Bannon traçou a estratégia política agressiva de destruição do Estado administrativo Com o Breitbart, através da atuação de Stephen Bannon, o radicalismo político, um paroxismo do que a deformidade de debates enviesados pode causar, ganhou uma escala industrial. O uso das mídias sociais deu novo campo de entrada para ideologias extremas. O que se herdou historicamente de movimentos extremistas e radicais, em eras analógicas, como a do rádio, agora se expandia com muito mais velocidade e capilaridade com o advento da internet e do leito em que começou a correr tais orquestrações de política radical, as redes sociais. Por sua vez, Stephen Bannon, com sua atuação na Cambridge Analytica, foi um dos responsáveis principais do ganho de escala do radicalismo político no mundo, com uma capacidade de persuasão e manipulação que levou a fenômenos políticos como a eleição de Trump e a aprovação do Brexit. Outro ponto agravante da influência que teve a Cambridge Analytica na política mundial foi o fato de que havia com ela dados de cerca de 187 milhões de contas do Facebook. A guerra política também era uma guerra mental, isto é, uma guerra de ocupação das mentes vulneráveis para o diapasão dos interesses de organizações extremistas. Os escritórios de Londres da empresa eram tomados por russos entrando, com políticos e empresários, e os que tinham associação também com os chamados oligarcas russos, o que representava transações financeiras e alocação de dinheiro em lugares incógnitos. Neste jogo de influências político-financeiras, também havia uma atuação de escudo para o SCL Group (Strategic Communication Laboratories), empreiteira militar britânica, e assim era uma das formas de operação da Cambridge Analytica, com a guerra mental citada, usando mentes desavisadas, mal informadas e suscetíveis, para a popularização cada vez maior do radicalismo político. As eleições dos EUA tinham a atuação de Robert Mercer, usando o fato da Cambridge Analytica ser uma empresa privada, para quebrar qualquer restrição de financiamento de campanha, favorecendo os interesses particulares deste grupo de políticos e empresários próximos do radicalismo político, e que fomentavam de diversas formas, sobretudo no período eleitoral, esta sanha radical e fanática. Bannon traçou a estratégia política agressiva de destruição do Estado administrativo, e uma figura outsider e disruptiva como a de Donald Trump servia a este objetivo, o que demonstrou capacidade de avanço com o primeiro passo de manietar as lideranças tradicionais do Partido Republicano, e colocá-lo de joelhos para o apoio da campanha de Trump. Stephen Bannon pretendia, segundo as suas palavras, “inundar a zona de merda”. A ideologia disruptiva via Trump, Bannon, Mercer e etc, com a atuação da Cambridge Analytica e da Breitbart, por sua vez, era o viés norte-americano de uma direita republicana mais extrema, e que tinha também estrangeiros interessados, sobretudo quando se levantava as fontes de financiamento que vinha de atores geopolíticos como a China, a Rússia, além de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, por exemplo, o que representava um cartel financeiro de interesse global. O fenômeno de aceleração do radicalismo político, do autoritarismo global, tanto demandava muito dinheiro como se conseguia tal dinheiro, com parcerias, dentre outras, de uma monarquia do Golfo ou de oligarcas russos. Com uma miríade de técnicas de lavagem cerebral, através do uso das redes sociais, a atuação destes bandoleiros virtuais ganhou corpo e popularidade, com o mundo inventado das fake news e das teorias de conspiração, interferindo tanto na compreensão do mundo real como infringindo consequências neste mesmo mundo real. A chamada massa de manobra, que formava um exército voluntário do radicalismo político, favorecia os interesses desses políticos e empresários, e a ideologia disruptiva, este elemento destruidor da democracia liberal, dos valores iluministas consagrados com o avanço da ciência e da razão conceitual e crítica, estava sendo abalada por este viés medievo e de tons pré-iluministas. Com o radicalismo político renovado pelas redes sociais, se buscava a demolição do edifício moderno em que se edificou o republicanismo, o esclarecimento civil, e toda uma gama de valores que tinham superado as trevas da crendice. Com o uso das redes sociais pelo radicalismo político, estas obscuridades agora voltavam, como uma espécie de refluxo histórico, com as mistificações de grupos como os de Stephen Bannon e cia, operando esta radicalização que tentava realizar a descontinuação da Modernidade. Por fim, o que se entende por Bannon, sobretudo, é esta sua atuação política nefasta, como uma arma de destruição em massa. (fim) Gustavo Bastos, filósofo e escritor.Blog: http://poesiaeconhecimento.blogspot.com
Deputado Tyago Hoffmann desiste da disputa à Prefeitura de Vitória
