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Novo modelo de processo eletrônico será instalado em 30 comarcas do Estado

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O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) divulgou, nesta segunda-feira (14), a relação de comarcas que devem receber inicialmente o Processo Judicial Eletrônico (PJe), que passará a ser utilizado pela corte. De acordo com o cronograma de implantação, o sistema criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá ser implantado em 30 comarcas até o final deste ano. A Vara da Fazenda Pública do município da Serra será a primeira a receber o novo sistema, a partir de 14 de julho. Na Grande Vitória, o TJES vai instalar o sistema em outros dois municípios: Viana e Vitória, que vão receber o novo sistema, respectivamente, na vara de Fazenda Pública e nas três unidades de execuções fiscais (1ª e 2ª Vara Privativa, além da 12ª Vara Cível, que responde pelas execuções municipais). Nessas unidades, a implantação deve ser iniciada em 29 de setembro. O tribunal estima fechar o ano com a migração do sistema tradicional, cuja tramitação ocorre em meio físico (papel), para o processo eletrônico em 33 varas, sendo que 21 estão situados nas antigas comarcas de primeira instância (tipo de divisão extinta após a aprovação do projeto de reestruturação), que funcionam sob regime de vara única. Entre as comarcas de pequenos municípios atendidos pelo sistema estão: Santa Leopoldina, Fundão, Santa Maria de Jetibá, João Neiva, Santa Teresa, Itarana, Itaguaçu e Laranja da Terra (cuja implantação está prevista para o mês de setembro); Marechal Floriano, Alfredo Chaves, Anchieta, Iconha, Vargem Alta, Rio Novo do Sul, Piúma e Venda Nova do Imigrante (outubro); e Conceição do Castelo, Muniz Freire, Ibatiba e Ibitirama (em novembro). Pelo cronograma, o sistema eletrônico será adotado em outras quatro comarcas da antiga segunda instância, nas 1ª varas de Ibiraçu, Domingos Martins (a partir de setembro), Castelo e Iúna (em novembro). O modelo será adotado nas varas da Fazenda Pública municipal de Guarapari e Marataízes. Em Itapemirim, o PJe será instalado na 1º vara, que atua na área cível, comercial, acidente do trabalho e fazenda pública, a partir de 1º de dezembro. De acordo com informações do TJES, somente os novos processos, iniciados a partir da implantação do sistema, é que tramitarão no Processo Judicial Eletrônico. As petições serão enviadas apenas por meio digital pelos advogados, que terão um local de apoio no prédio do Tribunal de Justiça, com computador e scanner. O PJe também elimina a necessidade de contagens e prestação de informações gerenciais para órgãos de controle, como as corregedorias e os conselhos. O sistema permite, ainda, a execução de tarefas de forma paralela ou simultânea por várias pessoas. O novo modelo de processo eletrônico vai substituir o e-JUD2, que foi alvo de uma série de queixa de magistrados, serventuários e advogados sobre o mau funcionamento do sistema. De acordo com a Resolução nº 019/2014, a administração do TJES vai formalizar no CNJ o pedido de implantação, utilização, manutenção e atualização do sistema PJe. A corte também vai contar com um comitê gestor do PJe, que deve orientar as ações para a implantação do processo eletrônico nas unidades judiciárias do Estado.

14/04/2014 / 0 Comments
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Professores mantêm programação para o primeiro dia da greve nesta segunda-feira

