Assessor do Ministério de Direitos Humanos, Nilmário Miranda lança livro sobre ditadura e analisa política atual Em passagem por Vitória para o lançamento do livro Por Trás da Chamas, escrito junto a Hamilton Pereira (Pedro Tierra) e Carlos Tibúrcio, o ex-deputado e atual assessor do Ministério dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, foi entrevistado pelo Século Diário. Ele explica os relatos trazidos pelo novo livro, editado pela Expressão Popular e fala de suas atribuições no ministério, que vão desde a Comissão Nacional da Verdade sobre a ditadura até estudos sobre a escravidão. Também comenta a posição do governo sobre os 60 anos do golpe de 1964 e a realidade atual do sistema político brasileiro. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Sinucas de bico
Aliados, oposição, servidores…todos os olhos estão voltados para Renato Casagrande Leonardo Sá O governador Renato Casagrande (PSB) tem duas decisões importantes e urgentes para tomar nos próximos dias, com impactos, tudo indica, inevitáveis. Uma referente ao projeto que criminaliza as ocupações no Espírito Santo e retira direitos de família do campo e das cidades, aprovado na Assembleia Legislativa por maioria esmagadora, reunindo no mesmo objetivo a base aliada e a oposição ferrenha, formada por parlamentares bolsonaristas e de direita. A deputada Camila Valadão (Psol), um dos três únicos votos contrários (junto com Iriny Lopes e João Coser, do PT), já antecipou que, caso Casagrande não vete a proposta, o Psol entrará com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). Do outro lado, a pressão é para que a medida, absurda por sinal, seja sancionada na íntegra. O deputado Callegari (PL) fez discurso um dia após a aprovação, em que cobrou do governador que prove que “é amigo da classe produtiva” e convocou os deputados a derrubarem “o veto ideológico”, se houver, e “não se acovardar”. A posição do governador envolverá, para além disso, os movimentos sociais, com quem já acumula enorme débito. Na outra área, dos servidores, o cenário também coloca o governo no alvo e gera alta expectativa e tensão. Casagrande sinalizou que anunciará o índice de reajuste anual na próxima quarta-feira (1º), Dia do Trabalhador, mas ainda não atendeu à demanda do sindicato representativo, o Sindipúblicos, de sentar-se antes à mesa de negociação. Mobilizado desde março, o funcionalismo público cobra 14,38%, referentes às perdas salariais de 2020 a 2023. No ano passado, a questão foi fechada em apenas 5%, motivo de insatisfação. Se vier com o mesmo pacote agora, já viu…reação em cadeia! MarcaCom um detalhe a mais: a jogada do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), em ano de eleição, acabou criando uma marca para a negociação dos reajustes em âmbito estadual e municipais. Ele foi o primeiro a anunciar o índice deste ano e já cravou 10%. Só a Capital pode? Foi a pergunta que passou a predominar… Na mesmaEm municípios como Vila Velha, Cariacica e Serra, esse questionamento e comparativo foram ignorados. Também candidatos à reeleição, os prefeitos Arnaldinho Borgo (Podemos) e Euclério Sampaio (MDB) concederam 5%. O mesmo fez Sergio Vidigal (PDT) na Serra, que tenta emplacar seu sucessor, Weverson Meireles (PDT). E Casagrande……também vai conceder menos que o adversário político, que já está de olho em 2026? Veremos em breve! ‘Batata quente’Voltando à criminalização das ocupações, o vereador de Vitória André Moreira (Psol) destacou na Câmara: “Mas o que eles [deputados de direita] não esperavam, é que ao aprovar o projeto, os interesses e benefícios da empresa Suzano, antiga Fibria e Aracruz Celulose, conhecida por invadir terras quilombolas, crime pelo qual foi condenada, também seriam comprometidos. Criaram uma batata quente para seus aliados”. Endereço certoNo mesmo tom das deputadas Camila Valadão e Iriny Lopes, ele reiterou que o objetivo da proposta sempre foi claro: atingir o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de Moradia, este último, aliás, presente à votação, que foi um festival de acusações e baixarias. PalanquesPresidente do Republicanos no Estado, Erick Musso tem divulgado os prefeitos candidatos à reeleição este ano. Os mais recentes, João Paulo Nali, em Castelo; Gedson Paulino, em Iconha; Peter Costa, em Mimoso do Sul; e Micula, em João Neiva. Palanques IIA legenda também tem o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, principal vitrine política das eleições municipais; e o de Linhares, Bruno Marianelli, ligado ao antecessor, Guerino Zanon, que vai enfrentar o deputado estadual Lucas Scaramussa (Podemos). Palanques IIIO Psol de Vila Velha fez o mesmo nesta semana em relação aos seus candidatos à Câmara de Vereadores. Entres os nomes, a professora Mônica Alves, que já disputou a prefeitura, Aldinéia Mello e Allan Lozer (tem mais? Email para a coluna!) Na majoritária, o partido vai de Nicolas Trencho. Nas redes“Um dia inteiro em Santo Antônio e Região 2 da cidade de Vitória! Conversei com a população de diferentes bairros e escutei as proposições que os moradores apontam como ações prioritárias pra a melhoria de suas ruas e comunidades. Também estive com os padres Florio e Marcos, na Basílica (…)”. João Coser, deputado e candidato a prefeito pelo PT, gastando sola de sapato eleitoral. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com
