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IBGE: todos os municípios capixabas possuem órgãos ambientais

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (30), em sua Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2013, que 90% dos municípios brasileiros dispunham de algum órgão para tratar do meio ambiente no ano passado. O percentual representa um aumento de 5,5 pontos percentuais em relação a 2009, quando 84,5% das cidades tinham órgãos ambientais.   No Sudeste, 89% das cidades têm órgãos para tratar do meio ambiente. A região é a quarta colocada no ranking, ficando na frente apenas do Nordeste. Também no Sudeste está a maior presença das cidades que desenvolviam, em 2013, alguma iniciativa na área de consumo sustentável (campanha, legislação ou parceria), totalizando 46% das cidades da região.   O Espírito Santo está entre os três únicos estados da federação nos quais todos os municípios possuem uma estrutura dedicada à área ambiental. Amapá e Acre também compõem o grupo. Segundo a Agência Brasil, em termos relativos, a existência de estrutura administrativa na área de meio ambiente cresce à medida que avançam os municípios menos populosos. Entre os municípios com até 5 mil habitantes, 82,3% têm órgãos voltados para o meio ambiente, e esse percentual é ainda maior, chegando a 97,4% entre aqueles com mais de 500 mil habitantes.   O Estado também é o segundo de sua região nos registros das maiores proporções de municípios com alagamentos (71,8% dos municípios) e foi o segundo estado no registro dos maiores percentuais de municípios com ocorrência de erosões (44,9%), ficando atrás apenas do Rio de Janeiro (55,4%).   Apesar da presença de órgãos ambientais em todos os municípios capixabas, esses não atuam em favor do meio ambiente e das comunidades afetadas por empreendimentos poluidores. Pelo contrário, ignoram as demandas da sociedade civil, emitem licenças em tempo recordes, são omissos na fiscalização e ainda concedem inúmeros benefícios aos projetos. O avanço das atividades portuárias, o investimento cada vez maior nos plantios de eucalipto e a despreocupação com a poluição do ar, além do desrespeito a indígenas, quilombolas e ribeirinhos, são constantes no Estado, em nome daquilo que se convencionou chamar desenvolvimento.  

30/04/2014 / 0 Comments
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Magno e Contarato, juntos, não se ajudam em campanha eleitoral

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Depois de ver seu partido se desidratar com as saídas de quadros de peso eleitoral, o senador Magno Malta conseguiu atrair para o PR um nome competitivo para a disputa ao Senado: o delegado de Delitos no Trânsito, Fabiano Contarato. Para os meios políticos, os dois nomes são fortes, mas separados. Caso caminhem juntos na eleição, um pode prejudicar o outro na campanha.   Contarato é uma liderança identificada pelas redes sociais. Sua atuação como delegado mobiliza uma parcela da população que anseia por nomes novos na política. Neste sentido, o delegado é uma força política indefinida para eleição ao Senado.    O delegado aparece sempre muito bem nas pesquisas de opinião, sem sequer ter lançado sua candidatura oficialmente. Depois de sua filiação ao PR, foi escondido pela mídia corporativa, e ainda assim continua bem avaliado. Já o senador Magno Malta mantém a indefinição sobre seu papel na disputa deste ano. Embora afirme que mantém a candidatura à Presidência da República, não descarta a possibilidade de disputar o governo do Estado.    Caso venha para a disputa estadual, Malta pode levar a disputa para o segundo turno. Já Contarato, em uma disputa ao Senado sem o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), pode se destacar em um cenário com quadros de peso eleitoral parecido, mas já conhecidos dos eleitores.    No entanto, para os meios políticos, se houver uma colagem das imagens de Contarato e Malta nas eleições, pode haver prejuízo para ambos os lados. Isso porque os públicos das duas lideranças são completamente diferentes. Malta circula por um segmento social mais conservador, que não se afina ao discurso de Contarato. Já o delegado tem seu principal público nas redes sociais, que em geral rejeitam Magno Malta. 

