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Século Diário

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SOS Ambiental quer participar de processo para reduzir emissões visíveis na Ponta de Tubarão

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O grupo SOS Espírito Santo Ambiental solicitou à secretária de Estado de Meio Ambiente, Diane Rangel, participação no processo de redução das emissões visíveis da Vale e da ArcelorMittal na Ponta de Tubarão.  O pedido é motivado pelo fato de a entidade ter sido autora das denúncias fotográficas e em vídeo enviadas durante meses ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), nas quais era possível constatar a poluição aparente na região ao norte da Praia de Camburi.   O material resultou, em janeiro deste ano, em uma determinação da secretária às poluidoras, para que enviassem, em 60 dias, um relatório técnico ao Iema, contendo a relação, descrição e identificação fotográfica das fontes que apresentem emissões visíveis de poluentes atmosféricos, bem como um planejamento com cronograma de execução para controle dessa poluição.   No pedido, o grupo destaca trecho da ação movida pela Associação Nacional dos Amigos do Meio Ambiente (Anama) contra a ArcelorMittal, no qual o procurador da República Carlos Fernando Mazzoco destaca que o licenciamento regular e a manutenção dos índices de poluição dentro dos parâmetros normativos não fazem com que seja dispensável a melhoria nesses parâmetros, de modo a promover a qualidade de vida do morador. O procurador ainda expressa que “ater-se ao fato de que a poluição causada está dentro dos parâmetros normativos e, assim, deve ser suportada pela população, é tentar menosprezar um problema que aflige a comunidade indistintamente há vários anos, e dar por encerrada uma situação extremamente complexa e fundamental para o desenvolvimento sustentável da cidade”.   O plano de redução das emissões visíveis da Arcelor foi apresentado em março ao Iema e já foi entregue ao SOS Ambiental. Diante disso, e do vencimento do prazo estipulado pela secretária, o grupo também solicitou protocolização no Iema de ofício no qual pede à Vale o encaminhamento de sua proposta de planejamento para controle de emissões visíveis de poluentes atmosféricos. A mineradora ainda não apresentou o seu plano à sociedade civil.   Na área da Vale, as fotografias enviadas pelo SOS retratavam, em maioria, vapores oriundos da aplicação de supressor de pó na transferência 6PP4 (correias 6PP4/6PP6) das Usinas V e VI e da aplicação de água no circuito de emergência das Usinas V e VI. Além disso, as principais fontes de poluentes detectadas de atribuição da Vale foram o carregamento de grãos e farelo nos porões dos navios no Píer 3 do Terminal Portuário e plumas de vapor com coloração avermelhada devido à aplicação de supressor de pó. O Iema também solicitou, no caso da Vale, que o plano para controle de emissões visíveis contemple as chaminés primárias, secundárias e de despoeiramento das usinas de pelotização I a VII.   Em seu plano, a Arcelor lista cada uma de suas fontes emissoras de poluição visível, apresenta os prazos a serem cumpridos pelas mudanças propostas e o valor de cada uma delas. O custo de todas as mudanças que a própria Arcelor julga coerente para diminuir a poluição visível totaliza US$ 92,87 milhões (cerca de R$ 206 milhões), mas a siderúrgica não estima o percentual de redução de emissões, tampouco garante que elas cessarão.

26/05/2014 / 0 Comments
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Convenções se aproximam e chapas proporcionais continuam indefinidas

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Maio se aproxima do final e as movimentações para fechar as coligações partidárias continuam sem definição. Mas a semana promete ser de muita conversa para tentar fechar as composições. O problema está na acomodação das lideranças, que estão de olho nas poucas vagas de deputado federal. No PSDB, por exemplo, o presidente do partido, deputado federal César Colnago, estaria resistente em fechar o acordo já alinhavado com o PSB, do governador Renato Casagrande.    O PSB oferece uma coligação vantajosa para os tucanos, que pode não beneficiar especificamente Colnago na disputa. O PSB tem dois puxadores de votos, o deputado federal Paulo Foletto e o deputado estadual Vandinho Leite. A aliança refutada por Colnago poderia ser ainda mais interessante para Luiz Paulo Vellozo Lucas, que podeira sair como senador, compondo chapa com Casagrande na majoritária.   Essa composição pode ajudar o PSDB a conquistar até duas vagas na Câmara, o que contemplaria Colnago, se o desempenho aquém do esperado do prefeito de Vila Velha Rodney Miranda (DEM) não beneficiasse dois ex-prefeitos na disputa federal, que podem superar o presidente do partido nas urnas: Max Filho (PSDB) e Neucimar Fraga (PV), que também está no palanque de Casagrande.   Mas não é só nessa articulação que as acomodações são complicadas. O PMDB, esvaziado desde a disputa de deputado federal, procura uma chapa que garanta a eleição de Lelo Coimbra e Camilo Cola – que ainda não definiu se disputa mesmo a eleição –, já que Rose de Freitas quer disputar o Senado. Mas quem seria o parceiro do partido na disputa federal?   O PT estuda uma composição majoritária com o PMDB, mas quando se fala em proporcional a união é prejudicial ao partido que tem pelo menos três nomes na disputa de deputado federal: a deputada federal Iriny Lopes, o vice-governador Givaldo Vieira e o ex-prefeito de Cariacica, Helder Salomão. Dos partidos em negociação proporcional, a situação do PT é tida como a mais complicada. Definidas as alianças, o partido corre o risco de ficar falando sozinho.    Diferente situação vive o PDT, que tem sua grande estrela o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal entre os cotados para ser o mais votado na eleição à Câmara dos Deputados. O partido está em condições de conversar com o PT, PMDB e PR e deve deixar para a última hora a escolha do parceiro ideal, o que causa instabilidade nos demais partidos com os quais conversa.    Já o PPS, do prefeito de Vitória Luciano Rezende, não quer coligar com o PSB, já que o capital de sua aposta para federal, o presidente da Câmara de Vitória, vereador Fabrício Gandini, não teria fôlego para entrar em uma disputa com os nomes fortes do ninho da pomba: Vandinho e Foletto.   Mostra desse cenário instável pode ser percebida das mudanças feitas pela Renova Espírito Santo. A frente começa a semana com mais uma mexida interna, que já vem se tornando frequentes no grupo. A movimentação desta vez é pela divisão em duas pernas para a federal para abrigar a entrada do Solidariedade, Pros e PSD. A divisão seria dos três partidos mais o PV em uma perna e o agrupamento das demais siglas – PP, PTC, PHS, PSL, PRTB, PSDC e PTdoB –, acrescidos do retorno do PRB em outra perna para  federal. O grupo mantém conversas com o PPS de Gandini e o PCdoB, que ainda espera sinalização da nacional para definir seu espaço no Espírito Santo.    Se na composição federal a acomodação dos partidos é difícil, para a disputa à Assembleia a situação é ainda mais indefinida. Os partidos observam as movimentações dos partidos para tentar evitar as chapas com os chamados puxadores de votos, que podem desequilibrar as coligações.    Neste sentido, merecem cuidados e discussão entre as lideranças as composições com Guerino Zanon (PMDB), Da Vitória (PDT), Glauber Coelho (PSB), Frei Onorio (PT), Atayde Armani (DEM) e outros. 

