Os municípios de Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins (ambos na região serrana do Estado) e Anchieta (litoral sul) devem ser os primeiros a desenvolver um Plano Municipal da Mata Atlântica já a partir do segundo semestre deste ano, conforme confirma o diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani. Ele explica que, não só esses, mas outros municípios capixabas precisarão desenvolver o estudo, uma vez que todo o Estado está incluído na região da Mata Atlântica. O Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA) é instituído pela Lei da Mata Atlântica (Lei 11.428/2006) e deve apontar ações e áreas prioritárias para a preservação dos remanescentes detectados em um mapeamento feito pelos próprios municípios. O documento possibilita àqueles que têm seus territórios total ou parcialmente inseridos no perímetro desta vegetação, que sejam promovidas a defesa, a conservação e a recuperação da vegetação nativa e, além disso, que o plano forneça subsídios ambientais a demais programas e planos de ação municipais. De acordo com Montovani, reuniões estão sendo promovidas em todos os estados brasileiros que possuem área de Mata Atlântica para que os municípios tracem suas políticas e ações para a proteção do bioma. Em todo o Brasil, 13 planos municipais já estão em execução e outros 10 aguardam o início de seus trabalhos. A SOS Mata Atlântica possui um programa de fomento aos PMMAs que pode ser acompanhado por meio do site do programa (http://www.pmma.etc.br/). Como explica o diretor da SOS Mata Atlântica, esses planos servirão de referência para documentos posteriores e, na escola das cidades em que estes seriam realizados, estão englobados territórios muito urbanizados, com predominância do meio rural e diversos em suas atividades econômicas, como por exemplo municípios que possuem predominância de pequenas propriedades. No Estado, os três municípios que devem ser prioritários na elaboração do plano foram indicados por organizações ambientalistas locais, em reuniões junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama). Diferentemente de outros planos municipais, como o plano diretor e os de resíduos sólidos, o Plano Municipal da Mata Atlântica é aprovado pelos Conselhos Municipais de Meio Ambiente e constitui um documento que facilita a assimilação da Lei da Mata Atlântica pelo município, que define o uso de cada uma de suas áreas e seu papel na preservação do bioma. Municípios que possuam um Plano Municipal da Mata Atlântica, como define a lei, terão seus projetos que envolvam conservação de remanescentes de vegetação nativa, pesquisa científica ou áreas a serem restauradas beneficiados com recursos do Fundo de Restauração do Bioma Mata Atlântica. Estão entre as ações que podem ser traçadas pelo plano a criação ou ampliação de áreas protegidas municipais, recuperação de áreas de risco, proteção aos mananciais de abastecimento, direcionamento ao licenciamento ambiental e, inclusive, regularização ambiental das propriedades rurais, o que contribui para a efetivação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Plano de Regularização Ambiental (PRA), instrumentos do atual Código Florestal (Lei 12.651/12). O CAR estabelece a obrigatoriedade da inscrição de propriedades e posses rurais no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), e o PRA regulariza as medidas de recuperação das áreas legalmente protegidas desmatadas antes de 2008. Cada estado deve acompanhar, por meio de programas de regularização ambiental, a recuperação, regeneração ou compensação das áreas e a possibilidade de se suspender ou extinguir a punição dos passivos ambientais. No Espírito Santo, um decreto estadual determina que o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) estabelecerá, por meio de Instrução Normativa, os procedimentos necessários para adesão e execução do PRA. O Observatório do Código Florestal, que reúne organizações como a Conservação Internacional (CI-Brasil), a Fundação SOS Mata Atlântica, o Instituto Socioambiental (ISA) e a WWF Brasil, alerta que a partir do PRA os proprietários rurais ganham o direito de obter a regularização ambiental, o que pode fazer com que os proprietários que desmataram, ao contrário de recuperarem os territórios degradados, fujam de punições e multas provenientes do desmatamento ilegal. Ambientalistas manifestam preocupação em relação ao cadastramento fracionado de imóveis, que permite a uma grande propriedade ser registrada como várias pequenas. Na regulamentação do cadastro ambiental, não há proibição à prática, podendo consolidar a anistia aos médios e grandes proprietários. O perdão das multas àqueles que cometeram crime ambiental é um dos pontos mais polêmicos do novo Código Florestal.
