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Século Diário

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Carretas de eucalipto são desafio à manutenção da BR-101

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As melhorias previstas para a rodovia BR-101 pela concessionária Eco101 ainda devem demorar a fazer parte efetivamente da vida dos capixabas. Apesar de a cobrança do pedágio ter sido iniciada nesse domingo (18) em duas das sete praças, as obras de duplicação da via, principal demanda dos usuários, devem ser concluídas até o fim da concessão, que é de 25 anos.    A Eco101 administra o trecho de 475,9 km da BR-101, sendo 17,5 km no estado da Bahia e 458,4 quilômetros no Espírito Santo, onde a rodovia passa por 25 municípios, desde o trevo de acesso a Mucuri no Sul da Bahia até a divisa com o Rio de Janeiro.   Até o início da cobrança do pedágio, as modificações feitas na estrada contemplaram a instalação de mais de 260 mil tachas refletivas ao longo dos 476 km da rodovia e cerca de 3.000 placas de sinalização (de regulamentação e de advertência), desde indicadoras de velocidade a alertas de trechos perigosos, especialmente em curvas e em entroncamentos de trechos urbanos.   A principal reivindicação dos motoristas que precisam trafegar pela via é a sua duplicação, já que o traçado sinuoso da BR-101 e o tráfego pesado de carretas carregadas de eucalipto, principalmente no trecho entre Aracruz, no norte do Estado e o sul da Bahia, o que aumentam o índice de acidentes na via.   Essas carretas, cuja maioria presta serviço à Aracruz Celulose (Fibria), também provocam a maior demanda por reparos na rodovia, já que o peso excessivo danifica o asfalto, o que torna perigosa a tarefa de trafegar pela BR-101. No período de corte do eucalipto, as estradas ficam intransitáveis pelo peso das carretas, que chegam a ter 25 metros de cumprimento, com capacidade para transportar até 100 toneladas cada.   Cobrança   Além da cobrança antecipada do pedágio, os parlamentares também questionam a cobrança para moradores de localidades do interior que teriam de passar diversas vezes pelas praças para se locomoverem dentro de um mesmo município.    Na última quinta-feira (5), a frente criada na Assembleia Legislativa para discutir o assunto promoveu uma audiência pública em Rio Novo do Sul, no sul do Estado, onde os moradores pedem tratamento diferenciado na cobrança de pedágio na praça do km 396,9 da BR 101, que fica entre o perímetro urbano do município e Cachoeiro de Itapemirim, também no sul do Estado.   Com aproximadamente 12 mil habitantes, o município encontra-se a 91 km de Vitória e a 24 de Cachoeiro de Itapemirim, que faz parte do dia a dia da maioria dos moradores de Rio Novo do Sul, que estudam e trabalham na cidade polo.    Apesar de o trecho ser federal e não ser de competência do Estado, a frente parlamentar pretende pressionar, por meio de questionamentos, a cobrança antecipada do pedágio, além das melhorias para as comunidades das regiões cortadas pela rodovia.      

20/05/2014 / 0 Comments
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Aldeias Guarani fecham rodovia ES 010 como forma de protesto

