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Justiça afasta vereador e promotor por tentativa de obstruir investigação

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O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) determinou, nessa terça-feira (20), o afastamento do cargo do presidente da Câmara de Vereadores de Colatina (região norte capixaba), Olmir Castiglioni (PSDB), e do promotor de Justiça local, Jonaci Silva Herédia. Eles são acusados de atrapalhar uma investigação de “rachid” no município. Na decisão, o desembargador Namyr Carlos de Souza Filho também proibiu ambos de acessarem as dependências da sede do Legislativo e da Promotoria de Justiça no município. De acordo com as peças de informação do Ministério Público Estadual (MPES), o vereador e o promotor teriam se articulado para intimidar uma testemunha que denunciou um esquema de “rachid” no gabinete de Olmir Castiglioni. Ela teria denunciado a prática para a Polícia Civil no final de 2012, quando passou a ser alvo da ação da dupla na tentativa de dificultar as investigações. Segundo os autos do processo (0009347-43.2014.8.08.0000), o promotor Jonaci Herédia teria convocado essa mesma testemunha – uma assistente parlamentar – para prestar depoimento na promotoria no início do ano seguinte. Durante o novo testemunho, que teve a presença do presidente da Câmara, a funcionária teria mudado a sua versão para livrar o tucano das acusações. O promotor teria aproveitado de sua “rede de contas” para conseguir três declarações contra a delatora do esquema. Para o Ministério Público, Olmir Castiglioni teria demonstrado a “pré-disposição para influenciar o ânimo” da delatora do esquema de rachid, o que levantou o receio de que o vereador possa interferir na instrução do processo. Em relação ao promotor, a Procuradoria de Justiça – órgão ministerial de 2º grau – alega que Jonaci Herédia teria utilizado do cargo na “tentativa de acobertar um esquema de corrupção”. Na decisão assinada na última sexta-feira (16), o desembargador Namyr Filho considerou os fatos relatados como suficientes para a imposição de medidas cautelares contra o vereador e o promotor pelo receio da utilização dos cargos para a prática de crimes. Para ele, a manutenção de Olmir Castiglioni e Jonaci Herédia nos cargos poderia possibilitar que os denunciados “prosseguissem fruindo as benesses do cargo, dificultando a apuração dos crimes, criando óbices (obstáculos) à regular instrução processual, ou mesmo, prosseguindo com as atividades ilícitas”. “Parece contraditório permitir que os denunciados permaneçam no exercício regular do cargo público, notadamente quando as condutas delituosas apontadas pelo parquet abarcam o desvio da natureza e finalidade das atribuições funcionais. […] De igual modo, também revela-se adequada, a aplicação da medida cautelar no sentido de proibir os denunciados de acessarem as dependências da Promotoria de Justiça e da Câmara de Vereadores, tendo em vista que foram nesses locais que se aconteceram os atos delituoso”, indicou o desembargador. O desembargador Namyr Filho também proibiu os denunciados de manter qualquer tipo de contato – direito ou por meio de terceiros – com cinco testemunhas arroladas no caso, entre elas, o vereador Sérgio Meneguelli (PMDB). O magistrado revogou ainda o sigilo de Justiça na denúncia, que vai tramitar perante o Tribunal Pleno – devido ao foro privilegiado do membro do Ministério Público. O prazo de afastamento do presidente da Câmara será limitado a 180 dias, conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Eles foram denunciados pelo crime de falsidade ideológica (artigo 299). No caso de Olmir, ele também responderá por coação no curso do processo (artigo 344), enquanto o promotor é acusado de advocacia administrativa (artigo 321, todos do Código Penal). As penas variam de um até nove anos de prisão, além do pagamento de multa. O vice-presidente da Câmara, Juarez Vieira de Paula, foi notificado da decisão na noite dessa terça-feira (20). Os denunciados terão o prazo de 15 dias para apresentar resposta às acusações. Em caso de descumprimento das medidas cautelares, a Justiça poderá determinar a prisão preventiva de Olmir Castiglioni e Jonaci Herédia.