Internos do sistema prisional fazem limpeza no Edifício das Fundações
Dez internos que cumprem pena em regime semiaberto na Penitenciária Semiaberta de Cariacica (PSC) e na Penitenciária Agrícola do Espírito Santo (PAES) estão fazendo a limpeza do Edifício das Fundações, localizado na Cidade Alta, em Vitória. A ação começou no dia 28 de maio e está prevista para terminar no final deste mês. A ação é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) e a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), que solicitou a mão de obra dos internos para fazer a limpeza do edifício que já sediou vários órgãos públicos estaduais. Durante a ação, o grupo de internos faz a limpeza e remoção de vidros, concretos e entulhos dos dez andares do edifício. O grupo, que é formado por pedreiros e ajudantes de alvenaria, faz parte da frente de trabalho da Diretoria de Engenharia e Arquitetura (Digea) da Sejus e está sob a coordenação dos inspetores penitenciários Adegilson Barbosa Rodrigues e Jucelino Ricardo. Com as reformas, além de garantir o benefício da remição da pena (a cada três dias trabalhados, um dia é abatido), os internos recebem cerca de um salário mínimo conforme estabelecido pelo Programa de Pagamento ao Trabalhador Preso. Para o supervisor do Digea, Diórgenes Bragança, a ação é mais uma ferramenta utilizada no processo de ressocialização dos internos. “Com os trabalhos os internos adquirem experiência, gerando oportunidades no mercado de trabalho assim que retornarem à sociedade”, frisou. Além do Edifício das Fundações, internos do sistema prisional também atuaram na reforma do Hospital dos Ferroviários, que tem reabertura prevista para esta segunda-feira (23). O grupo de dez internos realizou serviços de capina e pequenos reparos na estrutura do estacionamento, montagens e manutenções de leitos, além de reforma do almoxarifado e do setor em que são armazenados os medicamentos. Dois detentos que trabalharam na enfermaria da Casa de Custódia de Vila Velha (Cascuvv) também realizaram a separação e organização dos medicamentos.
Casagrande precisa controlar fogo-amigo no palanque do PSB
Rogério Medeiros e Renata Oliveira A poucos dias do fim do prazo para as convenções partidárias, o governador Renato Casagrande tem conseguido manter seu leque de apoios, mas precisa conter a voracidade do próprio PSB por espaços políticos. Papo de Repórter analisa as movimentações no palanque do governador. Renata – Na semana passada, o Papo de Repórter não avançou até a posição de Renato Casagrande por falta de espaço. Então, acho que devemos começar o Papo desta semana discutindo um pouco das movimentações do palanque palaciano, afinal a candidatura realmente irremovível, é a dele. Então, como se consolida esse palanque de Casagrande e com quem? Rogério – Esse palanque está se consolidando, ele já anda lá na frente, destinando outro tratamento à classe política, sobretudo em relação aos seus aliados. Casagrande teve facilidade de amarrar apoios com os partidos porque os temores que se têm ainda com Hartung estão vivos aí por quem foi chicoteado por ele por oito anos, e a relação agora é outra… Renata – Eu gosto de dizer que a relação mudou no sentido de que com Hartung ela era vertical. Ele decidia e a classe política acatava, com Renato Casagrande essa relação ganha uma dimensão horizontal… Rogério – Com Casagrande é diferente, as pessoas têm queixas, têm uma conversa mais forte sem repressão. Isso faz, a meu ver, com que ele angarie mais apoios que seu antecessor, mas pela pressão que Hartung fazia do que pelos méritos do governador. Em outras palavras, com Hartung não tinha democracia e com Casagrande tem. Isso não quer dizer que Casagrande vá ganhar a eleição. Isso porque, salta aos olhos que Casagrande assiste ao Paulo armando para cima dele, usando inclusive, um erro crasso do Renato, que passou toda sua gestão dizendo que fez a continuidade. E aí ele vai para o interior e deixa transparecer que o seu sucessor foi pior que ele. O que quero em síntese dizer é que Renato se fortalece, mas em função do receio que a classe política tem de Hartung. Renata – É interessante notar que essa desconstrução que o Paulo faz do Renato, acontece mais no interior. Olha só, em 2013, é que o governo começou a construir a sua marca e que marca foi essa? A de ser um governador do interior, já que ele vem de Castelo e passou a trabalhar mais no interior tentando consolidar essa imagem. Rogério – Mas na hora que você vai para o interior, e eu tenho um acompanhamento diário do interior, sabemos que os prefeitos estão mal das pernas porque receberam as prefeituras de seus antecessores em miserabilidade. Seus adversários, que podemos tratar como oposição aos prefeitos, é que estão em melhores condições eleitorais, porque não passaram pelas dificuldades que estão os atuais. Esse povo é que está indo para o palanque de Paulo. Na quarta-feira passada (18), na sessão da Assembleia, teve uma passagem interessante, o deputado do PMDB, partido do Hartung, o José Esmeraldo, disse com todas as letras que o Estado está cheio de obras, que você não vai a um lugar no Estado que não tenha obra do governo, o que confirma sua alegação de que Casagrande é homem do interior. Pode ser que isso não apareça agora, mas vai aparecer, e o deputado também não é bobo e tenta pegar