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Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari, de 10 a 16 de abril   ESTREIAS   Capitão América 2: o Soldado Invernal 3D (Captain America: The Winter Soldier, EUA, 2014, 120 minutos. 12 Anos) Ação. Direção de Anthony Russo, Joe Russo. Com Chris Evans, Scarlett Johansson, Sebastian Stan. Dois anos após os acontecimentos em Nova York, Steve Rogers segue tentando se acostumar com o fato de que foi descongelado e acordou décadas depois de seu tempo. Em parceria com Natasha Romanoff , também conhecida como Viúva Negra, ele é obrigado a enfrentar um poderoso e misterioso inimigo chamado Soldado Invernal.   Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. 15h30. 18h30. 21h30. Sexta-feira e sábado também 00h30. Sábado e domingo também 12h30. Sala 4. 13h. 16h. 19h. 22h. Sala 5. 14h30. 17h30. 20h30. Sexta-feira e sábado também 23h30. Sábado e domingo também 11h30. DUBLADA Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 15h45. 18h30. 21h15. (LEG). Sábado e domingo também 13h. 15h45. DUBLADO. Sala 3. 14h30. 17h20. 20h20 (LEG). Sábado também 14h30. 17h20. 20h20. 23h10 (LEG). Sala 7. 14h40. 17h40. 20h40. DUBLADO. Sábado também 12h. 14h40. 17h40. 20h40. 23h30 DUBLADO Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 5. 14h. 16h40. 19h20. 22h. DUBLADO. Apenas quinta-feira 00h (LEG) Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 16h10. 21h10. DUBLADO. Sala 3. 19h15. DUBLADO. 21h45 (LEG)   12 anos de Escravidão (12 Years a Slave, EUA, 2014, 135 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Steve McQueen (II). Com Chiwetel Ejiofor, Michael Fassbender, Benedict Cumberbatch. Solomon Northup é um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 18h45. 21h   Um Estranho no Lago (L'inconnu du lac, França, 2013, 95 minutos, 18 anos) Drama. Direção de Alain Guiraudie. Com Pierre Deladonchamps, Christophe Paou, Patrick d'Assumçao. Em pleno verão, um lago é usado como praia nudista por vários homens homossexuais. Eles sentem-se à vontade no local e usam o bosque ao lado do lago para ter relações sexuais. Um dos frequentadores mais assíduos é Franck, que um dia faz amizade com Henri, um homem solitário que vai ao lago em busca de paz, sem ter qualquer interesse em outros homens.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h15   Grand Central (Idem, Frances, 2014, 95 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Rebecca Zlotowski. Com Tahar Rahim, Léa Seydoux, Olivier Gourmet. Gary é um jovem que aprende rápido, sempre mudando de um trabalho para outro. Após ser contratado em uma usina nuclear, ele encontra tudo o que sempre procurou: dinheiro, uma equipe e uma família. No meio dos reatores, ele se apaixona pela mulher de um colega, e logo é ameaçado por esse amor proibido e pela constante contaminação radioativa.   Cine Jardins – shopping Jardins: Sala 2. 19h15   CONTINUAÇÃO   Noé 3D (Noah, EUA, 2014, 140 minuts,  14 Anos) Épico. Direção de Darren Aronofsky. Com Russell Crowe, Jennifer Connelly, Emma Watson. Noé recebe uma mensagem do Criador de que deve encontrar Matusalém. Durante o percurso ele acaba salvando a vida da jovem Ila, que tem um ferimento grave na barriga. Ao encontrar Matusalém, Noé descobre que ele tem a tarefa de construir uma imensa arca, que abrigará os animais durante um dilúvio que acabará com a vida na Terra, de forma a que a visão do Criador possa ser, enfim, resgatada.   Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 14h10. 17h10. 20h10. Sexta-feira e sábado também 23h20. Sala 2. 15h10. 18h10. DUBLADO. 21h10 (LEG). Sexta-feira e sábado também 00h20. Sábado e domingo também 12h10. Sala 6. 13h10 (exceto sábado). 16h10. 19h10. 22h10 Kinoplex – Shopping Praia da Costa. Sala 4. 15h. 18h. DUBLADO. 21h. (LEG). Sala 5. 14h30. 17h30. 20h30. DUBLADO. Sábado também 14h30. 17h30. 20h30. 23h20. DUBLADO  Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 2. 13h45. 16h25. 19h. 21h45. DUBLADO. Sala 3. 13h30. 16h10. 18h50. DUBLADO. 21h30 (LEG) Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 19h. 21h30   RIO 2 3D (Idem, EUA, 2014, 100 minutos, livre) Animação. Direção de Carlos Saldanha. Com Anne Hathaway, Jesse Eisenberg, Jamie Foxx. Continuação da animação RIO.   Cinemark – shopping Vitória: Sala 1. 11h10 (apenas sexta-feira e sábado). Sala 7. 13h20. 15h50. 18h50. 21h20. Sexta-feira e sábado também 23h50. Sala 8. 14h. 16h40.  Kinoplex – shopping Praia da Costa: Sala 2. 14h20. 16h40. DUBLADO. Sala 4. 13h. DUBLADO. Sala 6. 14h10. 16h30. 18h50. 21h10. DUBLADO Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 4. 15h. 17h20. 19h35. 21h50. Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 17h15. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 16h50. Sábado e domingo também 15h   SOS Mulheres ao Mar (Idem, Brasil, 2014, 90 minutos, 12 Anos) Comédia. Direção de Cris D'Amato. Com Giovanna Antonelli, Reynaldo Gianecchini, Fabiula Nascimento. Em meio à fossa da separação e à frustração prossifional, a escritora Adriana descobre que o ex fará um cruzeiro ao lado da nova namorada. Incentivada pela irmã Luíza, as duas decidem embarcar no mesmo cruzeiro para que Adriana tenha a chance de reconquistá-lo.   Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 19h20. 21h40. Exta-feira e sábado também 00h Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 19h. 21h20.  Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 6. 15h. 17h. 19h. 21h   Instinto Materno ( Pozitia Copilului, romenia, 2014, 110 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Calin Peter Netzer. com Luminita Gheorghiu, Bogdan Dumitrache, Florin Zamfirescu . Barbu  é um homem infeliz que, aos 34 anos, busca a independência ao sair da casa da mãe. A situação não a agrada nem um pouco, pois gosta de ter o filho sob seus cuidados. Para piorar a situação, Barbu passa a namorar uma jovem que não a agrada nem um pouco. Quando ele se envolve em um acidente trágico, que o deixa em estado de choque, Cornelia coloca o instinto protetor de mãe em primeiro lugar e faz de tudo para impedir que ele seja preso.

