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Novo traçado de poligonal de portos libera expansão de Portocel e Imetame

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A Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP/PR) divulgou novos traçados de poligonal das áreas de portos públicos em 17 portos de todo o país, incluíndo o porto organizado da Barra do Riacho, em Aracruz (norte do Estado). De acordo com o Ministério dos Transportes, que gerencia essas áreas, na Barra do Riacho, que ainda não possui cais público, está localizado o Terminal Especializado de Barra do Riacho S. A., o Portocel, atualmente administrado pela Fibria (Aracruz Celulose) e pela Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra).   De acordo com matéria publicada no jornal A Gazeta desta terça-feira (10), o novo traçado permite a expansão tanto do Portocel, que pretende expandir sua operação para o embarque  de rochas ornamentais e produtos siderúrgicos, além da celulose; como a construção do Terminal Industrial Imetame, que se localizará entre o porto da Aracruz Celulose e o Estaleiro Jurong, e não poderia ser construído caso a área de seu projeto coincidisse com a área de porto organizado. As novas poligonais estão em consulta pública até o dia 6 de julho pelo site da Secretaria de Portos e, no caso da Barra do Riacho, tiveram uma redução em sua área de abrangência. Os interessados poderão enviar contribuições e questionamentos para o email poligonais@portosdobrasil.gov.br.   A Secretaria de Portos anunciou que as novas poligonais têm o objetivo de atender à Lei nº 12.815/2013, que determina que as áreas das poligonais devem ser autorizadas por meio de um Decreto Presidencial, e não por portarias do Ministério dos Transportes, o que acontece atualmente. Os novos traçados foram definidos a partir do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) e Planos Diretores Estratégicos (Master Plan) de cada porto e o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP). De acordo com a SEP, “os arranjos propostos, quando possível, excluem as áreas urbanas que não estejam ligadas às operações portuárias, minimizando os potenciais conflitos porto-cidade” e levam em consideração as especificidades portuárias de cada região.   Apesar de o projeto do porto da Imetame entrar em conflito com a área de porto organizado, o governador Renato Casagrande anunciou a emissão da Licença de Instalação (LI) do terminal portuário em maio deste ano. As áreas de portos organizados são construídas e aparelhadas para atender às necessidades da navegação e da movimentação e armazenagem de mercadorias, concedido ou explorado pela União, e com suas funções exercidas pela Administração do Porto, denominada autoridade portuária, como informa a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).   Com a concessão de sua LI, a empresa já pode iniciar as obras do empreendimento, com previsão de conclusão no final deste ano. A Associação de Pescadores da Barra do Riacho e da Barra do Sahy, embora tenha conhecimento da chegada do porto, não teve acesso ao Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do Terminal Industrial Imetame e reafirma a necessidade de se proteger as áreas pesqueiras do litoral capixaba diante da chegada de diversos empreendimentos portuários. Somente na Barra do Riacho, os projetos da Jurong, da Imetame e a expansão do Portocel, que são vizinhos, devastarão toda a área de pesca artesanal do povoado.

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Conselho de Direitos Humanos alerta para o alto número de vítimas de balas perdidas

