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Século Diário

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Iema conclui relatório sobre incêndio no Parque Paulo César Vinha

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O relatório sobre o incêndio que atingiu o Parque Paulo César Vinha, em março deste ano, foi concluído pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). O próximo passo é a elaboração de um Plano de Recuperação do local.   O Plano será elaborado pela Comissão de Recuperação de Ecossistemas do Iema, em conjunto com a gestão do Parque, e indicará a necessidade de plantio, controle de espécies exóticas – vegetação não originária da região -, e o monitoramento do local. O Iema informou que ainda este mês serão realizadas novas vistorias na unidade para a elaboração do documento.   Ao todo, foram 599 hectares atingidos pelo fogo. Destes, o relatório identificou que aproximadamente 418 hectares eram de região brejosa, área que depende de regeneração natural. Dos 1.500 hectares totais do Parque, mais de 470 são compostos por este tipo de vegetação. A segunda parte mais afetada representa a floresta periodicamente inundada (45 hectares) e depois a aberta de clúsia (33 hectares).    O incêndio começou no dia 20 de março, no limite norte do Parque, na divisa com o bairro Recanto da Sereia (km 29 da Rodovia do Sol), foi controlado dois dias depois e extinto no dia 26. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e das equipes que atuam em Unidades de Conservação gerenciadas pelo Iema atuaram no combate às chamas.   Os técnicos do Iema apontaram como fatores que contribuíram para o alastramento do fogo a direção e a intensidade do vento, o longo período de estiagem, a baixa umidade do ar e a vegetação de brejo. A pouca incidência de chuvas e o grande calor fizeram com que a região de alagado concentrasse grande presença de matéria orgânica na ocasião.   Concluiu-se, também, que o incêndio foi responsável pela morte de um grande número de espécimes e desestruturou comunidades de animais que residem ou se utilizam da unidade em função de mortes ou fugas, cujos mais afetados foram aqueles com baixa mobilidade (formigas, cupins, libélulas, caracóis, cobras, sapos, entre outros).   Mamíferos e aves também foram atingidos pelo incêndio, que provocou danos diretos e indiretos à fauna e flora. Capivaras, ouriços e pequenos roedores foram algumas das espécies com indivíduos encontrados mortos após o incêndio, que também fez com que diversos ninhos fossem destruídos.   Embora os indícios apontem para incêndio criminoso, o Iema não informou sobre as investigações. 

14/04/2014 / 0 Comments
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TJES forma lista tríplice para escolha de juiz do TRE-ES

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O Pleno do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) aprovou, na manhã desta segunda-feira (14), a lista tríplice para a escolha de membro substituto da classe dos juristas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES). Foram escolhidos para compor a lista os advogados Dalton Santos Morais (14 votos), Wilma Chequer Bou-Habib (13 votos) e Maria das Graças Sobreira da Silva (10 votos). A nomeação para a vaga será feita pela presidente da República, Dilma Rousseff. De acordo com informações do TJES, sete advogados participaram da disputa pela vaga ocupada pelo jurista Gustavo César de Mello Calmon Holliday, cujo segundo biênio se encerra no próximo dia 30 de maio. A lista tríplice deve ser encaminhada ao TRE-ES, que a envia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, por sua vez, remete a lista para a Presidência da República, responsável por indicar um dos três para ocupar a vaga. O Edital nº 008/2014, que trata da formação de lista tríplice para a escolha de novo juiz do TRE-ES, foi publicado no Diário da Justiça do dia 14 de março de prorrogado no último dia 28 pelo presidente do TJES, desembargador Sérgio Bizzotto.