carona nas obras do governo. Renata – Mas Casagrande também tem um problema em seu palanque, que não passa necessariamente por esse embate, que é a acomodação de tanta gente em seu palanque. Você tem uma discussão sobre quem vai ser o senador, quem vai ser o vice, quantas pernas de proporcional a deputado federal e a deputado estadual. Quer dizer, ele precisa acomodar seus aliados. Rogério – Ele está fazendo isso bem. O problema do Renato não são os aliados, o problema do Renato se chama Partido Socialista Brasileiro. A grande maioria quer se eleger às custas do governo, atrapalha as coligações e tão interessante, que volta e meia aparece o secretário-geral, que quando vem à imprensa falar não ajuda em nada na costura das coligações. É um exemplo claro de calouros da vida política e agem como se fosse agentes políticos da maior importância, como uma forma de reafirmação, mas acabam criando problemas. E o partido quando reúne, trás problema. Esse é um dos que eu vejo trazendo problema e as reuniões do PSB é um festival de situações adversas. Se a Valésia Perozini não estivesse na reunião da Executiva, a situação era para ser pior. Onde ele não deveria ter problema… Renata – Essa questão da dificuldade interna do Casagrande vem do que é o PSB na história política recente do Estado. É um partido pequeno, com um grande quadro que é o governador. O PSB até pouco tempo atrás oferecia uma grande dificuldade para quem quisesse se filiar ao partido. Rogério – Só não aconteceu com o Paulo conseguiu sem problemas. E foi governador com ele. Renato está colhendo o que plantou. Fez um partido político para que ele pudesse entrar no jogo político do Estado. Pequeno ele virou deputado federal, pequeno ele virou senador, porque esse tipo de política ele sabe fazer, e acabou virando governador. Renata – Sim, mas uma coisa é você pleitear esses cargos que deixam o agente soberano de seu mandato. Outra coisa é você governar um Estado e tentar fazer um amplo leque de aliança com um partido pequeno querendo pegar todos os espaços. Então, nós temos uma semana até a convenção do PSB, para que o governador ponha a mão pesada dentro de seu partido, enquadre seu pessoal e acerte as pendências para que possa chegar ao processo eleitoral, seja ele contra quem for, bem aparelhado. Rogério – Quem conhece o Renato sabe que na hora vai enquadrar o time dele para que ele possa ter uma candidatura competitiva. Estamos falando tudo isso em uma semana que antecede a definitiva, muita coisa pode acontecer. Não podemos esquecer que o grande desejo do Renato Casagrande e da
De rabanadas e mal amadas
Nome feio, rabanada, pode indicar empurrão ou esbarro mal intencionado. Tira-se uma sílaba e vira lanterninha da Copa, Deus nos livre. Mas de má notícia já anda cheio nosso cotidiano, e as rabanadas a que me refiro se cobrem de chuviscos de açúcar e canela, doce jeito de melhor levar a vida. Quem não gosta? Obrigatórias no Natal, dizem que porque, nos aniversários do Filho, Maria não deixava faltar. Verdade que as calorias extrapolam nossa capacidade física e lucidez mental, mas quem não se desvia da rota, de vez em quando? Quem não mente, mesmo que sem intenção de ferir o objeto da mentira; quem não rouba, mesmo que seja um clipes esquecido no balcão da loja? De pecadilhos em pecaditos, vamos alardeando aos ventos nossa impoluta honestidade – corruptos e ladrões são eles! No caso das rabanadas, mentimos para nós mesmos, umazinha só não vai quebrar o regime nem fazer o coração emperrar. Ou talvez sim, como aconteceu com Hyde, a mal amada referida no título. Que fazia rabanadas como ninguém, para deleite do Nino, que só ama a si mesmo. Hyde descobriu a traição assídua e persistente do companheiro, e a primeira reação foi de escândalo, seguida de assassinato… Acabou optando pelo divórcio, que não sai nos jornais. Feitas as contas, porém, e fechado o balanço dos prós e contras diante de bem pago advogado, Hyde descobre que sua rabanada vai perder as duas primeiras sílabas – quer dizer, ficar no nada. E opta por deletar as decisões tomadas em momento de choque – nem escândalo, nem morte lenta sob tortura, nem explosão sumária do carro acabado de comprar, nem divórcio, por mais que odeie o antes bem-amado. Melhor deixar o sabido por ignorado, pois é mais fácil engolir orgulho ferido que enfrentar concurso público. Ah, mas de alguma forma há de se vingar, ele que não durma tranquilo. “Cadê as rabanadas, Hydizinha?”, pergunta o traidor, estranhando não as encontrar no café da manhã, como soi acontecer todos os domingos. As rabanadas? responde a traída, fingindo-se de sonsa, Pois não é que perdi a receita? O traidor se assusta, Procura na Internet, mulher, tem receita até de doce de tanajura. Deve ter, mas não tem a minha rabanada exclusiva, laborada por minha bisavó, e com anos de aperfeiçoamento. Não posso deixar cair o apuro. Em vão o traído pede e implora, ameaça e exige – Vou cancelar todos os seus cartões de crédito! E quem vai fazer o supermercado? Também ele repensa a vingança, Vou reduzir o limite dos seus cartôes! Por maiores que sejam as dores, sejam de amor ou de sabores, a vida continua, e quem não se adapta fica em jejum. Hyde continuou frequentando Miami como nós, pobres normais, vamos ao shopping. E rabanadas nunca mais! ri-se ela, sentindo-se devidamente vingada.