21/05/2014 / 0 Comments
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Deputados brigam por horário das lideranças na Assembleia Legislativa

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O clima eleitoral na Assembleia Legislativa promete esquentar à medida que se aproxima o processo eleitoral. Na manhã desta quarta-feira (21), os deputados mostraram que não estão dispostos a abrir mão dos mecanismos disponíveis para a comunicação com os eleitores, seja para potencializar seus prestígios eleitorais ou para ampliar o capital dos aliados políticos, que disputam a majoritária na eleição deste ano.    A sessão ordinária da manhã desta quarta (21) teve o horário das lideranças suprimido para que os deputados pudessem votar em uma sessão extraordinária um projeto de lei de suplementação orçamentária para o Judiciário. Com o aval do plenário, o presidente da Casa fez o movimento e abriu após a votação do projeto para que os deputados pudessem falar sobre os assuntos que consideravam pertinentes.    Mas uma disputa pelo microfone da tribuna logo se estabeleceu entre os deputados Freitas (PSB) e Paulo Roberto (PMDB). A briga foi por causa da ordem dos oradores inscritos. Freitas e Paulo Roberto queriam encerrar o debate, evitando rebatidas um do outro. O presidente da Casa Theodorico Ferraço (DEM) tentou contornar a situação, mas acabou deixando escapar o rumo eleitoral que o assunto tomara.   Ferraço deixou transparecer que o desacerto sobre os pronunciamentos tinha relação com a disputa regional entre Freitas e Paulo Roberto, que devem disputar votos este ano, com vistas à reeleição, no norte do Estado.    Além da disputa pelo eleitorado de São Mateus e região, os deputados também têm interesses divergentes na defesa das candidaturas de seus candidatos majoritários. Freitas é do mesmo palanque que o governador Renato Casagrande e junto com outros socialistas na Assembleia vem fazendo a defesa do governo.   Do outro lado está Paulo Roberto, que apoia a candidatura de Paulo Hartung (PMDB), de quem foi líder na Casa na gestão passada, e tem partido para o ataque contra o governador atual. A batalha desta quarta-feira por causa da greve dos professores, mas a tendência é de que os assuntos em debate na sociedade se tornem cada vez mais ponto de discórdia entre Freitas e Paulo Roberto.

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Professores da rede estadual suspendem paralisação

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Fotos: Gustavo Louzada/Porã Os professores da rede estadual, reunidos em assembleia nesta quarta-feira (31), deliberaram pela suspensão da greve da categoria, deflagrada no dia 14 de abril. Cerca de mil professores compareceram ao encontro, que teve início por volta das 9h30 e terminou pouco antes das 13 horas.    A suspensão da greve é considerada um recuo estratégico pela categoria, que deve voltar a se reunir em junho para deliberar se o ano letivo de 2015 vai ou não ser iniciado, caso o governador eleito atenda às demandas dos professores.    Com a suspensão da greve, a multa aplicada pela Justiça, no valor de R$ 630 mil, não deve ser aplicada. Além disso, os professores esperam que seja cumprido o acordo firmado entre o governo e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes-ES) em mediações feitas por representantes do Ministério Público Estadual (MPES), que garantiu que não vai haver o corte de pontos dos professores que participaram da greve e nem represália aos professores que ocuparam o prédio da Sedu na segunda-feira (19).   A categoria, por meio do Sindiupes, vai realizar informes à população e à comunidade acadêmica salientando a importância das eleições diretas para diretor de escola. Atualmente, as direções escolares são ocupadas por indicação, o que possibilita o uso político do cargo nas escolas.    A greve foi suspensa sem que o governo concedesse os pleitos dos professores. A principal reivindicação dos professores é a recomposição salarial, mas eles também querem a aplicação da lei do piso e a eleição direta para direção escolar.    Quanto à recomposição, o governo alega estar à espera do posicionamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre a possibilidade de conceder a recomposição das perdas salariais. No entanto, a lei eleitoral diz, apenas, que não se pode conceder reajuste acima do limite da inflação do período. O índice pleiteado pelos professores está abaixo do limite.   Sobre as eleições a proposta foi a criação de um grupo de trabalho paritário, com representantes do Sindiupes e das secretarias de Estado da Educação (Sedu) e de Gestão e Recursos Humanos (Seger), além da participação do segmento de pais e alunos. O objetivo desse grupo é iniciar um estudo para efetivar a gestão democrática nas escolas e a forma de escolha dos diretores das unidades educacionais. A conclusão dos trabalhos deve ocorrer até 29 de agosto deste ano.  

