Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta quarta-feira (7) alerta que quase nove em cada dez habitantes das cidades do mundo estão sujeitos a níveis de poluição acima do aceitável pelos padrões da organização. Apenas 12% das pessoas que vivem nas cidades compreendidas no estudo respiram ar que respeita as diretrizes internacionais. Os principais motivos elencados pela OMS para a deterioração da qualidade do ar são a dependência dos combustíveis fósseis, como as centrais elétricas movidas a carvão; o uso de veículos particulares motorizados, a ineficiência energética dos edifícios e o uso de biomassa na cozinha e no aquecimento. No estudo, foram incluídas 1.600 cidades de 91 países, das quais a maioria não cumpre as diretrizes da OMS sobre níveis seguros de poluição do ar, expondo seus habitantes a condições nocivas à saúde. O estudo também aponta que cerca de metade da população urbana está exposta a níveis de poluição que são pelo menos 2,5 vezes mais altos do que os limites estabelecidos pela OMS. Na maioria das cidades, apesar do número de medições da qualidade de seu ar terem aumentado, a comparação com anos anteriores mostra que a situação está piorando. Segundo a diretora-geral adjunta da OMS para a Saúde da Família, Criança e Mulher, Flavia Bustreo, à Agência Brasil, há cidades em que é impossível ver a linha do horizonte, devido à concentração de poluição no ar, o que reflete em riscos constantes para a saúde. O relatório também aponta que medidas como a proibição do uso de carvão para o aquecimento de edifícios, a utilização de combustíveis renováveis ou limpos para a produção de energia e a melhoria da eficiência dos motores dos veículos são instrumentos usados nas cidades que obtiveram melhorias significativas na qualidade do ar. O apelo da organização é para que os países apliquem políticas de mitigação da poluição do ar e vigiem de perto a situação nas cidades de todo o mundo. O relatório incluiu 40 cidades do Brasil, nenhuma do Espírito Santo. Entres as avaliadas, apenas Salvador, capital da Bahia, obteve uma média anual de partículas inaláveis abaixo do limite estabelecido pela OMS, que é de 20 microgramas por metro cúbico. A capital baiana atingiu 17 microgramas por metro cúbico. No outro extremo, Santa Gertrudes, no interior do estado de São Paulo, foi a que obteve o maior índice, chegando a 81 microgramas por metro cúbico. Entre as capitais, as mais poluídas são o Rio de Janeiro, com 67 microgramas por metro cúbico, e Belo Horizonte, com 52 microgramas por metro cúbico. Em março, dados divulgados pela mesma organização, estimaram que, somente no ano de 2012, cerca de 7 milhões de pessoas morreram devido à exposição à poluição do ar, que se transformou no maior fator de risco ambiental para a saúde no mundo. No Espírito Santo, onde as atividades da Vale e ArcelorMittal geram inúmeros prejuízos ao meio ambiente e aos moradores da Grande Vitória, sequer há o monitoramento do material particulado (PM) 2,5, as partículas mais finas e, portanto, mais agressivas à saúde. O Estado ainda tem como base os padrões de poluição do ar do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), defasados há 35 anos. Nos últimos levantamentos divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Vitória apareceu em posições negativas no ranking nacional, como uma das capitais mais poluídas do País. Em 2008 superou a capital São Paulo em índices de partículas totais em suspensão (PTS) e partículas inaláveis (PM10). Os registros atingiram 717 mg/m³ de PTS e 669 mg/m³ de PM10, quando o padrão do Conama prevê, respectivamente, de 240 e 150 mg/m³, já considerados elevados.