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiupes) deu início, nesta segunda-feira (14), à greve dos professores da rede estadual, apesar de medida liminar expedida pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES) determinando a suspensão do movimento. Na manhã desta segunda, professores se reuniram em atos públicos em diferentes pontos da Grande Vitória e no interior do Estado.    O sindicato da categoria alega que não foi notificado sobre a liminar declarando a ilegalidade da greve, por isso, a programação do movimento foi mantida. Os trabalhadores pleiteiam reajuste salarial para 2014, com aplicação da Lei do Piso; revisão dos planos de cargos, carreiras e salários vencidos; e eleição direta para direção escolar.   Em Vila Velha, os professores se reuniram na Praça Duque de Caxias, no Centro do município, e seguiram em passeata pela Avenida Luciano das Neves em direção ao Terminal de Vila Velha. Na Serra, a concentração aconteceu no bairro Carapina, com passeata dos cerca de 800 professores que compareceram na manifestação realizada na BR-101, quando houve conflito com a tropa da Polícia Rodoviária Federal.   Em Cariacica e Viana, a concentração aconteceu às margens da BR-262, em frente à garagem da Viação Águia Branca.   A manifestação em Vitória está marcada para esta terça-feira (15) e vai ser realizada na Praça do Cauê, às 8 horas. Enquanto o Sindiupes não for notificado da liminar judicial, a programação está mantida.    No interior do Estado também houve adesão ao movimento de greve dos professores da rede estadual. Em Itapemirim, Presidente Kennedy, Piúma e Anchieta, a categoria parou as atividades. Já em Guarapari houve manifestação de professores.    Em Marataízes e Cachoeiro de Itapemirim, houve manifestação de professores. Em Cachoeiro, 200 professores participaram da reunião no Centro Operário e seguiram em passeata pelas ruas do município.    Em Aracruz, no norte do Estado, os professores também realizaram passeata pela Avenida Venâncio Flores, principal via do município.     O Sindiupes esclareceu os professores sobre o direito de greve da categoria. Na última sexta-feira (14) o TJES determinou, depois de ação ajuizada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), a suspensão do movimento grevista dos professores da rede estadual.    Segundo o sindicato, uma liminar da Justiça que possa suspender o movimento de greve só tem validade se a parte contrária for notificada, o que ainda não aconteceu.          

14/04/2014 / 0 Comments
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Polarização entre Hartung e Casagrande divide atores políticos do Estado

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A partir da colocação do nome do ex-governador Paulo Hartung à disposição do PMDB estadual para a eleição ao governo do Estado, as lideranças dos partidos começam a observar as possíveis mudanças do tabuleiro político do Estado. A expectativa se volta para o posicionamento das nacionais das siglas para dissipar as dúvidas sobre o novo alinhamento.    Embora a carta entregue por Hartung mostre a formulação de uma candidatura sem embates mais duros, o ex-governador pega carona nos estudos de aumento de gastos pelo governo de Renato Casagrande. Estudo esse elaborado por seus aliados. Mesmo sem o embate direto, a tendência é a da radicalização do processo, com a construção de dois palanques majoritários, o que levará a um redimensionamento das forças aliadas.    