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Quase um ano depois, ”Tia do Cauê” sai da praça, mas as intenções ficam

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Ela foi embora. A mulher de corte chanel e mãos ao volante que anunciava jovialmente o corte de uma das praças mais tradicionais de Vitória para a implantação do sistema BRT (via exclusiva para ônibus) não está mais na Praça do Cauê. Era uma campanha do governo estadual que espalhou motoristas felizes por diversos pontos da Grande Vitória.    Esses personagens promoviam o Programa de Mobilidade Metropolitana. Ali em Praia de Santa Helena, os motoristas que vinham da Reta da Penha se deparavam com o anúncio: “Novo acesso à Terceira Ponte na Praça do Cauê. Em breve, mais uma obra do Governo do Espírito Santo para você”.   Tão logo instalada, em julho do ano passado, a “Tia do Cauê” deflagrou uma controvérsia em torno da praça de inefável valor histórico, prevista no Novo Arrabalde do engenheiro sanitarista Saturnino de Brito. Apresentado em 1896, o projeto tinha o objetivo de conferir ares modernos a uma ilha que, ao final do século XIX, era um arremedo de cidade.   “Para que cortar a praça?”, questionava-se, enquanto a Tia do Cauê lançava sorrisos. Dois encontros entre prefeitura, governo estadual e cidadãos aconteceram para debater o projeto. Em um domingo, uma ocupação lúdica tomou o Cauê, que, a partir de então, virou Praça do Ciclista.      A discussão não boiou em polêmica rasa. Deflagrou-se uma série de ricos debates em torno da velha mas crucial questão: afinal, queremos uma cidade para as pessoas ou para os carros?    Nas audiências, os cidadãos ficaram com a primeira opção: como se sabe, o fluxo atravancado na região em horários de pico não é efeito da praça e, sim, do pedágio da Terceira Ponte. Retirar a praça seria apenas dispor o engarrafamento em linha reta.    Mais que isso, não seria inteligente remover um espaço de lazer e convivência pública – na maioria, os moradores de Praia de Santa Helena presentes nas audiências se colocaram contra a secção da praça – em favor da carrocracia.    Segundo a Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas (Setop), como a placa era uma campanha sobre o Programa de Mobilidade Urbana, a ideia era deixá-la apenas por um período. Não houve recuo da intenção de cortar a Praça do Cauê para a implantação do BRT. No entanto, completa a secretaria, ainda não há um novo projeto.

21/04/2014 / 0 Comments
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Governo abre licitação para ampliação da Rodovia Serafim Derenzi

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O governo estadual abriu mais um processo licitatório para obra ligada ao Programa de Mobilidade Urbana. A Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas (Setop) vai contratar empresa para elaboração de estudo funcional, projeto básico e projeto executivo do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para o Corredor Metropolitano Central.   O objetivo do Corredor Metropolitano Central é ligar a Quarta Ponte, esta por sua vez uma nova conexão entre Vitória e Cariacica, à Avenida Nossa Senhora da Penha. As obras estão orçadas em pouco mais de R$ 12 milhões.   Segundo a Setop, o conjunto de projetos prevê a ampliação da Rodovia Serafim Derenzi e a construção de nova via com implantação de túneis e viadutos. Aqui, especificamente, trata-se de infraestrutura para futura implantação da segunda etapa do BRT (vias exclusivas para ônibus).   Quanto à localização da nova via, túneis ou viadutos, só será possível defini-la após a conclusão do projeto contratado.    Principal obra do Programa de Mobilidade Urbana do governo estadual, a Quarta Ponte é considerada uma nova alternativa de tráfego em escala metropolitana. Estudos aponta, que ela terá uma extensa de cerca de 1.400 metros, quatro faixas de rolamento por sentido de tráfego, sendo uma das faixas de cada sentido já adaptada ao sistema BRT e faixa exclusiva para circulação de pedestres e ciclistas.   O processo de licenciamento ambiental da ponte foi objeto de audiência pública quinta (17) em Vitória. Entre os impactos nos bairros do entorno, foram apontados a alteração da qualidade do ar, o aumento do nível de ruídos, uma certa e positiva “alteração da dinâmica do mercado imobiliário”, entre outros pontos.   Foi falado ainda que em 10 anos a Quarta Ponte reduzirá em 20% as demandas pelas Segunda e Terceira pontes. O empreendimento tem custo avaliado em R$ 700 milhões.