14/04/2014 / 0 Comments
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Prefeitura de Aracruz sanciona Plano Municipal de Resíduos Sólidos

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O município de Aracruz é o primeiro no Estado a aplicar as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com a publicação do decreto nº 27.808, que estabelece o Plano Municipal de Resíduos Sólidos. O plano envolve limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e é instrumento fundamental para a gestão do passivo, além de configurar pré-requisito para o recebimento de verbas destinadas a essas subdivisões pela PNRS (Lei nº 12.305/2010).   Segundo a Prefeitura do município, o plano será revisado a cada quatro anos. O processo de elaboração dessa primeira versão começou com um levantamento de informações por meio de reuniões nas localidades de Jacupemba, Barra do Riacho, Coqueiral e na Sede Administrativa. Posteriormente, a legislação preliminar foi disponibilizada no site da prefeitura. A versão final do Plano Municipal, elaborada pela Secretaria de Transporte e Serviços Urbanos (Setrans) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi apresentada em março deste ano, em uma audiência pública. Posteriormente, foi feita uma revisão e reformulação no plano, segundo a Prefeitura, com base nas contribuições da população levadas à audiência. O plano tem como objetivos a redução da geração dos resíduos sólidos; o aumento da reutilização e reciclagem do que for gerado; a universalização da prestação dos serviços, garantindo padrões excelentes de saúde pública para a população; e a promoção de tratamento e disposição final ambientalmente saudável e economicamente sustentável, baseados na utilização de tecnologias praticadas e consolidadas, mesmo que ainda não universalizadas.   O documento estabelece metas, programas e ações definidos para um prazo de 20 anos, sendo que há diretrizes com prazos curtos (um ano), médios (até quatro anos) e longos (acima de quatro anos). A sanção da legislação municipal pelo prefeito Marcelo Coelho (PDT) aconteceu no último dia 7 de abril.   A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) foi aprovada após uma discussão de quase 20 anos no Congresso Nacional. No entanto, ainda encontra obstáculos para sua implementação, sobretudo por atribuir responsabilidades ao poder público e ao empresariado. A prioridade da destinação da verba é para os municípios que optarem por soluções consorciadas intermunicipais para a gestão dos resíduos sólidos, incluída a elaboração e implementação de plano intermunicipal, e implantarem a coleta seletiva com a participação de cooperativas ou outras formas de associação de catadores formadas por pessoas físicas de baixa renda.   Em agosto deste ano, completarão dois anos do vencimento do prazo estabelecido pela PNRS para que estados e municípios se adequem à legislação. No ano passado, o Ministério Público do Estado (MPES) estabeleceu a todos os municípios capixabas que têm interesse em ter acesso aos recursos garantidos por lei para a gestão do lixo a assinatura de Termos de Compromisso Ambiental (TCAs) de Recuperação de Lixões e de Resíduos Sólidos.   A Prefeitura de Aracruz assinou apenas o TCA de Resíduos Sólidos. Como é possível verificar no Sistema de Acompanhamento dos TCAs, no caso de Aracruz, há 10 atividades com o prazo vencido, sendo que outras 11 aguardam validação por parte do MPES. Outras quatro atividades ainda estão dentro do prazo a ser cumprido.   Também é possível conferir no sistema que algumas das atividades com prazo atrasado já estão em fase de finalização como, por exemplo, a estruturação de rede de pontos de recolhimento de óleo vegetal e móveis usados e o estabelecimento de um sistema de cálculo dos custos da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos. Entretanto, ainda há atividades já com prazo vencido, mas pouco executadas. Por exemplo, apenas 25% da implementação de sistemas de compostagem de resíduos sólidos orgânicos foram executados, apesar do prazo já vencido.

