O chefe do Ministério Público Estadual (MPES), Eder Pontes da Silva, oficializou, nesta sexta-feira (25), a prorrogação de um novo contrato de terceirização de mão de obra com a empresa mineira Elite Serviços Ltda. Este é o primeiro termo aditivo ao Contrato nº 038/2013, assinado em abril do ano passado e prorrogado até o próximo mês de outubro. Ao todo, a empresa fornece 232 funcionários na área operacional, como a prestação dos serviços de documentação e manutenção da sede e promotorias em todo Estado. O custo total do vínculo pode ultrapassar R$ 12 milhões. O expediente de terceirização na instituição é criticado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que já obrigou o MP capixaba a realizar um concurso público para funções administrativas – que também são alvo de terceirização pela mesma empresa. No mês passado, o órgão ministerial estendeu o outro contrato com a Elite, apesar da determinação expressa do Conselho para a substituição dos contratados por servidores aprovados em concurso público. Com os dois aditivos, a empresa deve manter a hegemonia no fornecimento de mão de obra até abril do próximo ano. Desde 2005, a Elite é responsável pelo expediente na instituição. Em fevereiro de 2008, o CNMP já havia condenado a terceirização de mão de obra no órgão ministerial capixaba. Na época do julgamento, o então procurador-geral, Fernando Zardini, chegou a ensaiar uma redução no número de terceirizados. Mas, apesar de realizar concurso para servidores, o contingente de contratados chegou até mesmo a ser ampliado. Em março do ano passado, o plenário do CNMP condenou, pela segunda vez, o expediente de terceirização de mão de obra no MP capixaba. A decisão obrigava a formulação de um cronograma de substituição de todos os funcionários contratados em categorias previstas no plano de cargos e salários da instituição. A determinação foi resultado do julgamento de uma reclamação apresentada pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos), em agosto de 2010, após a divulgação de reportagens de Século Diário sobre o escândalo da terceirização no MPES. Durante a análise do processo, a conselheira-relatora Maria Ester Henriques Tavares afirmou que a terceirização da atividade-fim do Ministério Público é incompatível com os ditames da Constituição Federal. Segundo ela, a única exceção seria para os cargos em comissão previstos em lei, o que não ocorreu com os terceirizados da instituição. No voto acompanhado pela maioria do plenário, a relatora sugeriu a aprovação de um cronograma de substituição de terceirizados.
Com cenário polarizado no Estado, Magno Malta pode ser o fiel da balança
A possibilidade de o cenário eleitoral do Estado ficar polarizado entre o governador Renato Casagrande e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) leva o mercado político a observar a movimentação de uma terceira força política do Estado: o senador Magno Malta (PR). O posicionamento do republicano pode desequilibrar o acirrado jogo pelo Palácio Anchieta para um dos lados ou apresentar um novo caminho para a disputa. Malta deixou o jogo estadual em fevereiro passado, quando entregou uma carta pedindo apoio para sua candidatura a presidente. Até o momento, segue tentando convencer a Executiva do partido a apoiá-lo, mas não conseguiu êxito. Nos meios políticos, as leituras são muitas sobre o peso do senador no processo deste ano. Mesmo com seu afastamento do processo estadual, há quem acredite que a participação de Malta na disputa ao governo do Estado ainda é possível, dada a capacidade de votos do senador. O mercado político acredita que o senador teria uma densidade em torno de 15% dos votos no Estado, o que levaria a disputa para um segundo turno. Como age fora do grupo que governa o Estado há 12 anos, Malta representaria na eleição uma quebra da unanimidade. Independentemente da disputa de poder entre Casagrande e Hartung, ambos têm a mesma origem política e seus movimentos políticos se mantêm dentro do mesmo grupo. Já Malta, ao mesmo tempo em que representa uma quebra desse sistema comandado pela elite econômica, traz um discurso altamente conservador. Mas muita gente acredita que Malta não retorna mais ao cenário estadual capitaneando um palanque. O caminho que ele seguirá, neste caso, pode influenciar na disputa polarizada. Como o senador é desafeto do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), dificilmente caminhará com o peemedebista na disputa deste ano. Isso aproxima o republicano do palanque do governador Renato Casagrande e, neste caso, serão necessárias acomodações. Casagrande conversa com o PSDB, que estaria exigindo a vaga ao Senado. O PR precisa de fortalecimento para a candidatura de Fabiano Contarato, que pode oferecer resultados. Já em relação à disputa nacional, os meios políticos já não acreditam que o senador possa apoiar um palanque em que o PT esteja. Malta, quando articulava sua entrada na disputa estadual, ofereceu seu palanque para garantir o espaço de Dilma no Estado. Hoje, mesmo que Hartung não concretize o apoio à presidente, ele não deve se unir aos petistas no Estado.
