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Século Diário

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Incerteza sobre liderança prejudica movimentação de Casagrande na Assembleia

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O deputado estadual Elcio Alvares (DEM), líder do governo na Assembleia, garantiu que permanece no cargo enquanto o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) não oficializa sua candidatura ao governo do Estado. Embora para Elcio a decisão seja cômoda, a permanência do deputado do DEM na liderança do governo não está sendo nada positiva para o governador Renato Casagrande.    Com a possibilidade cada vez mais forte de quebra da unanimidade, os deputados aliados de Hartung têm endurecido seus discursos na Assembleia. Mas o líder não tem feito a defesa do Palácio Anchieta como se espera do porta-voz do governo no Legislativo estadual.   Elcio tem deixando os colegas atacarem o governo sem se posicionar. A defesa do governador tem sido feita pelos deputados do PSB, Vandinho Leite e Freitas, e pelos deputados aliados, Marcelo Santos (PMDB) e Sandro Locutor (PPS). Como a Assembleia está dividida, sem uma defesa vinda da liderança, o governador fica desguarnecido.    Não é do perfil do governador dispensar seus aliados, sempre aguarda pela saída por livre e espontânea vontade. Mas a expectativa de que Elcio entregasse a liderança após a colocação do nome de Hartung na disputa eleitoral não se confirmou e a possibilidade de essa permanência causar desgaste político para o governador é grande.   Embora o PMDB de Hartung tenha uma articulação em nível nacional com o PT, o ex-governador estaria reunindo os antigos aliados para fortalecer um palanque alternativo ao grupo de Casagrande. Neste sentido, DEM e PSDB são os aliados preferidos.    Para os aliados do Palácio Anchieta, a permanência de Elcio na liderança do governo trará prejuízos para as movimentações de Casagrande com os deputados estaduais. Sem a defesa do líder, outros deputados podem se inflamar pelo clima de instabilidade, prejudicando não só a governabilidade de Casagrande, mas também a tentativa do governador em manter os aliados em seu palanque. 

18/04/2014 / 0 Comments
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Defensoria consegue liminar que garante transporte para deficientes em Vila Velha

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A Defensoria Pública Estadual obteve decisão liminar na Justiça garantindo o fornecimento gratuito e contínuo dos serviços de transporte público, por parte do município de Vila Velha, a todos portadores de necessidades especiais e cadeirantes da região.   O transporte deve ser realizado por veículos adaptados, de forma organizada e previamente agendada, com busca domiciliar e condução até o destino, dentro do município, com retorno ao local de origem.   A Defensoria estava sendo procurada com frequência por moradores de Vila Velha que necessitavam do transporte especial, mas não encontravam o serviço disponível no município. Por isso, o órgão viu a necessidade de ingressar com uma ação civil pública para o fornecimento deste tipo de serviço, já que a prefeitura, em reuniões com os membros da Defensoria, se recusara a implementar o transporte.    É o caso, por exemplo, de uma criança de três anos de idade portadora de várias malformações genéticas, entre elas ausência de membros inferiores, que necessita de transporte especializado para ir até a creche em que está matriculada.   Negociação    Conforme apurado pela Defensoria Pública, a empresa pública a Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV) oferece, por meio de convênio com municípios da Grande Vitória, o transporte especializado denominado Mão na Roda, sem custos para a municipalidade, dependendo apenas de convênio.   Diante da grande necessidade da implementação do serviço, a Defensoria realizou reuniões com representantes do município. Em uma delas, inclusive, foi apresentado pela Prefeitura de Vila Velha o processo administrativo com minuta de convênio e projeto de lei municipal regulamentando o referido projeto.   Em decorrência da afirmação de que o município prestaria os serviços de transporte especializados aos cadeirantes, até o dia 31 de dezembro de 2013, o defensor público elaborou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), formalizando o compromisso. Embora tenha esboçado a pretensão de avançar na prestação do serviço de transporte para os portadores de necessidades especiais e cadeirantes, o TAC não foi assinado pelas autoridades municipais e a pretensão expressada em uma das reuniões, não foi cumprida.   “Passados aproximadamente três meses sem qualquer avanço, com extrema violação à dignidade dos usuários dos serviços, não restou outra saída a não ser propor a ação coletiva”, afirmou o defensor.    Vale destacar que o transporte denominado Mão na Roda já é realizado em favor dos portadores de necessidades especiais de Vila Velha, porém desde que seja para deslocamento para outros municípios vizinhos. Isso porque que para transporte dentro da cidade a lei estadual exige o convênio, a fim de não ferir a autonomia administrativa municipal.

