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Ex-prefeito de Vila Pavão é absolvido em ação de improbidade

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O juiz da 1ª Vara Cível de Nova Venécia (região noroeste do Estado), Maxon Wander Monteiro, rejeitou uma ação de improbidade contra o ex-prefeito de Vila Pavão, Valdez Ferrari. O ex-chefe do Executivo municipal foi acusado pelo sucessor de ter realizado a contratação de uma adolescente para a prefeitura. Na decisão publicada nessa quarta-feira (7), o magistrado não vislumbrou a existência de provas contra o ex-prefeito, que atribuiu o caso à guerra política no município em 2012. Consta nos autos do processo (0017330-77.2012.8.08.0038) que o então prefeito teria nomeado uma jovem de 17 anos para o cargo comissionado de agente de apoio da prefeitura. Na ação, o município de Vila Pavão – que figura como parte requerente – alega que a legislação proíbe a nomeação de menores de idade para o cargo, porém, o juiz considerou o fato de a jovem completar 18 anos – idade mínima para o desempenho da função – apenas 17 dias após a data de sua contratação. “Ora, não se pode olvidar (esquecer) o evidente equívoco pelo qual a Administração Pública se submeteu. Pergunto-me qual a extrema necessidade do administrador público sujeitar-se a um possível ato de improbidade administrativa – diga-se de passagem, passível de severas sanções – por insignificantes 17 dias? É notório que o ser humano médio, diante destas circunstâncias, respeitaria o período de pouco mais de duas semanas para a contratação de um servidor, atualmente, menor de idade; ainda assim, houve a contraprestação do serviço”, afirmou o juiz Maxon Monteiro. Na sentença assinada no último dia 10 de março, o magistrado também levou em consideração a disputa política no município. Ele criticou a utilização do Poder Judiciário como instrumento de retaliação de adversários: “Independentemente de qualquer rivalidade no âmbito político do município, registre-se que o Poder Judiciário não se presta à satisfação de anseios políticos outros, não podendo ser utilizado, em nenhuma hipótese, como instrumentos de vingança no âmbito da ação civil pública”. Além do ex-prefeito Valdez Ferrari, também haviam sido denunciados os ex-secretários Bruno Frederico Castro Miniño e Graciele do Carmo Ramlow. Com a rejeição da denúncia, o caso será arquivado após o trânsito em julgado. A decisão ainda cabe recurso por parte do município. Já o Ministério Público Estadual (MPES) se manifestou pelo arquivamento das denúncias contra todos os envolvidos.

08/05/2014 / 0 Comments
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PECs que mudam regras para terras indígenas são alvo de críticas