26/05/2014 / 0 Comments
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TJES divulga resultado final do concurso para juiz substituto

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O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) divulgou, nesta segunda-feira (26), o resultado final do concurso público para juiz substituto. Ao todo, 85 candidatos foram aprovados na seleção, porém, apenas os 40 primeiros devem tomar posse até o final do ano. De acordo com levantamento da reportagem, o primeiro grupo dos 20 novos togados – que devem tomar posse nos próximos dias – conta com oito juízes que atuam em outros estados; quatro promotores de Justiça; e mesmo número de advogados. A lista conta ainda com dois servidores da Justiça Eleitoral, um defensor público e um delegado. O primeiro colocado no certame foi o promotor de Justiça capixaba, Thiago Xavier Bento, que ficou com a nota final de 8,405. Em seguida aparece o juiz distrital Fernando Cardoso Freitas, irmão do juiz Rodrigo Cardoso Freitas e ex-assessor do desembargador Álvaro Bourguignon, que ficou com a nota de 8,086. Na sequência, a lista traz dois candidatos que saíram do Espírito Santo após aprovação em concursos para a magistratura em outros estados: Paula Moscon Lordes, juíza na Bahia, com nota de 7,754; e Gustavo Mattedi Regiani, juiz em Pernambuco, que ficou com 7,700. O quinto colocado na seleção foi Andre Guasti Motta (7,543), que ocupa a função de juiz em Alagoas, seguido do advogado fluminense Ralfh Rocha de Souza (7.523); do promotor de Justiça na Bahia, Fabio Pretti (7,496); do advogado capixaba Rafael Fracalossi Menezes (7,405); e de outro promotor no MP baiano, Thiago Albani Oliveira (7,404). O décimo aprovado no concurso foi Marcelo Féres Bressan, que é juiz estadual no Rio de Janeiro, com nota de 7,401. Nas colocações seguintes foram listados: Milena de Jesus Sousa, servidora efetiva do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia, com nota de 7,376; Renato Levi Dantas Jales, juiz estadual no Piauí, 7,267 (único candidato com resultado sub judice entre os vinte primeiros aprovados); Ewerton Nicoli, juiz no estado da Bahia, 7,265; e Gideon Drescher, servidor efetivo no TRE capixaba, 7,241. O 15º colocado foi o defensor público capixaba, Diego Ramirez Grigio Silva, filho do desembargador Willian Silva, que ficou com a nota final de 7,214. Em seguida, a relação de aprovados traz os nomes de Bruno Silveira de Oliveira, professor universitário e advogado capixaba, com nota de 7,213; Vinicius Dona de Souza, juiz estadual no estado do Paraná, 7,196; Geraldo Augusto Arruda Neto, delegado de Polícia em Goiás, 7,191; José Borges Teixeira Junior, promotor em Minas Gerais, 7,167; e do advogado baiano Ivo Nascimento Barbosa, que fecha o primeiro grupo de novos togados com nota de 7,157. Ao todo, a lista divulgada pelo presidente da banca do concurso, desembargador Fábio Clem de Oliveira, conta com 85 nomes de candidatos aprovados, sendo seis deles sub judice. O tribunal capixaba já informou que os primeiros 20 colocados devem ser nomeados tão logo o concurso seja homologado – a previsão é de que isso ocorra até o início de junho. A administração do TJES estima que até 40 novos juízes desse concurso sejam nomeados até o final de agosto. O atual presidente da corte, desembargador Sérgio Bizzotto, declarou que “vai promover todos os esforços possíveis para a nomeação da outra metade dos aprovados até o final de sua gestão”. Atualmente, existem 20 cargos vagos de juízes substitutos e 49 de juízes de Direito. Existe a previsão da abertura de outras 19 vagas de juízes com a promoção de sete juízes para o cargo de desembargador e outros 12 que devem ser aposentados compulsoriamente. Veja abaixo a relação final dos aprovados no concurso público para juiz substituto do TJES: 10003507, Thiago Xavier Bento, 3.50, 8.405, 1 / 10000836, Fernando Cardoso Freitas, 3.25, 8.086, 2 / 10000241, Paula Moscon Lordes, 1.75, 7.754, 3 / 10002513, Gustavo Mattedi Regiani, 5.00, 7.700, 4 / 10000500, Andre Guasti Motta, 5.25, 7.543, 5 / 10002447, Ralfh Rocha de Souza, 1.50, 7.523, 6 / 10002110, Fabio Pretti, 3.25, 7.496, 7 / 10002872, Rafael Fracalossi Menezes, 3.25, 7.405, 8 / 10002879, Thiago Albani Oliveira, 2.00, 7.404, 9 / 10001476, Marcelo Feres Bressan, 1.00, 7.401, 10 / 10004442, Milena de Jesus Sousa, 0.75, 7.376, 11 / 10000320, Ewerton Nicoli, 1.25, 7.265, 13 / 10002365, Gideon Drescher, 2.25, 7.241, 14 / 10002211, Diego Ramirez Grigio Silva, 2.75, 7.214, 15 / 10003241, Bruno Silveira de Oliveira, 5.75, 7.213, 16 / 10004509, Vinicius Dona de Souza, 1.75, 7.196, 17 / 10002597, Geraldo Augusto Arruda Neto, 2.25, 7.191, 18 / 10001683, Jose Borges Teixeira Junior, 0.50, 7.167, 19 / 10005029, Ivo Nascimento Barbosa, 1.25, 7.157, 20 / 10002425, Leandro Duarte, 0.50, 7.155, 21 / 10004511, Diego Costa Pinto Dantas, 2.25, 7.133, 22 / 10002416, Valeska Mesquita Pessotti Bassetti, 1.25, 7.102, 23 / 10001223, Murilo Ribeiro Ferreira, 0.75, 7.078, 24 / 10001107, Tiago Favaro Camata, 1.25, 7.076, 25 / 10004340, Glauco de Oliveira Freitas, 1.75, 7.062, 28 / 10000874, Helthon Neves Farias, 0.25, 7.054, 29 / 10003502, Paulo Sarmento de Oliveira Junior, 3.25, 7.019, 30 / 10003065, Frederico Ivens Mina Arruda de Carvalho, 1.25, 6.986, 31 / 10000889, Rodrigo Gasiglia de Souza, 2.25, 6.976, 32 / 10002807, Cássio Jorge Tristão Guedes, 1.25, 6.967, 33 / 10001300, Eduardo Geraldo de Matos, 1.75, 6.961, 34 / 10004515, Amanda Azevedo Ribeiro Alves, 0.00, 6.958, 35 / 10003373, Walmea e Carvalho, 3.25, 6.956, 36 / 10000529, Glaucia Fernandes Paiva Saenger, 1.00, 6.950, 37 / 10000925, Samuel Miranda Gonçalves Soares, 1.75, 6.944, 38 / 10001302, Thaita Campos Trevizan, 4.25, 6.907, 39 / 10000369, Miguel Maira Ruggieri Balazs, 0.50, 6.897, 40 / 10004088, Thiago de Albuquerque Sampaio Franco, 1.50, 6.897, 41 / 10001488, Marcelo Soares Gomes, 1.75, 6.882, 42 / 10003517, Izaqueu Lourenço da Silva Junior, 1.75, 6.862, 43 / 10000870, Salim Pimentel Elias, 0.75, 6.859, 44 / 10004017, Raphaela Borges Micheli Tolomei, 2.00, 6.853, 45 / 10005308, Patrícia Plaisant Duarte, 1.00, 6.841, 47 / 10000852, Bernardo Fajardo Lima, 2.75, 6.834, 48 / 10003272, Rafael Murad Brumana, 2.75, 6.831, 49 / 10000278, Lara Carrera Arrabal Fernandes, 1.25, 6.810, 50 / 10000410, Thiago Balbi da Costa, 1.75, 6.807, 51 / 10004051, Diego Franco de Santanna, 1.25, 6.799, 52 /

26/05/2014 / 0 Comments
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Investigadores aprovados no concurso de 1993 cobram nomeação

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Os investigadores Polícia Civil aprovados no concurso de 1993, que aguardam nomeação, iniciaram um movimento nesta segunda-feira (26) para pressionar o governo do Estado para que possam dar início às atividades. Os investigadores aprovados decidiram comparecer todas as segundas-feiras à Assembleia Legislativa com o objetivo de alertar os deputados sobre a demora para a convocação. Com o protesto, eles esperam sensibilizar os parlamentares e o governo sobre a questão.    Nesta segunda-feira, os investigadores participaram da reunião da Comissão de Segurança da Casa. Ainda restam as nomeações de 120 investigadores para que todos os aprovados no concurso de 1993 sejam nomeados.    Apesar de o concurso ter sido realizado em 1993, apenas em 2011 os investigadores começaram a ser nomeados, depois de extensa batalha judicial que teve as principais derrotas para a categoria nos anos do governo Paulo Hartung, entre 2003 e 2010.    A realização do movimento foi definida em reunião entre os candidatos e o Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado (Sinpol). De acordo com a entidade, a nomeação pode contribuir para a segurança pública do Estado e para toda a sociedade, uma vez que o quadro de investigadores está defasado.  