18/04/2014 / 0 Comments
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Neucimar quer ser candidato de Casagrande ao Senado

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Sem o ex-governador Paulo Hartung na disputa, a eleição ao Senado terá nomes com um peso político equilibrado. Isso abre espaço para que muitas lideranças se apresentem para o pleito. A maioria das lideranças interessadas na vaga, porém, quer se acomodar no palanque do ex-governador.   O ex-prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PV), está disposto a deixar uma eleição de deputado federal, que é tida nos meios políticos como certa, para entrar na disputa majoritária, concorrendo ao Senado. Mas ele tem um posicionamento diferente, quer ser o candidato do governador Renato Casagrande.    Em entrevista a Século Diário, que vai ao ar neste sábado (19), o ex-prefeito explica as razões que o levaram a mudar de campo de disputa e como isso vai se refletir no bloco partidário “Renova Espírito Santo”, do qual seu partido, o PV, faz parte.    Fraga também faz uma análise da disputa ao governo do Estado e destaca o desempenho do senador Magno Malta (PR) nas pesquisas realizadas pelo Instituto Futura, alertando para a musculatura política do ex-correligionário. Mas destaca a importância da disputa para o processo democrático.    Sobre a movimentação do bloco partidário, o ex-prefeito acredita que o equilíbrio e as articulações do grupo vão garantir a conquista das duas vagas na Câmara dos Deputados, que é objetivo do grupo, com ou sem sua candidatura na proporcional.    Neucimar fala também do cenário em Vila Velha, da disputa nacional influenciando no processo eleitoral do Estado e dos problemas que devem ser enfrentados no Congresso Nacional. 

18/04/2014 / 0 Comments
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Dia do Índio é comemorado nas aldeias de Aracruz nesta sexta e sábado