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000, que transfere do Executivo para o Congresso Nacional a decisão final sobre as demarcações de terras indígenas no País, abrindo prerrogativa para territórios quilombolas e unidades de conservação, foi amplamente criticada nessa quarta-feira (7). Membros do Centro de Estudos Bíblicos (Cebi) reunidos em Luziânia, em Goiás, para o Seminário de Povos Originários, divulgaram uma carta de repúdio à PEC e pela defesa da demarcação das terras indígenas e quilombolas.   Na carta, os componentes do Cebi, originários de 20 estados do país, manifestaram repúdio à intensificação dos ataques promovidos contra os direitos constitucionais dos indígenas e pediram a imediata rejeição da PEC 215 pelo Congresso Nacional. Os representantes do Cebi reconhecem que o Brasil, como país democrático, deve respeitar e preservar seu patrimônio cultural, e denunciam que a PEC 215 coloca em risco a sobrevivência dos povos indígenas e tradicionais, uma vez que afeta profundamente o direito de preservação dos espaços culturais desses povos.   Além disso, em pronunciamento no Senado nessa quarta-feira, a senadora Ana Rita (PT) afirmou que propostas como a PEC 215 e a PEC 38/1999 – aplica nova redação ao Artigo 52 da Constituição Federal, atribuindo competência privativa ao Senado para aprovar, mediante proposta do Executivo, o ato demarcatório das terras indígenas – contrariam os ideais do bispo emérito de Goiás (GO), Dom Tomás Balduíno, que possuía identificação com a defesa da reforma agrária e da causa indígena. O bispo, que também foi fundador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), morreu no último dia 2, por conta de uma tromboembolia pulmonar.   A PEC 38/1999 também acrescenta ao Artigo 231 da Carta Magna, parágrafo o qual determinará que a área destinada às terras indígenas e às unidades de conservação ambiental não poderão ultrapassar, conjuntamente, 30% da superfície de cada unidade da Federação. A matéria está arquivada desde 2010 na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.   Parecer da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, divulgado pelo Cimi, julga que a proposta padece de vício de inconstitucionalidade e aponta, ainda, que a demarcação de território indígena leva em consideração estudos antropológicos sobre a forma de ocupação decorrente de usos, costumes e tradições nele desempenhados; que tal demarcação é um direito fundamental pertinente à identidade do grupo e, por isso, não pode ser alterado ou suprimido por atos externos à própria dinâmica; e que não cabe ao Senado discutir limites territoriais, uma vez que esses direitos não são passíveis de transação ou disposição.   A PEC 215/2000, também julgada inconstitucional por uma série de juristas, além de transferir do Executivo para o Congresso a decisão final sobre as demarcações de terras indígenas, abre prerrogativa para a revisão de processos já homologados – que é o caso do território indígena de Aracruz, no norte do Estado – e para terras quilombolas e Unidades de Conservação (UCs). O texto foi aprovado em 2012 na Comissão de Constituição de Constituição e Justiça da Câmara.    A comissão especial para análise da PEC 215/2000 foi instalada no dia 10 de dezembro, em clima de tensão. Como já afirmado pelo Cimi, pelo menos 72% dos deputados da comissão especial são membros ou aliados da Frente Parlamentar Agropecuária. 

08/05/2014 / 0 Comments
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Tribunal de Contas abre investigação sobre incentivos fiscais da Era Hartung

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O plenário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou nessa terça-feira (8) a instauração de uma auditoria sobre os incentivos fiscais concedidos durante o governo Paulo Hartung (PMDB). O órgão vai apurar a legalidade dos chamados Contratos de Competitividade (Compete-ES), que também estão sendo questionados na Justiça. As denúncias foram apresentadas em maio do ano passado pelo bacharel em Direito, Sérgio Marinho de Medeiros Neto, autor das ações judiciais contra os incentivos. Durante o julgamento do processo (TC 4055/2013), o conselheiro-relator José Antonio Pimentel se manifestou pela inclusão do caso no plano anual de auditoria sobre os atos do Poder Executivo. Apesar de terem sido criados na gestão Hartung, os benefícios do Compete-ES foram mantidos pelo atual governo. Na época da apresentação da denúncia, Pimentel havia negado o pedido de liminar pela suspensão dos incentivos sob alegação de que a renúncia fiscal seria uma “tentativa de aumento de receita”. Esse novo posicionamento do conselheiro pela abertura das investigações joga luzes sobre uma eventual nulidade dos atuais benefícios, tese que é considerada cada vez mais procedente nos meios jurídicos. Já que os incentivos do Compete-ES receberam o parecer contrário da Advocacia Geral da União (AGU) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). Na Justiça estadual, o tema é alvo de oito ações populares – uma para cada setor industrial incentivado –, sendo que a primeira delas, em relação ao setor atacadista, está em vias de ser julgada. Na denúncia, Sérgio Marinho alega que os contratos firmados com o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado (Sindifer) e o Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC) são nulos, a exemplo do que ocorre com os outros setores. Os benefícios não teriam respaldo de lei específica ou prévia aprovação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Ele cita ainda que os benefícios não têm sequer a anuência da Procuradoria Geral do Estado (PGE). “A renúncia a impostos realizada à margem da lei é lesiva ao erário e ao princípio da moralidade. É gravíssima a lesão ao erário dos municípios capixabas, que não é admitida pelo STF, importando renúncia de verbas que não pertencem ao Estado, mas aos Municípios”, afirmou o estudante de Direito à época, que pede a suspensão de todos os incentivos. No ano passado, somente as empresas do setor metalmecânico foram responsáveis pela renúncia fiscal de R$ 105,9 milhões, ficando somente atrás das atacadistas – que deixaram de recolher cerca de R$ 600 milhões aos cofres públicos.