‘Inclusão do litoral norte inicia novo momento judicial a favor dos atingidos’
Centralidade na vítima será o tom das próximas decisões da Justiça Federal, afirma procurador da República Ascom/MPF-MG Uma vitória histórica para os atingidos pelo crime da Samarco/Vale-BHP no litoral norte do Espírito Santo, que marca o início de uma “guinada” judicial em favor das vítimas. A análise é do procurador da República em Minas Gerais, Felipe Augusto de Barros Carvalho Pinto, chefe da Força-Tarefa do Rio Doce no Ministério Público Federal (MPF), ao comemorar a decisão tomada na noite dessa quarta-feira (24) pelo Tribunal Regional Federal da Sexta Região (TRF6). Por unanimidade, com 3 x 0, os desembargadores determinaram a inclusão de todas as comunidades costeiras capixabas localizadas entre os municípios de Serra e Conceição da Barra, nos programas de compensação e reparação dos danos decorrentes do crime de 2015. A inclusão consta na Deliberação nº 58, publicada pelo Comitê Interfederativo (CIF) em 2017, mas que até hoje não foi cumprida pela Fundação Renova, atual responsável pela execução dos programas definidos no primeiro acordo extrajudicial firmado entre as mineradoras, os governos federal e estaduais e as instituições de justiça, em março de 2016, o Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC). Para Felipe, essa foi a primeira de uma série de decisões que o TRF6 passará a proferir, a partir de uma perspectiva que vem sendo pleiteada pelos movimentos sociais e instituições de Justiça – MPs e Defensorias Públicas, que formam a força-tarefa – há muito tempo. “Essa vitória recoloca as rédeas do processo de reparação nas mãos do estado. Coloca o poder de dar as diretrizes [para atuação] da Fundação Renova nas mãos do CIF. CIF esse que deve ser ocupado pelos atingidos e pelas instituições de Justiça, e será cada vez mais ocupado, para que a gente faça valer a centralidade da vítima, do atingido, no processo de preparação. Essa vitória é só o começo de um processo que, espero, seja para obter uma reparação mais efetiva e mais rápida”, destacou. O procurador acrescenta que, “hoje, começamos com o Espírito Santo, mas a decisão vai valer para todas as deliberações do CIF. Tem muita coisa que ficou sem cumprimento e a gente vai atrás disso”. As declarações foram feitas logo após o término do julgamento, em meio às comemorações dos atingidos do lado de fora do TRF6, levados para Belo Horizonte pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). MAB Mais de vinte comunidades costeiras O julgamento se deu na 4ª Turma do TRF6, no âmbito de um agravo de instrumento apresentado pelas empresas Samarco, Vale e BHP contra uma decisão que havia incluído cinco municípios capixabas nos programas de reparação e compensação. No recurso, as mineradoras pediam o reconhecimento da necessidade de uma perícia para validar uma deliberação do Comitê Interfederativo (CIF), que incluiria áreas afetadas alegadamente novas. “Após avaliar os recursos propostos, o relator e presidente da 4ª Turma, desembargador federal Ricardo Rabelo, concluiu que os atos do CIF, enquanto típicos atos administrativos sob o ponto de vista jurídico, eram plenamente válidos, e que, portanto, as empresas rés deveriam se submeter a eles, salvo em caso de flagrante ilegalidade”, informa o TRF-6. Sua relatoria foi seguida pelos demais membros da 5ª turma, os desembargadores federais Simone S. Lemos e Lincoln Rodrigues de Faria. Divulgação/TRF6 Originalmente, o TTAC previa 35 municípios em Minas Gerais e cinco no Espírito Santo. Com a decisão unânime da 4ª Turma do TRF6, foram reconhecidos os seguintes municípios e localidades capixabas: São Mateus (Urussuquara, Campo Grande, Barra Nova Sul, Barra Nova Norte, Nativo, Fazenda Ponta, São Miguel, Gameleira e Ferrugem); Linhares (Pontal do Ipiranga, Barra Seca, Regência, Povoação e Degredo); Aracruz (Portal de Santa Cruz, Vila do Riacho, Rio Preto, Barra do Sahy e Barra do Riacho); Serra (Nova Almeida); e Conceição da Barra. PNAB Um pouco antes do julgamento, o procurador se reuniu com militantes do MAB, onde afirmou a necessidade de implementação da Deliberação 58/2017 e do Judiciário efetivamente atuar numa perspectiva de centralidade na vítima, à luz da Política Nacional de Atingidos