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Os índios das aldeias de Aracruz, no norte do Estado, estão reunidos nesta sexta-feira (18) e sábado (19), em comemoração ao Dia Nacional do Índio. A programação conta com exposição e venda de artesanato indígena, culinária típica, danças e jogos nas sete aldeias do município. Os índios também aproveitam para debater questões indígenas que permanecem sem avanços.   Segundo o coordenador da Comissão dos Caciques Tupinikim e Guarani, José Sezenando, uma delas é a falta de uma unidade de atendimento à saúde indígena. O prefeito de Aracruz, Marcelo Coelho (PDT), e o governador Renato Casagrande foram convidados a participar do encontro, mas ainda não confirmaram presença. Por enquanto, os índios não pretendem fazer manifestos ou ações mais enérgicas.   A questão da educação indígena é outro tema lembrado durante o evento. A Escola Estadual Indígena de Ensino Médio Caieiras Velhas será a primeira escola do Espírito Santo a ofertar o ensino médio em uma aldeia e terá a capacidade de atender até 500 alunos em três turnos, nas modalidades de ensino médio regular e Educação de Jovens e Adultos (EJA). A previsão do início da construção da nova unidade é para o segundo semestre deste ano.   O currículo da escola, que por ser indígena e rural, possui métodos pedagógicos diferentes das escolas urbanas, será amplamente discutido com a comunidade composta pelas diversas aldeias atendidas pela unidade. Manter os adolescentes indígenas nas aldeias, tendo uma educação que respeita e reafirma sua cultura, é fundamental, como retrata Paulo Tupinikim, coordenador microrregional da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme). De acordo com ele, os índios que atualmente precisam sair das aldeias para dar continuidade aos seus estudos são, muitas vezes, vítimas de preconceito e racismo.   Além disso, como detalha Paulo, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) já aprovou a abertura do curso de Educação Indígena , que aguarda parecer do Ministério da Educação (MEC), e a expectativa é de que o curso já seja aberto no vestibular de 2015. Esse curso é uma reivindicação antiga dos indíos, que já tramitava internamente na universidade desde junho do ano passado, depois de diversas recusas anteriores. Durante as comemorações do Dia Nacional do Índio, será lembrado ainda do recente entrave com a Vale, que se recusa a pagar uma indenização equivalente à ocupação do território indígena por mais de 30 anos com sua ferrovia. Após a última reunião com a mineradora e o Ministério Público Federal (MPF), os índios concordaram em reduzir o valor inicialmente acordado entre as partes, de R$ 19 milhões para R$ 11 milhões. A Vale, no entanto, insiste em quantia muito menor, R$ 3,8 milhões, podendo chegar a R$ 5 milhões.  A expectativa é que a empresa concorde com a atual negociação e apresente a forma de pagamento em uma reunião do dia 21 de maio.   A Vale ainda quer cobrar dos índios um prejuízo de R$ 300 mil, que seria referente a danos nos trilhos da estrada de ferro, com a ocupação realizada por eles durante duas semanas, como forma de protesto contra a empresa, por protelar um acordo sobre a indenização e ainda desmarcar reuniões para discutir o assunto.   A indenização será utilizada pelos índios, legítimos donos das terras, para desenvolver projetos na área de agricultura familiar que garantam a subsistência de suas famílias. As aldeias indígenas de Aracruz enfrentam profundas dificuldades, devido aos impactos gerados pela Aracruz Celulose (Fibria), que explorou ilegalmente o território indígena durante décadas. Apesar das constantes reivindicações, também não recebem investimentos e apoio do poder público.    Nacional   Em Dourados (MS), na abertura da 2ª Audiência da Comissão Nacional da Verdade, o pesquisador Marcelo Zelic apresentará o Relatório Figueiredo, fruto de investigação sobre violência contra indígenas no país durante a ditadura militar. Zelic encontrou o documento – que se julgava desaparecido em um incêndio – e suas descrições de torturas contra índios realizados com apoio do extinto Serviço de Proteção ao Índio. A 2ª Audiência da Comissão Nacional da Verdade vai tratar da violação de direitos indígenas entre 1946 e 1988 e será realizada de 24 a 26 de abril.   Nessa quinta-feira (17), índios Guarani das aldeias localizadas na Grande São Paulo lançaram a Campanha Resistência Guarani São Paulo, em frente ao Pateo do Collegio, na capital paulista. Desde essa quarta-feira (16), cerca de 50 indígenas ocupam o espaço interno do Museu Anchieta, no mesmo local, para cobrar do Ministério da Justiça a emissão das portarias declaratórias que garantem a demarcação das Terras Indígenas Tenondé Porã e Jaraguá, já reconhecidas pela Funai. Essas terras somam juntas cerca de 16.500 hectares a e, enquanto não são reconhecidas, os índios vivem confinados em áreas minúsculas e ainda sofrem ameaças de despejo.

18/04/2014 / 0 Comments
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Quando a chuva passa

