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Século Diário

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Depois de interdição de obras, moradores querem saber destinação do prédio do IRS

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Depois da realização de duas audiências públicas com moradores da região da Glória, em Vila Velha, ainda não se sabe qual vai ser a destinação dada ao prédio do antigo Instituto de Readaptação Social (IRS), que estava sendo reformado para abrigar adolescentes da Unidade de Atendimento Inicial (Unai).    Os moradores se opõem à instalação da unidade do Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases) no local e pressionaram para que as obras fossem embargadas. A Prefeitura de Vila Velha embargou a obra e deliberou pela interdição total do empreendimento, visando a impedir o acesso de qualquer pessoa ao local.   Durante sessão na Câmara de Vereadores do município, nesta segunda-feira (5), o vereador Anadelso Pereira (PTN) informou que os moradores continuam aguardando uma definição da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) sobre a destinação do prédio. Ele lembrou que o processo foi conduzido à revelia do conhecimento público e sem nenhuma autorização oficial.    O vereador salientou que depois de a população ter conseguido impedir que a obra fosse levada à frente, os moradores querem saber o que vai ser feito no local, considerado uma área nobre, em pleno centro urbano, comercial e turístico.    A reforma do prédio do IRS para o recebimento de 192 adolescentes em conflito com a lei foi denunciada por entidades sociais em fevereiro deste ano. No documento, as entidades advertem que o IRS foi desativado por não reunir condições para o processo de ressocialização dos presos.   “Esse tipo de medida é uma afronta aos direitos preconizados no Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad), revelando a face repressiva e punitiva que vem se sobrepondo na abordagem governamental em relação à questão da criança e do adolescente”, completa a nota.   A nota é assinada pelo Fórum dos Servidores do Iases, o Conselho Estadual de Direitos Humanos, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente, o Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra, o Conselho Regional de Serviço Social 17ª Região e o Conselho Regional de Psicologia 16ª Região. 

06/05/2014 / 0 Comments
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Avaliação positiva do governador aumenta desconfiança sobre pesquisa

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Dois dias após publicar a pesquisa sobre a corrida eleitoral, mostrando uma leve vantagem do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) sobre o governador Renato Casagrande, A Gazeta/Futura divulga um dado separado do levantamento que aumenta a desconfiança da classe política sobre o cenário criado para a disputa de outubro próximo.    Segundo o levantamento publicado nesta terça-feira (6), em A Gazeta, o governador Renato Casagrande tem 60,6% de aprovação entre os entrevistados. A pesquisa registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com o número 00005/2014, ouviu 1.400 pessoas em 20 municípios do Estado, entre os dias 22 e 28 de abril. A margem de erro é de 2,6%.    Embora avaliação de governo e indicação de votos não tenham uma relação direta, a leitura nos meios políticos foi de desconfiança. Afinal, como o governador que tem um índice de aprovação de mais da metade dos entrevistados aparece atrás do adversário na disputa pela reeleição? Outro questionamento na classe política é o fato de a avaliação do governo ter sido publicada separadamente da pesquisa eleitoral.   Na pesquisa ao governo, Hartung aparece com 34,1% das intenções de votos na estimulada, contra 30% de Casagrande. Chama a atenção que o senador Magno Malta (PR) aparece com 15,2%, ou seja, se o republicano entrar na disputa ao governo do Estado, pode levar o pleito para o segundo turno. Sem ele, a disputa fica plebiscitária.   A desconfiança sobre os números vem de um histórico de incongruências entre os dados apontados pelas pesquisas e o resultado apurado nas urnas. A cinco meses da eleição e com uma expectativa de disputa polarizada no Estado, as lideranças políticas preferem a cautela em relação aos levantamentos sobre a disputa deste ano.