Tá chegando a hora
O próximo fim de semana, até a segunda-feira 30, a classe política terá uma grande efervescência com os últimos dias das convenções partidárias. As articulações devem ser intensas durante toda a semana, para pôr fim a todas as dúvidas que ainda restam no mercado sobre o pleito. A principal delas está no PMDB. Finalmente o mercado político vai poder ver respondida a pergunta: será que Paulo Hartung (PMDB) é mesmo candidato? Talvez ele fale antes, mas a dúvida mesmo só termina quando a pré-candidatura for confirmada em convenção, ainda que até o dia 5 de julho, dia do registro das chapas, muita coisa possa acontecer. Mas podemos avaliar os cenários possíveis. Se Paulo Hartung confirmar a candidatura pelo PMDB, haverá um palanque forte se contrapondo ao do governador Renato Casagrande e a disputa ficará acirrada. Se o PT confirmar sua entrada na disputa, poderá haver segundo turno e a possibilidade de união de PT e PMDB na nova etapa é tida como certa. Aí a reeleição de Casagrande ficará em risco. Se Paulo Hartung não entrar na disputa, Casagrande terá um campo aberto para disputar a reeleição, e ainda que o PT coloque candidatura, não terá fôlego para superar a candidatura socialista e, provavelmente, haverá apenas um turno na eleição para o governo do Estado. Magno Malta (PR) volta a falar em governo do Estado como Plano B, mas para a classe política, o tempo já passou, e dificilmente o senador vai entrar no jogo político, sobretudo, se estiver isolado. Precisa hoje garantir uma acomodação para seu candidato ao Senado, Fabiano Contarato, que é a grande aposta do partido para esta eleição. Aí vem a outra pergunta: se Paulo Hartung não disputar o governo, pode recompor a chapa ao Senado no palanque de Casagrande? Pode. Dizem que Casagrande ainda reserva o espaço para o caso de o peemedebista mudar de ideia. Mas convém? Depois das movimentações na tentativa de desgastar seu sucessor, por meio de seus emissários, caberia um palanque com Casagrande e Hartung lado a lado? E como ficariam os aliados que reivindicam a vaga? Pelo jeito, até o dia 30 ainda há muita coisa para ser ajustada nas composições dos palanques a serem erguidos no Estado.
Candidatura de Magno Malta à Presidência da República é rejeitada na convenção do PR
O sonho do senador Magno Malta em disputar a Presidência da República em 2014 acabou. A proposta de candidatura própria pelo PR foi rejeitada na convenção do partido neste sábado (21). Com 2% de intenções de votos, em recentes pesquisas, o senador foi confiante para o encontro, mas a maioria dos convencionais não aprovou o nome de Magno Malta. Malta teve 16 votos em favor de sua candidatura, mas 122 convencionais preferiram delegar à Executiva Nacional o papel de escolher entre os três pré-candidatos que lideram a corrida eleitoral: a presidente Dillma Rousseff (PT); o senador por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). A dúvida neste caso é que se não apoiar Dilma, o partido terá de entregar o cargo que ocupa no Ministério dos Transportes. A decisão da Executiva do PR deve sair até o próximo dia 30 de junho, prazo final para as convenções partidárias. Se a saída do PTB do grupo de Dilma não foi tida como uma baixa substancial pelos petistas, o apoio do PR era dado como certo. Mesmo assim, depois do aparecimento nas pesquisas e de um encontro com lideranças do partido, no último dia 28 de maio, o senador alimentava a esperança de ver seu nome aprovado na convenção. O encontro reuniu cerca de 50 lideranças do partido, entre elas, o presidente nacional do PR, senador Alfredo Nascimento e o secretário-geral, Antônio Carlos Rodrigues. Mesmo com as divisões dentro do partido sobre os caminhos que o PR deve tomar em 2014, Malta conseguiu formalizar apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República. A Convenção do PR teve início às 15 horas, no Hotel Kubitschek Plaza, em Brasília. Malta falou aos convencionais, defendendo sua candidatura, a única colocada dentro do partido. Mas não foi suficiente para convencer os convencionais. O interesse da classe política capixaba é sobre o rumo político do senador, que vinha colocando o governo do Estado como um plano B, caso não se viabilizasse nacionalmente. Mas para as lideranças políticas do Estado, o senador perdeu o tempo ao entrar na disputa e os espaços hoje estariam fechados no Estado. O PT, que articula a candidatura própria no Estado, cobiça o apoio do PR, assim como o PSB. No caso do PT, porém, a candidatura de João Coser ao Senado inviabilizaria a entrada do partido, que tem como grande aposta o seu candidato a senador, o delegado Fabiano Contarato. Já com o PSB, o partido pode conseguir a vaga se o governador Renato Casagrande não obtiver êxito nas movimentações com o PSDB, já que neste caso, a vaga seria do ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas.