20/04/2014 / 0 Comments
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José Wilker ganha mostra especial no Canal Brasil

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  Um artista múltiplo, com trabalhos marcantes como ator, diretor, apresentador e crítico de cinema. José Wilker deixou um legado composto por aproximadamente 30 novelas e 70 longas, conquistando uma legião de fãs.   Para homenagear esse grande nome da cultura nacional, o Canal Brasil preparou uma programação composta por oito filmes que contaram com a presença do intérprete: Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976); Xica da Silva (1976); Bye Bye Brasil (1979); O Bom Burguês (1979); Bonitinha, Mas Ordinária (1981); Dias Melhores Virão (1989); Doida Demais (1989) e Pequeno Dicionário Amoroso (1996).   Durante a mostra, o telespectador poderá ver novamente o desinibido Vadinho, de Dona Flor e Seus Dois Maridos, segunda maior bilheteria da sétima arte brasileira; o anti-herói Lorde Cigano, de Bye Bye Brasil; o exuberante Conde de Valadares, de Xica da Silva; o canalha Wallace, de Dias Melhores Virão; o humilde Edgar, de Bonitinha, Mas Ordinária; o sedutor Noé, de Doida Demais; o bancário Lucas, de O Bom Burguês; e o advogado Alaor, de Pequeno Dicionário Amoroso.   Nascido em 1946, na cidade de Juazeiro do Norte (CE), José Wilker se mudou ainda criança para Recife (PE). Logo aos 13 anos, tentou uma vaga como locutor de rádio e acabou conseguindo um papel como figurante. Em 1964, começou a atuar profissionalmente no Movimento Popular de Cultura (MPC), do Partido Comunista. No local, estudou artes cênicas e dirigiu diversos espetáculos.   Três anos depois, quando chegou ao Rio de Janeiro, alcançou notoriedade em todo o país. Desde então, teve inúmeras incursões diante e por trás das câmeras – seja na TV, teatro ou cinema –, sempre brindando o público com performances repletas de talento e carisma.   Serviço   A mostra vai ao ar todas segundas e terças feiras, à meia-noite e quinze.

20/04/2014 / 0 Comments
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Festa das Sementes Crioulas atenta para sustentabilidade no campo