MPES alega economia em aluguel milionário de prédio
O Ministério Público Estadual (MPES) garante ter feito um bom negócio no aluguel de um prédio comercial com seis salas, na Enseada do Suá, em Vitória, por mais de R$ 5 milhões. Em nota ao jornal Século Diário – enviada após a publicação da reportagem sobre a locação –, a administração do órgão ministerial alegou que o valor do aluguel foi considerado pela administração estadual como “compatível com os preços praticados pelo mercado imobiliário”. O MPES garantiu que foi feita economia por conta da redução no aluguel de outros imóveis, muito embora a nota não cite qualquer prédio que será desocupado. O texto também não respondeu a maior parte dos questionamentos feitos por Século Diário, como os detalhes sobre o índice de reajuste do valor do aluguel e os gastos com a adequação do espaço – que não foi sequer inaugurado, apesar do contrato ter entrado em vigor no final de fevereiro. Segundo a nota, o imóvel está sendo adequado às necessidades administrativas para funcionamento das promotorias de Justiça Cível de Vitória e a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, apesar de não ter sido revelado de quem é a responsabilidade sobre os gastos. O prédio vai contar com 57 gabinetes, auditório, sala de reunião e 50 vagas de estacionamento em uma área construída de 1,8 mil metros quadrados. O espaço deve comportar até 100 pessoas entre promotores, servidores e estagiários do Ministério Público, além do público em geral. Sobre o valor gasto – inicialmente fixado em R$ 88,5 mil mensais –, a administração do MPES informou que o contrato foi homologado pela Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), que considerou a locação compatível com os preços praticados pelo mercado. “Diante dos dados acima, é notória a economia praticada pelo MPES, por conta da redução da locação de outros imóveis, que estavam ocupados, a junção de promotorias de Justiça em áreas afins, bem como a facilitação para o acesso e atendimento ao público em geral”, finalizou. Apesar das explicações, o fato é que a locação do imóvel chama atenção no universo de contratações feita pelo órgão ministerial. Segundo levantamento da reportagem com base em dados do Portal da Transparência do MPES, a instituição empenhou R$ 1,67 milhão para despesas com aluguel de imóveis para este ano, sendo mais da metade somente para custear o novo prédio na Enseada do Suá – estimado em R$ 935 mil até o final de 2014. Ao todo, o MP capixaba aluga imóveis em 14 municípios em várias regiões do Estado. A maior parte da locação de imóveis se concentra na Grande Vitória com oito imóveis, sendo três em Vitória e Vila Velha, um na Serra e outro em Viana. No interior do Estado, o MPES aluga instalações nos municípios de Itarana, Venda Nova do Imigrante, Marechal Floriano, Muniz Freire, Fundão, Itaguaçu, Laranja da Terra, Atílio Vivacqua, Domingos Martins e Dores do Rio Preto.
Justiça Federal recebe denúncia contra ex-prefeito de São Mateus
A juíza Alina Alves de Melo Miranda Araújo, da Vara Federal em São Mateus (norte do Estado), recebeu uma ação de improbidade contra o ex-prefeito do município, Lauriano Zancanela (DEM). O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o demista por supostas irregularidades na execução de obras de esgotamento sanitário no balneário de Guriri, em 2000. Caso seja condenado, o demista pode ter os direitos políticos suspensos, além do ressarcimento de eventual prejuízo causado ao erário. De acordo com informações do MPF, a obra realizada com verbas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) teria sido marcada por irregularidades, como o superfaturamento de mais de R$ 800 mil em relação ao valor previsto inicialmente. O órgão ministerial acusa o ex-prefeito de agir com descaso ao aceitar serviços parcialmente executados e em desacordo com os projetos iniciais, além de ter feito pagamentos à empreiteira posterior à prestação de contas e deixar de realizar a manutenção do sistema de esgoto. Durante as investigações, a Polícia Federal teria constatado a existência de sobrepreço de 9,6% nas despesas ao convênio 854/2000 e de 27,9% em relação ao convênio 2067/2000, totalizando um superfaturamento de R$ 805 mil. Além disso, uma perícia da Funasa, realizada em 2007, apontou divergências entre planilhas orçamentárias, alterações em projetos com consequente aumento de custo, deficiências em plantas e projetos, além de falhas na prestação de contas dos convênios. Segundo a denúncia, a Funasa fez uma nova perícia em 2009, em que aprovou a prestação de contas dos convênios do ponto de vista técnico de engenharia. No entanto, o órgão atuou para reaver cerca de R$ 73 mil que deveriam ter sido empregados na obra, entendimento acatado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O ex-prefeito teria utilizado cheques da prefeitura para realizar os pagamentos, sendo que a legislação exige a abertura e movimentação de contas bancárias especificas para cada convênio. Entre os pedidos da ação de improbidade (0000378-67.2012.4.02.5003), o Ministério Público requereu a condenação de Lauriano Zancanela ao ressarcimento integral do dano; a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito de três a cinco anos; o pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração recebida pelo ex-prefeito; além da proibição de contratar com o poder público por até três anos. Para a juíza federal, o aprofundamento da investigação deve levar em conta a não aplicação de recursos (mais de R$ 20 mil) no Programa de Educação em Saúde e Mobilização Social; o uso de notas fiscais da Prefeitura Municipal e não das contas específicas dos convênios; e o motivo de movimentação da conta corrente exclusiva dos convênios após a prestação de contas final ao Tesouro Nacional. Ela conclui dizendo que os autos “contém indícios mais que suficientes da prática de ato de improbidade administrativa”.