26/05/2014 / 0 Comments
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Artistas promovem bate-papo sobre a exposição eumuseu rosana paste

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Nesta terça-feira (27), a Galeria Matias Brotas recebe a artista plástica capixaba Rosana Paste com o coletivo Lobo Pasolini, Taiza Ammar e Jocimar Nalesso para falar sobre o processo de criação da exposição e do livro eumuseu rosana paste, recém-lançados na galeria. Neste contexto do trabalho individual em coletivo, eles também vão abordar um histórico do movimento artístico desde a década de 80. As vagas são limitadas.   A convite da artista Rosana Paste, o jornalista, videoartista e escritor Lobo Pasolini, a designer gráfica Taiza Ammar e o fotógrafo Jocimar Nalesso, foi formado o coletivo artístico que resultou na criação do livro eumuseu rosana paste, lançado no início de maio na Galeria Matias Brotas.    Através de um bate-papo descontraído, o grupo vai abordar questões que permeiam movimentos que tiveram início nos anos 80. Segundo Rosana Paste, que fez e faz parte desse momento, ao final da década de 80, o movimento nas artes plásticas se hibridiza: Começa a desaparecer aquela figura solitária dentro do ateliê, quase que um ser místico, impenetrável, e inicia uma formação de grupos onde a discussão gira em torno do trabalho individual, mas com uma pegada de formação de grupos com pessoas de várias áreas.   “Na década de 90, o movimento coletivo se fortalece, e o novo milênio se consolida com criação de coletivos, onde projetos em arte, seja de qualquer área, ganha força. O circuito de galerias, crítico, historiador não é mais único, são possíveis outros circuitos, outras falas. O coletivo não é mais tão autoral, ou melhor, as ideias se complementam, o artista se fortalece em grupo”, complementa.   A exposição eumuseu rosana paste fica na Galeria Matias Brotas até o dia 14 de junho e o livro de mesmo nome também está sendo vendido no local. Depois de nove anos sem expor, a artista plástica capixaba retorna com essa exposição individual. A exposição reúne esculturas, fotografias, desenhos, plotagens, com foco no desenvolvimento da proposição artística Geografia Genética, onde entra o corpo como obra, a história e a memória, que ela revela também através de fotos comparativas de três gerações de sua família: ela, Dona Jove (mãe), Daniel (filho).   Na performance  artista de corpo presente, Rosana, como proponente, convida Taiza Ammar, Lobo Pasolini e Jocimar Nalesso, o coletivo que desenvolveu o trabalho do livro. A artista coloca seu corpo como eixo principal do trabalho em processo. Outra referência importante na obra da artista é a utilização de múltiplos. Nesta mostra os múltiplos aparecem em sete delicadas e instigantes esculturas de cadeiras em aço inox e veludo com o titulo entre rainhas.   Sete livros de chumbo, com pele de coelho e encadernados com fio de prata, também são múltiplos na exposição. A exposição reúne trabalhos feitos a partir de uma gama de materiais que vem marcando a trajetória da artista e dando corpo à suas ideias filosóficas, incluindo chumbo, pele de coelho, aço inox, o veludo e mármore sintético. O projeto foi iniciado em 2002, mas as esculturas e o livro foram realizados entre 2013 e 2014.   Serviço   Encontro na Galeria Matias Brotas com a artista Rosana Paste e o coletivo acontece nesta terça-feira (27), às 19h, na Galeria Matias Brotas. Avenida Carlos Gomes de Sá, 130, Vitória. (subida da Maternidade Santa Úrsula. Vagas limitadas. Confirmar presença pelo telefone 3327-6966. Entrada gratuita. 

26/05/2014 / 0 Comments
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Kerouac: Satori em Paris

