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Século Diário

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Transpetro é denunciada por poluição de praia em São Mateus

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O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) denunciou, mais uma vez, a Petrobras Transportes S.A (Transpetro) e o gerente do Terminal Norte Capixaba (TNC), Tarcísio Pessanha de Souza, por responsabilidade na poluição do mar e das praias próximas ao distrito de Barra Nova, em São Mateus (norte do Estado). O MPF aponta que foi flagrante a omissão da Transpetro que, ao invés de registrar acidente que culminou com vazamento de óleo imediatamente após o ocorrido, em 2011, somente o fez no dia seguinte.   Segundo a ação, a comunicação do ocorrido deveria ter sido feita o quanto antes, para que o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) pudesse levantar a dimensão dos danos, a fim de apurar a responsabilidade da empresa. Na época, o Iema, ao constatar que os procedimentos de contenção realizados pela empresa eram insuficientes, chegou a multar a Transpetro em R$ 150 mil.   O procurador da República em São Mateus, Leandro Mitidieri, diante da omissão e do descaso tanto da Transpetro quanto do gerente do TNC, pede a condenação dos réus com base no Artigo 54 da Lei 9.605/98, que rege sobre a poluição que possa resultar em danos à saúde humana e que provoquem mortandade de animais ou destruição significativa da flora. A pena para esse tipo de delito é de um a quatro anos de reclusão e multa.   O acidente, que aconteceu no dia 6 de dezembro de 2011, derramou óleo no mar durante um procedimento de manutenção realizado no TNC. Como a barreira utilizada como contenção se rompeu, os resíduos da operação foram lançados ao mar e, com a correnteza, chegaram às praias da região. A operação era supervisionada por Tarcísio Pessanha de Souza que, em depoimento à polícia, afirmou que o vazamento de óleo na água durante a troca de mangotes – dutos que ligam o navio a monoboias – é normal, e que o rompimento das barreiras absorventes foi causado por mudanças bruscas nas condições do mar. O Iema reprova o método utilizado pela Transpetro, já que ele não garante a recuperação total da água do mar.   Vazamentos constantes   Este foi o último de uma série de quatro vazamentos registrados em operações no TNC. O primeiro deles ocorreu em abril de 2009, no momento do abastecimento do navio Blu Star, com vazamento de petróleo bruto que contaminou a água e a areia da Praia de Barra Nova. Não foi possível precisar a quantidade de petróleo derramada no mar, mas um relatório do Iema comprovou a contaminação da água e do solo. Na ocasião, a Transpetro foi multada em R$ 200 mil pelo instituto.   Sete meses depois, em novembro de 2009, um novo acidente, de maiores proporções, resultou num vazamento de aproximadamente 2 mil litros de petróleo. O acidente, a quatro quilômetros da costa, envolveu o navio tanque Pirajuí. Durante sobrevoo de helicóptero pela área do acidente, não se verificou a existência de embarcações para cercar a mancha e recolher o petróleo. A praia atingida, em Linhares, é considerada de preservação permanente, já que é local de reprodução de tartarugas ameaçadas de extinção. Os técnicos do Iema classificaram de grande o impacto causado ao meio ambiente e destacaram que a empresa nem sequer tinha licença para a operação de descarregamento de petróleo. A Transpetro foi multada em R$ 6,2 milhões.   Pelos dois vazamentos ocorridos em 2009, o MPF-ES propôs, em 2011, ação penal contra a Transpetro e o então gerente operacional do TNC, Ronaldo Rômulo Costa, por crime ambiental. Eles são responsabilizados pelos dois acidentes ambientais.   Mais recentemente, em junho de 2011, novo vazamento. De acordo com a empresa, foram despejados no mar entre 500 e mil litros de petróleo. Novamente a Transpetro não atuou de forma satisfatória em relação à instalação de barreiras de contenção. O Iema, então, ressaltando que era a terceira vez em três anos que a Transpetro cometia o mesmo tipo de infração, multou a empresa em R$ 750 mil.   Em setembro de 2013, pescadores das associações de São Mateus decidiram unir forças ao MPF como coautores nas ações contra a Transpetro. A Procuradoria quer que a empresa seja condenada a compensar, no valor de R$ 50 milhões, os danos ambientais e sociais causados pelos sucessivos vazamentos de petróleo na região do TNC.   A Transpetro demonstrou não ter um plano de contenção eficaz em caso de vazamento nos dutos que encaminham o petróleo extraído em terra até o TNC para abastecimento de navios. O MPF-ES pediu, em caráter liminar, que a Transpetro atualize e adéque, obrigatoriamente, seu Plano de Emergência Individual. O MP também requereu que a empresa seja multada em R$ 5 milhões e tenha sua Licença de Operação (LO) suspensa – o que teria como consequência a paralisação dos trabalhos do TNC –, caso o novo plano não seja apresentado em tempo hábil. E ainda que a empresa indenize os moradores das comunidades locais afetadas pelos vazamentos.