06/05/2014 / 0 Comments
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Ministério Público vai gastar mais de R$ 5 milhões com aluguel de prédio em Vitória

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O Ministério Público Estadual (MPES) vai gastar mais de R$ 5 milhões pelo aluguel de um prédio comercial com seis salas, na Enseada do Suá, em Vitória. A locação do imóvel, por dispensa de licitação, foi autorizada pelo procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, no final do mês de janeiro. Na época, as obras do prédio sequer haviam sido concluídas, porém, o negócio fora fechado com uma empresa de logística. Ao todo, o custo do aluguel do espaço será de R$ 88,5 mil mensais pelos próximos cinco anos, desconsiderando eventuais reajustes neste período. O valor chama atenção pelo fato do custo total do Contrato nº 005/2014 ficar bem acima do preço de mercado, caso a instituição optasse pela construção ou até mesmo a aquisição de um prédio semelhante – com dois pavimentos e uma área edificada de 2,6 mil metros quadrados sobre um terreno com 1.254 metros quadrados, de acordo com a ficha cadastral do imóvel na prefeitura. O MPES vai gastar R$ 5,31 milhões com o imóvel, caso os valores sejam mantidos até o fim da vigência do acordo, que vai até fevereiro de 2019. Em geral, os contratos de aluguel de imóvel possuem uma cláusula de reajuste anual. Por exemplo, os demais acordos da instituição têm essa previsão. A maior parte dos contratos prevê o reajuste com base nos dois principais índices de inflação – IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas) e o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, medido pelo IBGE). Caso a média da inflação seja mantida (em 5%), o valor do aluguel pode chegar até R$ 7,5 milhões ao final dos cinco anos. Mesmo sem levar em consideração os eventuais reajustes – já que a administração do Ministério Público se recusou a fornecer informações sobre a contratação (veja mais abaixo) –, o valor original indica um mau negócio para os cofres públicos. A reportagem de Século Diário procurou fontes do mercado imobiliário, que projetaram o preço de mercado na região do imóvel, localizado na Rua Raulino Gonçalves, número 200 – prédio de esquina, ladeado por um terreno baldio e uma rua sem saída. De acordo com corretores de imóveis, o preço do metro quadrado na região do prédio pode chegar até R$ 1,5 mil. Apesar de ser localizado na Enseada do Suá, um dos locais mais valorizados da Ilha, o valor é relativamente baixo devido às limitações impostas pelo Plano Diretor Urbano (PDU), que proíbe a construção de prédios com mais de três pavimentos naquele local. Desta forma, o interesse comercial cai sensivelmente, tornando a rua praticamente residencial – além de algumas casas de alto padrão (algumas delas desocupadas ou à venda por anos), uma escola infantil funciona nas proximidades do prédio. Com o contrato, o Ministério Público vai gastar mais dinheiro com aluguel do que com a compra do imóvel – como fez na aquisição da atual sede da instituição, também no mesmo bairro – ou a construção de prédio semelhante, cujo custo por metro quadrado também gira em R$ 1,5 mil. No entanto, a maior diferença vai ser sentida daqui a cinco anos, quando a futura gestão do MPES vai entregar o prédio para a empresa Intercomm Logística, sendo que o prédio poderia fazer parte do patrimônio público, caso a opção tivesse sido outra. Desde o início do mês passado, a reportagem de Século Diário entrou em contato com o Ministério Público para pedir explicações sobre o aluguel do prédio, que receberá as promotorias de Justiça Cível de Vitória e a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público. O jornal enviou um questionário sobre detalhes do contrato, como o índice de reajuste do aluguel e a previsão sobre o gasto da adequação do espaço (que estava em obras, muito embora não houvesse qualquer placa no local com a indicação de quem estava bancando a conta), além de esclarecimentos sobre a utilização do espaço (quantos membros vão atuar, qual número de gabinetes, salas de reunião e de vagas de estacionamento). Mas foi em vão. Na última semana, o jornal voltou a entrar em contato com a assessoria de comunicação do MPES, que informou ter as informações e iria repassá-las para a reportagem. Contudo, nenhuma informação oficial, tampouco a resposta da demanda chegou ao jornal. Por outro lado, o órgão ministerial já começou a efetuar os pagamentos do aluguel, mesmo ainda sem qualquer servidor da instituição dar expediente no local. Segundo dados do Portal da Transparência do Ministério Público, a administração pagou R$ 34.767,85 à empresa Intercomm Logística, até o final de março. Somente para este ano, foram empenhados R$ 935,1 mil com as despesas com o aluguel do prédio originalmente dividido em seis salas comerciais. Para efeito de comparação, o Ministério Público aluga, desde o ano de 2007, um imóvel de dois pavimentos no Edifício Augusto Ruschi, localizado na Rua Henrique de Novaes, número 76, no Centro de Vitória. No espaço funcionam as promotorias de Justiça Criminal, da Auditoria Militar e da Infância e Juventude da Capital. O espaço alugado, que tem 1,1 mil metros quadrados, abriga 38 gabinetes, três secretarias, auditório com capacidade para 50 pessoas, duas salas de reuniões, arquivo central, sala de estagiários, duas copas, cantina, sanitários (masculino e feminino), além de um banheiro para portadores de necessidades especiais. Por toda estrutura, o órgão ministerial paga o valor de R$ 20.996,46 mensais – menos de um quarto do que vai ser gasto com o imóvel na Enseada do Suá.