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O Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) divulgou nota pública lamentando o alto número de vítimas de balas perdidas no Estado. A entidade cita como exemplo a morte de Eric Cordeiro Ribeiro, de seis anos, que morreu após ser baleado em 31 de maio, em um tiroteio no bairro Jardim Carapina, na Serra.    A ocorrência de mortes por balas perdidas tem se tornado comum no Estado. Nessa segunda-feira (9), em São Torquato, Vila Velha, uma criança de três anos e um adolescente de 16 foram baleados durante uma troca de tiros entre grupos rivais. O garoto ia para a escola, e a criança para a creche quando ocorreu o tiroteio.    O CEDH salienta que essas tragédias demonstram a falência deste modelo de segurança pública e a natureza descartável da vida humana. A entidade ressalta que estes fatores, vinculados a uma excludente modelo de socialização das riquezas exige de toda a sociedade e do Estado que construam um novo paradigma de segurança pública.    “Mais do que nunca, precisamos fortalecer as políticas de desarmamento – luta que vem sendo travada por este Conselho e pelo Movimento de Direitos Humanos no Espírito Santo há tempos, sobretudo durante a Campanha Pelo Desarmamento realizada nas vésperas do Referendo de 2005. O fácil acesso a armas no Brasil ainda é uma realidade infeliz que merece maior atenção do Estado e da sociedade como um todo. A morte desta inocente criança é mais um trágico capítulo dessa história”, diz a nota.   Casos   No mês de maio deste ano a imprensa deu destaque aos casos de balas perdidas, principalmente na Grande Vitória. Como não há a divulgação dos casos de maneira pormenorizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), não é possível mensurar quantos são as vítimas fatais destes crimes.    No entanto, casos como o do taxista Charles Dias da Conceição, de 28 anos ganham notoriedade. Ele foi alvejado por um tiro na cabeça enquanto aguardava passageiros na porta de um cerimonial em Vila Velha onde ocorria uma festa na madrugada do dia 3 de maio.    O tiro foi disparado por um policial militar que fazia a segurança da festa e tentava conter um homem que queria invadir o local. Charles morreu no hospital na madrugada do dia 4 de maio.    Já no dia 1 de maio, o menino Elias Martins Simplício, de 10 anos, morreu quando fazia um lanche em uma lanchonete de Nova Betânia, em Viana.    Outros casos que não resultaram na morte das vítimas também foram destaque. Em 12 de maio, uma mulher de 34 anos foi atingida por um tiro no braço em Ulisses Guimarães, Vila Velha, quando fazia o horário de almoço. Em 13 de maio uma idosa e o neto de quatro anos foram vítimas de bala perdida no bairro Ilha da Conceição, também em Vila Velha.    Já em 19 de maio uma menina de nove anos foi ferida por tiro bala perdida na perna, no bairro São Patrício, na Serra; e em 23 de maio um homem de 51 anos foi ferido no bairro Rio Marinho, em Cariacica.          

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??ltimo mês para conferir o espetáculo Mesas Falam e se Movem no Mucane

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  Os conflitos entre gerações é a matéria-prima do espetáculo Mesas Falam e se Movem, de estreia do grupo Confraria de Teatro. O espetáculo está em cartaz no Museu Capixaba do Negro (Mucane) desde março e este mês será a última oportunidade para o público conferir as apresentações que acontecem sempre às sextas, aos sábados e domingos. A temporada vai até o dia 29 de junho.    O texto foi escrito pelo dramaturgo Ricardo Inhan e conta três histórias que debatem a questão da mudança de alguma situação desconfortante para as filhas ou mães. “Em cada parte uma personagem se coloca na situação de não aceitar essa mudança. Daí os conflitos começam a surgir, muitas vezes impostos por um desejo de manter as regras, ou pelo desejo de amor excessivo, ou até por não querer ver a verdade dos fatos”, explica Luana Eva, uma das atrizes.   Para este projeto, o Confraria convidou o paulista Luiz Fernando Marques, diretor e um dos fundadores do Grupo XIX de Teatro. Luana conta que trabalhar com Luiz Fernando foi uma experiência que fortaleceu muito o grupo. “Ele abraçou nosso projeto e fez questão de participar de todas as etapas de produção da peça”, diz. Para ela, o diretor está muito à frente de seu tempo e trouxe propostas ousadas para o grupo. “Sua contribuição foi essencial para criarmos um trabalho muito profundo e objetivo. Foi uma honra trabalhar com ele”, declara.   Além dele, o Confraria uniu esforços com outros integrantes de fora do Estado, como o mineiro Ricardo Inhan, que escreveu o texto especialmente para a companhia. Já a preparação do elenco ficou por conta do paulista Paulo Arcuri, membro do Grupo Travessia de São Paulo.   Uma das pesquisas do grupo capixaba são espaços alternativos de teatro. Neste projeto, o local escolhido foi uma ala do Museu Capixaba do Negro. ”Nesse primeiro trabalho o coletivo partiu do ponto da afetividade com a cidade para montar a peça. Nós temos uma relação muito carinhosa com o Centro de Vitória”, explica Luana. A atriz também conta que, desde o começo, o público procurou um local que fosse marcante dentro da cidade.    Além da afetividade, o grupo também levou em conta a possibilidade de ter a plateia participando da cena e também a de fazer uma temporada extensa até o final de junho, o que não seria possível num teatro, devido às agendas dos locais.   “Quando estamos num teatro onde os atores estão no palco e o público sentado na plateia, essa relação, em alguns casos, acaba sendo mais “fria”, pelo fato de a distância entre eles. No nosso caso, tudo é muito perto, a plateia senta-se à mesa junto com as atrizes, e isso modifica muito as formas de interpretação e a forma como os atores se relacionam com o público”, explica Luana.   Serviço   O grupo Confraria de Teatro apresenta o espetáculo Mesas Falam e se Movem durante as sexta-feiras, sábados e domingo, até o dia 29 de junho. Na sexta as apresentações acontecem às 20h e nos demais dias às 19h30. A peça é encenada no Museu Capixaba do Negro, no Centro de Vitória. Entrada: R$ 10 (inteira). É necessário fazer reservas no telefone (27) 99965-5195. Capacidade 24 pessoas.