Casagrande segue na vantagem com a classe política, pois ainda tem o apoio da maioria dos partidos e dos prefeitos do Estado. Mas no que se refere à conexão com os palanques nacionais, a vantagem é de Hartung. O ex-governador pode se estabelecer como candidato do palanque de reeleição da presidente Dilma ou se aliar aos antigos companheiros do ninho tucano, erguendo um palanque para Aécio Neves no Estado.    O único palanque que não serve a Hartung é o do socialista Eduardo Campos. Já Casagrande tenta impedir que a candidatura presidencial própria atrapalhe suas movimentações locais e continua tentando vender a imagem de que um palanque de neutralidade pode ser vantajoso para o PT de Dilma.    Enquanto aguardam a definição, as forças políticas seguem divididas no Estado. No PMDB, Casagrande tinha o apoio da maioria, mas a colocação do nome de Hartung fez com que parte dos peemedebistas dispostos a permanecer na base do governador recuasse. Casagrande tem um apoio de peso dentro do partido, que é o senador Ricardo Ferraço.    Em viagem aos Estados Unidos, na companhia do vice-presidente da República, Michel Temer, Ferraço parece ter trazido boas notícias para Casagrande no que diz respeito ao posicionamento da nacional, pelo menos este é o comentário que circula nos bastidores do Palácio Anchieta. Hartung, porém, atende ao interesse do partido em lançar candidaturas próprias nos Estados. O ex-governador também já foi cotado para ser o candidato de Dilma Rousseff no Espírito Santo pelo ex-presidente Lula.    Isso coloca o PT em uma posição de difícil escolha. O sonho acalentado pelo ex-prefeito de Vitória João Coser de disputar o Senado, podendo recuar para uma candidatura a vice, pode caber nos dois palanques. Isso se Casagrande convencer a cúpula petista sobre a neutralidade ou Hartung escolher o palanque do PT.    Hartung sinaliza uma aproximação com o PSDB, o que pode atrair também o DEM do Estado, o que não seria possível diante de um apoio à presidente Dilma. O PDT também está condicionado à nacional e só caminharia com o PMDB em caso de apoio à Dilma. O ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT) tem uma preocupação com o espaço proporcional do partido, mas devido ao peso de sua imagem no município, um dos maiores colégios eleitorais do Estado, acaba sendo disputado pelos dois palanques, podendo ocupar uma candidatura majoritária.    Isso alçaria o deputado estadual Josias Da Vitória (PDT) à uma disputa de deputado federal, que por sua vez o colocaria em rota de colisão com o deputado Paulo Foletto (PSB), porque ambos dividem o eleitorado de Colatina, noroeste do Estado.    O PR saiu da eleição ao governo no momento em que o senador Magno Malta vislumbrou a disputa presidencial, um retorno hoje já não é considerado possível pelos meios políticos. Mas o trunfo do partido é o capital eleitoral que vem sendo demonstrado pelo delegado de Delitos no Trânsito, Fabiano Contarato, avaliado pelos dois lados como um problema a ser discutido na eleição ao Senado.    Entre os partidos pequenos o destaque é o bloco em que está o PV. Depois das pesquisas mostrando o fraco desempenho do prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), o ex-prefeito Neucimar Fraga (PV) se tornou um ator político com capital político destacado e também entra na mesa de negociação.    Todas as articulações proporcionais costuradas até aqui sofrem um forte abalo, já que o tabuleiro mudou, alterando o cenário que já estava consolidado. 