14/04/2014 / 0 Comments
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‘Posto Fantasma’: recurso questiona arquivamento de denúncia envolvendo Hartung

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O Ministério Público Estadual (MPES) protocolou nessa sexta-feira (11) recurso de apelação contra a sentença de 1º grau que julgou improcedente a denúncia de improbidade sobre os gastos na obra inacabada do Posto Fiscal São José do Carmo, em Mimoso do Sul. No documento, o promotor de Justiça, Dilton Depes Tallon Neto, pede a nulidade da decisão pela ausência da manifestação do órgão ministerial sobre os documentos apresentados pelos réus. O autor da ação também critica o teor da sentença sobre o episódio, classificado por ele como um “exemplo grosseiro de ineficiência administrativa” e “símbolo do descaso com dinheiro público”. No recurso, Dilton Depes destacou o fato de as obras do posto, durante o governo Paulo Hartung (PMDB) – um dos oito denunciados no processo –, que consumiram R$ 25 milhões sem sair da fase de terraplanagem, não terem representado qualquer tipo de benefício para a população. Ao contrário, o promotor afirmou que o caso batizado como “escândalo do posto fantasma” é mais um exemplo para o País do desperdício de dinheiro público com obras inacabadas. Pelas contas do representante do MPES, o prejuízo com a empreitada já chega a R$ 38,91 milhões – em valores atualizados. “Ademais, é no mínimo menosprezar a inteligência da população se afirmar que houve alguma vantagem como resultado da obtenção para o Estado do Espírito Santo deste ‘patrimônio’, avaliado e adquirido por R$ 370 mil e onde foram gastos R$ 25 milhões. Se alguém buscasse por um exemplo de ineficiência grosseira, de desídia [negligência] administrativa, esse seria um caso clássico”, criticou o promotor. E completou: “Na realidade, a sentença ao chancelar as condutas dos requeridos, concede um salvo-conduto para todos os agentes públicos desperdiçarem os escassos recursos da população sem responderem por seus atos, ou seja, ao contrário do que preconiza a lei, institui um regime de ‘irresponsabilidade’ administrativa, como se este Estado fosse habitado por súditos e não cidadãos”. Entre as alegações do recurso, o representante do MPES pede a nulidade da sentença prolatada no final de fevereiro pela juíza da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Telmelita Guimarães Alves. Na ocasião, a magistrada acolheu os argumentos da defesa do ex-governador Paulo Hartung e dos outros réus para sequer receber a denúncia. Ela entendeu que não houve desperdício de dinheiro com as obras. Pelo contrário, a juíza considerou a decisão pela construção do posto como relevante, na época do início da empreitada, em 2005. Dilton Depes afirma que a decisão contrariou os ritos previstos no Código de Processo Civil, que regulamenta os trâmites dos processos. Segundo ele, a juíza ignorou a obrigatoriedade de garantir o acesso ao Ministério Público a toda documentação anexada ao processo. O promotor afirma que não se manifestou sobre o teor da defesa dos réus e do próprio governo do Estado, que também encampou a tese dos denunciados. O autor da ação questionou ainda a omissão da magistrada em relação a uma petição do MPES, onde pedia a inclusão de cópia de uma representação do Ministério Público Especial de Contas (MPC) sobre os mesmo fatos. Sobre o mérito da questão, o promotor voltou a defender o recebimento da ação de improbidade e a condenação de todos os envolvidos pelo prejuízo causado ao erário. Dilton Depes rechaçou os argumentos da defesa, que classificou como “insustentáveis”. Ele aponta que a justificativa do ex-governador para a extinção do posto fiscal – por decreto, no ano de 2009 – em função da modernização da fiscalização não seria cabível. Segundo o promotor, o governo já havia instituído a nota fiscal para a fiscalização dois anos antes, quando as obras do posto ainda estavam em curso. “O que ocorreu em todo esse episódio, efetivamente foi que os apelados [denunciados], muito longe de atuarem com eficiência administrativa e protegerem o patrimônio público, torrarem cerca de R$ 25 milhões do erário sem a produção de qualquer utilidade ou retorno social para a população que demanda por melhores serviços públicos, de educação, saúde e segurança pública. Impressiona no episódio a incúria administrativa, a falta de zelo na aplicação dos recursos públicos, a grave ineficiência funcional de todos os agentes públicos envolvidos no episódio, onde se tratou a coisa pública como se fosse coisa de ninguém, sem dono”, recriminou. Dilton Depes criticou o fato de o ex-governador e dos demais envolvidos “ficarem isentos de qualquer responsabilidade por suas ações”. No texto, ele voltou a citar o desejo trazido pelas manifestações populares, em julho do ano passado: “Na verdade, é impossível para o contribuinte que passa pela rodovia BR-101, no sul do Estado, observar o resultado do desperdício de dinheiro público e não se indignar. […] Por certo, foram fatos como esses que levaram as pessoas às ruas, no ano de 2013, para protestar contra todas essas iniquidades [perversidades]. Infelizmente, a sentença ora impugnada frustra todo o desejo e esperança de mudança vertida pela população que retomou as ruas no ano passado”. Na denúncia inicial, o promotor acusou Hartung e mais sete pessoas de seu governo de gastarem R$ 25 milhões nas obras do posto, entre a desapropriação do terreno, elaboração do projeto e início das obras realizadas pela Construtora Arariboia.  Dilton Depes já se referia às obras como “desperdício do dinheiro público”, destacando que o projeto não saiu da fase da terraplanagem. O ex-governador era acusado por ter feito suplementações às obras, enquanto os demais são acusados de atuarem diretamente ou terem homologado os contratos relativos à empreitada. Além de Hartung, foram denunciados os ex-secretários da Fazenda, José Teófilo de Oliveira (atual sócio do ex-governador no escritório de consultoria Éconos) e Bruno Pessanha Negris (ex-presidente e atual membro da diretoria do Banestes); o ex-secretário de Transportes e Obras Públicas, Neivaldo Bragato; o ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES), Eduardo Antônio Mannato Gimenes; além dos servidores Marcos Antônio Bragatto (atual consultor do Executivo na Secretaria da Fazenda) e Dineia Silva Barroso (ex-subsecretária de Tesouro Estadual), que faziam parte do Conselho de Administração do DER-ES à época, juntamente com Luiz Cláudio Abrahão Vargas. As obras