MPF sugere sinalização da orla de Guriri para preservação de restinga
As áreas de restinga da orla de Guriri, em São Mateus (norte do Estado), deverão ser sinalizadas com placas orientando sobre a legislação ambiental e cercadas. A recomendação é do Ministério Público Federal (MPF) à Prefeitura do município. O Ministério Público informou que a prefeitura, representada em uma reunião no último dia 23 pelo secretário de Meio Ambiente, Antenor Malverdi Filho, alegou dificuldades operacionais para implantar as medidas. Entretanto, os procuradores da República do município Leandro Mitidieri e Walquíria Imamura Picoli pediram maior empenho, inclusive por parte do prefeito Amadeu Boroto (PSB) e do secretário de Obras, Jadir Carminati Bachetti. O prazo para o início das obras é de 30 dias. O processo deverá ser finalizado em quatro meses. O MPF requereu a participação dos policiais e bombeiros para que orientem, de forma preventiva, a passagem de pessoas sobre a vegetação litorânea. Os representantes das corporações presentes na reunião concordaram em repassar as informações necessárias sobre a vegetação litorânea aos demais membros, visando à participação no processo de preservação. Estiveram presentes o delegado federal Renato Zacché; o 2º tenente da Polícia Militar Ambiental Itamar Laurindo; o capitão da Polícia Militar Ambiental em São Mateus, Waldir Florêncio Corrêa Júnior; o tenente do Corpo de Bombeiros Cleudo Júnior Souza Constancio; e o subcomandante do 10º Batalhão da Polícia Militar Werison Rispieri. Ainda segundo o MPF, no dia 21 de maio, às 8 horas, haverá uma inspeção in loco em áreas apontadas pela Polícia Militar Ambiental, onde há construções irregulares em área da União.
Após assembleia, professores da rede estadual decidem manter paralisação
Os professores da rede estadual, em greve desde o dia 14 de abril, realizaram assembleia geral na manhã desta quarta-feira (7), no auditório do Sindicato dos Bancários do Estado (Sindibancários-ES), e decidiram pela continuidade do movimento. Após a reunião, os professores saíram em passeata pelas ruas de Vitória até a Secretaria de Estado da Educação (Sedu), na Praia do Suá. Durante a assembleia, os professores também votaram a respeito do financiamento da greve. A categoria deliberou para que a verba da Força Sindical seja usada exclusivamente para a greve. Foram eleitos, ainda, cinco professores da base para acompanhar a aplicação do dinheiro. Depois de terminada a assembleia, os profissionais saíram em caminhada pela Avenida Vitória, em direção à Sedu. Durante a passeata, os professores repudiaram a instalação de câmeras em escolas da rede estadual, a exemplo do que foi feito na Escola de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) São Luiz, em Santa Maria de Jetibá (região serrana), em que foram instaladas câmeras nos banheiros, constrangendo os alunos, sob o pretexto de que seria para inibir o uso de drogas e depredações do patrimônio. Ao chegarem à Sedu, os professores entraram no prédio dizendo palavras de ordem e percorreram os andares do edifício promovendo um “apitaço”. Os trabalhadores pleiteiam reajuste salarial para 2014, com aplicação da Lei do Piso; revisão dos planos de cargos, carreiras e salários vencidos; e eleição direta para direção escolar. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) pediu à Justiça a ilegalidade da greve antes mesmo que ela começasse e o Estado conseguiu liminar neste sentido. O setor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiupes), no entanto, recorre da decisão e o movimento foi mantido. Reunião Nesta terça-feira (6) uma reunião no Ministério Público do Estado (MPES) teve objetivo de mediar as negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes) e o governo. Esta foi a primeira reunião organizada a pedido MPES com o objetivo de intermediar o fim da greve dos servidores da Educação, deflagrada em 8 de abril, com início da paralisação em 14 de abril. Para evitar que os alunos sejam prejudicados, o MPES vai tentar mediar um Termo de Compromisso entre o Estado e os professores. O Sindiupes, por meio dos seus representantes presentes à reunião – dois diretores e o advogado do sindicato – solicitou a apresentação de propostas concretas, que atendam aos principais pleitos da categoria. Essas propostas serão levadas à classe, na tentativa de construção de um acordo, a ser discutido já na próxima reunião. O diretor do Sindiupes Gean Carlos Nunes de Jesus observou que os professores têm responsabilidade com o ensino, mas que há necessidade de negociação com o Estado para que os pleitos da categoria sejam atendidos. Avaliou que o impedimento do reajuste solicitado com base na vedação eleitoral é questionável, vez que o governo federal concedeu reajuste no benefício do Programa Bolsa Família sem que houvesse proibição pela mesma lei.