Palanque já apresentava tendência de recuo, com articulações de outros nomes de centro-direita O que o mercado político já comentava virou realidade nesta quinta-feira (9): o deputado estadual Tiago Hoffmann (PSB) não é mais pré-candidato a prefeito em outubro deste ano. Em nota, o parlamentar anunciou: “Atendendo ao pedido do governador Casagrande, retiro minha pré-candidatura à Prefeitura de Vitória e assumo, a partir de hoje, uma tarefa de articulação político-partidária em todo o Espírito Santo”. No mês passado, as articulações em torno do parlamentar já apresentavam essa tendência, a partir das movimentações de outros nomes da ala centro-direita no contexto estadual, com destaque para reuniões entre Tyago e os ex-prefeitos de Vitória Luciano Rezende (Cidadania) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), para discutir nomes à sucessão deste ano. Dos três, somente Luiz Paulo conseguir adesões, levando-o a estruturar a campanha eleitoral. Tyago cita, na nota, que não se afastará de analisar questões referentes a Vitória. “Isso não me distancia das principais pautas da nossa capital. Pelo contrário, esse período de pré-campanha foi muito importante para conhecer de perto os problemas, pensar soluções para a cidade e me aproximar ainda mais das pessoas que fazem Vitória todos os dias. O desejo de construir um futuro melhor para nossa capital seguirá adiante. Vitória pode mais. E sabe que sempre vai poder contar comigo”, ressalta. Com desempenho elogiado como representante do governo na Assembleia, Tyago não conseguiu ampliar sua densidade eleitoral, em uma pré-candidatura que não encontrou a abertura deseja nos círculos do Palácio Anchieta. A decisão do deputado deixa mais livre a movimentação do seu aliado, o governador Renato Casagrande (PSB). Com o recuo, Vitória segue ainda com as pré-candidaturas em outros blocos do atual prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), João Coser (PT), Camila Valadão (Psol), Sergio Majeski (PDT), Capitão Assumção (PL) e Capitã Estéfane (Podemos).
Amadeu Boroto vai depor em CPI sobre transporte público de São Mateus
Com a pré-candidatura ainda sem confirmação, ex-prefeito gera polêmica e movimenta o mercado A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Viação São Gabriel, que opera no município de São Mateus (norte do Estado), convocou para depor o ex-prefeito Amadeu Boroto (MDB), na gestão do qual ocorreram supostas irregularidades no processo de concessão da prefeitura. Boroto é apontado como pré-candidato a prefeito, condição que apesar de ainda não ter confirmação, gera polêmica por ele estar inelegível e responder a processo por improbidade administrativa. A convocação, divulgada nesta quinta-feira (9), foi feita pela vereadora Ciety Cerqueira (PT), vice-presidente da CPI, e inclui também o secretário e o subsecretário de Obras da época do processo de concessão. Amadeu Boroto assumiu o MDB de São Mateus em março deste ano, em meio a muita polêmica, a principal dela a sua inelegibilidade. Ele foi condenado a devolver R$ 823,1 mil aos cofres públicos por ter contratado de forma irregular, segundo denúncia do Ministério Público, obras com uma empresa nos anos 2011 e 2012. Na convocação para a CPI, a vereadora aponta que “as informações trazidas oficialmente até aqui evidenciam equívocos importantes na entabulação do contrato de concessão com a empresa São Gabriel, vencedora do certame, e que isso demonstra uma causa de alta relevância para ter originado tantos problemas na execução do contrato”. Destaca que deve ser “apresentado a esta Comissão, cópia integral do processo legislativo que tratou do projeto de lei complementar sancionado pelo prefeito na época, através da Lei Complementar nº 121/2016”. A CPI foi aprovada por unanimidade na sessão ordinária de 25 de março, a partir do Requerimento nº 002/2024, assinado pelos vereadores Ilaílson Campos (PSB), Gilton Gomes (relator) e Carlinho Simião, do MDB, e Isamara da Farmácia (União) , eleita presidente do colegiado. Foi eleita, também à unanimidade, a vereadora Ciety Cerqueira como vice-presidente. A CPI requereu que a Viação São Gabriel apresente provas contundentes que tenha efetuado a retirada de circulação de veículos com vida útil vencida, ou seja, com mais de 10 anos de circulação. Se não houve a retirada, quer explicações sobre em quais circunstâncias estão sendo usados tais ônibus. Os vereadores aprovaram requerimento à Controladoria do município, a fim de conhecer as ações tomadas pelo setor após a confecção do relatório final da Ordem de Serviço 002/2020 e ainda um pedido para que a prefeitura encaminhe comprovantes de todos os pagamentos realizados à Viação São Gabriel referente aos últimos cinco anos, informando inclusive o atual passivo do município com a concessionária. Justiça nega gratuidade para Boroto e mantém condenação por improbidade – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/justica-nega-gratuidade-para-boroto-e-mantem-condenacao-por-improbidade
‘Se os problemas permanecerem, faremos novas paralisações’
