A possibilidade de polarização da disputa entre o governador Renato Casagrande e seu antecessor Paulo Hartung (PMDB) faz surgir novas fórmulas para as chapas majoritárias. Casagrande e Hartung vão agora atrás da melhor companhia para o Senado, peça importante do tabuleiro eleitoral. E precisam de nomes de peso, principalmente diante do fator Fabiano Contarato (PR), que representa o novo, com grande capacidade eleitoral. No caso de Hartung consolidar a tendência de ir para o lado do PSDB, há uma articulação para tentar acomodar o tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas na vaga de vice, garantindo o Senado para a deputada federal Rose de Freitas (PMDB). Colado nele está também o PT, brigando com o ninho tucano pelo espaço na chapa. Com Rose, Luiz Paulo e João Coser no alcance do adversário, Casagrande sabe que precisa agir rápido. O ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga (PV) aparece como uma boa solução e Casagrande já idealiza a possibilidade de caminhar ao lado do verde e, assim, não ficar de escanteio. O governador sabe que não pode correr mais riscos. Qualquer vacilo novo, “bau, bau”. Amnésia eleitoral A política é mesmo uma caixa de surpresas e…conveniências! Exemplo claro disso é a própria Rose. Depois de comer o pão que o diabo passou nos períodos em que Hartung era governador, virou a mais nova amiga do até então inimigo político. Agora é o ex-governador desde pequeninha. Amnésia eleitoral II Rose, aliás, foi um dos poucos alvos de Hartung que conseguiu se safar, reelegendo-se à Câmara graças à base forte que mantém com os prefeitos. Lá atrás, também foi prejudicada pelo dedo de Hartung. O ex-governador articulou a vitória por dois votos de diferença de Hermes Laranja dentro do PMDB para disputa à Prefeitura de Vitória. Rose desejava ser candidata. É mole? Em busca de sua reeleição, que não será fácil, o deputado federal César Colnago (PSDB) transita de Hartung a Casagrande. E até no PT. Em Colatina, dizem que foi ele que indicou o coordenador de sua última campanha na região, Ferdinando Thadeu Main, para assumir a Secretaria de Gabinete do prefeito Leonardo Deptulski. Main, aliás, acumula também a pasta municipal de saúde. Colnago sabe se virar, hein! Cabo eleitoral Um carro todo adesivado chamou atenção de quem passava pela Prainha, em Vila Velha, na manhã desta terça-feira (15). Para tudo quanto é lado, tinha frases de “pedágio zero” e, na porta, uma “especial”, apontando o deputado estadual Euclério Sampaio (PDT) “como o melhor deputado dos últimos tempos”. Quem era o motorista dessa belezura? O ex-deputado estadual Jardel dos Idosos. Mudanças O ex-prefeito de Vargem Alta e ex-presidente da Amunes, Elieser Rabello, do PMDB, entregou cargo de diretor de Transportes do DER-ES, para assumir a assessoria especial nível III da Secretaria de Estado do Governo. Vai tentar na Justiça o direito de se candidatar este ano? Na esportiva No Gabinente Itinerante dessa segunda, em Itararé, um morador questionou a prefeitura sobre a demora das obras da escola Prezideu Amorim, em Bonfim. Ao explicar, o prefeito Luciano Rezende (PPS) foi didático. “Todo mundo aqui sabe o que é desapropriação?”. E alguém no meio do auditório devolveu: “Sim. Eu fui desapropriado!”. Gargalhada geral: era o mesmo morador que pouco antes lhe questionara. O prefeito levou na esportiva e também riu. Oficial Saiu nesta terça-feira (15), no Diário Oficial, o ato da exoneração, a pedido, do ex-comandante do Corpo de Bombeiros no Estado Fronzio Calheira Mota do cargo de subsecretário de Estado de Integração Institucional. Ele assume a Secretaria de Segurança Urbana de Vitória, como anunciado pelo prefeito na noite dessa segunda. 140 toques “Não sou deputado de uma cidade; sou deputado do Espírito Santo. E para o Estado, considero a parceria do PDT com Casagrande mais viável”. (Deputado estadual Da Vitória – no Twitter). PENSAMENTO: “Um príncipe nunca precisa de razões legítimas para quebrar suas promessas”. Nicolau Maquiavel
Diferença mantida
