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Efeito cascata

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No turbilhão da Copa do Mundo e das eleições, os lobistas de toga trabalham forte em Brasília para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional 63/2013. A proposta segue a todo vapor. Já passou pelo Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sem dificuldade, e agora será submetida ao Plenário do Senado para, em seguida, ser apreciada pela Câmara dos Deputados.    A PEC 63 cria um adicional por tempo de serviço de 5% para magistrados e membros do Ministério Público da União e dos Estados. O adicional seria aplicado a cada cinco anos até o limite de 35%. Com o pagamento dos quinquênios, o salários ultrapassariam o teto constitucional de R$ 29,4 mil, podendo beirar a casa dos R$ 40 mil mensais.    Os beneficiários poderão recorrer ao tempo de exercício anterior à data da publicação da PEC para efeito de cálculo. Será possível incluir na contagem o tempo acumulado em outras carreiras jurídicas do setor público ou mesmo no exercício da advocacia. Os benefícios são estendidos a aposentados e pensionistas.   Os primeiros cálculos do governo federal, que trabalha para frear a PEC, preveem um impacto devastador nas contas públicas: R$ 1 bilhão ao ano para a União e R$ 2,5 bilhões para os Estados. Mas o pior dos cenários será proporcionado pelo efeito cascata que a proposta deve causar em outros poderes. Tão logo a PEC 63 seja aprovada, outros poderes que se balizam pelo teto constitucional vão querer rever seus salários.    A Câmara dos Deputados e os legislativos estaduais seriam os primeiros da fila. O jurista Luiz Flávio Gomes alerta: “Naturalmente, quando uma classe ganha um benefício, todas as outras classes vão solicitar o mesmo”.  E acrescenta: “O rompimento do teto terá implicações no cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. O país vai gastar mais com o pagamento dos servidores, o que pode comprometer os investimentos”.   O governo federal procura ganhar tempo para trazer os governadores para o lado da corda que tenta segurar a PEC 63. Mas parece pouco provável que em ano eleitoral os governadores comprem essa a briga com os togados. Eles também não devem estar dispostos a pressionar suas bancadas federais para segurar a PEC da Magistratura, como vem sendo chamada a PEC 63.   O senador Ricardo Ferraço (PMDB), por exemplo, seguiu a posição da maioria de seus colegas. Ele é favorável à aprovação do benefício. Entretanto, condicionou a votação da proposta à análise do impacto econômico-financeiro nos caixas dos Estados.    Essa “condicionante”, porém, não representa ameaça para aprovação da proposta no Senado. Quem trabalha pela aprovação da proposta jura de pés juntos que a União e os Estados têm dinheiro de sobra para pagar o benefício.   Ricardo Ferraço, como a maioria dos senadores, já se mostrou vulnerável à pressão dos lobistas que trabalham pela aprovação da PEC 63. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que deve substituir o atual presidente da corte Joaquim Barbosa, já se manifestou favorável à aprovação da proposta. Dizem que ele tem ligado para os senadores tentando convencê-los de que a proposta precisa ser aprovada para corrigir a defasagem.   Os argumentos dos que defendem a PEC 63, de autoria do senador Gim Argello (PTB-SP), são fora da realidade de um País que ainda convive com graves problemas sociais. Eles acham que os magistrados e membros do Ministério Público ganham pouco. O senador Vital do Rêgo (PB), por exemplo, sustenta que carreira da magistratura não tem sido atrativa. Segundo o senador, dos 22 mil cargos à disposição, apenas 16,9 mil estão preenchidos, e 600 magistrados teriam deixado a carreira nos últimos quatro anos. Motivo: baixos salários.   Os defensores da proposta recorrem a justificativas absurdas para aprovar a PEC. Caso do senador Jayme Campos (DEM-MT), que declarou ao Estadão que a valorização salarial dos magistrados evita a venda de sentenças. Campos disse que o “salário baixo” é um convite para quem não é do bem ir por esse caminho (o da corrupção).    Seguindo a lógica do senador do DEM, professores, médicos, policiais e outros servidores públicos que recebem, de fato, baixos salários, seriam sérios candidatos à corrupção. Como se os altos salários fossem imprescindíveis para manter o homem público na linha.   Os argumentos esdrúxulos não param por ai. O senador Romero Juca (PMDB-RR)  afirma que a proposta corrige a defasagem dos salários. “A gente vê magistrado se matando, atolado de processos, e depois tendo que dar aula à noite para complementar a renda familiar”. Comovente, não? Se eles não fizerem esse “esforço”, não poderão viajar duas vezes por ano para a Europa com a família e andar de carro de importado.    Ora, tirando pelo Espírito Santo, o Tribunal de Justiça e o MP são as instituições que mais regalias acumulam. O Ministério Público Estadual, por exemplo, registrou a maior variação no valor do orçamento entre todos os órgãos ligados à Justiça e ao Poder Legislativo nos últimos dez anos. Entre 2004 e 2014, as verbas repassadas à instituição subiram 231,78% – mais de quatro vezes o valor da inflação no período, que foi de 55,26%. No início do período, o MPES contava com um orçamento de pouco mais de R$ 105 milhões. Para este ano, mais de R$ 350 milhões serão destinados à instituição, que pode contar ainda com o “reforço” de créditos suplementares. O TJES, por sua vez, sangra dos cofres públicos quase um R$ 1 bilhão por ano. Cerca de 70% desse valor é gasto com recursos humanos.   É com base nesse histórico de benesses, que se repete em Brasília e em quase todos os estados, que a articulação do governo federal para tentar brecar a PEC 63 tem tudo para fracassar. Lá, como aqui, os togados têm a faca e queijo nas mãos e são poucos os que têm coragem de desafiá-los.    Em tempo: o autor da PEC 63, senador Gim Argello, responde a seis inquéritos no Supremo.              