Justiça Federal bloqueia bens do prefeito Amadeu Boroto
A Justiça Federal decretou a indisponibilidade dos bens do prefeito de São Mateus (região norte do Estado), Amadeu Boroto (PSB), acusado de fraudes na contratação de empresas de transporte escolar. Na decisão prolatada no último dia 2, a juíza federal Aline Alves de Melo Miranda Araújo considerou a existência de provas suficientes na ação de improbidade movida pelo Ministério Público Federal (MPF). Além do socialista, outras sete pessoas e cinco empresas também foram alvo da restrição, que atingiu veículos e valores depositados em contas bancárias. De acordo com a juíza, a decisão tem o objetivo de resguardar uma futura obrigação de ressarcimento ao patrimônio público. Aline Araújo afirmou que vai analisar o pedido de suspensão liminar dos contratos após o recebimento da manifestação de todos os réus. Ela justificou a medida com base nos “potenciais prejuízos à própria coletividade com a abrupta cessação de prestação de serviço”. O órgão ministerial também pediu a suspensão dos pagamentos, além da proibição da assinatura de novos contratos com as empresas envolvidas. Na ação de improbidade (0000741-20.2013.4.02.5003), o MPF lista a existência de irregularidades nas licitações para os serviços realizadas nos anos de 2009 e 2012. No primeiro certame, o representante do MPF denuncia a existência de conluio entre as concorrentes para beneficiar a Viação São Gabriel, que já prestava os serviços. A empresa saiu vencedora da licitação e subcontratou outras empresas, entre elas as que participaram da disputa, para o aluguel da frota, prática que seria vedada. Na licitação mais recente, o órgão ministerial apontou um aumento no valor cobrado por quilômetro, bem como a doação de campanha por uma das empresas subcontratadas. Para o autor da ação, o procurador da República, Leandro Mitidieri, as empresas envolvidas encontravam-se em conluio para fraudar a licitação e “fatiar o mercado” de transporte escolar municipal, uma vez que pertenciam ao mesmo grupo empresarial ou foram subcontratadas posteriormente pela empresa vencedora. Entre os pedidos da ação, o MPF requereu a condenação dos réus às sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, como o ressarcimento integral do dano ao erário, perda de bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por um período entre cinco e oito anos, proibição de contratar com o poder público pelo mesmo prazo, além do pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano. Na decisão liminar, a juíza determinou a localização e bloqueio de créditos, até o limite de R$ 1 milhão, nas contas bancárias dos réus. De acordo com a Justiça Federal, foram bloqueados R$ 399 mil nas contas do prefeito, além da proibição da transferência dos automóveis em nome de Boroto, como um veículo de luxo da marca Jaguar. Além do prefeito mateense, figuram na ação: Nelson Dias de Andrade Junior, Adão dos Santos Souza, Bernar Peichinho Henrique, João Henrique, Sebastião Aldo Ferreira dos Santos, Carlos Fernando Vieira Machado Cypriano, José Francisco Cypriano, bem como as pessoas jurídicas B & T Transportes e Fretamentos Ltda, Cricaré Transporte Ltda, Perfer Transporte Ltda, Viação São Gabriel Ltda e Cordial Transportes e Turismo Ltda.
