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O Primeiro Terço

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Neal Cassady é um dos representantes mais fortes do ideal de vida da geração beat, o herói famélico que inspirou Kerouac em On The Road. O livro O Primeiro Terço é a narrativa do primeiro terço de vida de Neal Cassady : as agruras de menino solto no mundo, criado entre os vagabundos e bêbados do árido Oeste americano, às voltas com pequenos furtos e a vida delinquente de liberdade excessiva.    Os outros dois terços de vida de Neal, por sua vez, o próprio não teve tempo de redigir. Neal Cassady morreu de overdose, à beira dos trilhos de uma ferrovia no México. E o livro O Primeiro Terço foi um manuscrito que esteve perdido por muitos anos, e foi encontrado em gavetas esquecidas, em 1969, e publicado pela editora do poeta Lawrence Ferlinghetti, a City Lights, em 1971.   O Primeiro Terço remonta ao mito do Oeste selvagem. O relato autobiográfico de Neal, neste livro, é um testemunho das bocas-do-lixo, dos bairros dos vagabundos, das barbearias e ruas marginais de Denver. O Primeiro Terço é o tempo de uma América dos anos 30, que representa a experiência solitária do Oeste na existência errante de Neal Cassady. Neal pode ser o exemplar mais genuíno de herói popular, fazendo parte da última geração romântica da literatura norte-americana, a geração beat. Neste ponto, o tempo histórico do livro autobiográfico de Neal se dá antes da consagração da geração beat nos anos 50 do século passado. Pois, neste livro, estamos na infância de Neal, que se passa nos anos 30. Este é o mundo de antes da Segunda Guerra Mundial, pois só depois, como dito, se consumaria o estabelecimento da geração beat, após a tragédia nazista, no mundo já da guerra fria, com os expoentes Ginsberg, Kerouac e Burroughs, todos tomando de assalto a cultura norte-americana dos anos 50, com o engajado poeta-editor Lawrence Ferlinghetti tomando a frente dos negócios desta geração fundamental.   Neal é o nômade fora-da-lei que é representado no personagem Dean Moriarty no livro On The Road de Jack Kerouac. Por seu turno, O Primeiro Terço é uma saga americana tão forte quanto foi a de Faulkner ou de Thomas Wolf. Neal tem uma prosa primitiva, rude. Na incontinência verbal de Neal, que falava como escrevia, ele não era, portanto, como o escritor clássico, de gabinete, ou o escritor profissional que tem dever de ofício com sua produção, ele era um homem de vivências, herói romântico idealizado por Kerouac, e o mais desbundado exemplo da geração beat. Neal era a espécie de malandro norte-americano do século vinte.   No livro O Primeiro Terço tem um prólogo antes do texto principal, que é uma recapitulação genealógica, a qual remonta às origens da família de Neal, até chegar a seu pai, também de nome Neal. O pai de Neal era um subjugado alcóolatra, vivendo errante e de maneira precária, sobretudo no aspecto financeiro, criando o filho numa liberdade monumental que talhou o caráter de Neal filho como outro ente humano da boca-do-lixo, o menino que se tornaria o jovem furtador de carros e comedor de bocetas como Luanne e Agnes. (Luanne que aparece como Marylou em On The Road).   Neal e seu pai eram habitantes da parte baixa do centro de Denver. Neal era uma réplica infantil, menino pequeno ainda, no meio da malta de bêbados do submundo, todos sem vintém, anódinos seres que olhavam com compaixão aquele filho desnaturado destas dezenas de homens derrotados. Neal até diz em seu livro: “Eles eram bêbados cujas mentes, enfraquecidas pelo álcool e por uma maneira subserviente de viver, pareciam continuamente ocupadas em emitir curtas declarações de óbvia inutilidade.”   Em 1932, a situação familiar de Neal muda com a separação de seus pais, Neal acompanhou o pai na sua retirada para a rua Larimer. Neal estava agora livre de seu irmão valentão Jimmy, e de seus meio-irmãos mais velhos que já não poderiam mais bater em seu pai.   Em O Primeiro Terço entram imagens do restaurante Manhattan. A rua Larimer que era destaque em Denver no século dezenove, virou um palco de decadência e vulgaridade na época descrita pelo livro de Neal. O menino Neal, geralmente, conseguia pequenos privilégios entre os adultos, na fila para pegar comida era sempre favorecido, sua vida se configurava no meio destes ambientes alcoólicos, e seu pai, mesmo que tentando poupar o filho de cenas grotescas, era um homem entregue à bebida, tinha a decadência como estilo de vida, como se diria na doutrina norte-americana da prosperidade, o pai de Neal era um perdedor. E o menino cresce neste lugar de pouco conforto, com a sua vantagem que era a liberdade, e isto ele teve mais quando estava com o pai do que quando estava com a mãe. Ele frequentava uma escola, e o resto do tempo flanava pelos becos e alguns lugares de Denver na parte decadente e pobre da cidade. Neal já tinha, desde menino, a possibilidade de uma vida aventurosa, e este foi seu destino, até morrer no México.   O Primeiro Terço é a imagem fiel da boêmia e das histórias que se passavam entre o setor pobre de Denver nos anos 30. Neal é a testemunha de um mundo fidedigno da boca-do-lixo, seu habitat se tornou estas vielas e direções que só a vida solta e sem regras pode proporcionar. Neal cresce e se torna homem firmando seu caráter na malandragem de tempos ingênuos, década de 30 do século passado, um ensaio para o que viria depois na explosão da geração beat nos anos 50, em que ele sairia do nada, de um lugar ignoto pelos mais abastados, e se tornaria herói literário pela mãos fanáticas de Jack Kerouac.   O desbunde da geração de 50 seria então a antessala do mundo de expansão da consciência pelas drogas nos anos 60 com os hippies. Neal vê tudo isso, seu lugar como o menino de O Primeiro Terço é apenas um microcosmo do que seria sua vida mais tarde. Neal