08/05/2014 / 0 Comments
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Posição sobre cargos do PT deve esquentar encontro do partido

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O clima no PT depois do anúncio da candidatura do governador Renato Casagrande e o apoio ao palanque do presidenciável Eduardo Campos é tenso, já que o partido tem 100 cargos na estrutura do governo, como apontou o jornal A Tribuna desta quinta-feira (8). As lideranças do partido estão divididas sobre o posicionamento que o partido terá a partir da decisão do governador.    Isso porque a declaração de Casagrande teria sido entendida nos meios políticos como uma deixa para que o PT deixasse os cargos no governo. Mas o presidente do partido, João Coser; o vice-governador Givaldo Vieira e outras lideranças já manifestaram a tendência de o partido não entregar os cargos.    Como Casagrande deixou claro que pode tomar a decisão, cortando quem não se alinha com o projeto do governador, a impressão é que as lideranças vão esperar o sangramento via Diário Oficial, o que seria politicamente ruim para o partido.    Esse assunto deve esquentar o encontro estadual do partido, marcado para o próximo dia 24. O PT deve avaliar o posicionamento não só sobre os cargos, mas também sobre a posição do partido em relação à eleição como um todo. A definição de Casagrande pelo palanque de Eduardo Campos e a incerteza de que o ex-governador Paulo Hartung irá assumir a candidatura da presidente Dilma causaram instabilidade dentro do PT.   O partido pode ser forçado a encabeçar uma chapa completa para garantir o palanque de Dilma, o que diminui as chances de acomodação dos petistas em uma chapa proporcional que garanta a eleição de seus candidatos a deputado estadual e federal.    Com a possibilidade de os aliados ficarem fora do governo, com os prováveis cortes dos petistas, as bases ficarão enfraquecida, sobretudo os deputados. Cada parlamentar teria direito a 20 indicados no governo, além de outras lideranças do partido, que também têm cargos na estrutura de Casagrande. 

08/05/2014 / 0 Comments
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Assembleia analisa projeto que assegura a utilização do nome social na Casa

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O projeto de resolução 4/2014, que foi lido na sessão dessa quarta-feira (7) da Assembleia Legislativa, visa a assegurar a adoção do nome de social de travestis e transexuais na Casa. O projeto será analisado pelas comissões de Justiça, Cidadania, Finanças e pela Mesa Diretora antes de ir à votação pelo Plenário.     A adoção do nome social é um instrumento de inserção social desta parcela da população. O nome social é a forma pela qual as pessoas, travestis e transexuais, se reconhecem e são reconhecidas, são identificadas e denominadas na comunidade.    De acordo com o texto do projeto, a qualificação do servidor, para efeitos de identificação, será feita conforme dados do registro civil da pessoa. No entanto, após qualificada, é assegurada à pessoa interessada a utilização do nome social no crachá, para identificação funcional de uso interno do órgão; em comunicações internas de cunho administrativo ou social; endereço de correio eletrônico; lista de ramais do órgão; e no nome de usuário em sistemas de informática.    A utilização do nome social já é pleito em diversos setores da sociedade civil. Em abril deste ano, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sindiupes) lançou uma campanha pela adoção dos nomes sociais de alunos travestis e transexuais nas escolas do Estado.    A campanha, que visa ressaltar a importância do nome social no processo de ensino e no ambiente escolar, é considerada instrumento pedagógico para garantir a inclusão, acesso, permanência e a efetivação da aprendizagem de travestis e transexuais no processo de ensino e aprendizagem.   A adoção do nome social dos alunos é regulada por dispositivos federais, estaduais e municipais, como o parecer nº 141/2009 – Mec/SECAD; portaria nº233/2010 – MPOG; Decisão do STF Adin 4275 – 1/600 de 2009. E pelas leis estaduais: resolução 2.735/2011 – Conselho Estadual de Educação do Estado; resolução 01/2011 – Conselho Municipal de Educação de Cariacica e lei 8.585/2013 – do município de Vitória.   É comum a evasão escolar entre alunos travestis e transexuais em razão do comportamento social de alguns profissionais de educação. A campanha de adoção do nome social é uma forma de combate à homofobia e respeito à diversidade.

