, Luiz Paulo também teria preferência. O tucano, que vem com o slogan “o prefeito voltou”, marcou 2,5%, enquanto Gandini 0,3%. Mas ambos muito atrás de Pazolini (32%) e de Coser (10,2%). O número de indecisos foi alto: 39%, e surgiram críticas ao hiato de um mês entre as entrevistas e a publicação dos dados – abril e maio. DistânciasA dupla do centro também ficou atrás da deputada estadual Camila Valadão (2,8%), que se mantém no páreo pelo Psol, apesar dos apelos para se unir a Coser logo no primeiro turno. Tyago Hoffmann tinha atingido menos ainda que Gandini, 0,2%. O outro candidato da Capital, do PL, deputado Capitão Assumção, chegou a 1,8%. Só um acenoPor falar em Luciano, ele chegou a aparecer nas movimentações do bloco, como possível candidato, lá no início, assim como o deputado estadual Mazinho dos Anjos (PSDB), que participou da reunião dessa terça. Os dois logo ficaram pelo caminho. Tyago resistiu até este mês, mas saiu dizendo atender a pedido de Casagrande. Cartas na mesaOs demais atores da recente conversa foram os presidentes estaduais do União Brasil, o secretário estadual de Meio Ambiente, Felipe Rigoni; e do PSDB, deputado estadual Vandinho Leite, ambos entusiastas do palanque de Luiz Paulo. O outro foi Sérgio Borges, que comanda o diretório municipal do MDB, liderado pelo vice-governador, Ricardo Ferraço. Dentro-foraNessa mesma área, como se sabe, se apresentam o ex-deputado estadual Sergio Majeski (PDT) e a vice-prefeita, Capitã Estéfane (Podemos). Majeski ainda não entrou de vez no cenário, enquanto a vice insiste na defesa do seu palanque e repete que está aberta a negociações. Vão ocupar lugar secundário no bloco e desistir da pré-candidatura? Veremos o que vem por aí… Nas redes“O meu problema com o PT é que o PT tem saudades dos problemas que o Brasil já resolveu, e quer continuar resolvendo. Parece o Pazolini, asfaltando rua que já está asfaltada (…)”. Luiz Paulo Vellozo Lucas, do PSDB. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Marcas eleitorais Luiz Paulo e João Coser intensificam movimentações e já inauguram lemas de campanha em Vitória https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/marcas-eleitorais A hora dos bairros Luiz Paulo Vellozo avança mais casas da eleição de 2024 e parte para o tête-à-tête aberto com o eleitorado https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/a-hora-dos-bairros Fora de alcance Na meta de se consolidar como terceira via, Luiz Paulo evita embates e antecipação da guerra eleitoral prevista para Vitória https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/fora-de-alcance
Governador decreta luto pela morte de Roberto Valadão, ex-prefeito de Cachoeiro
Figura histórica do MDB, Valadão também foi líder estudantil, vereador e deputado estadual e federal Divulgação O governador Renato Casagrande (PSB) decretou, nesta quarta-feira (22), luto oficial de três dias por conta do falecimento de Roberto Valadão Almokdice, ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, e liderança histórica do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Ele tinha 85 anos e estava internado em um hospital do município para tratar um quadro de anemia que se agravou nos últimos meses, por causa da idade avançada. O velório está marcado para as 12h, e o sepultamento, para as 17h desta quarta, em um cemitério localizado no bairro IBC. Roberto Valadão era viúvo e tinha cinco filhos. Ao longo de sua trajetória política, esteve em duas oportunidades à frente da Prefeitura de Cachoeiro, de 1983 a 1988 e de 2005 a 2008. Ele também teve um mandato como vereador, de 1973 a 1979, outro como deputado estadual, de 1979 a 1983, e dois como deputado federal, de 1991 a 1999. O ex-prefeito nasceu em Colatina, no