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Os camponeses do Estado anunciam a 1ª Festa Capixaba das Sementes Crioulas, em Campinho, sede de Domingos Martins, na região serrana. A programação inclui palestra sobre campesinato e biodiversidade, oficinas relacionadas a práticas agroecológicas, trocas de sementes e atividades culturais.  A festa começa na próxima sexta-feira (25) e prossegue até o domingo (27).   A expectativa da coordenação estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) é de que o evento reúna cerca de 600 camponeses como participantes do evento e quatro mil pessoas nas atividades culturais. A participação em toda a festa é aberta ao público.   Referência estadual na produção de alimentos e, talvez, uma das maiores produtoras do Sudeste, como aponta Leomar Lírio, coordenador estadual do MPA, a região serrana foi escolhida como sede do evento por sua localização e desempenho estratégicos na questão. Como a intenção é justamente sensibilizar e envolver a cidade na defesa das sementes crioulas, que são naturais e sem interferência genética, a localização é oportuna. O MPA tem entre seus objetivos a intenção de promover um diálogo entre as populações campesinas e citadinas. Por isso, a programação será toda realizada na sede do município. Leomar detalha que a luta pela disseminação das sementes crioulas é, também, uma luta pela saúde da população e pela soberania alimentar, justamente o contrário daquilo que é proposto pelas grandes multinacionais do agronegócio, como a Monsanto, a Bayer e a Syngenta. Muitas delas, além de produzirem as sementes transgênicas, produzem os agrotóxicos, que são produtos altamente cancerígenos, e ainda fabricam os remédios contra os males causados pelos próprios venenos presentes nos alimentos.     “As sementes transgênicas são programadas para nascer, produzir e morrer em épocas determinadas. Uma planta transgênica não produz sementes que podem ser novamente plantadas”, enfatizo. Ele lembra que significam, portanto, não só um risco à saúde, mas também um maior uso de agrotóxicos e demais defensivos agrícolas que empobrecem o solo e reduzem a biodiversidade. Já as variedades crioulas são aquelas melhoradas e conservadas pelas famílias agricultoras ao longo de séculos, adaptadas às suas condições de solo e clima, às suas práticas de manejo e preferências culturais. Foram muito combatidas pela revolução verde e, inclusive, deixaram de existir em muitas regiões, contaminadas ou depois de perderem seu vigor. Nos últimos anos, o MPA conseguiu produzir milhares de toneladas de sementes e resgatar centenas de variedades. Somente em 2011, o movimento produziu, em todos os estados que atua, cerca de mil toneladas de sementes crioulas, suficiente para semear cerca de 220 mil hectares de lavouras.     O uso indiscriminado e sem cuidados de agrotóxicos pode provocar a intoxicação dos trabalhadores com diferentes graus de severidade e ainda levar à depressão e até ao suicídio. Também há registros de diminuição das defesas imunológicas, anemia, impotência sexual, cefaleia, insônia, alterações de pressão arterial, distimia (espécie de depressão crônica) e distúrbios de comportamento.   Relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para) da Anvisa apontou índices elevados de agrotóxicos em seis alimentos no Espírito Santo: pepino, alface, arroz, tomate, uva e abacaxi, referentes aos anos de 2011 e 2012. Ao todo, no Estado, a Anvisa analisou 67 amostras de alimentos em 2011, das quais 22 foram consideradas insatisfatórias. Em 2012, foram 77 amostras coletadas de alimentos – diversos e não necessariamente os mesmos do ano anterior –, dos quais 18 amostras foram consideradas insatisfatórias. No mesmo ano, todos os resultados insatisfatórios das amostras de alimentos como a cenoura e o arroz foram devido à presença de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.

20/04/2014 / 0 Comments
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Agentes pentenciários aprovados em concurso não estão recebendo bolsa por curso de formação

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Os aprovados no concurso público da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) para o cargo de agente de escolta e vigilância não estão recebendo a bolsa com valor equivalente à metade da remuneração do cargo enquanto fazem o curso de formação, como prevê o edital. Somente uma parcela foi paga, e não há previsão de quando as outras devem ser recebidas pelos concursados.   Os agentes em formação estão há dois meses e meio fazendo o curso, mas também não sabem quando a posse nos cargos vai acontecer. Existem aprovados que deixaram os empregos para fazerem o curso, por isso, estão sem renda e passando dificuldades. Enquanto isso, a contratação de agentes em designação temporária continua sendo praxe.    A Defensoria Pública chegou a entrar com mandado de segurança contra a Sejus, com o objetivo de garantir a nomeação de candidatos aprovados em concurso para o cargo de agente penitenciário e agente de escolta e vigilância. A ação também visa evitar que o Estado contrate de maneira temporária agentes para atuarem nos presídios.   Atualmente, no quadro do Estado, segundo dados do Portal da Transparência, são 757 inspetores penitenciários com vínculo efetivo, sendo 279 agentes de escolta e vigilância e 478 agentes penitenciários. Já dentre os agentes temporários, são 2.082 profissionais que ocupam as mesmas funções dos efetivos. Ou seja, o Estado tem mais que o dobro de inspetores penitenciários temporários em relação aos efetivos.    Os cargos de agente penitenciário e de agente de escolta e vigilância foram unificados, em dezembro de 2013, por meio da Lei Complementar Estadual nº 743, e transformados no cargo de inspetor penitenciário.    Em janeiro deste ano a Defensoria Pública passou a receber reclamação de candidatos do concurso público para agente penitenciário e agente de escolta e vigilância penitenciária do Estado, cada um com 250 vagas, totalizando 500 oportunidades de trabalho, mais o cadastro de reserva.    Segundo apurado pela Defensoria Pública, a Sejus convocou para curso de formação somente 500 candidatos classificados dentro do número de vagas previstas no instrumento convocatório, tendo preterido os demais candidatos, os quais, por exclusão, ficaram no cadastro de reserva.   Mesmo com a existência de candidatos em cadastro de reserva, a Sejus vem convocando outros candidatos aprovados em processo seletivo para firmarem contratos com a secretaria em caráter de designação temporária. Nesse processo, os candidatos são selecionados por meio de mera análise de títulos, como o de experiência no sistema prisional.

