O Orçamento 2015 do governo do Estado, discutido em audiência pública nesta quinta-feira (24), recebeu diversas propostas por meio de seu site para a preservação de áreas verdes e proteção ambiental. As propostas foram enviadas e eleitas pelos próprios cidadãos em uma consulta online, cuja campeã de votos será levada como sugestão para a audiência, onde será somada a outras propostas que serão sugeridas pela população no próprio evento. A audiência será realizada no Centro de Convenções de Vitória, a partir das 14h, com duração prevista de quatro horas. A sugestão mais votada para a Grande Vitória, no comitê estratégico Meio Ambiente e Desenvolvimento da Agricultura – categorias que, aliás, se opõem muito em regiões do Estado que observam o intensivo avanço da agricultura de exportação -, foi a Implantação de Centro de Reabilitação de Animais Marinhos, com 140 votos. Segundo o texto da proposta, o número de animais marinhos debilitados por atividades humanas no litoral é crescente no Estado. Além disso, não há um local adequado para que os animais afetados pelos danos das atividades petroleiras, como o derramamento de petróleo, sejam antendidos. A autoria, Renata Bhering, ressalta que o avanço de empreendimentos portuários e plataformas petroleiras no litoral aumenta a probabilidade do surgimento desse cenário. Nota-se que nenhuma das propostas para o Orçamento 2015 tiveram um viés na qualidade do ar, questão amplamente debatida pela sociedade civil junto ao governo no ano passado. A criação e a publicação do Decreto nº 3463, de 16 de dezembro de 2013, que rege sobre a qualidade do ar em todo o Estado, muito descontentou à sociedade civil ambientalista que, inclusive, enviou por diversas vezes uma sugestão de novo texto para o decreto. A legislação não possui prazos para que sejam aplicadas as metas progressivas de diminuição da concentração de poluentes no ar e o governo do Estado, até então, não acatou ao pedido da sociedade civil sobre o esclarecimento dos resultados obtidos a partir das medições dos parâmetros dos poluentes. As demais propostas sugeridas no Orçamento 2015, com maior número de votos, são, respectivamente: Reconhecimento da Carreira de Fiscal Agropecuário e do Idaf, que teve 131 votos; Implementação do Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Prevines), com 79 votos; Criação de uma usina de reciclagem de lixo eletrônico na Região Metropolitana, com 47 votos. Muitas das propostas sugeridas tinham foco na preservação de áreas verdes, mas não obtiveram a maior parcela dos votos populares pela internet. Entre elas, Transformar o Morro do Moreno em Parque, Proteção e limpeza em praias e Ilhas costeiras da Região Metropolitana, Criação e Implantação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Alagados do Vale, Reativar o Parque Natural Morro da Mantegueira em Vila Velha, Criação de Unidade de Conservação da Cordilheira Submarina Vitória-Trindade, Proibir loteamento na região da APA de Setiba e Implantação definitiva do Parque da Fonte Grande.