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Índios das três aldeias Guarani de Aracruz, norte do Estado, realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (20) em trecho da rodovia ES 010, quando interromperam a passagem de veículos. O objetivo foi pressionar a Petrobras a abrir diálogo com as lideranças indígenas sobre a compensação ambiental pelo gasoduto que corta as aldeias e com a Prefeitura de Aracruz, responsável pela escola indígena e pelos veículos disponibilizados às aldeias.    Durante o ato, encerrado nesta tarde, após contato da empresa e da Prefeitura de Aracruz, os índios só permitiram a passagem de viaturas policiais e ambulâncias. A Petrobras prometeu se reunir em até três dias com os índios das aldeias Três Palmeiras, Piraqueaçu e Boa Esperança. Já a Prefeitura de Aracruz apresentou ações para atender às reivindicações indígenas.    Segundo o cacique Pedro Silva Karaí, da aldeia Piraqueaçu, a Petrobras usa as terras indígenas há 20 anos como território de passagem para seu gasoduto, que ocupa uma extensão de 3,5 quilômetros dentro das terras de demarcação, sem nunca ter prestado nenhum tipo de compensação aos índios. Ainda segundo o cacique, a Petrobras já fez há quatro anos um projeto para desenvolver o turismo nas aldeias, mas nunca destinou a verba necessária e nem deu continuidade à implantação do projeto.   Outro motivo do protesto foi a reivindicação por melhorias na escola da aldeia Três Palmeiras. Como explicou Karaí, o prefeito do município, Marcelo Coelho (PDT), esteve reunido no ano passado com as aldeias e garantiu que havia verba para a reforma da escola. Entretanto,até agora, apenas as colunas do prédio foram reformadas. A escola tem goteiras que inviabilizam as aulas em dias de chuva e a maioria das cadeiras está quebrada. Karaí informou que a Prefeitura procurou os índios e informou que nesta quarta-feira (21) realizará um levantamento das obras de escolas realizadas no território indígena e contratará índias da própria região para lecionarem nas unidades que estão com desfalque no corpo docente. A Secretaria Municipal de Educação informou ainda que foi contratada uma empresa de construção para realizar a manutenção permanente das escolas municipais, incluindo a Escola Três Palmeiras. Além disso, três Escolas Municipais Pluridocentes Indígenas (EMPI) estão em construção para atender as comunidades de Pau Brasil, Três Palmeiras e Irajá.    A Prefeitura também é responsável por um dos dois veículos disponibilizados às aldeias para transporte de doentes e de remédios entre os postos de saúde e as aldeias. Esse carro apresentou problemas nessa segunda-feira (19), mas foi reparado pela administração municipal no mesmo dia. De acordo com a prefeitura, são disponibilizados aos índios cinco veículos e 20 motoristas que revezam, em horário integral, para auxiliar nas demandas de saúde.    O outro veículo, uma caminhonete de propriedade da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) também está quebrado, mas até então não houve retorno da Funasa sobre os reparos necessários. Segundo a prefeitura, considerando o disposto no Decreto nº 7.530, de 21 de julho de 2011, o Ministério da Saúde alterou a forma de governança de municipal para federal dos Distritos Sanitários Especiais Indígena (DSEI), vinculados à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

20/05/2014 / 0 Comments
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Ana Rita cobra capacitação de profissionais no atendimento à violência contra a mulher

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Não basta ampliar os serviços de assistência a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar se seus profissionais não estiverem preparados para fazer um bom atendimento. A observação foi feita pela presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), senadora Ana Rita (PT-ES), ao final de audiência pública, nesta terça-feira (20), sobre programas de capacitação de servidores públicos que atuam na área.   Ana Rita reconheceu o esforço governamental em aperfeiçoar seu pessoal de segurança pública, saúde e justiça, preparando-o para oferecer à vítima de violência doméstica a proteção devida pelo Estado. Mas questionou os resultados alcançados pelas capacitações, tendo em vista queixas numerosas de mulheres em relação ao atendimento prestado.   “Constatamos [por meio da Comissão Parlamentar Mista da Violência contra a Mulher, da qual foi relatora] que nem sempre os cursos atingiam seu objetivo, pois nem sempre havia mudança no comportamento dos servidores públicos que atendem as mulheres. Os cursos não tinham avaliação da capacitação recebida e do objetivo, que era promover a qualificação no atendimento”, comentou Ana Rita.   Preservação de provas   De acordo com o representante do Ministério da Justiça, José Francisco da Silva, deverá ser divulgado até o fim do ano um levantamento nacional medindo a percepção do agente de segurança pública sobre temas ligados a direitos humanos, incluída a violência doméstica e familiar contra a mulher.   Enquanto essa radiografia não é realizada, o Ministério da Justiça continua viabilizando cursos presenciais e a distância para policiais civis e militares, como o de abordagem investigativa na violência contra a mulher, que também envolve profissionais de saúde. A iniciativa, apoiada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), ligada à Presidência da República, tem como meta associar uma assistência adequada à vítima de violência com a preservação da materialidade das provas da agressão.   Além de qualificar e humanizar o atendimento a vítimas de violência – inclusive sexual -, cursos como este também são importantes, na avaliação da representante da SPM, Ana Teresa Lamarino, para enfrentar a impunidade decorrente da falta de provas em atos violentos contra mulheres. “É preciso atender bem às mulheres, mas também conservar provas materiais para se produzir justiça”, salientou Ana Teresa, apontando como um dos maiores desafios das capacitações a intervenção em “conceitos arraigados” destes profissionais, que costumam se manifestar de forma sutil nos atendimentos.