13/05/2014 / 0 Comments
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Assediado pelos principais palanques, PDT vive conflito interno

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O PDT é considerado pelos meios políticos uma das grandes noivas da eleição deste ano. Sem pretensões majoritárias para este ano e o segundo em número de filiados no Estado, o partido é uma força auxiliar desejada pelos palanques colocados para a disputa de outubro próximo. Mas o caminho a ser seguido vem dividindo internamente a sigla.   Para algumas lideranças, o foco de sua principal estrela, Sérgio Vidigal, na disputa de 2016, é que vem dividindo as opiniões dentro do partido. O partido pode fechar um acordo com o PMDB, indicando o vice. Também discutiu com o governador Renato Casagrande e nessa segunda-feira (12) se reuniu com o senador Magno Malta (PR).    Internamente, os movimentos de Vidigal causam divisão. O ex-prefeito da Serra tem uma parceria de longa data com Magno Malta, mas diante da indefinição do republicano sobre sua participação no pleito deste ano, o pedetista tem dois caminhos a seguir: ou ficar no palanque de Casagrande ou aderir ao palanque do PMDB.    Com Casagrande há dois empecilhos, o primeiro deles é ligado à eleição nacional, já que o governador assumiu a candidatura de Eduardo Campos e o PDT está fechado nacionalmente com a reeleição de Dilma Rousseff. O outro motivo é relativo a seu projeto pessoal de retorno à prefeitura da Serra. Isso porque no palanque do governador está seu principal adversário no município, o prefeito Audifax Barcelos, que o derrotou na disputa de 2012.    Vidigal insiste que sua principal preocupação na eleição deste ano é a disputa de deputado federal, para que o partido mantenha participação na bancada. O nome em mais condições para garantir a vaga é o do próprio Vidigal. Entre os deputados estaduais, a movimentação é dividida também.   Euclério Sampaio e Da Vitória são considerados em condições de levarem suas próprias candidaturas independendo de apoios. Já Aparecida Denadai precisaria de apoio político para disputar a reeleição. Luiz Durão pode ter sua candidatura afetada pelo desempenho do aliado, o prefeito de Linhares Nozinho Correia, mas seu nome está sendo negociado como o indicado para vice, nas conversas do partido com os palanques colocados para a disputa estadual.

13/05/2014 / 0 Comments
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Ex-prefeita de São Domingos do Norte é absolvida em ação de improbidade

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O juiz da Vara Única de São Domingos do Norte (região noroeste do Estado), Luis Eduardo Fachetti de Oliveira, julgou improcedente uma ação de improbidade contra a ex-prefeita do município, Ana Izabel Malacarne de Oliveira (PMDB). O processo foi ajuizado há cinco anos pelo próprio município, já comandado pelo sucessor de Ana, que responsabilizava a ex-prefeita pela devolução de verbas do convênio firmado com o governo estadual, em 2007. Na decisão publicada nesta terça-feira (13), o juiz entendeu que o município foi apenas notificado a prestar contas, o que havia sido feito dois meses antes do caso ir à Justiça. Além da absolvição da ex-prefeita, o magistrado também condenou o município de São Domingos do Norte ao pagamento dos honorários advocatícios, fixados no valor de R$ 2 mil. Nos autos do processo (0001551-39.2009.8.08.0054), o município –comandado à época por Elison Campostrini (PSB) – acusou a ex-prefeita de ter causado dano ao erário em virtude de supostas irregularidade em convênio feita com o Estado para o calçamento de uma rua na zona rural. Segundo o autor da ação, o município teria sido notificado a devolver R$ 4 mil no prazo de dez dias. Entretanto, o juiz do caso todas as alegação da área jurídica do município. “Conforme observo ao analisar o conteúdo do referido ofício, o Município-autor não foi notificado para devolver a quantia acima referida, conforme alega, mas, tão-somente, para enviar os documentos que ainda estavam pendentes naquela ocasião. Além disso, de acordo com os ofícios encaminhados a este juízo, a prestação de contas final do convênio foi aprovada no dia 06 de outubro de 2009, isto é, mais de dois meses antes do ajuizamento da presente demanda, que se deu em 14 de dezembro de 2009”, cravou. De acordo com o juiz Luiz Eduardo Fachetti, a sentença está submetida ao duplo grau de jurisdição, ou seja, mesmo se o município não recorrer, o caso deverá ser reapreciado pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES).

