A aproximação entre o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e o presidenciável Aécio Neves (PSDB) foi vista nos meios políticos como mais um episódio da novela que se tornou a construção do cenário eleitoral capixaba, que tenta adequar a polarização nacional dentro da divisão de poder da unanimidade, sem que os aliados de Hartung deixem de orbitar seu palanque. Depois de definido o palanque alternativo do PT, mantendo o projeto do ex-prefeito João Coser ao Senado, com uma candidatura da deputada federal Iriny Lopes ou do deputado estadual Roberto Carlos, o ex-governador, agora, está em fase de definição de sua aliança com o PSDB. O encontro no Rio de Janeiro entre Hartung e Aécio, coloca nas mãos do ex-governador e do presidente do PSDB capixaba, o deputado federal Cesar Colnago, o papel de definir os caminhos tucanos na eleição do Espírito Santo, o que tira o partido do palanque de Renato Casagrande e o leva para o grupo de Hartung. O objetivo, para alguns observadores seria o de garantir a acomodação dos aliados – Coser na disputa ao Senado em um palanque separado, mas com apoio indireto de Hartung e Colnago, cotado para a vice do ex-governador. Além de garantir uma alternativa para o deputado federal que estaria em dificuldade de assegurar sua reeleição para a Câmara dos Deputados, Hartung tira mais uma peça importante do palanque de Casagrande, já que o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas estaria cotado para ser o candidato ao Senado na chapa do socialista. A dúvida seria na acomodação da vaga ao Senado, já que a deputada federal Rose de Freitas coloca sua candidatura ao Senado pelo PMDB e teria maioria dos convencionais do partido, logo, acomodar Luiz Paulo, que deseja rivalizar com o PT no Estado no mesmo nível de disputa, seria complicado. Também não há garantias de que Hartung fará no Estado a defesa da candidatura tucana à presidência, a acomodação das lideranças do partido em seu palanque não significa a entrada de Hartung na disputa nacional. Neste sentido, o oportunismo das lideranças políticas ganha importância nessa articulação dos palanques. Com a possibilidade de diminuição de uma vaga na Câmara dos Deputados, muitos nomes cotados para a disputa proporcional começam a buscar alternativas de acomodação e a vaga de vice é um dos caminhos preferidos dos candidatos. Colnago estaria pressionado pela conjuntura de Vila Velha, em que o desgaste do prefeito Rodney Miranda (DEM) favorece o ex-prefeito e também tucano Max Filho, na corrida por uma vaga na Câmara. Neste sentido, Max Filho, que em 2010 ficou fora da Câmara por uma diferença de cerca de 1,2 mil votos, servindo de “escada” oara Colnago, pode terminar a eleição na frente do colega de partido, invertendo o resultado do pleito de 2010. Hartung continua mantendo segredo sobre suas movimentações rumo às eleições e tem dito a interlocutores que só falará sobre eleição na convenção do partido, no dia 29 de junho, o que tem lançado sobre a classe política uma série de dúvidas sobre sua participação no pleito. Com as movimentações com o PSDB e o PT, porém, a estratégia do ex-governador de desidratar o palanque de Renato Casagrande parece se confirmar. Hartung teria hoje o apoio do PSDB e do DEM para a campanha, além da candidatura por fora do PT, que fortalece sua candidatura, embora possa levar a eleição para o segundo turno. Esse oportunismo não se restringe ao grupo de Hartung. No palanque de Casagrande, a acomodação do PPS também caminha neste sentido, o presidente da Câmara de Vereadores da Capital, Fabrício Gandini, também estaria pressionando o palanque socialista em busca da vaga de vice na chapa de Renato Casagrande. Já o socialista tem o apoio de dois blocos partidários, o “Renova Espírito Santo” e outro grupo que agrega Solidariedade, PPS, PTB, PSD e outros. As movimentações de Hartung podem favorecer o fechamento do acordo com o PR, garantindo a vaga ao Senado para o delegado de Delitos no Transito Fabiano Contarato.