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STF nega recurso para ex-tabeliães condenados por formação de quadrilha

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou, nessa terça-feira (20), o recurso interposto pelos ex-tabeliães Carlos Alberto e João Roberto Corcino de Freitas, condenados a dois anos e seis meses de prisão pelo crime de quadrilha. Na decisão monocrática, o ministro Ricardo Lewandowski confirmou a competência da Justiça Federal para julgar o caso. Os ex-donos do cartório do Ibes, em Vila Velha, foram acusados de se associar para falsificar certidões de nascimento que seriam vendidas a ciganos para obter, indevidamente, benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com informações do STF, a defesa dos ex-tabeliães alegava que o caso deveria ser julgado pela Justiça estadual, uma vez que seus clientes foram absolvidos das acusações de estelionato, falsidade ideológica e corrupção passiva. No entanto, o ministro Lewandowski frisou em seu voto que o fato de os réus terem sido absolvidos dos demais crimes não é suficiente para afastar a competência da Justiça Federal, uma vez que ficou provado que Carlos Alberto e João Roberto integravam quadrilha que tinha como objetivo praticar crimes contra o INSS, autarquia federal. Na decisão do Recurso Ordinário em Habeas Corpus (RHC 121093), o ministro lembrou que a Constituição Federal prevê a competência da Justiça Federal para processar e julgar “as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas”. Como o crime pelo qual os réus foram condenados tinha por objetivo fraudar o INSS, independente da absolvição quanto aos demais delitos, permanecia a competência da Justiça Federal para analisar o caso. Na denúncia original, o Ministério Público Federal (MPF) acusa os ex-tabeliães de terem lavrado 283 registros de nascimentos tardios de pessoas de origem cigana entre 2008 e 2012. Esses registros fictícios eram posteriormente utilizados para a obtenção de Carteiras de Trabalho e Previdência Social, CPFs e Títulos de Eleitor, todos emitidos a partir de 2008. Segundo o órgão ministerial, os documentos falsos serviam base para pedidos de benefícios assistenciais para idosos junto à Previdência Social. Em fevereiro de 2010, os ex-tabeliães Carlos Alberto e João Roberto Corcino de Freitas chegaram a ser presos durante a Operação Romênia, que revelou o esquema. Atualmente, eles recorrem da condenação no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

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Em carta a ministro, pequenos agricultores cobram a reforma agrária