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Novas regras para regularização de PAA prejudicam camponeses

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Instruções normativas dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Saúde (MS), publicadas em outubro de 2013, têm provocado lentidão no processo de adesão das famílias camponesas ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Além disso, não consideram a realidade dos pequenos produtores, burocratizando e tornando o acesso ao programa ainda mais difícil. As considerações são da coordenação estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). As instruções normativas definem que nos procedimentos para aprovação de crédito agrícola deverão constar documentos que comprovem o controle de entrega dos alimentos por parte das famílias e por parte das instituições beneficiadas, e que os alimentos de origem animal e produtos de agroindústrias deverão ser inspecionados pela Vigilância Sanitária, recebendo o aval positivo das instâncias municipal, estadual e nacional do departamento. Essas instruções se aplicam, principalmente, às famílias que integram os projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em todo o país.   Segundo a coordenação estadual do MPA, embora a fiscalização seja necessária para o bom andamento do projeto, a fiscalização da Vigilância Sanitária se estende, inclusive, a produtos que não são industrializados, como os ovos, e encarece o custo da produção in natura do pequeno produtor, inviabilizando a produção e dificultando a comercialização.   O MPA lembra que existe na sociedade a ideia de que o produto fiscalizado é, necessariamente, de boa qualidade, o que nem sempre se aplica. Para a entidade, os alimentos produzidos por camponeses, sem o uso de agrotóxicos e aliados às condições fundamentais para a preservação ambiental, são naturalmente saudáveis e, por isso, não precisariam de uma fiscalização tão rigorosa em sua forma in natura.   No final do mês de maio, a coordenação da Via Campesina no Espírito Santo começou a elaborar um projeto de lei (PL) para que o PAA se torne uma política pública. O objetivo é oferecer segurança aos agricultores camponeses, que terão a garantia da compra e do consumo de sua produção, além de arrecadarem uma quantia maior de recursos federais para o desenvolvimento de projetos correlatos. A intenção é corrigir as deficiências aplicadas ao projeto pelas instruções normativas, incentivando a produção camponesa e eliminando processos burocráticos que encareçam a produção do pequeno agricultor.   Por meio do PAA, o governo federal compra alimentos produzidos por pequenos produtores rurais, assentados da reforma agrária e populações tradicionais, para distribuí-los às populações em situação de insegurança alimentar, em cestas de alimentos distribuídas a grupos populacionais específicos e à alimentação escolar. O programa também permite aos agricultores familiares que estoquem seus produtos para serem comercializados a preços mais justos e com dispensa de licitação.   Somente no Espírito Santo, 57 projetos são atendidos pelo programa, entre creches, asilos, escolas e famílias carentes que dependem do benefício, além das famílias camponesas que dependem do governo para a compra de sua produção.  O PAA integra o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), instituído pela Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006. Os recursos para sua manutenção, atualmente, vêm do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).   O programa é gerido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que, no ano passado, deixou de solicitar o repasse de verbas MDS para destinação aos projetos desenvolvidos pelos agricultores familiares que desejavam integrar o PAA. Por isso, a verba do programa destinada a este ano foi entregue tardiamente, como afirmou a coordenação estadual do MPA.