Ações querem livrar o Centro de pichações
Uma caminhada entre a Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames) e o Palácio Anchieta nos mostra em fachadas, paredes e portas por que o Centro de Vitória, de acordo com levantamento realizado pela Prefeitura, é um dos três bairros com maior incidência de casos de pichação na cidade. Não se anda uma quadra sem deparar com grandes e bizarras garatujas. Segundo o secretário municipal de Serviços, Alex Mariano, o problema tem incomodado o poder municipal desde o início do ano passado. “Tudo o que a gente fez foi observar e começar a pontuar os locais de maior incidência. A coisa foi crescendo cada vez mais, em pontos de ônibus, monumentos, lixeiras”, diz o secretário. Além do Centro, Jardim da Penha e Jardim Camburi também penam com o problema. Para Mariano, no entanto, o Centro inspira um pouco mais de cuidado, devido à atmosfera histórico-cultural que o envolve, com seus prédios antigos e monumentos e esculturas artísticas. “Mas eles não têm parâmetro. Picham em qualquer lugar”, afirma. Em maio, a prefeitura apresentou uma estratégia mais ampla e contundente de combate à pichação, envolvendo a Guarda Municipal, a Polícia Militar e um projeto específico da Secretaria Municipal de Cultura (Semc). Houve intensificação das ações de fiscalização patrimonial com o fim de operar em flagrante os atos de pichação. A Polícia Militar e a Guarda Municipal de trânsito e comunitária podem deter o pichador e encaminhá-lo à Polícia Civil. A fiscalização será auxiliada ainda pelas 130 novas câmeras de videomonitoramento que a prefeitura adquiriu. A partir da Rua Governador José Sette já se vê a extensa parede da Renner tomada por pichações, assim como, mais à frente, o abrigo do ponto da Governador Blei, os portões do Mercado da Capixaba, a Escadaria Djanira Lemos, Escadaria do Rosário, a Escadaria São Diogo, a Escadaria Maria Ortiz, para ficarmos nos pontos mais visados pelos pichadores, sem falar em inúmeras pichações em propriedades privadas. A pichação não incomoda apenas por conferir uma aparência desagradável à paisagem do Centro. A questão é também financeira: em toda a cidade, a Secretaria de Serviços gasta mensalmente com limpeza de pichações em prédios públicos e abrigos em pontos de ônibus cerca de R$ 15 mil. Dos 15 espaços culturais geridos pela Semc, o Centro de Vitória abriga oito: a Casa Porto das Artes Plásticas, a Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música (Fafi), a Biblioteca Municipal da Fafi, o Museu Capixaba do Negro “Verônica da Pás” (Mucane), o Mercado Capixaba, o Casarão Cerqueira Lima, a Escola São Vicente de Paulo e o Espaço Vitória Design. Entre esculturas e monumentos, o Centro também abriga um número expressivo. São 11 na entre a Escadaria Bárbara Lindenberg, a Praça João Clímaco e a Praça Presidente Roosevelt; sete na Praça Costa Pereira; três na Praça Ubaldo Ramalhete; dois na Praça Francisco Teixeira da Cruz; um no Parque Municipal da Gruta da Onça. Numa espécie de contraponto à fiscalização, hoje a Semc desenvolve um projeto cultural de intervenção urbana com o objetivo de humanizar os espaços públicos da cidade. A ideia do A Arte é Nossa é realizar intervenções em muros da capital através de suportes como grafite, arte-mural, arte-relevo e pintura. Um edital de credenciamento de artistas foi publicado para mapear grafiteiros, arte-muralistas, pintores e outros artistas para ações futuras de intervenção urbana. “Trabalhamos para devolver os espaços públicos de Vitória aos seus moradores e para reforçar a vocação da cultura como elemento de transformação das cidades”, diz a secretária municipal de Cultura Ana Laura Nahas. Um exemplo já está em andamento. Em parceria com os artistas Dione Salvador e Natural, o projeto está transformando o muro do estacionamento do Ministério da Fazenda, na Avenida Princesa Isabel com a Barão de Itapemirim, em um grande mural. A dupla propõe ali uma releitura do trajeto realizado pelo bonde, o principal meio de transporte dos moradores da região no início do século XX, destacando prédios históricos como a Fafi, o Palácio Anchieta e a Catedral Metroplitana.