30/04/2014 / 0 Comments
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Juiz suspende concurso público para o cargo de advogado do IPAJM

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O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Paulo César de Carvalho, determinou a suspensão do concurso público para o cargo de advogado do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (IPAJM). Na decisão publicada nesta quarta-feira (30), o magistrado acolheu o pedido feito em ação civil pública pelo Ministério Público Estadual (MPES). A promotoria sustenta que a lei estadual que criou o cargo de advogado na autarquia é inconstitucional, por falta de previsão na Constituição Federal e Estadual. Nos autos do processo (0010079-79.2014.8.08.0024), o órgão ministerial pedia a republicação do edital sem a inclusão do cargo de advogado, porém, o magistrado entendeu que a medida “implicaria em prejuízos consideráveis ao interesse público”. Isso porque também estão previstos o preenchimento de vagas para os cargos de médico, contador (ambos de ensino superior) e de técnico de nível médio. As provas estão marcadas para este domingo (4). Na decisão, o juiz Paulo César de Carvalho afirmou que “constata-se a presença da verossimilhança das alegações formuladas (…), verificado na possibilidade efetiva de causar prejuízo ao erário”. Ele citou o posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que teria se manifestado contra a existência dos advogados autárquicos. Em tese, essa função deveria ser desempenhada por procuradores do Estado, que buscam o reconhecimento dessa legitimidade no Supremo (veja abaixo). A liminar também obriga o Estado do Espírito Santo e a cúpula do IPAJM – que figuram como partes no processo – a “promoverem ampla e rápida divulgação da decisão”. No entanto, até o fechamento da reportagem, não havia qualquer informação sobre a suspensão no site da autarquia e da Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt (Funcab), entidade responsável pela organização das provas. O juiz também determinou a aplicação de multa diária (cujo valor não foi divulgado) no caso de descumprimento da ordem. De acordo com informações da Funcab, o edital do concurso prevê a distribuição de uma vaga de advogado, sendo que 570 pessoas se inscreveram para a disputa. Ao todo, 3.788 candidatos vão participar do concurso com 20 vagas, sendo dez para o nível médio, seis vagas de médico (três peritos, dois peritos psiquiátricos e um perito ortopédico), dois para técnico superior e um de contador. No próximo domingo, serão realizadas as provas objetiva e discursiva para todos os cargos. Função em xeque No início do mês, a Associação Nacional dos Procuradores de Estado (Anape) protocolou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 5109) no STF contra a lei que criou cargos técnicos com perfil de advogados no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES). Eles questionam a legalidade de norma, que permite aos chamados “procuradores autárquicos e advogados de fundação” elaborem peças jurídicas de assessoramento e consultoria, além de fazer a representação do órgão. Na ação, a Anape sustenta que esses servidores vão funcionar como uma “procuradoria paralela” no âmbito do Detran-ES. O novo cargo também usurparia as prerrogativas e funções exclusivas da carreira de procurador do Estado. A entidade pediu a suspensão liminar da norma, mas o pedido ainda deve ser apreciado pelos ministros da corte. 

30/04/2014 / 0 Comments
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De olho na nacional, lideranças capixabas freiam movimentações

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Depois de duas semanas de muitas movimentações da classe política devido à colocação do nome do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na disputa ao governo do Estado, provocando uma divisão dentro do grupo que governa o Estado, as articulações sofrem uma desaceleração, pressionadas pelo cenário nacional.   Tanto o governador Renato Casagrande quanto o ex-governador Paulo Hartung devem se posicionar sobre a disputa a partir do próximo dia 15. Um prazo para que o cenário se estabilize. A oscilação dos presidenciáveis nas pesquisas nacionais é o motivo dessa freada das articulações.    Nos meios políticos a leitura é de que Hartung prende o PT e sua rede, mas não descarta a relação com o PSDB. Enquanto o PT reafirma sua prioridade em reeleger Dilma Rousseff, os tucanos, por meio de sua principal estrela, Luiz Paulo Vellozo Lucas, afirma que o partido estará com quem aderir à candidatura de seu presidenciável, o senador por Minas Gerais Aécio Neves.    Casagrande apresenta uma proposta de neutralidade para atrair os aliados para seu palanque de reeleição, mas se não tiver nem PT nem PSDB em sua campanha, poderá assumir a candidatura própria do PSB, com Eduardo Campos.    No campo nacional, a pesquisa CNT/MDA – número 00086/2014 -, divulgada nessa terça-feira (29), mostra que na eleição deste ano será retomada a radicalização entre PT e PSDB pela Presidência, já que a queda das intenções de votos da presidente fortalece a candidatura tucana. Segundo a pesquisa, Dilma tem 37% e Aécio tem 21,6%. Já Eduardo campos aparece com 11,8%. Enquanto Aécio mantém a oposição ao governo petista, Eduardo se coloca como terceira via.    Dependendo das movimentações dos próximos dias no campo presidencial e das ações das nacionais dos partidos para se posicionar estrategicamente no cenário que se desenha, as articulações no Estado devem ganhar mais clareza. 