Juiz será investigado pela montagem de dossiê contra deputada estadual
O Pleno do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) determinou a abertura de um procedimento administrativo contra o juiz da Vara da Fazenda Pública de Viana, Arion Mergár, pela suposta montagem de dossiê contra a deputada estadual e ex-prefeita do município, Solange Lube (PMDB). A parlamentar levantou a suspeição do magistrado com base em uma antiga disputa entre ele e seu o pai, o ex-prefeito Leonor Lube. A conduta do juiz deverá ser analisada pela Corregedoria do tribunal. De acordo com o acórdão do julgamento realizado no último dia 10, os desembargadores deram provimento ao recurso de Solange Lube contra a decisão inicial do tribunal, que havia determinado o arquivamento da denúncia. O relator do caso, desembargador Fábio Clem de Oliveira, considerou a existência de justa causa suficiente para abertura da sindicância contra o juiz. Em seu voto, o desembargador afirmou que a decisão do juiz de Viana na abertura de “procedimentos especiais” em paralelo às ações de improbidade administrativa e inquéritos abertos contra deputada, “não constitui prática corriqueira no exercício da função de judicar”. Nesses procedimentos, o magistrado monitorava o andamento dos feitos contra a deputada, bem como determinação para que o Ministério Público informasse sobre todas as atitudes tomadas ou que pretendia tomar nos casos relacionados à peemedebista. “Os referidos ‘procedimentos especiais’ assemelham-se à elaboração de um dossiê, que por natureza e pelas circunstâncias, carrega em si uma indisfarçável carga de suspeição, sugerindo parcialidade na condução dos processos nos quais a recorrente era parte e naqueles em que poderia vir a ser. Procedimento que, por sua própria existência, e pelos atos judiciais nele praticados, motivou a arguição de suspeição do juiz recorrido em todos os feitos que tramitam na Vara da qual é o titular”, narra um dos trechos do acórdão publicado nessa quarta-feira (23). Nessas ações, a deputada estadual indica que o marco inicial das desavenças seria um leilão do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes), realizado no ano de 2004. Naquela ocasião, o juiz Arion Mergár teria perdido um imóvel de seu interesse após um lance ofertado pelo ex-prefeito Nonô Lube. O relator levou ainda outros eventos relacionados à disputa, como a falta de urbanidade (cordialidade) durante audiências, condução coercitiva de testemunhas, além da quebra de sigilo fiscal sem requerimento do Ministério Público e o recebimento de denúncias com cópias de documentos sem autenticação. “Tal episódio [disputa no leilão] constitui dado relevantíssimo a se considerar para a identificação da existência dessa área cinzenta de beligerância e de conflito, que sem dúvida alguma, pelas medidas que o juiz passou a tomar, teve influência decisiva no ânimo e no modo de operar que, desde então, orientou a sua atuação na condução dos processos de interesse da recorrente [deputada], a revelar aspectos e motivos para o aprofundamento e a verticalização das investigações pela Corregedoria Geral de Justiça do Estado”, pontuou. O desembargador também determinou a inclusão dos processos eleitorais no âmbito da sindicância contra o juiz Arion Mergár, que será feita pela Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Psicólogos cobram investimento em políticas de assistência social em Vila Velha
O Coletivo Capixaba de Psicólogos Desempregados divulgou nota de repúdio nesta quinta-feira (24) contra a Prefeitura de Vila Velha, cobrando o fortalecimento das ações em favor da população e a convocação dos aprovados no concurso realizado em 2012. O coletivo é formado por profissionais insatisfeitos e tem o objetivo de articular e fortalecer a categoria, pautando ações políticas que visam à melhoria nas condições de trabalho, remuneração e oferta de vagas. De acordo com a carta, depois de muita pressão popular, os psicólogos aprovados no concurso 03/2012 estão sendo nomeados, ainda assim, em número insuficiente para atender às demandas do município e apenas para a Secretaria de Saúde de Vila Velha. A Secretaria de Assistência Social permanece com defasagem de profissionais e número excessivo de servidores em caráter temporário, além de profissionais contratados por meio de entidades filantrópicas, o que caracteriza a terceirização dos serviços e a precarização dos vínculos de trabalho. O coletivo ressalta que o concurso de 2012 prevê o encaminhamento de profissionais para outras secretarias, inclusive para a Assistência Social, o que não tem sido feito. “As contratações de caráter temporário têm ocorrido com a justificativa de que são para serviços de caráter temporário, o que não é verdade. Os serviços de assistência social são de caráter contínuo, assim como os de saúde, e necessitam de profissionais com vínculo permanente com a prefeitura”, diz a nota. Os psicólogos utilizam a revista Finanças dos Municípios Capixabas, de 2013, para demonstrar que Vila Velha é o segundo município do Estado com maior número de profissionais contratados sem vínculo permanente com a prefeitura, além de ter um dos maiores índices de servidores comissionados. Segundo a mesma publicação, Vila Velha é um dos municípios que menos investe em assistência social e, além disso, não faz os gastos necessários com eficiência. “De acordo com informações de órgãos de controle social, atualmente a Secretaria de Assistência Social de Vila Velha apresenta aproximadamente R$ 11 milhões em caixa que não foram gastos”, continua a nota. Para o coletivo, todo este quadro de abandono contribui para o sucateamento dos serviços, manutenção de práticas assistencialistas, autoritárias e descontinuadas, que não têm o poder de promover as mudanças que o povo de Vila Velha necessita. Eles reivindicam que as convocações do concurso de 2012, ainda vigente, sejam realizadas também para a Secretaria de Assistência Social para os cargos de psicólogo, nutricionista e assistente social que compõem o quadro da secretaria, bem como a renovação do prazo de validade deste concurso para mais dois anos. Também querem que os recursos sejam aplicados e devidamente gastos nas políticas sociais que têm o objetivo de garantir dignidade e qualidade de vida para a população.