09/06/2014 / 1 Comment
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Munição

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    A nova propaganda do PMDB veiculada na TV, com foco na área de saúde, dá o tom de como será a campanha para o governo do Estado. Sem citar Paulo Hartung, tenta colar na cabeça dos eleitores a frase que promete ser o lema da guerra eleitoral contra o governador Renato Casagrande: “com o PMDB, o Espírito Santo pode muito mais”. Frase esta repetida recentemente por aliados do ex-governador, como o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), porém, substituindo o PMDB por Paulo Hartung. Nos bastidores, os comentários são de que a ideia é fazer frente ao discurso de continuidade comprado – erroneamente – por Casagrande desde que assumiu o posto. Significa dizer que, além de ter engolido a seco a elevada dívida deixada por Hartung nas áreas de saúde, segurança e educação, Casagrande terá agora que se defender do mantra que ele próprio ecoou durante todo esse tempo. Pois a intenção de Hartung é exatamente mostrar que o governador não correspondeu à continuidade, missão entregue em suas mãos. Assim, mais uma vez, aparecerá como o único capaz de salvar o Espírito Santo. No interior do Estado, a história – parece – já colou.   Escudo A propósito, o encontro de Casagrande com o bloco de 10 partidos pequenos foi uma medida de segurança para evitar êxito a uma movimentação de Hartung. O ex-governador tenta atrair para seu lado o PRB, PTdoB, PHS e PTC.   Não para Hartung, aliás, não para. Nesta segunda-feira (9) à noite, tem outra palestra do “supereconomista” para empresários, em Vitória.   Sinais A empresa carioca Contemporânea Ldta não está no grupo das agências de publicidades que atenderão ao governo Casagrande, anunciadas na última quinta (5). Ela chegou ao Estado por intermédio do governo Hartung e, desde então, arrebatava contratos pra lá de atrativos com o governo, o que a fez até a fechar sua matriz no Rio de Janeiro para se restringir apenas à filial capixaba. Para bom entendedor…   Sinais II Agora, estão no bolo desta conta milionária, cada uma com um lote, a Aquatro Comunicação e Marketing, Ampla Comunicação, MP Publicidade, Danza Estratégia e Comunicação e Set Comunicação.   Coleção O senador Magno Malta (PR) trocou de uniforme. Manteve a cor preta, mas agora desfila com a seguinte frase no peito: “maconha não, fumei e me lasquei”. É uma campanha contra a legalização, mais uma das bandeiras controversas que o senador resolve chamar de sua.   Recorde O vereador de Vitória Davi Esmael (PSB) realiza mais uma sessão solene na noite desta segunda-feira (9). Precisa falar o tema? Isso mesmo, oba-oba para as igrejas evangélicas. Desta vez, uma homenagem ao Dia do Pastor. Já virou bagunça.    Dobradinha Na Assembleia Legislativa, o oba-oba se repetirá, no mesmo horário. Mas, desta vez, não será puxado pelo pai de Davi, o deputado estadual Esmael Almeida (PMDB), e sim pelo pastor Marcos Mansur (PSDB). Como não é bobo nem nada, o tucano vai homenagear pastores de 31 templos da Assembleia de Deus do sul do Estado, seu reduto eleitoral. E o Estado laico?   Bom de boca Rodando os municípios capixabas, o deputado estadual Marcelo Santos (PMDB) está fazendo um verdadeiro tour gastronômico. Nas redes sociais, só tem notícias de comida, de todos os tipos e gostos. Corrida atrás de votos ou contra a balança?   140 toques “Depois da Austrália, agora Camarões chegou à Vitória. Sejam muito bem-vindos os leões indomáveis!”. (Prefeito Luciano Rezende – PPS – no Twitter).   PENSAMENTO: “Você não aprende a manter firme sua posição no mundo ficando de guarda, mas atacando e sendo por sua vez atacado”. George Bernard Shaw