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Vale ignora contestações e anuncia que oitava usina está pronta para operar

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A Vale anunciou nesta terça-feira (13), por meio do jornal A Gazeta, que sua oitava usina está pronta para operar, o que vai permitir o aumento da produção anual da mineradora de 25 para 33 milhões de toneladas de pelotas de minério, agravando o problema da poluição do ar na Grande Vitória. A usina já está em fase de testes desde o dia 21 de abril e a expectativa da empresa é de que seja ligada ainda no primeiro semestre deste ano. O processo de licenciamento do empreendimento, porém, é contestado na Justiça Federal por Eraylton Moreschi Junior, coordenador da SOS Espírito Santo Ambiental.   Além de denunciar “absurdo no processo”, com  “barganha entre a empresa, o poder público e associações ambientais e de moradores”, Moreschi requer, na ação civil pública impetrada em junho do ano passado, que o licenciamento da oitava usina seja suspenso. Para isso, se baseia no fato de que não há, no Espírito Santo, definição de parâmetros de emissões adequados à região. O militante também alerta sobre a necessidade de concluir os trabalhos da perícia que irá quantificar os impactos da empresa na região, objeto de outra ação contra a mineradora. Para ele, se não há parâmetros seguros que protejam a saúde do cidadão, o meio ambiente e os bens patrimoniais da população, a Vale não poderia funcionar, muito menos se expandir.    Moreschi pede antecipação de tutela jurisdicional, sob pena de multa diária, e que se abstenham os réus – Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Estado, União e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – de autorizarem ou colocarem em funcionamento a oitava usina da Vale, enquanto não forem estabelecidos os parâmetros de emissões pelos poderes públicos para verificação e determinação da origem das partículas emitidas, bem como os limites compatíveis com a realidade da Grande Vitória. Além da conclusão da perícia e comprovação de que o funcionamento da oitava usina não irá ultrapassar os limites em questão.   Liminar expedida no último dia 9 de maio determina que a Justiça aprecie o contraditório. Significa que foi dada a oportunidade de defesa ao Iema, a seu diretor presidente, Tarcísio Föeger, e à Vale. As manifestações deverão ser apresentadas entre 20 e 30 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. Somente após o recebimento da defesa, o juiz determinará os encaminhementos. Caso a oitava usina já esteja em funcionamento e o juídzo decida pelo que foi requerido pelo ativista, a mineradora terá que interromper as atividades da nova usina.   “Não há, repita-se, comprovações científicas de que a poluição diminuiria se fosse aberta mais uma usina (algo que atenta contra a lógica) ou que diminuiu a poluição tão drasticamente a ponto de que poderia ser aberta uma nova usina”, aponta a ação, que pede a suspensão do licenciamento da oitava usina. “Ao contrário, as partes envolvidas no processo do licenciamento da 8ª usina barganham o tempo todo, como se o ar pertencesse a eles próprios, e não a todos os seres vivos”, afirma o coordenador da SOS. A ação também defende que, mesmo que a Vale diminua a sua própria poluição e os parâmetros de toda a Grande Vitória permaneçam os mesmos, uma nova usina não pode ser aberta. Pelo contrário, as já existentes devem ser interditadas.    Além disso, o engenheiro agrônomo Luiz Roberto Charnaux Serta Júnior, que coordena a perícia determinada pela Justiça, em outra ação, movida pela Associação Nacional dos Amigos do Meio Ambiente (Anama), para apontar os impactos à saúde e patrimonial gerados pela Vale na Grande Vitória, pediu que o escopo dos trabalhos fosse ampliado, mas a decisão sobre o pedido ainda não foi expedida pela Justiça. Como aponta o perito, a medida é necessária para melhor avaliar os dados das emissões, bem como os respectivos sistemas de mitigação e a eficiência dos atuais procedimentos de monitoramento.   Segundo Moreschi, nos autos da ação que determinou a realização do estudo técnico que a Vale tem obrigação de bancar, o próprio Iema informa que a empresa funciona sem que haja definição de parâmetros adequados, o que somente será possível após a realização de um estudo pela Universidade Federal do Estado (Ufes), ainda não concluído.