Rodoviários da Nova Transportes e Santa Zita pararam na manhã desta quinta-feira Os rodoviários das empresas Nova Transportes e Santa Zita paralisaram suas atividades na manhã desta quinta-feira (9). Os ônibus que circulam em Viana, parte de Cariacica e que fazem as linhas troncais, ou seja, de terminal para terminal, não saíram da garagem. As queixas são a sobrecarga de trabalho, problemas no ponto eletrônico, falta de cobradores, estímulo da empresa à adesão ao Plano de Demissão Incentivada (PDI) por parte desses trabalhadores e assédio moral. O delegado de base do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário do Espírito Santo (Sindirodoviários), Miguel Leite, afirma que as possibilidades de diálogo com as empresas já se esgotaram. “Elas não resolvem nada, queremos conversar direto com o secretário de Mobilidade e Infraestrutura [Fábio Damasceno]”, diz, destacando que a paralisação desta manhã pode ser a primeira de muitas. “Se os problemas permanecerem, faremos novas a qualquer momento”, alerta. Miguel explica que, quanto à sobrecarga de trabalho, a situação é que, antes, os motoristas faziam várias viagens em uma única linha, mas agora fazem 10. No que diz respeito ao ponto eletrônico, ele afirma que os trabalhadores têm que acessar por meio de um aplicativo no próprio celular, no entanto, muitos não sabem acessar ou não têm internet para isso. Diante disso, os rodoviários preferem como era antes, ou seja, o registro manual. No caso específico dos cobradores, Miguel Leite recorda que o acordo feito entre a categoria e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Setpes) na ocasião da retirada desses trabalhadores de dentro dos ônibus, foi de que, na parte da manhã, os ônibus sairiam das garagens com cobradores para recarga do cartão GV Bus dentro do transporte coletivo. Contudo, nem todos os ônibus estão com cobradores. Além disso, as empresas têm estimulando os trabalhadores a aderir ao Plano de Demissão Incentivada (PDI). O assédio moral, segundo Miguel, tem acontecido principalmente quando os trabalhadores apresentam atestado médico para justificar falta ou pedir licença. De acordo com ele, é questionado se a pessoa é filiada ao sindicato. Caso responda que sim, sofre ameaça de demissão. Cobradores voltam aos ônibus do Sistema Transcol para trabalhar em horários de pico – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/sindicato/cobradores-voltaram-aos-onibus-do-sistema-transcol-para-trabalhar-em-horario-de-pico
Professores reivindicam suspensão do calendário acadêmico da Ufes
Docentes se reuniram com a Reitoria para debater o tema e casos de assédio durante a greve A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (Adufes) reivindica que a Administração Central suspenda o calendário acadêmico de 2024, tendo em vista a greve iniciada no último dia 15 de abril. De acordo com a entidade, professores que não aderiram à paralisação continuam ministrando aulas, apesar de os estudantes terem que passar por reposição das disciplinas posteriormente. O assunto foi um dos pontos de pauta de uma reunião realizada nessa segunda-feira (6) entre o Comando de Greve e representantes da Reitoria da universidade. Segundo a Adufes, o reitor Eustáquio de Castro ressaltou que a possível suspensão precisa ser analisada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), mas se comprometeu a conversar sobre o tema com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e outras reitorias universitárias do Brasil. Para a Adufes, a suspensão também reduziria o que considera casos de assédio. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) estaria pressionando professores em greve quanto ao cumprimento de prazos de entrega de relatórios, e há chefias de departamento convocando reuniões para pedir relatórios de atividades realizadas e elaborando listas de professores grevistas. Os próprios alunos, nos casos de cursos em que há greve estudantil, também estão sujeitos a perder atividades avaliativas e a sofrer pressão, argumenta a Adufes. A Reitoria, por sua vez, informou que trabalha na criação de uma câmara de mediação de conflitos e se desculpou por falas consideradas “machistas” e “antissindicais” proferidas por representantes da administração em reuniões anteriores, bem como por uma nota no site oficial em que erroneamente decretou o fim da greve. Com isso, a Adufes solicitou à Reitoria o registro das reuniões; providências sobre o prazo para avaliação de relatório parcial de Iniciação Científica; e envio de comunicação oficial informando às chefias que elas não podem pedir listas de grevistas. Participaram da reunião, representando a Adufes, a presidente, Ana Carolina Galvão, a primeira secretária, Fernanda Binatti, e os integrantes do Comando de Greve Local Mônica Lanes e Marcos Vinícius Santos. Por parte da Reitoria, estiveram presentes junto a Eustáquio de Castro a vice-reitora, Sonia Lopes, e a chefe de gabinete, Ana Paula Bittencourt. Dia Nacional de Luta Nesta quinta-feira (9), acontece o Dia Nacional de Luta em