Filmesem cartaz
Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 12 a 18 de junho ESTREIAS A Face do Mal (Haunt, EUA, 2014, 90 minutos, 14 anos) Terror. Direção de Mac Carter. Com Harrison Gilbertson, Liana Liberato, Jacki Weaver. Ao lado dos pais e das duas irmãs, Evan Asher é um jovem tímido e pouco sociável que se muda para uma grande casa, cujo passado é marcado por uma família que perdeu todos os filhos. Evan aproveita o tempo livre para desenvolver uma amizade com a vizinha Sam. Curiosos, os dois vão explorar o passado sombrio do local e despertar forças nada amigáveis. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 16h50 (exceto quinta e terça-feira). 21h50. Sexta-feira e sábado também 00h00 Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 2. 13h40. 21h20. (apenas quinta-feira). 13h10. 19h10. 21h20 (apenas terça-feira). 15h. 17h10. 19h10. 21h20. Avanti Popolo (Idem, Brasil, 2014, 75 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Michael Wahrmann. Com André Gatti, Carlos Reichenbach, Eduardo Valente. Um dia, André encontra uma série de películas Super 8mm, filmadas por seu irmão durante a ditadura militar dos anos 1970. Com estas imagens, ele se lembra das histórias vividas por seu pai, um homem que até hoje espera pelo filho, desaparecido há mais de 30 anos. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 16h Olho Nu (Idem, Brasil, 2014, 100 minutos, 14 anos) Documentário. Direção de Joel Pizzini. Com Ney Matogrosso. A partir de um vasto material de arquivo, que inclui shows, videoclipes, entrevistas, aparições em programas de televisão e ainda gravações caseiras, é apresentada a vida de Ney Matogrosso, de sua infância até despontar no meio artístico graças à sua voz de timbre raro, passando pela fase em que integrou o grupo Secos & Molhados até alcançar o sucesso em carreira solo. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 17h30 Oslo, 31 de agosto (Oslo, 31. August, Noruega, 2014, 100 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Joachim Trier. Com Anders Danielsen Lie, Hans Olav Brenner, Ingrid Olava. Anders está se recuperando do vício em drogas numa clínica de reabilitação em Oslo. No dia 30 de agosto ele ganha a permissão para sair da casa de tratamento, visitar seu amigo Thomas e ir em uma entrevista de emprego no centro da cidade. Durante seu dia e noite na cidade, Anders será confrontado com seus erros do passado e irá refletir sobre sua própria existência. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h15 Tanta água (Idem, Uruguai/México/Alemanha/Holanda, 2014, 110 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Ana Guevara Pose, Leticia Jorge Romero. Com Néstor Guzzini, Malú Chouza, Joaquín Castiglioni. Alberto e seus filhos, Lucía e Frederick, decidem passar as férias nas Termas de Arapey. Quando a chuva começa a afetar os ânimos, Alberto resolve animar a família, mas acaba batendo de frente com a pré-adolescente Lucía. Esta viagem vai marcar a vida de todos com muitos momentos de amizade, discussões e descobertas. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h15 Vitus (Idem, Suiça, 2014, 120 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Fredi M. Murer. Com Fabrizio Borsani, Teo Gheorghiu, Julika Jenkins. Vitus é um menino superdotado. Dono de audição apurada, é preparado desde cedo para tornar-se um grande pianista – desejo dos pais. Certo dia, no entanto, o garoto resolve se rebelar e tomar as rédeas de seu destino, longe das salas de concerto. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h15 SESSÃO CULT Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971, 130 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Stanley Kubrick. Com Malcolm McDowell, Patrick Magee, Michael Bates. No futuro, o violento Alex, líder de uma gangue de delinquentes que matam, roubam e estupram, cai nas mãos da polícia. Preso, ele recebe a opção de participar em um programa que pode reduzir o seu tempo na cadeia. Alex vira cobaia de experimentos destinados a refrear os impulsos destrutivos do ser humano, mas acaba se tornando impotente para lidar com a violência que o cerca. Cinemark – shopping Vitória: Sala 1. 23h55 (apenas sábado). Sala 5. 12h30 (apenas domingo). 19h30 (apenas quarta-feira). CONTINUAÇÃO A Culpa é das Estrelas (The Fault In Our Stars, EUA, 2014, 125 minutos, 12 Anos) Drama. Direção de Josh Boone. Com Shailene Woodley, Ansel Elgort, Nat Wolff. Diagnosticada com câncer, Hazel Grace Lancaster se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, a jovem é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio e logo conhece Augustus Waters, um rapaz que vai mudar completamente a sua vida. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 13h. 15h50. (exceto quinta e terça-feira) DUBLADO. 18h40 (exceto quinta e terça-feira). 21h30. Sexta-feira e sábado também 00h30 (LEG). Sala 6. Sábado e domingo também 11h30. 