noroeste do Estado, em 20 de setembro de 1938. Em Cachoeiro, na segunda metade dos anos 1960, fez cursos de Técnico em Contabilidade e de Ciências Jurídicas e Sociais. Foi nesse período, também, que se tornou uma liderança estudantil em meio à ditadura militar, tendo sido eleito presidente da Casa do Estudante. “Nessa época, já tinha um movimento nacional, chamado movimento estudantil. E nós aqui de Cachoeiro fizemos esse movimento também. […] A ditadura, nas reuniões da Casa do Estudante, mandava um espião, às vezes era até gente daqui mesmo, que tinha alguma relação com a ditadura” relembrou Roberto Valadão em 2019, em depoimento para um documentário sobre o Centro Operário e de Proteção Mútua. Arildo Valadão, irmão de Roberto, é um dos desaparecidos políticos que atuaram na Guerrilha do Araguaia, no norte do País. De acordo com informações da Comissão Nacional da Verdade (CNV), sua morte teria ocorrido em 23 ou 24 de novembro de 1973, em uma emboscada armada pelo Exército. O próprio ex-prefeito sobreviveu a um atentado na década de 1970, tendo sido atingido por tiros quando estava no então conhecido Bar Alaska. Da militância estudantil, Roberto Valadão tornou-se vice-prefeito na primeira gestão de Hélio Carlos Manhães, de 1970 a 1973, e seguiu uma trajetória ascendente na política a partir de então. Foi um dos fundadores do MDB e ocupou cargos de liderança do partido tanto a nível local quanto nacional. No ano passado, no seu aniversário de 85 anos, recebeu uma homenagem do ex-presidente Michel Temer. Em 2008, nos últimos meses de mandato como prefeito, Valadão foi afastado judicialmente do cargo por denúncias de irregularidades envolvendo a desapropriação de um terreno, mas o processo acabou anulado. Anos depois, ele e seu filho, o ex-secretário municipal Glauber Borges Braga, foram condenados por improbidade administrativa em outro processo envolvendo a contratação de agentes de endemias sem concurso público. Nos últimos anos de vida, o ex-prefeito esteve recluso devido aos problemas de saúde. “Cachoeiro hoje se despede de sua maior liderança política…combateu a ditadura. Lutou pela Democracia. Acolheu sempre as pessoas…valorizou o funcionalismo publico. Incentivador da Educação Pública de Qualidade e na valorização do Magistério. Com sua voz mansa e forte, sempre esteve ao lado do povo, caminhando junto para buscar soluções políticas e públicas que alcançassem a todos”, pronunciou-se o presidente do diretório municipal do MDB, Rogério Athayde, acrescentando que figuras nacionais da sigla também enviaram condolências à família. “Lamento profundamente o falecimento do ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, ex-deputado estadual e federal, Roberto Valadão. O Espírito Santo e a política capixaba perdem um grande nome. Meus sinceros sentimentos à família e amigos neste momento de dor. Em sua homenagem, o Estado estará de luto oficial por 3 dias”, declarou nas redes sociais o governador Renato Casagrande. O atual prefeito de Cachoeiro, Victor Coelho (PSB), também lamentou a perda de Roberto Valadão nas redes sociais e anunciou luto oficial de três dias na cidade. O deputado estadual e também ex-prefeito de Cachoeiro Theodorico Ferraço (PP), adversário histórico de Valadão, escreveu em suas páginas na internet que “Valadão contribuiu com o desenvolvimento do Espírito Santo como deputado estadual, como deputado federal e para o progresso de Cachoeiro de Itapemirim”, e desejou forças à família e amigos. O vice-governador, Ricardo Ferraço, filho de Theodorico e presidente estadual do MDB, foi outro que lamentou a perda. Na sessão ordinária desta quarta-feira na Assembleia Legislativa, também foi feito um minuto de silêncio em homenagem ao ex-prefeito.