Tribunal vai criar força-tarefa para enviar dados corretos ao CNJ
Depois de figurar entre os tribunais com pior desempenho do País, o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) montou uma força-tarefa para reverter essa imagem. Desde a última terça-feira (22), a corte passou a contar com um grupo de servidores que vai atuar na melhoria dos sistemas de estatística. O trabalho deve contribuir para o envio de dados corretos ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que é responsável pela compilação das informações a nível nacional. A administração do TJES justifica o mau desempenho no mais recente anuário Justiça em Número à remessa de informações imprecisas ao órgão de controle. A partir da criação da força-tarefa, a ideia é que o grupo fique dedicado à produção e ao envio de dados fiéis sobre as atividades da Justiça estadual. A primeira missão dos servidores será a conquista do Selo Justiça em Números, criado pelo CNJ com o objetivo de premiar os tribunais com mais investimentos na área de gestão de informação. De acordo com informações do tribunal, o grupo de trabalho vai acompanhar o andamento de todos os requisitos para o alcance das categorias Prata, Ouro ou Diamante do selo. Os dados deverão ser enviados ao CNJ até a próxima quarta-feira (30). A previsão é de que os tribunais vencedores sejam conhecidos no Seminário Justiça em Números, no segundo semestre deste ano. Na ocasião, os efeitos da medida adotada pelo chefe do Judiciário estadual, desembargador Sérgio Bizzotto, poderão ser medidos. Entretanto, a área técnica da corte vislumbra um resultado positivo. Segundo a analista do Núcleo de Estatística do TJES, Raquel Azevedo Dutra, “o tribunal já atende a todos os Requisitos Mínimos, que se referem ao encaminhamento de dados estatísticos anuais, semestrais e retificações dentro dos prazos estipulados pelo CNJ”. Para atender aos requisitos de Gestão da Informação, o TJES promoveu ações diversas, como a criação do Núcleo de Estatística, que compila diariamente dados de vários setores e unidades judiciárias. Em relação aos requisitos de Extração de Dados, o tribunal divulgou que conta com um banco de dados com todos os sistemas judiciais do Estado: Ejud, Eprocess, Siep e Projud. Segundo o tribunal, o próximo passo é a implantação de um sistema informatizado em turmas recursais do interior.