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Jack Kerouac nasceu em uma família franco-canadense. Ele se tornou um dos mais importantes expoentes da geração beat norte-americana. Seus principais romances são On the Road, Visões de Cody, Os Vagabundos Iluminados e Os Subterrâneos. Um de seus últimos escritos é o livro Satori em Paris, que vou tematizar aqui.   Neste livro, Satori em Paris, Kerouac empreende uma busca pelos seus antepassados franceses. Ele parte para uma viagem à Europa, sobretudo a França, e com o objetivo de chegar às origens dos Kerouac na Bretanha. Satori em Paris acaba por se tornar uma obra literária que é um híbrido de diário de viagem e autobiografia, além de ser também algo estilisticamente definido como realidade romanceada, o que se pode ver em outras obras de Jack Kerouac, como por exemplo na bem-sucedida obra On the Road.   Satori em Paris foi publicado em 1966. Autobiografia alucinada de um escritor que viveu o mundo beat. Escritor que foi representante desta geração que prenunciou, na literatura, o que viria: a geração hippie e a expansão da consciência com as drogas (quando ainda estas substâncias faziam parte de uma busca espiritual e de uma ideologia libertária, e não o flerte com a morte que é sua realidade concreta depois dos baques que esta mesma geração hippie sofreu, sobretudo na overdose de músicos famosos).   Satori em Paris, então, é o relato de um escritor em busca de suas origens familiares, e como está no título, satori é a iluminação espiritual de cunho budista, o nirvana como extinção da chama da vida, que é a libertação do ciclo prisional das reencarnações. Satori é a busca empreendida pela origem espiritual, pela essência divina.    O misticismo oriental, neste livro de Kerouac, se dá como o satori que se torna, para este escritor, uma busca pela genealogia familiar. O escritor Kerouac quer o satori, tem a iluminação, sua viagem não é em vão, ele experimenta o êxtase, e não abre mão do álcool e nem de sua busca pelas bibliotecas por obras de origem, que é a trama da genealogia, da iluminação espiritual (satori), da viagem e do diário desta experiência.    O romance real, que é misto de relato, ficção e autobiografia, se consuma então nisso: literatura de vida, satori, genealogia familiar e encontro literário de um escritor com sua essência. A retomada de seu próprio sangue, a Bretanha como mito de origem, o satori como essência espiritual recuperada.  Satori em Paris junta a aventura de um escritor com o sentido espiritual da origem de seus antepassados. E este satori, por sua vez, também tem algo de atávico, é o ser iluminado que conhece sua própria verdade. A literatura, neste caso, deixa de ser apenas ficção, e se torna uma busca que vira autobiografia e reconstrução de uma identidade. Kerouac, nesta busca, encontra a si mesmo, seja na sua família, seja na sua alma, e a literatura é só o resultado útil desta viagem em busca de si mesmo.   Satori, iluminação súbita, é o sentido que acompanha Kerouac pelas ruas de Paris e da Bretanha no seu reconhecimento através dos nativos que encontra nesta jornada de identidade e descobertas. Satori em Paris que se faz como viagem de turismo de Kerouac que é, em suma, pesquisa de sua origem familiar, e que, como satori, também é a descoberta de si na iluminação do espírito. Kerouac é o protagonista e narrador desta sua própria história, e que se torna ainda mais autêntica, pois não é apenas uma viagem por lugares geográficos, mas por situações espirituais que misturam a embriaguez do álcool com as conversas de um homem de Quebec (Kerouac) e bretões que são a fundação de sua língua.    Kerouac também passa por uma experiência linguística nesta busca, o francês falado é entendido, Kerouac consegue se fazer entender pelos nativos, e a busca se torna concreta na Bretanha, segundo o próprio: “Fui à França e à Bretanha apenas para olhar esse meu velho nome que tem cerca de trezentos anos e jamais mudou em todo esse tempo, pois quem mudaria um nome que significa simplesmente Casa (Ker), No Campo (Ouac).”   Satori em Paris, estilisticamente falando, é uma obra literária fragmentada. Isso é reflexo do método de Jack Kerouac de escrita: a prosa espontânea. O modo em que se dá o relato de viagem neste livro de Kerouac é resultado, também, de experiências literárias anteriores, o que vem direto de seu sucesso com On the Road, em que se consagrou a prosa espontânea de álcool e jazz, de frenesi literário que tem como estilo o fluxo de consciência e a fragmentação, o que pode ser visto em outros expoentes da geração beat como William Burroughs ou na poesia de Allen Ginsberg.    O modo de escrita de Kerouac, usando da prosa espontânea, vai ao encontro do misticismo budista em forma literária, a busca da literatura de Jack Keroauc passa pela estrada rumo ao Oeste em On the Road, e no fim desta busca de frenesi literário se consuma com Satori em Paris que é o sumo budista e essencial de todo o trajeto deste escritor beat.   Satori em Paris é um grand finale para a obra de Jack Keroauc, o que, então, é um movimento invertido: Keroauc finaliza a sua vida e a sua literatura com a busca de seu começo, quer dizer, no fim de seu caminho, de sua “estrada”, com Satori em Paris, Keroauc empreende o lema do poeta T.S. Elliot: “no meu fim está meu começo”.    Kerouac chega nos seus próprios estertores com o fito de encontrar e descobrir sua essência sanguínea e espiritual. Sua genealogia, sua viagem, é nada mais que a descoberta de si mesmo na sua origem familiar e na sua essência espiritual, o que, por sinal, são uma e mesma coisa: Satori aqui se transmuta de iluminação espiritual e se torna a própria busca desta viagem.    A genealogia familiar de Kerouac é sua essência e iluminação espiritual. Ou seja, saber de onde veio os

25/05/2014 / 0 Comments
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Disputa entre Hartung e Casagrande representa a manutenção do ES-2030