13/05/2014 / 0 Comments
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???Viramos objetos para os médicos???, lamenta empresário

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O empresário do ramo de móveis, José Eduardo de Oliveira, hoje abre o sorriso porque sabe que será um paciente transplantado de córnea ainda neste ano. Mas o calvário deste conhecido comerciante de Vitória teve início no ano de 2011, quando se submeteu a uma cirurgia oftalmológica e passou por uma verdadeira saga até que encontrasse um médico que atestasse a solução para o problema que enfrenta.    Em 2011, José Eduardo, reclamando que a vista direita estava um pouco embaçada, procurou o oftalmologista que o atendia há cerca de três décadas, Argeu Barbieri Filho, para obter um diagnóstico. O empresário, apesar de beirar os 70 anos, nunca se aposentou e se dedica com vigor ao negócio que toca há quase 50 anos, de comércio de móveis para bares, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos.    Depois de ser examinado, o oftalmologista diagnosticou que o olho direito estava com catarata e que a indicação seria uma cirurgia para implantação de uma lente. De acordo com José Eduardo, o médico não recomendou a colocação da lente oferecida pelo plano de saúde, no valor de R$ 300, nem as outras nos valores de R$ 900; e de R$ 2,7 mil; indicando uma no valor de R$ 4,6 mil.    A operação foi conduzida pelo médico César Fracalossi Barbieri, filho de Argeu. Uma semana após a realização do procedimento, o empresário voltou ao consultório para acompanhamento, e o médico constatou que a lente havia deslocado e que seria necessária uma nova cirurgia para a remoção e colocação de uma estrutura. O procedimento de retirada da lente é extremamente delicado, já que ela precisa ser quebrada e retirada aos pedaços.    Depois de mais 15 dias, José Eduardo voltou ao consultório para a retirada dos curativos, imaginando que estaria em franca recuperação e foi informado que havia corrido tudo bem na cirurgia.    No entanto, à medida que o tempo passava, a visão do empresário piorava, por isso, procurou outro profissional, o oftalmologista José Luiz Pappone. Ele foi informado que o tratamento seria longo e dispendioso, com a aplicação de colírios. O tratamento durou quase um ano e meio, mas, ainda assim, a visão do olho direito de José Eduardo ficava cada dia pior.    Ele conta que, passado este período, deu um ultimato ao médico, que insistia na aplicação de colírios. “Disse a ele ‘sinto muito, seu tempo acabou’ e foi aí que ele revelou que eu não tinha nenhum problema na retina, e sim na córnea, que estava severamente lacerada”, diz o empresário.    Até que tivesse o diagnóstico, o empresário ficou deprimido, já que a perda da visão o impedia de fazer atividades do dia a dia e tolhiam sua independência. Após ser informado que não havia problema na retina, e sim na córnea, foi encaminhado a outro oftalmologista, mas preferiu procurar o atual médico que o atende.    Ele conta que este médico – que prefere não divulgar o nome, para evitar qualquer problema – foi a salvação para sua visão. Ele só encontrou quem propusesse uma solução para o problema criado em fevereiro deste ano, três anos depois da primeira cirurgia.    José Eduardo se emociona ao falar do médico que o atende atualmente. Ele diz que encontrou uma pessoa com humanidade o suficiente para o tratamento. O médico o colocou na lista de transplante, que deve acontecer ainda neste ano, e o acompanha sempre que necessário. O semblante do empresário muda ao falar deste médico, que se tornou uma pessoa muito querida, principalmente por causa da transparência com que conduz o tratamento.    Assédio   Depois de ter constatado que fora vítima de erro médico, José Eduardo procurou assistência jurídica do advogado Ricardo Ribeiro, que denunciou o caso ao Conselho Regional de Medicina do Estado (CRM-ES) e protocolizou notícia-crime no Ministério Público Estadual (MPES). O próximo passo é ingressar com ação cível contra os médicos Argeu Barbieri Filho e César Fracalossi Barbieri.    De acordo com a denúncia, os médicos denunciados incorreram em três categorias de erro médico – negligência, imperícia e imprudência – pois o resultado do exercício da profissão médica causou dano grave à saúde do empresário com a cegueira de 98% do seu olho direito.    Depois que o empresário já estava sendo atendido pelo médico atual e que já estava na fila do transplante de córnea, ele conta ter sido assediado por representantes dos dois médicos denunciado. A primeira tentativa foi uma oferta de tratamento em Nova York; a segunda, de tratamento em São Paulo; e a terceira de R$ 15 mil.    José Eduardo conta que se sentiu ultrajado e desrespeitado por todas as propostas feitas. “O que ofendeu mais foi a forma abusiva de oferecer o tratamento fora [do país] – que é uma admissão de culpa – e depois pelo valor de R$ 15 mil, que, para eles, é o que vale o meu olho”, diz o empresário.          