André Moreira cobra continuidade da CPI da Qualidade do Ar de Vitória
Vereador solicitou remarcação de inspeções na Vale e Arcelor e condução coercitiva de Felipe Rigoni Redes Sociais Remarcação de visitas técnicas de inspeção na Arcelor Mittal e na Vale e análise sobre a possibilidade de condução coercitiva do secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Felipe Rigoni (União). Essas foram as cobranças feitas pelo vereador André Moreira nessa terça-feira (21), em requerimento direcionado ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Qualidade do Ar de Vitória, Leonardo Monjardim (Novo). Com trabalhos iniciados em março, a CPI para apurar as causas do aumento da poluição atmosférica na Capital do Estado não tem novas reuniões marcadas até o momento. Além disso, as duas inspeções que estavam agendadas para acontecer nessa terça e nesta quarta-feira (22) foram canceladas, gerando dúvidas sobre o prosseguimento das apurações. Na semana passada, Moreira já havia protocolado outro requerimento em que apresentou uma sugestão de convidados das próximas oitivas da CPI. O vereador também chamou a atenção para o aumento visível da poluição no horizonte de Vitória e solicitou que a gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) informasse quais providências haviam sido adotadas a respeito do tema. Em sessão ordinária da Câmara de Vitória realizada nessa segunda-feira (20), Monjardim e Moreira trocaram farpas a respeito do andamento da CPI. O presidente da comissão acusou o vereador do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) de ser conivente com Rigoni, que se recusou a depor como informante na CPI. “Vossa Excelência quer discutir o pó preto, a esquerda quer discutir o pó preto, mas, quando nós convocamos aqui o secretário de Estado que tem a prerrogativa e a competência para fiscalizar, nada foi feito pela bancada da esquerda para o secretário estar aqui”, afirmou Leonardo Monjardim em discurso na tribuna. “Quero dizer para o vereador Leonardo Monjardim que o meu requerimento de condução coercitiva do secretário de Estado Felipe Rigoni está na sua mão. Faça o que você deve fazer, Leonardo! Vamos convocar o sujeito! […] Vossa Excelência tem a obrigação moral, inclusive, de pedir a condução coercitiva”, rebateu André Moreira. CPI até agora Em novembro passado, algumas estações da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar (RAMQAr) da Grande Vitória registraram aumento de mais de 1.000% em um ano. Esse foi o principal motivador para a instalação da CPI na Câmara de Vereadores. Após discussão e reviravoltas, a composição da CPI acabou ficando com maioria governista: da base aliada do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), fazem parte os vereadores Leonardo Monjardim (Novo), presidente da CPI; Duda Brasil (União), atual líder do Governo e relator da comissão; e Davi Esmael (Republicanos). Da oposição, apenas André Moreira (Psol), vice-presidente; e Vinícius Simões (PSB). Desde o início, os governistas acusam os parlamentares de oposição de utilizarem a comissão como palanque eleitoral. Monjardim também chegou a expulsar dois ambientalistas do plenário na primeira reunião, por supostamente terem desrespeitado Davi Esmael durante o seu pronunciamento. Felipe Rigoni (União) era esperado na reunião da CPI realizada no dia 30 de abril, mas recusou a convocação. O secretário estadual de Meio Ambiente alegou que não está sujeito aos poderes de fiscalização ou de investigação do legislativo municipal, tendo em vista que ocupa cargo na gestão estadual. A questão foi encaminhada ao setor jurídico da Câmara de Vereadores. A reunião do dia 15 de abril teve a presença de Alaimar Fiúza, então diretor-presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema-ES), mas que deixou o cargo. Na ocasião, Alaimar, que trabalhou por 30 anos na Vale, defendeu que a piora nos índices de qualidade do ar se deve a uma “condição atípica” do último verão, mas dentro de “variações normais” do clima, relatando ainda que há estudos que apoiam esta tendência. Em reunião anterior, também foram ouvidos servidores de carreira do Iema. Uma das informações por eles apresentadas é de que a Vale e a ArcelorMittal, empresas poluidoras que atuam na Ponta de Tubarão, em Vitória, cumpriram, até o momento, menos de 70% dos Termos de Compromisso Ambiental (TCAs) assinados em 2018. Também prestou depoimento na CPI o secretário de Meio Ambiente de Vitória, Tarcísio Föeger, que cobrou o Iema por inconsistências nos dados de medição da qualidade do ar. O presidente da Organização Não Governamental (ONG) Juntos SOS