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Acordo entre PSB e PSDB avança e facilita articulação no Estado

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Um encontro do PSB de São Paulo pôs fim a uma crise que vinha ameaçando o pacto entre os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) para evitar vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno. O acordo traz reflexos para as articulações no Estado e pode acelerar a definição do ninho tucano capixaba.    Campos e Aécio já teriam conversado sobre a disputa no Espírito Santo e fechado questão sobre o tema no início de maio. Mas a acomodação do PSDB no palanque de Casagrande se complica na proporcional. Este seria o obstáculo ao acordo entre os presidenciáveis. Mas nos bastidores, os comentários são de que as conversas estão bem adiantadas, sobretudo depois que o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) lançou a candidatura ao Senado.   O partido só deve bater o martelo sobre sua participação na eleição deste ano mais próximo de sua convenção estadual, marcada para o próximo dia 21, na Câmara de Vitória. Mas a tendência é de que o partido repita o acordo nacional. O governador Renato Casagrande já cumpriu sua parte, deixando a neutralidade e assumindo o palanque do candidato socialista à Presidência, Eduardo Campos.    O acordo define que onde o PSB tiver condições de disputar a eleição ao governo, o fará com o apoio dos tucanos, e vice-versa. No Estado, a reeleição de Renato Casagrande seria apoiada pelo PSDB, que por sua vez, recuaria da candidatura de Guerino Balestrassi.   O PSB de São Paulo fechou acordo sobre o apoio à reeleição do governador de São Paulo Geraldo Alckmin, do PSDB. Para o Senado, o partido discute a possibilidade de o socialista Márcio França ser o indicado. A definição põe um ponto final na crise causada no PSB depois que a candidata a vice na chapa de Eduardo Campos, Marina Silva (Rede), passou a criticar a possibilidade de aliança em São Paulo em torno do governador tucano. 

06/06/2014 / 0 Comments
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Bizzotto pressiona governo para liberação de verbas previstas na PEC da Magistratura

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O presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Sérgio Bizzotto, defendeu a aprovação da PEC 63/2013, que recria a gratificação por tempo de serviço para membros da magistratura e do Ministério Público. Em entrevista concedida nessa quinta-feira (5) a jornais locais, o chefe do Judiciário capixaba admitiu a existência de impacto financeiro com a medida. No entanto, Bizzotto declarou que a obrigação de arcar com os recursos é do Poder Executivo: “[A gratificação] era um direito nosso. Vai trazer impacto, mas o governo que gera recurso”. As declarações do chefe da Justiça estadual remetem ao discurso nacional, puxado pelo futuro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e pelas principais entidades de classe ligadas à magistratura. Eles cobram a “fatura” dos contribuintes pelo pagamento dos benefícios, visto como uma forma de incentivo à carreira da categoria. Caso seja aprovada, a PEC 63 garante um adicional de 5% a cada cinco anos, até o limite de 35%. A proposta de emenda constitucional está sendo discutida no Senado Federal. Mesmo sem a previsão de gastos com o benefício – extinto após a reforma do judiciário em 1998 –, o texto obteve o parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A expectativa é de que a PEC custe R$ 1 bilhão por ano à União, e R$ 2,5 bilhões para os estados. O “rombo” pode ser maior, caso as outras categorias do funcionalismo público também reivindique o mesmo direito. A gratificação deve permitir ainda que os salários de magistrados e membros do Ministério Público ultrapassem o teto constitucional, que hoje é de R$ 26.589,68. Com isso, os salários dos desembargadores do TJES, por exemplo, podem chegar a R$ 35,9 mil. Em suas declarações à imprensa, Sérgio Bizzotto afirmou que os magistrados perdem parte do salário quando se aposentam. O presidente do TJES citou o exemplo dele, que receberia hoje em torno de R$ 19 mil líquidos por mês, valor que cairia para R$ 14 mil após a aposentadoria – com a perda de auxílios e demais vantagens. No entanto, Bizzotto recebeu cerca de R$ 42 mil no mês de abril, de acordo com dados do Portal da Transparência. Caso a PEC seja aprovada, os efeitos também vão incidir sobre os benefícios de aposentados e pensionistas, que terão direito aos pagamentos retroativos. Essa não é a primeira vez que o atual chefe do Judiciário estadual pressiona. No início desse ano, Bizzotto criou polêmica ao reajustar o valor do auxílio-alimentação de magistrados, que saltou de R$ 819,94 para R$ 1.679,80 – mesmo valor que já era pago aos membros do Ministério Público. A medida foi criticada pelo governador Renato Casagrande, que pediu compreensão aos Poderes do Estado, e pelos sindicatos de servidores do Judiciário e da administração estadual.