09/06/2014 / 0 Comments
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Talk show

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Estava vendo uma matéria sobre talk shows na Gazeta. Quando Jô Soares começou com seu programa de entrevistas, aguçou a curiosidade dos brasileiros. Talvez já pela sua fama de bonachão inteligente. Ele foi o primeiro a experimentar o formato aqui no Brasil.   Nos Estados Unidos já tinha o Johnny Carson, o precursor deste formato na TV. Comecei a ficar fã depois que fui morar na Califórnia. Ali tinha todas a noites na NBC o Jay Leno. Não gostava dele, achava sem graça na sua apresentação embora os entrevistados fossem ótimos.   Mudando para Nova Iorque passei a ver o recém-contratado David Letterman na CBS, que antes era um bem-sucedido “garoto do tempo” na mesma estação. Este sim, gostava dele, seus programas prendiam atenção e ele era carismático.   Voltando ao Brasil, não quis ver mais o Jô, era muito tarde, como ainda é hoje. E também Jõ foi ficando irritante na condução do programa. O Estilo pegou, já que Letterman trouxe visibilidade juntamente com Jô Soares. Aí vieram Marília Gabriela e os mais recentes.   Acho que esses meninos, embora talentosos, não tenham bagagem para sustentar por muito tempo um programa de entrevistas. Danilo Gentili e Rafinha Bastos apareceram rápido demais. Não têm historia profissional para fazer uma entrevista de “responsa” nacional.   Tem outros ramificados nos Estados, como aqui no ES. A matéria fala de nomes como Roberto Justus, Luciana Jimenez, que não tem a ver com talks. Lá nos states, tanto Jay como Leno, ambos que eu curtia diariamente, se aposentaram. Os taks da América não serão mais os mesmos.   PARABÓLICAS   A Band, ou seja, a TV Capixaba, retirou do ar o programa de esportes comandado por Ferreira Neto.   Falar nisso, Amaro Neto esta voltando depois de uma temporada em Minas Gerais. Será que vai para a TV Capixaba?   O Grupo Cavalcante planeja colocar uma rádio noticiosa em Vitória, a bandeira será Band News. Uma boa pedida   E o Giovani Cesar que estava por lá há tempos também mudou de canal.Hoje trabalho no jornalismo da TV do Idalecinho Carone   MENSAGEM FINAL   Você precisa acreditar na possibilidade da felicidade a fim de ser feliz. TolstoI

09/06/2014 / 0 Comments
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Outro embate