08/05/2014 / 0 Comments
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Itaoca Offshore lança pedra fundamental de porto antes mesmo da LI

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Certa de que não enfrentará qualquer problema para implantar seu terminal portuário em Itapemirim, litoral sul do Estado, a Itaoca Offshore lançou nessa quarta-feira (7) a pedra fundamental do empreendimento, que tem foco nas operações de petróleo e gás, sem ter recebido a devida Licença de Instalação (LI) do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Informações divulgadas na imprensa corporativa apontam que o pedido sequer foi enviado ao órgão ainda. Para a emissão da LI, o Iema ainda precisa conferir o cumprimento das condicionantes estabelecidas na Licença Prévia (LP).    A LP do terminal foi deliberada em outubro do ano passado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema). Na ocasião, a Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares do Espírito Santo (Famopes) foi a única entidade componente do Consema que votou contra a emissão do documento.   Para que a Licença de Instalação (LI) do Itaoca Terminal Marítimo seja emitida, a empresa deve cumprir 51 condicionantes, dentre elas, detalhamentos e propostas para a qualidade da água, dos sedimentos, da qualificação da mão de obra local e de um programa relacionado às atividades de pesca artesanal e de mariscagem, além de um monitoramento socioeconômico dos impactos gerados, como a atração de imigrantes e os impactos nas populações tradicionais.   Segundo matéria publicada em A Tribuna, nesta quinta-feira (8), o governador Renato Casagrande exaltou que o porto da Itaoca Offshore “vai dinamizar” a região sul do Estado. O governador avaliou que a região norte do Estado é mais “competitiva” do que a região sul, por conta dos incentivos fiscais, e ainda considerou que o poder público deve criar condições para a instalação do setor privado para que o Estado possa crescer.   O sul do Estado há décadas vive um período de intensa invasão desenvolvimentista que, apesar de prometer empregos e progresso, gera concentração de renda, crescimento desordenado da malha urbana, escassez e poluição dos recursos naturais. Exemplos disso são a já instalada Samarco, que tem parte das ações sob administração da Vale e provoca problemas ambientais e sociais na região de Anchieta; e a Base de Apoio Logístico Offshore Ltda, o C-Port Brasil, da empresa americana Edson Chouest, muito parecido com o projeto do Itaoca Offshore.   Nenhum desses projetos passou pela Câmara de Patrimônio Ecológico, Natural e Paisagístico do Conselho Estadual de Cultura (CEC), que deveria receber o projeto do Iema e avaliá-lo de acordo com características culturais, paisagísticas e ecológicas do local a ser implantado.   De acordo com José Marques Porto, ambientalista e representante da Famopes no Consema à época do licenciamento prévio do porto da Itaoca Offshore, o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima) do terminal, além de não apresentar estimativas e soluções para os danos sociais que seriam provocados com a chegada do empreendimento na região, não levou em conta o impacto na malha rodoviária local, devido ao intenso tráfego de caminhões de carga, já que o terminal portuário finda a base de suas operações no transporte rodoviário. O EIA/Rima foi feito pela CTA Serviços em Meio Ambiente Ltda, empresa que assumiu o lugar da conhecida Cepemar.   Ele afirma, categoricamente, que a licença emitida para o Itaoca Terminal Marítimo é ilegal, uma vez que o empreendimento está sendo planejado para um território dentro do corredor ecológico da Área de Proteção Ambiental (APA) Guanandy.    As comunidades de pescadores atualmente existentes no distrito de Itaoca, local do projeto do porto da Itaoca Offshore, e na praia da Gamboa, para onde está planejado o porto da Edson Chouest, sofrerão os impactos diretos com as construções e aterro nas praias e com o impedimento da circulação das pequenas embarcações e da pesca na área dos portos. As populações locais terão baixa empregabilidade nos processos de instalação e funcionamento dos empreendimentos e, além disso, como também aponta o ambientalista, a promessa de empregos atrairá pessoas de outras regiões para Itapemirim, o que provocará um inchaço populacional e, junto a ele, problemas sociais como a ineficiência do sistema de saúde, ocupação desordenada do solo e aumento da violência urbana.