02/06/2014 / 0 Comments
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Inegociável

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  No Seminário de Capacitação Política do PR, que aconteceu nesse sábado (31), em Vila Velha, Magno Malta, presidente estadual da legenda, reafirmou seu desejo de disputar a Presidência República. Depende agora da anuência da nacional, que se reúne em convenção no próximo dia 21 para selar o destino do senador. Magno também aproveitou o encontro para mandar um recado para seu mais novo “pretendente”, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Nesse galanteio, o ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, faz o papel “cupido”. O pedetista, que já está com um pé no palanque de Hartung, tenta atrair o amigo republicano para o lado do ex-governador. Cobiçado, Magno impôs uma condição sine qua non para quem quiser conversar com o PR: não abre mão do delegado Fabiano Contarato à vaga de senador.      Para bom entendedor… Paulo Hartung já entendeu que se quiser se aproximar de Magno Malta terá que armar um palanque com lugar cativo para Contarato. Essa condicionante é chave para a conversa avançar. Como disse Magno, o partido não vai ser “comida de onça” nem “escada” para partidos. Está dado o recado.   Questão de física Para Paulo Hartung pagar o “dote” imposto por Magno Malta, teria que “empurrar” o ex-prefeito de Vitória João Coser do palanque. Como já dizia Arquimedes dois mil anos atrás: “Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo”. Trazendo a descoberta do matemático grego para o cenário eleitoral capixaba, Hartung teria que escolher entre Contarato e Coser.   Sem pestanejar Se o preço for sacrificar uma aliança com o PT para ter o apoio de Magno Malta, Paulo Hartung não pensaria duas vezes. Afinal, se Magno optar pelo palanque do governador Renato Casagrande (PSB) ou mesmo se decidir disputar o governo do Estado, é o ex-governador que sairia com o maior prejuízo.    Novela mexicana Neidia Pimentel (SDD) foi eleita presidente da Câmara da Serra nesta segunda-feira (2). A vereadora, que encabeçava chapa única, ficou muito emocionada com a conquista. “Vim de vendedora ambulante a presidenta desta Casa”, discursou em meio às lágrimas. Ela prometeu representar todas as mulheres da Serra com dignidade, caráter e humildade. Mas os homens também não ficaram de fora. Neidia inovou ao lançar um modelito estilo “Rebeldes”. Aquele da novela mexicana cujas meninas usam gravatas despojadamente, em sinal de irreverência. A vereadora disse que a gravata era uma forma de homenagear os vereadores da Casa e todos os homens da Serra.   Apostas  O PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, terá pelo menos dois candidatos a deputado federal no norte do Estado. Um deles é o ex-prefeito de Jaguaré, Sávio Martins, e o outro o advogado e militante de Linhares, Celso Campos.   Apostas II  Não é o caso de garantir que os dois tenham capacidade eleitoral de ganhar o pleito mas, em termos de legenda, podem fazer de 40 a 50 mil votos. O que ajuda na composição das alianças do partido na proporcional.   Veterano  Lembrando: Sávio e Celso vão disputar votos na mesma região do ex-prefeito e ex-conselheiro de Contas, Enivaldo dos Anjos.   Mercado das eleições Desincompatibilizaram-se do Governo do Estado dois candidatos a deputado estadual: o ex-prefeito de Santa Maria de Jetibá, Hilario Hoepke, o Gatinha (PPS) e o ex-presidente regional do PSB Macaciel Breda. Paulo Brusqui, que ocupava o cardo de assessor especial de Renato Casagrande, também se desincompatibilizou, mas dizem que não vai para disputa. Deve cuidar da contabilidade de campanha do PSB. As exonerações foram publicadas no diário desta segunda-feira (2). Entre os tucanos, Luiz Paulo Vellozo Lucas, que pretende concorrer ao Senado, se desincompatibilizou na semana passada do gabinete do senador e presidenciável do PSDB, Aécio Neves   Bem na foto O Índice de Desenvolvimento Municipal (IFDM), medido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) para acompanhar a evolução dos 5.565 municípios brasileiros, revelou em sua 6ª edição que 75 dos 78 municípios capixabas (96,2%) apresentaram nível de desenvolvimento alto ou moderado, bem acima da média nacional, que é de 60,7%. Além disso, 14 municípios ocupam elevada posição entre os 500 maiores IFDMs do País. Destaque para Vitória e Linhares que estão entre os 100 primeiros do ranking nacional.   Saúde  O médico naturalista Marcos Ortiz e seu filho, Daniel, que é nutricionista, realizam mais um curso de culinária natural nestas terça e quarta-feiras (3 e 4), das 18 às 22 horas, no Espaço Gourmet do Hortomercado. A família comanda o restaurante Sol da Terra, que atende agora no local.   140 toques Quem acorda cedo bebe água limpa. Vixi! Você ainda não acordou? Então cuidado. Pode dar zebra. Bom dia!!! — do deputado Marcelo Santos (PMDB), no Twitter   Pensamento Todo mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpada. (Gabriel Garcia Marquez)