A Onda da Vida tem como cenário principal as praias de Regência
Sentado na cama de seu apartamento no Rio de Janeiro, José Augusto Muleta escreveu todo o roteiro de A Onda da Vida em uma noite. Foram 80 páginas, desde a primeira cena, passando por todos os diálogos até a última linha, de uma vez só. Ele ainda não tinha a pretensão de filmar, mas com a sua ideia no papel, começou a mostrar seu roteiro para diversas pessoas em busca de críticas e parceiros. A Onda da Vida é a história de três surfistas, Caio (Caio Vaz), Tiago (Guilherme Tripa) e Joel (Omar Docena), que saem de carro do Rio de Janeiro com destino a Itacaré, no litoral sul da Bahia, em uma surf trip. No caminho, o carro quebra e eles têm que interromper a viagem até que ele seja consertado. Durante essa espera, eles descobrem a Vila de Regência, um paraíso ecológico com ondas perfeitas. Antes mesmo que essa história começasse a se desenhar na sua cabeça, Muleta já tinha uma única certeza: queria fazer um filme que fugisse da estética de documentário e de videoclip que geralmente estão associadas ao surf. “Existe uma diferença entre o filme de surf e o filme de surfista. Meu filme é um filme de surfista que, antes de tudo é um ser humano, que ama e odeia. Essa humanidade está presente em A Onda da Vida”, declara o diretor. José Augusto admite que existe muita produção audiovisual de surf, mas sua vontade era fazer algo diferente. Quando se sentou para escrever o roteiro, ele procurou vários caminhos até chegar na história definitiva. “A minha preocupação era mostrar os meninos surfando de verdade, mas ao mesmo tempo fazer uma ficção com cara de cinema. Foi então que tive a ideia de contar uma bela história de amor entre um dos meninos e uma garota de Regência. E essa história vai crescendo neles só no olhar e em pequenos detalhes e situações”, conta Muleta. Essa paixão pelo surf de José Augusto começou ainda na pré-adolescência. Nascido em Minas Gerais, logo que se mudou para o Espírito Santo sentiu muita dificuldade em se enturmar e acabou encontrando no surf sua válvula de escape para aplacar a solidão. “Em comparação com a cidade em que eu nasci em Minas, Vitória era uma megacidade, então a adaptação foi muito difícil. Na época também existia muito preconceito em relação a mineiros. O surf foi o meu primeiro e único amigo nesse período”, lembra. Seu pai, vendo o interesse dos filhos pelo surf, começou a incentivar a prática do esporte. Todo o final de semana, ele reunia a família e juntos exploravam as praias do Espírito Santo. Em uma dessas viagens, José Augusto conheceu Regência e o vilarejo despertou o seu afeto imediato. “A vila é muito parecida com a minha cidade natal, por isso, a cidadezinha se tornou o meu refúgio”, conta Muleta. Todo o amor de José Augusto pelo surf e por Regência transparece no filme, que retrata o local com muita poesia. Em A Onda da Vida, o vilarejo aparece como um Oásis que os três protagonistas encontram por acaso no meio da estrada. “Enquanto o Rio de Janeiro é mostrado com toda a sua beleza e com imagens áreas, noturnas, as cenas em regências são ao contrário, é uma câmera mais contemplativa, mais próxima dos personagens. O mesmo acontece com os meninos, que deixam todo o luxo da cidade grande para aprenderem a viver acampados no quintal de um conhecido no vilarejo. Esse contraste deixou a vila mais bucólica ainda e a simplicidade se tornou algo afetivo”, explica o diretor. José Augusto é formado em Rádio e TV, mas sempre se interessou por produção audiovisual. Começou a participar de sets de filmagens, aprendeu a mexer na câmera, passou a entender um pouco de fotografia e fez curso de teatro para ter a experiência de dirigir atores. O seu primeiro curta metragem foi A banda, com Margareth Galvão e Ednardo Pinheiro. Em paralelo a esses trabalhos audiovisuais, José Augusto sempre filmava o surf em Regência, mas dirigir seu próprio longa-metragem estava se tornando um sonho distante. Durante quatro anos, ele trabalhou como assistente de direção de Felipe Joffily em E Aí, Comeu? (2012), Muita Calma Nessa Hora (2010), e em duas temporadas de Cilada no canal Multishow. Essas oportunidades o ajudaram, depois de muita luta, a realizar seu sonho de dirigir seu primeiro longa. No sets de filmagens, José Augusto fez algumas amizades que depois se tornaram parcerias como o produtor Rike Nogueira, que também produziu o Muita Calma Nessa Hora. “Guilherme Tripa foi o primeiro a se envolver com o projeto, assim que leu o roteiro ele se apaixonou e já colocou pilha para filmar. Ele que mostrou o roteiro para o Omar, que