06/05/2014 / 0 Comments
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Dois anos depois, decreto presidencial regulamenta CAR

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Conforme anúncio da presidente Dilma Rousseff, edição extraordinária do Diário Oficial da União dessa segunda-feira (5) publicou o Decreto nº 8.235, que regulamenta as normas para os programas de regularização fundiária e estabelece o Cadastro Ambiental Rural (CAR). O CAR é um instrumento do novo Código Florestal e estabelece a obrigatoriedade de que todos os 5,6 milhões de propriedades e posses rurais do país façam parte do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar).  A publicação do decreto acontece dois anos depois de vigência da lei, sem a devida implementação. No Espírito Santo, 120 mil propriedades terão que se adequar às novas regras.   O decreto abre caminho para que uma Instrução Normativa do Ministério do Meio Ambiente, com publicação esperada para o final desta semana, regulamente o prazo de um ano, prorrogável por mais um, para que os proprietários rurais cadastrem suas terras. Além disso, o programa de aplicação de multas por desmatamento em áreas onde a retirada de vegetação não era vedada deve ser disciplinado por um ato conjunto interministerial em até um ano após a publicação do decreto. As áreas prioritárias na regularização são as unidades de domínio público e regiões que abriguem espécies migratórias ou ameaçadas de extinção.   A partir deste decreto, os estados e o Distrito Federal poderão implementar seu Plano de Regularização Ambiental (PRA), instrumento que regulariza as medidas de recuperação das áreas legalmente protegidas desmatadas antes de 2008.  Cada estado deve acompanhar, por meio de programas de regularização ambiental, a recuperação, regeneração ou compensação das áreas e a possibilidade de se suspender ou extinguir a punição dos passivos ambientais. No Espírito Santo, o Decreto nº 3346-R, de 11 de julho de 2013, dispõe sobre o CAR. O decreto determina que o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) estabelecerá, por meio de Instrução Normativa, os procedimentos necessários para adesão e execução do PRA.   Segundo o Observatório do Código Florestal, a partir do PRA os proprietários rurais ganham o direito de obter a regularização ambiental, o que pode fazer com que os proprietários que desmataram, ao contrário de recuperarem os territórios degradados, fujam de punições e multas provenientes do desmatamento ilegal. Ambientalistas manifestam preocupação em relação ao cadastramento fracionado de imóveis, que permite a uma grande propriedade ser registrada como várias pequenas. Na regulamentação do cadastro ambiental, não há proibição à prática, podendo consolidar a anistia aos médios e grandes proprietários. O perdão das multas àqueles que cometeram crime ambiental é um dos pontos mais polêmicos do novo Código Florestal.   A legislação determina que imóveis com mais de quatro módulos fiscais devem recuperar áreas de preservação permanente (APPs) desmatadas às margens de rios em índices que variam entre 20 e 100 metros, conforme o tamanho do curso d'água.  Já os pequenos devem recompor as matas ciliares em índices que vão de 5 a 15 metros, dependendo da extensão da propriedade e independentemente da largura do rio. A reserva legal continua variando entre 20% e 80% de mata nativa na propriedade, dependendo da região do País.    Pelo decreto, os proprietários rurais com excesso de Reserva Legal poderão transformar este excesso em Cotas de Reserva Ambiental (CRAs), que podem ser vendidas aos produtores que possuem menos RL do que o exigido – desde que pertencentes ao mesmo bioma. Estes poderão fazer a regulamentação ambiental sem abrir mão de área produtiva.    Ambientalistas também se preocupam com instrumentos como o PRA e os Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) assinados pelos proprietários que não cumpriram com as exigências do Código Florestal em relação à porcentagem de Reserva Legal e obrigatoriedade de manutenção de Áreas de Preservação Permanente (APPs), com prazos de até 20 anos para recuperação, reflorestamento ou compensação.   O Observatório do Código Florestal aponta uma “briga de braços” entre os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, na qual a vencedora foi a ministra Izabella Teixeira, como um dos fatores do atraso da regulamentação do Código. Também aponta que os parlamentares da bancada ruralista obtiveram apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e tentaram deixar a regulamentação para o próximo ano.