20/04/2014 / 0 Comments
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Postulantes à vaga no Senado são dependentes dos candidatos ao governo

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Com a saída do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) do páreo ao Senado, disponibilizando seu nome para a eleição ao governo do Estado, o campo para essa vaga ficou aberto e muitas lideranças se apresentam para ocupar a lacuna deixada pelo peemedebista. Mas com uma musculatura eleitoral parecida, os candidatos vão precisar de uma ajuda para alcançar a alta votação que o cargo exige.   Tudo vai depender também de como ficará a acomodação dessas lideranças nos palanques que estão colocados ao governo. O ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga (PV) quer se credenciar na disputa ao Senado, sendo candidato no palanque do governador Renato Casagrande. O governador tenta manter o PT em seu grupo e negocia a vaga também com o ex-prefeito de Vitória João Coser. Ambos têm um peso político parecido, com vantagem para o verde, que embora tenha perdido, saiu menos desgastado da prefeitura que o petista.    No palanque de Hartung, outros dois nomes podem disputar a eleição. A deputada federal Rose de Freitas tem penetração no interior e garantia de vitória em convenção. Mas tem perdido força com os prefeitos desde sua última eleição em 2010. Além disso, o PMDB teria que fazer uma chapa puro sangue para manter Hartung ao governo e Rose ao Senado, o que fecharia a porta para os aliados.    Nesse sentido, o candidato poderia ser Coser do PT ou Luiz Paulo Vellozo Lucas, do PSDB, dependendo da movimentação. Luiz Paulo vem de derrota na eleição em Vitória, o que prejudica seu desempenho, Coser sai desgastado depois de oito anos à frente da prefeitura.    O delegado Fabiano Contarato (PR) pode ser candidato do palanque do senador Magno Malta se ele disputar o governo, mas mostrou capacidade própria de disputar a eleição. Como representa o novo, suas chances seriam a de não se unir a nenhum outro palanque, mas a dúvida é se teria fôlego para levar a eleição sozinho.    A vaga em disputa é a que hoje é ocupada pela senadora Ana Rita (PT), suplente de Renato Casagrande, que deixou o Senado na eleição de governador em 2010. Hartung seria favorito na disputa, mas a presença de Fabiano Contarato ou do coronel Sérgio Aurich – candidato do PSDB se Hartung fosse candidato ao Senado –, colocaram em dúvida a entrada do ex-governador. 

20/04/2014 / 0 Comments
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Na disputa ao governo, quem tem mais lábia na hora de pedir votos?