14/04/2014 / 0 Comments
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Audiência pública na Câmara de Vitória debate 50 anos do golpe militar

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A Câmara de Vitória realiza nesta terça-feira (15) audiência pública para debater os 50 anos do Golpe Militar de 1964 e suas consequências. O evento será às 19 horas no plenário Maria Ortiz e faz parte da série de atividades que acontecem em todo Brasil para lembrar a luta pela volta da democracia e a resistência contra a ditadura que durou 21 anos. Ao final, os participantes aprovarão uma moção de apoio à Comissão da Verdade. O evento é aberto ao público.   O vereador Namy Chequer (PCdoB) acredita que é uma oportunidade da cidade de Vitória demonstrar que também faz parte de um movimento pelo resgate da memória da luta de resistência ao golpe de 1964. “A história não é um conhecimento pacificado, sem disputas. O povo brasileiro tem demonstrado, com esses eventos em 2014, que entende o que houve em 1964 e que não quer a repetição de nada parecido”, ressaltou. O vereador é o proponente da audiência pública.   Confirmaram presença militantes dos partidos políticos que mantém relação com a luta pela democratização, o fórum Memória e Verdade, a Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-ES), a Casa América Latina e outras entidades da sociedade civil ligadas aos direitos humanos.    Comissão da Verdade   A Comissão Nacional da Verdade foi criada em 18 de novembro de 2011, por meio da Lei nº 12.528/2011. A comissão tem o objetivo de “examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos” praticadas durante a ditadura militar no Brasil e os períodos de exceção. O Brasil foi o último país da América Latina a criar esse mecanismo de resgate da memória histórica e de Justiça.   O grupo é formado por sete membros que devem ser identificados com a defesa da democracia e da institucionalidade constitucional, bem como com o respeito aos direitos humanos. A comissão tem até 16 de dezembro de 2014 para concluir os trabalhos e apresentar um relatório com as circunstâncias e os responsáveis por torturas, mortes e desaparecimentos de presos políticos no país, além das conclusões e recomendações.