Quando se trata de pesquisa realizada pela Futura – que até tirou o “instituto” do nome recentemente justamente para tentar passar uma nova imagem –, a classe política já fica com o pé atrás. Os levantamentos têm servido, porém, para analisar o cenário eleitoral. Considerando os dados que estão à mão de Vila Velha e Serra, nota-se uma manutenção na diferença entre o governador Renato Casagrande e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na preferência do eleitorado, o que torna a expectativa pela disputa eleitoral ainda maior. Considerando a espontânea, que significa manifestação natural de votos, o governador mantém seis pontos à frente de seu antecessor, o que não é uma distância que lhe garanta uma eleição tranquila, mas dá um certo conforto, consolidando sua liderança do processo político. Mas ainda estamos em abril e o período eleitoral só começa em julho. Até lá muita coisa pode acontecer, inclusive, nada. Hartung pressiona Casagrande e a tendência nos próximos dois meses, até a convenção do PMDB no final de junho, é que essa pressão aumente muito. O objetivo seria desidratar o governador para forçar o desembarque das lideranças do palanque palaciano e fazer com que o governador tenha queda de prestigio eleitoral, facilitando para o peemedebista. E aí é que fica a grande dúvida dos meios políticos, vai o governador aguentar a pressão, mantendo a liderança do processo eleitoral? A classe política parece disposta a pagar para ver quem vai chegar ao processo eleitoral com mais garrafa vazia para vender. Fragmentos 1 – A sessão dessa segunda-feira (14) na Assembleia foi de muita discussão. Tudo por causa da emenda constitucional proposta pelo deputado Rodrigo Coelho (PT) sobre eleição direta de diretores de escola. 2 – Mexer com indicação política de cargos é sempre uma tarefa muito delicada e os ânimos ficaram realmente exaltados na Casa. Mas para mudar mesmo essa forma de escolha, seria preciso uma intervenção em nível federal, já que o fim da eleição direta foi emendado na Constituição Federal. 3 – Então, bancada capixaba, fica a dica. Evidentemente, levar uma discussão dessas para o Congresso é procurar sarna para se coçar. Se na Assembleia já deu confusão, imagina na Câmara, com 513 deputados, e no Senado com 81 senadores!
Assombrações
A decisão pra lá de polêmica da juíza da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Telmelita Guimarães Alves, que inocentou Paulo Hartung e mais sete integrantes de seu governo no escândalo do Posto Fiscal São José do Carmo, em Mimoso do Sul – aquele que mandou para o ralo R$ 25 milhões sem que a obra saísse ao menos da fase de terraplanagem -, está sendo questionada pelo Ministério Público Estadual. Na última sexta-feira (11), justamente no dia em que o ex-governador resolveu, finalmente, botar a cabeça pra fora para avisar que está pronto para concorrer ao governo do Estado, vem a bomba. O promotor Dilton Depes Tallon Neto, inconformado com a decisão de primeiro grau que inocentou Hartung e seu grupo, entrou com pedido de nulidade da decisão pela ausência da manifestação do órgão ministerial sobre os documentos apresentados pelos réus. O pedido corajoso do promotor mostra que ainda há pessoas sérias e compromissadas em defender os interesses da população dentro do órgão ministerial, independente do nome do denunciado. O promotor não se melindrou e pôs em xeque a decisão da juíza, que incrivelmente não viu nada de errado na desastrosa operação de Hartung e companhia, que torrou R$ 25 milhões num pedaço de terra mal-ajambrado no sul do Estado. Se Hartung tinha como certo que a decisão da juíza Telmelita colocaria um ponto final no escândalo, se enganou. Pegou pela frente um promotor linha dura. O promotor já mostrou, desde o começo da denúncia, que não iria deixar barato os R$ 25 milhões desperdiçados que, aliás, com juros e correção, segundo as contas do MPES, já passam dos R$ 38 milhões. Se a decisão da juíza que inocentou o ex-governador foi, digamos, “inconsistente”, o pedido de nulidade do promotor foi objetivo, cristalino, sem