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Reunidos no 3º Encontro Nacional de Agroecologia, que terminou nessa segunda-feira (19), em Juazeiro, Bahia, pequenos produtores rurais do País entregaram ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, uma carta política com as demandas do campo, como a realização da reforma agrária e o reconhecimento dos territórios de povos e comunidades tradicionais, como índios e quilombolas. O documento é “pesado” e “uma grande responsabilidade”, definiu o ministro.   No documento, os militantes também reivindicaram o fim da pulverização aérea e da isenção fiscal para agrotóxicos; o banimento no Brasil de defensivos proibidos em outros países; acesso e gestão da água pelos pequenos agricultores; educação no campo com enfoque na permanência dos jovens na área rural; e sistema de inspeção sanitária específico para produção artesanal, sob supervisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).   O ministro reconheceu que o governo pode buscar avanços, mas defendeu a reforma política como meio de conquistar os objetivos dos pequenos agricultores. Segundo ele, enquanto houver grandes bancadas de latifundiários no Congresso Nacional, em detrimento de bancadas reduzidas de trabalhadores, os avanços na área não acontecerão. Ele também reconheceu que houve pouco avanço na distribuição de terras no País e que esse é o maior motivo de tensão no diálogo com os trabalhadores rurais. Carvalho também classificou a questão como “incômoda” e afirmou que os assentamentos da reforma agrária “não andaram como o governo esperava”.    Entre as razões para o avanço limitado, apontou, estão o encarecimento da terra, desaparelhamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a necessidade de investir nos assentamentos já existentes. Ainda segundo o ministro, muitos assentamentos estavam se tornando “antirreforma agrária”, sem oferecer condições de sobrevivência aos assentados.    A declaração do ministro foi considerada coerente pelos articuladores presentes no encontro, conforme relatou Demetrius Oliveira, da Articulação Capixaba de Agroecologia. Demetrius declarou que Gilberto Carvalho tem um posicionamento sensível às reivindicações dos pequenos produtores e é considerado pelos articuladores um dos principais intermediadores do diálogo com o governo federal. Apesar disso, como detalhou, o ministro deixou claro que há problemas de governabilidade e interesses maiores que definem a tomada de decisões com relação às políticas campesinas, mas apoiou a luta dos camponeses e das populações tradicionais.    Membros da coordenação estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) também estiveram presentes no encontro. Para Bruno Pilon, da coordenação do MPA no Estado, a fala do ministro foi progressista, sobretudo com relação à reforma política e, ainda, pela consideração aberta com relação ao domínio da bancada ruralista no Congresso Nacional.   O evento reuniu pequenos agricultores e membros de populações tradicionais que desenvolvem a agroecologia em seus territórios. O principal objetivo foi debater o avanço dos grandes negócios no campo brasileiro, tais como os grandes projetos de mineração, o agronegócio e os grandes empreendimentos logísticos.   No Estado, como detalhou Demetrius, é possível destacar a usurpação do litoral capixaba com os mais de 30 projetos de terminais portuários, como o Estaleiro Jurong de Aracruz (EJA), o Porto Norte Capixaba (PNC) da Manabi, o porto da Itaoca Offshore e o C-port Brasil; além do avanço dos grandes latifúndios de eucalipto, em maioria comandados pela Aracruz Celulose (Fibria), e da cana-de-açúcar, que como todo território exposto à agricultura extensiva, são submetidos a defensivos agrícolas e metodologias de cultivo que provocam seca, contaminação e exaustão da terra. Como destacou Demetrius, a agroecologia é um conceito que vai além do simples cultivo de alimentos que respeite o meio ambiente, mas que também valoriza as culturas tradicionais. Esse encontro também teve, pela primeira vez, uma participação paritária entre homens e mulheres.   O evento foi marcado ainda por atos políticos em frente à unidade da Monsanto em Petrolina; na Embrapa Semiárido; no Mercado do Produtor de Juazeiro; e na ponte que divide a cidade baiana Juazeiro e a pernambucana Petrolina.   Mosquito transgênico   Uma variedade geneticamente modificada, ou transgênica, do mosquito Aedes aegypti que está sendo testada no município de Jacobina, na Bahia, com o pretexto de combater a dengue, surtiu justamente o efeito contrário. Supostamente, como explicou Bruno Pilon, da coordenação capixaba do MPA, os mosquitos machos transgênicos deveriam fecundar as fêmeas. Do cruzamento, surgiriam larvas que morreriam e eliminariam a espécie – o que não aconteceu. Prova de que o experimento funcionou justamente com o efeito inverso daquele almejado em laboratório, justificando o fato de que, no ano passado, a cidade declarou estado de calamidade pública devido ao avanço da dengue.   A liberação desse mosquito para produção comercial foi autorizada em abril deste ano pela Comissão Técnica Nacional de Biosegurança (CTNBio), instância colegiada que presta apoio técnico consultivo e assessoramento ao governo federal na formulação, atualização e implementação da Política Nacional de Biossegurança relativa a Organismos Geneticamente Modificados (OGM). A liberação do animal foi alvo de um dos protestos realizados durante o ENA.   A patente do mosquito é da inglesa Oxitec e, em Juazeiro, é revendida pela empresa Moscamed. Os mosquitos transgênicos já estão sendo vendidos há meses, mas a própria população, que sofreu o surto de dengue, desconhece a chegada do animal.