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A eleição do Espírito Santo caminha para a polarização entre o grupo político do governador Renato Casagrande (PSB) e do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Uma disputa que vai além de uma polarização partidária PSB e PMDB, uma disputa de grupos pelo poder dentro do sistema de unanimidade que foi estabelecida no Estado desde 2002.   Essa disputa já está estabelecida, o que pode acontecer, embora seja muito difícil, é uma das partes, mais especificamente Hartung, vir a desistir. Agora, acredita que a esta altura do campeonato trazer a disputa nacional entre P T e PSDB para o Estado, não dá.    O jogo no Estado é outro, não cabe tentar mudá-lo agora. Isso pode deixar tanto PSDB quanto PT desidratados no jogo. A ideia vem puxada pelo ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Com a possibilidade de o PT ter de disputar o governo do Estado, Luiz Paulo prega a união de PMDB e PSB contra o PT.   A discussão se reduz ainda mais quando se estabelece o embate entre Luiz Paulo e João Coser, que seria o nome do PT na majoritária. A radicalização entre os dois ex-prefeitos de Vitória restringe a eleição às questões da Capital, ampliando um pouco para Vila Velha, por  causa da entrada no partido de Max Filho.    O PT leva a discussão também para Cachoeiro e Colatina e regiões próximas, mas também não amplia o debate em nível estadual. O capixaba não tem esse nível de interesse do capixaba. O embate que interessa é entre Hatung e Casagrande.    Fragmentos:   1 – O governador Renato Casagrande tem circulado todas as festas e eventos do Estado na preparação de sua candidatura à reeleição. Até em inauguração de igreja ele está presente.    2 – No encerramento da feira “Sabores da Terra” nesse domingo (8), o governador apareceu sozinho, sem ninguém da classe política. Com tanta gente no palanque,  às vezes Casagrande prefere não carregar ninguém.    3 – Com a proximidade das eleições e a expectativa de dureza no páreo começa a temporada de sessões solenes em homenagem às bases eleitorais dos deputados estaduais. 

09/06/2014 / 0 Comments
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Justiça recebe ação de improbidade por fraudes em contrato da Delta Construções

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O sócio da Delta Construções, Fernando Antônio Cavendish Soares, e mais cinco pessoas vão responder a uma ação de improbidade pela suspeita de fraudes na prestação do serviço de manutenção de rodovias estaduais. No último dia 20, a juíza Telmelita Guimarães Alves, da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, recebeu a denúncia ajuizada pelo Ministério Público (MPES) em julho do ano passado. Na época, a Justiça chegou a determinar o bloqueio dos bens da empreiteira carioca e de seus sócios, mas a decisão foi cassada pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Na decisão, a juíza Telmelita Guimarães alegou que as provas demonstram a verossimilhança da denúncia e apontam para a “efetiva ocorrência dos atos de improbidade administrativa que afrontam os princípios da administração pública”, além da ocorrência de prejuízo ao erário. Na ação (0026952-91.2013.8.08.0024), o promotor de Justiça, Dilton Depes Tallon Netto, narra irregularidades na contratação da Delta pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES) no ano de 2010. Com base em uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o promotor aponta indícios de fraudes nos sucessivos aditivos ao Contrato nº 010/2010, que prevê a execução dos serviços de conservação e manutenção de trechos das rodovias integrantes do Sistema Rodoviário Estadual nos municípios de Iúna, Irupi, Ibatiba, Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante. Ele destaca que o valor do acordo saltou de R$ 3 milhões para quase R$ 14 milhões no intervalo de três anos. Deste total, cerca de R$ 1 milhão teria sido pago por serviços que não estavam previstos em contrato. “Os elementos probatórios são suficientes para admitir a presente ação, para que na fase processual oportuna se possa aferir, com exatidão, as condutas praticadas por cada requerido, bem como se obtiveram vantagem ou corroboraram para o ato de improbidade alegado. De outra plana, as defesas prévias apresentadas não oferecem elementos capazes de afastar totalmente a hipótese levantada pelo Ministério Público. Logo, verifico que há plausibilidade das alegações que se encontram acompanhadas de indícios suficientes para o início do processo”, narra um dos trechos da decisão. Na época do ajuizamento do caso, o juiz Gustavo Marçal de Silva e Silva, que respondia pela 3ª Vara, determinou a indisponibilidade dos bens de todos os envolvidos, além da retenção dos pagamentos à Delta pelo contrato. No entanto, as decisões contra os sócios da empreiteira – Fernando Cavendish e a empresa Fort Investimentos, que também figura entre os denunciados – foram cassados pelo TJES. A empresa também conseguiu liberar o recebimento dos pagamentos pelos serviços, que continuem em vigor. Também respondem à ação o ex-diretor e a atual diretora-geral da autarquia (Eduardo Antonio Mannato Gimenes e Tereza Maria Sepulcri Cassoti, respectivamente), bem como outros três servidores do DER-ES: Marcos Ronaldo Valdetaro, João Luiz Prest e Fábio Longui Batista. O órgão ministerial também havia solicitado o afastamento liminar de Eduardo Mannato do cargo de diretor de obras da autarquia, porém, o pedido foi negado pelo juízo. Apesar de responder à ação de improbidade e ter sido declarado como inidônea pela Controladoria Geral da União (CGU), a Delta segue participando de licitações junto ao DER-ES. Desde então, a empreiteira está sendo representada pela sua subsidiária, Técnica Construções, que também disputa contratos de pavimentação e conservação de rodovias estaduais. A direção da autarquia chegou a proibir a participação da filial da Delta, porém, a empresa está recorrendo na Justiça para garantir sua presença nos certames. Nesses casos, as licitações foram suspensas por ordem judicial até o julgamento final das ações movidas pela Técnica. Suspeitas A CGU aplicou a sanção contra a Delta em julho de 2012, depois de instaurar processo instruído com provas importadas de inquérito policial da Operação Mão Dupla. A investigação concluiu que servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Ceará, encarregados da fiscalização de obras executadas pela Delta, recebiam propina da empresa em forma de passagens aéreas, hospedagens, alimentação, combustível e aluguel de carros. A empresa também foi investigada pela CPMI do Cachoeira, encerrada de forma melancólica no final de 2012, que levantou um total de R$ 173 milhões em transações feitas pela Delta com empresas de fachada. Somente no Espírito Santo, uma dessas empresas laranja teria “lavado” R$ 23,5 milhões. Em função desses incidentes, a punição foi estendida para a subsidiária Técnica em dezembro do mesmo ano. No Estado, a Delta firmou mais de R$ 100 milhões em contratos públicos durante o governo Paulo Hartung (PMDB), que foram parcialmente mantidos pela atual administração. Esses contratos também estão sob investigação do Tribunal de Contas.