também já falou que iria participar. O último a integrar o trio foi o caçula Caio Vaz. Antes de buscar qualquer patrocínio, perguntei se eles topavam encarar as filmagens mesmo sem dinheiro, e os três aceitaram”, conta. Felizmente, o diretor estreante conseguiu o patrocínio da UOT de R$ 25 mil e filmou todas as cenas em Regência. Depois foram surgindo outros patrocínios, inclusive do governo do Estado, que foram usados para filmar as cenas de surf e as do Rio de Janeiro e também para a finalização, a etapa mais cara na produção de um longa-metragem. No total, o orçamento ficou em R$ 135 mil. Mesmo com toda essa experiência como assistente de direção, José Augusto não estava preparado para a vivência com a equipe técnica e os atores, que ficaram morando juntos durante 30 dias em Regência. “Cinema é guerra. É acordar cedo todo o dia e passar o dia inteiro gravando. A sua vida se resume ao filme”, declara. Mas todo o esforço valeu à pena. Apesar do baixo orçamento, Muleta conseguiu produzir sua obra exatamente como queria. “O nosso filme não foi um acidente, nós trabalhamos muito para ficar
Comunidades exigem rediscussão do Centro de Eventos de Vitória
Fotos: Leonardo Sá/Agência Porã Já ao final do debate público, quando a sociedade civil se manifestou ao microfone, o presidente da Associação de Moradores de Morada de Camburi, Vilson Venturi, apresentou à mesa e plateia a sua “metáfora do nó”. Em tom sereno, explicou: àquela altura, após quase duas horas de discussão, já estava claro o que desejavam os moradores e o que queria o poder público quanto ao Centro de Eventos de Vitória (CEV). Havia um nó entre um e outro, que só se agravaria se cada um puxasse para o seu lado. “Então, para, respira e vamos refazer o processo”, concluiu, recebendo aplausos. A fala seguinte foi de uma moradora. Mais incisiva, ela vociferou: “Não vamos deixar que nos empurrem esse projeto goela abaixo como fizeram com a Petrobras na Praia do Canto. Não vamos aceitar esses projetos que só atendem a interesses de empresários e de homens do serviço público”. Nova aclamação. As duas intervenções retratam o clima do debate público que tomou a noite dessa sexta-feira (20) no auditório da Escola de Serviço Público do Espírito Santo (Esesp), em Bairro República. A chuva fina, o vento frio e a sexta-feira de feriado prolongado não intimidaram as cerca de 100 pessoas que foram ao encontro. Em 20 de maio, uma audiência pública no mesmo local apresentou o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do centro. Ali os moradores já mostraram um tanto receosos com o empreendimento. O documento ficou à disposição da população na prefeitura por 10 dias para consulta e formulação de questionamentos. O debate público foi solicitação de moradores dos bairros abrangidos pelo centro. Projeto de grande envergadura, o CEV ocupará uma área de 42 mil metros quadrados às margens da Avenida Adalberto Simão Nader, no sítio aeroportuário. Entre metáforas singelas e manifestações furibundas, ficou claro para a Prefeitura de Vitória e governo do Estado que será tarefa árdua levar adiante a implantação do Centro de Eventos de Vitória. Promovido pela prefeitura, o segundo encontro que debateu o empreendimento deu contornos ainda mais visíveis ao misto de dúvidas e preocupações dos moradores quanto aos impactos do projeto. A arena multiuso foi o principal foco de rejeição. Compuseram a mesa a secretária municipal de Gestão Estratégica, Lenise Loureiro, a secretária municipal de Desenvolvimento da Cidade, Sandra Monarcha, o engenheiro da prefeitura, Leonardo Schultz, o engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), Fernando Pratti, o secretário de Turismo de Vitória, Leonardo Krohling, e Luiz Cesar Maretto, diretor-geral do Instituto de Obras Públicas do Estado do Espírito Santo (Iopes). O borbulhante debate também atraiu vereadores da capital: o presidente da Câmara Fabrício Gandini (PPS), Luiz Emanuel Zouain (PSDB), Reinaldo Bolão (PT) e Serjão Magalhães (PSB). O ex-secretário municipal de Transportes, Max da Matta (PSD), também compareceu. O debate começou com a leitura das questões protocoladas na prefeitura, seguidas pelas respostas do poder público. A Associação de Moradores de Mata da Praia (AMMP) classificou de “desatualizado” os estudos viários apresentados no EIV e, amparada no Plano Diretor Urbano, considerou que as questões ambientais “deixaram a desejar”, especialmente quanto a geração de poluição sonora, atmosférica e de resíduos sólidos. Quanto à primeira, Leonardo Schultz respondeu que a metodologia utilizada pela prefeitura, que realizou