ES Ambiental, Eraylton Moreschi, foi outro depoente da comissão, na qual defendeu a revisão dos TCAs firmados com a Vale e a ArcelorMittal. Século Diário tentou falar com Leonardo Monjardim sobre a CPI da Qualidade do Ar, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Vereador de Vitória chama atenção para aumento visível da poluição do ar André Moreira fez requerimento de informações sobre medições à Secretaria Municipal de Meio Ambiente https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/vereador-de-vitoria-chama-atencao-para-aumento-visivel-da-poluicao-do-ar Felipe Rigoni recusa convocação da CPI da Qualidade do Ar de Vitória Secretário estadual de Meio Ambiente alega que não está sujeito à fiscalização da Câmara de Vereadores https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/felipe-rigoni-recusa-convocacao-da-cpi-da-qualidade-do-ar-de-vitoria Poluidoras cumpriram menos de 70% das metas dos termos ambientais Prazo final para Vale e ArcelorMittal cumprirem TCAs se encerrará em dezembro deste ano https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/poluidoras-cumpriram-menos-de-70-das-metas-dos-termos-firmados
‘Criação da Subsecretaria não foi discutida com pessoas PCDs’
Coletivo Mães Eficientes, que se reúne com Casagrande a cada três meses, critica exclusão de medida do governo O governo do Estado anunciou a criação da Subsecretaria de Políticas para Pessoas com Deficiência, que ficará lotada na Secretaria Estadual de Direitos Humanos (SEDH). Contudo, o que aos olhos de muitos parece ser uma boa iniciativa, é questionado pelo Coletivo Mães Eficientes Somos Nós, que foi pego de surpresa com o anúncio. “A criação não foi discutida com as pessoas com deficiência [PCDs], veio de cima pra baixo. A Subsecretaria será mais um espaço para falar pela gente, mas sem a gente”, critica a integrante do Coletivo, Lúcia Mara Martins. Ela destaca que criar uma Subsecretaria seria excelente para pensar a política macro para as PCDs, mas da forma como isso se deu, “não vai acrescentar nada”, tratando-se de “um lugar só para dizer que tem”. A integrante do Coletivo salienta, ainda, que o perfil do subsecretário, que ainda não foi informado sobre quem será, deve ser de alguém que “tenha conhecimento, gabarito para discutir a realidade das PCDs”. Caso contrário, reforça a possibilidade de a pasta ter sido pensada somente para “criar cargos”. Lúcia aponta que embora o Coletivo se reúna a cada três meses com o governador Renato Casagrande (PSB) para tratar das pautas das PCDs, em nenhum desses encontros foi mencionada a criação da Subsecretaria. As reuniões trimestrais passaram a acontecer após um acampamento feito pelo Coletivo em frente ao Palácio Anchieta, em fevereiro de 2022. Inicialmente os encontros eram a cada 40 dias, depois, passaram a ser bimestrais, para, posteriormente, chegar na periodicidade atual. De acordo com Lúcia, o maior espaçamento entre os encontros foi porque, com o passar do tempo, algumas demandas foram encaminhadas, como a criação de uma Clínica Terapia ABA para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que funciona na Emescam. Casagrande anunciou a criação da Subsecretaria nesse domingo (19), junto com a secretária estadual de Direitos Humanos, Nara Borgo, durante o encerramento da 2ª etapa da V Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Espírito Santo, no Sesc de Aracruz, norte do Estado. A gestora recordou que, em 2019, foi criada a Gerência de Políticas para Pessoas com Deficiência. A partir daí, foi desenvolvida a Central de Intermediação em Libras e apresentado o Levantamento de Dados Socioeconômicos. Contudo, afirma Lúcia, igualmente à Subsecretaria, a criação da Gerência não contou com a participação da sociedade civil e segue sendo um espaço com o qual as PCDs não têm muito diálogo. A própria conferência, relata Lúcia, não foi pensada de forma a garantir a presença da sociedade civil. Alguns dos problemas apresentados pela integrante do Coletivo são a falta de divulgação e a não disponibilização de espaços para cuidado das crianças com deficiência, para que as mães pudessem participar das discussões. “Por causa disso, das cinco mães do nosso coletivo que iriam como delegadas, apenas uma pôde comparecer. Dizer que pode levar o filho para a conferência é uma coisa, garantir a participação das mães nos debates é outra”, diz. Outra crítica feita por Lúcia foi ao fato de que a escolha dos delegados para a nacional foi feita um mês antes da conferência. “Primeiro tem que se discutir a política pública, depois escolher delegados”, defende. Levantamento Entre os tipos