13/05/2014 / 0 Comments
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TJ adia divulgação de aprovados para quarta fase do concurso para cartórios

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O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) adiou, nesta terça-feira (15), a divulgação dos candidatos aprovados para a quarta fase do concurso público para ingresso na atividade de cartórios. Devido a um “erro material”, o presidente da corte, desembargador Sérgio Bizzotto, abriu um novo prazo para que uma candidata faça a comprovação dos requisitos para outorga das delegações. A previsão é de que a relação dos aprovados para a quarta fase da seleção seja divulgada até o dia 4 de junho. Segundo o edital publicado na edição do Diário da Justiça, a candidata Vivianne Batista Alves Borges deverá apresentar a documentação exigida no edital até o dia 17 de maio. Ela poderá ainda recorrer do novo resultado. A terceira etapa prevê que a entrega da documentação completa dos aprovados, além da comprovação da conclusão do curso de Direito – principal exigência para o exercício da função –, certidões negativas da Justiça e ficha de bons antecedentes. Ao todo, o concurso para cartórios terá seis etapas, sendo que as provas objetivas (primeira fase) e escrita (segunda fase), bem como a comprovação dos requisitos para ingresso em cartórios (terceira fase) já foram realizadas. A próxima etapa (quarta) prevê a realização de exame psicotécnico, entrevista pessoal e análise da vida pregressa, esta aguarda a confirmação oficial dos aprovados. As duas últimas etapas serão: uma prova oral, de caráter eliminatório e classificatório; e a prova de títulos, também de caráter classificatório. A seleção prevê a distribuição de até 171 vagas, deste total, 114 serão de provimento (novas tabeliães) e 57 de remoção (troca entre os atuais donos de cartórios). Foram inscritas 4.513 pessoas para participar do certame, mas somente 2.786 candidatos tiveram o registro concluído – o que representava uma proporção superior a 24 candidatos por vaga. Hoje, essa média caiu para uma vaga para cada dois candidatos na disputa. O edital do concurso público foi lançado em julho do ano passado após a intervenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obrigou a realização de seleções para as vagas existentes em cartórios de todo País.

13/05/2014 / 0 Comments
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Movimentos de Casagrande e Hartung aceleram processo eleitoral no Estado