20/05/2014 / 0 Comments
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Aprovados no concurso da Sejus para o cargo de inspetor penitenciário cobram nomeação

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Depois de sofrerem com o atraso no pagamento da bolsa durante o curso de formação, os candidatos aprovados no concurso da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) ainda não foram nomeados, e não há previsão de nomeação. O concurso para o cargo de inspetor penitenciário – unificação dos cargos de agente penitenciário e agente de escolta e vigilância – foi lançado em 2012, com provas em 2013 e curso de formação este ano.    O curso de formação para os primeiros 224 aprovados teve início em 27 de janeiro deste ano. O edital do concurso previa o pagamento de uma bolsa com valor equivalente à metade da remuneração do cargo enquanto faziam o curso de formação. Os candidatos denunciaram, em abril deste ano, que apenas uma parcela havia sido paga.    O curso terminou em 9 de abril, mas os candidatos só receberam o restante da bolsa após a publicação da denúncia em Século Diário, no dia 20 de abril.    Depois de terem denunciado a falta de pagamento da bolsa, os candidatos disseram que não há previsão para nomeação, apesar de estarem aptos para assumir os cargos.    O caso se torna ainda mais dramático com a informação de que vários desses 224 candidatos estão desempregados, já que tiveram de deixar os empregos para se apresentar no curso de formação.    O concurso foi homologado nesta segunda-feira (19), mas os candidatos alegam que, em contato com a Sejus e a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos, nenhuma previsão de nomeação foi definida.    A Defensoria Pública chegou a entrar com mandado de segurança contra a Sejus, com o objetivo de garantir a nomeação de candidatos aprovados em concurso para o cargo de agente penitenciário e agente de escolta e vigilância. A ação também visa evitar que o Estado contrate de maneira temporária agentes para atuarem nos presídios.   Em janeiro deste ano a Defensoria Pública passou a receber reclamação de candidatos do concurso público para agente penitenciário e agente de escolta e vigilância penitenciária do Estado, cada um com 250 vagas, totalizando 500 oportunidades de trabalho, mais o cadastro de reserva.    Segundo apurado pela Defensoria Pública, a Sejus convocou para curso de formação somente 500 candidatos classificados dentro do número de vagas previstas no instrumento convocatório, tendo preterido os demais candidatos, os quais, por exclusão, ficaram no cadastro de reserva.

20/05/2014 / 0 Comments
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MPES denuncia ???privatização??? de área pública em São Mateus

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O Ministério Público Estadual (MPES) denunciou o município de São Mateus, na região norte capixaba, pela doação irregular de uma área pública à entidade religiosa. Na ação civil pública (0003430-29.2014.8.08.0047), a promotoria local pede a concessão de liminar para barrar a autorização por parte da administração do prefeito Amadeu Boroto (PSB) de qualquer obra no terreno. De acordo com informações do MPES, as investigações foram iniciadas após uma denúncia à Promotoria de Justiça de São Mateus. O órgão ministerial acusa a prática de “privatização” do patrimônio público, já que a doação não teria sido precedida por um procedimento licitatório ou avaliação, como prevê a legislação. A denúncia narra que três leis municipais foram sancionadas com o objetivo de permitir a concessão do direito de uso gratuito do imóvel público, localizado no balneário de Guriri, para a Associação Luterana Beneficente de Vila Valério – que também figura como parte no processo. A área, com 2.500 metros quadrados, faz parte do loteamento denominado Jardim Caiçaras. A Promotoria alega que o objetivo da entidade religiosa seria a construção de um centro de eventos no terreno, conforme as plantas arquitetônicas e declarações do presidente da associação. Para o Ministério Público, o episódio deve ser imediatamente rechaçado para evitar o maior prejuízo ao erário. O pedido de liminar ainda será analisado pelo juízo da 4ª Vara Cível de São Mateus, onde tramita a ação protocolada na última quarta-feira (14).