meneios. Em uma das passagens ele diz com todas as letras que o episódio foi um “exemplo grosseiro de ineficiência administrativa, símbolo do descaso com dinheiro público”. E acrescenta: “Impressiona no episódio a incúria administrativa, a falta de zelo na aplicação dos recursos públicos, a grave ineficiência funcional de todos os agentes públicos envolvidos no episódio, onde se tratou a coisa pública como se fosse coisa de ninguém, sem dono”. O promotor se mostra sensível às demandas das ruas, lembrando que são escândalos como esse que indignam a população, que não tolera mais tanta ineficiência com a coisa pública. “[…] Por certo, foram fatos como esses que levaram as pessoas às ruas, no ano de 2013, para protestar contra todas essas iniquidades. Infelizmente, a sentença ora impugnada frustra todo o desejo e esperança de mudança vertida pela população que retomou às ruas no ano passado”. Percebam a indignação do promotor, que não se conforma que um caso clássico de desperdício do dinheiro público passe incólume, chancelado por uma decisão no mínimo controversa. “Se alguém buscasse por um exemplo de ineficiência grosseira, de desídia [negligência] administrativa, esse seria um caso clássico”. Além do escândalo em si, o promotor alerta sobre o perigoso precedente que a decisão da juíza abre para casos semelhantes de desperdício do dinheiro público em obras inacabadas, tão corriqueiros no Brasil. “Na realidade, a sentença ao chancelar as condutas dos requeridos, concede um salvo-conduto para todos os agentes públicos desperdiçarem os escassos recursos da população sem responderem por seus atos, ou seja, ao contrário do que preconiza a lei, institui um regime de ‘irresponsabilidade’ administrativa, como se este Estado fosse habitado por súditos e não cidadãos”. Paulo Hartung, que agora se apresenta como candidato ao governo, tem obrigação sim de esclarecer à população capixaba – da sua própria boca, e não por meio de interlocutores, como está acostumado a fazer – o paradeiro do dinheiro. E não adianta recorrer à desculpa que o caso já foi julgado pela Justiça. Há controvérsias, muitas controvérsias. Caso contrário, o promotor não teria pedido a nulidade da decisão. Hartung que controle seus fantasmas e venha dar uma explicação pública à população. Afinal, é imprescindível a quem almeja ser candidato a governador jogar com transparência.
Nova escravidão
A sociedade atual se vê diante de uma nova forma de escravidão. Sob o pretexto de contribuir com a formação profissional dos estudantes, um verdadeiro festival de contratação de estagiários acontece na iniciativa privada e no serviço público. A mão de obra é barata e o serviço, na maioria das vezes, é o mesmo dos profissionais formados. Exemplo bem claro disso é o Poder Judiciário. Os cartórios judiciais estão repletos de pessoas sem a qualificação cuidando dos processos. As falhas são muitas, prejudicam o andamento das ações e ninguém se responsabiliza. Isso traz prejuízo imensurável para a sociedade. São os estagiários que fazem o trabalho de organização dos processos, mas a rotatividade é grande e o trabalho não consegue ter uma continuidade. Em algumas profissões, o estágio é proibido, não para proteger o estudante, mas para evitar que o mercado seja disputado. Mas onde está o movimento sindical que não atua nesta seara? Não pode dizer nada porque ele também utiliza esse tipo de mão de obra. Os estagiários também trabalham nos sindicatos, muitas vezes fazendo o trabalho de pessoas formadas. A lei 11.788, de 25 setembro de 2008 regulamenta o trabalho do estagiário. É preciso que as instituições de ensino cobrem a efetiva aplicação no estagio profissional dentro da proposta pedagógica. A lei define inclusive fiscalização e penalidades para quem cometer irregularidades na contratação de estagiários. Ou seja, lei existe, só é preciso fazê-la funcionar. O problema é que no Brasil parece ser mais fácil burlar a lei e pagar as consequências do que cumprir seus regulamentos. O respeito à lei é bom e protege o empregado.