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Nerter Samora e Renata Oliveira   Se a disputa pelo governo do Estado ficar mesmo polarizada entre o governador Renato Casagrande e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), a campanha terá de ser voto a voto. Papo de Repórter faz suas apostas em quem pode mais.      Nerter – O mercado político está efervescente com a possibilidade cada vez mais palpável de o governador Renato Casagrande enfrentar o ex-governador Paulo Hartung na disputa eleitoral deste ano pela cadeira mais importante do Estado, o Palácio Anchieta. A semana foi marcada por bate-boca de deputados, pesquisa Futura para pressionar o mercado e movimentação de bastidores para tentar esvaziar encontro de prefeitos. A classe política está se rearrumando depois do anúncio de que Hartung entraria na disputa. E pelo jeito haverá mesmo uma disputa eleitoral este ano, não é?   Renata – Vai ter, não, já está acontecendo. A eleição já está no ar e a movimentação é tão grande, está acontecendo tanta coisa, que é difícil até enumerar os episódios e como eles se conectam neste período de articulação e preparação para o período eleitoral. Você tem um acirramento na Assembleia do discurso dos aliados de Hartung – Paulo Roberto (PMDB) e Euclério Sampaio (PDT) –, que cada um com seus motivos, estão atuando como franco-atiradores contra o governador Renato Casagrande. Embora o líder do governo, Elcio Alvares (DEM), que também é aliado de Hartung, não reaja, há um grupo de deputados que entrou na briga para defender o governo. A tendência é de que os próximos meses sejam de tensão no plenário da Assembleia. Como o presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM) também é da turma de Hartung, vai deixar a coisa correr solta.    Nerter – E o almoço? Houve muita fumaça nos dias que antecederam o encontro do prefeito Gilson Daniel (PV) com os demais prefeitos da Grande Vitória e os coordenadores de região da Associação dos Municípios do Estado (Amunes), foi uma guerra para esvaziar o encontro. Mas isso não resolve o problema para o lado do Hartung. Não é esse encontro em si. O fato é que a maioria dos prefeitos quer permanecer no palanque de Renato Casagrande, claro, ele é governador e prefeito dialoga com a caneta.    Renata – Também teve a questão das pesquisas e isso é um complicador. Por que será que o Espírito Santo é o único lugar do País em que se faz pesquisa de disputa ao governo do Estado apenas em municípios específicos? Isso é um absurdo! Beneficia o ex-governador Paulo Hartung. Mas a gente sabe, a classe política sabe, o eleitor sabe, todo mundo sabe que o objetivo desses levantamentos com tanta antecedência da eleição visam apenas a pressionar as lideranças a se posicionarem. Um cenário tão artificial quanto o que se quer criar, porém, não convence mais. A fórmula, que já deu tanto resultado no passado, não cola mais.    Nerter – Sob o pretexto de se avaliar gestão municipal, aproveitando para fazer o levantamento estadual, se criou uma ideia sobre a disputa eleitoral para o governo. Mas há vários problemas nesses levantamentos e pelo menos até aqui, a classe política não embarcou. Ou se faz uma pesquisa estadual para se avaliar a disputa no Estado ou se faz essa mesma pesquisa nos 78 municípios capixabas para depois se ter um diagnóstico município a município, o que não parece ser o caso.    Renata – Aí entra outra discussão. Evidentemente, a maioria do eleitorado capixaba está na Grande Vitória, mas em uma eleição polarizada, um voto faz diferença. Então, vamos supor que os números estivessem corretos, que o cenário na Grande Vitória estivesse mesmo empatado, quem decidiria a eleição, neste caso, seria o interior. E quem tem mais condições de ganhar no interior, Casagrande ou Hartung? Os dois sabem que isso é muito importante para esta eleição. Por isso mesmo, passaram 2013 inteiro no interior, mas os métodos foram diferentes. Enquanto Hartung fazia palestras e reunia a classe política em encontros pequenos e fechados, Casagrande sacava sua grande arma: a máquina. Inaugurações, ordens de serviço, entrega de insumos. Os dois estavam no interior, mas quem capitalizou mais com isso?   Nerter – E quando se observa as movimentações de bastidores, percebemos o quanto isso é importante. Hartung agora é aliado de Rose de Freitas (PMDB), que tenta atrair os prefeitos do interior para o palanque dele. A pesquisa fica na Grande Vitória, pode até ir a Cachoeiro, Colatina, Linhares, mas não entra no interior mesmo. Casagrande tem um perfil mais ligado à rua, Hartung é político de gabinete. Isso vai contar na hora de pedir votos.    Renata – Com certeza. A eleição deste ano vai ser decidida no aperto de mão. E pior, eu não acredito que isso possa acontecer, mas caso o senador Magno Malta (PR) entre na eleição de governador também, é mais um político de rua na disputa. Aliás, um político de rua que engole Casagrande e Hartung juntos. Não precisa de nada para fazer comício no meio da praça. Mas, como diz um amigo nosso, Casagrande não pode ver uma mão dando sopa que agarra. Contam que uma vez, no primeiro ano de governo, ele estava no Sambão do Povo, em pleno Carnaval, viu um cidadão encostado no muro, tinha acabado de brigar com a namorada. Casagrande foi lá, colocou a mão no ombro do sujeito, falou pra ele deixar disso, curtir a festa.    Nerter –  Ele não é fácil, não. Mas do jeito que Hartung precisa de um mandato é bem capaz de ele mudar esse perfil, ir para a rua, apertar mão, beijar criança e fazer discurso em cima de caixa de feira. Na hora que o sapato aperta, tem que dar um jeito, não é?   Renata – É. Mas Hartung tem quem faça isso para ele. Tem uma parte da imprensa do lado dele. Além disso, ele parece querer passar uma imagem diferente. Ele quer sair como o intelectual, especialista, que tem condição e capacidade técnica para resolver