20/05/2014 / 0 Comments
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Cenário eleitoral pressiona PT a lançar candidatura e PSDB a recuar

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PT e PSDB vivem situações complicadas para acomodação na eleição deste ano no Estado. Ambos pressionados pela necessidade de criar condições para que seus presidenciáveis façam campanha no Espírito Santo, procuram o melhor caminho eleitoral, o que nos dois casos requer sacrifícios de seus filiados.    O PT se vê diante da possibilidade de ter de erguer um palanque próprio para a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Embora ainda alimente a expectativa de o ex-governador Paulo Hartung vir a puxar o palanque presidencial, compondo com o PT na disputa ao Senado, com o ex-prefeito de Vitória, João Coser como candidato.    Os movimentos do ex-governador, porém, se afastam cada vez mais do PT. Por isso, o partido pode ter de ir sozinho para a eleição. O nome de Coser é o mais cotado para puxar o palanque. Mas há discussões internas tentando levar outras lideranças a assumir a candidatura.    Mas dificilmente algum dos nomes cogitados assumirá a tarefa de puxar o palanque ao governo. O ex-prefeito de Cariacica Helder Salomão tem uma candidatura em ritmo adiantado a deputado federal. A deputada Iriny Lopes também tem seu planejamento para a disputa a reeleição à Câmara, assim como Perly Cipriano, que trabalha sua candidatura à Assembleia.   Já o PSDB vive uma situação contrária, porém, muito complicada também. O partido lançou a candidatura do ex-prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi, mas como as negociações com o palanque do ex-governador Paulo Hartung avançam, o partido pode ter de desistir da candidatura própria.    Balestrassi ainda tenta manter sua candidatura, mas no ninho tucano não vem encontrando apoio para sustentar seu palanque. O partido está divido entre fechar um acordo com Hartung ou Casagrande, alinhavado pelo presidenciável tucano Aécio Neves com o também candidato a presidente, pelo PSB, Eduardo Campos. 

20/05/2014 / 0 Comments
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Diretores capixabas comentam sobre o processo de produção de seus filmes