02/06/2014 / 0 Comments
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Pouso tucano

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Ao que tudo indica, os tucanos vão mesmo pousar no ninho da pomba. Mas o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) não parece preocupado com a chegada de seus aliados no palanque do governador Renato Casagrande. A identidade do peemedebista com o ninho tucano é muito grande e não há que se esperar por parte das lideranças do PSDB um ataque a Hartung.   Os tucanos sempre se elegeram pela mão do ex-governador, que foi sucedido na prefeitura de Vitória por Luiz Paulo Vellozo Lucas, provável candidato ao Senado no palanque de Casagrande. Outro tucano da cúpula, o deputado federal César Colnago, também ocupou posição de destaque no governo Hartung. Esteve à frente da toda poderosa Secretaria de Agricultura do Estado e depois na presidência da Assembleia Legislativa, também com uma ajudinha do governador.    No palanque de Casagrande, Luiz Paulo terá um só objetivo: rivalizar a eleição com o PT, independentemente de quem esteja disputando do outro lado. Isso não afeta o palanque de Hartung, enquanto os dois partidos estiverem preocupados um com o outro, sua campanha segue suave, sem qualquer tipo de enfrentamento.    O PT vive um processo de enfraquecimento desde que aderiu à unanimidade. O partido ganhou espaço no governo, elegeu deputados estaduais e federais, mas isso não significa necessariamente ter influência no jogo político do Estado. Em posição de fragilidade, o PT, que sempre foi uma dor de cabeça para os governadores, não tem condições hoje de erguer um palanque de oposição ao projeto político do qual fazem parte Casagrande, Hartung e o próprio PT.    Assim, Hartung fica livre para tentar atrair o cobiçado PDT, que tem um candidato a deputado federal pule de dez, Sérgio Vidigal. O pedetista tem voto e nenhuma pretensão majoritária.    Neste sentido, não é difícil prever que o ano será difícil para o PT, que tem pretensões muito mais altas do que condições de realizá-las. De outro lado, o PSDB terá de encarar uma eleição sem Hartung.    Fragmentos:   1 – O ex-prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi (PSDB) continua com o discurso de manter a candidatura ao governo, mas internamente ninguém mais acredita que o partido consiga levar à frente o projeto.   2 – Mais do que buscar uma acomodação para garantir a eleição de deputado federal, o ninho tucano precisa de um nome em condições de puxar o palanque de Aécio Neves no Estado.   3 – A candidatura de Balestrassi foi lançada ainda no ano passado, mas mesmo com as caminhadas do ex-prefeito pelo Estado, conversas com lideranças e até mesmo o polêmico programa eleitoral, a candidatura dele não decolou. 