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Poucas coisas nesta vida são tão ternas e comoventes como a cantiga do joão-de-barro após a chuva.   Quem já ouviu, sabe. Quem nunca ouviu, que se ligue nesse momento singelo que não dura mais do que dois minutos, se a tanto chega. É muito mais breve do que o canto da corruíra ao amanhecer ou o pipilar da perdiz ao cair da tarde. É um canto único e particular. Genuinamente singelo como uma prece.   Sem a estridência de outros momentos, depois da chuva o joão barreiro cantarola em tom baixo, na faceirice típica de quem se rejubila por transmitir à companheira (e ao mundo) toda ternura que lhe vai no peito por um acontecimento tão trivial e tão essencial à sobrevivência de todos os seres vivos.   Do alto de um galho, passada a chuva, o bichinho já adivinha feliz que, por baixo das poças d´água, o solo amoleceu, gerando o barro propício à construção das casinhas redondas que vemos nos postes, nas porteiras, nos telhados e nos galhos das árvores.   Mesmo quem não está habituado à linguagem dos pássaros recebe intuitivamente a cantiga pós-chuva do barreiro como uma mensagem de agradecimento, um manifesto de íntimo aconchego com a Natureza naquilo que ela tem de mais elementar – a dádiva suprema da chuva.   Foi observando o joãozinho barreiro que  o homem construiu sua primeira morada mais sólida e duradoura. No começo era só barro batido sobre paus a pique, depois veio o cozimento do tijolo e da telha canoa.  Mas não é somente na ambição da casa própria que o joão-de-barro se parece com o homem.   Observe-se o jeito calmo d’ele caminhar. Efetivamente, o joão caminha, passo a passo, como se humano fosse. Ao contrário da maioria dos passarinhos, que se deslocam saltitando ou pulando, o joão-de-barro parece andar de mãos nos bolsos, de peito estufado, como se quisesse nos dizer: “Sou capaz de construir uma casa por ano, mas somente se chover. Sem chuva nada feito.”   Sim, de fato, sem chuva não haverá casinha de barro nem lavouras ou criações e tampouco operação de usinas hidrelétricas. Ouviram, humanos?   LEMBRETE DE OCASIÃO   “Na excitação em torno do desenrolar de suas potencialidades científicas e técnicas, o homem moderno construiu um sistema de produção que violenta a natureza e um tipo de sociedade que mutila o homem (…). Esta é a filosofia do materialismo, filosofia que está sendo agora contestada pelos acontecimentos.”   E. F. Schumacher, Small Is Beautiful, 1973 – O Negócio É Ser Pequeno, segundo a tradução de Octavio Alves Velho, Zahar Editores, Rio  

17/04/2014 / 0 Comments
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Reflexos

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Só em São Paulo, 240 emissoras entregaram os formulários solicitando migração para o dial FM. As restantes têm até novembro para entregar. Comenta-se que todas as emissoras farão o processo técnico de migração. Aqui no Estado ainda não temos notícia, mas, com certeza, há várias.   A abert lançou a campanha de flexibilização da Voz do Brasil. Na minha opinião, deveria ter uma campanha para acabar com isso. Que o governo faça a divulgação em suas emissoras oficiais. Fala sério! Não parece coisa de país de terceiro mundo, obrigar de cima pra baixo. Há quantos anos aguentamos?   Vem informação que a Globo, detentora das transmissões da Copa, com exclusividade, com apoio da FIFA, espera transmitir em 4K como experimento. Pena que deverá ser em um canal criado especialmente para este evento. A Sony está apta a entregar o produto.   A Globo, mostrando força, lançou três novos programas na grade. Todos os três em forma desafiadora, como se ela quisesse desdenhar as concorrentes. O programa musical de bandas é bom, a série policial é como filme e a novela infantil talvez não emplaque. Vamos aguardar   PARABÓLICAS   Notas extraídas da coluna de Elyan, de Cachoeiro.   Hoje tem pagode na Rádio Cidade FM, com o DJ Mauro Nelson de 10h00 às 14h00   Não seria surpresa para a coluna se Roberto Carlos enviasse uma mensagem para Raul Sampaio durante as homenagens ao , em Cachoeiro   Estivemos em Castelo no domingo para compromisso com a Rádio Cultura de Linhares. Na rápida visita, entre tantos, revimos nossos colegas radialistas esportivos Luiz Fumanchu, João Carlos dos Santos e Arcobelli Cola, com quem deixamos nosso abraço para os diletos amigos Cézar Nemer e Dr. Abilio Lima.   MENSAGEM FINAL   Quando o machado entrou na floresta, as árvores disseram: – O cabo é dos nossos! Provérbio Turco