06/05/2014 / 0 Comments
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Cúpula tucana busca em Brasília solução de unidade para o Estado

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O presidente do PSDB capixaba, deputado federal César Colnago, e o vice-presidente do partido no Estado, o até aqui pré-candidato ao governo, Guerino Balestrassi, ao lado do ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas, estão em Brasília nesta terça-feira (6) para um encontro com o presidente nacional do partido, o presidenciável Aécio Neves.   Mas se o objetivo é reverter a articulação fechada entre Neves e o também presidenciável Eduardo Campos (PSB), que coloca os tucanos no Estado no palanque de Renato Casagrande, as informações dos interlocutores do presidenciável é de que a chance é zero.    A ideia do encontro é buscar uma forma de acomodar as candidaturas proporcionais do ninho tucano à Câmara dos Deputados no palanque do governador Renato Casagrande. Essa seria uma das grandes preocupações dos tucanos capixabas, já que o partido hoje tem um deputado federal, o próprio César Colnago, e precisa melhorar seu desempenho na eleição deste ano. Essa questão também foi discutida na aliança informal fechada pelos presidenciáveis e não será difícil encontrar uma acomodação no palanque de Casagrande para os candidatos tucanos. Já se fala em uma aliança com o próprio PSB, que tem como puxadores de votos o deputado estadual Vandinho Leite e o deputado federal Paulo Foletto, que fortaleceriam a candidatura de Colnago e do ex-prefeito de Vila Velha Max Filho à Câmara dos Deputados.   Outra aresta aparada entre os presidenciáveis foi a veiculação do programa eleitoral do PSDB no início de abril, com um ataque direto à gestão do governador socialista. O programa teria sido veiculado sem a aprovação da Executiva e, nos bastidores, se comentava ter sido idealizado por Colnago, o presidente do DEM, o prefeito de Vila Velha Rodney Miranda, e o ex-governador Paulo Hartung, quando o grupo tucano que defende a aproximação com Hartung se movimentava para desidratar Casagrande.    O programa causou problemas em vários setores do partido no Estado, mas teria sido o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo quem conduziu as movimentações para evitar que o episódio causasse confronto interno. Por isso, o encontro em Brasília é considerado uma reunião de concórdia. O objetivo é superar o desempenho baixo do partido na eleição, que poderia se repetir nesta disputa, caso se lançasse como palanque auxiliar de Hartung, para ser colocado como solução eleitoral com Renato Casagrande ao governo e Luiz Paulo candidato ao Senado.    O impacto desse acordo entre os presidenciáveis, aliado à reação do governador Renato Casagrande, afastando-se do discurso da unidade e sinalizando pela definição em favor da candidatura de Eduardo Campos, foi vista nos meios políticos como um golpe mortal nas movimentações do PT capixaba.    Com o risco colocado na reeleição da presidente Dilma Rousseff, o partido desconfia cada vez mais da disposição de Paulo Hartung em se colocar como puxador de votos da presidente. Nesse sentido, o PT já admite a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao governo para garantir o espaço eleitoral da presidente no Estado, o que dificultará bastante as pretensões locais do partido.   Conforme for o resultado da eleição, o partido terá problemas também na ocupação de espaços na próxima gestão. O PT teve uma postura de ocupação de cargos no governo Paulo Hartung, dentro de uma movimentação que tirou os movimentos sociais ligados ao partido da rua.    Com a chegada de João Coser à Prefeitura de Vitória, o partido aparelhou a estrutura, sobretudo, com integrantes da Democracia Socialista (DS). Estrutura esta que seguiu para o governo de Renato Casagrande. Mas se o governador se reeleger, a possibilidade de o partido permanecer no próximo governo é nula.