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PDT e PT juntos e próximos do palanque de Paulo Hartung

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As conversas entre as lideranças do PDT e do PT caminham para uma definição em favor da candidatura própria petista no Estado para assegurar o palanque da presidente Dilma Rousseff à reeleição. A articulação, porém, não se afasta do jogo político polarizado entre o governador Renato Casagrande (PSB) e seu antecessor, Paulo Hartung (PMDB). A estratégia fortalece o palanque do peemedebista.    A ideia é reunir o maior número possível de candidatos ao Senado para tentar enfraquecer o palanque de Casagrande. Neste sentido, a aliança não é formal para manter todos no jogo. Hartung disputaria o governo e teria ao lado a candidatura da deputada federal Rose de Freitas (PMDB), mas ela não seria a única na disputa, apoiando o ex-governador.    Em um terceiro palanque estaria o PT, com o vice-governador Givaldo Vieira ou o deputado estadual Roberto Carlos na disputa ao governo, o que mantém Coser na disputa ao Senado. O PDT, por força da determinação do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, mantém o apoio ao PT, para fortalecer a candidatura de Dilma no Estado. Como Vidigal não tem pretensões majoritárias na disputa deste ano, fica livre para apoiar o partido e se fortalecer para o embate na Serra contra Audifax Barcelos na disputa à prefeitura em 2016.   Além desses dois palanques erguidos de forma independente, porém, conectados pela candidatura de Hartung, o PSDB também estaria se aproximando do grupo, com a mesma estratégia do PT. Os tucanos manteriam Luiz Paulo Vellozo Lucas na disputa ao Senado e Guerino Balestrassi na disputa ao governo. As conversas são comandadas pelo presidente regional do partido, o deputado federal César Colnago, buscando uma acomodação que não permita que a proposta seja derrubada na convenção do partido, no próximo dia 21, na Câmara de Vitória.    As acomodações afetam também o palanque de Renato Casagrande. Magoado por não ter conseguido ser o nome de Dilma Rousseff no Estado, o senador Magno Malta não quer aliança entre PR e PT. Isso pode aproximá-lo do palanque do PSB de Renato Casagrande.    O ex-prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, que vinha colocando o nome na disputa ao Senado no palanque do governador, pelo PV, partido integrante do bloco “Renova Espírito Santo”, recuou da candidatura. Isso abre um espaço para que o PR possa acomodar a candidatura do delegado Fabiano Contarato na disputa ao Senado. 

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Espírito Santo tem 176 cartórios vagos, aponta levantamento do tribunal

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O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) divulgou, nesta terça-feira (10), a relação dos cartórios vagos no Espírito Santo. Ao todo, 176 serventias são ocupadas por tabeliães interinos, que devem ser substituídos por aprovados em concurso público. Segundo a lista publicada no Diário da Justiça, 127 cartórios vagos estão com a posse sub judice – isto é, quando a propriedade das unidades é alvo de discussão na Justiça. As ações podem atrasar a nomeação dos aprovados no concurso que já está em andamento. Clique aqui e confira a lista completa dos cartórios vagos no Espírito Santo A relação conta com serventias de todas as regiões do Estado, entre elas, da Grande Vitória – que concentra os cartórios com maior rentabilidade. No entanto, os cartórios com mais tempo de vacância estão localizados em municípios pequenos do Estado, exemplos do cartório de Registro Civil de Itaúnas, em Conceição da Barra (região norte) – vago desde fevereiro 1966 –, e do cartório de Registro Civil do distrito de Dona América, em Mimoso do Sul (na região sul), cuja vacância remonta ao mês de agosto de 1967. Segundo a lista assinada pelo corregedor-geral de Justiça capixaba, desembargador Carlos Roberto Mignone, três cartórios foram declarados vagos este ano: cartórios de Registro Civil de São Jorge de Tiradentes, no município de Rio Bananal (região norte), e de Divino de São Lourenço, que está subordinado à comarca de Guaçuí (região do Caparaó). Eles foram declarados vagos entre os meses janeiro e fevereiro. Já o cartório de 1º Ofício e Registro de Imóveis do município de Itapemirim (no litoral sul capixaba) foi declarado como vago no último dia 30 de abril. Esses novos cartórios não foram incluídos na relação de vagas do concurso público para ingresso na atividade, lançado em julho do ano passado. A seleção prevê a distribuição de até 171 vagas, deste total, 114 serão de provimento (novas tabeliães) e 57 de remoção (troca entre os atuais donos de cartórios). O processo de seleção foi deflagrado após a intervenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obrigou a realização de seleções para as vagas existentes em cartórios de todo País. Atualmente, o concurso está na fase de divulgação do resultado definitivo da prova escrita e prática (segunda fase). O tribunal já chegou a iniciar a realização da terceira fase, que prevê a comprovação dos requisitos exigidos no edital pelos candidatos. A próxima etapa (quarta) prevê a realização de exame psicotécnico, entrevista pessoal e análise da vida pregressa – esta aguarda a confirmação oficial dos aprovados. As duas últimas etapas serão: uma prova oral, de caráter eliminatório e classificatório; e a prova de títulos, também de caráter classificatório. Foram inscritas 4.513 pessoas para participar do certame, mas somente 2.786 candidatos tiveram o registro concluído – o que representava uma proporção superior a 24 candidatos por vaga. Hoje, essa média caiu para pouco mais de dois candidatos para cada vaga em disputa.