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A expectativa da classe política de que o processo eleitoral só tivesse uma aceleração após as convenções de junho próximo foi frustrada pela intensificação das movimentações do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), no final de abril, e do governador Renato Casagrande a partir do início deste mês.    Com as investidas dos dois lados, criou-se um cenário de polarização da disputa eleitoral, que poucos nos meios políticos acreditam que poderá ser alterado com a entrada de novos nomes, embora inda haja algumas expectativas da participação do senador Magno Malta (PR) no processo estadual, o que poderia levar a disputa para o segundo turno.    Mas a demora na definição do republicano pode fechar os espaços, sobretudo, para a negociação de apoios políticos. A tendência é de que até julho, quando acontecerão as homologações das candidaturas, Malta ainda insista em tentar viabilizar sua candidatura a presidente da República.   As movimentações se dão de forma diferente nos dois palanques até aqui colocados. O governador Renato Casagrande passa a imagem de peso político em seu palanque, com um volume grande de prefeitos e partidos declarando apoio à sua reeleição. A adesão das lideranças coloca um pelotão de cabos eleitorais nas ruas e aumenta o tempo de televisão, importantes em disputa polarizada.    Hartung equilibra o jogo retirando do palanque de Casagrande partidos com maior peso político. A indefinição do PT acelerou a definição do governador Renato Casagrande pelo palanque do presidenciável de seu partido, o PSB, Eduardo Campos. Hartung, diante do desgaste da presidente Dilma Rousseff, afasta-se cada vez mais do palanque petista, enquanto tenta atrair o PSDB de Aécio Neves para seu grupo.    O processo eleitoral deve se acelerar ainda mais na segunda quinzena de maio, com a proximidade das convenções. Por enquanto, o jogo é de conquista das lideranças, para que quando o processo tiver início, os candidatos já estejam com seus palanques reforçados.

13/05/2014 / 0 Comments
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Cine Rua 7 começa nesta quarta-feira com programação diversificada

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  Se lugar de poesia é na calçada, os filmes também devem ir para rua. Ocupando o lugar mais tradicional do Centro histórico de Vitória, O Cine Rua 7 chega à sua terceira edição com exibição de oito produções estrangeiras: 10 capixabas e seis dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Pará e Rio Grande do Sul. O evento começa nesta quarta-feira (14) e segue até a sábado (17), sempre às 19h.   A cada edição, o Cine Rua 7 explora uma temática diferente, este ano o mote é Amigos Imaginários,  que pretende uma reflexão sobre os novos modos de vida e de relações que sofrem influência dos avanços tecnológicos. Cineasta e idealizador do evento, Gui Castor conta que o Cine Rua 7 procura dialogar com a cidade e com o cotidiano, por isso decidiu abordar um tema que todos pudessem se identificar. “As relações humanas contemporâneas são pautadas pelas redes sociais e pela internet, onde podemos criar personagens e ficções”.   O mineiro Leonardo Barcelos participa pela primeira vez do Festival e achou a ideia muito interessante, “O cenário da rua acaba se confundindo ao cenário do filme e há uma maior aproximação com o público”, diz. O filme Balança, mas não cai, de Leonardo, também faz estreia na categoria de longas do Cine Rua 7. O filme é sobre a relação de um prédio no centro da capital mineira com seus moradores e frequentadores, “a revitalizações dos centros urbanos é uma questão que todas as cidades devem passar e essa recuperação cultural e social deve partir de projetos independentes como esse festival”, acredita Leonardo.   Entre os 24 filmes está Fragma, cujo enredo envolve duas vidas que procuram dar significado a um tempo vivido, sonhado e, acima de tudo, sentido. Já o curta Minerita, de Rául De La Fuente, ganhou o prêmio Goya da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, o “Oscar” espanhol, como melhor minidocumentário de 2014.      Este ano, a novidade está nos encontros inusitados que o vento vai provocar. Assim como na curadoria dos filmes, a escolhas das bandas e das performances primou pelo experimentalismo. “Serão apresentações únicas, meu objetivo foi misturar linguagens e juntar artistas que, a princípio, não se apresentariam juntos”, explica Gui Castor.   Entre as atrações musicais está o grupo zee-la, de música eletrônica, que se apresenta na estreia da mostra (14), com o pianista Pedro Alcântara. O encerramento nesse dia fica por conta da bateria da escola de samba Unidos da Piedade. O Cine Rua 7 também vai contar com a participação do grupo Blues Sociedade Acústica, Fepaschoal, Espirito de Porco, Orquestra Espacial e o Sol na Garganta do Futuro. Além dos artistas Caê Guimarães, Mirano Schuler e Edésio Fabbri (Mini Jagger).    Na quinta-feira (15) também haverá uma programação especial. A partir das 16 horas acontece uma reunião coletiva gráfica no meio da Rua Sete de Setembro, com o coletivo de arte Foi a Feira. Será um momento de criação livre incentivado pelo coletivo que vai levar vários materiais para pintura e desenho. A trilha sonora fica por conta do Radiola Capixaba.    Além do Cine Rua 7, Gui Castro também promoveu, recentemente, um outro evento que também tinha a proposta de intervenção urbana. Ele foi o idealizador e curador do projeto Vitória, Cidade Imaginada, trazendo ao público 50 telas pintadas por dependentes químicos que perambulam pela Ponte Seca.    “No cine Rua 7, a minha intenção é levar as pessoas para a rua. Percebo que houve um esvaziamento do espaço público, seja pela violência ou por outros motivos, as pessoas têm preferido espaços privados como shoppings. Com o evento eu proponho o retorno dos encontros nas cidades, como aconteciam antigamente”, diz Gui Castor. O idealizador também conta que a produção do evento este ano está muito especial, porque depois de encerradas as atividades do Cine Rua 7 haverá o lançamento de um catálogo que reúne registros dos três eventos.    Serviço   O Cine Rua 7 começa nesta quarta-feira (14) e segue até sábado (17), a partir das 19h, no Calçadão da Rua Sete de Setembro, no Centro de Vitória. Mais informações www.cineruasete.com.br