10/04/2014 / 0 Comments
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Romance é pano de fundo para denunciar as usinas nucleares

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  Grand Central é segundo filme da jovem cineasta e roteirista francesa Rebecca Zlotowski. Nesse novo longa, ela faz uma dura crítica social ao trabalho nas usinas nucleares em seu país. Para retratar os perigos nessas usinas, ela conta o romance entre os personagens Gary (Tahar Rahim) e Karole (Léa Seydoux).   Gary é um jovem recém-contratado para a equipe de limpeza de uma usina. Devido à sua baixa escolaridade, ele desconhece os perigos de radiação a qual fica exposto. Mesmo aqueles que sabem dos riscos, acabam aceitando o emprego para fugir da onda de desemprego que o país sofre. O filme revela que essas atividades deveriam ser destinadas a robôs, mas as empresas não investem no sistema eletrônico para cortar custos.   A personagem interpretada por Léa Seydoux é esposa de um dos amigos de Gary. A partir da relação proibida dos dois, forma-se um triângulo amoroso que dá um tom mais sensível e intimista ao filme e que se distancia um pouco do realismo e da crítica social.   A diretora consegue balancear muito bem esses dois nuances da sua obra. Ela conta um romance sem se esquecer de denunciar os problemas nas usinas nucleares. Grand Central também procurar fazer um retrato da juventude francesa, que não vê muito futuro diante da crise econômica do país.   Serviço   Grand Central (Idem, Frances, 2014, 95 minutos, 16 anos)   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 19h15

10/04/2014 / 0 Comments
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Entrega da liderança do governo deve partir de Elcio