pesquisas em dias chamados típicos (terça, quarta e quinta; segunda e sexta são dias diferenciados, a que se recorrem em estudos para shoppings, por exemplo) é consagrada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e tem validade de dois a três anos. A pesquisa para o CEV foi realizada em 2012. Fernado Pratti respondeu sobre o segundo ponto. Segundo ele, o EIV é como uma licença prévia, destacando a seguir que a prefeitura tem metodologias de monitoramento e fiscalização. A complementação seguinte provocou burburinhos: “Um detalhamento mais aprofundado vai ser feito na fase de licenciamento ambiental”. Uma das questões solicitava a realização de um estudo de impacto de ruído pelo EIV, ao que o representante da Semman respondeu que tal ainda não seria viável: “Ele [o CEV] ainda não foi construído”. Risos irônicos encheram o auditório. A situação provocou a primeira, de pelo menos mais duas, intervenções da secretária Lenise Loureiro para reorganizar o fluxo do debate. “Em um momento subsequente nós detalharemos o projeto para vocês”, disse. Outra questão protocolada pela AMMP solicitava que as intervenções viárias de mitigação dos impactos do CEV sobre o trânsito estejam concluídas antes do centro de eventos. A entidade também pedira a apresentação do projeto arquitetônico do CEV e das exigências para que ele seja aprovado. “A implantação total da área se dará em um arco de 10 anos”, explicou Sandra Monarcha. Lenise complementou que as obras são projetadas tanto pela Secretaria Estadual dos Transportes e Obras Públicas (Setop) quanto pela Sedec. “Mobilidade urbana é uma diretriz em qualquer governo do país”, ponderou. Mais tarde, o presidente da AMMP, Sandoval Zigoni, questionaria a secretária: como em 10 anos, se a obra já está licitada? Em dezembro de 2013, o Diário Oficial registrava a empresa Andrade Vallafares Engenharia e Construção Ltda como vencedora do certame para construção do centro ao custo de R$ 98,3 milhões. A licitação foi lançada no dia 17 de junho de 2013. Prazo de execução: 720 dias. As obras viárias são: um elevado no encontro das avenidas Fernando Ferrari e Adalberto Simão Nader e um mergulhão no das Adalberto Simão Nader e Dante Michelini, além de uma via projetada, paralela a um trecho da Rodovia Norte-Sul Coube à apresentação de Luiz Cesar Maretto os momentos mais tensos e palpitantes do debate público. “Estou sentindo um clima um pouco tenso por causa dessa atividade”, disse, à guisa de introdução. Ele destacou que Vitória se consolidou nos últimos anos como uma das cidades mais propícias do país para o desenvolvimento do turismo de negócios e eventos. Nesse contexto, um centro de eventos seria uma demanda natural. Maretto lembrou ainda que, embora as discussões de um tal empreendimento em
ONU destaca atuação de médicos cubanos em unidades da Serra
A Organização das Nações Unidas (ONU) destacou a atuação dos médicos do programa federal Mais Médicos em duas unidades de saúde da Serra. A entidade classificou que a atuação dos profissionais evolucionou o atendimento na Unidade Regional de Saúde (URS), no bairro Planalto Serrano; e no posto de saúde de Taquara I, no mesmo município. De acordo com informações do site institucional da ONU, somente a URS atende a cerca de 12 mil pessoas da região. A unidade tem três equipes de Saúde da Família sendo dois médicos principais e um médico de apoio do programa Mais Médicos, dentre estes três médicos cubanos. A coordenadora da unidade, Naiara Vidoto relatou que os profissionais foram bem recebidos pela população. Os médicos cubanos Orlando Maure Ceballo e Tamara Delgado Riesgos chegaram à unidade em dezembro de 2013 e resolveram o atraso de consultas de pré-natal, desenvolveram um programa de atendimento para os casos de hipertensão e diabetes e tiveram a iniciativa de sistematizar as consultas domiciliares. Já no posto de saúde de Taquara I, que também recebeu o reforço de médicos do programa federal em dezembro de 2013, cerca de 5 mil pessoas são atingidas pelo aumento de atendimentos. Na unidade atua o médico Orelys Reyes Madrazo. O Estado atingiu, em abril deste ano, 100% da demanda atendida pela iniciativa do governo federal, o equivalente a 404 médicos. A atuação desses profissionais impacta na assistência de mais de 1,3 milhão de pessoas. Além da ampliação imediata da assistência em atenção básica, o Mais Médicos prevê ações estruturantes voltadas à expansão e descentralização da formação médica no Brasil. Até 2018, serão criadas 11,4 mil novas vagas de graduação em Medicina e mais de 12 mil novas vagas de residência médica.