06/06/2014 / 0 Comments
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Ação popular acusa Liquiport, Vale e Codesa de danos ambientais no Morro do Atalaia

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Uma ação popular acusa a Liquiport, a Vale e a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) de danos ambientais no Morro do Ataliaia, em Paul, Vila Velha. O problema seria oriundo do desbaste do antigo cais de minério de ferro e manganês no local. A ação, ajuizada em 2008, tramita na 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual em Vitória. Os autores são Euclides Machado, Luiz Guilherme Campos de Almeida, Pedro Balbino de Oliveira e Leandro Ribeiro.   A área em questão diz respeito à instalação de 10 tanques de armazenamento de combustíveis da Liquiport no alto do Atalaia. Cinco estruturas, vazias, foram erigidas muito próximas à área residencial, o que provocou apreensão na comunidade. A Liquiport até apresentou novo projeto para construção de tanques atrás da Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, em Paul. Mas também refutou a nova proposta.   No processo, serão apurados pela Justiça a prática de ato lesivo ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico no antigo cais de minério de ferro e manganês do morro, se as requeridas cumpriram todos os procedimentos pertinentes para a realização da atividade, e a efetiva existência de dano ambiental ou ao patrimônio histórico.    Requerentes e requeridos foram ainda intimados a se manifestar no prazo de 15 dias sobre quais provas ainda pretendem produzir.   No final de fevereiro, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) notificou a empresa, requerendo a retirada dos tanques. A Liquiport apresentou ao Iema um cronograma executivo da desmontagem, com início em abril e conclusão em julho.

06/06/2014 / 0 Comments
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MPF instaura inquérito para apurar abusos contra gestante em hospital

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O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) instaurou inquérito civil para apurar junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM) supostas humilhações e realização de procedimentos não consentidos por uma gestante durante seu parto, ocorrido ou outubro de 2013 numa maternidade particular da Grande Vitória.   Segundo a denunciante, ela deu entrada no hospital já em trabalho de parto. Na ocasião, ela informou ao médico que gostaria do acompanhamento do marido e solicitou que não houvesse intervenções medicamentosas, episiotomia e nem indução ao parto. No entanto, segundo ela, todas as solicitações lhe foram negadas. Além disso, ela alega ter sofrido agressão verbal por parte da equipe de enfermeiras que a atendeu.   Para preservar a integridade da denunciante, o inquérito tramitará sob sigilo. O MPF-ES vai solicitar ao CRM a adoção de medidas preventivas e punitivas cabíveis em relação ao problema. Além disso, atuará, em âmbito coletivo, a fim de evitar que tal situação continue ocorrendo.

06/06/2014 / 0 Comments
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Magno Malta aparece com 2% na pesquisa DataFolha à Presidência da República