por Barragens (Pnab) – Lei nº 14.755/2023 – sancionada pelo presidente Lula (PT) em dezembro passado. Segundo Felipe Barros, a PNAB é sim aplicável aos processos em curso, como os crimes da Vale em Mariana e Brumadinho. “Nós, instituições de Justiça, não temos a menor dúvida que a nova lei da PNAB é aplicável aos processos em curso”, afirmou, conforme divulgado pelo MAB. A aplicação da lei, ressaltou, “reforça a necessidade de participação dos atingidos, com estruturação dos comitês”. Nesse sentido, a força-tarefa tem atuado em várias frentes, em um trabalho judicial que corre paralelo à Repactuação, liderada pelo governo federal. As frentes incluem contratação de expert, orçamento dos atingidos, contratação das Assessorias Técnicas Independentes (ATI’s), consolidação das Comissões, reestruturação do Auxílio Financeiro Emergencial (AFE) e condenação pelos danos morais. Repactuação “A gente espera que esse seja um ano de bons resultados e mudanças, e concretização de direitos que ficaram pelo caminho, independentemente de qualquer conversa sobre Repactuação. Pelo MPF, o que posso dizer é que as conversas estão paralisadas. E venho trabalhando como se esse acordo não existisse. No futuro, se vier, se for favorável e do nosso interesse o acordo de Repactuação, um bom acordo que leve em conta a participação e fatos novos que surgiram desde as últimas negociações, como contaminação dos alimentos e a lei da PNAB“, ressaltou. A implementação da Deliberação 58/2017 também era pré-condição para que o governo do Estado retomasse as negociações no âmbito da Repactuação, conforme declarou o procurador-geral capixaba, Jasson Hibner Amaral, durante reunião com a comunidade quilombola de Degredo, em Linhares, que exigiu o atendimento de todas as comunidades quilombolas atingidas pelo crime. Ações internacionais Nessa segunda-feira (22), os atingidos já haviam se reunido com a presidente do TRF6, desembargadora federal Mônica Sifuentes, além de deputados estaduais e federais, tratando de pautas como a implementação da Deliberação nº 58/2017 e a Repactuação. Na ocasião, Mônica Sifuentes explicou que o TRF6 estava empenhado em dar agilidade à tramitação processual e aos acordos desses processos. “O ideal seria que todas as partes alcançassem um acordo rapidamente, evitando nossa dependência
Presidente do PDT confirma nome de Weverson, com reforço de Casagrande
“É a única alternativa”, diz o presidente estadual do partido, Dudu Vidigal, filho do prefeito da Serra Ao contrário de rumores que correm nos meios políticos, por conta de experiência e disputas eleitorais, o nome do PDT para a Prefeitura da Serra nas eleições deste ano é mesmo o ex-secretário de Estado de Turismo do Espírito Santo, Weverson Meireles, lançado como pré-candidato pelo prefeito Sergio Vidigal, que desistiu da reeleição. Com 33 anos, “Weverson é a única alternativa”, disse nesta quinta-feira (25) o presidente estadual do partido, Eduardo Vidigal, o Dudu, filho do prefeito. Ele reforça a movimentação com a garantia da aliança com o governador Renato Casagrande (PSB), que também “estará presente na campanha”. “Papai vai estar ativo em toda a campanha para demonstrar que Weverson dará continuidade ao desenvolvimento socioeconômico da Serra, sem colocar o município em retrocesso em relação aos avanços experimentados nas últimas décadas”, disse Dudu, que aponta para um segundo turno eleitoral. Segundo ele, Sergio Vidigal estará permanentemente levando Weverson às comunidades, como tem ocorrido nas últimas semanas e durante a apresentação da pré-candidatura, em março, depois da articulação que envolveu a ex-vice-prefeita e vereadora Márcia Lamas e seu filho, Bruno, secretário de Ciência e Tecnologia do governo e ex-deputado estadual, que desistiu da disputa. “Esses eventos deverão ser frequentes”, aponta Dudu. O presidente estadual do PDT diz que a militância trabalha para alcançar a vitória em primeiro turno, embora considere essa meta difícil. Ressalta, no entanto, questionado sobre os pré-candidatos, que a disputa, se vier a ocorrer, será entre Weverson e o ex-prefeito Audifax Barcelos (PP), histórico adversário de Sergio Vidigal. Dudu descarta a pré-candidatura do deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos). “Muito barulhento, mas sem conteúdo”. Weverson já está em pré-campanha nas ruas, com ações mais intensificadas, depois de encerrada a fase de filiações partidárias, no último dia 6, apresentando-se como pré-candidato de Sergio Vidigal. Ele tem, ainda, um histórico com o partido PDT, a única filiação, desde os 16 anos. Além de Weverson, Audifax Barcelos e Muribeca, concorrem à Prefeitura da Serra o vereador Igor Elson, do PL, representante da extrema direita bolsonarista, e ainda o ex-deputado estadual e professor Roberto Carlos, no campo oposto, o PT.