Corregedoria da PMV arquiva procedimento administrativo contra Cleber Guerra
Diante da solicitação de instauração de procedimento administrativo para análise da conduta do secretário de Meio Ambiente de Vitória, Cleber Guerra, a Corregedoria da Prefeitura de Vitória recomendou o arquivamento do processo, alegando que não verificou ocorrência de falta funcional que pudesse se enquadrar em legislação municipal. O pedido foi feito no começo deste ano pelo Conselho Popular de Vitória (CPV), pela Federação dos Trabalhadores na Industria (FTI), pela Associação Capixaba de Proteção ao Meio Ambiente (Acapema) e pela Federação da Associações de Moradores e Movimentos Populares do Espírito Santo (Famopes), entidades que compõem o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema), presidido por Guerra. Na solicitação de instauração de procedimento administrativo contra o secretário, as entidades componentes do Comdema apontaram quebra de regimento interno do Comdema e falta de decoro e urbanidade, registrados na 354ª Reunião Extraordinária, do dia 9 de janeiro de 2014. Na ocasião, foi feita análise do ponto de pauta referente à emissão da Licença Simplificada para limpeza do Canal dos Escravos. Segundo eles, a Licença Simplificada emitida por meio do Ofício nº 052/2014 não existe legalmente na Lei Municipal 5.131/2000, que regulamenta o licenciamento ambiental. A Corregedoria esclareceu que a decisão foi embasada no fato de que, nesta mesma reunião, o secretário e o subsecretário, Paulo Barbosa, explicitaram a todo momento que não estava em discussão a dragagem ou mesmo supressão de vegetação, mas a desobstrução superficial do Canal dos Escravos, retirando os troncos de árvores mortas e caídas sobre o canal, para que a água pudesse fluir melhor. A intenção da desobstrução era acabar com os alagamentos que ainda persistem nas regiões de Central Carapina e José de Anchieta II, na Serra. A reunião foi abandonada pela maior parte dos conselheiros representantes da sociedade civil no Comdema que, diante da situação naquele momento, concluíram que não era possível a emissão de um parecer sobre a obra, já que o parecer do subsecretário de Meio Ambiente da Prefeitura de Vitória, Paulo Barbosa, não foi enviado com antecedência aos outros conselheiros, como deveria. Para a Corregedoria, “ficou claro que a Secretaria de Meio Ambiente/ Semmam poderia autorizar esta ação de desobstrução simplificada, mas fez opção de submeter à apreciação do Comdema, por já ter indeferido um pleito anterior da Prefeitura da Serra de dragagem daquele canal”. O órgão alegou que a Lei nº 12.651/2012 (Novo Código Florestal) dispensa a autorização do órgão ambiental competente para a execução, em caráter de urgência, de atividades e segurança nacional e obras e interesse da defesa civil destinadas à prevenção e mitigação de acidentes em áreas urbanas; e que o Decreto Estadual nº 2924-S de 23 de dezembro de 2013, declarou situação de emergência no Espírito Santo”. Os conselheiros alegaram ainda que o processo deveria ter passado pela Câmara de Recursos Naturais para emissão de parecer e que este já havia se posicionado contrariamente à abertura e dragagem do canal. Segundo a Corregedoria, a convocação da Câmara de Recursos Naturais poderia retardar a ação em até 10 dias úteis e, levando em consideração a situação do alagamento no município da Serra, a Presidência do Comdema optou por levar a discussão diretamente ao plenário do Conselho. “Assim, ficou evidenciado que o secretário e o subsecretário assumiram ônus da Licença Simplificada concedida à Prefeitura da Serra, eximindo o Comdema de qualquer responsabilidade, bem como ficou registrado, em todos os momentos, que a mesma não autorizava dragagem e nem supressão de vegetação, no trecho do canal inserido no Município de Vitória”, ressaltou a Corregedoria. Na solicitação de abertura de procedimento administrativo, os conselheiros classificaram que o episódio da autorização da emissão da licença aconteceu sem embasamento técnico e jurídico e foi mal fundamentado. Ainda segundo eles, a falta de políticas publicas de manejo ambiental e sanitários no Estado leva a decisões que atendem a interesses outros, imobiliários, como definiram.