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Pela primeira vez, o senador Magno Malta (PR) foi incluindo na pesquisa eleitoral para a Presidência da República. No levantamento feito pelo DataFolha, divulgado nesta sexta-feira (6), na Folha de S. Paulo, o candidato do PR aparece com 2% das intenções de votos.    No último sábado, o senador reafirmou aos aliados em um seminário do partido, em Vila Velha, que participará da convenção nacional do PR, no próximo dia 21, e apresentará o nome para disputa à Presidência. Nas pesquisas anteriores o PR não havia colocado o nome do senador para sondagens em pesquisas.    Magno vem em quinto lugar na corrida presidencial. A presidente Dilma Rousseff (PT) segue na liderança da disputa, embora tenha sofrido mais uma queda. A petista aparece com 34% das intenções de voto. A queda da presidente, porém, não representou crescimento de seus principais adversários.    O senador Aécio Neves (PSDB-MG) aparece em segundo lugar com 19% das intenções de voto e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) tem 7% da preferência do eleitorado. Todos apresentaram queda em relação ao último levantamento, feito no início de maio pelo mesmo instituto. Dilma tinha 37% das intenções de voto, contra 20% de Aécio Neves e 11% de Eduardo Campos, que caiu quatro pontos.   Os dados ajudam a complicar ainda mais o cenário capixaba, porque aumenta a indefinição nacional. Como o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) vem sendo pressionado a assumir o palanque de Dilma Rousseff no Estado, a queda geral dos presidenciáveis prejudica ainda mais a decisão do ex-governador, que esfriou as conversas com o PT.   Outro dado que chama a atenção no levantamento são os 30% de indecisos faltando quatro meses para a eleição. Segundo o instituto, esse é uma dos maiores índices de indecisos dos últimos pleitos a menos de quatro meses para as eleições.   O Datafolha entrevistou 4.337 pessoas em 207 cidades brasileiras entre terça-feira (3) e quinta-feira (5). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-00144/2014.

06/06/2014 / 0 Comments
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Liminar permite que governo retome as obras de antiga unidade prisional em Vila Velha

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O governo do Estado obteve liminar que permite a retomada das obras de adaptação do antigo Instituto de Readaptação Social (IRS), no bairro da Glória, em Vila Velha, para receber adolescentes do Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases). A reforma foi embargada pela Prefeitura de Vila Velha, depois de protestos de moradores da região, que se opõem à transferência de 192 adolescentes para o local, após a reforma.    A alegação para o embargo e posterior interdição da obra foi que a reforma fora iniciada sem o conhecimento do Executivo municipal e sem a autorização da Secretaria Municipal de Obras.    A reforma do prédio do IRS para o recebimento de 192 adolescentes em conflito com a lei foi denunciada por entidades sociais em fevereiro deste ano. No documento, as entidades advertem que o IRS foi desativado por não reunir condições para o processo de ressocialização dos presos.   “Esse tipo de medida é uma afronta aos direitos preconizados no Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad), revelando a face repressiva e punitiva que vem se sobrepondo na abordagem governamental em relação à questão da criança e do adolescente”, completa a nota.   A nota é assinada pelo Fórum dos Servidores do Iases, o Conselho Estadual de Direitos Humanos, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente, o Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra, o Conselho Regional de Serviço Social 17ª Região e o Conselho Regional de Psicologia 16ª Região.   

06/06/2014 / 0 Comments
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TJES reintegra filha de ex-desembargador demitida após Operação Naufrágio