09/06/2014 / 0 Comments
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Eleitorado cresce, quociente sobe e número de vagas cai na Câmara e Assembleia

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Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha nesta quarta-feira (11) a definição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a redução do número de vagas para a eleição deste ano, o campo para quem vai disputar as proporcionais ficará bastante afunilado, principalmente para os que buscam a reeleição para o mandato de deputado federal e estadual.    Isso porque o eleitorado do Estado cresceu de 2010 para 2014, o que faz com que o quociente eleitoral também suba. Com uma vaga a menos para a Câmara dos Deputados e menos três na Assembleia Legislativa, os deputados vão ter de ficar de olho nas coligações de seus partidos, além de correr ainda mais atrás de votos.    Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o Estado tem 2.653.440 – 131,4 mil eleitores a mais do que em 2010. Com baso nesses novos números, o quociente eleitoral para a disputa de deputado federal, levando em conta apenas nove vagas este ano, sobe de 188.627 para 220.509.   Para a disputa estadual, com 27 e não 30 cadeiras em disputa, o quociente sobe de 63.886 (2010) para 74.683 este ano. Um número que assusta a classe política. Isso não significa que os candidatos vão ter que atingir esses números para se eleger. Vai depender da escolha da composição.   Nas alianças partidárias, com a soma dos votos da coligação, é que define o número de candidatos que serão eleitos por grupo. Também interfere na soma o número de votos brancos, nulos e abstenções. A expectativa é de que esse índice chegue a 30%, o que amenizaria o impacto do aumento do quociente. Outros fatores também influem na matemática, como o peso das coligações. Por exemplo, PT, PDT, PR e PSC podem se juntar na eleição proporcional, o grupo tenta atrair também o PMDB. Só em deputados estaduais disputando a reeleição por esse grupo de partidos há 16 parlamentares. Se somados aos três do DEM, o grupo tem 19 parlamentares. A soma será alta, mas o número de candidatos também. Por isso, encontrar o equilíbrio de votos nesta chapa não é tarefa fácil.    O Estado tenta reverter a decisão do TSE com uma Adin no Supremo, que tem a relatoria do ministro Gilmar Mendes. O caso será julgado nesta quarta (12), mas pareceres da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) são pela rejeição da ação.