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  A produção audiovisual capixaba vem crescendo cada vez mais. Seja com apoio de edital ou por iniciativas livres, os longas metragens estão ganhando espaço e se destacando pela qualidade, mas ainda falta muito para que haja uma produção cinematográfica significativa no Espírito Santo. Para o diretor Rodrigo Oliveira, que esta finalizando seu segundo longa, Teobaldo morto, Romeu Exilado, as maiores dificuldades dos produtores audiovisuais capixabas é a finalização, visto que não há uma política no Estado que incentive a distribuição e divulgação dos filmes.   O filme foi realizado por meio do edital da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) para produção de longa-metragem. Rodrigo conseguiu completar quase todas as etapas de pós-produção do seu longa no Estado, apenas a correção da cor será feita em São Paulo. Logo depois de filmado, o filme já participou de um fórum Huelva de co-produção na Espanha e também foi escolhido por alguns curadores da Ancine para ser assistido. Rodrigo espera que a partir dessas exibições apareça um convite para participar de alguns festivais europeus.     Teobaldo morto, Romeu Exilado foi todo filmado em Burarama, distrito de Cachoeiro de Itapemirim, e a população local ficou envolvida na gravação, que durou quase dois meses. “Burarama é a razão pela qual a história existe, eu escrevi a história a partir da minha relação com o vilarejo. Então foi importante para mim utilizar as pessoas do local no elenco, além da mão de obra e dos produtos dos moradores. Já que o filme foi financiado com dinheiro público, também foi uma forma de fazer esse dinheiro retornar para a comunidade”, diz Rodrigo.    Para Rodrigo, o edital de longa-metragem com certeza foi importante para o incentivo de produção no Estado, mas ainda é muito pouco para a quantidade de pessoas que querem produzir. Outra questão que para ele aumentou a produção foi o curso de audiovisual da Ufes, onde são produzidos de 6 a 8 curtas por semestre. “Ainda somos muito dependentes de editais porque a produção independente é muito difícil e incipiente. Acredito que quanto maior o volume de produções de livres iniciativas, mais cedo o poder público vai perceber que precisa investir mais, seja em editais de produção ou de finalização”, diz Rodrigo.   Rodrigo espera que a sua próxima produção seja independente de edital e para isso vai precisar reduzir bastante os custos, “não dá para esperar o edital, que contempla apenas um longa por ano, queremos produzir”, afirma.    Edson Ferreira, que também está finalizando o seu longa Entreturnos, está trabalhando na edição de som e de cor da película, mas pretende lançá-lo no Vitória Cine Vídeo deste ano. Ele está em contato com distribuidoras para que seu filme entre no circuito comercial de cinemas, para ele este momento da pós-produção e divulgação é o mais difícil. “Você acaba se sentindo sozinho. Essa ainda é uma realidade do cinema nacional, muitos filmes são produzidos, mas não chegam ao grande público”.      O filme Entreturnos também foi contemplado pelo edital de longa-metragem da Secult, mas ele buscou outras formas de financiamento para conseguir arcar com todos os custos. Entretanto, sua maior dificuldade foi o diálogo com as empresas privadas. “O empresariado ainda não compreende o patrocínio a produção de filmes como uma parcerias, eles pensam que estão fazendo uma doação ou uma caridade. Não há uma responsabilidade cultural ou uma visão dos lucros e ações que esse apoio pode gerar” explica Edson.      Esse é o mesmo problema de Luiza Lubiana, diretora e roteirista de Punhal, longa metragem que ela realizou sem apoio de edital. A forma de financiamento que ela trabalhou foi por meio da troca de bônus da Lei de Audiovisual da Ancine. Mesmo com a isenção fiscal, ela teve que batalhar muito para conseguir o investimento. “Não há interesse da iniciativa privada em investir em cultura. Nós, os realizadores, nos sentimos marginais, precisamos a todo momento provar quem nós somos e a qualidade do nosso trabalho, me sinto desrespeitada por isso”, desabafa.   Para Luiza, muitas multinacionais que poluem o estado deveriam ter no mínimo editais específicos de cultura para financiarem espetáculos e produções de livros e filmes com o próprio dinheiro. “Os editais não deveriam ser só uma obrigação do governo, mas sim das empresas também, principalmente as poluidoras, que deveriam ter a obrigação de reverter esse prejuízo para a população”.    Para produzir o longa Punhal, ela também contou com apoio de outras instituições como a Ufes, a Lei Rubem Braga, entre outros. Luiza também encontrou dificuldades na finalização, seu filme foi todo rodado em 35 mm e não há esse tipo de finalização aqui no estado, portanto o filme também teve que ser mandado para São Paulo. Ela conta que escolheu esse formato, por que trabalha com muitas paisagens longas. “A película abraça melhor o tipo de universo que quero criar, além disso há na granulação uma poética que eu não enxergo no formato digital”, explica.   Punhal foi rodado no Mosteiro Zen Budista de Ibiraçu, região de Santa Leopoldina, Trol e Casa de Pedra, em Jacaraípe. O filme trabalha com realismo fantástico e uma mitologia própria. O longa narra a lenda do povo que vive na província do Monte da Nuvem Branca. Eles acreditam que os espíritos quando morrem, andam, sentem fome e desejos. Punhal será distribuído internacionalmente pela AMERICNE, mas Luiza também está em contato com uma distribuidora nacional e espera que o filme seja lançado ainda este ano.    Outro exemplo de produção independente é o cineasta Rodrigo Aragão, que recentemente completou sua trilogia de terror com Mar Negro (2014). O trailer contou com um orçamento um pouco maior que os filmes anteriores – Mangue Negro (2008) e A Noite dos Chupacabras (2011) -, foram R$ 250 mil, ainda um valor pequeno até para o cinema de baixo orçamento.   Atualmente, Rodrigo está trabalhando na antologia Fábulas Negras que reuniu alguns realizadores independentes do Brasil na direção dos quatro curtas que compõem o projeto. Rodrigo Aragão será o responsável pela direção

20/05/2014 / 0 Comments
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Servidores públicos prometem parar no dia 28 de maio