08/05/2014 / 0 Comments
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Filmesem cartaz

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Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 8 a 14 de maio   PRÉ-ESTREIA   Florbela (Idem, Portugal, 2014, 120 minutos, 14 anos) Biografia. Direção de Vicente Alves do Ó. Com Dalila Carmo, Albano Jerónimo, Ivo Canelas. A poetisa Florbela Espanca não consegue levar uma vida de dona de casa e esposa em uma região rural. Seu desejo de descobertas leva-a a acompanhar o irmão Apeles na grande Lisboa. Nesta cidade surge a inspiração para os seus maiores poemas.   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h15 (apenas sexta-feira)   ESTREIAS   Mulheres ao Ataque (The Other Woman, EUA, 2014, 100 minutos, 12 Anos) Comédia. Direção de Nick Cassavetes. Com Cameron Diaz, Leslie Mann, Kate Upton. Quando uma jovem descobre que seu namorado é casado com outra mulher, ela entra em contato com a esposa dele e propõe que as duas se vinguem juntas. Uma estranha amizade começa a nascer entre as duas, mas a situação fica pior quando elas descobrem que uma terceira mulher está envolvida.   Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 15h20. DUBLADO. 13h. 17h50. 20h30 (LEG) Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 5. 13h50. 16h10. 18h50. 21h10. DUBLADO. Domingo também 16h10. 18h50. 21h10 DUBLADO Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 1. 14h. 16h25. 18h45. 21h   A Grande Vitória  (Idem, Brasil, 2014, 90 minutos, 10 anos) Drama. Direção de Stefano Capuzzi. Com Caio Castro, Ênio Gonçalves, Sabrina Sato. Max Trombini teve uma infância humilde e conturbada. Abandonado pelo pai ainda hoje, ele foi criado pela mãe e pelo avô, que morreu quando tinha 11 anos. Foi através do aprendizado das artes marciais, em especial o judô, que ele conseguiu se estabelecer emocionalmente e construir uma carreira que fez com que se tornasse um dos principais técnicos do esporte no Brasil.    Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 13h40. 16h10. 18h40. 21h30 Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 2.14h50. 17h10. 19h30. 21h50.    A Gaiola Dourada (La Cage Dorée, Portugal/França, 2014, 90 minutos, 14 anos) comédia. Direção de Ruben Alves. Com Rita Blanco, Joaquim de Almeida, Roland Giraud. Maria e José Ribeiro são um casal de imigrantes portugueses na França, morando em um bairro nobre de Paris. Um dia, no entanto, uma herança inesperada proporciona aos dois a oportunidade de sair da pequena casa onde moram e voltar a Portugal, onde levariam uma vida luxuosa. Mas os habitantes do prédio não estão prontos a abandonar os preciosos serviços de Maria e José, e vão usar todas as armas necessárias para mantê-los no local.   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h20. 19h10   O Passado (Le Passé, França, 2014, 130 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Asghar Farhadi. Com Bérénice Bejo, Tahar Rahim, Ali Mosaffa. Este drama mostra a ruína da relação entre um marido iraniano e sua esposa francesa, vivendo na Europa. Após muitas disputas, ele abandona a família e os dois filhos para retornar ao seu país de origem. Quando a esposa pede o divórcio oficial, ele descobre que o pedido é motivado pelo fato de ela ter conhecido outro homem. Assim, sem demoras, ele retorna ao lar para confrontar a esposa e o novo pretendente dela.   Cine Jardins – Shopping Jardins:  Sala 2. 21h (exceto sexta-feira)   O Palácio Frances (Quai d'Orsay, França, 2014, 110 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Bertrand Tavernier. Com Thierry Lhermitte, Raphaël Personnaz, Niels Arestrup. Recém formado na Escola Nacional de Administração, Arthur Vlaminck é chamado para trabalhar no Ministério das Relações Exteriores à serviço do ambicioso ministro Alexandre Taillard. Arthur será responsável por elaborar o discurso do ministro, mas logo percebe que em meio a golpes políticos e vaidades pessoais, esta tarefa não será nada fácil.   Cine Jardins – Shopping Jardins:  Sala 2. 18h55   CONTINUAÇAO   Capitão América 2: o Soldado Invernal 3D (Captain America: The Winter Soldier, EUA, 2014, 120 minutos. 12 Anos) Ação. Direção de Anthony Russo, Joe Russo. Com Chris Evans, Scarlett Johansson, Sebastian Stan. Dois anos após os acontecimentos em Nova York, Steve Rogers segue tentando se acostumar com o fato de que foi descongelado e acordou décadas depois de seu tempo. Em parceria com Natasha Romanoff , também conhecida como Viúva Negra, ele é obrigado a enfrentar um poderoso e misterioso inimigo chamado Soldado Invernal.   Cinemark – Shopping Vitória: Sala 6. 13h30. 16h30 DUBLADO. 22h (LEG) Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 15h20. 18h10. DUBLADO. 21h (LEG)  Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 4. 13h45. 16h30. 19h15. DUBLADO. 22h (LEG)   Copa de Elite (Idem, Brasil, 2014, 100 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Vitor Brandt. Com Marcos Veras, Júlia Rabello, Rafinha Bastos. Paródia de filmes brasileiros como Tropa de Elite, Bruna Surfistinha e Minha mãe é uma peça.    Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 00h00 Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 14h10. 16h20. 19h. 21h20. Domingo também 16h20. 19h. 21h20.  Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 6. 19h10 Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 19h. 21h   Divergente (Divergent, EUA, 2014, 140 minutos, 14 anos) Ficção cientifica. Direção de Neil Burger. Com Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet. Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice completa 16 anos, ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco, e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade, coragem e outros. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, escolhendo uma diferente da família, e tendo que abandonar o lar.   Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 16h20 (exceto segunda e terça-feira). 19h25 (exceto segunda e terça-feira). 22h30 (LEG) Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 14h30. DUBLADO   Getúlio (Idem, Brasil, 2014, 100 minutos, 12 Anos) Histórico. Direção de João Jardim. Com Tony Ramos, Drica Moraes, Alexandre Borges. A intimidade de Getúlio Vargas em seus 19 últimos dias de vida. Pressionado por uma crise política sem precedentes, em decorrência das acusações de que teria ordenado o atentado contra o jornalista Carlos, ele avalia