09/06/2014 / 0 Comments
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Estudo aponta vulnerabilidade do monitoramento da qualidade do ar no País

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O Primeiro Diagnóstico da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar no Brasil, desenvolvido pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente, registra que em 15 estados brasileiros ou não se dispõe de nenhum dado a esse respeito, ou o monitoramento foi feito por um curto período de tempo. Nos outros noves estados, esse monitoramento existe, mas nem sempre é atualizado em tempo real ou facilmente disponível ao cidadão.   No Espírito Santo, as redes de monitoramento da qualidade do ar são terceirizadas para empresas privadas, assim como acontece nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O estudo registra que o monitoramento registrado no Estado entre os anos de 2000 e 2005 foi custeado pelas duas empresas de maior potencial poluidor da Grande Vitória, Vale e ArcelorMittal. A compra das estações de monitoramento, inclusive, se deu por força de obrigação imposta em licenciamento ambiental de 2000. A partir de 2006, até a publicação do levantamento, no final de maio último, a operação e manutenção das estações continuaram a ser realizadas por empresas privadas contratadas pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), por meio de licitação pública.   Como foi registrado no documento, o Inventário de Fontes de Emissão de Poluentes Atmosféricos da Grande Vitória afirma que os custos de operação e manutenção das estações são rateados entre as empresas de grande potencial poluidor e pelo próprio governo do Estado. As empresas são encarregadas de comprar os equipamentos conforme as exigências técnicas estabelecidas e o poder público de determinar a localização das estações adquiridas, além de realizar a operação e manutenção do equipamento.   O levantamento de dados foi feito entre os anos 2000 e 2012, com o auxílio dos órgãos estaduais de meio ambiente. Dos 26 estados e Distrito Federal, 12 deles geravam dados sobre qualidade do ar. Destes, foram selecionados os estados com maior representatividade temporal e espacial e os que têm dados exclusivamente gerados por rede privada, sem serem incorporados pelo órgão ambiental. O diagnóstico mostrou cenários bem díspares entre os estados que realizam o monitoramento da qualidade do ar. As diferenças se dão, principalmente, no que se refere ao tipo e número de estações, na qualidade e condições de operação dos equipamentos existentes, nos parâmetros monitorados, e nos períodos de geração de dados.   No Espírito Santo, todas as estações de medição da qualidade do ar medem os valores de PM 10 (partículas inaláveis); sete estações fazem a medição das Partículas Totais em Suspensão (PTS), com exceção da estação do Centro de Vila Velha; e o dióxido de enxofre (SO2) é medido em outras sete, com exceção da estação de Carapina. Esta estação também não mede os valores de óxido nítrico (NO2), assim como a estação do Centro de Vila Velha. Já o monóxido de carbono (CO) não é medido nas estações de Jardim Camburi e do Centro de Vila Velha; o ozônio (O3) nas estações do Centro de Vila Velha, de Jardim Camburi e do Centro de Vitória; e os hidrocarbonetos não metânicos, metano ou hidrocarbonetos totais nas estações de Cariacica, Jardim Camburi, Laranjeiras e Centro de Vila Velha.   As únicas estações de monitoramento que medem todos os poluentes estabelecidos na pesquisa são a da Enseada do Suá, em Vitória, e do Ibes, em Vila Velha. A estação de Carapina mede apenas dois poluentes, as PTS e PM10; assim como a estação do Centro de Vila Velha, que mede apenas PM 10 e SO2. A estação de Jardim Camburi monitora apenas quatro poluentes,  PTS, PM10, SO2 e NO2.   Entre as medições realizadas na região metropolitana, chama a atenção o parâmetro de representatividade dos anos de 2007 e 2008. O parâmetro de representatividade indica se o monitoramento tem sido realizado por um tempo suficiente para que a medição represente corretamente a condição do local monitorado. De acordo com o estudo, esse parâmetro também indica a qualidade operacional da ação de monitoramento.   Com relação às PTS, em 2007 haviam apenas cinco medidores, todos eles considerados não representativos. No ano seguinte, em 2008, haviam seis medidores e, da mesma maneira, todos considerados não representativos. Já com relação às PM10, oito medidores faziam tal monitoramento em 2007 e todos eles foram considerados não representativos. No ano seguinte, dos oito medidores, quatro ainda foram considerados não representativos. Com relação aos medidores de SO2, havia um total de sete estações de monitoramento entre os anos de 2005 e 2007. No primeiro ano, quatro foram consideradas não representativas; no segundo ano foram três; e no terceiro ano cinco estações foram consideradas não representativas.   Os valores para PTS anual registrados pela pesquisa foram considerados não representativos em todas as estações nos anos de 2000, 2007 e 2008. Nas medições de PTS diária, as medições de todo o ano de 2007 foram consideradas não representativas em todas as estações, assim como as medições de PM 10 anuais e diárias.   No ano de 2012, as medições não representativas ocorreram, para SO2 anual e diária, nas estações do Centro de Vitória, Centro de Vila Velha, Jardim Camburi e Ibes; e para NO2, anual e diária, nas estações de Jardim Camburi, Centro de Vitória, Centro de Vila Velha e Cariacica. De acordo com o estudo, o conjunto de informações levantadas sobre a representatividade das medições não permite dizer que a maioria das redes de monitoramento gera informações suficientes para um diagnóstico adequado sobre a concentração dos poluentes presentes no ar.   “Ainda que não seja uma condição generalizada, esse quadro, em que se juntam descontinuidade da operação, baixa cobertura, a ausência de monitoramento de todos os poluentes regulados e geração de dados não representativos, revela uma sistemática de problemas estruturais que podem ter diversas origens. Entre elas, podem estar a baixa prioridade institucional para efetuar o monitoramento, ou a injeção esporádica de recursos, que permite apenas compra de umas poucas estações e/ou sua operação por curtos períodos”.   De acordo com o instituto, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) deve anunciar, no começo do segundo semestre