Defesa da Rede Federal de Educação, com programações nas diversas instituições federais de ensino do Brasil que aderiram à greve. De acordo com a Adufes, foi colocada uma faixa na universidade com menção ao dia de luta, mas a programação segue o planejamento de atividades que já têm ocorrido no período de paralisação. Pela manhã, ocorreu uma aula pública com o tema “Luta de Classes hoje? Reflexões a partir do Manifesto Comunista”, com a professora Aline Pandolfi, do projeto “Lendo O Capital”. As atividades têm ocorrido sempre na “Tenda da Greve” montada no Portão Norte do campus de Goiabeiras, em Vitória. Já a seção capixaba do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe-Ifes) informou apenas que cada um dos campi do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) segue uma programação específica de atividades neste dia de luta. Atualmente, segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), 50 instituições federais estão em greve, o que inclui universidades, institutos e centros de educação tecnológica. Pressão por nova rodada de negociação O Andes-SN reivindica que uma nova rodada de negociação seja realizada pelo Governo Lula. No último dia 19 de abril, foi realizada, em Brasília, a quarta rodada da Mesa Específica e Temporária da Carreira. O Governo Federal apresentou como proposta reajuste de 9% a partir de 2025 e de 3,5% em 2026, sem nenhum valor para 2024. A proposta, porém, foi rejeitada pelos professores, que levam em consideração um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese) que aponta 22,71% como índice necessário à recomposição salarial. O sindicato nacional tem uma contraproposta para dar fim à greve da categoria. Os docentes aceitam negociar o percentual de reajuste salarial a ser aplicado nos anos de 2024, 2025 e 2026, mas não abrem mão do índice total de 22,71% e de que haja algum valor já para este ano. A contraproposta foi votada e aprovada em assembleia da Adufes, realizada no último dia 2 de maio. Na ocasião, também foi aprovada uma sugestão dos índices a serem aplicados em cada um dos três anos: 7,06%, 9% e 5,15% em 2024, 2025 e 2026, respectivamente. Adufes Além do reajuste, os docentes cobram o “revogaço” das medidas do Governo Bolsonaro, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 32, que trata da reforma administrativa, que ainda tramita no Congresso Nacional. Soma-se a esse cenário, segundo a Adufes, a precarização das condições de trabalho e o subfinanciamento das universidades federais, institutos federais e centros federais de educação tecnológica. Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que 100% das universidades federais receberam, entre 2010 e 2022, valores inferiores ao necessário para manter o patamar de despesas por matrículas. Outras categorias Os alunos da Ufes rejeitaram, em assembleia, a realização de uma greve geral da categoria. Apenas no campus de São Mateus, no norte do Estado, a paralisação foi aprovada. Apesar disso, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) tem encampado o movimento grevista. As demandas dos estudantes incluem: revogação da resolução que associa assistência estudantil ao calendário letivo; jantar no campus de Maruípe; revogação de portaria que restringe manifestações culturais; melhoria na iluminação do campus; implementação de cotas trans e unificação do sistema quanto ao nome social; aumento da assistência para estudantes com deficiência; criação de comissão de avaliação de inclusão e acessibilidade; ampliação de acessibilidade no Restaurante Universitário (RU); e reabertura do “RUzinho” de Goiabeiras. No último dia 22 de abril, as docentes do Ensino Básico Técnico e Tecnológico publicaram uma carta aberta aderindo à greve docente. Essas profissionais atuam no CAp Criarte, que oferece atendimento de educação infantil aos filhos e dependentes de pessoas vinculadas à
Empresa de rochas ornamentais é condenada por assédio eleitoral
Denúncia aponta que Programar coagiu funcionários a participarem de manifestações golpistas e recebeu candidatos Weverson Rocio/Setur A Programar Progresso Granitos e Mármore, empresa do setor de rochas ornamentais de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, foi condenada a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos em um processo por assédio eleitoral a funcionários. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT-ES), a empresa acolheu atividades de candidatos de extrema direita durante as eleições gerais de 2022 e coagiu trabalhadores a participarem de manifestações golpistas logo após o anúncio do resultado do segundo turno, que deu vitória a Lula (PT) como presidente. Em primeira instância, o juiz do Trabalho substituto Jailson Duarte não deu provimento às alegações do Ministério Público. O MPT recorreu da sentença e, em segunda instância, os desembargadores acolheram o recurso por unanimidade, conforme acórdão publicado no último dia 3 de maio (processo número 0000762-12.2023.5.17.0131). A denúncia chegou ao MPT por meio do Sindicato dos Trabalhadores do Setor de Rochas Ornamentais no Espírito Santo (Sindimármore), dois dias após a realização do segundo turno presidencial, em 30 de outubro de 2022. O Ministério Público confirmou os fatos por meio de testemunhas e de um vídeo de uma manifestação golpista ocorrida no trevo da Safra. Segundo o órgão ministerial, a Programar abriu as portas para que o então candidato a senador Magno Malta (PL) e o vereador Júnior Corrêa (Novo, então no PL), que concorria a uma vaga como deputado federal, fizessem campanha dentro da empresa – neste ano, os dois romperam politicamente. As provas arroladas também apontam que a empresa forneceu um ônibus para que funcionários participassem de manifestações contra o resultado das urnas, no qual o então presidente Jair Bolsonaro (PL) saiu derrotado. De 20 a 25 trabalhadores da Programar teriam participado dos atos golpistas, realizados nos 1º e 2 de novembro de 2022, sem que o dia de salário fosse descontado dos empregados. Um vídeo produzido na ocasião – disponível no YouTube – mostra um ônibus chegando na Safra com bandeiras do Brasil. Um homem aparece olhando para a câmera e dizendo: “Olha aí! Programar aí!”. O MPT aponta, ainda, que a empresa se recusou a firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), “por se negar a reparar os danos morais coletivos nos termos propostos, ofertando valor ínfimo diante da gravidade da lesão aos direitos difusos e coletivos dos trabalhadores e dos objetivos do instituto”. A Programar se defendeu dizendo que “sempre agiu de inteira boa-fé e com total respeito às leis em relação aos seus funcionários”, argumentando ainda que “não há, nos autos, qualquer menção a benefícios ou punição/retaliação a qualquer trabalhador para votar ou deixar de votar em candidatos às eleições. O juiz Jailson Duarte acolheu os argumentos e não considerou que os fatos alegados, por si só, configurassem coerção. Entretanto, para a desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, relatora do processo na segunda instância, “qualquer interferência visando ao controle dessa espécie de liberdade [voto] configura a lesão, não só ao trabalhador coagido diretamente, como à coletividade, devendo ser prontamente rechaçada pelo Poder Judiciário, seja por tutelas inibitórias, seja com condenação à indenização por danos morais, coletivos e individuais”. “A partir do momento em que o empregador leva políticos para dentro da empresa para se apresentar e fazer campanha, no momento em que conduz empregados em ônibus fretados para movimentos políticos e ainda abona o dia, é óbvio que pretende influenciar a opção política dos empregados que se traduz no voto. E esse comportamento é claramente uma forma de intimidação e constrangimento. Afinal, não há paridade de forças entre empregado e empregador. E essa intimidação e constrangimento não são ostensivos”, afirma a relatora. Ainda de acordo com o voto da relatora, o fretamento do ônibus para as manifestações golpista não caracteriza o assédio em si, sendo “apenas a culminância de todo o movimento no sentido de influenciar o voto ao longo do período pré-eleitoral, tanto que a insatisfação se estendeu após o resultado desfavorável a opção do empregador. E envolveu seus próprios empregados nessa oposição ao resultado das eleições, em prol da sua linha ideológica partidária”. Mais empresas envolvidas Esse não foi um caso isolado. Segundo o presidente do Sindimármore, Amarildo Lugão, foram feitas denúncias de assédio eleitoral relacionadas a mais de dez empresas do setor em todo o Estado nas eleições de 2022, ano em que teve um grande crescimento desse tipo de denúncia, como acrescenta. O MPT também investigou mais de 20 empresas de vários setores sobre esse tema. “Todas as denúncias que a gente recebeu, entramos com processo. Também tiveram casos no norte do Estado. Assim como a Programar, outras empresas foram condenadas. O trabalhador vê que não é o certo isso de empresa escolher o lado partidário. Cada um tem o seu direito de voto e ninguém precisa pressionar ninguém a votar. E tem empresa que acha que é dona do voto do trabalhador”, comenta Amarildo. O presidente do Sindimármore relata ainda que a “classe patronal bancou os atos” golpistas ocorridos entre o fim de 2022 e o início de 2023, mas acredita que as coisas mudaram e não enxerga com preocupação as eleições municipais deste ano. “Hoje o cenário é totalmente diferente de dois anos atrás. Voltou a normalização. Existe ainda aquela política forçada, mas isso já diminuiu muito, não é a mesma coisa”, opina. ‘Coach eleitoral’ Centro de Coaching, apoiador de Bolsonaro, é condenado pela segunda vez por assédio a ex-funcionárias em Vitória https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/coach-eleitoral Empresa do Estado denunciada por assédio eleitoral faz acordo com MPT – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/empresa-de-estado-denunciada-porassedio-eleitoral-faz-acordo-com-mpt