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Radialistas paralisam as atividades em emissoras de rádio e TV

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Os radialistas que atuam na TV Vitória, na Rádio Vitória e na rádio Jovem Pan paralisaram as atividades entre 3 e 8 horas desta terça-feira (10), em protesto contra a falta de negociação entre o Sindicato dos Radialistas do Estado (Sintertes) e Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado (Sertes). Durante a paralisação a programação local deixou de ser transmitida.   O Sintertes participou de cinco rodadas de negociações com o Sertes, a entidade alega que o sindicato patronal não atendeu a nenhuma das reivindicações dos radialistas. Dentre as reivindicações dos trabalhadores está o reajuste salarial de 10%; R$ 15 de tíquete alimentação por dia; plano de saúde para a família; Participação nos Lucros e Resultados (PLR); piso salarial de R$ 1.550.    Quanto ao reajuste, as empresas só querem recompor a inflação do período pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 5,81% no período de um ano; em relação aos planos de saúde, o Sertes aceitam ampliar a cobertura caso os radialistas abram mão do tíquete alimentação; e quanto ao piso, o sindicato patronal reforçou que só aceita recompor a inflação do período. Não houve qualquer contraproposta quanto à PLR.    A categoria quer o retorno do sindicato patronal à mesa de negociações e não descarta a realização de paralisações em outras emissoras de rádio e TV.

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Centenário do Caboclo Bernardo reúne mais de 40 grupos folclóricos