14/04/2014 / 0 Comments
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Biblioteca Estante Livre chega a Burarama com muita festa

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  A literatura ganhou uma nova casa em Burarama, Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado). Livros de diversos gêneros e nacionalidades estão abrigados e disponíveis a todos em uma estante muito especial no meio da Praça José Gava. A primeira Biblioteca Estante Livre foi inaugurada nesse sábado (12), com muita festa e já conquistou crianças e adultos do distrito, que receberam de braços abertos a nova moradora da Praça.   “A Biblioteca Estante Livre foi pensada para fazer circular a literatura por lugares que têm pouco acesso aos livros, principalmente no interior do Brasil”, explica Vitor Lopes, idealizador do projeto. A comunidade de Burarama conta com 600 habitantes na área central e um total de dois mil, contando a zona rural. O acesso ao livro é basicamente para quem estuda nas escolas. O local é um exemplo de que a literatura não chega ao interior no Estado.   O contato com a comunidade começou muito antes do dia da festa. Buscando um envolvimento da escola com a biblioteca, o projeto desenvolveu oficinas de formação voltadas para o público infanto-juvenil. Para Mikhael Soares, que participou da oficina Nós somos a Mídia – a internet na minha vida, a parceria da escola com a equipe da biblioteca foi fundamental. “Além dos livros, o projeto trouxe o aprendizado por meio das oficinas, que nos aproximou mais ainda da biblioteca”, diz o jovem estudante.    O diretor da escola, Geraldo Luiz, promete que a parceria vai continuar e que a escola vai sempre incentivar a leitura dos livros da Biblioteca Estante. “O aprendizado fora da sala de aula é muito importante e com a chegada desses novos livros nós percebemos uma grande empolgação das crianças em relação à leitura. Nossa comunidade não conta com muitos postos de leitura, acredito que com a Biblioteca Estante Livre a comunidade terá disponível uma leitura agradável, em um local mais agradável ainda”, diz o diretor.     Para estreitar ainda mais essa relação, alguns moradores do local foram escolhidos como padrinhos e madrinhas do projeto. Mariângela Grillo Fassarella, uma das madrinhas, conta que as reuniões com a comunidade começaram em outubro do ano passado e desde o início todos ficaram maravilhados com a ideia. “Eu já tinha visto na televisão e em revistas projetos parecidos em outros países e quando soube que seria colocado aqui também, vibrei. Não temos banca de revista, o jornal é comprado pelo dono da padaria e todo mundo que passa para comprar pão lê as notícias”, diz.   Assim que a maioria ficou sabendo que seria instalada uma estante de livros na praça, os moradores começaram a reformar o local. A escola local também se movimentou, todas as turmas visitaram a praça para conhecer sua história e, assim, aprender a ter mais carinho com o espaço e, consequentemente, com a estante. “Vamos sentar na pracinha para ler os livros, conversar sobre o que cada um está lendo e indicar livros. A pracinha vai se tornar um local de encontro e de conhecimento”, garante Mariângela.    Durante a inauguração do projeto houve declamação de poemas de alunos e professores da escola, contação de história, com Maria Elvira Tavares, e apresentação da banda de rock local Memórias Profanas. A contadora de histórias, que é moradora de Cachoeiro, também se encantou com a ideia e logo que soube se colocou a disposição para ajudar. “A estante será um self-service de livros e com certeza fará a diferença aqui em Burarama. Durante a contação de história, espero conquistar mais leitores, principalmente as crianças”, diz Elvira.     Vitor Lopes conta que decidiu iniciar o projeto em Burarama porque, além da sua relação afetiva com o lugar, sua família viveu muito tempo na cidade, Burarama é um local onde as pessoas são muito unidas e atuantes. “A Praça José Gava onde foi instalada e a estante foi construída pelos próprios moradores, que continuam cuidando e melhorando o espaço”, diz.   A estante foi instalada na praça para ser de fácil acesso a todos, tanto para os moradores quanto para quem estiver passando pelo lugar. “O diferencial da biblioteca é que não há intermediário, é totalmente livre e gratuita, sem multa ou punição. A pessoa poderá ficar com o livro o tempo que for necessário para terminar a sua leitura e depois devolvê-lo, para que a obra possa ser lida por outras pessoas”, explica Vitor.    A Estante se integra ao ambiente local e é hermética, capaz de resistir às ações do tempo, como o vento e a chuva, o que garante que os livros estarão sempre protegidos. Na parte de baixo da Estante estão os livros infantis. Acima deles, os juvenis e os adultos.      “A biblioteca é intimamente pensada para ligar-se ao cotidiano da comunidade, por isso, no caso de Burarama, que se trata uma comunidade rural, a curadoria pensou também em acrescentar livros agrícolas sobre plantio e colheita de frutas e legumes da região”, completa Vitor Lopes.   Em relação ao cuidado com os livros e com a estante, Mariângela acredita que será um trabalho de longo prazo por meio de uma educação popular, cada um fazendo a sua parte e orientando aqueles que ainda não conhecem o projeto. “Nós percebemos que o grupo que trouxe a Biblioteca Estante tem uma confiança muito grande nos moradores de Burarama e nós queremos corresponder a essa confiança com honestidade e cuidando bem dos livros”.   Esse projeto é uma realização do Lab.Muy – Arte y Cultura Digital, por meio do Funcultura, da Secretaria de Estado da Cultura. A produtora está em busca de parceiros para aplicação em novas localidades. Mais informações: www.bibliotecaestantelivre.com.br