Escola privada de Cachoeiro é condenada em ação coletiva de professores
Ciac Raymundo Andrade terá que pagar 100 mil referentes a salários atrasados de 2023 Redes Sociais O Ciac Raymundo Andrade, escola particular de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, foi condenado a pagar R$ 100 mil a professores e ex-professores, montante referente a salários não pagos dos meses de setembro, outubro e novembro de 2023, além dos benefícios de descanso semanal remunerado (1/6) e planejamento (15%) dos mesmos meses. A decisão foi tomada pelo juiz Giovanni Antonio Diniz Guerra nessa terça-feira (23), ao julgar procedente a ação civil coletiva movida pelo Sindicato dos Professores no Estado do Espírito Santo (Sinpro) em novembro passado. Tendo em vista que se trata de uma sentença em primeira instância, o juiz também concedeu a tutela de urgência, dando prazo de dez dias para a escola quitar o débito, sob o risco de receber multa, dentre outras medidas coercitivas. Além dos R$ 100 mil, a escola terá que pagar mais R$ 2 mil, referentes às custas do processo. De acordo com a sentença (processo nº 0001289-61.2023.5.17.0131), a escola argumentou genericamente contra o pedido, apenas alegando que “atualmente, todos estão com os vencimentos em dia”. Entretanto, não juntou documento comprobatório de pagamento. Além disso, o próprio Ciac reconheceu o débito na ata de uma assembleia geral ordinária e em uma contraproposta apresentada aos docentes. A escola também tentou alegar questões processuais para questionar a ação. Uma das argumentações diz respeito a um suposto defeito de representação do Sinpro-ES, mas o juiz informou que o sindicato apresentou a procuração regular para atuar em nome dos docentes. Outro ponto foi a falta de apresentação dos contratos de trabalho, e o juiz afirmou que se tratam de “documentos que poderão ser juntados na fase de liquidação”, sem prejuízo para a defesa. Outra alegação foi a de “ausência de liquidação de pedidos”, que diz respeito à fixação do valor a ser pago aos professores já na petição inicial. Para Giovanni Antonio Diniz Guerra, porém, por se tratar de ação de natureza coletiva, “não há como se exigir a liquidação dos pedidos. (…) Eventual condenação, consequentemente, será genérica, devendo os valores devidos a cada trabalhador prejudicado ser individualizados em liquidação de sentença”. No deferimento do pedido de urgência, o juiz alegou que tem fundamento o “receio de dano irreparável”, tendo em vista que os trabalhadores estão privados de seus rendimentos. “A atual situação financeira precária da reclamada [a escola] não é impeditivo ao direito dos substituídos [professores] de receber os salários pelos serviços prestados em 2023, mormente porque é do empregador os riscos da atividade empresarial”, diz. Quando entrou com ação, o Sinpro-ES também fez pedido de urgência para os pagamentos atrasados, mas a solicitação foi indeferida pelo juiz substituto Jailson Duarte, negando a possibilidade de que o pagamento acontecesse antes de todas as partes do processo serem ouvidas. Em fevereiro deste ano, o Sinpro-ES realizou uma assembleia com professores e ex-professores do Ciac, na qual foi aprovada como proposta de acordo que a escola pagasse o débito em 15 vezes e começasse a colocar em dia a remuneração vigente. Durante uma audiência de conciliação, porém, a escola apresentou contraproposta, que foi recusada pelos representantes dos professores. Segundo informações da própria escola, os débitos pendentes relativos a contratos rescindidos com 70 professores chegaram a cerca de R$ 760 mil. Imóvel do Ciac Outro ponto abordado na sentença diz respeito ao imóvel em que o Ciac está instalado. O juiz chegou a deferir, parcialmente, o pedido para que o espaço fosse utilizado como garantia para o pagamento da dívida, mas foi informado de que se trata de um local que pertence à União. Esse fato remete ao histórico de transformação do Ciac, que, em suas origens, era uma instituição filantrópica. A Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância (Apami) – nome jurídico da escola – foi fundada em 1948 por Raymundo de Araújo Andrade, ex-prefeito de Cachoeiro (1959 a 1963) e ex-deputado federal (1963 a 1970), junto a sua esposa, Maria das Victórias. Inicialmente, a instituição era chamada de “Jardim de Infância” e oferecia educação infantil. O ensino fundamental foi implantado em 1985, segundo o histórico divulgado pela escola, e o ensino médio, em 2010, quando já era chamada há várias décadas de Centro Integrado de Atividades Culturais (Ciac) Raymundo Andrade. Em 1997, a Procuradoria da União do Espírito Santo entrou com representação contra José Tasso de Andrade – ex-prefeito de Cachoeiro e filho de Raymundo e Maria das Victórias que depois assumiu a escola – no Tribunal de Contas da União (TCU), alegando mau uso de recursos de três convênios firmados nos anos 1990 com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e ocupação ilegal de terreno pertencente à extinta autarquia Legião Brasileira de Assistência (LBA). Segundo a Procuradoria, a escola estava cobrando mensalidades compatíveis com as de instituições privadas, o que afrontava o seu próprio estatuto e a finalidade a que se destinava naquele espaço. José Tasso chegou a ser condenado em duas instâncias, mas, em 2012, o Tribunal de Contas da União (TCU) julgou suas contas “regulares com ressalvas”. Professores tentam acordo com escola privada de Cachoeiro Empregados e ex-empregados do Ciac Raymundo Andrade têm pagamentos pendentes desde setembro https://www.seculodiario.com.br/direitos/professores-tentam-acordo-com-escola-privada-de-cachoeiro-1 Professores revindicam salários atrasados de escola privada de Cachoeiro Com mais de 70 anos, Ciac Raymundo Andrade alega queda brusca na receita com a pandemia https://www.seculodiario.com.br/direitos/professores-revindicam-salarios-atrasados-de-escola-privada-de-cachoeiro