Filmesem cartaz
Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 24 a 30 de abril: ESTREIA Inatividade Paranormal 2 (A Haunted House 2, EUA, 2014, 90 minutos, 12 Anos) Comédia. Direção de Michael Tiddes. Com Marlon Wayans, Jaime Pressly, Ashley Rickards. Sequência de Inatividade Paranormal (2012), sátira de filmes de terror escrita e atuada por Marlon Wayans. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 15h. 19h30. DUBLADO. 12h50. 17h15. 21h50. Sexta-feira e sábado também 00h30. (LEG) Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 5. 17h40. 19h30. 21h30. DUBLADO Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 1. 15h55. 17h50. 19h45. 21h40. DUBLADO Inch'Allah (Inch'Allah, França, 2014, 100 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Anaïs Barbeau-Lavalette. Com Evelyne Brochu, Sabrina Ouazani, Sivan Levy. Chloe é uma médica canadense que vive na Cisjordânia. Ela divide seu tempo entre Ramallah, na Palestina – onde trabalha -, e Jerusalém, em Israel – onde mora -, ao lado de sua amiga, Ava, uma soldada islaelense. Diariamente, ela passa pelo ponto de fronteira entre as duas cidades para visitar o campo de refugiados palestinos, onde monitora mulheres grávidas. Cine Jardins – shopping Jardins: Sala 2. 21h15 CONTINUAÇÃO Capitão América 2: o Soldado Invernal 3D (Captain America: The Winter Soldier, EUA, 2014, 120 minutos. 12 Anos) Ação. Direção de Anthony Russo, Joe Russo. Com Chris Evans, Scarlett Johansson, Sebastian Stan. Dois anos após os acontecimentos em Nova York, Steve Rogers segue tentando se acostumar com o fato de que foi descongelado e acordou décadas depois de seu tempo. Em parceria com Natasha Romanoff , também conhecida como Viúva Negra, ele é obrigado a enfrentar um poderoso e misterioso inimigo chamado Soldado Invernal. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 15h30. 18h30 (exceto terça-feira). 21h30 (exceto terça e quarta-feira). Quarta-feira também 21h15. Sábado e Domingo também 12h30. (LEG). Sala 3. 14h30. 17h30. 20h30. Sexta-feira e sábado também 23h30. Sábado e domingo também 11h30. DUBLADO Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 15h45. 18h30. DUBLADO. 21h15 (LEG). Sala 7. 14h40. 20h40. DUBLADO. 17h30 (LEG) Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 5. 14h. 19h20. 22h. DUBLADO. 16h40 (LEG) Cine Ritz Guarapari: Sala 3. 19h15 DUBLADO Copa de Elite (Idem, Brasil, 2014, 100 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Vitor Brandt. Com Marcos Veras, Júlia Rabello, Rafinha Bastos. Paródia de filmes brasileiros como Tropa de Elite, Bruna Surfistinha e Minha mãe é uma peça. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 14h. 16h30. 19h. 21h40. Sábado e domingo também 11h40. Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 14h10. 16h20. 19h. 21h20 Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 2. 19h25. 21h35 Divergente (Divergent, EUA, 2014, 140 minutos, 14 anos) Ficção cientifica. Direção de Neil Burger. Com Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet. Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco, e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade, coragem e outros. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, escolhendo uma diferente da família, e tendo que abandonar o lar. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 13h. 16h10. 19h15. 22h20. (LEG) Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 15h. 18h. 21h. DUBLADO Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 6. 13h40. 16h25. 19h10. 