14/04/2014 / 0 Comments
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Kurt Cobain, 20 anos

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Neste dia 05/04/2014 completaram 20 anos que Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, morreu, ao se suicidar com um tiro de espingarda, na estufa de sua casa. O ano era 1994, e ele deixou, aqui, muitos fãs ( e eu me incluo nessa), que hoje propagam a sua música e a sua memória. O rock dos anos 90 teve muito do Nirvana, uma das maiores bandas da última grande onda do rock, o grunge. Tanto Kurt Cobain, como sua banda, o Nirvana, têm um lugar especial e bem grande na História do Rock e da música em geral.   Para falar um pouco desta efeméride que, paradoxalmente, é de dor e reverência, tudo ao mesmo tempo, ou seja, um marco para muitos que conhecem e apreciam o rock, vou falar aqui da biografia magistral de Kurt Cobain, que foi escrita por Charles R. Cross, de título Mais Pesado que o Céu, publicado em 2002, e que é o resultado de quatro anos de pesquisa. Lembrando que o Nirvana tomou de assalto as paradas com sua música “Smells Like Teen Spirit”, que se tornou a canção mais conhecida de 1991, com a frase de abertura da guitarra, nesta música, simbolizando o início do rock dos anos 90, que, nesta altura, estava no marasmo repetitivo e afetado do rock farofa da década de 80. Kurt logo foi saudado como o maior compositor de sua geração.   Kurt Donald Cobain nasceu no dia 20 de fevereiro de 1967, em Aberdeen, Estado de Washington, nos Estados Unidos. Tendo já, desde cedo, demonstrado interesse pela música, talvez herdando esta propensão da família da parte de sua mãe, que teve alguns músicos. E, quando criança, em meio às preocupações de sua famíla com seu amigo imaginário, a quem chamava de Boddah, ele também tinha talento para a pintura e o desenho.   Na adolescência, já com os pais separados, o que foi um tormento emocional para Kurt, ele começou a experimentar drogas, quando passou a fumar maconha e tomar LSD. A família começou a ter problemas com ele, que o julgava teimoso e obstinado, não estava interessado em ouvir os adultos ou trabalhar, e na sua peregrinação por casas de diversos parentes, não se acertava com ninguém. Neste nomadismo, Kurt passou um tempo com o seu tio Chuck, um pouco mais liberal, e lá conheceu um amigo de seu tio, de nome Warren, que deu uns treinos musicais para o jovem Kurt, esta foi a sua primeira relação formal com a guitarra. Quando se encerrava o ano escolar de 1983, Kurt conheceu o punk rock, e naquele verão, viu os Melvins, o que mudaria a sua vida. Kurt grifou em seus diários: “Era isso que eu estava procurando.” E, de volta à casa de seu pai, depois de umas agruras, onde até morou quatro meses na rua, Kurt foi para o seu quarto de porão, e praticava guitarra durante horas. Seus amigos e família começaram a notar que ele estava se tornando hábil em tocá-la. E, ao se juntar ao seu amigo Jesse, ele foi morar na casa dos pais deste amigo, à convite dos mesmos, que gostavam muito dele, e lá, ele desfrutou de uma casa que tinha um grande sortimento de amplificadores, guitarras e discos. Foi lá que fez a sua primeira jam session com Krist Novoselic, que viria a ser o futuro baixista do Nirvana.    Kurt já estava compondo canções constantemente, com cadernos recheados de folhas com letras. Aos dezessete anos, já imaginava uma carreira musical. E, em 1985, ele monta a sua primeira banda, o Fecal Matter, que teve vida curta e nunca deu um show. Em 1987, Kurt estava em busca de montar uma banda novamente, e viajara algumas vezes como roadie dos Melvins. Kurt estava compondo canções num ritmo prodigioso, e organizou, neste período, três ou quatro grupos simultaneamente.   Então, Kurt se juntou a Krist, e estes começaram a tocar com um baterista num grupo sem nome, era a incubação do Nirvana. Já no verão de 1987, a banda estava se consolidando. E a música “Love Buzz” do Shocking Blue se tornara a marca do grupo naquela época. Em 1988, a banda gravou uma fita demo. Neste tempo, Kurt estava moderado com a bebida e as drogas. E aí, a banda ganhou o seu nome definitivo: Nirvana. E, ironicamente, depois de um show da banda que foi um fracasso, a gravadora Sub Pop, que patrocinara o show, demonstrou interesse pela banda. O Nirvana lançaria um single, o baterista Chad Channing entra para a banda, e o single “Love Buzz” fica pronto. Depois, eles gravam um álbum inteiro, que ganha o nome de Bleach.   Em meados de de 1989, o cenário musical do noroeste dos Estados Unidos começou a chamar a atenção internacional, muito devido, também, aos lances arriscados da Sub Pop, mas que resultaram em algo, e bandas como Mudhoney eram estrelas do movimento que passou a ser chamado de grunge. A Inglaterra era o lugar que primeiro visara este movimento, e até saiu uma matéria da Melody Maker em março de 1989, com o seguinte título: “Seattle: Cidade do Rock.”   A esta altura, Kurt já começava a enfrentar problemas estomacais, e, neste ínterim, em agosto de 1989, o Nirvana grava um EP com cinco novas composições de Kurt. Enquanto isso, Bleach já tocava nas rádios universitárias, e o disco é lançado no Reino Unido, com brilhantes resenhas. Em 1990, Kurt começa a beber novamente, e o baterista Chad Channing é sutilmente desligado da banda. Kurt e Krist estavam enviando novas fitas demo da banda, mixadas na Smart Studios, para gravadoras maiores, e a Sub Pop estava em séria crise financeira. Em agosto de 1990, o Nirvana abre um show para a banda Sonic Youth, e Thurston Moore e Kim Gordon, o casal de músicos do Sonic Youth, recomendam ao Nirvana, procurar a Gold Mountain, que geria os negócios do Sonic Youth. E, finalmente, depois de umas tentativas frustradas, o Nirvana encontra o seu baterista,

13/04/2014 / 0 Comments
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A traição anunciada