08/05/2014 / 0 Comments
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Depois de nove anos, Rosana Paste abre exposição no Estado

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  As memórias, os afetos e as marcas que um corpo carrega são o tema central da exposição inédita de Rosana Paste. Em eumuseu, a artista reuniu esculturas, fotografias, desenhos, plotagens, adesivos, nos quais o corpo é o objeto de arte. A abertura da mostra será nesta quinta-feira (8), às 19h30, na Galeria Matias Brotas. A artista também lança seu livro eumuseu rosana paste, na mesma ocasião.    Essa é a primeira exposição individual de Rosana, que ficou nove anos participando de exposições coletivas e amadurecendo o seu trabalho. “Necessito de tempo para pensar pois não trabalho uma obra de arte, mas sim um projeto onde vou desenvolvendo um conjunto de trabalhos”, explica a artista. O projeto eumuseu iniciou-se em 2002, mas as esculturas e o livro foram realizados entre 2013 e 2014.   Essa preocupação com o corpo fica presente na proposição artística Geografia Genética, na qual a artista revela a ação do tempo no corpo de três gerações, no caso, o corpo da artista, do seu filho e da sua mãe. “As fotos são das mesmas partes dos corpos onde a pele fica em evidência. Além de uma proposição artística é também uma provocação, qualquer um pode fazer o seu”, convida Rosana.      Já na performance  Artista de corpo presente, Rosana convida Taiza Ammar, Lobo Pasolini e Jocimar Nalesso para fotografarem seu processo de criação. O resultado foi publicado no livro eumuseu rosana paste. “Esse trabalho só poderia ser constituído com esse modelo: Afetividade, conhecimento profundo dos participantes e uma autoria hibridizada, pois todos somos propositores do livro, todos somos autores do eumuseu rosana paste”, revela.    Rosana conta que o fotógrafo foi o seu cúmplice. Jocimar pode captar flagrantes que só foram possíveis devido à intimidade entre eles. Além das esculturas, o livro apresenta desenhos e pensamentos da artista e textos de Lobo Pasolini. A designer Taiza Ammar foi a responsável por cortar e montar os registros fotográficos e os textos, criando novas interpretações para os trabalhos.   Duas esculturas se destacam na mostra. Os múltiplos Entre Rainhas, que são sete cadeiras de aço inox com veludo, “tem uma pegada irônica mesmo, mulheres adoram sentar e conversar”. E Calcinha para noite de núpcias, um trabalho que começou em 1954, “é uma peça linda daquelas que encontramos em nossas gavetas de memórias familiares, que reterritorializei em 2011 como objeto de arte”.   Para a artista, a mostra eumuseu é um conceito ampliado de museu, “talvez nossa maior peça de museu seja nossa genética, uma vez que ela nos é dada”, afirma.   Serviço   Abertura da exposição e lançamento do livro eumuseu rosana paste será nesta quinta-feira (9), às 19h30, na Galeria Matias Brotas. Avenida Carlos Gomes de Sá, 130, Vitória. (subida da Maternidade Santa Úrsula. A exposição vai até 14 de junho. Horário de funcionamento da Galeria Matias Brotas – Terça a sexta – das 10h às 19h e sábado das 10h às 15h