Venda Nova do Imigrante tem sete pré-candidatos a prefeito
Paulinho Minetti, atual chefe do Executivo, depende de liberação judicial Divulgação/PMVI Em Venda Nova do Imigrante, município da região serrana do Estado, pelo menos sete nomes têm sido apontados como pré-candidatos a prefeito nas eleições de outubro deste ano: Dalton Perim (Republicanos), Rafael Monteiro (PL), Pimenta (PP), Chico Foletto (PSB), Dr. Erivelto Uliana (PSD), João Araújo (Psol) e Paulinho Minetti (PP) – este último, o atual prefeito, que ainda está em dúvida se poderá ou não se candidatar à reeleição. Minetti era vice-prefeito em 2019, quando assumiu a prefeitura após o falecimento do então prefeito, Braz Delupupo (DEM). Em 2020, elegeu-se para um novo mandato. Agora, aguarda o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar o caso do ex-prefeito de Cachoeira dos Índios (PB), Allan Seixas de Souza, semelhante ao seu e que terá repercussão geral. Caso consiga se candidatar, Paulinho Minetti terá boas chances de se eleger, segundo avaliação de fontes ligadas aos meios políticos locais. Em 2020, ganhou com 32,88%, muito por conta do apoio dado pelos servidores públicos de Venda Nova. Naquele pleito, Dalton Perim ficou em segundo lugar, com 29,73% dos votos. Dalton foi prefeito de Venda Nova por dois mandatos consecutivos, de 2009 a 2016, e também presidiu a Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes) e a Associação do Hospital Padre Máximo. Com histórico no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Dalton Perim migrou para o Republicanos em meio à crise do MDB no Estado. Oficializou sua nova pré-candidatura a prefeito no último mês de março, ao lado do presidente do Republicanos capixaba, o ex-deputado estadual Erick Musso. Outro pré-candidato a prefeito é o bolsonarista Rafael Monteiro, que também concorreu na disputa majoritária de 2020 e ficou em quarto lugar, com 16,37%. Psicólogo forense do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), ele foi candidato a deputado federal em 2018 e a deputado estadual em 2022 – nesse último pleito, foi o terceiro mais votado de Venda Nova e ficou como suplente. Nas eleições de outubro deste ano, deverá representar novamente a extrema direita num município que deu 74% dos votos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Também é apontado como pré-candidato Pimenta, que está no mesmo partido do atual prefeito, é agricultor e foi vereador por três mandatos. Em 2020, ficou em terceiro lugar na eleição para prefeito, com 18,77% dos votos. Em 2022, se candidatou a deputado estadual, ficando como suplente – foi o mais votado para o cargo em Venda Nova. Da atual legislatura da Câmara de Vereadores, aparecem dois nomes especulados para a disputa majoritária: o empresário Chico Foletto, que está em seu quarto mandato parlamentar, e Dr. Erivelto Uliana, presidente da Câmara e o mais votado nas eleições de 2020. Já a esquerda tem como pré-candidato a prefeito em Venda Nova João Araújo, engenheiro agrônomo aposentado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). O município é um dos redutos da ex-deputada estadual Brice Bragato, uma das principais lideranças do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) no Espírito Santo.
Lenha na fogueira
Com o pote de insatisfações já derramado, vem aí mais uma votação para aumentar salários do topo da pirâmide Hélio Filho/Secom Após dias de cabo de guerra entre os servidores estaduais e o governo Renato Casagrande (PSB), o que tende a se intensificar na próxima segunda-feira (13), com o debate sobre a deflagração de greve, a Assembleia Legislativa vai votar mais um aumento para o governador, o vice, Ricardo Ferraço (MDB), e o secretariado. O projeto foi apresentado pelos deputados Mazinho dos Anjos (PSDB), o líder do Governo, Dary Pagung (PSB), e Janete de Sá (PSB), com a justificativa de ampliar o índice de 4,5% da revisão geral anual aprovada nessa terça-feira (7). Mas, na prática, risca mais um fósforo na polêmica, já marcada por intensos protestos e insatisfações acumuladas. Uma delas, justamente, a contradição dos sucessivos reajustes dos últimos anos concedidos ao topo da pirâmide, enquanto a base do funcionalismo, que já recebe os salários mais baixos, acumula perdas. No apagar das luzes do ano legislativo de 2023, os mesmos Mazinho e Dary apresentaram um projeto que elevou em 6,7% os salários de Casagrande, do vice e dos secretários, válidos no início deste ano, com a soma de mais 5,3% em 2025, atingindo 12%. O argumento, naquele momento, foi de igualar os vencimentos aos dos deputados estaduais, que também receberam aumento, de forma escalonada. Meses antes, em abril, já tinham sido concedidos 5% a ocupantes desses cargos, isso tudo sem falar dos 16,9% do final de 2022. O foco chega às categorias do abate-teto (auditores, delegados, coronéis da Polícia Militar, médicos, quadros do Fisco…), que são área de interlocução e votos dos deputados envolvidos. Segue a velha e conhecida máxima: uns com tanto… Filme