Endividamento adoece
À medida que a situação financeira se agrava, o sono do endividado fica cada dia mais escasso e de baixa qualidade, as portas parecem se fechar, até não enxergar outras opções. Quando dorme, tem pesadelos. Passa a acordar cansado, prejudicando no dia seguinte o seu desempenho físico e mental e atingindo gradativamente a sua capacidade de autoanálise. Com a aparente falta de alternativas, se sente como um “peso”, o que influencia para o isolamento social, prejudicando o diálogo na família e afastando-se do círculo de amizades. O isolamento tende a reforçar o foco no problema, gerando desgaste psicológico, que ao longo do tempo acaba influenciando em sua saúde física. Doenças surgem neste contexto, como a depressão, que tem como característica a tendência a desligar-se do mundo, a não sonhar mais, influenciando para situações e adoção de medidas extremas. O processo do endividamento em si, promove um aumento contínuo no nível de ansiedade e, sem a adoção de estratégias psicológicas para o enfrentamento a pressão e a tensão constantes, sucumbe ao estresse. Explosões podem ocorrer, motivadas pela pressão psicológica na qual está exposto diariamente e pelo aumento na irritabilidade. No ambiente profissional aumenta o absenteísmo, fora a tendência a cometer erros, pela queda na capacidade de concentração, o que pode levar a demissão ou ao afastamento por licença médica, comprometendo ainda mais a situação financeira familiar. Em ambiente onde não há diálogo, não há ciência de todos os envolvidos sobre a real situação financeira, mantém-se o padrão e os hábitos de consumo desregrados, contribuindo para o agravamento da situação. Percebem-se desgastes nas relações, principalmente, na conjugal, com separações de casais. Se como casal já estão com dívidas, separados passam a ter, além destas, mais duas despesas. O que estava ruim, passa a ficar pior. Ao contrário do que pensa o endividado descontrolado, há luz no fim deste túnel, podendo romper com esta cadeia evolutiva, evitando todos os prejuízos físicos, mentais e sociais citados. Você está preparado para mudar o seu comportamento e começar a grande virada? Então… a hora é essa! Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,Educadora Financeira, membro da ABEF – Associação Brasileira de Educação Financeira, palestrante, consultora, colunista do Portal EduFin www.edufin.com.br https://sites.google.com/site/saudefinanceiraivanamzon/
Entidades divulgam parecer contrário à minuta que ameaça terras indígenas
Onze entidades que representam as bancadas indígena e indigenista da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI) publicaram um parecer analisando a minuta de proposta do Ministério da Justiça para promover alterações no procedimento de demarcação de terras indígenas no País. O documento aponta que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tenta reavivar os mecanismos da ditadura militar para os processos de demarcação e legalizar a falta de compromisso do governo federal em com a regularização dos territórios tradicionais. O parecer faz uma contextualização histórica da consolidação da legislação indigenista e traz à tona a principal jurisprudência a respeito dos procedimentos de demarcação de terras indígenas, mostrando como a proposta do Ministério da Justiça contraria decisões recentes, inclusive do Supremo Tribunal Federal (STF), como o caso do julgamento da Petição 3388 sobre a Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Em trechos do documento, os membros das bancadas indígena e indigenista afirmam que fica clara a tentativa, por parte de Cardozo, de repetir inúmeras tentativas estatais de atropelar os direitos indígenas estabelecidos, como forma de atender a interesses regionais. Para elas, a Portaria é uma afronta à Constituição. O fato de o ministro propor que os membros de órgãos