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O presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Sérgio Bizzotto, oficializou, nesta sexta-feira (6), a reintegração ao cargo da escrevente juramentada Roberta Schaider Pimentel, filha do ex-desembargador Frederico Guilherme Pimentel, que havia sido demitida por suposta participação em fraudes apuradas na Operação Naufrágio. De acordo com o Ato nº 798/2014, publicado no Diário da Justiça, a medida atende à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que anulou o procedimento disciplinar contra a servidora. Além da reintegração de Roberta Pimentel no cargo, a Primeira Turma do STJ também determinou o pagamento de vencimentos e vantagens devidos à servidora desde a impetração do processo em Brasília, em agosto de 2012. Apesar do ato de Bizzotto não fazer menção aos pagamentos, os valores devem figurar nos próximos contracheques. O tribunal não informou o cálculo dos valores devidos à filha do ex-presidente do Judiciário capixaba. Durante o julgamento realizado no último dia 13, o relator do caso, ministro Ari Pargendler, acolheu o pedido feito pela ex-servidora no recurso em mandado de segurança (RMS 38.914). No processo, a defesa de Roberta apontou nulidades na comissão aberta pelo tribunal contra familiares de Pimentel, que chegou a ser preso durante a operação em 2008. O grupo seria composto apenas por magistrados, enquanto a legislação prevê que as comissões devem ser formadas por servidores públicos. “O processo é nulo, nada importando que os juízes de Direito sejam servidores públicos em sentido lato. A lei usualmente os designa como magistrados, e no caso previu para os processos disciplinares uma comissão processante integrada por servidores públicos ocupantes de cargo efetivo dotados de estabilidade. Os juízes de direito não são reconhecidos como tais, e sim como agentes políticos vitalícios”, considerou. O julgamento abre o precedente para a reintegração de outros três servidores demitidos após a operação, entre eles, a irmã de Roberta (Dione Schaider Pimentel); a ex-chefe de Distribuição do tribunal, Bárbara Pignaton Sarcinelli; e ex-assessor da presidência, Leandro Sá Fortes, que era ex-namorado de Roberta. Outra filha do ex-presidente, Larissa Pimentel, recebeu somente uma suspensão pelo prazo de trinta dias. Todos eles foram condenados após manifestação da mesma comissão processante.

06/06/2014 / 0 Comments
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Impasse no apoio a Dilma complica composição entre PMDB, PT e PDT

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A posição do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, de ser fiel ao governo Dilma, afeta o processo eleitoral no Estado. A posição da nacional do PDT cria um impasse nas articulações feitas até aqui pelo partido no Estado. Caso o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) não assuma o palanque da presidente Dilma Rousseff, o PDT pode acabar tendo que se afastar do palanque do peemedebista.   A discussão agora volta para dentro do PT. Isso porque, diante da incerteza dos aliados de que Hartung assumirá a candidatura de Dilma no Estado, a alternativa seria a candidatura própria petista, com o apoio do PDT, com a possibilidade de atrair o PR do senador Magno Malta para o grupo.    O problema é que o presidente do PT, João Coser, não estaria disposto disputar o governo. Coser pleiteia a candidatura ao Senado no palanque de Hartung. Dentro do PT, o entendimento é de que a colocação da candidatura da deputada federal Rose de Freitas pelo PMDB é irreversível, fechando o espaço para Coser. O partido também não aceita a vice.    Há uma tentativa de convencer o presidente do partido a assumir a candidatura, já que Coser é hoje a liderança petista com mais chances de erguer um palanque competitivo no Estado para Dilma. Caso a articulação dê certo, o grupo pode buscar a aproximação com o PR. O que poderia fortalecer a candidatura de Dilma se ele não conseguir se viabilizar para a disputa presidencial ou em um eventual segundo turno.   O grupo poderia ainda acomodar a candidatura do delegado de Delitos no Trânsito Fabiano Contarato (PR) ao Senado, condição de que Malta não abre mão. Mas se Coser radicalizar o processo, as lideranças podem continuar no palanque de Hartung, mantendo ainda a articulação com o DEM estadual. A dúvida, porém, é se o ex-governador vai mesmo assumir a candidatura ao governo, já que mantém sigilo sobre sua posição desde que ofereceu o nome ao partido. O ex-governador segue mantendo conversas reservadas com os aliados.   Se na majoritária a situação é delicada, caso a chapa alternativa tiver de ser formada pela pressão dos partidos, a composição proporcional é favorável. Juntos PT, PR e PDT podem conseguir de duas a três vagas na Câmara dos Deputados, até porque atrair o PR significa anexar também o PSC. O grupo teria o ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal como um dos principais nomes na corrida da eleição de deputado federal. O grupo também pode garantir a reeleição da deputada Lauriete e puxar a terceira cadeira, que ficaria com o PT. O principal nome nessa corrida é o do ex-prefeito de Cariacica Helder Salomão.    Já na estadual, o grupo a ser formado por PT-PDT-PR, que hoje tem dez deputados na Assembleia Legislativa, poderia garantir de seis a oito cadeiras no plenário.  São quatro deputados do PT disputando a reeleição, quatro do PDT e um do PR. 