repetidoNo mesmo caso, em 2023, Casagrande vetou o aumento, tirando o corpo fora do problema, mas também não fez qualquer articulação com a base para prevalecer sua decisão. Tanto que aliados próximos fizeram questão de discursar e o placar acabou esmagador: 18 a 1. E agora, como será? EncruzilhadaNa ocasião, os servidores também estavam insatisfeitos e em campanha pela recomposição das perdas, mas o clima de hoje é muito mais acirrado e sensível. Encruzilhada IIMarcado, ainda, por críticas de deputados da base e da oposição ao índice e à falta de diálogo de Casagrande com as entidades representativas. O atual projeto aguarda leitura em plenário. Veremos as posições e contradições da vez… PalanquesPor falar na Assembleia, o presidente, Marcelo Santos (Podemos), fez tour eleitoral nessa terça. Foi figura incensada na prestação de contas e aniversário do deputado Pablo Muribeca, que vai disputar a Prefeitura da Serra, e se reuniu com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), em encontro para colocar gás na pré-candidatura do ex-vereador Sandro Parrini (Republicanos) à Câmara Municipal. JuntosNo caso de Muribeca, o presidente da Assembleia cravou exaltações públicas e declarações de apoio, o que não é surpresa, embora seu partido sinalize trilhar outro caminho. No conflito com o prefeito Sergio Vidigal (PDT), devido à “Operação Peixada”, Marcelo comprou a briga política e judicial de Muribeca. MisturebaO Podemos faz parte do arco de aliança de Casagrande que, na Serra, já declarou apoio público ao pupilo de Vidigal, Weverson Meireles (PDT), para onde se volta toda artilharia de Muribeca. Marcelo também é aliado de Casagrande, mas faz movimentos sozinhos e transita por vários lados, mesmo que antagônicos. AfagosPrefeitos que são candidatos à reeleição também posaram para foto ao lado do presidente da Assembleia, todos sorridentes. Tiago Rocha (PL), de São Gabriel da Palha (região noroeste), que acaba de se envolver na polêmica dos shows milionários contratados na cidade, e Mateusinho Vasconcelos (PRD), de Conceição da Barra, norte do Estado. Votos cobiçadosVoltando para Pazolini, o prefeito continua unha e carne com a Igreja Maratana. Recebeu nova visita de pastores, que representam importante fatia do eleitorado. Em Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos) também se mantém na mesma pegada, com a participação em encontro da Convenção Evangélica das Assembleias de Deus (Cemades). Nas redes“Triste receber a notícia do assassinato do policial aposentado José Maria Gagno, irmão do companheiro Babá e das minhas amigas Marta e Margarida. Que Deus conforte o coração da família e dos amigos neste momento de profunda dor”. João Coser, deputado estadual pelo PT. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Sob pressão Reajuste rende primeiras cobranças a Casagrande no plenário da Assembleia, mas…alguma chance de recuo? https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/sob-pressao-1-1 Ano lucrativo Novo aumento nos salários de Casagrande e Ferraço, aprovado na correria da Ales, acumula índice em quase 30%. Só para quem pode! https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/ano-lucrativo Corpo fora Discursos de aliados e placar esmagador deixam claro que veto a aumento de salários não passou de jogo de cena https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/corpo-fora-1-1 Topo da pirâmide Sem mais bola dividida: Renato Casagrande veta aumento ao seu salário, do vice e de secretários https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/topo-da-piramide-1
Servidores estaduais decidirão sobre greve na próxima segunda-feira
Nova assembleia geral será realizada em frente à Seger, na esteira da aprovação do índice de 4,5% Sindipúblicos Servidores públicos estaduais realizarão uma nova assembleia geral unificada na próxima segunda-feira (13), às 10h30, em frente à Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), no Centro de Vitória. A principal deliberação a ser votada é a possibilidade de deflagração de uma greve geral do funcionalismo. O agendamento de uma nova assembleia ocorre logo após a votação do reajuste geral de 4,5% dos salários dos servidores, ocorrida nessa terça-feira (7), na Assembleia Legislativa. Para o funcionalismo, o percentual não é suficiente para repor as perdas salariais de 2020 a 2023, que chegam a 14,38%. Os servidores também reclamam do fato de o governador Renato Casagrande (PSB) se negar a discutir o assunto diretamente com a categoria. Além disso, as entidades representativas dos trabalhadores argumentam que o Estado está em boas condições financeiras, e que foi aprovado, no fim do ano passado, um reajuste bem maior para o governador e vice-governador (12%, somando 2024 e 2025); secretários (22%) e chefes de autarquias (quase 70%). “Não vamos parar. Nossa luta apenas começou. Nosso movimento é crescente e precisamos do apoio dos servidores para fazer com que nossos direitos sejam garantidos com a recomposição dessas