21/05/2014 / 0 Comments
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Presidente sanciona lei que torna a exploração sexual de crianças crime hediondo

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A presidente Dilma Rousseff sanciona às 17 horas desta quarta-feira (21) a lei que classifica como crime hediondo a exploração sexual de crianças e adolescentes. O Projeto de Lei 7220/14 foi aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (14).   A sanção da lei é simbólica, já que nesta semana se comemora a luta contra o abuso sexual de crianças e adolescentes. Neste domingo (18) foi celebrado o Dia Nacional de Luta contra o Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi instituída em memória de Araceli Cabrera Crespo, assassinada há 41 anos, aos 9 anos de idade, em Vitória, depois de sofrer abuso.   Em sessão ordinária da Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira (21), o deputado Gilsinho Lopes (PR) lembrou que o projeto de lei foi proposto pelo senador Magno Malta (PR), que também foi relator da matéria no Senado.    Segundo o projeto, será considerado hediondo o crime tipificado no Código Penal de submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 anos ou vulnerável. A pena é de quatro a 10 anos de reclusão e é aplicável também a quem facilitar essa prática ou impedir ou dificultar o seu abandono pela vítima.   Iguais penas são atribuídas a quem for pego praticando sexo ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 e maior de 14 anos no contexto da prostituição.   Da mesma forma, pode ser enquadrado nesse crime o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que ocorre a prostituição.   Se o crime for praticado com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa.  

21/05/2014 / 0 Comments
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Aliados se movimentam para levar Magno Malta para o palanque de Paulo Hartung

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Aliado do senador Magno Malta (PR), o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT) seria o articulador de uma movimentação para levar o republicano para o palanque do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Nos bastidores, porém, a classe política considera a fórmula como fadada ao fracasso.   O arranjo seria muito benéfico para o palanque de Hartung, não pelo apoio à candidatura por parte do senador, mas porque eliminaria o risco de Malta entrar na disputa. Caso o republicano entre no páreo, Hartung sabe que será o alvo predileto do senador. Apesar de também ser crítico do governo atual, os ataques de Malta seriam mais direcionados ao peemedebista.    O senador ainda insiste em tentar viabilizar uma candidatura à Presidência da República, mas não descarta em seus discursos a possibilidade de disputar o governo do Estado, caso o projeto fracasse. Além disso, Malta afirma constantemente que o PR terá candidatura ao governo. Nos meios políticos, a impressão é de que como Malta não faz qualquer movimento na direção de construir um palanque estadual, aguça o interesse dos dois nomes colocados na disputa pelo governo do Estado. Malta diz que o partido terá candidato, mas não se coloca como o puxador de um eventual palanque republicano.    Para os meios políticos, o melhor caminho para Magno Malta é a candidatura própria, além de ter um bom desempenho no palanque e uma fatia considerável do eleitoral, que poderia, inclusive, levar a disputa para o segundo turno, Malta tem uma postura imprevisível e contundente, que tornaria a disputa pelo governo mais acirrada e quente.    Aí reside a preocupação com sua entrada na disputa. Para Hartung, enfrentar Casagrande que foi eleito no palanque de continuidade em 2010 e faz ataques indiretos ao antecessor é uma situação completamente diferente que enfrentar um palanque de oposição com Malta.   A aliança PMDB-PR, porém, tem muitos problemas para se viabilizar. Comprometeria a postura do senador, que sempre foi crítico a Paulo Hartung, também traria problemas de acomodação para o candidato ao Senado pelo partido, o delegado Fabiano Contarato, até porque o PMDB já tem candidatura colocada ao Senado, com a deputada federal Rose de Freitas. 