Movimentos de última hora esquentam reunião de tucanos em Brasília
Lideranças capixabas observam as movimentações em Brasília, com expectativas em relação à reunião dos atores políticos do Estado com o presidente nacional do PSDB, o presidenciável Aécio Neves, nesta quarta-feira (7). A reunião deve ser longa, afinal, há duas teses colocadas na mesa de negociação. De um lado está o grupo hoje majoritário no PSDB do Estado, que tem como principal expoente o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas, que segue a tendência de fechar no Estado o alinhamento entre as campanhas dos dois presidenciáveis da oposição, Aécio e Eduardo Campos (PSB), no sentido de desidratar a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT). A situação do Espírito Santo foi discutida entre o os presidenciáveis no último dia 1º de maio, em São Paulo. A estratégia nacional deve levar em conta a capacidade de acomodação tanto de tucanos quanto de socialistas. Essa movimentação ficou mais próxima depois da declaração do governador Renato Casagrande de apoio à candidatura de Eduardo Campos. A outra tese é a que leva os tucanos para o palanque do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Dentro do PSDB, o grupo que defende essa aproximação com Hartung tem o presidente do partido no Estado, deputado federal César Colnago, e o vice-presidente do ninho tucano, Guerino Balestrassi. O discurso é de que a atuação de Casagrande vai de encontro à política defendida pelos tucanos em nível estadual. O partido ainda tem que resolver a questão da candidatura de Balestrassi. Em um cenário com a movimentação pela manutenção do palanque de unanimidade com Casagrande e Hartung juntos, o tucano se colocava como alternativa. Depois do anúncio da candidatura de Hartung ao governo, o projeto de Balestrassi passou a ser visto nos meios políticos como um palanque auxiliar para fortalecer a candidatura do ex-governador. Além de socialistas e tucanos, os demais interessados no processo também acompanham de perto o clima do encontro, como o presidente do DEM no Estado, o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda. Aliado de Hartung, o demista já teria manifestado ao presidenciável tucano seu desejo de não caminhar com Casagrande na eleição deste ano. Apesar de longa a reunião, não deve bater o martelo sobre a situação no Espírito Santo. A expectativa é de que a decisão seja adiada e, possivelmente definida pela regional tucana. De qualquer maneira, o presidenciavel do partido não demonstra interesse em contrariar o acordo com Eduardo Campos.
PV irá apresentar nome de Neucimar para vaga ao Senado
O PV capixaba reafirmou a disposição de disputar o Senado, com o ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga. O nome dele será apresentado ao governador Renato Casagrande, como uma alternativa para o palanque socialista. Neucimar disponibilizou o nome ao Senado no mês passado, quando o ex-governador Paulo Hartung se colocou à disposição do PMDB para disputar o governo. Hartung era cotado para a disputa ao Senado e com sua saída do pleito, o quadro ficou equilibrado, estimulando o ex-prefeito a entrar na disputa. A movimentação do PV estaria sendo movida pela possibilidade que se coloca no cenário de o PR, do senador Magno Malta, se aproximar do palanque palaciano. O PR procura uma acomodação para a candidatura do delegado Fabiano Contarato. Malta ficaria livre para se dedicar à disputa presidencial, como tenta em nível nacional. Mas como Contarato não pode disputar o Senado sem um palanque de apoio, precisa de uma acomodação nos palanques colocados. Como Malta não se alinha a Paulo Hartung, o caminho seria o grupo de Casagrande. Mas a rejeição à imagem do senador Magno Malta estaria dificultando as conversas. A preocupação seria de a rejeição do senador atingir a imagem do governador. Com a movimentação do PV e do PR, Casagrande ganha três opções de parceria em seu palanque para a vaga do Senado, já que o PSDB também está dentro de uma articulação nacional entre os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), que alinhavam uma aliança em que o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas seria o candidato ao Senado no palanque de Casagrande, para fazer embate ao PT no Estado.