Lideranças devem acelerar articulações eleitorais no próximo mês
Com a chegada do mês de maio, as expectativas dos meios políticos são de que os principais atores envolvidos na sucessão estadual deste ano acelerem suas articulações. Os coadjuvantes também vão ser importantes neste processo e passam a ser disputados pelos candidatos ao governo. No PMDB há uma clara mudança de cenário. O partido, que em sua maioria defendia a permanência no palanque do governador Renato Casagrande, agora está mais favorável à candidatura própria. Na bancada, a divergência parece ter sido apagada e somente o deputado Marcelo Santos continua relutante a desembarcar do grupo do governador. Mas no partido, ele não está só entre os resistentes. Marcelino Fraga, por exemplo, comanda o diretório de Colatina e mantém a rejeição à candidatura de Paulo Hartung, assim como outras lideranças mais antigas do PMDB Estado adentro. O problema mais sério na construção da candidatura própria do partido, porém, é a adesão do senador Ricardo Ferraço ao grupo de Casagrande. A posição do senador é um caminho sem volta. Uma vez declarado apoio ao socialista, o senador cria uma incompatibilidade com Hartung que, se eleito, não deve perdoar a escolha do parlamentar. Mas se Casagrande vencer, o senador fica apto a sucedê-lo em 2018. No palanque de Renato Casagrande também há dilemas a serem dirimidos. O PSDB tem se aproximado do palanque palaciano, mas exige a vaga ao Senado. A movimentação atende a uma ação conjunta em nível nacional entre os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) de enfraquecimento da candidatura de Dilma Rousseff nos Estados. No Espírito Santo, a movimentação evitaria uma ação conjunta entre o PMDB e o PSDB para a candidatura de Guerino Balestrassi, que teria o objetivo de radicalizar a disputa com o governador, fortalecendo o palanque de Hartung. Casagrande ainda conta com o apoio de dois blocos partidários em seu palanque: o Renova Espírito Santo, com nove partidos, que visam à disputa proporcional apenas; e o bloco formado pro SDD, Pros, PSD, PTB e o PPS, do aliado do governador, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende. Também deve chamar atenção neste mês que se aproxima, a movimentação do PT capixaba, que uma vez tendo se aproximado do palanque de Paulo Hartung, fechou as portas para o retorno ao grupo de Casagrande, caso a aliança não se consolide. Neste contexto, o partido só terá um caminho se a popularidade de Dilma cair mais, que é lançar candidatura própria ao governo, sacrificando a participação de João Coser na disputa ao Senado, para garantir o espaço eleitoral da presidente do Espírito Santo. Como o governador vai intensificar sua participação no processo eleitoral a partir deste mês, os demais atores devem também buscar suas movimentações para garantir o equilíbrio do cenário.
MPES denuncia prefeita de Águia Branca por improbidade administrativa
O Ministério Público Estadual (MPES) denunciou, nessa quarta-feira (23), a prefeita de Águia Branca (região noroeste), Ana Maria Carletti Quiuqui, Tia Ana (PMDB), e mais duas pessoas, em uma ação de improbidade administrativa. Eles são acusados da utilização de máquinas, veículos e servidores do município em obras na propriedade do vice-prefeito Gilmar Strzepa, o Arroz, que também figura entre os denunciados. A promotoria local pede a condenação dos envolvidos ao ressarcimento dos danos ao erário, além da perda da função pública. De acordo com informações do MPES, a denúncia foi feita por vereadores do município ao representante do órgão ministerial, que se deslocou até a propriedade do vice-prefeito e comprovou a utilização do maquinário da prefeitura no local, em outubro passado. O promotor verificou ainda que o secretário municipal de Agricultura, Cláudio Antônio Destéfani (também denunciado), havia cedido tais máquinas da prefeitura para serem operadas por servidores municipais. Nos autos do processo (0000283-62.2014.8.08.0057), o Ministério Público requereu o afastamento liminar do secretário da função, sob alegação de que não influencie na coleta de provas ou depoimento de testemunhas. Apesar de não figurar diretamente no episódio, a promotoria aponta que o vice-prefeito e o secretário de Agricultura teriam agido com a conivência de Tia Ana. Entre os pedidos da ação, o órgão ministerial requereu a condenação do trio ao ressarcimento integral do dano ao erário, perda de bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por um período entre cinco e oito anos, proibição de contratar com o poder público pelo mesmo prazo, além do pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano. O caso tramita na Vara Única de Águia Branca.