21/05/2014 / 0 Comments
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Documentário resgata a história da Baía do Espírito Santo

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  São poucos que se lembram, mas a Baía do Espírito Santo, hoje chamada Baía de Vitória, já fez parte da paisagem e da vida dos moradores de Vila Velha. Agora, cercada por um muro, a baía afastou-se das comunidades de seu entorno, que antes tinham sua alimentação, lazer e convivência no espaço natural.    O documentário Baía do Espírito Santo – Um olhar canela-verde, de Antônio Claudino de Jesus, conta as transformações paisagísticas e sociais da Baía de Vitória e resgata a história do local por meio dos olhares dos moradores. O lançamento será realizado nesta quinta-feira (22), a partir das 20 horas, no auditório do Titanic, em Vila Velha.   Claudino conta que o documentário se originou de um trabalho de educação ambiental e comunicação social que foi desenvolvido por meio da empresa Verve Produções, num Projeto denominado Educa São Torquato. No decorrer dos trabalhos em São Torquato, que durou cerca de 6 anos, Claudino observou que os moradores daquelas comunidades se referiam à Baia como um pedaço que lhes foi tirado.   “Há um muro que os separa do que outrora fora seu quintal. E tudo isto sem qualquer retorno econômico ou social. A partir desses depoimentos, percebemos a necessidade de realizarmos um registro audiovisual sobre a baía, focando os sentimentos daqueles cidadãos”, conta o diretor. O documentário também traz opiniões de especialistas e mescla imagens antigas com as atuais. O projeto teve apoio da Lei Vila Velha Cultura e Arte.   Baía do Espírito Santo – Um olhar canela-verde foi produzido durante dois anos, desde a pesquisa até a edição. Foram entrevistadas pessoas que tiveram contato direto com a baía, em diferentes momentos da história e de diferentes maneiras. “Foram captadas imagens com catraieiros, registrando a Baía hoje e as transformações sofridas. Outras mostrando como, apesar de tudo, ela ainda é linda e resiste bravamente”, diz Caudino, que também conta que conversou com o catraieiro vivo mais antigo.     Entretanto, o que mais lhe impactou foram as imagens do Cine Jornal mostrando a primeira explosão do Penedo, em nome do progresso. “Veio a lembrança da querida e imortal Beatriz Abaurre, a quem dedicamos o vídeo, quando de sua luta ferrenha para evitar que continuassem destruindo o Penedo, soterrando a Baía, ferindo mortalmente a sobrevivência de nossa majestosa paisagem e agredindo brutalmente nossa cultura”, lembra Claudino.    Para o diretor, o diferencial do seu documentário é mostrar a baía pelo olhar vila-velhense, tanto sob a ótica afetiva quanto histórica e paisagística, com ênfase na questão ambiental. Inclusive o nome Baia do Espírito Santo é uma forma de reafirmar que o espaço não pertence a cidade de Vitória, que hoje o denomina. “O propósito do filme é gerar uma discussão para avaliarmos o quanto conhecemos ou ‘des-conhecemos’ este nosso cartão-postal, elemento natural e cultural”, explica.    Além disso, há o desejo de o documentário contribuir para o processo de desenvolvimento sustentável empreendido pelos governantes e criar uma memória afetiva da região, para que ela seja preservada. Para Claudino, o documentário já está cumprindo suas funções e que só tem a agradecer “a equipe, reduzida, porém com competência, boa vontade e companheirismo. Um conjunto de artistas e técnicos que materializaram nosso documentário. Só assim foi possível realizá-lo”.   Serviço   O documentário Baía do Espírito Santo – Um olhar canela-verde será lançado nesta quinta-feira (22), as 20h, no auditório do Titanic. Praça Duque de Caxias, no Centro de Vila Velha.

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Centro de Eventos Vitória: bairros do entorno temem os impactos viários