21h50. DUBLADO Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 19h. 21h30 DUBLADO Julio Sumiu (Idem, Brasil, 2014, 100 minuto, 16 anos) comédia. Direção de Roberto Berliner. Com Lília Cabral, Fiuk, Carolina Dieckmann. Edna é mãe de Julio e Sílvio. Um dia ela acorda desesperada ao perceber que Julio simplesmente desapareceu, sem deixar pistas. Preocupada, ela vai à delegacia com Eustáquio, seu marido, mas eles são. Após receber na secretária eletrônica um aviso de que o filho está com Tião Demônio, o chefão do tráfico do morro ao lado, Edna decide ir até lá negociar. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 13h20 (exceto sábado, domingo e segunda-feira). 19h40 (exceto quarta-feira) Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 15h10 Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 1. 13h50 Noé 3D (Noah, EUA, 2014, 140 minuts, 14 Anos) Épico. Direção de Darren Aronofsky. Com Russell Crowe, Jennifer Connelly, Emma Watson. Noé recebe uma mensagem do Criador de que deve encontrar Matusalém. Durante o percurso ele acaba salvando a vida da jovem Ila, que tem um ferimento grave na barriga. Ao encontrar Matusalém, Noé descobre que ele tem a tarefa de construir uma imensa arca, que abrigará os animais durante um dilúvio que acabará com a vida na Terra, de forma a que a visão do Criador possa ser, enfim, resgatada. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 5. 21h. Sexta-feira e sábado também 00h10 (LEG). Sala 6. 13h30. 16h40. 20h. Sexta-feira e sábado também 23h10. DUBLADO Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4. 17h50 DUBLADO. 20h50 (LEG). Sala 6. 20h30 DUBLADO Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 2. 16h30 DUBLADO. Sala 3. 13h55. 19h15. 21h55. DUBLADO. 16h35 (LEG) Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 16h30. DUBLADO. Sala 3. 21h45 (LEG) O Filho de Deus (Son of God, EUA, 2014, 140 minutos, 12 anos) Histórico. Direção de Christopher Spencer. Com Diogo Morgado, Roma Downey, Amber Rose Revah. Vindo de uma pescaria fracassada, Pedro encontra Jesus Cristo, que o convence a segui-lo. Logo Cristo reunirá 12 apóstolos que têm por missão espalhar seus ideais pela Terra. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 16h (exceto segunda-feira). 22h10 (exceto terça-feira) DUBLADO Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 17h20 DUBLADO Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 2. 13h45 DUBLADO RIO 2 3D (Idem, EUA, 2014, 100 minutos, livre) Animação. Direção de Carlos Saldanha. Com Anne Hathaway, Jesse Eisenberg, Jamie Foxx. Continuação da animação RIO. Cinemark – shopping Vitória: Sala 5. 13h10. 15h50. 18h20. DUBLADO Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 13h10 DUBLADO. Sala 4. 13h. 15h20. Sábado também 12h. DUBLADO. Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 4. 15h. 17h15. 19h30. 21h45. DUBLADO Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 17h DUBLADO.
Inch??? Allah:disputa entre judeus e árabes pelo olhar do estrangeiro
Chloe (Evelyne Brochu) é uma médica canadense que vive em Jerusalém, Israel, e trabalha em um posto de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) na Palestina. Apesar de morar junto com judeus, todos os dias ela precisa atravessar a fronteira para atender mulheres e crianças árabes. Devido ao seu trabalho, acaba se envolvendo em duas culturas bem diferentes e em constante conflito. O filme Inch’ Allah conta a história dessa médica, que tem suas ideologias e preconceitos abalados por esse choque de realidades. São duas amizades que colocam a simpatia e a lealdade de Chloe em prova. Enquanto uma de suas pacientes árabes Rand (Sabrina Ouazani) ensina a médica sobre a vida nos territórios ocupados, a vizinha judia da médica, Ava (Sivan