17/04/2014 / 0 Comments
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Turfa

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Um dos tipos de incêndio mais difíceis de se combater é o chamado incêndio de solo, aquele que acontece no solo da floresta, principalmente em locais em que há turfa, um material orgânico em decomposição. Você vê a fumaça saindo do solo, mas não vê o foco do incêndio, que acontece por baixo desse material. É mais ou menos o que vem acontecendo no cenário político capixaba neste período pré-eleitoral.    Em 2010, quando foi colocado no banco de reserva para dar lugar à candidatura de Renato Casagrande ao governo, o hoje senador Ricardo Ferraço (PMDB) se disse consumido pelo fogo amigo. Esse fogo foi bem explícito, o peemedebista não precisou apontar o foco do incêndio, ficou tudo muito bem subentendido.   Este ano, o fogo volta à floresta eleitoral. Até sabemos de onde sai o foco, mas é difícil combatê-lo, porque se espalha por baixo, nos bastidores. Em todos os cantos se vê a fumaça saindo e, aos poucos, a estrutura do governo Renato Casagrande vai sendo consumida pelo cozimento interno. São boatos, conversas, ataques indiretos, tudo na tentativa de desmobilizar os aliados da reeleição.    As movimentações com os prefeitos, com os deputados e com os presidentes de partido têm sido silenciosa e isso divide a classe política. Paralelo a isso, um jogo midiático tem favorecido o grupo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). A ideia seria a de enfraquecer o governador Renato Casagrande, para que ele chegue ao processo eleitoral menor, com seu capital político desgastado.    Até o início do processo eleitoral propriamente dito, o incêndio de turfa vai continuar queimando o solo da disputa eleitoral e vai ser cada vez mais difícil para o governador Renato Casagrande combater os focos. O jeito vai ser cavar o solo e revirar o material que queima lentamente.     Fragmentos:   1 – Neste domingo (20) tem início a Festa da Penha, uma excelente oportunidade para a classe política testar seu capital com os eleitores. Quem for católico deve aproveitar também para pedir uma intervenção divina, porque este ano a coisa está feia.   2 – O site do Senado ficará fora do ar neste feriado. Os parlamentares em todos os níveis só voltam às atividades na terça-feira (22). A Justiça parou nessa quinta. Imagina na Copa!   3 – O governador Renato Casagrande deve se pronunciar no próximo mês sobre o processo eleitoral deste ano.

17/04/2014 / 0 Comments
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Matem o mensageiro!