02/06/2014 / 0 Comments
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Da Liga dos Campões para o Capixabão

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Os dias eram os mesmos: sempre aos sábados; as horas também: 16 horas. Só os jogos que eram diferentes. No primeiro sábado assistia a final dos Campeões da Europa, em Portugal, entre Atlético de Madri e Real Madrid, que se sagrou campeão. No sábado seguinte via a final do Capixabão (que não é tão assim), entre Estrela de Cachoeiro (minha cidade) e Linhares.   Pobre do campeonato do meu Estado. No mesmo horário desse jogo, o time mais conhecido, com mais tradição e maior torcida do Estado, jogava sua sorte para voltar á primeira divisão e não conseguiu. Coitado do Rio Branco. A decisão do certame mais uma vez ficava entre times do interior.   A maior e melhor TV do Estado decidiu transmitir o jogo. Então fui ver, claro! Estranhava o jogo, o campo, os jogadores e ….a transmissão. O narrador, que infelizmente desconheço, falava muito e com um jeito de alongar as palavras. Tinha hora que parecia narrador de rádio, às vezes mais parecia um repórter de campo.   Acho que para acompanhar um Jorge Felix ou um Paulo Sérgio precisa ter bagagem. Concordo que tenhamos de dar chance aos mais jovens, mas depende de quando e onde. Espero que o rapaz melhore. Outra coisa que notei era que a galera da Gazeta parecia ter o Linhares como um time mais simpático, pois davam informações extra jogo somente dele.   Mas me vi sentado na poltrona em frente à TV , como faço sempre nos jogos do Brasileirão, da Europa e agora vou fazer na Copa. Não tinha visto um jogo, como torcedor, do campeonato capixaba, sem Desportiva, Rio Branco e Vitoria e muito menos pela TV Gazeta. Foi meio sofrível mas legal. Mesmo sem gols.   PARABÓLICAS   Corre um boato, mal contado, que a Universitária FM passaria para os alunos de comunicação da UFES. Se acontecer…..   A política anda mal das pernas que os candidatos não estão a fim de investir nos programas de TV e de Rádio este ano.   Ainda bem que FoxSports e ESPN (canais pagos) vão transmitir a Copa, pois aturar Galvão Bueno é dose. E esse cara ainda é o mais bem pago da Globo…..   Vem novidades na Cultura FM de Castelo. Cezar Nemer prepara poucas e boas para breve.   MENSAGEM FINAL   Faça sua parte e não se preocupe com os outros. Acredite que Deus também fala com eles, e que estão tão empenhados quanto você em descobrir o sentido desta vida. Paulo Coelho

02/06/2014 / 0 Comments
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Operação Sanguinello: promotores seguem ouvindo depoimento de presos

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O Ministério Público Estadual (MPES) vai continuar, nos próximos dias, a colher os depoimentos dos presos na Operação Sanguinello, deflagrada na última quarta-feira (28). A previsão é de que os empresários Frederico de Lima e Silva Leone e Ricardo Lúcio Corteletti sejam ouvidos até essa quarta-feira (4). Os promotores de Justiça, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), já ouviram as testemunhas e pessoas que são alvo da investigação, mas não tiveram a prisão decretada. De acordo com informações da assessoria de comunicação do MPES, os integrantes do Gaeco e da Receita Estadual continuam analisando o material apreendido na operação, que inclui cheques, notas fiscais e documentos sobre diversas transações comerciais. Durante a operação, foram apreendidos R$ 13.438 reais, US$ 3,4 mil e 3.255 euros na empresa Newred Distribuidora Importação e Exportação Ltda, de propriedade do empresário Ricardo. Todos os valores foram depositados em uma conta judicial no Banestes. Na última sexta-feira (30/05), o MPES pediu a revogação da prisão temporária da empresária Sandra da Penha Corteletti, esposa de Ricardo. O pedido teve como base o fato dela não ser a principal gestora da Newred. No mesmo dia da operação, outros dois presos – João Batista Tomaz de Carvalho e Juscelino de Jesus Carvalho, apontados como laranjas do esquema – foram ouvidos e liberados após terem colaborado com as investigações. Segundo as apurações iniciais, os acusados podem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, organização criminosa e crime contra a ordem tributária. As penas totais podem variar de seis a 21 anos de prisão. De acordo com o MPES, os depoimentos e o material apreendido indicam que o esquema de fraudes tem extensão maior que o apurado inicialmente, com mais pessoas e empresas fictícias envolvidas, bem como um valor financeiro superior ao apurado inicialmente – em torno de R$ 230 milhões –, nas operações comerciais com fortes indícios de irregularidades. As investigações da Operação Sanguinello tiveram início em outubro do ano passado, a partir de levantamentos feitos pela Receita Estadual e o Ministério Público dos dois estados. Os fatos se tornaram mais evidentes em fevereiro deste ano, logo após a denúncia do empresário Rodrigo Fraga, dono de um restaurante em Vila Velha, que antes de cometer suicídio fez várias acusações contra o sócio de fato do negócio, Frederico de Lima e Silva Leone. O episódio teria corroborado com o trabalho que já vinha sendo executado. Segundo o Ministério Público, a importadora de bebidas NewRed, sediada em Vila Velha, emitia documentos fiscais para acobertar a venda de mercadorias para o Distrito Federal e outros estados da Federação. No entanto, os produtos eram descarregados em Minas Gerais em empresas localizadas na região do Ceasa, onde ficariam os reais beneficiários do esquema. Para justificar a entrada da mercadoria e acertar o estoque, os verdadeiros destinatários se valiam de notas fiscais “emitidas” por empresas fictícias, a maioria delas no município de Itaúna, na região Metropolitana de Belo Horizonte/MG. A estratégia permitia que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente nas operações fosse assumido por essas empresas de fachada, constituídas em nome de “laranjas”.