de deficiência existentes, a visual é a que mais afeta os capixabas, segundo o Levantamento de Dados Socioeconômicos de Pessoas com Deficiência do Espírito Santo, divulgado em março último pela SEDH. Do total das 276,3 mil pessoas com deficiência no Espírito Santo, 50,8% possui deficiência visual, 24,2% motora, 13,8% mental/intelectual e 11,2% auditiva. O documento aponta que 6,7% da população capixaba tem alguma deficiência. As cinco cidades onde há mais pessoas com deficiência são Serra (33,2 mil), Vila Velha (30,1 mil), Cariacica (27,1 mil), Vitória (20,3 mil) e Cachoeiro de Itapemirim (14,2 mil). Entre as pessoas com deficiência no Estado, 50,6% são mulheres e 49,4% homens, sendo que 114,8 mil se declaram brancas, 135,8 mil pardas, 23 mil pretas, 1,7 mil amarelas e 816 indígenas. Portanto, os negros, que correspondem à soma dos pretos e pardos, são maioria, totalizando 158 mil. A pesquisa também fez o levantamento da ocupação das pessoas com deficiência. Do total de entrevistados, 128,8 mil se declararam empregados e com Carteira de Trabalho assinada, 58,7 mil sem carteira de trabalho assinada, 15,2 mil empregados pelo regime jurídico dos funcionários públicos, 61,9 mil trabalhavam por conta própria, 6 mil eram empregadores, 725 militares do Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros, e 4,7 mil não tinha remuneração. Deficiência visual é a que mais afeta os capixabas Em seguida vem a motora, com 24,2%; mental e intelectual, com13,8%; e auditiva, com 11,2% https://www.seculodiario.com.br/direitos/deficiencia-visual-e-a-que-mais-afeta-os-capixabas Ufes rejeita laudos de autismo de estudantes que disputam por cotas para PCDs Após manifestação, reitor Paulo Vargas afirmou que vai abrir procedimento interno https://www.seculodiario.com.br/educacao/ufes-rejeita-laudos-de-autismo-de-estudantes-que-disputam-por-cotas-para-pcds Ufes reconhece autismo, mas não garante matrícula de estudantes PCDs Segunda perícia foi realizada após protesto. Universidade alega falta de vagas para curso de Medicina https://www.seculodiario.com.br/educacao/ufes-reconhece-autismo-mas-nao-garante-matricula-de-estudantes-pcds
Garantia de Preço Mínimo valoriza cadeia produtiva da palmeira juçara no ES
Extrativistas em Rio Novo do Sul são os primeiros beneficiados. Município prepara a 3ª Festa da Juçara Divulgação A terceira edição da Festa da Palmeira Juçara de Rio Novo do Sul, no sul capixaba, a capital estadual da Juçara, chega neste mês de maio celebrando um crescimento importante da economia, das pesquisas científicas e das ações de conservação da espécie, a Euterpe edulis, ainda ameaçada de extinção em toda a Mata Atlântica, bioma do qual é endêmica. A 3ª Festa acontece entre o próximo dia 31 e 2 de junho, feriado de Corpus Christi, com uma programação que inclui espaço gastronômico com a culinária da Juçara, shows regionais e nacionais, concursos fotográfico e de beleza e caminhadas ecológicas. “As inscrições para a caminhada que acontece dia 26 de maio acabaram em menos de 24 horas. São 500 vagas!”, comenta a médica-veterinária Ana Paula Alves Moreira, coordenadora da Sala do Empreendedor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Rural, Industrial e Meio Ambiente, como exemplo do sucesso do evento e de toda a economia e cultura da Juçara, que cresce no município. Outro destaque é o almoço típico do domingo seguinte (2). “Costelinha de porco com molho barbecue de juçara, acompanhado de mousselini de aipim com legumes salgados”, descreve. No mais, todos os expositores de alimentos irão apresentar ao menos um produto feito à base de juçara, mostrando a diversidade da gastronomia feita com o fruto. Desde a primeira festa, em 2022, quando o município foi oficialmente reconhecido como capital capixaba da Juçara, a movimentação é intensa em vários setores. “A feira da agricultura familiar, que passamos para as sextas-feiras à tarde, aumentou as vendas em 70%. Muito por conta da juçara. Tem sorvete, picolé, macarrão, casadinho, muitos produtos à base de juçara. E são eles, principalmente, que os turistas procuram quando visitam o município”, pontua. Outro ponto turístico importante é a Confeitaria Cantinho do Bolo, instalada em um casarão de 1930, que vende vários pratos à base de juçara, além da Cajuçara, uma cachaça que leva um pouco de polpa de juçara em sua composição. “Levamos para um seminário nacional em Friburgo e vendeu tudo, não teve para quem quis”, conta. Assim como os eventos, as pesquisas também se multiplicam, acrescenta Ana Paula. “Estamos desenvolvendo pesquisas com o coquinho da Juçara. Porque depois da