30/04/2014 / 0 Comments
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Manifestações de apoio à greve dos professores marcam esta quarta

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Os estudantes da rede estadual iniciaram as manifestações previstas para esta quarta-feira (30). Por volta das 9 horas, eles saíram da Praça do Papa em direção ao Centro da Capital, para se juntarem aos outros atores do ato público “Hoje a Aula é na Rua”.    Depois de darem início à caminhada, os alunos pararam em frente à Prefeitura de Vitória, na Avenida Marechal Mascarenhas Moraes, onde os professores da rede municipal já realizavam manifestação. Os profissionais se juntaram à marcha e seguiram com os estudantes em direção ao edifício Fábio Ruschi, onde se localiza a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), no Centro de Vitória, local de concentração dos servidores públicos desde o início da manhã. Eles realizara uma assembleia geral, seguida de ato público, para discutir o retorno do governo estadual à pauta de reivindicação da categoria.   Após a liminar que suspendeu a greve dos servidores estaduais, o governo se reuniu duas vezes com a diretoria do Sindipúblicos e delegados de base, ocasiões nas quais não respondeu de forma objetiva às demandas da categoria, como apontam.    A categoria reivindica a concessão do auxílio-alimentação para os servidores que recebem por subsídio – atualmente muitos sequer recebem o benefício -, reajuste do auxílio-alimentação, sem correção desde 1997; política pública de gestão de pessoas que contemple as demandas dos servidores; reposição das perdas salariais e fixação da data base em mês específico; e regulamentação do adicional de insalubridade e do auxílio-creche.   Depois da unificação das manifestações no Fábio Ruschi, professores, alunos e servidores seguiram para o Palácio Anchieta, sede do governo estadual, e realizaram ato público.    O ato público dos alunos é em apoio aos professores da rede estadual, que deflagraram greve há 16 dias. Nesta terça-feira (29), a categoria deliberou pela continuidade do movimento por tempo indeterminado.    Os trabalhadores pleiteiam reajuste salarial para 2014, com aplicação da Lei do Piso; revisão dos planos de cargos, carreiras e salários vencidos; e eleição direta para direção escolar.   A Procuradoria Geral do Estado (PGE) pediu à Justiça a ilegalidade da greve antes mesmo que ela começasse e o Estado conseguiu liminar neste sentido. O setor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiupes), no entanto, recorre da decisão e o movimento foi mantido.

30/04/2014 / 0 Comments
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TRF2 volta a suspender realização de nova eleição na OAB em Vila Velha