14/04/2014 / 0 Comments
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MNDH repudia atos recorrentes de ???justiça com as próprias mãos???

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O Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) divulgou nota pública repudiando os atos de violência sob a ótica de “justiça com as próprias mãos” que têm se tornado comum no País. A nota salienta que os casos de barbárie têm culminado em assassinatos, como o do adolescente Alailton Ferreira (imagem ao lado), que foi brutalmente espancado na Serra  no último dia 6 por populares. Menos de 48 horas após o linchamento, o jovem de apenas 17 anos morreu no hospital.      A entidade destaca que as ações criminosas comumente recaem sobre a parcela da sociedade mais pobre, preferencialmente negros que vivem na periferia, e se encontram em situação de extrema vulnerabilidade, vítimas de políticas racistas, como no caso de Alailton, portador de transtorno mental.   O MNDH ressalta que a disseminação de mensagens midiáticas que banalizam a vida estimula o aumento da violência que se estende pelo território nacional na forma de “justiça com as próprias mãos”, em que uma parcela da população  inflamada por setores conservadores e retrógrados manifestam suas insatisfações, angústias e sentimentos de impunidade em atos de extrema barbárie e violência que culminam  em assassinato.    O caso se torna ainda mais impressionante com a informação que o adolescente tinha uma doença mental. Ele foi espancado por moradores do bairro Vista da Serra II, na Serra, depois de ser acusado de ter tentado estuprar uma criança e roubar uma moto. Nenhuma denúncia contra ele, no entanto, foi protocolada.    Em vez disso, os moradores espancaram o adolescentes que, quase desfalecido, foi “socorrido” por policiais militares que o colocaram no cofre da viatura e o levaram para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sendo que, pela gravidade dos ferimentos, foi encaminhado para o hospital Jayme Santos Neves, também na Serra, onde morreu dias após as agressões.    Segundo o MNDH, durante séculos pessoas acometidas por doenças mentais foram trancadas em manicômios, verdadeiros campos de concentração, onde sofriam todos os tipos de maus tratos, abandonos, violências, segregações, rompimentos de laços afetivos e sociais, sendo desconsiderados como sujeitos.   “O MNDH lastima e repudia qualquer ação e ou manifestação de violência e principalmente atos de barbárie a qualquer cidadão, grupo, movimento ou setor da sociedade, sendo que nenhum tipo de violência é justificável, e que todo tipo de violência é evitável, desde que sejam respeitados os direitos humanos”, diz a nota.   Repercussão     A repercussão da morte de Alailton vem aumentando nos últimos dias. No blog Negro Belchior, do professor Douglas Belchior, o caso foi abordado, o que aumentou o alcance do fato.    O blog, abrigado pelo site da Carta Capital, foi atacado na tarde de sexta-feira (11) por hackers após a publicação do post com a história de Alailton. No Facebook, segundo a Carta Capital, o post de Douglas Belchior já havia impactado 1,2 milhão de timelines até as 17 horas de sexta-feira. 

14/04/2014 / 0 Comments
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Sindicato dos investigadores inicia inspeção pelas delegacias do interior