Município de Marataízes responderá por descumprimento de TCA
O município de Marataízes, no litoral sul do Estado, responderá a duas ações por conta do descumprimento de um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) estabelecido em julho do ano passado com o Ministério Público do Estado (MPES) e com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). As ações de Execução de Quantia Certa e de Obrigação de Fazer foram protocolizadas por meio da Promotoria e Justiça de Marataízes. O TCA foi firmado para que a Prefeitura estabelecesse ações e procedimentos necessários à adequação da atual Estação Provisória de Transbordo (EPT) de Resíduos Sólidos e demais áreas contaminadas. O TCA foi estabelecido por meio do Centro de Apoio do Meio Ambiente (Caoa), em maio do ano passado, após a Prefeitura do município não ter atendido à intimação do magistrado da causa para que cumprisse as obrigações impostas. Segundo o MPES, o termo foi firmado para resolver a situação e com o intuito de viabilizar o projeto do governo do Estado “Espírito Santo sem Lixão”. O município não compareceu à primeira reunião para acompanhamento das cláusulas previstas no documento, tampouco justificou sua ausência. A EPT funciona em uma área já conhecida como “Lixão de Jacarandá” e serve como depósito de resíduos sólidos há mais de dez anos. Nas proximidades, há uma escola e diversas residências que não são separadas do lixão por cercas ou outro tipo de proteção, o que, segundo o MPES, permite a entrada de catadores clandestinos e também de crianças. Além dos danos ambientais, o acúmulo indevido de resíduos sólidos provoca problemas à saúde dos moradores e dos estudantes. Diversas vezes já foi necessário interromper as aulas e encaminhar os alunos para atendimento médico devido à fumaça que é exalada pelo lixo. As ações foram ajuizadas após terem vencido os prazos apontados no TCA, sem que qualquer providência fosse tomada pelo município.Na Ação de Execução de Quantia Certa, o MPES requereu a aplicação da multa no valor de R$ 3,8 milhões prevista no TCA em face da Prefeitura, em caso de descumprimento das condicionantes; e que este valor seja revertido ao Fundo Municipal de Meio Ambiente, para aplicação na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Já na Ação de Obrigação de Fazer, a Promotoria estabeleceu que, em 20 dias, a prefeitura deverá providenciar caixas estacionárias ou contêineres para armazenamento do resíduo sólido urbano (RSU) em quantidade suficiente ao atendimento da demanda, sem que fiquem resíduos espalhados sobre o solo, a fim de que a área seja superficialmente limpa. Além disso, a área deverá ser usada apenas para o transbordo do lixo, não servindo para a disposição final de resíduos sólidos. Na mesma ação, ficou estabelecido que o município deverá, em 40 dias, impermeabilizar o piso pelo menos nos pátios de descarregamento e de armazenamento temporário de RSU, de modo que esses resíduos ou o chorume não entrem em contato direto com o solo; projetar e operar o sistema de drenagem de chorume de forma a não sofrer obstruções durante todo o período de execução da atividade; e armazenar o chorume coletado nos pátios de descarregamento e armazenamento temporário de RSU em caixa coletora, entre outras providências. O MPES também quer que as condicionantes não cumpridas no TCA sejam realizadas a partir de R$ 200 mil de verba municipal, sobre a qual foi requerida a expedição urgente de uma determinação de bloqueio. Também requereu que seja enviado ao Iema ofício para que tome ciência da execução e realize vistoria no local 30 dias após a citação do município; e que seja fixada multa diária no valor de R$ 1 mil por dia de atraso no cumprimento de cada uma das obrigações assumidas, valor também revertido ao Fundo Municipal de Meio Ambiente. Esta não é a primeira ação do MPES para que a situação seja regularizada. Em 2007, a Promotoria de Justiça ajuizou ação civil pública (ACP) para que a prefeitura apresentasse ao Iema uma área adequada para o funcionamento de aterro sanitário e que promovesse a recomposição da área degradada. A sentença da ação foi proferida em setembro de 2011 e transitada em julgado em 2013. Agora, a ação está em fase de execução.