Levy), uma soldada islaelense, fala sobre o temor dos judeus em relação à invasão árabe. Chloe acaba se identificando com os dois lados, tanto com a revolta dos árabes quanto a resistência dos judeus. A médica então se vê no meio desse conflito, que parece um círculo vicioso. Os judeus repreendem os árabes, que por se sentirem oprimidos, devolvem com violência e terrorismo. Inch’ Allah questiona também a neutralidade da ajuda estrangeira que interfere nesses conflitos, provando que é impossível se manter isento diante dessa situação. Inch’ Allah é uma expressão que significa “se Deus quer”, que mostra o contexto religioso em que todo o ódio se desenvolve e se justifica. A diretora e roteirista Anaïs Barbeau-Lavalette apresenta uma história com múltiplas interpretações, assim como a sua protagonista. Ela é canadense e, portanto, uma estrangeira que tenta compreender os conflitos no Oriente Médio. Serviço Inch'Allah (Inch'Allah, França, 2014, 100 minutos, 14 anos) Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h15
Markus konká apresenta recital poético Afrodiziam nesta quinta-feira em Vitória
Para Markus Konká, a palavra escrita é a forma de arte mais importante para a valorização da cultura, “a poesia tem poder”, diz. Baseado nisso, o ator e bailarino realiza mais um recital poético, desta vez, os homenageados serão os poetas negros. Nesta quinta-feira (24), ele fará a estreia da apresentação performática Afrodiziam, às 20h, no Museu Capixaba do Negro, Centro de Vitória. O conceito do espetáculo é todo baseado na literatura produzida por autores negros e em textos que fazem referência à luta histórica dos negros no Brasil. Haverá poemas de Gonçalves Dias, Solano Trindade, Cruz e Souza, Luiz Gama, Castro Alves, Oliveira Silveira, Abdias Nascimento, Elé Semog, Ària Cantilena, Tobias Barreto e da capixaba Suely Bispo. O espetáculo terá duração de 40 minutos, sendo o ator acompanhado pelo músico percursionista Ronaldo Rossman, que fará a ambientação sonora do Recital. A ideia do espetáculo surgiu ainda ano passado, quando Markus participou de uma série de festivais nacionais e internacionais com o recital Meus Poetas, Minha Ilha. “O conceito dos espetáculos é parecido, mas em Meus Poetas, Minha Ilha eu recitava apenas autores capixabas. Já em Afrodiziam meu foco é nos poetas negros”, explica. A única capixaba da lista é a poetisa Suely Bispo, que teve o poema Oxum, do livro Desnudalmas, como o escolhido. “Meu objetivo é difundir a poesia pelo exercício da palavra e pela expressão corporal. É um espetáculo teatral com um fundo musical, mas é bastante orgânico também”, conta o ator. Carioca radicado no Espírito Santo, Markus Konká, além de carreira na dança e no teatro, também já participou de filmes dirigidos por cineastas consagrados, como Arnaldo Jabour e Amilton de Almeida. Recentemente atuou em longas e curtas metragens de diretores capixabas, como O Mangue Negro e A Noite do Chupa Cabra, de Rodrigo Aragão. Conhecido pela irreverência e bom humor, Markus diz que o espetáculo será uma provocação e que em breve entrará em circuito nacional, “quero aguçar a inteligência do povo brasileiro e mostrar o valor e a qualidade dos literatos negros”. Mas, para ele, o mais importante é a valorização da literatura para educar um povo, por se tratar de uma forma lúdica e prazerosa de aprendizado. “Acredito que a poesia é uma das formas de expressão mais importantes para se provocar a reflexão”, afirma. Serviço O espetáculo Afrodiziam acontece nesta quinta-feira (24), às 20h, no Museu Capixaba do Negro (Mucane). Av. República, n. 121, Centro de Vitória. Entrada Gratuita.