02/06/2014 / 0 Comments
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Benefícios para juízes e membros do MP podem causar efeito cascata

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Passados quase um ano das manifestações populares, em junho do ano antes, a possível aprovação de novos benefícios para magistrados e membros do Ministério Público podem causar uma nova onda de protestos em todo País – desta vez pelo funcionalismo público. No último dia 21, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal deu parecer favorável ao projeto de emenda constitucional (PEC 63/2013), que garante o retorno da gratificação por tempo de serviço aos togados. Entidades ligadas a outras carreiras do Estado se movimentam para conseguir o mesmo benefício, hipótese que pode afetar diretamente o caixa da União e dos estados. De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, o governo Federal e autoridades do Poder Judiciário estão discutindo meios de valorização das classes. No entanto, o lobby das entidades de classe de magistrados e do MP pela aprovação conta com importantes aliados, como o futuro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que é o chefe do Ministério Público Federal (MPF). Eles defendem uma melhor remuneração para juízes e promotores que já iniciam a carreira muitos próximos do teto da categoria, atualmente em R$ 29.462,25. No entanto, o grande temor do governo seria de que outras categorias reivindiquem o mesmo benefício – hipótese que chegou a ser cogitada durante a discussão na CCJ, onde foram derrubadas emendas que estendiam a gratificação para advogados públicos e o restante do funcionalismo. Pelas contas do governo, o custo da PEC 63 será de R$ 1 bilhão ao ano para a União e de R$ 2,5 bilhões aos estados, levando em consideração apenas os efeitos do quinquênio da magistratura. Caso a gratificação seja estendida, o custo pode chegar a R$ 7 bilhões para a União e até R$ 14 bilhões para os estados. Apesar dos valores significativos para o contribuinte – que banca o Estado através dos tributos –, o impacto orçamentário da PEC 63 sequer é citada no texto da proposta, de autoria do senador Gim Argello (PTB-DF). Esse foi um dos pontos conflitantes durante a votação na CCJ, que contou com o voto favorável do senador Ricardo Ferraço (PMDB). O capixaba fez parte do grupo que condicionou o aval à proposta sob condição da análise do impacto econômico-financeiro no caixa dos Estados antes da discussão no plenário do Senado. Segundo o texto aprovado, a gratificação será calculada na razão de 5% do subsídio a cada cinco anos de efetivo exercício em atividade jurídica, até o máximo de 35%. Esses valores não levarão em conta o teto do funcionalismo, no qual todos os servidores públicos estariam submetidos. Tanto o juiz quanto o membro do MP poderão incluir na contagem o tempo de serviço em cargos públicos de carreiras jurídicas e na advocacia, inclusive aquele prestado antes da publicação da emenda constitucional que resultar da PEC 63.

02/06/2014 / 0 Comments
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Concessão de outorga para uso da água por minerodutos pode ser suspensa em MG