Defensoria ingressa com ação para adequação sanitária e física do Hospital Infantil
A Defensoria Pública do Estado ingressou com ação civil pública contra o Estado e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) buscando a adequação sanitária e de segurança do Hospital Infantil, em Vitória. A ação foi ajuizada depois que os defensores verificaram que as instalações físicas do hospital oferecem risco, que não há alvará do Corpo de Bombeiros, e que o gerador de energia apresenta problemas. De acordo com o defensor público Pedro Pessoa Temer, um dos que assinam a ação, já havia um procedimento para apuração das instalações instaurado em janeiro deste ano. Inicialmente, o objetivo não era investigar a situação do gerador ou a existência do alvará do Corpo de Bombeiros, mas apurar irregularidades no setor de oncologia do hospital. No entanto, iniciadas as apurações, os defensores constataram que a falta de um gerador em pleno funcionamento estava colocando em risco o tratamento de crianças e adolescentes. Além disso, foram oficiados o Corpo de Bombeiros e a Vigilância Sanitária, que atestaram que o hospital não tem os alvarás de ambos os órgãos. Em 11 de fevereiro deste ano, por exemplo, após um apagão atingir os municípios da Grande Vitória e interior do Estado, o gerador de energia do hospital não funcionou, colocando em risco a vida dos pacientes que respiravam com o auxílio de aparelhos. Segundo o defensor, num primeiro momento, a Defensoria tentou negociar diretamente com a Sesa para que um novo gerador fosse adquirido, mas não obteve resposta, por isso, a ação foi ajuizada. O processo corre na 1ª Vara da Infância e Juventude de Vitória, mas ainda não há decisão liminar do juízo. A Defensoria pede liminarmente a adequação da unidade hospitalar às exigências sanitárias e do Corpo de Bombeiros. Outros pedidos são a reforma da sala destinada aos pacientes que aguardam atendimento médico e a manutenção do gerador, no prazo de 30 dias, sob pena de multa diária. Também foi requerida a condenação do Estado ao pagamento de danos morais coletivos por sua omissão. Uma decisão a respeito da ação é aguardada para os próximos dias, já que há informação de que a ação e os pedidos contidos nela já estão sendo analisados. Temer salienta que pelas condições atestadas pela Defensoria, além de outras entidades como o Conselho Regional de Medicina do Estado (CRM-ES), e o Sindicato dos Médicos do Estado (Simes), o hospital deveria ser interditado, mas, na ação, a interdição não é pedida, já que não existe outra unidade para receber o alto contingente de pacientes que o Hospital Infantil recebe diariamente. Os serviços especializados oferecidos pelo hospital têm alta demanda de pacientes de todo o Estado e até mesmo de vizinhos, como a Bahia, por isso, o prejuízo que acarretaria a interdição da unidade seria incalculável.
Artistas de Vitória recorrem à Petição Online por Plano Municipal de Cultura
Vitória foi uma das primeiras cidades a finalizar o Plano Municipal de Cultura (PMC), entretanto, desde a sua entrega ao prefeito Luciano Rezende (PPS), em março de 2013, continua sem aprovação. Apenas um ano depois, o plano foi encaminhado à Câmara de Vereadores para a votação. Parecia que finalmente entraria em execução, mas na audiência pública do dia 9 de abril para a discussão do PMC, muitos artistas apontaram diversas modificações no documento que estava na Câmara em relação ao original, criado no início de 2012. Eles recorrem a uma Petição Online para informar e pedir a colaboração de toda a sociedade civil. Para a produtora cultural Amanda Brommonschenkel, as alterações impressas ao documento pelo Executivo municipal comprometem a sua legitimidade. Entre as mudanças ela cita que as metas quantitativas foram retiradas, “as porcentagens foram alteradas, o que transforma as metas em apenas direcionamentos, sem obrigação de investimentos concretos”. Outra mudança que ela aponta é a mudança de verbos, ações como “criar” e “implantar” foram substituídas por “propor” e “contribuir”. “Analisando os dois documentos também percebemos que o acompanhamento democrático, que permitia que a sociedade civil avaliasse os resultados, foi eliminado, além de alterações de orçamentos, entre outras mudanças que desoneram a Prefeitura de Vitória de cumprir as propostas