perdas acumuladas”, afirma o presidente do Sindicato dos Servidores do Estado (Sindipúblicos), Iran Caetano. Os servidores reivindicavam que a tramitação do projeto de lei sobre o reajuste fosse suspensa e o governador recebesse a categoria para tratar do tema, conforme deliberação da assembleia geral unificada dessa segunda-feira (6). Ainda assim, o presidente do Legislativo, deputado Marcelo Santos (Podemos), colocou a proposta em pauta, junto com projetos prevendo o mesmo percentual de reajuste para funcionários da Assembleia, do Ministério Público (MPES) e do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES). O deputado Capitão Assumção (PL) chegou a apresentar emenda ao projeto, com o objetivo de fixar o índice em 14,38%, mas foi recusada pelo relator, Mazinho dos Anjos (PSDB), pelo fato de o Legislativo não ter competência para criar despesas para o Executivo. João Coser (PT) também fez uma indicação ao governo para que o valor fosse revisto, que não foi acatada. Apesar das críticas da maioria dos parlamentares e dos protestos na galeria da assembleia, lotada por representantes de sindicatos, o projeto foi aprovado por unanimidade, e agora segue para sanção do governador. Demandas Também nessa terça-feira, o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Estado (Sindsaúde-ES) participou de uma reunião da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos para tratar de suas reivindicações. Na semana passada, a entidade realizou um acampamento em frente ao Palácio Anchieta, em Vitória, de forma a pressionar por uma agenda com o governador. Além da mesma recomposição das perdas salariais, a entidade cobra do governo estadual equiparação do auxílio-alimentação com os poderes Legislativo e Judiciário; o retorno do adicional de insalubridade para os servidores da saúde nos hospitais e unidades hospitalares; e a reestruturação de carreiras de servidores. Outras pautas dos servidores incluem reajuste do tíquete-alimentação; pagamento dos precatórios da trimestralidade; reestruturação das carreiras técnicas do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), sem a unificação de cargos aprovada recentemente; reestruturação das carreiras em extinção por vacância, excluídas da reestruturação realizada em 2022; e revogação da modificação da Lei do Teletrabalho e da lei do novo licenciamento ambiental. Sob protesto, reajuste de 4,5% para servidores é aprovado na Assembleia Além do Executivo, mesmo índice será pago no Legislativo, MPES e Tribunal de Contas https://www.seculodiario.com.br/direitos/sob-protesto-reajuste-de-4-5-para-servidores-e-aprovado-na-assembleia-legislativa Servidores querem que projeto do reajuste seja suspenso no legislativo Assembleia Geral Unificada votou pela continuidade das mobilizações no Espírito Santo https://www.seculodiario.com.br/direitos/servidores-querem-que-tramitacao-de-projeto-do-reajuste-seja-suspensa
Assassinato de irmão de Babá cancela ato do PT para lançar pré-candidatura
Evento em Vila Velha seria realizado nesta sexta-feira, após longo processo e debate partidário Uma tragédia adiou o lançamento da pré-candidatura do ex-vereador João Batista Gagno Intra, o Babá, do PT, à Prefeitura de Vila Velha, que seria realizado nesta sexta-feira (10). Na noite dessa terça (7), seu irmão, o policial civil aposentado José Maria Gagno Intra, de 56 anos, foi assassinado a tiros em balneário Ponta da Fruta. O autor do homicídio, que se encontra preso, é o cunhado dele, Joberto Gil Cardoso, que confessou ter usado a arma da vítima para cometer o crime. O registro policial informa que o crime aconteceu na entrada de um bar, de acordo com testemunhas, que disseram que José Maria chegou ao local de carro, acompanhado da mulher e, ao se aproximar do cunhado, que já estava no estabelecimento, foi atingido por vários tiros. Joberto Gil Cardoso, autuado por homicídio qualificado, horas antes do crime havia conseguido o benefício da saída temporária, em decorrência do Dia das Mães. Ele cumpre pena por estupro de vulnerável na Penitenciária Estadual de Vila Velha e recebeu o benefício de “saidinha” nessa terça, dia do crime. Nesta quarta-feira (8), a direção do PT em Vila Velha, ao informar o adiamento do evento de lançamento da pré-candidatura, divulgou uma nota de pesar nos seguintes termos: “É com imenso pesar que comunicamos o falecimento de José Maria Gagno, irmão de João Batista Babá e Marta Gagno Intra. Neste momento de luto, prestamos nossa solidariedade aos amigos e familiares e transmitimos a nossa solidariedade e nossos votos de conforto e de força neste momento tão difícil”. O lançamento da pré-candidatura reuniria a Federação Brasil da Esperança, que integra o PT, PV e PCdoB. A decisão foi adotada no encontro do partido em Vila Velha, quando o nome de Babá foi aprovado para concorrer na eleição majoritária. Na ocasião, o economista Edson Wilson (Edinho), que também disputava a indicação para prefeito, concordou em disputar uma vaga na Câmara Municipal.