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O jornal O Tempo, de Belo Horizonte (MG), noticiou nesta segunda-feira (2), que a concessão da outorga para uso da água em minerodutos no estado pode ser suspensa. De acordo com a reportagem, a Comissão das Águas da Assembleia Legislativa pede que a outorga seja paralisada, devido ao regime de chuvas escasso, que já dura pelo menos dois anos. A comissão vai lançar uma campanha com o pedido de suspensão das autorizações para captação de águas para projetos industriais, pelo menos até que o nível dos reservatórios volte à média histórica.    A matéria aponta que a medida atinge os minerodutos instalados em Minas Gerais, atualmente ponto de partida de três empreendimentos desse tipo: a Samarco, a Anglo American, que está em fase de instalação, e pelo menos mais três (Manabi, Sul Americana de Metais -SAM – e Ferrous) estão projetados. Como registra o jornal, o montante de água a ser utilizado, proveniente de diferentes bacias que cortam o estado mineiro, é de cerca de 15 mil metros cúbicos por hora.   O deputado Almir Paraca (PT-MG), presidente da Comissão das Águas, chegou a classificar que “o que os minerodutos fazem é um acinte”, e completou que a mineração tem outras formas de se viabilizar, sem sacrificar o uso múltiplo das águas. Em Viçosa, há o temor de que o abastecimento da cidade seja comprometido pela captação de água usada no mineroduto da Ferrous.   O mineroduto da Manabi também gera transtornos. Na cidade de Açucena, a prefeita Darcira de Souza Pereira (PT) revogou a anuência para o mineroduto da empresa, previsto para passar também por municípios capixabas, em abril deste ano. Nota nesse sentido foi divulgada, à época, pela Associação Terra Azul e pelo Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais (FBOMS), ligadas ao Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração.   O documento informa que a prefeita visitou as cidades de São Domingos do Prata, Nova Era, Santa Maria de Itabira, Dom Joaquim e Conceição do Mato Dentro, todas localizadas em Minas Gerais, que também estão no caminho para o qual o mineroduto da Manabi está projetado. Nesse locais, Darcira encontrou “comunidades revoltadas, indenizações injustas, não geração de emprego local, morte de nascentes, assoreamento das águas, acúmulo de resíduos por toda parte, cidades tomadas pela especulação imobiliária e pela inflação, propriedades dilaceradas, queda na produção agrícola e pecuária, famílias expropriadas, águas contaminadas, erosões por toda parte, paisagens depredadas, aumento da prostituição, queda no atendimento dos serviços públicos, dentre outras mazelas”.   Além dos problemas sociais que a implantação de um mineroduto pode causar, a Manabi pretende passar com seu duto por uma Área de Proteção Ambiental (APA), em Açucena, sem sequer registrar esse caminho em seu Estudo de Impacto Ambiental (EIA). A nota ainda destaca que a decisão de não conferir anuência ao empreendimento da Manabi pode impedir o licenciamento prévio do mineroduto, já que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) requer, como pré-requisito ao licenciamento, que todos os municípios afetados estejam em concordância.   No Espírito Santo, a Manabi pretende cortar com seu mineroduto os municípios de Marilândia, Colatina, Baixo Guandu e Linhares. Em uma audiência pública sobre o empreendimento, realizada em fevereiro último, o prefeito de Baixo Guandu, Neto Barros (PCdoB), convocou os moradores dos municípios pelos quais passaria o mineroduto e para o qual está planejado o porto a criarem o “movimento dos atingidos pela Manabi”. Neto Barros, na ocasião, se declarou contrário ao empreendimento.   Além dos impactos deixados pelo mineroduto, a população se tornaria refém do Porto Norte Capixaba (PMC), cuja localização está planejada para o vilarejo de Degredo, próximo a Regência. A Manabi, empresa brasileira de mineração e logística, pretende extrair minério de ferro na região do Morro do Pilar, em Minas Gerais, e transportá-lo por meio do mineroduto até o superporto, gerido pela subsidiária Manabi Logística, que deverá exportar a matéria-prima extraída.   Além dos impactos ambientais gerados por um porto de minério, que constantemente tem seus efeitos comparados à poluição provocada pela Vale e pela ArcelorMittal na Ponta de Tubarão, em Vitória, os pescadores artesanais serão diretamente impactados pelo empreendimento, que também devastará uma área prioritária para preservação, onde há desova regular de tartarugas marinhas.

02/06/2014 / 0 Comments
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Justiça Eleitoral disponibiliza lista de devedores a partidos

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Até esta quinta-feira (5), a Justiça Eleitoral deverá disponibilizar aos partidos políticos a relação de todos os devedores de multa eleitoral. Essas informações vão embasar a expedição das certidões de quitação eleitoral. A atenção com esta listagem é importante, pois a maior causa de recusa a registros de candidaturas é a falta de quitação eleitoral.   A multa eleitoral é uma das penalidades aplicadas pela Justiça Eleitoral por descumprimento de sua legislação. Um dos requisitos para a emissão da Certidão de Quitação Eleitoral é a inexistência de multas aplicadas.   Os filiados a partidos políticos que quiserem se candidatar, se não estiverem em dia com o pagamento da multa ou com o comprovante de parcelamento, ficarão impedidos de obter o registro de candidatura.   De acordo com o parágrafo nono do artigo 11 da Lei das Eleições (Lei n° 9.504/1997), “o acesso dos partidos políticos às relações de devedores de multa eleitoral deve ser feito com a utilização do sistema Filiaweb, mediante habilitação dos usuários dos diretórios nacionais e regionais das agremiações”.