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Uma prática comum em tempos antanhos era matar o mensageiro se a notícia fosse ruim. No entanto,  nunca ouvi falar que fossem promovidos ou recompensados se a notícia fosse boa.  Por que os praticantes de profissão com tão alto índice de periculosidade, sabendo de antemão que a mensagem era ruim, mesmo assim enfrentavam terríveis obstáculos  para entregá-la a tempo e hora? Ossos do ofício, teriam respondido, se vivos fossem.   Para tanto eram bem treinados nas artes de varar acampamentos adversários, correr dias e noites sem parar quando a mensagem era vital, e se livrarem de assaltantes e  inimigos postados no caminho justamente para impedi-los de seguir adiante. Apesar de tantos obstáculos, o fiel mensageiro solenemente entregava a mensagem, mesmo sabendo  que morreriam ao amanhecer.   Por que não chegava ele às portas de Roma e chamava um daqueles milhares de mendigos morrendo já de fome ou de lepra, e lhes fazia uma tentadora proposta – Vai lá no palácio e entrega essa carta pessoalmente ao grande César. Ele vai lhe dar de recompensa um quilo de sal! E se mandava, que se todos os caminhos levavam a Roma, também dela saíam. Teor da mensagem? Cleópatra flagrada nos braços de Marco Antônio.   Imagina o mensageiro chinês correndo toda a extensão da grande muralha para informar ao imperador que os mongóis haviam invadido a China. A cada posto avançado da muralha ele parava para o revesamento com o sentinela de plantão – Passo a grande responsabilidade dessa mensagem de alta prioridade às vossas  mãos… Nada disto, responderia o sentinela, Você é o mensageiro, vai em frente…  Não poderia ele  simplesmente queimar  a mensagem e escapar vivo da ira imperial e da invasão?   Tempos bárbaros, aqueles, mas infelizmente esse péssimo hábito não está de todo extinto nesses tempos de Facebook e selfies. Matar o portador da má notícia é ainda muito praticado na sociedade moderna. Melhor me explico, matar simbolicamente, que a lei é dura em outros países. Mas o mensageiro, às vezes também chamado alcoviteiro, corre o risco de ficar mal-visto, sofrer revanches vingativas, perder o crédito ou cair no ostracismo.   Outro dia mesmo soube que a Nena contou pra Nanda que o namorado a estava traindo com a Nilde. Pensa que a Nena foi premiada com um quilo de sal? Muito pelo contrário, Nanda  ficou de mal com Nena e a eliminou de seu círculo social. E mesmo tendo difamado a Nilde nas redes sociais, continuou de bem com o namorado. Uma exceção? Absolutamente. Tais situações acontecem frequentemente, com infinitas variações mas com resultados parecidos.   Principalmente na selva financeira. Carla avisa ao chefe que o carrão dele estacionado na vaga exclusiva da garagem do prédio está com um enorme rombo na porta. “O quê? Acabei de tirar da agência… Viu quem foi?” grita ele, possesso. “Infelizmente, não…”, gagueja Carla, percebendo a enrascada em que se meteu, “Vi o estrago quando estacionei ao lado…” Por sorte, Carla não foi sumariamente demitida, mas o aumento que estava  esperando não chegou nunca!   Toda verdade tem duas faces, ou muitas, e às vezes não contar pode trazer mais problemas do que contar.  Só que ninguém tem bola de cristal pra saber de antemão o que vai ser pior.  Pedro chama o contador e pergunta porque não foi informado que a empresa estava no vermelho. Se você fosse o contador, qual  resposta escolheria: a) Sou daltônico; b) a empresa faliu e vou ser demitido do mesmo jeito; c) se contasse, ia dizer que estou roubando.

17/04/2014 / 2 Comments
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No lucro