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Já nessa segunda-feira (19), moradores de Bairro República e Mata da Praia demonstravam grande preocupação com os efeitos da instalação do Centro de Eventos de Vitória, um colosso de 42 mil metros quadrados que será composto por feiras e exposições, arena multiuso, restaurante e estacionamento com 1.691 vagas.     Na ocasião, uma certa agitação nervosa tomava o auditório da Escola de Serviço Público do Espírito Santo (Esesp). O tema nem era o centro: era apresentado o Plano Específico de Ordenação das Formas de Uso e Ocupação do Solo da Zona de Equipamentos Especiais 1 (ZEE 1), a zona aeroportuária da Capital.    Na noite dessa terça-feira (20), sim, o motivo da preocupação foi tema da audiência: na mesma Esesp, pouco mais de 100 pessoas conferiram a apresentação do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Centro de Eventos de Vitória.    A secretária municipal de Desenvolvimento da Cidade, Sandra Monarcha, apontou benefícios para a cidade: uma dinamização da economia e favorecimento do turismo e e da cultura.    O engenheiro da Prefeitura de Vitória Leonardo Schultz conduziu os trabalhos e iniciou a apresentação com uma pergunta: “Qual cidade não gostaria de um centro de eventos de qualidade?”, ou seja, uma obra que comportasse veículos e pessoas sem prejudicar a cidade.    Ele, então, passou a apresentar levantamentos e números de amparo à viabilidade técnica do projeto. Localizado às margens da Avenida Adalberto Simão Nader, entre a Praia de Camburi e o vindouro novo terminal de passageiros do Aeroporto de Vitória, o Centro de Eventos de Vitória poderá atender a até 15 mil pessoas – só a arena terá capacidade para sete mil.   Foram projetados quatro cenários de simulação de tráfego, cálculos de fluxo em 13 intersecções viárias, pesquisas com população circundante e residente, diagnóstico ambiental. A questão da mobilidade, claro, era o foco central. A tendência, segundo a prefeitura, é que não haja carros estacionados nas ruas em função do empreendimento, já que, segundo projeções, o estacionamento comporta a demanda.   Para desatar os nós viários – pelo aumento da circulação de pedestres, maior demanda por transporte público, maior fluxo de carros – Vitória deve receber pelo menos duas grandes intervenções viárias: um elevado no encontro das avenidas Fernando Ferrari e Adalberto Simão Nader e um mergulhão no das Adalberto Simão Nader e Dante Michelini.    Há ainda a possibilidade de implantar uma rua projetada na altura do Shopping Norte-Sul. Também será construída uma ciclovia com capacidade para 1.200 bicicletas por hora ligando a Fernando Ferrari à Adalberto Simão Nader.   Intervalo para o café. “Isso vai ser bom para a especulação imobiliária” dizia um morador da Mata da Praia a outro. Ficou claro que os moradores não são exatamente contra o empreendimento; até aceitou-se o discurso dos benefícios econômicos para a cidade. O que eles temem é a perda de qualidade de vida.    Bairros de ruas com traçado predominantemente estreito e de perfil eminentemente residencial, República e Mata da Praia já registram circulação veicular intensa, razão pela qual os moradores vislumbram um futuro não muito animador com a instalação do centro de eventos: mais carros, logo mais pressão sobre as ruas.    Quando o microfone foi aberto às lideranças comunitárias, o presidente da Associação de Moradores do Bairro Morada de Camburi, Vilson Venturi, arrancou aplausos: “Não somos contra o progresso. Mas a que preço é esse progresso? Nenhum progresso vale a pena se o ser humano não for prioridade”.   Venturi foi ao cerne da questão. Para ele, o projeto, tecnicamente, é muito bom, mas, lembrou, não se falou dos impactos no interior dos bairros. Como exemplo, citou o aumento de fluxo que a obstrução de via do projeto Rua de Lazer, da Prefeitura de Vitória, que aos domingos fecha um sentido da Dante Michelini para os carros, causa nos bairros do entorno.   Ele também foi severo com os representantes da prefeitura presentes: ao final da apresentação do EIV, uma mensagem fornecia o famoso número de telefone 156 para quaisquer dúvidas ou reclamações. “Não funciona”, cravou. Ele solicitou que o projeto seja debatido com que reside nos bairros, quando alguém da plateia gritou: “Isso sem falar no Perim”.    Ele agradeceu: “Isso mesmo. Isso sem falar do Perim”, lembrando que o supermercado de Mata da Praia ainda nem foi reinaugurado, o que pode pressionar ainda mais as ruas da região.   O presidente da Associação de Moradores de Mata da Praia (AMMP) Sandoval Zigoni, também elogiou as benesses do centro, mas levantou também os impactos negativos em termos de mobilidade. Demonstrou preocupação com o adensamento da região – especialmente Bairro República, que já recebe muito tráfego externo – e o aumento do porte das edificações. “Os bairros merecem muito mais que um redesenho viário”, disse. Ele também cobrou a realização de outra audiência pública.   As questões dos moradores, escritas em um pedaço de papel e lidas e respondidas por técnicos da prefeitura e do governo do Estado – um representante do Instituto de Obras Públicas do Espírito Santo (Iopes), reforçaram a preocupação com o volume extra de tráfego que os bairros podem ganhar com o Centro de Eventos de Vitória. 