06/05/2014 / 0 Comments
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Inquérito da morte do professor Valdenir Belinelo permanece inconcluso

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O assassinato do professor da Universidade Federal do Estado (Ufes), Valdenir José Belinelo, completou dois anos em 21 de março deste ano, mas ainda não foram apontados os executores do crime, nem a motivação. De acordo com informações da Polícia Civil, o delegado titular da Delegacia de Crimes contra a Vida (DCCV) de Linhares (norte do Estado), Fabrício Lucindo Lima, ainda não finalizou as investigações.    Belinelo, que estava cedido ao governo do Estado e atuava como diretor do hospital Roberto Arnizaut Silvares, em São Mateus, no norte do Estado, foi assassinado a facadas em Linhares, na localidade de Rio Quartel, em 21 de março de 2012, quando retornava de Vitória, onde tinha participado de uma reunião. Inicialmente, duas linhas de investigação foram vislumbradas: crime passional e de mando. Havia informações de que o professor estaria investigando irregularidades no hospital referentes a contratos de fornecimento de medicamentos e, inclusive, já teria suspendido alguns desses contratos.   Depois destas informações preliminares, nenhuma outra informação sobre o caso foi divulgada. O delegado não fornece informações sobre o homicídio. Ele alega que as investigações podem ser comprometidas.    Antecedentes do crime   As informações sobre a morte do professor estão no roteiro percorrido por ele no dia do crime. Durante todo o dia, Belinelo esteve em Vitória, onde passou por reuniões com o deputado estadual José Carlos Elias (PTB) e com o secretário de Estado de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Trabalho, Jadir José Péla. Com o secretário, a reunião teve o objetivo de debater a aquisição de equipamentos mais modernos para o hospital. Todas as reuniões daquele dia transcorreram sem quaisquer anormalidades.    Após a reunião, o professor informou ao deputado que iria ao Shopping Vitória fazer um lanche e depois seguiria para São Mateus. Elias ainda tentou demover o professor da ideia de voltar ao norte do Estado, por conta do horário e porque ele havia tido um dia atribulado em Vitória. Ainda assim, Belinelo insistiu no retorno.    Toda a passagem do professor pela Assembleia e pelo shopping foi captada pelos circuitos de videomonitoramento dos locais, cujas imagens foram recolhidas para análise pelo superintendente de Polícia do Interior, sobre chefia do delegado Danilo Bahiense.    Já na estrada, o professor – que estaria com outro passageiro no carro – fez uma parada no restaurante Pamonhaia da Roça, mm movimentado estabelecimento no município de Aracruz (norte do Estado), no que acredita-se tratar de uma emboscada, já que, quilômetros depois, em um local ermo, ele foi assassinato. A lanchonete, muito conhecida pelas pessoas que trafegam pela BR-101 norte, também tem circuito de videomonitoramento e as imagens foram recolhidas.   No entanto, do inquérito nada se conhece, já que nenhuma informação foi fornecida desde que o crime ocorreu.    As informações que correm em São Mateus dão conta que esses contratos pertenciam ao deputado estadual Eustáquio de Freitas (PSB), que é ligado ao setor farmacêutico, e que Belinelo, ao assumir a direção do hospital, teria posto fim à interferência de Freitas na instituição. As indicações dos diretores do Roberto Silvares, antes de Belinelo, sempre passaram pelo crivo do deputado. Freitas teria solicitado à atual diretora do hospital Roberto Silvares declaração que ateste que ele nunca negociou com o estabelecimento.     O que causa estranheza e alimenta os boatos é justamente a atitude da Polícia Civil de não revelar qualquer andamento do processo e delongar por mais de dois anos as investigações.       