Professores da Ufes rejeitam proposta do Governo Federal e mantêm greve
Outras instituições do Brasil também realizam assembleias para definir rumos da mobilização nacional Foto Leitor Os professores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) rejeitaram a proposta do Governo Federal a respeito dos pontos de pauta da greve nacional iniciada no último dia 15 de abril. A decisão foi tomada em assembleia da Associação dos Docentes (Adufes) realizada na tarde desta quinta-feira (25), no campus de Goiabeiras. Ao todo, foram 117 votos contrários à proposta e 17 favoráveis. Durante a assembleia, também foi decidido que os docentes da Ufes indicarão um representante para atuar no Comando Nacional de Greve. Entretanto, a Adufes não informou se já existe um nome e quem seria a pessoa escolhida. Na última sexta-feira (19), em Brasília, foi realizada a quarta rodada da Mesa Específica e Temporária da Carreira com os representantes da greve em nível nacional. O Governo Federal apresentou como proposta reajuste de 9% a partir de 2025 e de 3,5% em 2026, sem nenhum valor para 2024. Os docentes da Ufes, e de outras instituições de ensino superior, cobram 22,71% de reajuste salarial em três parcelas iguais de 7,06%, nos meses de maio de 2024, 2025 e 2026. A proposta de valores para os auxílios também é criticada pelos docentes: o auxílio-alimentação passaria de R$ 658 para R$ 1 mil, e a assistência pré-escolar, de R$ 321 para R$ 484,9. “O valor per capita da saúde suplementar, dependendo do escalonamento, pode ser reajustado em 51%. Com isso, para 2024, o governo continua prejudicando, especialmente, aposentados, além de não atender à reivindicação de equiparação às categorias do serviço público dos demais poderes”, afirmou a Adufes nas redes sociais. A associação também classificou como “tímida” a proposta para as progressões. Os percentuais da diferença salarial entres os níveis de 2 a 4 das Classes C (Adjunto) e D (Associado) passariam de 4% para 4,5%. Os docentes também não ficaram satisfeitos com as propostas apresentadas referentes à reivindicação de revogação da Instrução Normativa 66/22, que trata de pedidos de progressão e promoção, e da Portaria 983/2020, que instituiu ponto eletrônico para o magistério do Ensino Básico Técnico e Tecnológico (EBTT). O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) deverá recolher as votações feitas pelas demais universidades brasileiras para definir os próximos passos do movimento grevista. Pelo menos 31 instituições federais de ensino estão em greve, incluindo 26 universidades, quatro institutos federais e um centro de educação tecnológica. Novas adesões Nessa segunda-feira (22), as docentes do Ensino Básico Técnico e Tecnológico publicaram uma carta aberta aderindo à greve docente. Essas profissionais atuam no CAp Criarte, que oferece atendimento de educação infantil aos filhos e dependentes de pessoas vinculadas à Ufes. Entre as pautas específicas da categoria estão: fim do controle com ponto eletrônico; novo concurso público para recomposição do quadro funcional; ampliação da oferta para Ensino Fundamental; redução da carga horária; aplicação de licença capacitação e inclusão em programas nacionais de formação; aplicação da legislação educacional para incluir a disciplina de Artes no currículo; reconhecimento do cargo de direção do CAp; e inclusão no cadastro do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). O Diretório Central dos Estudantes também tem encampado o movimento grevista, e realizou uma assembleia, nessa quarta-feira (24), para estabelecer um calendário de lutas. Nessa segunda-feira (22), os estudantes decidiram desbloquear os portões do campus de Goiabeiras, em Vitória. A decisão se deu em acordo com a Administração Central, que convocou uma sessão extraordinária do Conselho Universitário para o próximo dia 2 de maio, para tratar das pautas estudantis. As pautas do DCE da Ufes incluem: revogação da resolução que associa assistência estudantil ao calendário letivo; jantar no campus de Maruípe; revogação de portaria que restringe manifestações culturais; melhoria na iluminação do campus; implementação de cotas trans e unificação do sistema quanto ao nome social; aumento da assistência para estudantes com deficiência; criação de comissão de avaliação de inclusão e acessibilidade; ampliação de acessibilidade no Restaurante Universitário (RU); e reabertura do “RUzinho” de Goiabeiras. No início da semana, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) emitiram nota conjunta em solidariedade ao movimento grevista. Já os técnico-administrativos da Ufes, que deflagraram greve no mês passado, reivindicam reajuste salarial de 34,32%, divididos em cerca de 10% nos anos de 2024, 2025 e 2026. O Governo Federal também não acenou para essa possibilidade em 2024, jogando a questão para os próximos dois anos, com índices de 4,5%. Os servidores também reivindicam reestruturação da carreira, já que vários cargos foram extintos, o que impossibilita a realização de concurso público. Os docentes e profissionais técnico-administrativos do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) também estão em greve por recomposição salarial, reestruturação de carreira para os técnico-administrativos e recomposição orçamentária e de pessoal. Outras pautas Além do reajuste, os docentes cobram o “revogaço” das medidas do Governo Bolsonaro, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 32, que trata da reforma administrativa, que ainda tramita no Congresso Nacional. Soma-se a esse cenário, segundo a Adufes, a precarização das condições de trabalho e o subfinanciamento das universidades federais, institutos federais e centros federais de educação tecnológica. Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que 100% das universidades federais receberam, entre 2010 e 2022, valores inferiores ao necessário para manter o patamar de despesas por matrículas. Estudantes liberam portões da Ufes em Goiabeiras Diretório Central estabeleceu acordo com a Reitoria; greve de professores e servidores continua https://www.seculodiario.com.br/educacao/greve-estudantes-liberam-portoes-da-ufes-em-goiabeiras Greve na Ufes: Reitoria e movimento estudantil negociam pautas Reunião aberta foi realizada nessa quinta-feira, e administração convocará Conselho Universitário https://www.seculodiario.com.br/educacao/greve-na-ufes-reitoria-e-movimento-estudantil-negociam-pautas
Progressões de militares serão analisadas por grupo de trabalho na Assembleia
Iniciativa pretende garantir interlocução com o governo do Estado antes da votação de projetos Um canal de diálogo com as entidades representativas da Polícia Militar (PM-ES) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM-ES) do Espírito Santo será aberto com a criação de um grupo de trabalho formado por deputados estaduais, para analisar, pincipalmente, as progressões de carreiras de cada categoria e fazer a interlocução com o governo estadual. Esse acerto foi feito em reunião entre o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (Podemos) e o presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Espírito Santo (ABMES), tenente Emerson Santana, nesta quinta-feira (25). “Temos um processo represado de longa data. Em 2018, tivemos uma redução do número de vagas de alguns quadros das nossas corporações, da Polícia Militar e do Bombeiro Militar, e essas vagas não retornaram até hoje. E com a procrastinação dessa solução, surgiram outros problemas”, disse Emerson, destacando que as progressões são os principais anseios das categorias junto ao governo. “Tiveram turmas de mil soldados, turmas grandes, e hoje essas turmas não têm perspectiva nenhuma de promoção. Então hoje nós precisamos trabalhar um quadro que dê perspectiva de promoção para o policial militar, para o bombeiro militar, para que tenha progressão na carreira e o pessoal se sinta incentivado a trabalhar com mais afinco, mais do que já trabalha”, acrescentou. Segundo Marcelo Santos, a criação do grupo de trabalho será deliberada internamente, para que passe a funcionar assim que as matérias do governo chegarem à Assembleia. “Não tem caráter deliberativo interno, mas sim opinativo, para que nós possamos votar e ter uma opinião de quem vai ser alcançado por essas medidas”, explicou. “Promoção de soldado, que está há mais de 15 anos sem promoção, de cabos, de subtenentes, de sargentos, enfim, de todos os níveis. Essa interlocução é muito importante”, destacou.
Stephen Bannon e o neofascismo II
Bannon viu grande perspectiva nas comunidades de jogos online Em relação a Stephen Bannon, o fundador do Breitbart, Andrew Breitbart, se referia a ele como a “Leni Riefenstahl do movimento Tea Party”. Este movimento político, de direita e conservador, atuou junto ao parasitismo de Bannon na democracia norte-americana, em que o dito cujo assumiu a direção do Breitbart, depois da morte por infarto de Andrew em 2012. Nesse contexto, o ex-editor do Breitbart, Ben Shapiro, chamou Bannon de valentão, que pegou o legado de Andrew e transformou em apoio político a outro valentão de ginásio, Donald Trump. Antes de Bannon se aproximar de Trump, ele investiu nas lideranças mais tradicionais do Partido Republicano, apoiando figuras como Ted Cruz, Ben Carson e Rand Paul. Bannon foi financiado por Robert Mercer, um bilionário que tinha relações com a Rússia, e que tinha investido no Breitbart e na Cambridge Analytica, e entrou com um financiamento de guerra de informação para atacar Hillary Clinton. Trump entrou para o programa de propaganda do Breitbart. Bannon, por sua vez, recebeu apoio de Mercer para se tornar o CEO da campanha de Trump em agosto de 2016 para a presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, que acabou sendo tomado por uma candidatura fora da curva, um outsider, que cresceu nas prévias do partido, e deixou lideranças bem cotadas, como Ted Cruz, para trás. Bannon ocupou um cargo inventado para ele no governo Trump, e rompeu com o mesmo, depois de comentários feitos por Trump no livro de Michael Wolff, Fogo e Fúria. “Sloppy Steve” passou a ser a alcunha dada por Trump para Bannon depois de eles romperem. Stephen Bannon, após passar quatro anos na Marinha, recebeu um MBA em Harvard, teve passagens pelo Goldman Sachs, na mídia de entretenimento, auxiliando na produção da série Seinfeld, e depois seguiu produzindo documentários que faziam propaganda do Tea Party e de Sarah Palin. Depois de sua passagem pelo entretenimento, viu grande perspectiva nas comunidades de jogos online. Bannon percebeu que lá havia membros de homens brancos que poderiam possibilitar a criação de um exército de sociopatas, que agora são chamados de incels, os celibatários involuntários, que remete a um ressentimento social e sexual, de homens tíbios e frustrados, que acabam indo para caminhos de misoginia, ofensas a minorias e com todo tipo de perversões, incluindo pedofilia e demais crimes virtuais. Isso, segundo Bannon, poderia favorecer a