14h20 (exceto quinta e terça-feira). 17h30 (exceto quinta e terça-feira). 20h30 (exceto quinta-feira). Sexta-feira e sábado também. 23h30. Sala 7. 13h50. 19h10 (exceto quinta e terça-feira). DUBLADO. 16h50. (exceto quinta e terça-feira). 21h50. Sexta-feira e sábado também 00h00 (LEG) Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 7. 15h40. 18h20. 21h. DUBLADO. Quinta e terça-feira também 21h. DUBLADO. Sábado e domingo 13h. 15h40. 18h20. 21h. DUBLADO Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 4. 14h15. 16h50. 19h25. 22h. Quinta-feira também 13h20. 22h. Terça-feira também 19h25. 22h. Sala 5. 18h55 (exceto quinta e terça-feira) *LEG). 19h (apenas terça-feira) (LEG) Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 16h45. Sala 3. 19h10 DUBLADO. 21h30 (LEG) Malévola 3D (Maleficent, EUA, 2014, 107 minutos, 10 Anos) Fantasia. Direção de Robert Stromberg. Com Angelina Jolie, Elle Fanning, Brenton Thwaites. Baseado no conto da Bela Adormecida, o filme conta a história de Malévola, uma mulher movida pelo sentimento de vingança e pelo desejo de se manter no poder. Para enfrentar o rei, ela coloca um feitiço na filha dele, Aurora. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. 14h40 (exceto quinta-feira). 17h10 (exceto quinta-feira). 20h00 (exceto quinta-feira). DUBLADO. 22h15 (LEG) Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 14h. 16h20. 18h40. DUBLADO. 21h (LEG). Sala 6. 14h30.
Relatório da comissão especial da PEC 215 deverá ser apresentado em julho
Mesmo os deputados ruralistas tendo recebido a comunicação, em várias partes do país, de que entidades indígenas e indigenistas não participariam das audiências públicas da comissão especial da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000, por considerar a legislação inconstitucional, foi dado continuidade ao processo. Nessa quarta-feira (11), aconteceu na Câmara dos Deputados, em Brasília, a audiência destinada a juristas e técnicos do Ministério da Agricultura. Relatório da comissão especial da PEC 215 deverá ser apresentado em julho, como afirmou o relator da proposta, Ormar Serraglio (PMDB-PR). A decisão de não participar das audiências da PEC 215 foi evidenciada em uma carta assinada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e outras onze organizações indigenistas, que consideraram que a bancada ruralista tenta transformar em plataforma política a luta de um grupo minoritário de latifundiários contra a demarcação de terras indígenas. A carta lembrou que, além dos indígenas, os juristas, articulistas da imprensa, intelectuais, organizações e movimentos sociais, associações de profissões diversas, ambientalistas e quilombolas também rechaçam categoricamente a PEC 215. O clima da reunião destinada ao setor ruralista da Câmara não poderia ter sido diferente. A PEC 215, que já teve sua inconstitucionalidade lembrada inúmeras vezes, foi amplamente apoiada, como informou a Agência Câmara. Exemplo disso foram as declarações de que o direito à propriedade rural deve ser priorizado; de que a definição de um território indígena feita pela Fundação Nacional do Índio (Funai) é “presunçosa”; e de que os índios deveriam ser incluídos no agronegócio. Ironicamente, em diversos estados do país, e também no Espírito Santo, os indígenas são oprimidos, cercados e têm suas terras usurpadas pelos grandes latifundiários a serviço do agronegócio. A PEC 215/2000 transfere do Executivo para o Congresso Nacional a decisão final sobre as demarcações de terras indígenas, abrindo prerrogativa para a revisão de processos já homologados – caso do território indígena de Aracruz, norte do Estado – e terras quilombolas e Unidades de Conservação (UCs). Sua inconstitucionalidade já foi lembrada diversas vezes, uma vez que ameaça o direito dos índios e povos tradicionais ao seu território como meio fundamental de preservação de suas culturas, um direito garantido a esses povos na Constituição Federal. A carta da Apib evidenciou as diversas inconstitucionalidades apontadas na PEC 215 como fatores influenciáveis na decisão de não participar das reuniões. Em 2013, a discrepância da proposta foi apontada por um Grupo de Trabalho Paritário, criado por Alves, e formado por parlamentares e indígenas. A inconstitucionalidade também foi apontada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, por conta de um mandado de segurança impetrado pela Frente Parlamentar de Apoio aos Povos Indígenas. Como já afirmado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), pelo menos 72% dos deputados da comissão especial de avaliação da proposta são membros ou aliados da Frente Parlamentar Agropecuária. Membros do Centro de Estudos Bíblicos (Cebi) denunciaram que a PEC 215 coloca em risco a sobrevivência dos povos indígenas e tradicionais, uma vez que afeta profundamente o direito de preservação dos espaços culturais desses povos.