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Mauro é supersticioso.  Não manda emails na sexta-feira, lê e segue religiosamente o horóscopo do dia, baixa mapa astral na Internete, visita cartomantes e só tem doze amigos no Facebook.  Foi que seu pai de santo lhe informa em transe que a esposa vai traí-lo naquele dia… três vezes! Lembrando do evento bíblico, Mauro ainda arrisca – Trair ou negar? É a mesma coisa? O oráculo se cala. Tremendo entre a superstição e o bom senso, pela primeira vez Mauro ignora o aviso, pois confia cegamente na esposa.   Além disto não pode se dar ao luxo de espionar a mulher, porque nesse dia fatídico está  com a  agenda sobrecarregada. Se tudo correr bem, no final do dia terá a ambicionada e sempre adiada promoção…  Mira, a esposa, também tem um evento decisivo no trabalho… onde, como, quando teria tempo de traí-lo? Três vezes?  Tal como César, Mauro despreza o nefando aviso e vai cuidar da vida. Mas logo na primeira reunião da cúpula os longos anos de ideias fixas e superstições acham jeito de se intrometer…   Nervoso, suando frio, Mauro erra os cálculos do orçamento para a criação de um novo produto, gagueja na exposição de motivos para a abertura da nova filial, troca o nome dos representantes da Bahia e do Pará…  Na pausa do cafezinho o chefe o chama de lado, “Você está arruinando nosso projeto!”  Mauro pede desculpas, mas não está passando bem. E se manda sem mais explicações, dando de bandeja sua chance de promoção para o pior rival. Tudo por culpa do pai de santo!   Longe dali, Mira se esmera em uma reunião também importante. Se tudo correr bem, no final do dia poderá ter a ambicionada e sempre adiada promoção… Mal começa a reunião, porém, um segurança vem lhe avisar que um elemento suspeito, usando uma capa preta, chapéu de ambas longas e óculos escuros foi captado pelas câmeras tentanto entrar no edifício de alta segurança.   “Isso não é problema meu, chama a polícia!”  bronqueia ela.    O segurança a leva para ver o  circuito interno de TV, “É que tá parecendo seu marido…”  Mira olha a estranha figura e sente um frio no estômago – Quê que deu no Mauro?!  Mas responde, “Claro que não! Meu marido pode entrar aqui quando quiser, todas as secretárias o conhecem…”  Mira volta à reunião interrompida e faz o melhor que pode para impressionar as bases. Mas está preocupada, e na pausa do cafezinho procura o segurança, pra saber se pegaram o suspeito. “Não, ele sumiu”. Mira respira aliviada, mas ao chegar em casa o marido vai ter que se explicar.   No almoço com os delegados da China o segurança volta, “O suspeito conseguiu entrar  no edifício”. E  a leva  para ver as cenas captadas pelas câmeras,   “Tem certeza que não é seu marido?”  Mira treme entre o amor e a honra,  mas não vai deixar as esquisitices do marido atrapalharem sua promoção,  “Absoluta!” diz. O segurança avisa que a polícia já está no edifício, “Vamos dar o sinal de alerta e o prédio será fechado e evacuado. Mas não queremos que os visitantes estrangeiros percebam o que está acontecendo. Prolongue o almoço o mais que puder”.    Mira  quase desmaia, mas agora é tarde demais para voltar atrás e dar o dito por não dito. Mesmo porque, se alguém está errado é o marido, e não ela.  “Faça isso!” diz, já sem muita convicção,  e vai distrair a delegação chinesa no salão de banquetes.  Com a dificuldade de comunicação linguística – ela sem falar mandarim ou chinês, eles analfabetos de português ou inglês (os intérpretes foram dispensados), Mira teve que entretê-los com muita música e muito vinho. Mas o que os  austeros membros da delegação  gostaram mesmo foi das aulas de salsa.   Mas valeu a pena. O  acordo que parecia estar indo para o brejo acabou sendo  fechado e a sonhada promoção deixou de ser um sonho. Com todos os papéis assinados e a delegação chinesa seguramente de volta ao hotel,  a polícia traz um sujeito todo amarfanhado e algemado à sua presença, perguntando se era mesmo seu esposo, como alegava.  Mira, ainda sob os efeitos etílicos do bom vinho francês, consegue responder,  pela terceira vez naquele dia glorisoso, “Não!”

13/04/2014 / 0 Comments
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Novos nomes da música brasileira lançam tributo a Belchior

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Quase quatro décadas se passaram desde que Alucinação (1976) foi lançado para o público. O disco que se tornou a obra-prima do cantor e compositor Belchior foi o escolhido pelo produtor Jorge Wagner para ser reinterpretado por músicos independentes da nova geração. O álbum Ainda Somos os Mesmos conta com nomes como Phillip Long, Nevilton, Bruno Souto, Transmissor, The Baggios, entre outros.   O disco traz os clássicos Apenas um rapaz latino-americano, Velha roupa colorida e Como nossos pais – as duas últimas eternizadas na voz de Elis Regina. A escolha de apenas um disco para homenagear o artista cearense foi a forma que o produtor encontrou para mostrar as músicas de Belchior dentro de um contexto ao invés de uma coletânea aleatória.    Apesar disso, o novo disco conta com algumas faixas-bônus. O EP Entre o Sonho e o Som traz mais cinco músicas que também representam muito bem as composições de Belchior. São hinos de outros álbuns como Coração Selvagem, Paralelas e Todo Sujo de Batom.   Ainda Somos os Mesmos, assim como no áçbum original, com uma versão de Apenas um Rapaz Latino Americano feita pelo projeto Dario Julio & Os Franciscanos. A segunda faixa, Velha Roupa Colorida, é interpretada por Manoel Magalhões, da banda carioca Harmada. Já o Phillip Long canta Como Nossos Pais, uma versão que se aproxima mais da cantada por Belchior e se distancia da interpretação de Elis Regina.    O lado B do antigo vinil de Alucinação abre com a canção que dá nome ao disco, em Ainda Somos Mesmos quem recria a faixa título é Bruno Souto. A responsabilidade por rearranjar A Palo Seco ficou a cargo dos cariocas do Fábrica, a música que também já teve versão do Los Hermanos, aparece bem diferente neste projeto.   O disco está disponível na internet, e pode ser ouvido no soundcloud    