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O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) voltou a suspender a realização de novas eleições para a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) em Vila Velha. Na decisão publicada nessa segunda-feira (28), a 7ª Turma Especializada do tribunal confirmou a medida cautelar concedida pelo desembargador federal Reis Friede, que suspendeu os efeitos da sentença de 1º grau, prolatada em dezembro passado, pela nulidade da eleição anterior. Desta forma, a disputa na subseção canela-verde continua sub judice. Durante o julgamento realizado no último dia 4, o relator do caso, desembargador federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, afirmou que a sentença de 1º grau levantou fatos que não haviam sido levantados na ação movida pelo advogado Gustavo Bassini Schwartz, candidato derrotado no pleito. Com isso, o tribunal teria a atribuição de analisar esses “fatos novos”, sob pena de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, conforme pleiteou a seccional estadual da Ordem, que recorre contra a realização de nova eleição. Apesar do juízo de 1º grau ter levantado três irregularidades capazes de justificar a nulidade do pleito, os desembargadores federais ressaltaram a “legalidade” de pontos que haviam sido questionados pelo candidato derrotado. Segundo o relator, a alteração nas regras da disputa às vésperas da votação para permitir a realização de boca de urna e o empecilho na liberação do cadastro de e-mails dos advogados da subseção (neste caso, eleitores) não teria influenciado o resultado da votação, vencida pela chapa de situação encabeçada pelo advogado Ricardo Ferreira Pinto Holzmeister. Na sentença inicial, o juiz federal Roberto Gil Leal Faria acatou parcialmente as irregularidades apontadas pelo causídico e determinou a realização de novas eleições. O prazo inicial para a realização do novo pleito venceria em fevereiro deste ano. No entanto, o desembargador federal Reis Friede acolheu o recurso da OAB-ES e suspendeu os efeitos da decisão de 1º grau até o julgamento final dos embargos de declaração. Entretanto, o tribunal havia reconsiderado o posicionamento sobre a antecipação de tutela, mantendo apenas a suspensão dos demais itens da sentença, que condenou a Ordem ao pagamento de honorários advocatícios ao autor da ação. No início do mês, o juiz federal Rodrigo Reiff Botelho estabeleceu que a data limite para a realização das novas eleições seria o próximo dia 7, porém, a nova determinação do tribunal torna a decisão sem efeito. Procurado pela reportagem, o advogado Gustavo Bassini classificou a decisão do TRF2 como “absurda, canhestra e com claro pré-julgamento da apelação”, que terá o seu mérito analisado pelo colegiado. Ele afirmou que vai tomar providências para cobrar o ressarcimento pelos desembargadores das despesas feitas por ele para acompanhar o caso no tribunal, sediado na cidade do Rio de Janeiro. O advogado se queixa pelo fato de o recurso de agravo interposto por ele sequer ter sido apreciado pelo colegiado.

30/04/2014 / 0 Comments
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Deputado Rodrigo Coelho apresenta novo projeto de eleição direta nas escolas

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O deputado estadual Rodrigo Coelho (PT) apresentou nova proposta para a eleição de diretores de escolas no Estado. O parlamentar foi o autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 11/2013, arquivada em 14 de abril deste ano, por ser considerada inconstitucional, e que versava sobre a eleição direta para as funções de direção nas instituições de ensino do Estado.    Pela nova proposta, fica delegada à comunidade escolar a designação de diretores, mediante consulta realizada simultaneamente em todos os estabelecimentos de ensino. O eleito pela comunidade escolar, de acordo com o projeto, será indicado ao governador para que ele, usando a prerrogativa estabelecida em lei, realize a nomeação.    Em âmbito federal, nas universidades, os reitores também são escolhidos pela comunidade escolar, no entanto, após a eleição, é formulada uma lista tríplice que é submetida ao presidente da República, que nomeia o reitor. A escolha, via de regra, segue a eleição no âmbito da universidade.    O projeto anterior do deputado havia sido arquivado depois de intensa discussão no Plenário entre parlamentares que apontavam a inconstitucionalidade do projeto e aqueles que consideram primordial a eleição democrática no âmbito das escolas estaduais.   Coelho alegou que o Plenário da Casa já tinha derrubado o parecer da Comissão de Justiça, que era pela inconstitucionalidade da proposta. “A eleição direta é um passo significativo. O deputado [José] Esmeraldo deu um parecer verbal pela inconstitucionalidade na Comissão de Educação, mas não cabe a ele fazer isso, mas sim analisar o mérito. A cidadania pode sim começar na escola”, afirmou.   A eleição direta para diretor de escola é reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes), já que dá transparência ao processo e impede que os cargos sejam loteados por indicações políticas.

30/04/2014 / 0 Comments
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Gerson Camata verbaliza insatisfação de históricos com candidatura de Hartung