Baixo valor do Edital Performance Artística assusta músicos capixabas
A Prefeitura de Vitória (PMV), por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), lançou o Edital de Performance Artística Individual de Música. O documento irá contemplar projetos musicais em formatos reduzidos (voz e violão), apresentações instrumentais, solos ou DJs. Os premiados receberão R$ 1.000 para a realização de três pocket – shows na Capital. Ao todo 25 projetos serão contemplados a cada edição. Dividido entre as três apresentações, e reduzido os impostos, o valor destinado a cada apresentação será em média R$ 260, valor que não agradou aos músicos capixabas. Segundo Junior Manfredo, vocalista da banda Manfredines, os artistas capixabas sofrem constante desvalorização, porque a única forma de tocarem e ganharem dinheiro é fazendo pequenos shows em bares que cobram couvert. Nessas apresentações noturnas, o valor pode ficar entre R$150 e R$ 300, contando com o couvert, que é cobrado na faixa de R$ 5 a R$10. A secretária de Cultura, Andreia Carvalho, concorda que esse edital é ainda tímido, mas partiu de uma iniciativa de contemplar músicos solos, que requerem pouca estrutura. A proposta é realizar uma ocupação cultural na cidade, com pequenas apresentações. “Os R$ 1.000 são destinados apenas ao cachê do músico, a Prefeitura irá acompanhá-lo durante as apresentações e fornecer toda a estrutura necessária”, garante. Essas informações, entretanto, não ficaram muito claras no texto do edital e foi o que causou revolta em muitos músicos, que se sentiram desvalorizados por terem seus cachês reduzidos ao valor que ganham em bares. “É fundamental que um órgão público de cultura como a PMV, por meio da Secretária Municipal de Cultura, se fizesse exemplo como valorizador do artista noturno, porque é de onde a maioria tira seu sustento”, diz Manfredo. Andreia Carvalho explicou que a intenção do edital não foi desvalorizar o artista que vive de sua arte e que, em breve, a Secretaria de Cultura de Vitória irá lançar editais que contemplem esse perfil de artista. “O edital de Performance Artística Individual é um novo formato de edital, que visa premiar aquele artista que já costuma tocar em bares ou só tem o hobby de tocar para os amigos. Pode ser um iniciante ou alguém que já toca profissionalmente”, explica. Ela também conta que o edital foi muito discutido internamente e que houve uma pesquisa de mercado para se chegar a esse valor. Em escala maior, para contemplar shows de bandas profissionais, existe o Edital de Circulação, que será lançado ainda em maio, com um valor de R$ 160 mil. Andreia ressalta que, além desse edital, a Secretaria também promove contratação de artista e sempre se preocupa em remunerá-los baseado no valor de mercado. “No edital de Performance Artística Individual, o nosso foco é em artistas que querem complementar a renda e fazer pequenas apresentações em espaços públicos e levar um pouco de música para aqueles que circulam pela cidade”, explica Andreia, que garante que a Prefeitura irá pensar em conjunto com os artistas nesses lugares aonde os músicos irão se apresentar, para que eles sejam adequados para receber a apresentação. O objetivo é expandir esse formato de pequenas apresentações para outras vertentes artísticas, como a poesia e a dança. “Queremos levar a arte para o cotidiano, humanizar a cidade, por isso pensamos nesse edital”. Andreia, entretanto, admite que 25 apresentações, no valor de R$ 1.000 é uma iniciativa pequena, mas está sendo uma experiência ainda. “Estamos abertos a sugestões e críticas para podermos melhorar as próximas propostas. Também precisamos saber como a cidade vai receber essas apresentações, a tendência é, se tudo correr bem, aumentar o valor do cachê”. Para Manfredo, a cultura em Vitória ainda precisa avançar muito, não apenas em âmbito público, mas também privado. O músico não acha justo que o cachê de um artista seja estipulado baseado em gastos como transporte, alimentação, estrutura e duração da apresentação. “O cálculo para se chegar a um valor justo de um cachê deveria começar da mesma maneira que em todo resto. Soma-se o investimento físico e intelectual e multiplica-se isso pela notoriedade profissional de cada artista. Hoje o mercado artístico capixaba se resume a um mercado de entretenimento barato, obrigando o artista a se desvalorizar para sobreviver”.