despolpa, a quantidade de resíduo é muito grande, é um problema. Tem uma agroindústria produzindo um pó para bebida, como chá ou café e também para usar em bolos e biscoitos. A Esalq de São Paulo [Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo] e uma empresa, a Grão Juçara, pesquisam a utilização em ração animal, pelo elevado percentual de proteína”, elenca. Um projeto turístico em gestação já foi premiado, ficando em primeiro lugar em um concurso do Sebrae. “Vamos implementar em breve. É uma rota da juçara, com caminhada, visita a agroindústrias, mirantes. Tem um mirante na propriedade de uma produtora que coleta a juçara na mata, despolpa, processa e produz os bolos, várias receitas”, pontua. O potencial da rota é grande. Somente na parte alta do município, conta Ana Paula, “são mais de 200 propriedades e quase todo mundo tem juçara”. Ao lado de toda essa prosperidade econômica, existe um ganho ambiental importantíssimo, que é sustentar, com a geração de renda, a conservação da planta, que é classificada como Vulnerável nas listas brasileira e capixaba de espécies ameaçadas de extinção. “Nós temos trabalhado na secretaria o fomentar ao plantio. Tivemos um seminário no mês de abril, que faz parte da festa, o Seminário da Palmeira Juçara, onde trouxemos vários palestrantes, que falaram sobre o plantio. Temos uma parceria com o programa Reflorestar, do Estado, que incentiva os plantios de juçara em consórcio com lavouras”, relata. “É uma palmeira ameaça de extinção. Se a pessoa corta para vender o palmito, acabou. A juçara não perfila como o açaí, da amazônica. Cortou, acabou, ela não rebrota. Mas se mantém a palmeira viva, todo ano colhe o fruto. A gente espera que esse trabalho ajude a tirar a juçara da ameaça de extinção”. Ela explica que a extração hoje é feita basicamente em árvores nativas. “Elas foram ficando nas propriedades. São poucos os que têm plantios grandes. Mas muitos já estão enxergando o benefício financeiro de manter a palmeira, porque tem garantia de venda. Já é um complemento da renda importante e isso sem custo quase nenhum com manutenção. Não tem gasto com adubo, são poucos os tratos nas árvores”. Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) A venda garantida agora é potencializada com preço justo também, com a entrada dos extrativistas na Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio de uma iniciativa do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Com a PGPM-Bio, o extrativista recebe um bônus, por meio de subvenção direta, quando comprovada a venda do produto por preço inferior ao mínimo fixado pelo governo federal. Além da juçara, essa política pública contempla outras 16 espécies, de diversos biomas brasileiros, que têm a atividade extrativista como auxílio na conservação: açaí, andiroba, babaçu, baru, borracha extrativa, buriti, cacau extrativo, castanha-do-brasil, macaúba, mangaba, murumuru, pequi, piaçava, pinhão, pirarucu de manejo e umbu. No Espírito Santo, o trabalho de assistência aos produtores começou a ser feito em Rio Novo do Sul, mas a intenção é estendê-lo a outros municípios onde há a atividade, como Iconha, Castelo, Venda Nova do Imigrante, Domingos Martins e Vargem Alta. “Quinze extrativistas da juçara de Rio Novo do Sul já foram contemplados com recursos da PGPM-Bio no ano passado”, afirma a extensionista do escritório do Incaper do município, Hanny Pereira. A meta é ampliar o número de beneficiários ainda em 2024. “A remuneração melhorou. Em 2023, cada extrativista poderia receber até R$ 4 mil de subvenção, que é paga para que se atinja o valor de referência. Este ano, os ganhos extras podem chegar a R$ 5,5 mil por produtor”, compara. A safra de juçara teve início em março
‘Governo deveria criar Secretaria Estadual de Assuntos Indígenas’
Liderança nacional do movimento indígena, Paulo Tupinikim fala sobre lutas e pautas políticas dos povos originários O convidado da Entrevista do Século é Paulo Tupinikim, liderança da aldeia de Caieiras Velha, em Aracruz, e também coordenador da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), que representa mais de 200 mil indígenas de várias etnias em 10 estados brasileiros. Ele fala sobre a importância e das discussões do Acampamento Terra Livre (ATL) em Brasília, da relação do movimento indígena com o Governo Federal, das disputas no Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF), da luta para ocupar espaços de poder, e das disputas eleitorais em 2024. Também analisa conjuntura e as demandas dos povos indígenas em Aracruz e no Espírito Santo. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.