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Em novembro de 2011, ano em que Renato Casagrande (PSB) se elegeu governador do Estado em parceria com a organização social Espírito Santo em Ação, lançou o projeto de elaboração do plano ES-2030, um plano de ação do governo para as duas décadas seguintes. Em dezembro de 2013, o Plano estava pronto e foi apresentado em solenidade com a presença das autoridades do Estado.    O lançamento consolidou aquilo que Casagrande pregou em sua eleição, que faria um governo de continuidade, afinal, antes do ES-2030, seu antecessor, Paulo Hartung (PMDB) governou seguindo as diretrizes de seu projeto de governo, o ES-2025, também elaborado em parceria com a Espírito Santo em Ação, ou seja, a matriz dos dois projetos é exatamente a mesma.   Por isso, embora os principais atores falem em quebra da unanimidade ou fim da unidade, os observadores dos movimentos eleitorais deste ano defendem que essa unanimidade não acabou, apenas se dividiu em uma luta pelo poder. Isto porque, independentemente do vencedor da disputa estadual, o novo governo deve seguir as mesmas diretrizes do ES-2030.    A tendência, para os meios políticos é de que, em se mantendo a polarização da disputa eleitoral, o embate entre Casagrande e Hartung deve se restringir à comparação das realizações dos dois candidatos à frente do governo. Mas dificilmente, o projeto de governo do Estado será discutido, já que isso demandaria uma quebra de relação com o segmento empresarial do Estado, que dá as cartas na gestão política capixaba, muito antes de Hartung ou Casagrande ascenderem ao governo.   Sem contar que essa mesma classe empresarial é a principal financiadora das campanhas. Se a polarização se consolidar, a única coisa que muda é que os empresários deverão apostar nos dois “cavalos”, já que os dois projetos se encaixam às expectativas do empresariado capixaba.   A entrada de outros agentes na disputa eleitoral poderia levar a uma reflexão se o projeto ES-2030 atende aos interesses da sociedade como um todo e não apenas a elite empresarial do Estado, mas nem todos os nomes cogitados para a entrarem na disputa teriam condições de fazer esse debate.    O ex-prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi, que tenta manter no PSDB seu nome na disputa, tem ligação com o grupo de Hartung, assim como o presidente do PT estadual, João Coser. Por isso, nos meios políticos, eles não representam uma mudança no modelo de gestão do Estado, caso tivessem chance de vitória.    Proposta bem diferente tem o Psol. O partido poderia debater o atual projeto político do Estado com Camila Valadão (PSol). A candidata do Psol ao governo está alinhada a uma proposta ideológica credenciada para questionar o formato da política vigente. Mas o pouco tempo do PSol de TV pode prejudicar um aprofundamento do debate.   Já o senador Magno Malta (PR), caso entre na disputa, também combate o modelo atual, com um discurso conservador, que mobiliza o eleitorado mais humilde, que se identifica com sua candidatura. Mas, até o momento, o senador republicano não dá sinais de que entrará no jogo político local deste ano. Malta ainda insiste no projeto de se lançar candidato à Presidência da República, mas sem contar com a apoio do próprio partido.

25/05/2014 / 0 Comments
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Coser, Malta e Vidigal atraem a atenção da classe política e dos candidatos ao governo

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Nerter Samora e Renata Oliveira     Tanto quanto os candidatos ao governo, três lideranças partidárias do Estado têm chamado a atenção da classe política e levam definições para os palanques que escolherem. Papo de Repórter analisa a importância de Sérgio Vidigal (PDT), João Coser (PT) e Magno Malta (PR) para o jogo eleitoral de 2014 no Espírito Santo.    Nerter – Este período pré-eleitoral está cercado de incertezas e a principal delas ronda o silêncio do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) sobre sua candidatura ao governo do Estado. Na verdade a única certeza até agora é que o governador Renato Casagrande (PSB) vai disputar a reeleição, mas contra quem? Ou melhor, contra quantos? Mas há outros personagens nesse jogo político que também têm papéis importantes a desempenhar no tabuleiro eleitoral do Estado. Os movimentos dos chamados coadjuvantes também são acompanhados com interesse pela classe política.    Renata – Tirando essa dúvida sobre os nomes realmente cotados para a disputa, sobretudo em relação ao ex-governador Paulo Hartung – que até agora não assumiu pré-candidatura coisa alguma –, a pergunta que mais se ouve é: Magno Malta (PR) vai ser candidato a presidente ou a governador? Essa pergunta é tão difícil de responder quanto a de quem vai ganhar a eleição deste ano: Renato Casagrande ou Paulo Hartung. Magno faz movimentos que confundem a classe política e acho que essa é a intenção dele mesmo.    Nerter – Pois é. Ele insiste em misturar a candidatura a presidente da República, mesmo com a negativa do PR nacional, mas garante que o partido vai ter candidato ao governo. Veja bem, que o partido vai ter candidato ao governo, não diz que ele pode disputar. Mas se não for ele, vai ser quem? Vai sacrificar o candidato ao Senado, o delegado Fabiano Contarato? O PR está esvaziado desde que seus quadros de maior destaque deixaram o partido no ano passado, aliás, deixaram o partido porque não concordavam com os movimentos do senador, que naquele momento articulava a candidatura ao governo. Depois que as lideranças saíram, Malta começou a falar em Presidência. De qualquer forma, ele tem uma boa fatia do eleitorado, sem falar que Hartung corre de uma disputa com ele.    Renata – Daí a tentativa de outro grande coadjuvante dessa história, o ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal de tentar levar Malta para o palanque de Hartung. Isso chega a ser uma heresia política, mas como Malta é imprevisível e em se tratando de Hartung tudo é possível, por que não?   Nerter – Vidigal já escolheu seu lado, não é? Mas o caminho de Vidigal é o mais previsível. Ele pensa na Serra, pensa em 2016 e, evidentemente, pensa em criar condições de enfrentar, novamente Audifax Barcelos nas urnas. Como o prefeito da Serra é o do PSB e ele tem esse projeto de voltar à prefeitura, não vai para o palanque de Casagrande. Como só há, até aqui, dois palanques, o jeito é ficar com o PMDB. Vidigal tem como missão no Estado garantir uma chapa forte de deputado federal, mas o PDT deste ano é diferente do PDT de 2010, que elegeu três deputados federais. Este ano ele é o grande chamariz da chapa proporcional. Então, essa movimentação para conquistar espaços na chapa proporcional vai exigir um exercício de convencimento, porque o que o PDT oferece não é Sérgio Vidigal para a vice.   Renata – O PT parece o mais perdido em toda essa história e tem mais imagem do que peso político, mesmo assim, é um importante aliado nessa medição de forças entre os candidatos ao governo. Casagrande ofereceu bastante espaço e uma boa composição proporcional. O PT caiu no canto da sereia que veio do palanque de Hartung. O grupo do ex-prefeito de Vitória, João Coser ficou aceso quando soube que Hartung estava na iminência de entrar na disputa. Desdenhou o palanque de Casagrande e estreitou relações com Hartung. E agora está isolado, nem de um lado nem de outro. Com a esnobada do PT, Casagrande declarou apoio ao Eduardo Campos, fechando a porta para os petistas. Era o fim da neutralidade prometida por Casagrande para manter o PT na base do governo. Hartung insinuou que estaria com o grupo petista, mas passou a flertar com os tucanos, o que inviabiliza a aliança com o PT. Agora tem essa história de conversa com Lula, mas está difícil acreditar que Hartung vá mesmo puxar o palanque de Dilma Rousseff no Estado. O que ele queria era tirar o PT do palanque de Casagrande, ao que tudo indica, conseguiu. Agora Hartung blefa com o PT nacional para tentar atrair também o PSDB. Coser, desesperado, depois do encontro com os petistas no sábado (25), retoma o projeto de aliança com o PSB, mas agora pode ser muito tarde. O PT perdeu o bonde. A senadora Ana Rita que desde o princípio defendia a manutenção da aliança com Casagrande, disse que o “vacilo” do PT foi um erro estratégico. Agora só resta aos petistas se agarrarem na remotíssima volta à base de Casagrande.   Nerter – Aí se fala na escolha que ele teria de fazer entre PT ou PSDB e DEM. As nacionais falam da impossibilidade de alianças, mas no Estado, a política de grupo acima da política partidária pode dar um jeito nesses problemas. Essa lenga-lenga na verdade não garante nada. É preciso saber como ficarão as coisas na nacional e como será a definição das principais lideranças do jogo político. Muita gente está se unido em torno dos palanques, mas nada está fechado ainda. É claro que há aqueles que sabemos já definiram suas posições, como o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS) e o senador Ricardo Ferraço (PMDB), assim como o prefeito de Vila Velha pelo palanque de Paulo Hartung. Mas o resto é um jogo de empurra-empurra, que só deve se definir mais próximo das eleições.    Renata – A aparente vantagem de Casagrande atrai as lideranças para seu palanque. Ele causou impacto com as declarações de