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Foto: Ratão Diniz   “Tenho certeza que foi uma das festas mais bonitas e que conseguimos cumprir o nosso objetivo de alavancar o nome do Caboclo Bernardo”. A avaliação é de Fábio Gama, presidente da Associação de Moradores de Regência. A tradicional festa dedicada ao herói de Linhares foi certamente especial. Os festejos comemoram o centenário de morte do caboclo, que salvou 128 vidas a bordo do Cruzador Imperial Marinheiro, em um naufrágio, no ano de 1887.   Foto: Ratão Diniz   Durante os três dias de festa passaram pela vila cerca de 10 mil pessoas. A festa recebeu o apoio da Prefeitura de Linhares e da Secretaria estadual de Cultural (Secult). Entre os destaques da comemoração, estava a conclusão da revitalização do Farol de Regência, que estava há mais de 20 anos sem qualquer tipo de manutenção, e a entrega das réplicas da medalha original que Caboclo Bernardo recebeu da Princesa. Para recordar a coragem do humilde pescador, foram produzidas 100 réplicas.    A comunidade de Linhares recebeu a cópia número um, que está exposta no Museu Histórico de Regência. A Prefeitura de Linhares, o governo do Estado e a Assembleia Legislativa também receberam suas cópias. Uma das medalhas foi enviada ao Museu da Marinha do Brasil, que fica no Rio de Janeiro. “Foi uma grande honra sermos condecorados com o mesmo prêmio que o nosso herói”, diz Fabio.    O presidente destaca que o momento mais emocionante do centenário foi o encontro das bandas de congo. Este ano, a comunidade de Regência recebeu 44 bandas de diversas regiões do Estado, entre elas a tradicional banda da Serra e a banda Amores da Lua, de Vitória. Além das bandas também se apresentaram no evento grupos folclóricos como Folia de Reis, grupos de Jongos e Reis de boi, e representantes do caxambú e da capoeira. Cada representante dos grupos recebeu uma réplica da medalha de Caboclo Bernardo.    Foto: Ratão Diniz   O encontro foi realizado no domingo e as bandas chegaram bem cedo e como sempre foram recepcionadas pela Tia Mariquinha, que há mais de 20 anos prepara um café da manha especial para os artistas. A anfitriã do encontro também recebeu homenagens por sua intensa dedicação, Mariquinha montou toda uma estrutura com pousada, restaurante e uma capela para que os músicos se sentissem confortáveis.     Foto: Rogério Medeiros   Tia Mariquinha e Dona Astrogilda (foto ao acima), que é uma das figuras mais expressivas do congo capixaba e possui uma importante trajetória na banda Vila do Riacho, foram reverenciadas pela comunidade. As duas ficaram sentadas em um sofá no congódramo em um lugar de destaque e juntas de mãos datas receberam as merecidas homenagens.     “Ambas são importantes para a promoção da festa. O evento vem crescendo devida a dedicação dessas pessoas que fazem das comemorações a sua vida”, diz Fabio. O presidente da associação de moradores também destaca a beleza e o colorido da decoração, que foram feitas pelo artista plástico Vaninho Bragatto e o emocionante hino feito especialmente para Caboclo Bernardo. A autor do hino é o poeta popular Miúdo, que até sua morte, foi guardião do túmulo do Caboclo Bernardo. Na foto abaixo, um painel registra a imagem do falecido Miúdo e a letra do hino.                                                                               Foto: Rogério Medeiros      O fotógrafo carioca Ratão Diniz, conhecido por seu trabalho autoral de registro da Favela da Maré, compareceu ao evento do Caboclo Bernardo pela primeira vez e ficou impressionado com a energia das pessoas do encontro. “Já tinha ouvido falar muito da festa do Caboclo Bernardo pelos meus amigos fotógrafos capixabas, mas com certeza a festa extrapolou todas as minhas expectativas, foi um encontro mágico”, diz Ratão.    Foto: Ratão Diniz   O fotógrafo registrou diversos momentos dos festejos e ficou muito feliz de ver, além das pessoas mais antigas, crianças e adolescentes envolvidos também. “Geralmente, aqueles que promovem essas festas populares tem medo da tradição se perder, mas pelo o que eu puder ver na festa do caboclo é que ela vai se perpetuar nos mais jovens e irá se manter ao logo dos anos”, afirma.

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Ministério Público abre investigação de mortes na Terceira Ponte