do governo indiquem “representantes para acompanhar e participar das atividades de campo do grupo técnico” é apontado como uma verdadeira aberração, que contraria diretamente o disposto no Parágrafo 1º do Decreto 1.775. Este diz que as terras indígenas serão administrativamente demarcadas por iniciativa e sob a orientação do órgão federal de assistência ao índio. Os signatários também negam a afirmação de que a Constituição traria conflitos de direitos ou que os direitos dos índios impactem áreas urbanas, comunidades tradicionais ou de agricultores familiares. “O processo de demarcação sai da esfera técnica do que é uma terra indígena (art. 231, § 1º) e passa para a esfera política (com seus tentáculos e 'tomasládacá'), numa situação muito semelhante ao almejado com a PEC 215/00, tornando impossível a demarcação de novas terras indígenas”, retratam. Além disso, denunciam a interferência da bancada ruralista do Congresso e, sobretudo, a composição do grupo técnico que avaliará as demarcações, no qual atuarão os ministérios da Agricultura, de Minas e Energia, das Cidades, dos Transportes e do Meio Ambiente. Para os defensores da causa indígena, esse formato prejudicará os trabalhos de campo, que sofrerão interferências constantes e resultarão em demora imotivada, modelo que, segundo os signatários, repete aquele que era praticado pelo governo militar durante a ditadura. Eles também acusam o Ministério da Justiça de desconhecer os procedimentos de identificação de uma terra tradicional indígena, uma posição classificada como “pasmante e vergonhosa”. Por fim, afirmam que a minuta da proposta “tem caráter mais político do que jurídico, em razão do atrelamento desse governo aos interesses econômicos”. Em tópicos, as entidades concluem: “a minuta de portaria não tem força de lei; contraria princípio constitucional da proibição do retrocesso; afronta aos principais julgados dos tribunais? cria dificuldades insuperáveis e desnecessárias; promove contradições nos trabalhos dos GTs (Grupos de Trabalho) que embasarão novos processos judiciais? consolida o desmantelamento da Fundação Nacional do Índio (Funai); relativiza os trabalhos antropológicos (reconhecidos nos julgados), consubstanciando interesses dos mais diversos dentro do processo administrativo, em detrimento dos direitos indígenas? acolhe interesses dos ruralistas; e têm semelhança objetiva com a PEC 215, PLP 227, Portaria 303/2012 da Advocacia Geral da União (AGU) e demais processos que denigrem a causa indígena”. O parecer considera que uma eventual publicação da Portaria reforçará compreensão, por parte dos povos indígenas, de organizações e da sociedade em geral de que “o governo Dilma é claramente anti-indígena, aliado de primeira hora dos ruralistas e alinhado aos interesses do poder econômico nacional e transnacional, notoriamente do agronegócio, e obstinado por um modelo de desenvolvimento neocolonizador, usurpador de territórios, etnocida e ecocida”. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) convoca toda a sociedade a assinar e divulgar o parecer, que é uma contraposição à minuta, formulada durante quatro meses de diálogo entre as organizações indígenas e indigenistas. Para assiná-lo é ecessário enviar uma mensagem ao endereço eletrônico apib.nacional@gmail.com. As assinaturas serão anexadas ao parecer e enviadas às autoridades. Além da Bancada Indígena da Comissão Nacional de Política Indigenista e a Apib, assinam o parecer a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab); a Articulação Dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme); a Grande Assembleia Guarani Kaiowá Aty Guassu; o Conselho Do Povo Terena; a Articulação dos Povos Indígenas do Sul (ArpinSul); o Conselho Indigenista Missionário (Cimi); o Centro de Trabalho Indigenista (CTI); o Instituto Socioambiental (ISA); e o Greenpeace Brasil.