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Os servidores públicos do Estado vão realizar, no dia 28 de maio, uma paralisação geral de 24 horas em protesto ao não atendimento a nenhuma das reivindicações da categoria por parte do governo. A paralisação foi deliberada na assembleia geral da categoria, realizada na última quinta-feira (15).    Entre as reivindicações estão a concessão do auxílio-alimentação para os servidores que recebem por subsídio e o reajuste desse auxílio pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), no valor de R$ 705,00; reposição de perdas salariais;  fixação da data base em mês específico; e regulamentação do adicional de insalubridade e do auxílio-creche.   Os servidores reclamam que não conseguem negociar com o secretário de Estado de Gestão e Recursos Humanos, Pablo Rodnitzki. O Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos) vai a Brasília recorrer da decisão do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), que não julgou até o momento a situação da greve da categoria, em abril deste ano, que foi decretada ilegal pela Justiça, em decisão monocrática, mas não teve mérito julgado.   Durante a paralisação, vai ser realizada uma assembleia geral unificada e um ato público, com a realização de atividades como doação de sangue, atrações culturais, distribuição de alimentos orgânicos, quadrilha e um almoço coletivo.   A estimativa é que mais de 30 mil servidores de todo o Estado participem do movimento que reivindica uma negociação efetiva com o governador Renato Casagrande (PSB) e não aceita mais reuniões com os secretários de Estado. 

20/05/2014 / 0 Comments
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Ordem de candidatos será alterada para eleição 2014

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A presidente Dilma Rousseff sancionou nessa segunda-feira (19) a lei que estabelece uma nova ordem de votação para as eleições de este ano. A lei inverte os dois primeiros cargos: primeiro será escolhido o deputado federal e depois o estadual ou distrital.    Nas eleições municipais, a serem realizadas em 2016, permanecerá a ordem atual: vereador e prefeito e vice-prefeito. A ordem a ser adotada nas próximas eleições é a mesma vigente até 2006, quando foi alterada por resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O autor do projeto que deu origem à nova lei (PLC 117/2010), deputado Milton Monti (PR-SP), alegou à época que a ordem definida pelo TSE poderia confundir o eleitorado.   Ao analisar a proposta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) considerou importante que se consolide a maneira de exibição dos candidatos nas urnas eletrônicas. O objetivo é evitar confusões que podem levar o eleitor a, involuntariamente, anular o seu voto.

20/05/2014 / 0 Comments
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Complexo da Ilha do Príncipe: governo divulga resultado de licitação

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O Instituto de Obras Públicas do Espírito Santo (Iopes) divulgou, nesta terça-feira (20), o resultado da concorrência pública para a elaboração do projeto executivo de arquitetura e complementares de engenharia do Complexo de Ilha do Príncipe, no Centro de Vitória. No local, o governo pretende instalar uma estação do BRT – corredores exclusivos de ônibus – e o novo Fórum de Vitória. O valor da contratação pode chegar até R$ 8,4 milhões. Segundo o aviso publicado no Diário Oficial do Estado, o consórcio Portal do Príncipe foi declarado como vencedor da licitação com uma pontuação de 96,57 como Valor para Efeito de Classificação (VEC). Ele foi o único participante da licitação aberta em dezembro do ano passado. O projeto do Complexo faz parte do plano de revitalização do Centro da Capital e do Projeto de Mobilidade Metropolitana, do governo estadual. De acordo com informações do Iopes, o terreno que abrigará o complexo está situado em uma área delimitada pela Avenida Nair Azevedo Silva, Avenida Alexandre Buaiz e a Ponte Florentino Avidos (conhecido como a Ponte Seca. O projeto inicial prevê para o Fórum de Vitória a 28 mil metros quadrados de área construída em uma ou duas torres, para todas as suas dependências, mais 20 mil metros quadrados para estacionamento privativo. Já o transporte público na região será integrado ao sistema da Grande Vitória com a implantação de um terminal para abrigar as linhas alimentadoras provenientes da região de Santo Antônio a Resistência e uma estação do BRT, unificando todo o sistema viário interno e adaptação ao sistema viário existente. Também está prevista a implantação de equipamentos de apoio e circulação de pedestres, além de estacionamentos públicos, para atender a demanda da região. Para a concepção do novo projeto foi realizado um convênio entre o Poder Executivo estadual, Tribunal de Justiça e a Prefeitura de Vitória. A expectativa é de que as obras proporcionem uma significativa valorização imobiliária da região central, que se deteriorou nos últimos anos. 

20/05/2014 / 0 Comments
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