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O Ministério Público Estadual (MPES) vai investigar os episódios de suicídios ocorridos na Terceira Ponte. No último dia 27, a 12ª Promotoria Cível de Vitória solicitou à concessionária Rodovia do Sol (Rodosol), responsável pela manutenção da ponte, um relatório circunstanciado com a estatística de mortes registradas nos últimos anos. Essa é a primeira vez que o órgão ministerial examina a segurança do local, motivada pelos casos que ganharam repercussão no início deste ano. Em nota publicada no site da instituição, o Ministério Público afirma que o pedido é embasado pelos dispositivos da Constituição Federal, que garante o direito à vida, sendo “dever do Estado zelar por sua garantia e do MPES defender os direitos coletivos”. Não foi informado o prazo dado à direção da concessionária para responder ao ofício. Entretanto, a abertura das investigações pode provocar a tomada de providências, entre elas, a obrigatoriedade da instalação de grades de proteção ao longo da ponte. Esse assunto já foi alvo de discussões na Assembleia Legislativa e até mesmo na Justiça estadual, porém, nenhuma providência foi tomada. Desde 2007, os deputados sugerem a instalação da estrutura ao longo da ponte. No ano seguinte, um projeto de lei chegou a ser aprovado, mas o texto foi vetado pelo então governador Paulo Hartung (PMDB). Em fevereiro passado, quando foram registrados dois suicídios em sequência – noticiados pela imprensa em decorrência do registro de crimes antes das mortes –, a Assembleia voltou a discutir um projeto semelhante, mas a matéria recebeu o parecer pela inconstitucionalidade e foi arquivada. A discussão também chegou ao Poder Judiciário após um incidente causado pela queda de objetos, arremessados por usuários da ponte. Em novembro do ano passado, o juiz Gil Vellozo Taddei, do 1ª Juizado Especial da Fazenda Pública de Vitória, deu ganho de causa aos donos de um restaurante localizado abaixo da ponte. A concessionária foi condenada ao pagamento de uma indenização à empresa por danos materiais, no valor de R$ 1.480,00, pela quebra de uma vidraça, além da obrigação de construir uma rede de proteção na altura do estabelecimento comercial. Na decisão, o juiz considerou a Rodosol como responsável pelas ocorrências registradas na ponte. Para ele, a Rodosol tem o “dever jurídico de manter a rodovia que explora em condições seguras, adotando medidas de prevenção e fiscalização permanentes para impedir inclusive o arremesso de objetos fora de sua via, uma vez que se trata de uma ponte que se prolonga sobre edificações, mesmo porque recebe compensação financeira para tanto”. Gil Taddei deu prazo de 100 dias para a instalação da rede, no entanto, a empresa está recorrendo da sentença.

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Falso médico que atuou em Mantenópolis é condenado em ação de improbidade administrativa

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O juiz Menandro Taufner Gomes, em exercício na comarca de Mantenópolis, no noroeste do Estado, condenou o réu Ricardo Lyrio Torres, em ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público do Estado (MPES), acusado de exercício ilegal da medicina no Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Dores, no mesmo município.    O falso médico foi contratado para cobrir férias de outros dois profissionais no período de 21 de janeiro a 18 de fevereiro de 2006, quando ocorreram três óbitos de recém-nascidos. O inquérito civil público foi instaurado em 2006 e apurou que um médico fora contratado pelos dois diretores do hospital – na época o único estabelecimento de assistência hospitalar em Mantenópolis, credenciado a operar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – para cobrir férias de outros profissionais.  Ele havia se formado no exterior e não tinha, na ocasião, revalidado o diploma nem obtido número de registro profissional para atuar no País.       Ricardo foi condenado ao pagamento de multa equivalente a 80 vezes a remuneração que recebeu pelo contrato, à suspensão dos direitos políticos por quatro anos e, ainda, à proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios, incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.   O inquérito também apurou que erros primários cometidos por Ricardo impuseram grande sofrimento às gestantes e ocasionaram a morte dos recém-nascidos.    No período  entre 21 de janeiro e 19 de fevereiro de 2006, o médico denunciado prestou serviço no hospital, realizando plantões de substituição, indicado por um médico do município mineiro de São João do Manteninha, vizinho a Mantenópolis.    O inquérito também informa que, em nenhum momento foi questionado ao suposto médico plantonista se teria habilitação legal para o exercício da medicina. A denúncia diz que o ele atuou em vários plantões sem apresentar a documentação profissional e contando com a inércia dos outros dois diretores denunciados.    A denúncia também afirma que “a situação de esdrúxula omissão se manteve mesmo a despeito de o denunciado, em um determinado plantão em que foi necessário providenciar a transferência de um paciente do hospital da cidade para o hospital de Barra de São Francisco [noroeste do Estado], admitir naquela oportunidade que sua carteira de credenciamento ‘ainda estava para sair’, tendo fornecido um número falso de registro profissional, que foi usado na guia de encaminhamento do paciente referido, sendo certo que o denunciado ainda subscreveu o encaminhamento ostentando a condição de médico”.    Na ocasião do fornecimento do número de registro falso, já tinham ocorrido três óbitos de recém-nascidos no hospital “em decorrência da patente imperícia do falso médico”, como diz a denúncia. Somente após o episódio da transferência do paciente o suposto médico foi demitido pelos diretores.

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