13/05/2014 / 0 Comments
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Ponte para as urnas

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A decisão da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa de cancelar a audiência pública com representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Rodosol irritou o presidente da Casa, Theodorico Ferraço. O deputado do DEM avisou que vai consultar a Procuradoria para saber quais medidas podem ser impostas aos “deselegantes” convidados que deram o “bolo” nos deputados.   O presidente do TCE, Domingos Augusto Taufner, alegou que a participação de conselheiros e auditores seria inoportuna neste momento, uma vez que eles poderiam ser impedidos de participação no julgamento da auditoria, que ainda está em fase inicial.   Já os representantes da concessionária justificaram que estão trabalhando duro no documento de defesa da Rodosol — a empresa tem 30 dias para rebater o relatório dos conselheiros do TCE. O relatório preliminar de auditoria indicou a existência de lucro abusivo de R$ 798 milhões a favor da concessionária.    Fazendo coro a Ferraço, os deputados Euclério Sampaio (PDT) e Paulo Roberto (PMDB) também cuspiram marimbondos quando souberam do cancelamento da audiência. O pedetista avisou que vai pôr o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 008/2014), de sua autoria, para votação em regime de urgência. O PDL proíbe a cobrança de pedágio na Terceira Ponte e também na Rodovia do Sol (ES-060), no trecho entre Vila Velha e Guarapari.    Ferraço milita pelo projeto da Mesa Diretora, que também defende a tarifa zero na ponte. A proposta ainda condiciona a taxação de qualquer tarifa de pedágio na ponte ao Legislativo.    Justificativas para escapar do convite à parte, o fato é que os representantes do TCE e da Rodosol não queriam servir de trampolim para os deputados, que lutam ferozmente pela paternidade do fim do pedágio. A demanda que veio das ruas é um passaporte e tanto em ano eleitoral.   Com a audiência, Ferraço, Euclério e companhia queriam armar um circo para mostrar à população, diante das câmeras de TV, quem são os verdadeiros defensores dos interesses do povo e procuradores das manifestações de rua. O problema é que Casagrande saiu na frente dos deputados ao anunciar a suspensão da tarifa do pedágio. Assim que tomou conhecimento da retumbante cifra revelada pelo relatório do TCE, o governador se apressou e suspendeu unilateralmente a cobrança, tirando o doce da boca dos deputados.   É curioso como em ano eleitoral as pessoas se transformam. Durante os protestos de junho de 2013, ou seja, há menos de um ano, o fim da cobrança do pedágio virou símbolo dos protestos de rua e uma tremenda dor de cabeça para o governo. De cada dez manifestações, onze terminavam nas cancelas de pedágio da Terceira Ponte. Quantas vezes os manifestantes liberaram as cancelas para alegria dos motoristas e decretaram, mesmo que por algumas horas, o fim da cobrança do pedágio.    Curioso é que agora as autoridades chegaram à conclusão que os manifestantes estavam certos. Mas o reconhecimento pela paternidade da tarifa zero não é de Casagrande, Euclério ou Ferraço. É dos manifestantes que tomaram saraivadas de tiros de balas de borracha da polícia e engoliram muito gás lacrimogêneo para defender a ideia de que a cobrança era abusiva. O resto é oportunismo.