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A declaração do ex-senador Gerson Camata sobre a candidatura do ex-governador Paulo Hartung ao governo do Estado causou surpresa nos meios políticos. À coluna Praça Oito, do jornal A Gazeta desta quarta-feira (30), ele disse que espera uma explicação sobre os movimentos do companheiro de partido.    Sempre com uma atuação política discreta, as lideranças políticas não esperavam uma afirmação mais incisiva do peemedebista. Camata foi quem abonou a ficha de filiação de Hartung no PMDB em 2005, quando ele se preparava para disputar a reeleição ao governo no ano seguinte.    Hoje, porém, sua ligação com o senador Ricardo Ferraço é muito maior. Como Ricardo já se posicionou em favor da reeleição de Renato Casagrande, a posição de Camata é compreensível, mas não se esperava uma manifestação pública em relação à disputa.    Para dentro do PMDB, a posição do ex-senador é simbólica e dá um novo fôlego aos focos de resistência dentro do partido à candidatura própria, considerada de risco para parte dos peemedebistas. Camata defende o governo socialista e alfineta o ex-governador, afirmando que assim como Hartung teve direito à reeleição, Casagrande também tem.   Esse discurso é assimilado também por outros peemedebistas históricos. O ex-deputado federal Marcelino Fraga, que controla o diretório de Colatina, no noroeste do Estado, engrossa o coro dos que defendem a permanência do PMDB na base aliada de Casagrande.    Já o deputado estadual Marcelo Santos reafirma a parceria com o governo do Estado e critica a postura do grupo de Hartung, alegando que se o governo do Estado vai mal, o partido também tem responsabilidade, já que é “sócio” do governo atual.   O posicionamento de Camata transpira para além do PMDB. A mulher dele, a ex-deputada federal Rita Camata, integrante da Executiva do PSDB, faz parte do grupo tucano que não concorda com uma aliança do partido com o PMDB.    Para os meios políticos fica a impressão de que a candidatura de Hartung ao governo do Estado vem sendo imposta dentro do PMDB. Como ir de encontro a uma candidatura própria é uma postura que não é bem- vista, os membros do partido têm engolido a seco a candidatura, mas o risco de o partido ir para uma disputa acirrada, colocando na berlinda as composições proporcionais, tem causado muitas reclamações internas. 

30/04/2014 / 0 Comments
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Aqueles Dois retorna ao Estado para curta temporada em Vila Velha

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  O conto de Caio Fernando Abreu Aqueles Dois é uma história banal sobre a relação de companheirismo e cumplicidade entre dois homens solitários, o que o torna tão especial é a forma como o escritor gaúcho narrou os encontros entre Raul e Saul. Dentro de um ambiente inóspito e burocrático de uma firma, os dois se reconhecem entre filmes, livros e músicas.   Assim como a obra do escritor, chama atenção a maneira como a Cia Luna Lunera reconta essa história. Sem eleger apenas uma interpretação, o elenco deixa os julgamentos e os entendimentos para o público. No palco são quatro atores, Cláudio Dias, Marcelo Souza e Silva, Odilon Esteves e Guilherme Théo, que interpretam cada um a sua maneira Raul e Saul, além de sugerirem os outros colegas da firma.   Na primeira parte do espetáculo, os atores recriam algumas cenas do livro. A primeira vez em que eles conversam sobre o filme Infâmia (1961), algumas festas que frequentaram e o cotidiano do escritório. A relação entre os dois é construída pouco a pouco até chegar às visitas constantes nas quais Saul tocava seu bolero preferido Tu me acostumbraste e Raul desenhava rostos enormes sem pupila, tudo isso regado a muito whisky e cigarros.    Há uma constante  confluência de falas, nas quais Raul e Saul se perdem entre os quatro atores. Alguns momentos há dois Raul e dois Saul em cena e se vê o mesmo diálogo sendo feito duas ou três vezes, mas de maneiras totalmente diferentes.      O cenário também dialoga com essa mistura de papéis. Há apenas um ambiente com muitos objetos como máquinas de escrever, monitores de computador, revistas, discos, livros, mesas, cadeiras, luminárias, uma televisão e um aparelho de som. Dependendo da forma como esses elementos são dispostos pelos atores, o mesmo ambiente representa a repartição, o quarto de Saul e o quarto de Raul.   O segundo momento do espetáculo é dedicado à narrativa de Caio Fernando Abreu, trechos completos do livro são ditos. Os quatros atores, entretanto, não declamam apenas o texto de Aqueles Dois, mas fazem dele uma conversa entre eles. Um diz uma frase e outro discorda ou concorda com ela e eles também questionam algumas cenas e depois as explicam. Um momento importante para compreender o narrador onisciente e detalhista do conto.   Dois momentos recebem bastante destaque no espetáculo. Um deles é a morte da mãe de Raul, quando ele precisa viajar para o velório. Nesses dias em que ficam separados, os dois companheiros reconhecem o quanto a relação deles é especial. Outra cena importante é o réveillon, que eles passaram juntos e depois de muitas bebidas e cigarros, decidem dormir nus, Saul na cama e Raul no sofá.   Os atores aproveitam a cena para se despirem do personagem e dedicarem o espetáculo da noite para alguém, assim como Caio Fernando Abreu, que sempre dedicava seus contos a uma pessoa querida. Nessa ocasião, o homenageado foi o rapaz Douglas Silva (DG), dançarino do programa Esquenta que foi assassinado no Morro do Pavão-Pavãozinho. O grupo também usa o momento para questionar as mortes de jovens negros e moradores de favelas.   O espetáculo então caminha para o seu final, que também discute a intolerância e o preconceito. Raul e Saul são vítimas dos colegas de trabalho, que julgam a relação dos dois e os condenam sem nenhuma empatia ou piedade. O final do livro e da peça fica aberto a múltiplas interpretações e apenas uma certeza: quase todos aqueles que ficaram na firma “tinham a nítida sensação de que seriam infelizes para sempre. E foram”.   Serviço   O espetáculo Aqueles Dois da Cia Luna Lunera (MG) será apresentado nesta sexta-feira (2) e sábado (3), às 20h, e no domingo (4), às 19 horas, no Teatro Marista Nossa Senhora da Penha, Rua Antônio Ataíde, 879, Centro, Vila Velha. Ingressos: R$ 5 (meia-entrada) e R$ 10 (inteira). Os ingressos serão vendidos duas horas antes do espetáculo, na bilheteria do Teatro do Colégio Marista.   Oficina   Além das apresentações, o grupo realizará a oficina Ator Criador, que revela as etapas de construção do espetáculo. Direcionada a atores, bailarinos e estudantes de teatro, maiores de 16 anos, a oficina será ministrada por Odilon Esteves, no sábado (3), 9h às 13h, na Academia de Letras Humberto de Campos, Rua 23 de maio, 83, Prainha, Vila Velha. Inscrições: www.cialunalunera.com.br