Incra e MST se reúnem para decidir destino dos ocupantes da fazenda Volta Grande
Uma reunião nesta quinta-feira (11) entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) decidirá uma área para transferência das cerca de 110 famílias que ocupam desde a noite do último domingo (1) a fazenda Volta Grande, em Linhares (norte do Estado). O principal objetivo da ocupação foi se contrapor o discurso da mídia corporativa, que afirma que no município não existem mais latifúndios. De acordo com decisão da Justiça Estadual expedida no último dia 4, as famílias têm até a próxima quarta-feira (18) para apresentar um pedido de defesa ou desocupar a área. O MST afirma que, diante da falta de informações sobre o terreno ocupado, não há a possibilidade de que o movimento apresente uma defesa porque, para esta, seriam necessárias informações a quais os militantes não tiveram acesso, como o nome do dono da propriedade e um laudo de vistoria do Incra comprovando a improdutividade da terra. De acordo com os militantes, o território é improdutivo e possui cerca de 190 hectares. As famílias ocupantes da fazenda formavam o Acampamento Índio Galdino, que estava situado em uma Área de Proteção Permanente (APP), próxima à fazenda. O fato de estar situado em região de APP não permitia que as famílias desenvolvessem qualquer atividade agrícola na região e, por isso, os militantes decidiram ocupar a fazenda improdutiva. A coordenação estadual do MST que acompanha as atividades no local afirmou que as famílias estão decididas a não desocuparem a fazenda, caso não haja uma área definitiva para onde as famílias camponesas poderão se mudar. O pedido de vistoria da fazenda Volta Grande foi solicitado ao Incra em uma reunião que aconteceu na última semana mas, por conta da ocupação à fazenda, a vistoria não poderia ser realizada, uma vez que uma medida provisória do governo federal impede a vistoria em terras ocupadas. Dessa forma, o pedido deveria ser enviado à sede do Incra, em Brasília, para que a solicitação fosse avaliada. Entretanto, diante da decisão judicial, o pedido especial de vistoria foi pausado. Desde o início da ocupação, circulam informações na região de que a fazenda pertence ao ex-senador Gerson Camata (PMDB), mas o Incra não as confirma. O senador não se manifestou sobre o assunto.
MST desocupará fazenda de antigo dono do Grupo Nacional até o fim de semana
Foi entregue na tarde dessa quarta-feira (11) o mandado de reintegração de posse referente à ocupação das famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que ocupam desde o último domingo (8) a Propriedade Agropastoril, de propriedade de José Sydny Riva, antigo dono do Grupo Nacional de Ensino. De acordo com a coordenação estadual do MST, as mais de 150 famílias que ocuparam as terras desocuparão pacificamente a área até este fim de semana e retornarão para as proximidades da estrada que passa pela fazenda, onde estavam acampados antes da ocupação. O MST também informou que, posteriormente, solicitará ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e à Justiça Estadual a destinação dessas terras para a reforma agrária, uma vez que, de acordo com os militantes, a fazenda é improdutiva. A coordenação estadual do MST informou que a fazenda havia sido penhorada pela Justiça Estadual e, posteriormente, arrendada por um proprietário local. A Propriedade Agropastoril está localizada entre o Córrego Ribeirãozinho e Córrego Água Branca, a 18 quilômetros da sede de Ecoporanga (noroeste do Estado). Em setembro de 2013, a área da Fazenda Agropastoril foi destinada a leilão. Já em maio deste ano, foi publicado um ato no Diário Oficial do Estado, para que se desse ciência a Sydny Riva da efetivação da penhora do imóvel da Propriedade Agropastoril. Sydny Riva foi alvo de um mandado de prisão preventiva em março de 2007, depois de responder a diversos processos por conta da falta de repasse ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) das quantias recolhidas dos empregados do Grupo Nacional, a título de contribuição previdenciária. O documento aponta que Sydny é “uma pessoa com inúmeras posses e um patrimônio imenso”.