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O Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado (Sinpol) iniciou uma série de inspeções nas delegacias do interior do Estado para verificar as condições de trabalho e de atendimento à população nas unidades. As inspeções iniciaram pelas delegacias de Afonso Cláudio e Marechal Floriano, na região serrana.    A situação constatada pela entidade foi de precariedade nas duas unidades. A delegacia de Afonso Cláudio, a primeira a ser visitada, responde também pelo município de Laranja da Terra, na região serrana e opera precariamente.    Na delegacia – que atende a mais de 40 mil habitantes – há nove policiais civis, sendo seis investigadores (dois estão em licença médica), dois agentes e um escrivão. Não há delegado titular e a delegacia que responde pela unidade fica no município de Venda Nova do Imigrante (região serrana), distante aproximadamente 55 km.   O Sinpol ressalta que Afonso Cláudio e Laranja da Terra são essencialmente rurais e as vias que cortam os municípios são vicinais e de difícil circulação.    As instalações físicas da unidade carecem de manutenção, há fios de energia elétrica expostos; fiação de comunicação e de internet igualmente expostas; rachaduras em paredes; a carceragem desativada (constituída de dois pavimentos) precisa de limpeza; e os pátios viraram depósitos de veículos apreendidos.    Uma sala desativada serve de depósito e ao mesmo tempo de sala de reconhecimento. Nesta sala, no entanto, devido a uma diferença de luminosidade, o acusado vê a vítima ou testemunha, enquanto a vítima não consegue visualizar o acusado.   Marechal Floriano   A segunda delegacia visitada foi a de Marechal Floriano, localizada às margens da BR-262. O efetivo da delegacia é composto por quatro investigadores, um escrivão, um agente e um delegado.    A delegacia esta localizada em um terreno irregular as margens da BR-262, abaixo do nível da estrada, o que gera o permanente risco de queda de algum veículo sobre a unidade. A delegacia já recebeu ordem de desocupação por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) por ficar as margens da rodovia, em local proibido, descoberto e inseguro. Apesar de ter sido notificada em dezembro de 2012, nenhuma medida para mudar o local da delegacia foi tomada.    Na delegacia não existe nenhuma cela, nem mesmo para presos provisórios. Os presos no município ficam algemados a uma barra de ferro em um canto da unidade, enquanto aguardam liberação ou transferência para outro local.   A sala de investigação é o corredor de circulação entre as salas da unidade, próxima ao local onde os presos ficam algemados, permitindo que os detidos ouçam o que os investigadores estão conversando, podendo atrapalhar investigações em curso.   No pátio da delegacia há diversos veículos apreendidos, alguns há anos, sem que haja cerca ou proteção à área, o que gera furtos e depredação nos veículos apreendidos. Há ainda no pátio uma viatura a espera de reparos.     Os fios da unidade também ficam expostos, colocando policiais e população em risco. A delegacia já chegou a ser invadida após o horário do expediente, mas nenhuma providência para melhorar a segurança no local foi tomada.  

14/04/2014 / 0 Comments
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Novo cenário eleitoral movimenta sessão da Assembleia

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  A possibilidade de o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) vir a disputar a eleição ao governo do Estado este ano repercutiu na sessão desta segunda-feira (14) da Assembleia Legislativa. A unanimidade colocada em xeque com o racha do PMDB que pode deixar a base do governador foi defendida e ao mesmo tempo atacada por membros da própria bancada do peemedebista.   O deputado Paulo Roberto, aliado de primeira hora de Hartung, e que vem atuando na Casa com o objetivo de desidratar o governo Casagrande, atacou a unanimidade. O deputado afirmou que o modelo foi importante, mas que este ano haverá embate. O parlamentar, desde que chegou ao Legislativo assumindo a vaga de suplente, vem atacando o governo. O parlamentar é do grupo que apoia a candidatura própria do partido.    Já o deputado Marcelo Santos, que desde o início do debate sobre as candidaturas vem defendendo veementemente a manutenção do apoio à reeleição de Casagrande, criticou a postura do colega de bancada. Ele afirmou que não se pode fazer na Assembleia cavalo de batalha em torno de questões pessoais e que quem critica hoje o governo há pouco tempo aplaudia o então senador Renato Casagrande.   O peemedebista foi aparteado pelo deputado Sandro Locutor (PPS), que também defendeu a unidade, argumentando que ela não pode ser uma via de mão única, ou seja, que não serve apenas para o governo passado. O deputado Marcelo Santos aproveitou para criticar o recorte dado à questão da segurança, que joga o problema apenas no governo atual. “Vários caixões foram carregados no governo passado por causa da segurança”, afirmou.    O deputado Euclerio Sampaio (PDT), que recentemente se alinhou ao grupo do ex-governador, criticou o colega de bancada Josias Da Vitória, que nesse domingo prestou contas em Colatina, noroeste do Estado , e reafirmou o apoio a Casagrande. Euclério, que na semana passada sugeriu a entrega dos cargos do partido no governo, afirmou que o PDT não deve continuar apoiando Casagrande e que a decisão será do diretório estadual.    A discussão sobre a sucessão estadual ficou encerrada com o deputado Hercules Silveira, que deixou uma mensagem cifrada. Ele afirmou que vai adotar a decisão que o partido tomar por causa da fidelidade, embora, cutucou, nem sempre se tenha no partido essa postura com ele. 