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As declarações do ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT) ao jornal A Tribuna nessa quarta-feira (16) sobre o interesse do partido em ficar com a vice da chapa de reeleição do governador Renato Casagrande, se encaixam no apoio declarado do senador Ricardo Ferraço (PMDB) à candidatura do socialista. Vidigal e Ferraço têm uma relação política antiga, desde o período em que eram deputados estaduais. Um sempre ajudou o outro em eleição. A negociação agrada às partes. Para o PDT, a questão da vice é fundamental e a vaga pode ser ocupada pelo próprio Vidigal. O ex-prefeito da Serra seria um suporte para a reeleição de Casagrande e, em caso de vitória, assumiria o governo por oito meses, para o socialista sair candidato ao Senado em 2018. Numa troca com Ferraço, que viraria o candidato à sucessão de Casagrande. Sentar na cadeira de comandante do Estado é mais lucrativo para Vidigal do que a eleição de deputado federal. Ao contrário da vice de Hartung, que é abajur – oito anos de figuração -, a de Casagrande é estratégica. PDT sai no lucro.   ‘Chiquezinho’ Curiosidade sobre Hartung: só gosta de um peixe raro, muito disputado, o robalo de pampo. O dele está sempre guardado na Colônia de Pesca da Praia do Suá, em Vitória. Dia desses, lá foi o ex-governador buscar sua encomenda. Tratamento V.I.P.   Em campo A deputada federal Rose de Freitas (PMDB) está tão, mas tão ligada na candidatura de Hartung ao governo do Estado, que circula pelo interior para tentar convencer “seus” prefeitos a virar de lado. Não tem tido muito êxito.    Mas… Dizem que pelo menos um ela garantiu: o prefeito de Laranja da Terra, Joadir Lourenço Marques (PSDB). Estava com Casagrande, agora é Hartung. De grão em grão, enche o papo?   ‘Prefeitada’ Por falar nisso, foi vista com bons olhos nos bastidores políticos a iniciativa do prefeito de Viana, Gilson Daniel (PV), de reunir os gestores municipais para defender a manutenção da união de lideranças do Estado. O processo é de legítima defesa, já que a divisão antecipa a disputa municipal de 2016.    Funcionalismo  Aliás, enquanto os outros choram, Gilson Daniel acaba de conceder o segundo aumento aos servidores municipais efetivos e contratados. O primeiro em junho de 2013, de 21,69%, e agora de 10,6%.   Não engana O deputado estadual Euclério Sampaio (PDT) já pode arrumar outra desculpa para ter mudado a postura no caso do posto fantasma. A última já perdeu a validade. O promotor Dilton Depes protocolou recurso. E aí? Vai pronunciar que horas mesmo?   Fiasco O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, Gildevan Fernandes (PV), usou a tribuna da Casa na sessão dessa terça-feira (15) para elogiar a expansão dos plantios de eucalipto na região serrana do Estado. Tratou como uma “evolução”. Precisa dizer mais alguma coisa?   Fiasco II Gildevan, sabe como é, ignora completamente os impactos dos grandes projetos poluidores do Estado, não propõe debates, não realiza audiências nem nada parecido. Caiu no posto de paraquedas e só abre a boca para falar besteira.    140 toques “Defendi há pouco na CCJ proposta que define Defensoria Pública com importante instrumento democrático”. (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter).   PENSAMENTO: “Em coisas do governo há sempre necessidade de compadres, como nas comédias. Sem eles, a peça não acabaria bem”. Napoleão Bonaparte

17/04/2014 / 0 Comments
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Entidades sociais divulgam Carta de São Pedro em repúdio à violência no Estado