TJ confirma absolvição de denúncia contra ex-presidente da Câmara de Vila Velha
A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) confirmou a sentença de 1º grau pela improcedência de uma ação de improbidade administrativa contra o ex-presidente da Câmara de Vila Velha, José de Oliveira Camillo. Ele era acusado de ter nomeado ilegalmente um servidor comissionado para assinar os cheques de despesas na Casa. No entanto, o colegiado ratificou, de forma unânime, a tese do juízo de piso, na qual afastou a existência de prejuízo ao erário ou má-fé por parte do ex-chefe do Legislativo municipal. Durante o julgamento realizado nessa segunda-feira (14), o relator do caso, desembargador Telêmaco Antunes de Abreu Filho, entendeu que apesar da nomeação do ex-vereador não ter se pautado em cargo previsto no regulamente da Casa, não houve desonestidade ou má-fé que configurasse a prática de improbidade. “Não se pode condenar os requeridos pelo simples fato de que durante a gestão os cheques foram emitidos por um servidor que não tinha autorização expressa para isso, uma vez que, não restaram efetivamente demonstrados os atos lesivos à administração”, destacou. Na denúncia inicial, o Ministério Público Estadual (MPES) alegava a existência de improbidade na nomeação do superintendente Carlos Eduardo de Freitas Botelho – também absolvido no processo –, que teria competência para assinar cheques de todas as despesas efetuadas pela a Casa de Leis. Durante a instrução do processo, o ex-vereador sustentou a legalidade do ato da Mesa Diretora. Já o ex-funcionário comissionado alegou que só cumpria ordens do então presidente da Câmara. De acordo com a Resolução nº 456/95, que dispõe sobre a estrutura organizacional da Câmara de Vila Velha, a atribuição de emissão dos cheques seria do chefe da tesouraria, que deveria assinar os documentos juntamente com o presidente. Mas apesar da previsão, os cheques emitidos pela Casa seriam assinados pelo presidente da Câmara e mais um servidor indicado por ele. Neste episódio, o servidor escolhido teria sido o superintendente, cargo que sequer era previsto dentro da estrutura do Legislativo. Na decisão de 1º grau, prolatada em setembro passado, o juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Gustavo Marçal da Silva e Silva, considerou que o ex-vereador não teria agido com má-fé ou desonestidade. “Os depoimentos prestados em juízo deixam claro que a prática ora analisada, embora possa afrontar a resolução [da Câmara], não causou danos aos cofres públicos”, assinalou o julgador. Com o julgamento, a ação de improbidade contra o ex-vereador e o ex-servidor deve ser arquivada.
Nova eleição de OAB em Vila Velha deve acontecer até maio, define Justiça Federal
O juiz da 3ª Vara Cível Federal da Capital, Rodrigo Reiff Botelho, fixou nesta segunda-feira (14) a data limite para a realização das novas eleições para a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Vila Velha. A nova disputa deve ser organizada pela direção da entidade no Estado (OAB-ES) até o próximo dia 7 de maio. A medida atenda à sentença de mérito prolatada em dezembro passado, que anulou o pleito anterior – realizado em novembro de 2012 – após a confirmação de fraudes durante o processo de votação. Na nova decisão, o magistrado considerou a rejeição do recurso da OAB-ES junto ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), que havia suspendido liminarmente o prazo para cumprimento da antecipação de tutela que obriga a realização do novo pleito em até 45 dias. Rodrigo Botelho explicou que, após o fim dos efeitos da medida liminar, o prazo voltou a ser reiniciado após a intimação da entidade, que ocorre no último dia 21 de março. “Tendo em vista que o referido prazo, fixado na sentença, visa a permitir a realização das novas eleições com obediência ao procedimento legal e regulamentar e de acordo com os parâmetros fixados, considerando que a realização de novo processo eleitoral é complexo e demanda tempo razoável. Assim, a data final para cumprimento será no dia 7 de maio deste ano”, declarou o juiz federal. No mesmo documento, o magistrado determinou a inclusão do atual presidente da subseção, o advogado Ricardo Ferreira Pinto Holzmeister, que acabou vencendo a eleição anulada, como parte interessadas no processo. A ação ordinária (0101253-17.2013.4.02.5001) foi movida pelo candidato derrotado naquele pleito, Gustavo Bassini Schwartz, que listou uma série de irregularidades que teriam ocorrido na votação. Na sentença de 1º grau, o juiz federal Roberto Gil Leal Faria acatou parcialmente as irregularidades apontadas pelo causídico e determinou a realização de novas eleições. Ele identificou pelo menos três fatos graves que justificam a anulação do pleito anterior, como a falta de rubricas nas cédulas de votação, urna eleitoral vulnerável à violação e mudança nas regras da disputa 72 horas antes da votação. No entendimento do juiz federal, apenas uma dessas irregularidades já seria suficiente para a declaração da ilegalidade da disputa. O prazo inicial para a realização do novo pleito venceria em fevereiro deste ano. No entanto, o desembargador federal Reis Friede acolheu o recurso da OAB-ES e suspendeu os efeitos da decisão de 1º grau até o julgamento final dos embargos de declaração. Contudo, o tribunal reviu o posicionamento sobre a antecipação de tutela, mantendo apenas a suspensão dos demais itens da sentença, que condenou a Ordem ao pagamento de honorários advocatícios ao autor da ação.