Representante da sociedade civil é empossado no Conselho Estadual da Juventude
O representante da sociedade civil, Luiz Inácio Silva da Rocha, o Lula, foi empossado presidente do Conselho Estadual da Juventude. Lula, que é representante do Fórum Estadual da Juventude Negra (Fejunes), é o primeiro representante da sociedade eleito para o colegiado. Ele explica que o conselho é paritário, ou seja, com igual representação do governo do Estado e da sociedade civil e os atores do governo e da sociedade devem se revezar na presidência. O militante de direitos humanos disse que o conselho vai se empenhar na elaboração do Plano Estadual de Juventude e na Campanha contra o Extermínio da Juventude Negra. O mandato da nova Mesa Diretora será de um ano. O colegiado pretende avançar no fortalecimento do espaço. Para Lula Rocha, o conselho é fundamental para garantir a participação social no fortalecimento das políticas púbicas de juventude. Além das duas primeiras ações, o conselho vai lançar, também, a campanha #Juventudenãoécrime que visa combater a criminalização da juventude e consolidar os espaços de participação direta do conselho. Além disso, o colegiado vai propor um Pacto em Defesa da Juventude nas eleições deste ano. O Conselho Estadual da Juventude foi criado pela Lei 9.955/2007 e tem a função de propor e acompanhar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para juventude.
CNMP vai decidir sobre licença de membros do MP para ocupar função pública
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) vai se manifestar sobre a possibilidade de membros do MP atuarem em outras funções públicas, como secretário de Estado e cargos do Executivo. Na sessão dessa segunda-feira (9), o plenário do órgão de controle iniciou o exame de um caso envolvendo um promotor de Justiça de Minas Gerais, que se licenciou para ocupar o cargo de subsecretário. O resultado do julgamento deverá servir como referência em episódios futuros. A polêmica sobre a concessão de licença já rendeu até mesmo uma ação popular na Justiça capixaba. No início do julgamento, o relator do caso, conselheiro Cláudio Portela, votou pela manutenção da licença concedida ao promotor de Justiça pelo MPMG, por entender que a possibilidade de afastamento de membro do Ministério Público para exercício de cargo fora da instituição é previsto na Constituição Federal de 1988. Nesse sentido, Portela concluiu que o ato questionado não seria ilegal, desproporcional ou desarrazoado, sendo acompanhado por oito conselheiros. Entretanto, o julgamento está longe de ser definido após o voto divergente do conselheiro Leonardo Farias na última sessão do CNMP. Ele resumiu que “a controvérsia central da demanda está assentada na possibilidade, ou não, de membro do Ministério Público, ressalvando o exercício do magistério, em horário compatível com as suas atribuições no órgão ministerial”. Leonardo Farias explicou que a Constituição veda expressamente o exercício de qualquer função pública, salvo uma de magistério. Em seu voto, o conselheiro destacou a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) que, no julgamento de duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs 3574 e 3298), que confirmou a previsão legal e definiu que o afastamento de membro do Ministério Público para exercer outra função pública apenas pode ocorrer nas hipóteses de ocupação de cargos na administração superior do próprio MP. Com base nesses argumentos, ele votou pela nulidade do ato do procurador-geral de Justiça de Minas Gerais. O julgamento do caso está adiado por conta dos pedidos de vista dos conselheiros Luiz Moreira e Jeferson Coelho. Apesar da maioria de votos favorável à concessão da licença, os conselheiros podem mudar de opinião até o final da votação. Esse caso deve abrir o precedente ou fechar as portas para a nomeação de promotores e procuradores de Justiça em cargos no restante da administração pública. Um questionamento semelhante foi lançado em uma ação popular movida pela militante dos direitos humanos Maria das Graças Nacort contra a nomeação do então secretário estadual de Justiça, o promotor Sérgio Alves Pereira. O caso foi ajuizado em agosto do ano passado, quando ele ocupava a pasta. Sérgio Alves pediu exoneração do cargo no início de janeiro sob alegação de que voltaria a se dedicar à carreira no Ministério Público Estadual (MPES). Ele ficou menos de um ano à frente da pasta. Já a ação popular (0031016-47.2013.8.08.0024) segue tramitando na 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual.