20/04/2014 / 0 Comments
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Terceira via

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  Ninguém em sã consciência, apesar das evidências, diria hoje que a próxima eleição para o governo do Estado fechará somente com as candidaturas do ex-governador Paulo Hartung e do governador Renato Casagrande. Radicalização costuma atrair outras forças políticas. A primeira vista, o senador Magno Malta (PR). Poder de encantamento às massas é que não lhe falta. Estão aí as provas de duas eleições para o Senado. Vestiria bem a roupa da mudança diante de duas candidaturas encubadas no berço da unanimidade e que são concebidas para privatizar o poder para as elites capixaba.   Dificuldades Magno, porém, enfrenta dificuldades por ter se afastado da política do Estado para buscar a Presidência da República. E ele se afasta justamente no momento político conturbado pelo qual o Estado passa. É possível que esteja sendo levado pela desidratação do seu partido com a debandada dos seus principais quadros.   Dificuldades 2 Afinal, o senador Magno Malta perdeu dois medalhões do PR. Foram embora o deputado estadual Vandinho Leite (PSB), cotado para ser um dos mais votados na corrida à Câmara, e o ex-prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PV), também na lista de favorito à Câmara e agora cogitado para disputar o Senado. Faz parte ainda do grupo que se retirou do PR o deputado estadual Glauber Coelho, cotado para ser um dos mais votados para a Assembleia Legislativa.   Soma É certo que o partido do senador Magno Malta conquistou um grande quadro: o delegado de polícia Fabiano Contarato. A expectativa é de que o mais novo republicano seja a sensação das eleições para o Senado. Reconhecidamente como o novo das próximas eleições.   Não soma Mas as características políticas do delegado Contarato não somam com a do senador. Contarato é produto do movimento que tomou às ruas do Estado em junho do ano passado, enquanto o senador tem o seu eleitorado concentrado na baixa renda. Não dá liga. Se desse, ia ser, com certeza, um Deus nos acuda.   Não soma 2 A dupla Magno e Contarato revela uma deficiência do PR. Hoje o partido tem cabeça, mas não tem corpo. Ou seja: pode fazer um senador e até um governador, mas dificilmente fará um bom número deputados federais e estaduais.   Preferência Contra a hipótese do Magno Malta  vir a ser candidato ao governo, além de existir sua manifesta preferência pelo Legislativo, há ainda a falta de quadros no seu universo política para governar. E a sua estratégia de conquistar eleitor é com “pegadinha”. Pega uma causa e levanta a massa. Nunca foi de programas globais, como se exige de um candidato ao governo.     As garras Vale um registro à parte ao desfecho escolhido para o fim da carreira política do deputado estadual Cláudio Vereza. O petista andou batendo muito, principalmente no jornal A Gazeta, cabeça da mais poderosa rede de comunicação do Estado.     Capacidade Ouvido nos meios políticos diante da passividade do governador Renato Casagrande diante dos ardis de PH: “ É muito estômago para aguentar tanto sapo.”   Pensamento “A morte não é um amante.” Cormac MacCarthy.