08/05/2014 / 0 Comments
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Demandas do setor pesqueiro do Estado são levadas ao MPA

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O presidente da Federação das Associações de Pescadores do Espírito Santo, Manoel Bueno, apresentou uma série de reivindicações do setor ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e aguarda novo encontro, marcado para agosto, para discutir um plano de ação com o objetivo de solucionar entraves no desenvolvimento da atividade pesqueira no Estado.   Paralelamente a esse movimento, o vereador de Vitória, Devanir Ferreira (PRB), também esteve em reunião no MPA, com o secretário executivo, Atila Maia Rocha, e técnicos do ministério. O vereador havia marcado uma reunião com o presidente da Federação de Pesca para essa quarta-feira (7), que foi adiada para a próxima quarta (14).    A Federação dos Pescadores apresentou ao MPA três principais reivindicações. A primeira delas é referente à Instrução Normativa nº 06/2012, do próprio MPA, que dispõe sobre os procedimentos administrativos para a inscrição de pessoas físicas no Registro Geral da Atividade Pesqueira na categoria de Pescador Profissional.  Em seu Artigo 4º, a legislação exige a existência da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), com comprovação de vínculo empregatício como Pescador Profissional, para que o pescador obtenha o registro da atividade pelo Ministério.   Como explica Manoel, os pescadores tradicionais são incluídos no Decreto nº 6040/2007, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais e, por isso, não precisam ter Carteira de Trabalho e nem serem incluídos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A Federação reivindica ao ministério, diante do impasse, uma solução para o caso.   Além disso, como detalha Manoel, a Superintendência de Patrimônio da União (SPU) repassou o direito de usufruto das águas internacionais às grandes redes de pesca, uma ação que pode acarretar em prejuízos ao meio ambiente e também aos pescadores artesanais, que não possuem, mas reivindicam, a autorização para navegar por esses territórios.   A última reivindicação se refere à participação dos pescadores em programas do governo, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), destinado à compra de alimentos produzidos por pequenos agricultores e populações tradicionais, que são distribuídos à população de maior vulnerabilidade social. As associações de pescadores do Espírito Santo buscam ajuda para melhoria de sua infraestrutura. Equipamentos de armazenamento, como freezers, são fundamentais para que o pescado seja disponibilizado com maior qualidade à população que recebe os alimentos do governo.   O vereador de Vitória também apresentou três reivindicações, das quais apenas uma é ponto de discordância entre Devanir e a Federação. O vereador levou a Brasília a intenção de suspender a Instrução Normativa (IN) 189/2008, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que determina que o defeso do camarão ocorra durante quatro meses do ano. Segundo Devanir, o período maior de defeso faz com que o Estado fique em desvantagem na hora de abastecer o mercado com o produto, tornando-o mais caro e menos competitivo. Manoel discorda e lembra que esses quatro meses, que acontecem de 15 de novembro a 15 de janeiro, e depois de 1 de abril a 31 de maio, são fundamentais para que a natureza se regenere das perdas geradas durante as pescarias do ano.   As demais propostas do vereador são em consonância com a intenção dos pescadores. Uma delas pretende incluir na licença do camarão sete barbas o camarão rosa, uma vez que estes convivem no mesmo habitat. Durante a pesca do camarão sete barbas, como detalha Manoel, acidentalmente, também são pescados alguns camarões rosa. A licença para ambas as espécies permitiria que, diante da fiscalização, o pescador não fosse punido por portar um animal que não é contemplado no seu licenciamento.   Outra proposta do vereador é de cancelamento das licenças possuídas pelas traineiras que transitam em território marítimo capixaba, uma vez que estas só podem pescar sardinha e fauna acompanhante, conforme orienta o MPA e o MMA (Ministério de Meio Ambiente). Como esse tipo de peixe não existe no litoral capixaba, as traineiras só arrastam a fauna “acompanhante”. Manoel diz que os pescadores tradicionais são favoráveis à proibição do trânsito das traineiras no Espírito Santo e explica que não existem embarcações desse tipo originárias no Estado, portanto, as que frequentam o mar capixaba vêm de outros lugares, para fazer pescarias ilegais.