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Momento delicado

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Que a disputa presidencial vai ter reflexos no cenário eleitoral capixaba, como nunca antes ocorreu, é um fato conhecido nos meios políticos. Mas o momento eleitoral tem uma influência ainda maior. Com a queda de Dilma Rousseff nas pesquisas, o próprio PT entende que começa a ficar difícil manter  o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) à frente do palanque presidencial.   Além de não pedir votos para Dilma, Hartung pode se alinhar ao PSDB, de Aécio Neves, que finalmente cresce nas pesquisas. Já o PT capixaba sente que haverá uma saia-justa em voltar para o palanque de Casagrande, caso isso acontença e o PT nacional pressione para que haja o isolamento de Eduardo Campos nos estados.    Tudo isso pode levar a um palanque isolado do PT, que vai complicar muito a meta do partido de eleger um senador pelo Espírito Santo, além de atender às metas locais de manter a bancada de cinco deputados estaduais e a representação na Câmara dos Deputados.    Já Casagrande continua oferecendo sua neutralidade para fazer uma aliança ou com PT, cedendo o espaço para a candidatura ao Senado e garantido o palanque de Dilma; ou com o PSDB, oferecendo também o senado para Luiz Paulo Vellozo Lucas puxar o palanque de Aécio.    E se nada disso acontecer, Casagrande pode se unir aos prefeitos que tem, aos partidos que tem, e assumir o palanque de Eduardo Campos no Estado. Se Dilma vencer, o que pode perder o Espírito Santo em âmbito federal? Os recursos que podia perder, já perdeu. Além disso, Casagrande pode ganhar um grande aliado não só para a eleição.    O senador Ricardo Ferraço (PMDB) caminha para se tornar uma liderança no Senado, comanda duas importantes comissões e pode ajudar a construir uma nova relação com Brasília. Mas isso é para depois. Neste momento, a coisa está voltada para as acomodações. Até o fim de maio, o cenário deverá estar bem mais claro.    Fragmentos:   1 – O senador Ricardo Ferraço vem trabalhando para fortalecer a imagem de defensor da questão financeira do Estado. Nesta terça-feira (29), ele alertou para o crescimento das operações de crédito em favor dos estados.   2 – Alguns deputados estaduais estão dispostos a roer o osso da Rodosol até o fim. E outros a já roer o osso da BR-101. Se isso vai virar voto é que não se sabe.    3 – O desfile de lideranças políticas de todas as religiões na Festa da Penha já é bem conhecido na história do Estado. Em ano eleitoral, a coisa se multiplica.

29/04/2014 / 0 Comments
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