Seger revoga portaria que colocou investigadores à disposição do Sinpol
A Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) publicou portaria no Diário Oficial desta terça-feira (15) revogando os efeitos de outra medida que colocou dois investigadores à disposição do Sindicato dos Investigadores do Estado (Sinpol) para desempenho do mandato classista. A Seger considerou o princípio da unicidade sindical, que veda a criação de mais de um órgão sindical em uma mesma base territorial. E, ainda, que na ausência de carta sindical é o Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol) o representativo da categoria. Também foi aplicada, por analogia, a decisão proferida na Ação Declaratória Negativa do Supremo Tribunal Federal (STF) em face do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado (Sindelpo), que decidiu que o sindicato não pode representar, como entidade sindical, a categoria dos delegados, uma vez que já existe o Sindipol como órgão sindical representante de toda a categoria dos servidores policiais civis. Para a Seger, a declaração judicial que conferiu a legitimidade de representação dos servidores ao Sindipol não afeta somente o Sindelpo, mas toda e qualquer entidade que pretenda representar o quadro policial civil para fins sindicais.
Tribunal de Justiça vai reduzir carga de trabalho de presidente do TRE
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Sérgio Bizzotto, determinou, nesta terça-feira (15), a redução no volume de processos distribuídos para o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES). De acordo com a Resolução nº 024/2014, a distribuição de recursos e ações para o chefe da Justiça Eleitoral será reduzida pela metade. Atualmente, os casos são divididos de forma igualitária entre todos os desembargadores. A única exceção ocorre no período eleitoral, quando o magistrado atua de forma integral no TRE-ES. Segundo o texto publicado no Diário da Justiça, a redução da distribuição será concedida mediante requerimento formulado pelo presidente da corte eleitoral. Bizzotto informou que o atual presidente do TRE-ES, desembargador Álvaro Bourguignon, já solicitou a redução na carga de trabalho no TJES. Durante as eleições deste ano, o magistrado será substituído por um juiz indicado pelos desembargadores, que vai receber a mesma carga de processos dos demais membros do Pleno. Na justificativa da resolução, o presidente do TJES alega a existência do “constante conflito entre as agendas” dos tribunais. Bizzotto citou dados do tribunal que indicam um acréscimo de 600% no número de novas ações, sobretudo nas Câmaras Cíveis da corte estadual, entre os anos de 2002 e 2012. Ele destacou a necessidade de “fornecer uma prestação jurisdicional de qualidade, a qual exige do magistrado um mínimo de preservação de suas condições físicas básicas”. “A crescente e excepcional sobrecarga de trabalho incompatibilizam uma prestação jurisdicional adequada e eficiente por parte do desembargador que esteja concomitantemente exercendo a atribuição de presidente do TRE e suas atividades como julgador desse Tribunal de Justiça”, observou o chefe do Judiciário capixaba. Os efeitos da resolução entraram em vigor na data da publicação. No entanto, a medida não é válida para o vice-presidente e corregedor do TRE-ES – atualmente, as funções são desempenhadas pelo desembargador Sérgio Gama.