Camata verbaliza insatisfação de históricos do PMDB com candidatura de Hartung
O ex-senador Gerson Camata é um dos membros da Executiva e do Diretório do PMDB que defendem o recuo de Paulo Hartung da candidatura ao governo do Estado na eleição deste ano. Em entrevista exclusiva à Revista Capixaba (11/06), o senador verbalizou uma insatisfação que não é só dele, mas de muitos membros históricos do partido. Segundo Camata, para romper com o governador Renato Casagrande o partido precisaria ter um motivo e externar esse motivo, já que o partido até pouco tempo apoiava o governador. Ele acredita que o ex-governador ainda deve meditar sobre seu posicionamento na eleição deste ano. “Está nos deixando e numa situação difícil. Os deputados estaduais estavam com Casagrande até ontem, o Paulo teve metade do governo Casagrande”, afirmou. Sobre a movimentação atribuída ao governador de tentar “comprar” os convencionais do partido, o ex-senador afirmou que isso seria muito difícil, primeiro porque nem mesmo o PMDB sabe exatamente quem são seus convencionais. Além disso, o controle dos delegados pertence à deputada federal Rose de Freitas, o que a beneficiaria na coligação que vem sendo costurada com Hartung no governo e ela no Senado. Esse, segundo Camata, é um problema a ser discutido, já que apesar de contrários à movimentação do ex-governador de romper com o projeto da unanimidade, os convencionais são partidários. “Acho que ele devia pensar. É a doutrina dele. Ele mesmo destruir o trabalho de engenharia que ele fez”, afirmou. Camata, assim como o senador Ricardo Ferraço, são as principais lideranças no partido contrárias ao projeto de candidatura própria. Entre os deputados estaduais, o clima também não é bom. Os parlamentares questionam a falta de diálogo sobre a composição para tentar uma acomodação dos sete membros da bancada na Assembleia. Sinais desse descontentamento foi externado publicamente esta semana durante sessão da Assembleia pelo deputado peemedebista Marcelo Santo. A convenção do PMDB será no dia 29 de junho. Muitas dúvidas circulam nos meios políticos sobre o papel do ex-governador na disputa estadual, já que ele mantém o silêncio sobre a eleição desde a primeira quinzena de abril, quando disponibilizou o nome para a disputa ao governo do Estado.
Já esquecemos?
Nesse início de junho o mundo comemorou os 70 anos da invasão aliada na Normandia – o chamado Dia D – que detonou o início do fim da Segunda Guerra, do Terceiro Reich, feito para durar 1000 anos e que não durou mil dias, e do Eixo, a aliança formada entre Alemanha, Itália e Japão. Dia D é um termo militar que começou a ser usado na Primeira Guerra, e indica a data de uma operação ou de um combate quando o dia real não está ainda estipulado ou é secreto. Pelos mesmos motivos também é usada a expressão Hora H, obviamente indicando a hora de um ataque ou operação militar. Mas foi a expressão Dia D que fez um desvio de rota, hoje se referindo à invasão de 6 de junho de 1944 na Normandia, pelas Forças Aliadas. E nem seria para menos, dada sua grandiosidade – mais de 5.000 navios, 11.000 aviões, 150.000 homens. Tal aparato não ocorreu da noite para o dia – sua preparação começou em 1943, com planejamento meticuloso e treinamento intensivo. “Quando as rampas dos barcos baixarem, os homens mergulham, nadam, correm, e rastejam pelos rochedos”. A maioria deles com menos de 20 anos, e fizeram tudo isso carregando 15 quilos de equipamento nas costas. Terminado o ataque, cujo nome era Operação Netuno, os aliados tiveram 10.000 feridos e 4.414 mortes confirmadas, enquanto os alemães tiveram “apenas” mil mortes. Mas as áreas conquistadas se expandiram rapidamente, e nunca voltaram às mãos inimigas. Essa que ainda hoje é a maior invasão feita por mar em todas as guerras deveria ocorrer no dia 5 de junho, mas foi adiada pelo mau tempo. Que não melhorou muito no dia seguinte, mas não havia outra data – a sincronização perfeita exigida entre as fases da lua, o quadro das marés e a hora propícia só ocorreria em mais duas semanas. Mesmo com tantas perdas, a operação foi um sucesso, e no ano seguinte a guerra terminou. Ao contrário do que vemos hoje em países “libertados”, os americanos chegando à Europa destruída pela sanha de Hitler foram recebidos como heróis. Eram então os mocinhos, os libertadores. É interessante observar que uma mera designação militar, o Dia D, tenha se tornado símbolo de vitória e salvação, enquanto a Hora H, ao contrário, foi transformada em termo jocoso ou pejorativo. Na Hora H alguém se escafedeu, branqueou, foi pego, não deu conta do recado… Na Hora H a polícia chegou… Encerro a coluna na Hora H.