19/04/2014 / 0 Comments
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Clima de indefinição

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Como a eleição no Espírito Santo segue com um olho nas articulações locais e o outro na movimentação dos presidenciáveis, as lideranças continuam cheias de dúvidas sobre suas acomodações nos palanques que começam a se consolidar para o pleito ao governo do Estado. O cenário eleitoral é frágil no que se refere à disputa presidencial.    A presidente Dilma Rousseff segue liderando a corrida eleitoral, mas deve cair mais dois ou três pontos, deixando a dúvida se ela continua à frente do palanque ou se haverá uma substituição de última hora do ex-presidente Lula. Já senador Aécio Neves (PSDB-MG) parece ter estacionado. O PSDB ainda não encontrou a fórmula de fazer oposição sem ser raivosa e não consegue disfarçar que Aécio é o mesmo com uma roupa nova.    Neste sentido, ganha força a grande incógnita Eduardo Campos (PSB). A estratégia de tirar Marina Silva (PSB-Rede) do páreo negando o registro do partido pode não ter dado certo diante do cenário de insatisfação da população com tudo isso. Embora seja de uma família política tradicional, Campos convence mais do que Aécio e Marina pode ter sua capacidade de transferência testada nesta eleição, os socialistas acreditam nisso. Precisam acreditar.    Essa movimentação toda interessa ao Espírito Santo nos dois palanques. Hartung está com uma vela de cada cor na mão. Se Dilma cair, corre para os braços do amigo Aécio, fecha uma aliança com o PSDB e chuta de vez o PT de seu palanque. Se Dilma superar a crise ou se a substituição por Lula for vantajosa, ele esquece os tucanos e firma parceria com o PT.    Quanto a Renato Casagrande, sua situação é delicada. Está pensando nos próximos quatro anos. Se vencer apoiando o presidenciável de seu partido e tiver de conviver com um PT mordido na presidência pelos próximos quatro anos, não vai ser nada fácil.    Mas e se Casagrande for abandonado pelo PMDB e pelo PT? E se a neutralidade oferecida pelo governador for menosprezada pelo PT nacional? E se Eduardo Campos crescer na disputa? O governador vem adiando seu posicionamento e aguardando os movimentos nacionais, assim como toda a classe política capixaba tem feito.    Quando a disputa começar de fato, Casagrande pode ser convocado a se posicionar e dependendo da situação que estiver, sua identidade partidária pode falar mais alto no momento de risco. Vale lembrar que o PT tem muita dificuldade com o eleitorado capixaba. 

19/04/2014 / 0 Comments
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Audiências do Centro de Eventos de Vitória e Zona Aeroportuária são canceladas

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Foi cancelada a audiência pública da próxima terça-feira (22) que apresentaria o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Centro de Eventos de Vitória. Na ocasião, também seria apresentado o Plano Específico de Ordenação das Formas de Uso e Ocupação do Solo da Zona de Equipamentos Especiais 1 (ZEE 1) – a área do Aeroporto de Vitória, pertencente à União e gerida pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).   O Centro de Eventos de Vitória será implantado em área adjacente ao sítio aeroportuário, nas proximidades das avenidas Dante Michelini, Adalberto Simão Nader e Rozendo Serapião de Souza Filho, na Mata da Praia. O empreendimento será constituído de espaços para feiras e exposições, salas de eventos, arena multiuso e restaurante, estacionamento de veículos (1.691 vagas). A área total de construção de aproximadamente 42 mil m².   O Plano Específico de Ordenação das Formas de Uso e Ocupação do Solo da ZEE 1 vai apresentar as destinações e uma proposta de definição dos índices de ocupação das mesmas. A ZEE 1 engloba a área do aeroporto, áreas comercializáveis (em que estão previstos um hotel e um supermercado) e a em que será instalada o Centro de Eventos de Vitória.   A Infraero desenvolveu um plano com o objetivo de estabelecer diretrizes para a implantação de futuros empreendimentos na região.   As audiências estavam agendadas para acontecer na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Éber Louzada Zippinotti, em Jardim da Penha. As novas datas e locais de realização ainda não foram anunciados.

19/04/2014 / 0 Comments
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