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Neste domingo, Coletivo Expurgação promove mais um Ensaio Aberto

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  Neste domingo, o coletivo Expurgação realiza mais um ensaio aberto. As apresentações musicais começam às 17h com a banda A Mesa. O grupo, inicialmente formado pelos amigos Fabrício Miyakawa e Gibran Chequer, mistura samba de raiz, rock psicodélico e música brasileira dos anos 60. Em 2012, a composição Lobo Mau foi selecionada por um júri especializado como a vencedora do 3º Festival Vitória em Canto.    Logo depois, o evento vai contar com o show do Cheap Blues. Bebendo da mesma fonte que Eric Clapton, Celso Blues Boy e Jimy Hendrix (entre outros sessentistas) a banda passou a ser influenciada por autores clássicos do blues como Willie Dixon, Howlin Wolf, Muddy Waters, Little Walter e outros nomes do blues norte americano. O Power trio é formado pelos primos Marcelo e Henrique Mattiuzzi e o baterista André Mattiuzzi.   O músico que vai encerrar a noite é o carioca Nino Navarro, que já lançou dois álbum marcado pela diversidade de influencias. Com sua mistura de rock alternativo, MPB e outros gêneros, e letras em português e inglês, Nino Navarro toca seu trabalho de forma independente, com disponibilização gratuita dos seus álbuns no bandcamp   A Rua Nestor Gomes, no Centro Histórico de Vitória é o cenário para o Ensaio Aberto. Os edifícios vizinhos ganham projeções de vídeo que transformam a rua com intervenções urbanas limpas, feitas com o controle da luz do local, abrindo assim um espaço amplo para interação entre os presentes.   Com as portas abertas para a rua, o evento aproxima o público dos músicos convidados em um ambiente intimista, onde o músico tem liberdade para expor seu trabalho de maneira informal. Este evento tem como característica principal agregar ações que permitam a difusão das diferentes manifestações artísticas e culturais, bem como proporcionar o intercâmbio, aperfeiçoamento e troca de experiências entre os participantes e a sociedade.   Serviço   O ensaio aberto acontece neste domingo (13), a partir das 17h, no Centro Histórico de Vitória. na Rua Nestor Gomes, nº 227

13/04/2014 / 0 Comments
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Jurong se compromete a priorizar trabalhadores de Barra do Riacho e Barra do Sahy em obras do estaleiro