Cinema Estreias da semana
Em Mulheres ao Ataque, Cameron Diaz interpreta uma mulher que descobre que seu namorado (Nikolaj Coster-Waldau) é casado. Ainda chocada com a descoberta, ela conhece a esposa traída (Leslie Mann) e as duas começam uma amizade. Acidentalmente as duas acabam esbarrando com a amante do parceiro e, então, o trio de mulheres resolve se unir para planejar sua vingança. O Cine Jardins traz quatro estreias, duas produções francesas O Passado e O Palácio Frances e duas produções portuguesas Florbela e A Gaiola Dourada. O filme Florbela tem uma sessão de pré-estreias apenas esta sexta-feira (9) Os demais filmes entram em cartaz a partir desta quinta-feira (8) PRÉ-ESTREIA Florbela (Idem, Portugal, 2014, 120 minutos, 14 anos) Biografia. Direção de Vicente Alves do Ó. Com Dalila Carmo, Albano Jerónimo, Ivo Canelas. A poetisa Florbela Espanca não consegue levar uma vida de dona de casa e esposa em uma região rural. Seu desejo de descobertas leva-a a acompanhar o irmão Apeles na grande Lisboa. Nesta cidade surge a inspiração para os seus maiores poemas. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h15 (apenas sexta-feira) ESTREIAS Mulheres ao Ataque (The Other Woman, EUA, 2014, 100 minutos, 12 Anos) Comédia. Direção de Nick Cassavetes. Com Cameron Diaz, Leslie Mann, Kate Upton. Quando uma jovem descobre que seu namorado é casado com outra mulher, ela entra em contato com a esposa dele e propõe que as duas se vinguem juntas. Uma estranha amizade começa a nascer entre as duas, mas a situação fica pior quando elas descobrem que uma terceira mulher está envolvida. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 15h20. DUBLADO. 13h. 17h50. 20h30 (LEG) Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 5. 13h50. 16h10. 18h50. 21h10. DUBLADO. Domingo também 16h10. 18h50. 21h10 DUBLADO Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 1. 14h. 16h25. 18h45. 21h A Grande Vitória (Idem, Brasil, 2014, 90 minutos, 10 anos) Drama. Direção de Stefano Capuzzi. Com Caio Castro, Ênio Gonçalves, Sabrina Sato. Max Trombini teve uma infância humilde e conturbada. Abandonado pelo pai ainda hoje, ele foi criado pela mãe e pelo avô, que morreu quando tinha 11 anos. Foi através do aprendizado das artes marciais, em especial o judô, que ele conseguiu se estabelecer emocionalmente e construir uma carreira que fez com que se tornasse um dos principais técnicos do esporte no Brasil. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 13h40. 16h10. 18h40. 21h30 Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 2.14h50. 17h10. 19h30. 21h50. A Gaiola Dourada (La Cage Dorée, Portugal/França, 2014, 90 minutos, 14 anos) comédia. Direção de Ruben Alves. Com Rita Blanco, Joaquim de Almeida, Roland Giraud. Maria e José Ribeiro são um casal de imigrantes portugueses na França, morando em um bairro nobre de Paris. Um dia, no entanto, uma herança inesperada proporciona aos dois a oportunidade de sair da pequena casa onde moram e voltar a Portugal, onde levariam uma vida luxuosa. Mas os habitantes do prédio não estão prontos a abandonar os preciosos serviços de Maria e José, e vão usar todas as armas necessárias para mantê-los no local. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h20. 19h10 O Passado (Le Passé, França, 2014, 130 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Asghar Farhadi. Com Bérénice Bejo, Tahar Rahim, Ali Mosaffa. Este drama mostra a ruína da relação entre um marido iraniano e sua esposa francesa, vivendo na Europa. Após muitas disputas, ele abandona a família e os dois filhos para retornar ao seu país de origem. Quando a esposa pede o divórcio oficial, ele descobre que o pedido é motivado pelo fato de ela ter conhecido outro homem. Assim, sem demoras, ele retorna ao lar para confrontar a esposa e o novo pretendente dela. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h (exceto sexta-feira) O Palácio Frances (Quai d'Orsay, França, 2014, 110 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Bertrand Tavernier. Com Thierry Lhermitte, Raphaël Personnaz, Niels Arestrup. Recém formado na Escola Nacional de Administração, Arthur Vlaminck é chamado para trabalhar no Ministério das Relações Exteriores à serviço do ambicioso ministro Alexandre Taillard. Arthur será responsável por elaborar o discurso do ministro, mas logo percebe que em meio a golpes políticos e vaidades pessoais, esta tarefa não será nada fácil. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 18h55