política conservadora outsider, que tinha na figura de Trump a sua versão carismática e populista, o objeto do culto de personalidade que este tipo de movimento necessita. O Gamergate foi uma das consequências do estímulo para tais comunidades de jogos online, uma vez que resultou do fato da desenvolvedora de jogos de nome Brianna Wu ter sido vítima de ódio por parte de grupos de jogadores, com ameaças de estupro e de morte. Brianna Wu caracteriza o Gamergate como uma guerra total que se torna o 8 chan, e que, por conseguinte, chega até o surgimento do movimento QAnon, que vive de teorias conspiratórias e fake news para distorção dos fatos e da realidade e alienação de incautos. Bannon, já depois de sua ruptura e saída do governo Trump, funda o “The Movement”, que passa a atuar na Europa, fomentando grupos de extrema direita no continente, e reunindo interesses e figuras de proa de ideologias reacionárias de direita para juntar forças e organizar a extrema direita num nível internacional. Bannon, por sua vez, realizou viagens pela Europa para fortalecer laços com lideranças de orientação extremista de direita e para expandir suas redes pelo continente europeu. Conexões novas surgiram, o que pode ser exemplificado no surgimento de Giorgia Meloni, chefe do partido neofascista Irmãos da Itália, que veio como uma candidata outsider, e que se elegeu desbancando lideranças de partidos mais tradicionais do país. A parte de operações de inteligência na Europa para tais candidaturas populistas e outsiders de extrema direita passava por apoio logístico em tarefas como pesquisas, análises de big data, orientações de gestão política, dentre outras técnicas e know how, parte devido à experiência de Bannon que tinha ocorrido na agora invalidada e extinta Cambridge Analytica, da qual fora o cofundador. Outro meio, e que foi efetivo para a eleição de Meloni na Itália, por exemplo, foi o intenso e massivo uso das redes sociais, algo que a extrema direita saiu na frente da esquerda tradicional, que ainda ficou apegada a jargões e palavras de ordem que eram mais cacoetes e tiques do que algo que ainda tinha efeito na política real do terceiro milênio e da internet. Meloni afastou, de modo sutil, a sua imagem do neofascismo, saindo do isolacionismo e voltando-se para valores da União Europeia, e com isso sacando a candidatura de Matteo Salvini, que se viu abandonado pela mídia italiana, ainda tomado por sua associação a figura de Putin e sua guerra expansionista nostálgica. Meloni, já como governo, manteve, por exemplo, um ultratradicionalismo, como política interna, se comparando a setores radicais do Partido Vox da Espanha e do Partido Republicano norte-americano. E isso tudo sendo efeito da influência de Bannon na ascensão de Meloni. Tal dianteira da extrema direita na técnica de política eleitoral se deu mundialmente, e também aqui no Brasil, sobretudo na eleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2018. O uso hipnótico do termo “mito”, somada às hostes das redes sociais, teve um efeito avassalador, enquanto outras candidaturas dormiam no sono analógico dos lugares comuns de uma campanha em moldes tradicionais. (continua) Gustavo Bastos, filósofo e escritor.Blog: http://poesiaeconhecimento.blogspot.com
Plenária do PT reforça nome de ex-vereador na disputa em Vila Velha
Babá diz que município “não precisa ser sufocado pela lógica de uma geopolítica que só privilegia alguns” O campo “Para Voltar a Sonhar”, que defende a pré-candidatura do ex-vereador João Batista Gagno, o Babá, à Prefeitura de Vila Velha, reforça a movimentação em plenária na noite desta quarta-feira (24), que se opõe às declarações públicas da deputada federal Jack Rocha, presidente estadual do PT, de que as candidaturas do partido serão definidas a partir de acordos de cúpula. “Estamos refletindo os cenários políticos e o campo está unificado em torno da minha pré-candidatura. Vamos continuar ouvindo as bases. O PT nasceu como instrumento de luta da classe trabalhadora. Vamos defender o legado do governo Lula e discutir e elaborar um programa de governo que garanta uma gestão transparente e democrática em busca de uma cidade inteligente e sustentável”, disse Babá. Para ele, “Vila Velha não precisa ser sufocada pela lógica de uma geopolítica que só privilegia alguns. Queremos uma cidade onde a participação política seja plural, decidida pelos eleitores, e não por acordos de bastidores”, destacou. A oposição ao posicionamento da cúpula estadual do PT envolve não somente as bases partido, mas também lideranças históricas, entre elas o ex-deputado estadual Claudio Vereza, que defende a pré-candidatura do ex-vereador. Jack Rocha citou a o termo “geopolítica”, que foi aplicado em acordo de cúpula nas eleições de 2013, quando o PT passou a uma fase de fraco desempenho eleitoral. O nome de Babá tem a maioria, mas existem outras movimentações em defesa de uma candidatura própria no município. Visam contrapor a tendência de apoiar o atual prefeito, Arnaldinho Borgo (Podemos), apontado como nome do governador Renato Casagrande (PSB), em busca do fortalecimento do nome de João Coser, em Vitória. As declarações de Jack Rocha foram feitas pouco dias depois de o diretório municipal decidir, por unanimidade, que terá um representante na disputa majoritária nas eleições. Para tanto, o nome de Babá ainda está em aberto, e, além dele, o economista Edson Wilson, o Edinho, da corrente “Construindo um Novo Brasil”, também é cogitado. A decisão final está marcada para o próximo dia 30, quando será realizada reunião do diretório municipal ampliado, e formada, também, a chapa de vereador.