21/05/2014 / 0 Comments
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Cinema Estreias da semana

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  O novo filme da franquia de X-Men se passa em um futuro no qual os mutantes são caçados pelos Sentinelas, gigantescos robôs criados por Bolívar Trask (Peter Dinklage). Os poucos sobreviventes vivem escondidos, entre eles estão o professor Charles Xavier (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen), Tempestade (Halle Berry), Kitty Pryde (Ellen Page) e Wolverine (Hugh Jackman).   Juntos eles criam um plano para acabar com esses monstros. Eles enviam a consciência de Wolverine em uma viagem no tempo, rumo aos anos 1970. Essa consciência do futuro toma o corpo do Wolverine do passado, que procura os ainda jovens Xavier (James McAvoy) e Magneto (Michael Fassbender) para impedir o futuro trágico dos mutantes.    O cine Jardins também traz duas estreias. O americano Amante a domicilio, com Woody Allen no elenco, e o brasileiro Praia do futuro, protagonizado por Wagner Moura.    Os filmes entram em cartaz esta quinta-feira (22)   ESTREIAS   X-Men: Dias de um Futuro Esquecido 3D (X Men: Days of Future Past, EUA, 2014, 130 minutos, 12 anos). Ficção científica. Direção de Bryan Singer. Com Hugh Jackman, James McAvoy, Michael Fassbender. No futuro, os mutantes são caçados impiedosamente pelos Sentinelas, gigantescos robôs criados por Bolívar Trask . Os poucos sobreviventes precisam viver escondidos, caso contrário serão também mortos. Entre eles estão o professor Charles Xavier, Magneto, Tempestade, Kitty Pryde e Wolverine, que buscam um meio de evitar que os mutantes sejam aniquilados.   Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. 13h10. 16h10. 19h10 DUBLADO. 22h10 (LEG). Sala 4. 14h10. Sábado e domingo também 11h10 DUBLADO. 17h10. 20h10. Sexta-feira e sábado também 23h10 (LEG). Sala 6. 15h10. 18h10. 21h10. Sexta-feira e sábado também 00h10. Sábado e domingo também 12h10. Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 15h40. 18h20. DUBLADO. 21h. (LEG). Sala 4. 16h. 18h40. DUBLADO. Quinta, sexta-feira e domingo também 13h20. 16h. 18h40 DUBLADO. Sábado também 18h40 DUBLADO. 21h20 (LEG). Sala 7. 15h. 17h50. 20h30. DUBLADO. Sábado também 12h. 15h. 17h50. 20h30. DUBLADO.  Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 16h30. 21h15. Sala 3. 19h. DUBLADO. 21h30 (LEG)   Amante a Domicilio (Fading Gigolo, EUA, 2014, 90 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de John Turturro. Com John Turturro, Woody Allen, Sofia Vergara. Murray é um senhor de idade que, durante uma conversa sobre sexo, diz que conhece um gigolô. Ao saber o quanto poderia ganhar como cafetão, ele tenta convencer seu amigo, Fioravante, a entrar para o ramo. Só que ele é um pacato jardineiro e não quer se envolver em algo do tipo.   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h10. 21h10   Praia do Futuro (Idem, Brasil, 2014, 90 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Karim Aïnouz. Com Wagner Moura, Clemens Schick, Jesuíta Barbosa. Donato trabalha como salva-vidas. Seu irmão caçula, Ayrton, tem grande admiração por ele, devido à coragem demonstrada ao se atirar no mar para resgatar desconhecidos. Um deles é Konrad, um alemão de olhos azuis que muda por completo a vida de Donato após ser salvo por ele. É quando Ayrton, querendo reencontrar o irmão, parte em sua busca na fria Berlim.   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h15

21/05/2014 / 0 Comments
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