06/05/2014 / 0 Comments
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Mucane vai sediar roda de conversa Africanidades e Tranversalidades

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Já faz 11 anos desde que a Lei 10.693/03, que estabelece o ensino da História e Cultura Afro-brasileira e africana nas escolas, foi implementada, mas de fato ela ainda não vigora como deveria. Segundo o coreógrafo e pesquisador de africanidades Paulo Fernandes, falta preparo dos profissionais e acesso a livros e acervos de materiais de pesquisa específicos no assunto.   Com a iniciativa de incentivar a inclusão desse ensino nas escolas, Paulo Fernandes está organizando a roda de conversa Africanidades & Transversalidades. O evento começa nesta quarta (7) e se encerra na sexta-feira (9), sempre das 13h30 às 17h30, no Museu Capixaba do Negro, o Mucane. O evento é gratuito e destinado a professores, diretores escolares e pedagogos da rede pública. Há 20 vagas disponíveis.   “A roda de conversa propõe um ambiente mais descontraído e mais próximo do que o seminário. O objetivo é abordar de forma didática as temáticas sobre as matrizes africanas junto aos educadores”, explica Paulo. Para o pesquisador, ainda há muito desconhecimento diante da ciência e da arte sofisticadas dos povos africanos, que ainda são descritos como primitivos. “Vamos tratar de diversos assuntos a fim de descolonizar o conhecimento e revelar a verdadeira herança da África para o mundo”.    Paulo também acredita que a informação seja um dos instrumentos mais importantes para romper o preconceito, “o racismo está ligado ao desconhecido, na incapacidade de respeitar o outro que é diferente de mim”, diz. Ele ainda lamenta que a tecnologia dos povos africanos seja discriminada como primitiva, “como um conhecimento matemático altamente desenvolvido que serviu de base para diversas formas arquitetônicas europeias ainda é considerado inferior?”, questiona.     Além da matemática, Paulo cita a arte e a cultura africana, que precisa ser melhor compreendida e superar o conceito de apenas exótica. Para tratar melhor desse tema, durante a roda de conversa também vão acontecer oficinas. São elas: Estampas: Símbolos e Grafias Africanas, Exercício/Consciência corporal e Percepção: Espaço e forma. Paulo explica que as oficinas abordam principalmente temas ligados a expressão corporal, que ele também trabalha junto com a Enki Companhia de Dança, na qual ele é diretor.     Na noite de abertura será exibido o vídeo-documentário África antes da colonização europeia. O filme enfoca aspectos do continente africano, como dimensões geográficas, topográficas e demográficas, suas variações climáticas, os grandes impérios e reinos, peças artísticas e utilitárias, a pluralidade , entre outros assuntos. Além da cultura bantu, que influenciou expressivamente as manifestações culturais no Brasil e, em particular, no Espírito Santo.   “O povo capixaba desconhece suas origens africanas, que estão muito presentes na música, por exemplo. A musicalidade do povo bantu serviu de referência para ritmos como o xaxado e o baião, além do congo e da nossa festa de Folias de Reis. O filme fará essa breve introdução aos diversos assuntos que serão tratados durante a roda de conversa”, conta Paulo Fernandes.    Serviço   Roda de Conversa Africanidades & Transversalidades aconte de quarta (7) a sexta-feira (9), das 13h30 às 17h30, no Museu Capixaba do Negro. Avenida República, 121, Centro. Inscrições: 20 vagas, no Mucane.

06/05/2014 / 0 Comments
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Sem volta