25/05/2014 / 0 Comments
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Ministério da Saúde vai sustar artigo de portaria que regula tratamento de câncer

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O Ministério da Saúde vai sustar um dos artigos da Portaria 876/2013, que regulamenta a aplicação da Lei 12.732/2012, que trata do início do tratamento, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de paciente diagnosticado com neoplasia maligna (câncer). O dispositivo considera como ponto de partida, ao tratar do prazo máximo de 60 dias para início do tratamento, o dia do registro do diagnóstico no prontuário do paciente, enquanto a lei fixa como referência a data da assinatura do laudo patológico.   A disposição da pasta em rever a portaria foi revelada por Patrícia Sampaio Chueiri, coordenadora-geral da área de Atenção à Saúde das pessoas com doenças crônicas. Ela falou durante audiência pública realizada na quinta-feira (22) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que teve por finalidade avaliar o primeiro ano de vigência da lei. Ela disse que a pasta reconheceu que há divergência entre a regulamentação e o texto legal.   “O artigo vai cair e as providências estão acontecendo dentro do ministério. O que podemos fazer é nos esforçar para que a decisão seja mais rápida”, disse Patrícia, quando questionada sobre previsão para o desfecho da medida.   A audiência foi proposta pela senadora Ana Amélia (PP-RS), que atuou como relatora da matéria no Senado. A lei completou um ano exatamente no dia do debate, que reuniu especialistas, dirigentes de entidades que cuidam de pacientes com câncer e membros do Ministério Público. O presidente da CAS, senador Waldemir Moka (PMDB-MS), dirigiu os trabalhos.   De acordo com a Lei 12.732/12, o paciente com câncer receberá gratuitamente, no SUS, todos os tratamentos necessários e terá o direito de se submeter ao primeiro tratamento no prazo de até 60 dias contados a partir do dia em que for diagnosticada a neoplasia maligna, com a realização de terapia cirúrgica ou com o início de radioterapia ou de quimioterapia, conforme a necessidade do caso.   A norma também estabelece o direito do paciente diagnosticado com câncer ao acesso gratuito e “privilegiado” a analgésicos, no caso daqueles que sofram com dores intensas. O descumprimento da lei submeterá os gestores direta e indiretamente responsáveis às penalidades administrativas.