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Os trabalhadores de Barra do Riacho e Barra do Sahy, em Aracruz, norte do Estado, terão prioridade na contratação para as obras do estaleiro Jurong. A empresa de Cingapura firmou esse compromisso com representantes da sociedade civil organizada, em reunião nesta semana. Embora obrigada, a Jurong não vem cumprindo condicionantes definidas no licenciamento ambiental do empreendimento.    A Jurong deveria contratar pelo menos 80% de mão de obra local para todas as atividades referentes ao estaleiro. Ao invés disso, tem empregado trabalhadores de fora da área de sua influência direta.    Os moradores reivindicam que primeiro sejam priorizados os trabalhadores das principais áreas afetadas pelos impactos sociais e ambientais das obras, que são Barra do Riacho e Barra do Sahy. Depois da sede do município de Aracruz e, por último, de Fundão, incluído indevidamente no Estudo de Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) como área de influência direta.   A sociedade civil tenta reverter a situação no Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Após denúncia formalizada pela ONG Amigos de Barra do Riacho, o órgão se comprometeu, também esta semana, a realizar um estudo para dimensionar os impactos gerados pelas obras do estaleiro.    O presidente da entidade, Herval Nogueira, destaca que a sociedade civil reivindica ainda a contratação de trabalhadores para funções especializadas. Hoje, a Jurong destina à mão de obra local, principalmente, empregos para auxiliar. Para as demais funções, com os melhores salários, são contratados profissionais de outras regiões.    “Temos muitos profissionais capacitados”, pontuou Herval. Segundo ele, com frequência saem ônibus de Aracruz com trabalhadores para atuarem em obras de outros estados. “Eles têm que fazer essas paradas distantes para conseguir sobreviver”.    Herval calcula que, atualmente, são 1.200 os trabalhadores que atuam nas obras do estaleiro, da região e de fora. A questão de alojamento apropriado é outro compromisso que a Jurong não vem cumprindo. Ele alerta que a empresa não oferece boas condições. “Geralmente coloca dez trabalhadores em uma casa, com apenas um banheiro”, relatou.    O presidente da ONG Amigos de Barra do Riacho diz que agora a sociedade civil irá aguardar o posicionamento da empresa em relação ao compromisso firmado. Caso a Jurong continue a descumprir a condicionante do licenciamento ambiental, serão realizados novos protestos como os registrados no mês passado, impedindo as obras no estaleiro.    “A união e empenho da sociedade civil são a única forma de consolidar mudanças. Essa Copala-EJA [Comissão Permanente de Acompanhamento do Licenciamento Ambiental do Estaleiro Jurong Aracruz] é uma comissão do sistema, que não tem poder deliberativo, e só quer protelar a situação em favor da Jurong”, disparou.    Desde 2010, o município recebe trabalhadores de diversas partes do País, atraídos pelas promessas de emprego oferecidas pela Jurong. Estas, no entanto, não passam da fase de obras. Depois, esse contingente populacional engrossa os bolsões de miséria da região, agravando os problemas sociais já registrados, como aumento da criminalidade e da prostituição e carência de serviços básicos para a população de saúde e educação.

13/04/2014 / 0 Comments
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Fraco desempenho de Audifax em pesquisa fortalece Vidigal

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A pesquisa do Instituto Futura publicada neste domingo (13) em A Gazeta com a avaliação do prefeito da Serra, Audifax Barcelos (PSB), mostra mais uma vez o equilíbrio das forças políticas no município e como isso influencia no processo eleitoral deste ano no Estado. Com duas forças políticas que se tencionam o tempo todo – Audifax e Sérgio Vidigal (PDT) – o município vive em um eterno perde e ganha entre os dois grupos. Neste sentido, a baixa aprovação de Audifax, favorece o projeto político de Vidigal para este ano. A pesquisa aponta 24,8% de bom e ótimo em relação à administração do prefeito, mas o índice de ruim e péssimo é de 22,6%. A imagem de Audifax para o eleitorado é boa e ótima para 27,3%. Mas para outros 23,6% é ruim e péssima. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número 00002/2014, e foi realizada no período de 4 a 8 de abril e ouviu 400 pessoas. A imagem do prefeito surpreendeu a classe política que acreditava em uma aprovação maior. Mas o prefeito não tem conseguido emplacar um desempenho na prefeitura condizente com a expectativa de boa parte do eleitorado – já que ele foi eleito por mais de 61% dos eleitores serranos. O resultado negativo acaba beneficiando seu principal adversário no município, o ex-prefeito Sérgio Vidigal. Com um capital maior, Vidigal acaba se tornando uma peça mais importante na Serra que o próprio Audifax. Isto porque o prefeito, quando eleito – o único na Grande Vitória que não precisou do segundo turno  para confirmar a vitória – era tido como uma liderança que ganharia brilho estadual, podendo até se credenciar a sucessor de Casagrande. O selo do PSB, a vitória retumbante sobre Vidigal e a expectativa de uma gestão moderna e de sucesso criavam as condições perfeitas para o prefeito apanhar a senha do Palácio Anchieta em 2018. Como isso não aconteceu, pelo menos até agora, o prefeito deixa de ser o centro das atenções das lideranças envolvidas na disputa estadual. Mesmo no partido do governador, Audifax tem identificação com Paulo Hartung. Mas, neste momento, já não interessa ao projeto do ex-governador, por isso, a circunstâncias podem colocar Vidigal no palanque de Hartung. Se a pesquisa da semana passada, realizada em Vila Velha, serviu para descolar a imagem do prefeito Rodney Miranda (DEM) de Hartung, na pesquisa realizada na Serra, o desempenho de Audifax deve fazer com que o ex-governador busque a aproximação com Vidigal.

13/04/2014 / 0 Comments
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