Orçamento 2015: ciclistas sugerem implantação de ciclovia na Terceira Ponte
A implantação de ciclovia na Terceira Ponte foi a proposta mais votada na página eletrônica que o governo estadual abriu para sugestões da população ao Orçamento 2015. O governo realiza na tarde desta quinta-feira (15) a décima e última audiência pública para o orçamento. Até a manhã desta quinta, a proposta tinha recebido 498 votos. A audiência da Microrregião Metropolitana começa às 14h, no Centro de Convenções de Vitória, e debaterá as demandas de Vitória, Cariacica, Guarapari, Fundão, Serra, Viana e Vila Velha. Já foram realizadas audiências em outras nove microrregiões capixabas. Durante a audiência, seis grupos serão formados para a discussão dos temas Gestão Pública e Educação Básica e Profissional; Infraestrutura, Mobilidade Urbana e Integração Logística; Meio Ambiente e Desenvolvimento da Agricultura; Proteção Social, Turismo, Cultura e Esporte; Prevenção e Redução da Criminalidade; e Atenção Integral à Saúde. A proposta de implantação de ciclovia na Terceira Ponte se mostra como a mais votada entre o grupo de que faz parte – Infraestrutura, Mobilidade Urbana e Integração Logística -, mas também entre as propostas dos demais temas. A ideia é reivindicação antiga entre os ciclistas da Grande Vitória, especialmente os que usam a bike como modal de transporte. Na página, o proponente defende que apesar dos ciclistas poderem cruzar a ponte com o Bike GV, este às vezes fica refém do trânsito. O proponente também toca no ponto do “temido vento forte”. “Diversos grupos de ciclistas já atravessaram a terceira ponte em diversas situações meteorológicas, entre elas, o temido vento forte. Ninguém saiu voando”, defende. A proposta também se baseia na Política Nacional de Mobilidade Urbana, segundo a qual “o desenvolvimento das cidades deve ser sustentável nas dimensões econômica e ambientais, e os não motorizados têm prioridade”.
Leva pro porão
Já virou piada a utilização que o americano faz das garagens residenciais – o caríssimo carro do ano dorme ao relento, sujeito a chuvas e granizos, porque a garagem está superlotada de quinquilharias inúteis e baratas, que ninguém doa nem presenteia, não reutiliza, não recicla, não reusa nem joga no lixo. E como no país do desperdício nem toda casa tem uma garagem para guardar o que não cabe nos armários, a opção são os modernos edifícios-depósitos que proliferam por toda parte, tão comuns como padaria no Brasil. Verdadeiros templos do consumismo desenfreado, são inúmeras salas onde ninguém mora, e só servem para engordar o bolso do dono. E não adianta tentar driblar os seguranças – não dá pra morar. Os preços começam em $50,00 mensal por um cômodo com menos de três metros quadrados – condomínio de alta segurança, ar refrigerado central, elevador, acesso 24 horas com sua própria chave ou cadeado. Esses depósitos são um atestado do quanto nos apegamos a bens materiais, mesmo que já tenham deixado de nos servir há muito tempo. A ideia não é tão nova assim. Num tempo em que havia espaço de sobra, as casas de outrora tinham porão e sótão, para onde subiam ou desciam os excessos, desnecessários, fora de moda, fora de uso, fora de clima e afins. Ali jaziam esquecidos no correr do tempo, alimentando os medos infantis e sustentando gerações de baratas, ratos e traças. Daí vinha a antiga crença de que os ratos nasciam de trapos velhos. Imagino a poeira desses imensos cômodos sempre fechados, onde a vaidade humana se escondia em toda sua pequenez. E, claro, as alergias, subproduto desses paraísos dos ácaros. Ali tudo se guardava, na esperança de que as futuras gerações achassem alguma utilidade para o que deixou de ser útil no presente. Ou que poderiam se valorizar com o passar dos anos, e o supérfluo do momento viraria a fortuna dos bisnetos. Hoje as casas viraram apertamentos e amontoamentos, e se joga fora até o necessário, simplesmente por falta de espaço. Ou aluga-se um cômodo extra nos edifícios de self-storage, onde também ficam esquecidos e nunca terão um fim condigno. Os objetos também se adaptaram à geografia do encolhimento, criando a produção em massa e descartável, tornando-se mais baratos, mais feios, mais frágeis. O que um sótáo escondia? Um casaco de pele num lugar onde o clima nunca passou do moderado; a cadeira de rodas do bisavô morto há 50 anos; um saleiro de cristal que de há muito enviuvou do pimenteiro; um bule que perdeu as asas; uma panela que perdeu o cabo; o cinto que perdeu o vestido; a bandeja que perdeu a alça; um vestido de noiva nunca usado… Espaço não falta e tem muito mais – um berço usado por três gerações; uma roda sem a bicicleta; uma bicicleta sem rodas; livros, papéis, documentos, receitas, desenhos, moldes de vestidos… tudo mofado e amarelado, esperando a casa cair ou ser demolida para dar lugar a um moderno edifício envidraçado, com pequenos cômodos onde se pode guardar os pertences que já não têm qualquer utilidade prática.