02/06/2014 / 0 Comments
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Deputados ‘convidam’ secretário de Transportes para falar sobre licitação do Transcol

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A Assembleia Legislativa vai “convidar' o secretário estadual de Transportes, Fábio Ney Damasceno, para prestar informações sobre a concorrência pública para outorga do serviço público de transporte coletivo do sistema Transcol. O requerimento, de autoria do deputado Euclério Sampaio (PDT), foi lido na sessão desta segunda-feira (2). O pedetista, que inicialmente defendia a convocação do secretário, criticou a falta de transparência em relação aos participantes da licitação bilionária. Segundo ele, as atuais empresas do setor seriam as únicas participantes da disputa. “Concordei que o pedido de convocação fosse transformado em convite, mas tenho que me manifestar sobre essa questão grave. Na Comissão de Infraestrutura da Assembleia, eu disse que tinha informações [em relação à licitação], que iria se trocar seis por meia dúzia. Estou tentando obter informações [com o secretário Fábio Damasceno] e ele se recusa a fornecer”, afirmou. Segundo Euclério, o parlamentar teria procurado o presidente da comissão licitante [João Victor de Freitas Espíndula], que o teria informado da participação de 11 empresas – seis em um consórcio e cinco em outro concorrente. “São as mesmas empresas que hoje operam o sistema de transporte público. Eu quero acreditar que isso não é verdade, porque vai sair caro para o governador uma licitação feita às portas das eleições. Se hoje o sistema público for dado de presente para financiadores de campanha, vai ficar uma conta muito alta”. O deputado Paulo Roberto (PMDB), que tem exercido o papel de oposição junto com Euclério, também criticou a postura de Fábio Damasceno. “O que intriga é porque a Secretaria não divulga o nome das empresas que participam da concorrência. Isso acaba gerando maior suspeição de que possa haver algum conluio”, afirmou o peemedebista. “Lamentamos é que o transporte é da má qualidade, e o que uma licitação almeja é a melhoria na prestação do serviço. Só tem inocente aqui? Ninguém sabe de nada…”, retrucou Euclério. Em resposta às acusações, o deputado Marcelo Santos (PMDB) saiu em defesa do governador Renato Casagrande sobre a legalidade no processo licitatório. “É claro que a manifestação [do colega] é pertinente, mas estou aqui para informar que a licitação está correndo por força de decisão judicial. Não foi o governo que decidiu a licitação, ele acatou a decisão judicial e está sendo feita como rege o processo licitatório de A a Z”, assegurou o parlamentar, que lembrou a sua participação na CPI do Rodosol, no ano de 2003. Marcelo Santos citou a “herança” recebida pelo governador na área de transporte público. Segundo ele, o setor teve um “buraco que não veio da gestão do socialista”, em alusão às deficiências oriundas da gestão do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) – possível adversário de Casagrande no pleito deste ano e que tem os deputados Euclério e Paulo Roberto como principais aliados na Casa. “No governo passado, tivemos uma ex-diretora, Denise Cadete Gazzinelli, que quase quebrou a Ceturb-GV [companhia responsável pela gestão do Transcol], deixando uma divida de R$ 150 milhões”, pontuou. De acordo com o Regimento Interno da Assembleia, os deputados estaduais podem convocar o secretário ou outras autoridades públicas para prestar esclarecimentos, conforme o capítulo V da norma (artigos 249 a 256). O pedido deve ser aprovado por maioria de votos. No entanto, os deputados chegaram ao consenso para oferecer o convite ao secretário, que pode ou não aceitá-lo. No caso da convocação, a ausência sem justificativa é enquadrada como crime de responsabilidade. Não existe previsão de data – ou sequer obrigatoriedade – para o secretário responder ao convite. Atualmente, o governo do Estado está na fase final da abertura dos envelopes das propostas feitas pelos dois consórcios participantes (Atlântico Sul e Sudeste). Estava marcado para esta segunda-feira o exame da documentação de habilitação dos interessados. Na semana passada, a comissão licitante divulgou a classificação provisória após a abertura dos dois primeiros envelopes – das fases de proposta técnica e proposta financeira. Apesar disso,  não foi divulgado o nome de nenhuma empresa, enquanto a informação obtida na pasta era de que o secretário não estava participando – tampouco iria se manifestar – sobre a disputa. Segundo o aviso publicado no Diário Oficial do Estado, cada um dos dois consórcios venceu um lote da disputa. No lote 01, que abrange a área litorânea (Vila Velha, Vitória e uma parte da Serra), o Consórcio Atlântico Sul obteve 90,20 pontos contra 89,30 pontos do Consórcio Sudeste. No lote 02, que compreende a parte continental (Cariacica, Viana, Vitória e a região oeste da Serra), o Consórcio Sudeste cravou 89,50 pontos contra 89,38 pontos do concorrente. Pelo edital, os dois consórcios devem dividir as receitas estimadas em R$ 13,6 bilhões, uma vez que não é permitida uma mesma empresa e/ou consórcio acumular todos os lotes em disputa.