06/06/2014 / 0 Comments
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Quentinhas: Sejus vai apurar motivos para manutenção de contrato sem licitação

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A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) instaurou procedimento sumário de sindicância para mensurar supostos responsáveis que, por falta de planejamento, desleixo ou má gestão, deram causa à manutenção da contratação emergencial da empresa Sabor Original Alimentação e Serviços, de fornecimento de alimentação aos presos do Centro de Detenção Provisória de Viana II (CDPVII).    A empresa foi contratada sem licitação em fevereiro deste ano, em razão de uma decisão judicial da 2ª Vara da Fazenda Estadual de Vitória, que deu provimento parcial à ação civil pública proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-ES), e determinou a substituição emergencial dos contratos que a empresa Viesa Alimentação tinha com a Sejus, além de posterior realização de licitação para contratação de nova empresa.    A Sabor Original foi contratada emergencialmente, mas uma nova licitação deveria ter sido realizada para que esta contratação emergencial não fosse renovada.    A Justiça determinou, em dezembro de 2013, que a Sejus encerrasse os contratos com a Viesa, com contratação emergencial de outra empresa para fornecimento de alimentação aos detentos, escolhendo entre as cinco últimas vencedoras de pregões em 2013 que fornecem alimentação em outros presídios. A decisão atendeu pedido da ação civil pública movida pela OAB-ES e pelo Ministério Público Estadual (MPES).   A Viesa vinha sendo denunciada sistematicamente em função da péssima qualidade da alimentação servida à população prisional. À época, durante a inspeção realizada no CDP feminino de Viana, a direção da unidade mandou devolver as marmitas que seriam servidas na ala feminina por ela estarem “estragadas e fedendo”. As presas relataram, na ocasião, que era comum encontrar pedaços de plástico, vidro, madeira, sacolas e insetos misturados à comida. Os casos de vômitos e diarreias provocados pela comida eram constantes.   A empresa também foi inspecionada e a Vigilância Sanitária concluiu que a Viesa não tinha condições sanitárias que garantiriam a qualidade e segurança dos alimentos preparados, mas não optou pela interdição, sob o argumento de que seria inviável a contratação de outro serviço para prestação imediata do serviço, sendo que a interdição seria um risco de caos no sistema prisional, podendo causar danos irreparáveis.   O MPES instaurou inquérito civil com base no relatório da Comissão de Direitos Humanos da OAB-ES, que constatou diversas irregularidades nos presídios capixabas, principalmente no que tange à alimentação dos detentos. A inspeção realizada em 6 de setembro do ano passado nas duas unidades da Viesa, nos bairros Jardim Tropical e Novo Horizonte, na Serra, constatou que a empresa não tinha condições sanitárias de funcionamento. 

06/06/2014 / 0 Comments
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Dia Mundial do Meio Ambiente: poluidoras aproveitam a data para esconder violações