do PMC”, esclarece a produtora cultural. Durante a audiência pública do dia 9 de abril foi proposta a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para discutir as possíveis alterações do plano. Entretanto, a classe artística não pretende discutir novamente um documento que já foi construído em audiências públicas e aprovado pelo Conselho. “As alterações do prefeito e da equipe de gestão foram feitas depois que o documento já estava finalizado e pronto para ser aprovado”, aponta Amanda. Nada foi decidido na última audiência pública porque o plano já havia sido encaminhado ao prefeito e se tornou um projeto de lei, portanto, não há mais como alterar o seu texto. O que a classe artística deve propor são emendas que devem ser aprovadas pelos vereadores da Câmara de Vitória. “O próximo passo agora é marcar reuniões com os vereadores, queremos conversar com todos para saber aqueles que estão de acordo com o texto original proposto pelos artistas e interessados e aqueles que defendem as alterações da Prefeitura de Vitória. Também já estamos propondo as emendas, todo texto que escrevemos está de acordo com o Plano original”, explica Amanda. O conteúdo dessas reuniões será divulgado no Canal Reto, portal de comunicação dos coletivos da Grande Vitória. Segundo profissionais da área, a Cultura em Vitória perde muito com essa demora, além da ausência de investimentos federais, a cidade vive a inexistência de uma política pública para a cultura. “Não há continuidade nos projetos e investimentos na área, as gestões entram e saem e muitos projetos e conquistas são perdidos. Com o plano teremos a garantia que as políticas culturais do município serão desenvolvidas de forma contínua durante 10 anos”, explica Amanda. Os artistas e produtores culturais de Vitória também cobram que o pode executivo justifique e explique as mudanças feitas. Essa justificativa será apresentada no dia 6 de Maio, terça feira, às 15h, na reunião do Conselho Municipal de Política Cultural de Vitória (Auditório da Secretaria Municipal de Cultura de Vitória – Rua Treze de Maio, 47 – Centro de Vitória). O prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), justificou, por meio de sua assessoria, que a proposta de criar um grupo de trabalho na Câmara Municipal é para reunir as sugestões feitas à Prefeitura pela comunidade cultural da cidade e abrir um canal de contribuições.
???Dia D???
Está anotado na agenda do governador Renato Casagrande e de seus aliados. O próximo 1º de maio é o “Dia D” para a disputa deste ano no Estado. É quando se encerra o prazo anunciado pela coluna na última semana para o governador colocar seu bloco na rua e fazer frente com seu antecessor Paulo Hartung (PMDB) na corrida eleitoral até o Palácio Anchieta. Significa dizer que o governo vai mudar seu comportamento e se ajustar, de fato, ao momento político atual. Previsão é de acabar a moleza de Hartung, que até agora é o único a bater em Casagrande. Vai apanhar também. No mesmo bolo, muda ainda a postura do governo em relação aos hartunguetes que ocupam cargos estratégicos em sua gestão. Na seara de Casagrande, já é dado como certo: vão rodar. E a saída será pela porta dos fundos. Plano B Diante da possibilidade de novas quedas expressivas na popularidade da presidente Dilma Rousseff, o que poderia afastar Hartung de uma aliança com o PT, o governo federal já conversou com o ex-prefeito João Coser sobre uma segunda alternativa. O próprio Coser será o candidato ao governo, para garantir o palanque da presidente no Estado. Dupla O senador Magno Malta e o delegado Fabiano Contarato, do PR, levantarão a bandeira da redução da maioridade penal em debate na Câmara de Cachoeiro, nesta sexta-feira (28). Aparições públicas dos dois juntos, até as eleições, agora são regra. Vai dizer que Contarato já aderiu aos uniformes do presidente de seu partido? Melhor não, delegado… Me engana… O Facebook do deputado estadual Euclério Sampaio (PDT) continua paramentado com imagens da Terceira Ponte e bandeira do “pedágio zero”. Agora mesmo é que Euclério vai fazer de tudo e mais um pouco para colar sua imagem à suspensão do pedágio anunciada pelo governador. O deputado acabou levando um “baile” de Casagrande. Sintomático O deputado federal César Colnago, presidente do PSDB no Estado, não participou do