12/05/2014 / 0 Comments
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Queda de braço

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  Em meio à expectativa em relação à aliança do PSDB no Estado, se ficará com o governador Renato Casagrande ou com Paulo Hartung (PMDB), o que corre no mercado político é que, se a decisão fosse hoje, a tendência seria os tucanos fecharem com o ex-governador. Isso seria resultado da movimentação de Hartung feita com o DEM nacional, que agora pressiona o PSDB do presidenciável Aécio Neves. A articulação, como tratei na coluna passada, consiste numa chapa formada por Hartung ao governo; o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas ao Senado, e a vice com o DEM, provavelmente entregue ao homem de confiança de Hartung, Neivaldo Bragato. Nos bastidores, ganhou força a estratégia do ex-governador, formulada exatamente para fazer frente ao movimento de Luiz Paulo na direção de Casagrande que, até então, prevalecia. Agora, se a fórmula de Hartung vai se sustentar, já são outros quinhentos. A disputa de forças está rolando solta. E a decisão, mais uma vez, vem de cima.   Queda de braço II No caso de Hartung levar o embate, o ex-prefeito e ex-presidente do Bandes Guerino Balestrassi vai mudar rapidinho o discurso de que não recua de sua candidatura ao governo do Estado por nada nem ninguém. Além de obedecer a todas as vontades do ex-governador, Guerino chegou ao PSDB pelas mãos do próprio Hartung.   Balde de água fria A Assembleia Legislativa levou a segunda rasteira em sua intenção de levar fama por conta do fim do pedágio na Terceira Ponte. Primeiro, do governador Casagrande, que se antecipou aos deputados e anunciou a suspensão da cobrança por tempo indeterminado; e agora da Rodosol e do Tribunal de Contas, que não vão participar de debate na Casa sobre o assunto. O palanque ‘miou’.    Balde de água fria II   Euclério Sampaio (PDT), Paulo Roberto (PMDB) e Theodorico Ferraço (DEM), os principais oportunistas da história, não se conformam.    ‘Estrelas’ Aliás, Theodorico e o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, são os protagonistas das atuais propagandas partidárias do DEM. O primeiro tenta convencer seus eleitores de que realiza uma gestão participativa, já Ferraço quer ficar conhecido como o “deputado que é contra o pedágio da Eco 101”. Mas…não convencem.   Reação O ex-vereador de Vila Velha João Batista Babá (PT), que andava sumido do Twitter, retornou à rede nos últimos dias com a corda toda. Depois de criticar a possibilidade de aliança entre PSB e PSDB, chamou o senador Ricardo Ferraço de traíra, porque não vota na presidente Dilma Rousseff.   Reação II Gente, mas desde quando Ricardo Ferraço é chegado em Dilma? Pelo contrário, sempre criticou a gestão petista. Surpresa nenhuma.   Sem memória Quem quiser ou precisar acessar as edições anteriores do jornal A Gazeta, pode sentar e chorar. Não há registros desde 2008 na Biblioteca Pública Estadual, nem no Arquivo Público. Já A Gazeta não permite consulta em ano eleitoral. Que coisa…   ‘Xô, preconceito!’ Ato público na Praça Costa Pereira, Centro de Vitória, às 11 horas desta terça (13), marcará o Dia Nacional de Denúncias contra o Racismo. À frente do evento está o Conselho Municipal do Negro (Conegro).   140 toques “Enquanto a Rede Nacional formula e constrói o consenso progressivo, a Rede ES faz a opção pelo ‘dissenso progressivo”. (Roberto Beling – articulador da Rede Sustentabilidade – no Twitter).   PENSAMENTO: “O líder habilidoso subjuga as tropas inimigas sem luta; captura suas cidades sem sitiá-las; ele estende seu império sem operações no campo”. Sun Tzu

12/05/2014 / 0 Comments
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