09/06/2014 / 0 Comments
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Conselho de Direitos Humanos repudia declarações de secretários em Brasília

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O Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) divulgou nota pública nesta segunda-feira (9) repudiando as iniciativas dos secretários de segurança pública dos o estados que compõem a Região Sudeste (SP, RJ, MG, ES) divulgadas recentemente na imprensa, que propõem “o endurecimento da lei” e principalmente o aumento do tempo de internação para adolescentes que autores de atos infracionais.   Na última semana, os secretários André Garcia (Espírito Santo), José Mariano Beltrame (Rio de Janeiro) Fernando Grella (São Paulo) e Rômulo Ferraz (Minas Gerais) – foram a Brasília reivindicar diretamente aos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), agilidade na tramitação de projetos que tornam mais rígida a legislação penal para adolescentes.    Dos pedidos dos secretários aos chefes das Casas legislativas destaca-se o aumento no tempo máximo de internação, que passaria de três para oito anos.   A nota do conselho ressalta que nas declarações dos secretários, a impunidade é apontada como sendo a principal razão do aumento da violência e a participação de adolescentes na prática de crimes graves, o que não é verdade, já que ocorre a punição desses jovens. “As propostas apresentadas, bem como as declarações dos gestores, reforçam estereótipos que criminalizam os pobres e os adolescentes, especialmente a juventude negra, em detrimento de uma reflexão mais ampla sobre as origens das causas que levam alguns ao cometimento de atos infracionais, bem como a realidade das instituições públicas de segurança”, diz o documento.   O conselho também salienta que as propostas das autoridades estão na contramão do que é preconizado no mundo inteiro. O País é o terceiro do mundo que mais encarcera, com mais de 700 mil pessoas confinados num sistema penal que não ressocializa. “Essas autoridades, quando adotam o discurso fácil e apelativo, apenas demonstram a sua incapacidade de encontrar soluções viáveis ao encarceramento em massa, ao extermínio da nossa juventude, à criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, bem como a negação de direitos”.    O CEDH luta por uma política de segurança pública pautada nos princípios da universalização dos direitos humanos com utilização adequada, planejada e decidida junto com a sociedade dos recursos humanos, financeiros e tecnológicos rigor investigativo em bases legais na apuração de crimes.

09/06/2014 / 0 Comments
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PT na disputa ao governo do Estado pode levar eleição para o segundo turno