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As entidades de direitos humanos representadas no ato público ocorrido nesta quarta-feira (16) no bairro São Pedro em protesto contra a violências e mortes ocorridas no Estado divulgaram uma carta, nesta quinta-feira (17), repudiando a banalização da vida humana e cobrando das autoridades políticas públicas para a valorização dos cidadãos.    No documento, os representantes das entidades se dizem consternados diante da barbárie da violência que assola o Estado e que já dizimou mais de 15 mil vidas nos últimos 10 anos. Aqueles que assinam a carta também se dizem indignados com a omissão do poder público em priorizar o enfrentamento real e verdadeiro das principais causas da violência.    A carta também lembra a morte do adolescente Alailton Ferreira, de 17 anos, que foi vítima de um linchamento ocorrido no dia 6 de abril por um grupo de moradores do bairro Vista da Serra II, na Serra. O adolescente morreu dias depois das agressões no hospital Jayme Santos Neves. Ele fora acusado, sem comprovação, de ter estuprado uma menina e de ter tentado roubar uma moto. De acordo com a carta, Alailton foi a acusado injustamente de estupro, foi vítima da população que faz a justiça com as próprias mãos. “Adolescente, negro e pobre, Alailton tinha sonhos, tinha esperanças, tinha uma vida inteira pela frente, e tudo lhe foi arrancado, por causa dos desejos desumanos e vingativos daqueles que o julgaram, sem ao menos lhe dar a oportunidade de se defender ou reagir”, diz um trecho da carta.   O documento continua, lembrando a morte do ajudante de pedreiro Sérgio Rodrigues dos Santos, assassinado no último domingo (13), no bairro São Pedro, durante a procissão do Domingo de Ramos. O pároco da paróquia de São Pedro, padre Kelder Brandão celebrou a missa em frente ao corpo para lembrar que toda a população é responsável pela violência, no momento em que se omite e não se indigna com a banalização da vida.    “Solidarizamo-nos com a atitude do padre Kelder, que extravasou o seu amor, a sua compaixão, o seu compromisso ético cristão com os oprimidos, rompendo com o silêncio da indiferença e realizando ao redor do corpo de Sérgio uma missa que diante de um corpo morto pedia pela ressurreição de nossa esperança e crença no próximo” o documento pontua.   Assinam a Carta de São Pedro 23 entidades, dentre elas o Centro de Apoio aos Direitos Humanos (CADH); Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH); Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH); Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH); Núcleo de Estudo Pesquisa e Extensão sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos da Ufes (Nevi); Comissão Justiça e Paz (CJP); Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic/ES); Fórum Estadual de Juventude Negra (Fejunes); Fórum Capixaba pela Tolerância e Liberdade Religiosa; e Fórum de Mulheres do Espírito Santo.    Confira o conteúdo completo da Carta de São Pedro   CARTA DE SÃO PEDRO   Consternados ante a barbárie da violência que assola o Estado do Espírito Santo e que já dizimou mais de 15 mil vidas nos últimos 10 anos;   Indignados com a histórica omissão do Poder Público em priorizar o enfretamento, real e verdadeiro, das principais causas da violência;   Perplexos pelo silêncio, quando não cumplicidade, de diversos setores da sociedade capixaba diante do indiscutível agravamento da violência;   Solidários com a dor de milhares de vítimas da violência, esquecidos e transformados em números das estatísticas oficiais;   Movidos pela certeza de que toda e qualquer transformação social está nas mãos do povo, de quem emana todo o poder;   Nós, povo capixaba, defensores dos direitos humanos, comprometidos com os que mais sofrem, nos reunimos no bairro São Pedro, periferia da cidade de Vitória, para denunciar e dizer BASTA a violência latente em nosso estado, que tem ceifado vidas de nossos jovens, sobretudo negros e da periferia, de nossas mulheres e crianças.   A realidade do estado do Espírito Santo é triste, lamentável e indigerível. Dia após dia, as mortes sangram pelas ruas dos morros, a pele negra queima no asfalto, nas pedras e escorrem pelas ladeiras.   Não há uma causa específica, a desordem é geral. São ausências de políticas públicas, é a imensa desigualdade social, é a violência institucional, é a cultura machista, homofóbica e racista, o controle da mídia concentrado nas mãos de poucos e fomentando uma cultura do medo e da violência contra negros; jovens de periferia e mulheres, o monopólio das grandes empresas, é a polícia desestruturada e despreparada; militarizada e treinada num regime ditatorial, é o crime, é a falta de oportunidade somada ao sonho de uma vida melhor. São dores de uma infância abandonada, de uma adolescência perdida, de pais que nunca conheceram e de famílias que nunca tiveram, consequências de um estado omisso e sem compromisso com seu povo.   Não é mais possível viver sem notar, passar sem reparar, andar sem tropeçar. A indiferença nos incomoda, a omissão nos indigna e o conformismo nos provocam. Provoca-nos a lutar contra todas as formas bárbaras e truculentas com que são tratadas nosso povo pobre e sofrido, mas também porque acreditamos que há uma responsabilidade conjunta de todos os setores que compõe a sociedade na busca implacável pela sobrevivência e vida digna.   O espancamento e tortura seguida de morte do jovem Alailton Ferreira, de 17 anos, ocorrida na Serra, no dia 06 abril, nos causaram dores, mais fortes do que imaginávamos suportar. Acusado injustamente de estupro, foi vítima da população que faz a justiça com as próprias mãos. Adolescente, negro e pobre, Alailton tinha sonhos, tinha esperanças, tinha uma vida inteira pela frente, e tudo lhe foi arrancado, por causa dos desejos desumanos e vingativos daqueles que o julgaram, sem ao menos lhe dar a oportunidade de se defender ou reagir.   Em menos de uma semana, dia 12 de abril, mais um jovem é morto, desta vez na comunidade de São Pedro, enquanto as comunidades religiosas realizavam a procissão pelas ruas do bairro, mais um corpo era estendido no chão. Não, não era um corpo. Ele se chamava

17/04/2014 / 0 Comments
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