Tapa-buraco
Não será fácil para a deputada federal Iriny Lopes e para o PT convencerem o eleitorado de que o papel do partido na eleição deste ano não será de “laranja”, como ela esbravejou em matéria do jornal A Gazeta, nesta quarta-feira (11). Até mesmo porque, não é o que sugerem as movimentações eleitorais do PT. Primeiro: é de se questionar que, depois de 20 anos sem lançar uma candidatura ao governo, o PT não vá para a disputa com o seu principal quadro, o ex-prefeito João Coser. Tamanha a inconsistência do projeto, na falta dele, iniciou-se um movimento “tapa-buraco” – pode ser o deputado estadual Roberto Carlos e pode ser Iriny, até outro dia podia também ser Helder Salomão, Givaldo Vieira, Perly Cipriano e Guilherme Lacerda. Segundo: não é novidade que Coser loteou o partido e continua aliado de primeira hora do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Não causa estranheza, portanto, o que circula no mercado, de que a insistência dele em se manter na disputa ao Senado é para erguer um palanque conectado à candidatura de Hartung. Terceiro: para um partido que se diz disposto a ir para o confronto, não faz o mínimo sentido já aparecer com esse papo de que não pretende combater nem Hartung, nem o governador Renato Casagrande. Quem compra o discurso? Tiroteio A votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (11), deu o tom do processo eleitoral de outubro. À medida que o pleito se aproxima, o clima fica cada vez mais pesado. É acusação para todos os lados. Faça o que eu falo… Interessante é que logo os dois deputados que assumiram o título de opositor ao governo, em favor do projeto de Hartung, Paulo Roberto (PMDB) e Euclério Sampaio (PDT), sejam os primeiros a apontar o dedo para os colegas, acusando-os de medidas eleitoreiras. Circulando O ex-prefeito de Vila Velha Max Filho (PSDB), candidato a deputado federal este ano, circula cada vez mais pela Assembleia. Nessa terça-feira (10), foi visto em reunião da Comissão de Justiça da Casa; no dia anterior, no plenário. Vitrine Os deputados estaduais têm pressa em finalizar o processo de contratação de serviço de transmissão do sinal da TV Ales para o interior do Estado. Em ano de eleição, é o que precisam para chegar aos eleitores de quase todos os municípios capixabas. Haja oba-oba e falatório! Nomes O PRP no Estado, que está com mania de grandeza, realiza mais dois encontros para definição de candidaturas neste domingo (15). Desta vez, reunirá militantes de Vitória e Serra. Crise A batata está assando para o lado do prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglione (PT). Os servidores municipais espalham panfletos anunciando atos de greve, com ameaça de paralisação por tempo indeterminado, caso o petista não sente à mesa de negociação. O petista é chamado até de mentiroso. Comando Lula Rocha, do Fórum Estadual de Juventude Negra (Fejunes), foi eleito o novo presidente do Conselho Estadual de Juventude. Prioridades: construir plano estadual, lançar campanha contra a criminalização dos jovens, e propor pacto nas eleições deste ano. No mais… Junho promete! 140 toques “A velha política precisa ser combatida a todo instante. Se não formos vigilantes, a mesquinharia toma conta do jogo político”. (Vereador de Vitória Max da Mata – PSD – no Twitter. PENSAMENTO: “A memória é nossa inimiga. A amnésia, o nosso programa”. Pol Pot