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De isolado e desidratado, o PT capixaba pode mudar o jogo eleitoral no Estado, levando a disputa para o segundo turno, caso defina a entrada na eleição ao Palácio Anchieta. Mas, para isso, as lideranças do partido precisam convencer o presidente da sigla, João Coser, a assumir a dianteira do palanque.    Coser quer ser candidato ao Senado e procura uma forma de não entrar em atrito com os palanques de Paulo Hartung (PMDB) e de Renato Casagrande. Mas se houver uma definição pela candidatura ao governo, o presidente do partido deve assumir a responsabilidade, pelo menos, é o que acreditam seus aliados.    O PT conversava com o PSB, mas diante da colocação do nome de Hartung, o partido se afastou dos socialistas, o que permitiu que o governador Renato Casagrande abrisse mão da neutralidade, assumindo o palanque do candidato a presidente pelo partido, Eduardo Campos.    Para decepção do PT, o ex-governador Paulo Hartung não assumiu o palanque da presidente Dilma Rousseff. O caminho para o partido seria puxar um palanque ao lado do PDT e do PR, tendo o delegado Fabiano Contarato como candidato ao Senado. Muitos nomes foram colocados como alternativas, mas as lideranças do partido entendem que apenas Coser tem condições de puxar o palanque da presidente Dilma Rousseff.    Para os meios políticos, ao lado do PDT e do PR, o PT teria uma opção mais interessante para sair do imbróglio em que se envolveu com a indefinição de Hartung sobre a eleição presidencial. Como a prioridade do partido é erguer o palanque de Dilma no Estado e o PMDB oscila em assumir o palanque petista, o partido precisa tomar uma decisão. A definição do PDT nacional, determinando que o partido caminhe com Dilma no Estado, facilita a movimentação do PT. O fato de o PR precisar de um abrigo para a campanha ao Senado também se harmoniza com a intenção do PT nacional.   Como a eleição se desenha como bastante acirrada entre o governador e seu antecessor, a entrada do PT na disputa pode puxar votos suficientes para levar a disputa para a nova fase e aí então, escolher um caminho a seguir. Mas neste primeiro momento, tudo indica que o PT não terá como caminhar com os dois palanques colocados ao governo.    Se no PT a composição facilita a definição do partido, no palanque de Hartung essa movimentação levaria sua candidatura ao isolamento. Afinal, apenas o DEM continuaria ao lado do PMDB na campanha de Hartung ao governo. Até o fim do mês, quando a maioria dos partidos fará suas convenções, os grupos devem avaliar todos os riscos e tomar uma decisão sobre os palanques a serem finalmente definidos para a eleição. 

09/06/2014 / 0 Comments
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Ex-presidente da Câmara de Nova Venécia vai responder por gastos com bebidas e churrasco

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O juiz da 1ª Vara Cível de Nova Venécia (noroeste do Estado), Maxon Wander Monteiro, determinou o recebimento de uma ação de improbidade contra o ex-presidente da Câmara de Vereadores, Flamínio Grillo, pela acusação de gastos indevidos nos anos de 2001 e 2002. Na decisão, o magistrado observou que a defesa preliminar do vereador não conseguiu afastar as suspeições lançadas pelo Ministério Público Estadual (MPES). Ele também responde a uma ação penal em decorrência do mesmo episódio. No texto, o juiz entendeu que há provas suficientes para a tramitação do processo ajuizado em dezembro do ano passado. Maxon Wander negou o pedido de indisponibilidade dos bens ou retenção dos salários do vereador. Para o magistrado, os fatos sob suspeição ocorreram há mais de dez anos, além da existência de divergências nos valores que teriam desviados na gestão de Flamínio Grillo. Na denúncia inicial (0005129-19.2013.8.08.0038), a promotoria narra a ocorrência de uma “verdadeira farra com o dinheiro público” na aquisição de refeições, cervejas, carnes para churrasco e até cachaça. Além da compra de quantidades elevadas de alimentos, como pães, biscoitos, leite e sucos – até mesmo no período de recesso –, o MPES acusa o ex-presidente da Casa de ter autorizado o pagamento de R$ 13 mil com despesas em uma churrascaria do município, sem qualquer justificativa. “Não há como explicar uma instituição pública adquirir, com recursos públicos, produtos e gêneros alimentícios que não guardem vinculação ou necessidade com sua atividade, nem mesmo extraordinária. O que mais nos causa espanto é o fato de que as serventes da Casa disseram nunca terem visto ou recebido carnes para churrasco ou qualquer bebida alcoólica nas dependências do Poder Legislativo”, narra um dos trechos da ação. O Ministério Público também havia solicitado o afastamento do vereador, porém, o juiz não aceitou o pedido. “Entendo que não existem elementos para o deferimento da medida [de afastamento do cargo], haja vista que, além do suposto ato ímprobo ter ocorrido há considerável período de tempo, não há qualquer prova de que o requerido, valendo-se da vereança, esteja interferindo ou prejudicando a instrução processual”, apontou o juiz. De acordo com informações do sistema processual, a defesa do vereador Flamínio Grillo já recorreu da decisão.

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