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  Os meios políticos não têm mais dúvidas: está fechada a eleição deste ano e a aliança entre o PSB do governador Renato Casagrande e o PSDB já é considerada caminho sem volta. O cenário coloca em área de risco a candidatura do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que além de não ter aval de seu próprio partido, enfrenta resistência da maioria também no PT. Ao contrário do que costuma acontecer, tudo indica que Hartung errou em sua estratégia. O ex-governador achava que iria decidir a eleição no Estado por cima, podendo optar entre o palanque de Dilma e do tucano Aécio Neves quando bem entendesse, após cercar-se de garantias. Mas foi exatamente ao contrário, a nacional impôs o cenário local, com Luiz Paulo Vellozo Lucas candidato ao Senado na chapa palaciana. Vale lembrar o que Século Diário antecipou, no final do ano passado. O ex-governador havia prometido migrar para o ninho tucano e fechar com o senador mineiro, de quem sempre foi “chegado”. Mas não cumpriu. Agora se vê em momento de instabilidade, diante de uma articulação forte, que levará ainda a maioria dos demais partidos. O quadro não faz o tipo do ex-governador. Por essas e outras, ainda há quem desconfie: Hartung vai mesmo entrar nessa briga? A incógnita está no ar.   Reversão Aliás, dizem que Hartung tentou falar com Aécio nesse domingo (4) o dia inteiro, para mudar o rumo da articulação no Estado. Não conseguiu.   Tête-à-tête Nesta segunda-feira (5), seguiram para Brasília o presidente do PSDB no Estado, deputado federal César Colnago, e Guerino Balestrassi.    Fim de linha  E Balestrassi, hein? Novamente resolveu fazer o que seu mestre Hartung mandou, e vai ficar a ver navios. Ainda tem saída para ele na vida política?   Faça o que eu falo… Pior é Guerino, com o histórico que tem, querer falar de ética em A Tribuna. Era a “estrela” da Rede Sustentabilidade, saiu saindo para o PSDB sem nem olhar para trás, depois deixou a presidência do Bandes pela porta dos fundos e, no final, acabou protagonizando tiroteio para cima de Casagrande, que deu a ele um cargo estratégico de governo. “Seu passado te condena”.   Alternativas Se Hartung permanecer no páreo, PT vai acabar junto com o PMDB. Se não, os petistas terão que lançar candidaturas próprias ao governo e Senado para levantar o palanque de Dilma, com a tendência de ficar com o PDT, seguindo orientação da nacional. O partido de Sérgio Vidigal está de olho na disputa eleitoral de 2016 da Serra.   Alternativas II Chegadíssimo de Hartung, o DEM não entrará em aliança onde estiver o PT.   Baixou o nível O tom do deputado estadual Paulo Roberto (PMDB) indica como poderá ser a disputa deste ano. Em mais um de seus pronunciamentos na Assembleia, exaltou a pesquisa Futura – claro! coloca vantagem para Hartung – e chamou o governador Renato Casagrande de desequilibrado.   Truques Não é só no Estado que predominam as desconfianças em relação às pesquisas eleitorais. Assim como os métodos da Futura, conhecida por defender interesses e vender um cenário eleitoral tendencioso, está dando o que falar no País a pesquisa do Instituto Sensus sobre a disputa presidencial. Veículos nacionais denunciam manipulação para favorecer o tucano Aécio Neves.    Toma lá, dá cá No campo nacional, a guerra já começou. Nesta segunda-feira (5), o PSDB protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) representação contra a presidente Dilma, por propaganda eleitoral antecipada, referente ao discurso do Dia do Trabalhador.   140 toques “20 anos sem Mário Quintana. Nossa homenagem ao poeta gaúcho conhecido pela simplicidade e que marcou toda uma geração”. (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter).   PENSAMENTO: “Sem alienação, não haveria política”. Arthur Miller

05/05/2014 / 0 Comments
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Dúvida pertinaz