Zerou o jogo
Ao encampar o resultado preliminar da auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), suspendendo o pedágio na Terceira Ponte, o governador Renato Casagrande mostrou que jogo político é com ele mesmo. Já estava tudo armado para o socialista perder a primeira partida da disputa pela sucessão para o ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Pois nenhum governador sem uma razão muito forte adotaria, para um caso de tal monta, uma auditoria ainda em estágio preliminar. Muito menos sem ouvir a parte contrária, no caso a Rodosol, que ainda integra o forte sistema de poder instalado no Espírito Santo. Para Casagrande, prevaleceu os sentimentos mudos da derrota. Foi um instante, quando um leão estava prestes a estraçalhar a sua presa. O ego político do governador falou mais alto e acabou roubando a cena política da Praça do Pedágio que, diga-se de passagem, desde quando 100 mil pessoas foram às ruas exigir o fim do pedágio, virou o principal troféu eleitoral dos políticos oportunistas. Alguns, como o deputado estadual Euclério Sampaio (PDT), viram ali suas chances de uma reeleição estupenda. Antes da decisão do governador Casagrande, no auge de seus delírios eleitorais, Euclério chegou a cogitar até ser candidato ao governo do Estado. Logo ele, que havia chegado à Assembleia Legislativa como mero suplente. E o pedetista foi longe na sua intenção de atrelar sua imagem à campanha pelo “pedágio zero”. Adotou uniforme em alusão à reivindicação que veio das ruas, distribuiu adesivos e passou a ser protagonista das propagandas partidárias de seu partido, repetindo sempre o mesmo discurso. Em qualquer outro cenário, a sensatez governamental exigiria uma tomada de decisão somente após o veredicto final da auditoria. Mas havia necessidade de atropelar a Assembleia Legislativa, que se preparava para recolocar em discussão o projeto de decreto legislativo que propõe sustar a vigência do contrato de concessão. Um jogo combinado do Euclério com o presidente da Casa, Teodorico Ferraço (DEM). Um verdadeiro símbolo eleitoral para ser compartilhado com a maioria dos deputados. Tanto é, que logo Casagrande se antecipou, o que se viu na Casa foram movimentações desesperadas para tentar mostrar a participação da Assembleia no processo. Quem era a favor do pedágio e contra, passou a exaltar a atitude do governador. As desavenças ficaram para atrás, assim, como num passe de mágica. Se Casagrande não tivesse resolvido assumir a história, a polêmica do pedágio iria fazer com que os deputados se banhassem nas luzes da ribalta. Um verdadeiro vespeiro para o governador colocar a mão. Não é o caso de distinguir ganhadores e perdedores, e sim de devolver os louros às redes sociais, que levantaram a questão, tomando as ruas e a Assembleia. Na ausência dos protestos que ganharam as ruas de Vitória no ano passado, o assunto sequer teria sido tema de qualquer debate, muito menos alvo de suspeições. Se há mérito nesse resultado, certamente é dos manifestantes. A atitude do governador Renato Casagrande deve ser considerada como de legítima defesa, recolocando o quadro eleitoral no seu devido lugar. Principalmente, porque o Espírito Santo está marcado para viver um processo eleitoral singularíssimo. Não é o caso de dizer que Casagrande ganhou o jogo com sua atitude na suspensão do pedágio da Terceira Ponte. Ainda é prematuro. O que ele fez foi zerar o jogo eleitoral com Hartung e nivelar as demais disputas. Embora continue ciente: o ex-governador flutua com borboleta e ferroa como abelha.