25/05/2014 / 0 Comments
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Pautas ambientais polêmicas estarão em discussão na Assembleia esta semana

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Nesta semana, a questão ambiental estará em discussão na Assembleia Legislativa (Ales). Na quarta-feira (22), às 18h30, a Frente Parlamentar Ambientalista dará continuidade à série de audiências públicas iniciada no ano passado sobre a qualidade do ar na Região Metropolitana de Vitória. Já na quinta-feira, às 11h, o diretor da TPK Logística, José Salomão Fadlalah, apresentará à Comissão de Meio Ambiente os programas de investimentos, perspectivas de crescimento e o impacto ambiental no entorno da construção do Porto Central de Presidente Kennedy (sul do Estado), cuja construção é de atribuição da TPK.   A série de audiências públicas sobre a qualidade do ar na Grande Vitória começou no mês de setembro do ano passado. Desde o início das audiências, sempre convocadas pelo deputado Cláudio Vereza (PT), os representantes da sociedade civil, em maioria reunidos nas instituições SOS Espírito Santo Ambiental, Associação Nacional dos Amigos do Meio Ambiente (Anama), Conselho Popular de Vitória (CPV), Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC), Associação dos Amigos do Parque da Fonte Grande (AAPFG) e de diversas associações de moradores, clamavam pelo enclausuramento dos pátios de estocagem e das esteiras existentes no Complexo de Tubarão, das empresas Vale e ArcelorMittal, e também pela abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a poluição do pó preto na região.   O pedido de abertura da CPI fora, pouco antes, arquivado por conta da falta das assinaturas mínimas necessárias para iniciar a investigação. A bancada do PT, com cinco deputados, que seria decisiva no processo, foi omissa e optou por não assinar o pedido, protocolado pelo deputado estadual Gilsinho Lopes (PR). Na última das audiências, Vereza tentou se justificar, dizendo que não assinou a abertura da CPI porque o autor não lhe pediu e só teria lembrado da bancada do PT após a debandada de sete assinaturas das 10 registradas. O petista ainda atacou a insistência da sociedade civil. “Quero ver falarem numa CPI igual falaram aqui”, completando, na ocasião: “Elejam os deputados, formem a CPI se assim acreditarem”. Um relatório foi produzido a partir dessas audiências. Entretanto, neste as “façanhas” das poluidoras foram exaltadas, ao invés das críticas realizadas pela sociedade civil.   Já o Porto Central de Presidente Kennedy apresenta polêmicas desde o início do projeto. A empresa de negócios sequer consta como proprietária da área onde deve ser instalado o porto, cujo loteamento é de propriedade da empresa mineira Predial Itabirana. A empresa move, atualmente, duas ações judiciais contra o governo do Estado, município de Presidente Kennedy e a empresa TPK Logística SA, que é responsável pela construção do Porto Central e cujo representante estará presente em audiência na Assembleia nesta semana. Apesar da rejeição dos pedidos de liminar para impedir a veiculação de informações sobre o empreendimento, os casos seguem em apreciação no Tribunal de Justiça do Estado (TJES).   O projeto do Porto Central prevê a construção de um complexo industrial e portuário em uma área de aproximadamente 6.800 hectares (equivalente a 68 milhões de metros quadrados). No entanto, a área portuária deve ser de 2.000 hectares (20 milhões de metros quadrados), sendo que a primeira fase pode ocupar 1.500 hectares (15 milhões de metros quadrados), segundo dados divulgados pela TPK.   Hoje a polêmica está sendo discutida em ações na Justiça Estadual. Os donos do loteamento alegam que as áreas foram avaliadas entre R$ 160 milhões e R$ 197 milhões, conforme os laudos de dois peritos que prestam serviços de avaliação à Justiça. Esse valor deve servir como marco inicial para a negociação com o Estado, que estabeleceu a criação de uma comissão no âmbito da Secretaria estadual de Desenvolvimento (Sedes) para negociar as áreas.   No mesmo mês, a empresa ZMM Empreendimentos e Participações Ltda, criada para dar vazão à negociata para compra de terrenos para a Ferrous Resources em 2008, formalizou o pedido de Licenciamento Prévio (LP) para a implantação do porto. Atualmente, de acordo com a consulta online de licenciamento no site do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), falta ainda a Análise Final para que seja emitida a LP. Depois da emissão dessa, com as condicionantes cumpridas, poderá ser emitida a Licença de Instalação (LI). A terceira e última fase é a Licença de Operação (LO), quando se avalia a implantação dos programas ambientais e se autoriza – ou não – o início da operação do empreendimento.   Durante a audiência pública do empreendimento, os moradores de Kennedy e de municípios vizinhos, no extremo norte do Rio de Janeiro, levaram a preocupação com o impacto das obras sobre a atividade pesqueira da região. De acordo com Ronaldo Martins, primeiro secretário da Associação de Pescadores de Marabá, uma das regiões pesqueiras de Kennedy, o Porto Central devastará uma área de pesca abundante de camarões, impedirá a pescaartesanal devido à ocupação marítima e costeira e, além de tudo, poderá influenciar na erosão de outras praias do município, rendendo reflexos até mesmo à cidade vizinha de Marataízes. Há uma preocupação crescente entre os moradores devido aos impactos ambientais decorrentes da instalação do Porto de Açu, em São João da Barra, no norte fluminense.    Em agosto do ano passado, o governador Renato Casagrande assinou o Decreto nº 1825-S, que declara de utilidade pública as áreas no município destinadas à implantação do complexo portuário. Apesar do início do processo de licenciamento, os representantes da empresa projetam o início das obras para o segundo semestre de 2014. A previsão é de que o porto de águas profundas entre em operação em 2017.

25/05/2014 / 0 Comments
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