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De dois em dois anos, as pesquisas eleitorais voltam à cena e, com elas, um rosário de dúvidas e questionamentos que deixam não apenas uma pulga, mas um enxame todo atrás das orelhas daqueles que não engolem gráficos coloridos e percentuais eloquentes que indicam o candidato A xis pontos na frente do B.    No Estado, o principal instituto de pesquisa, o Futura, ligado ao jornal A Gazeta, eleição após eleição, tem seus números contestados. Não foi uma nem duas vezes que o Futura “escorregou” nas suas projeções, isto é, as pesquisas não corresponderam à realidade das urnas.    Ante a frivolidade dos números pesquisados e o resultado escrutinado nas urnas fica a desconfiança do eleitor, que acaba se dissipando com o término das eleições. Em dois anos, as suspeitas do eleitor já evaporaram e os pesquisadores se sentem confortáveis novamente para fazerem suas projeções.    No caso do Futura, após dar suas bolas fora, se apressa para mostrar que a discrepância entre os resultados se explica por algum “fenômeno de última hora” ou outras evasivas do gênero que o valham. Fica tudo no campo do subjetivismo. É quem estará disposto a tirar a prova dos noves?   Bem à vontade, este ano o Futura decidiu inovar logo nas primeiras sondagens. Com a justificativa de que estava aproveitando o levantamento que avaliou o desempenho dos prefeitos da Grande Vitória (Capital, Vila Velha, Serra e Cariacica), o instituto “embutiu” as intenções de voto para governador e senador nas pesquisas de avaliação de gestão.    Chamou a intenção dos observadores políticos o instituto iniciar as sondagens eleitorais de trás pra frente, ou seja, fazendo as primeiras sondagens nos municípios em vez de avaliar o cenário em todo o Estado.   Numa rápida espiadela no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde estão registradas as pesquisas deste ano, os levantamentos feitos Brasil afora, até então para avaliar a intenção de votos para governador e senador, invariavelmente, foram de abrangência estadual.    Na contramão, os dados divulgados em A Gazeta durante quatro semanas seguidas apuraram a intenção de voto nos quatro principais municípios do Estado, recorte que beneficiou flagrantemente o ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Não por acaso, o levantamento foi invertido justamente no momento em que o governador Renato Casagrande (PSB) gozava de maior popularidade junto aos municípios do interior.   Somente neste domingo (4), o Futura divulgou o primeiro levantamento estadual para governador e senador. Mas Inês já estava mais que morta. As pesquisas “prévias” já haviam cumprido o papel de fixar o favoritismo de Hartung. A estratégia, sem dúvida, teve efeito sobre a sondagem estadual.    Não restam dúvidas de que as pesquisas têm um forte poder de persuasão sobre o eleitorado, que, no final das contas, tende a votar naquele que está “ganhando”.    Também não é novidade para ninguém que o candidato que jura de pés juntos que não se abala com os resultados das pesquisas, mente. Eles temem as pesquisas como o Diabo a cruz.    Percebam nenhum candidato teve peito para questionar os resultados ou a metodologia utilizada pelo Instituto Futura. Mesmo quem ficou no rodapé da pesquisa recebeu os números com regozijo, torcendo para que na próxima sondagem os pesquisadores tratem seus resultados com mais benevolência. Não duvidem. Isso é possível.

05/05/2014 / 0 Comments
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Muito avanço

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Outro dia estava nos jornais coisas sobre a internet e sobre os aparelhos que usam a Internet e que sem ela não haveriam razões de existirem.   Por exemplo, falava em se carregar celulares em 30 segundos, coisa desenvolvida por judeus para Smartphones. Ainda sobre esse aparelho, um chip para que se façam downloads dez vezes mais rápido que os atuais.   E continuam os avanços da tecnologia nesta área, como, por exemplo, o telefone com bateria infinita, embora em fase de testes, vai ser lançada dentro dos próximos meses no mercado.   E como não poderia deixar de ser, por ser comércio, Microsoft irá tirar de cena, gradativamente, o Windows XP, o que deu mais certo até hoje. Como o fusca, era bom demais e a companhia teria que vender suas versões recentes. Ataca agora do Windows 8.1.   Tudo isso para que haja uma reflexão nesses desenvolvimentos, nessas tecnologias inteligentes, para que um país semianalfabeto como o Brasil (em tudo) queira criar um código de conduta para regular a Internet, como o Marco Civil. Ridículo isso!   PARABÓLICAS   A Gazeta reformulou todos os estúdios de rádios. E a Rádio ES reequipou seu jornalismo. O progresso!   DJ Rodrigo Abelha poderá fazer um horário em uma das rádios da Rede Sim Sat. Em estudos.   Jose Luis Dantas, ZePlay, continua a procura de um bom coordenador de rádio. O negócio com Nero Neto parece que não adiante   Leozinho da Musical FM de São Mateus dá show de apresentação diariamente. Teria lugar em qualquer rádio no Brasil.   MENSAGEM FINAL   “O amor é livre, nunca está sujeito ao destino”. Guillaume Apollinaire

05/05/2014 / 0 Comments
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