Retrato atual
Casagrande reforça aliança com Vidigal e marca, por tabela, afago público a Weverson. E o palanque, vinga? Redes Sociais “O projeto que você tem é o projeto que eu tenho. Nós estamos juntos nesse trabalho que está sendo desenvolvido na Serra, pelo carinho e atenção que você tem conosco, por aquilo que a gente conseguiu construir”. O trecho do discurso, feito pelo governador Renato Casagrande (PSB), reforça a parceria com o prefeito Sergio Vidigal e marca, por tabela, o afago púbico ao seu candidato à sucessão, Weverson Meireles, ambos do PDT. Os três estavam presentes no mesmo palco durante a inauguração das obras de macrodrenagem, reabilitação de vias e implantação do Sistema Viário Norte, em Jardim Limoeiro, no último sábado (20). A fala foi devidamente destacada nas redes sociais, fechando uma sequência de anúncios sobre a manutenção da aliança PSB-PDT na Serra, colocada à prova desde que Vidigal anunciou que não tentará a reeleição e lançou seu pupilo Weverson. O diretório do PSB se movimentou para lançar um nome, mas o principal cotado, o ex-deputado Bruno Lamas, desistiu da empreitada. Depois veio o presidente estadual do partido, Alberto Gavini, e sacramentou que as duas legendas seguirão juntas. Esse é o retrato de hoje, mas que depende ainda do principal: garantir a viabilidade eleitoral de Weverson, o que tem sido a missão principal do prefeito e de sua mulher, a ex-deputada federal Sueli Vidigal. O casal percorre os bairros junto com ele em encontros estrategicamente promovidos pelo PDT, para tentar emplacá-lo até as definições de chapa. Se o projeto vingar, bem, se não…será preciso revirar novamente o tabuleiro! MáquinasOs investimentos destinados pelo governo à Prefeitura da Serra para o Sistema Viário Norte somam R$ 30 milhões. A obra tem a promessa de melhorar a mobilidade urbana e reduzir riscos de alagamentos e enchentes na região. Assim como tem ocorrido com outros prefeitos-aliados, é obra atrás de obra! Tête-à-têtePor falar na Serra e em eleição, o deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos), opositor ferrenho de Vidigal, também não dá ponto sem nó e convida para uma prestação de contas em pleno dia do seu aniversário. O evento, que será no próximo dia 7, é mais uma oportunidade de ficar no tête-à-tête com o eleitorado. Sem dúvidas, vem mais por aí… Tête-à-tête IIEssa prestação, aliás, gera movimentações desde já. Muribeca, o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, e demais aliados caminharam por Serra-Sede nesta quarta-feira (24). Distribuíram o relatório do mandato, somado a muita conversa e apertos de mão. DivisãoJá o vereador Igor Elson, que como citei aqui outro dia, lança sua candidatura nesta sexta-feira (26), espalha vídeos de apoio e convocatória para o evento, na estratágia de garantir uma ampla mobilização. O mais recente foi do deputado federal Gilvan da Federal, que soltou: “O PL não será vice de ninguém!”. No município, a divisão da direita, com os palanques de Muribeca e Igor, gera burburinhos há semanas. Cachoeiro – VitóriaEm Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, Diego Libardi (Republicanos), pré-candidato à prefeitura, publicou um vídeo no modo campanha eleitoral. Exaltou sua relação com o município, seu “primeiro amor”, e rebateu notícias de que estaria distante. Diego, como se sabe, é secretário em Vitória, de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, na gestão do correligionário Lorenzo Pazolini. De olho…Ele faz parte de um bloco que tem ainda os deputados estaduais Allan Ferreira (Podemos) e Dr. Bruno Resende (União). A conversa passada para fora é que o melhor posicionado dos três nos levantamentos internos seria o cabeça de chapa. A articulação, porém, deu sinais de esfriamento nos últimos tempos, negada nessa semana por Allan nas redes sociais. Diz ele que “não mudou nada”. Então, “tá”! Aposta do PLO bolsonarista Pastor Fabiano, preso em dezembro do ano passado por integrar uma milícia digital e promover atos antidemocráticos, circula com o coronel Alexandre Ramalho, candidato a prefeito, em Vila Velha, para consolidar seu nome à Câmara de Vereadores. Os dois integrantes do projeto do PL. Aposta do PL IIO caso envolvendo o pastor é o mesmo que prendeu o vereador afastado de Vitória Armandinho Fontoura, também candidato novamente pelo PL, o jornalista Jackson Rangel e o radialista Max Pitangui. Nas redes“A velha política insiste em prometer e não cumprir. Esquecendo que as ações têm um impacto muito maior do que as palavras. A esquerda governou Vitória por anos e pouco fez pela educação. Escolas de madeira são marcas da gestão PT (…)”. Davi Esmael, vereador pelo Republicanos e aliado do prefeito Pazolini, em mais um round contra João Coser (PT). FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Direita em ação Na Serra, PL mobiliza lançamento de Igor Elson à prefeitura, e Pablo Muribeca gera burburinho com pesquisa eleitoral https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/direita-em-acao