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Presidente sanciona lei que garante contato entre filhos e pais presos

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A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta segunda-feira (14) a Lei 12.962/14, oriunda do projeto de Lei 2.7865/11 que garante a convivência de crianças e adolescentes com pais ou mães presas, mesmo sem autorização judicial.    Pela nova regra, não existindo outro motivo que por si só autorize a perda ou suspensão do poder familiar, a criança ou adolescente deverá ser mantido com a família de origem, devendo ser obrigatoriamente incluído em programas oficiais de auxílio. A destituição do poder familiar por condenação criminal do pai ou da mãe só irá ocorrer se a pena tiver origem em crime doloso contra o próprio filho ou filha.   A medida foi defendida em parecer técnico defendido por todas as organizações que fazem parte da Rede de Justiça Criminal. Pela lei, guarda da criança permanecerá preferencialmente com a família, salvo em casos em que a condenação se referir a crimes cometidos contra os próprios filhos.    No parecer técnico, a Pastoral Carcerária ressaltou casos em que as mães perderam a guarda dos filhos assim que fosse passado o período de amamentação e, por ordem da Justiça, tinham suprimido o sobrenome familiar do nome da criança.    A maioria das presas do sistema penitenciário do País tem idade entre 20 e 35 anos, baixa escolaridade, é chefe de família e cometeram crimes de menor potencial ofensivo. Dentre aquelas que têm filhos, a maioria é mãe solteira, que não contam com o auxílio do pai ou da família.    A nova lei que garante o convívio dos filhos com pais ou mães presos também modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para assegurar que, em ações de perda ou suspensão familiar, o apenado deverá ser citado pessoalmente do processo, bem como questionado se deseja ter um defensor. A autoridade judicial deverá requisitar a apresentação do pai ou mãe preso em oitiva nesses processos.

14/04/2014 / 0 Comments
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Ricardo Ferraço mantém defesa da unidade no palanque de Casagrande

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A divisão do PMDB capixaba sobre a possibilidade de candidatura do ex-governador Paulo Hartung, com ameaça de rompimento da aliança com PT e PSB, foi um dos destaques de política do jornal Valor Econômico nesta segunda-feira (14). A publicação ouviu o senador Ricardo Ferraço (PMDB), que manteve a defesa da unidade em torno da candidatura à reeleição do governador Renato Casagrande.    A publicação lembra que o senador foi vice de Hartung e que chegou a colocar o nome à disposição do partido, ainda no ano passado, mas recuou em favor da unidade, que para o parlamentar é importante diante do que chamou de “ameaças federativas” que o Estado deve enfrentar.    Ao Valor, o senador citou como uma dessas ameaças a possibilidade de redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a mudança nas regras de cobrança da arrecadação com a exploração de petróleo.   Ferraço destacou também a votação de Casagrande em 2010 graças à aliança dos partidos no Estado. Naquela eleição, o governador chegou a 82% dos votos, o que para Ferraço demonstra que a população aprova esse tipo de aliança.    Ricardo Ferraço defende a manutenção da aliança, independentemente do processo nacional. “Eu não gostaria de ver meu Estado mergulhado numa briga e num conflito político. Não vejo necessidade disso. O ambiente aqui é de diálogo e não é como o do Rio de Janeiro, em que PT e PMDB estão se engalfinhando”, disse ao Valor Econômico.

14/04/2014 / 0 Comments
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