08/05/2014 / 0 Comments
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Quem sou eu, quem é você?

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O tronco de uma árvore pode revelar a idade que ela alcançou, pela leitura dos círculos concêntricos que a natureza imprime durante o tempo em que ela vegetou. Alguns troncos, porém, têm o interior uniforme, que nada revelam. Também nós, humanos, pensantes e mutantes, podemos ser como o carvalho, cuja história vai ficando registrada em camadas contínuas; ou como o ébano, uma árvore que nada revela.   A ciência de ler essas linhas interiores tem o complicado nome de dendrocronologia, e tem mais utilidades do que nossa ignorância pode enumerar.  Pois não apenas a vida interior da árvore é revelada, mas também os eventos exteriores que a afetaram. Como um livro de registros, tudo fica  arquivado, esperando quem saiba decifrá-lo. Por exemplo, a história do clima – quando os anéis são largos e uniformes, cresceram em anos com boas  condições climáticas; quando são mais estreitos, ou até desaparecem, tiveram um ano de muito frio ou de longa estiagem.   O tronco de uma árvore pode revelar ainda o local de onde ela veio, o que pode ser útil para várias ciências – onde foi feito um navio, de onde vieram objetos artesanais, quando um quadro, um mural ou um painel foi pintado, quando uma casa foi construída.  Tudo que foi feito de madeira pode ser datado e localizado pela dendrocronologia. O exemplo mais famoso é um quadro da Rainha Maria, da Escócia, considerado uma cópia feita no século XVIII. O  estudo da madeira revelou que é um quadro autêntico, feito por um artista desconhecido no século XVI.   Nossas camadas – além das rugas no rosto – também revelam  fases que deixaram  marcas, sejam elas superficiais ou profundas, originadas por bons ou maus eventos. Mas tal como o ébano, há pessoas que não criam camadas, porque não mudam. Vivem uma vida metódica e o mais possível arraigada ao mesmo lugar, encerrada em estreitos limites. Não se afastam do lugar onde nasceram, mesmo que apenas emocionalmente. Têm  pontos de vista bem definidos, ideias solidamente cimentadas, opiniões fortes.   Como um carvalho com o tronco cheio de anéis, há pessoas com a alma cheia de camadas, constantemente em busca do próximo porto, da próxima estrada, do próximo aeroporto. Não se fixam em lugar nenhum, querem sempre alçar voo, tentar novas possibilidades, correr riscos, conhecer o desconhecido. Não se confinam a espaços exíguos, querem a amplidão. São pessoas com muitas vidas – camadas que a experiência vai sobrepondo constantemente.   Quem está certo, quem está errado? Melhor seria perguntar, quem está feliz com a vida que vive ou escolheu viver? E se não escolheu, quem se adaptou ou será sempre um peixe dançando na ponta do anzol? Ah, as inconstâncias da natureza humana – o gregário que não se afasta de suas origens sonha com o mundo além de sua janela; o aventureiro que procura mais uma fronteira, quer apenas retornar às suas raízes.   P.S. – O estudo dos anéis no tronco das árvores tem trazido controvérsias sobre o aquecimento global – alarmantes ou alarmistas? Provocado pela excessiva emissão de gás carbono, ou um evento climático natural, que de acordo com os anéis das árvores muito antigas, já vem ocorrendo na terra há mais de 1000 anos

07/05/2014 / 0 Comments
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