02/06/2014 / 0 Comments
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Linhares e Vitória estão entre os 100 municípios com melhor índice Firjan do País

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O Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM), criado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) para acompanhar a evolução dos 5.565 municípios brasileiros, revelou em sua 6ª edição que 75 dos 78 municípios capixabas (96,2%) apresentaram nível de desenvolvimento alto ou moderado, bem acima da média nacional, de 60,7%.    Além disso, 14 municípios (17,9%) ocupam elevada posição entre os 500 maiores IFDMs do país, sendo que Linhares e Vitória estão entre os 100 primeiros do Brasil.    Com recorte municipal e abrangência nacional, o IFDM avalia as condições de Educação, Saúde, Emprego e Renda de todos os municípios brasileiros. O índice varia de 0 (mínimo) a 1 ponto (máximo) para classificar o nível de cada cidade em quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento.   Os resultados obtidos têm base em informações oficiais dos ministérios da Educação, Saúde, Trabalho e Emprego. Nesta edição foram utilizados os dados de 2011, o que permite a comparação do desenvolvimento dos municípios com o ano de 2010 – último ano da primeira década do século XXI. A metodologia foi aprimorada para captar os novos desafios do desenvolvimento brasileiro. O principal incremento foi situar o Brasil no mundo, com base em padrões de desenvolvimento encontrados em países mais avançados.   Em 2011, 40 cidades capixabas (51,3%) apresentaram alto desenvolvimento, 35 desenvolvimento moderado e três se enquadraram na classificação regular em relação à Saúde. Em comparação com a edição anterior, 70,5% dos municípios do Espírito Santo registraram crescimento na Saúde, devido, principalmente, a avanços na queda do número de óbitos por causas mal definidas. O destaque ficou por conta de Santa Maria de Jetibá (0,9573), que ocupou o 53º no ranking nacional do IFDM Saúde.   O IFDM de Educação no Espírito Santo apresenta o maior número de municípios com alto grau de desenvolvimento, 48 (61,5%). Foi essa variável que registrou o maior percentual de avanço em comparação com a edição anterior: 58 cidades capixabas (74,4%) evoluíram impulsionadas, sobretudo, por melhorias no atendimento à educação infantil e na distorção idade-série, variáveis que avançaram em 65,4% dos casos. Com notas superiores a 0,9 em Educação, os destaques do estado ficaram por conta de Governador Lindenberg (0,9166), Iconha (0,9013) e Itaguaçu (0,9010).    Já no indicador Emprego e Renda, 49 municípios (62,8%) apresentaram queda na comparação com 2010, devido a um cenário de arrefecimento da atividade econômica, com menor geração de emprego e crescimento de renda. Registraram desempenho regular 41 cidades (52,6%), moderado 22 (28,2%). Apenas Linhares (0,8172) registrou alto desenvolvimento (acima de 0,8) no IFDM Emprego e Renda.   Nos 10 melhores IFDMs do Estado, os municípios apresentaram no mínimo desempenho moderado nos três indicadores. Além disso, sete dos dez registraram aumento nos IFDMs Educação e Saúde em comparação com o ano anterior. Em contrapartida, seis registraram piora na vertente Emprego e Renda. Linhares, primeiro colocado, avançou 3,9% e subiu três posições no ranking estadual, devido ao recuo dos municípios que estavam à sua frente.   Dos Top 10, os oito primeiros apresentaram alto desenvolvimento (acima de 0,8%). A lista completa é composta pelas seguintes cidades: Linhares (0,8556); Vitória (0,8462); Aracruz (0,8288); Colatina (0,8137); Anchieta (0,8112); Santa Maria de Jetibá (0,8061); Cachoeiro de Itapemirim (0,8046); Venda Nova do Imigrante (0,8021); Vila Velha (0,7938) e Serra (0,7923).   No outro extremo do ranking do Espírito Santo, sete municípios permaneceram entre os 10 menores IFDMs: Apiacá, Ponto Belo, Dores do Rio Preto, Ibatiba, Irupi, Pedro Canário e Ibitirama. Apesar de ainda apresentarem um nível de desempenho inferior ao restante do Estado, vale destacar os avanços observados em Apiacá (+0,1%), Ponto Belo (+1,3%), Dores do Rio Preto (+0,8%) e Irupi (+3,0%), únicos desse grupo que cresceram frente ao IFDM de 2010.   Os recuos mais expressivos foram nas cidades de Ibitirama (-5,5%) e Montanha (-4,1%), devido à queda do IFDM Emprego e Renda. Completa a lista das 10 menores o município de Mucurici.   No ranking das capitais brasileiras, Vitória desceu uma posição em relação a 2010,  devido à queda de 5,8% em Emprego e Renda. Ocupa agora o 3º lugar, com IFDM de 0,8462 ponto. No IFDM-Educação, a Capital capixaba ficou com 0,8708, na Saúde com 0,9132, e em Emprego e Renda com 0,7546.

02/06/2014 / 0 Comments
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