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O Dia Mundial do Meio Ambiente foi comemorado nessa quinta-feira (5) e, como de praxe, as empresas de “sustentabilidade de fachada” deram sua contribuição para lembrar a data, escondendo seus graves crimes e danos ambientais e sociais no Espírito Santo. Assim como ocorre em todos os anos, o método publicitário conhecido como Greenwashing (em português: “lavagem verde”) foi amplamente utilizado nas propagandas da Samarco e da Vale, que respondem por uma série de impactos e pelo desrespeito aos territórios e povos tradicionais em todo o mundo.   A Samarco publicou, nessa quinta, um anúncio na mídia corporativa, na qual diz que implantou “melhorias” em seu processo produtivo, investiu em “diálogo com a comunidade” e, ainda, que trabalha “em busca de soluções sustentáveis”. Mas, apesar da tentativa de passar uma imagem de empresa preocupada com o meio ambiente, é responsável pelo aumento da poluição atmosférica em Anchieta, no litoral sul do Estado, e pela poluição do ar e das praias. Além disso, capta à exaustão a água da bacia do Rio Benevente para ser usada em seu processo produtivo e contaminou, por mais de uma vez, a lagoa de Mãe-Bá.   Em abril, a Samarco Mineração inaugurou sua Quarta Usina, localizada em Ubu, Anchieta, com presença em peso da classe política capixaba. Este é mais um empreendimento que consolida o sistema de favorecimento às transnacionais poluidoras do Estado. Apesar do passivo de suas usinas e da reincidência em crimes ambientais, a empresa não enfrentou qualquer problema para receber a autorização do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Assim como seu antecessor, o governador Renato Casagrande manifestou reiteradas vezes seu apoio ao projeto de expansão da mineradora, ignorando o histórico de crimes ambientais que envolvem a empresa no sul do Estado.   Já a Vale distribuiu panfleto à população, em que diz querer “compartilhar a importância da preservação” e que a mineradora “trabalha diariamente para que o cuidado com a natureza e a sustentabilidade façam parte do nosso cotidiano”. Junto ao material, um cartão que podia ser plantado, dando origem a uma muda. A mineradora, que é responsável pela poluição do pó preto na Grande Vitória, também publicou em sua página no Facebook uma imagem na qual diz que protege a Floresta Nacional de Carajás e que apenas 3% de sua extensão é “ocupada” pelas operações da mineradora.   Dentro da floresta, localizada no estado do Pará, está uma mina de minério explorada pela Vale. A informação divulgada na publicidade entra em contradição com o que já foi publicado pela Agência Pública, que tratava justamente dos danos da atividade da Vale na floresta. De acordo com a reportagem, um quarto da unidade, o equivalente a 104 mil hectares, é zona de mineração. O valor inclui os 5% da área total preservada referentes à área de canga. Ainda é registrado que a Vale foi autuada nove vezes pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), somente entre os anos de 2005 e 2009, por ter cometido infrações ambientais dentro da área que deveria ajudar a proteger.   No Espírito Santo, além de ser responsável pela poluição do pó preto, a Vale explora terras indígenas no município de Aracruz (norte do Estado) há 30 anos para a passagem de sua estrada de ferro. A Vale, junto à ArcelorMittal, também é responsável pela transferência do superporto para a região da Ponta da Fruta, em Vila Velha. O empreendimento seria, inicialmente, construído em Praia Mole, na Serra, mas as empresas, a Gerdau e a Usiminas declararam em um documento anexado ao estudo da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) que, se tal empreendimento fosse instalado na região, haveria um desalinhamento com planejamento elaborado pela ONG Espírito Santo Em Ação, que representa os interesses do empresariado no Estado.   No início de 2013, o ex-gerente da Vale, André Almeida, apresentou dossiês que revelam monitoramento de lideranças de movimentos sociais em diversos estados, inclusive no Espírito Santo. O documento também aponta acesso da mineradora às informações do Infoseg e da Receita Federal; infiltração de espiões em reuniões e encontros de entidades que representam obstáculos aos interesses da mineradora; e lobby para obtenção de licenças ambientais. Apesar da gravidade das denúncias, o caso até hoje não foi devidamente apurado. As campanhas milionárias das poluidoras em datas que fazem alusão ao meio ambiente são denunciadas há anos por entidades ambientalistas. Em 2012, a Justiça nos Trilhos apresentou o “Relatório de Insustentabilidade”, paralelo ao publicado anualmente pela Vale, “Relatório de Sustentabilidade”. No documento, que mostra a realidade das comunidades impactadas pelos empreendimentos da mineradora, a entidade ressalta que a Vale “se pinta de verde e amarelo e imprime uma imagem de responsabilidade socioambiental e de compromisso com o 'desenvolvimento sustentável' do país”. O relatório questiona, critica e denuncia os recorrentes e “insustentáveis” impactos ambientais e sociais causados pela mineradora Vale, além de lembrar do título de pior empresa do mundo atribuído à empresa, o “Prêmio Nobel” da vergonha corporativa, o Public Eye Awards, em função dos problemas ambientais, sociais e trabalhistas.     

06/06/2014 / 0 Comments
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