encontro da executiva nacional do partido realizado nessa terça-feira (22) em Brasília. Colnago, provavelmente, já estava por lá para a semana de sessões na Câmara. Sei não… Presenças Quem representou o diretório capixaba do PSDB por lá foram o ex-prefeito e ex-deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas e a ex-deputada federal Rita Camata. Colnago, sabe como é, está remando contra a maré para garantir o seu na disputa deste ano. Pesa mais A deputada estadual Luzia Toledo (PMDB) tem trajetória de lealdade aos governadores do Estado. Foi assim com José Ignácio Ferreira, com Hartung (PMDB), e o mesmo ocorre agora, em relação a Casagrande. Mas já avisa: se o PMDB tiver mesmo candidato ao governo e ao Senado, irá apoiar os dois nomes de seu partido. Pingos nos is A nota do prefeito de Laranja da Terra, Joadir Lourenço Marques (PSDB), afirmando que não esteve com a deputada federal Rose de Freitas (PMDB), nem apoia o ex-governador Paulo Hartung, não rebate informação prestada pela deputada à coluna, e sim informação de bastidores publicada neste espaço. O verbo utilizado na nota que gerou reação do prefeito, e agora, de Rose, foi “dizem”. Pingos nos is II A deputada, aliás, por meio de sua assessoria, informa que seu encontro não foi com o atual, mas sim com o ex-prefeito de Laranja da Terra Cláudio Pagung, também do PMDB. Pronto, tudo devidamente esclarecido. 140 toques “Já estou na Igreja de Santo Inácio de Loyola, para acompanhar a missa em ação de graças que será celebrada pelo papa”. (Senadora Ana Rita – PT – no Twitter). PENSAMENTO: “Despreza a segurança”. Tales de Mileto
Juntos de novo
O encontro desta sexta-feira (25) entre o ex-prefeito de Vitória João Coser e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) vem causando resistências dentro do PT porque parte do partido não está nada satisfeita com a possibilidade de ficar no palanque do peemedebista. Isso significa, para algumas lideranças, garantir o espaço político para as mesmas figuras, dificultando a competitividade. Mas não vai ter jeito. Apesar do esperneio de parte dos petistas, o grupo do ex-governador Paulo Hartung e seus aliados dentro do PT vão fechar a aliança para a eleição. O ex-governador não dialoga com o partido e sim com seu grupo. É uma discussão que vai muito além da decisão partidária, da discussão interna. Não se relaciona com resoluções e nem com projetos partidários. Basta ver a movimentação de bastidores que se articula em relação ao Senado. Hartung infla a candidatura de Rose de Freitas (PMDB), mas também se compromete com João Coser. Por baixo dos panos, seu grupo tenta convencer o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas a disputar também pelo palanque do PSDB. Só que o grupo do ex-prefeito não está disposto a aceitar esse tipo de movimentação. Para erguer seu palanque, Hartung reúne os aliados que sempre estiveram ao seu lado, como Coser, que também faz parte do grupo do ex-governador. A ele devem se somar lideranças do PMDB, DEM, PSDB e outros partidos, de forma formal ou indireta. As regras das nacionais atrapalham, mas não impedem o reagrupamento. Outra questão que ficará em segundo plano nesta nova configuração é a disputa presidencial. Se fechar a aliança com o PT, Hartung assumirá um compromisso com o palanque presidencial de Dilma Rousseff no Estado. Bom, ele também assumiu esse compromisso em 2010, mas não pediu sequer um voto para a presidente. Como o PT tem um histórico de derrotas no Espírito Santo e Harutng não se anima a tirar foto com perdedores, é difícil acreditar nele como cabo eleitoral em uma eleição nacional que promete ser muito acirrada. Fragmentos: 1 – O engarrafamento longo no início da noite desta quarta-feira (23) revela que a questão da mobilidade na Grande Vitória é grave e exige uma ação interligada entre municípios e governo do Estado. 2 – O senador Ricardo Ferraço (PMDB) pediu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, informações sobre o impacto fiscal da mudança do indexador das dívidas estaduais e municipais renegociadas pela União, prevista em projeto de lei complementar já aprovado na Câmara dos Deputados e pronta para votação do plenário do Senado. 3 – E por falar em Ricardo Ferraço, ele declarou apoio ao governador Renato Casagrande mas, desde então, está quietinho.