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Mesmo antes do episódio de defesa do prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), que permitiu um ataque de aliados do demista ao governador Renato Casagrande, a liderança exercida na Assembleia Legislativa pelo deputado Elcio Alvares já não agradava ao Palácio Anchieta. O movimento do deputado reflete uma característica não só do plenário, mas também da classe política de não falar o que pensa.    Elcio é aliado de Hartung e sua ascensão à liderança do governo Renato Casagrande seguia uma tendência harmônica apenas porque o mercado político não contava com a possibilidade de um candidatura de Hartung ao governo. Com o surgimento dessa probabilidade, o demista assume seu posicionamento favorável ao ex-governador diante da constatação do mercado de que a eleição terá, pelo menos, dois palanques eleitorais, um de Casagrande e outro de Hartung.   No Palácio Anchieta a postura de Elcio já foi entendida como uma “virada de casaca”. O governador pretende disputar a eleição de qualquer jeito, afinal, tem direito à reeleição. Embora não tenha o perfil de retirar de sua equipe os nomes que lhe tragam problemas, seu pronunciamento na audiência pública do Orçamento, realizado nessa quarta-feira (9), em São Teresa, região serrana do Estado, deixa transparecer o recado de que o “chororô” de Rodney não comove o governo.   Ao dizer que o gestor não pode ficar “só reclamando”, o governador rebate as tentativas do prefeito de justificar seu desempenho negativo em pesquisa realizada pelo Instituto Futura no fim de semana. O prefeito admitiu problemas na comunicação com a população, mas tentou jogar a culpa dos problemas de gestão para cima do antecessor e dos governos federal e estadual.   Ao rebater o prefeito, o governador deixa cifrado o recado para seu líder, que na sessão dessa terça-feira (8) na Assembleia fez as vezes de opositor, permitindo que os colegas atacassem o governo para defender seu correligionário. Rodney, assim como Elcio, também é aliado de Hartung, foi eleito com o apoio do ex-governador, e se torna um problema para a construção do palanque do peemedebista com seu desempenho ruim no maior colégio eleitoral do Estado.   Para os meios políticos, ficou claro o desgaste na relação do governo e fica a expectativa de que Elcio entregue o cargo. A decisão ficará para o presidente do partido no Estado, o prefeito Rodney Miranda. Diante do episódio, o demista tende a romper com o governo.    Rodney, aliás, foi outro que mudou sua postura por conta do processo eleitoral. Embora tenha buscado durante todo o seu primeiro ano se aproximar do governo do Estado, com a iminência da oficialização da candidatura de Hartung, o aliado do ex-governador também desembarca da candidatura de Casagrande. 

10/04/2014 / 0 Comments
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O aguardado Um Estranho no Lago chega ao Cine Jardins

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  Um Estranho no Lago é um suspense que aborda as relações homossexuais sem pudor ou preconceitos. O filme do diretor francês Alain Guiraudie trata do voyeurismo nos dias de hoje e a sua única locação é um paradisíaco ambiente natural. O lago do título é um ponto de encontro para gays tomarem sol e encontrar parceiros.   Na trama, um romance se desenvolve a partir de um assassinato. Franck (Pierre Deladonchamps) é um assíduo frequentador do lago que gosta de flertar com todos. Ele conhece o misterioso Michel (Christophe Paou), que tem um jovem amante. Esse jovem aparece morto no lago e mesmo que Franck seja um dos suspeitos, Michel se interessa por ele e os dois começam a se encontrar.    Outro personagem interessante é o recém-divorciado Henri (Patrick d'Assumçao). Ele vai ao lago apenas em busca de paz, sem nenhum interesse sexual ou amoroso. Apesar de ficar afastado de todos, Henri também faz amizade com o novo frequentador do lago.     Alain Guiraudie é também o roteirista do filme e, para fugir do estereótipo gay, cria uma gama bem diversificada de personagens. Essa variedade gera uma maior identificação, há o cara que quer apenas aventuras, aquele que se envolve mais, aquele que gosta só de olhar, aquele que não quer nada e gosta apenas de provocar, entre outros tipos.   Além de levar o premio de Melhor direção na Mostra Um certo Olhar do Festival de Cannes, Um Estranho no Lago também ganhou a Palma Gay, prêmio destinado a filmes com temática homossexual no Festival de Cannes.   Serviço   Um Estranho no Lago (L'inconnu du lac, França, 2013, 95 minutos, 18 anos)   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h15

10/04/2014 / 0 Comments
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O efeito Ricardo Ferraço

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Com um gesto, o senador Ricardo Ferraço (PMDB) pode ter modificado os rumos e tendências da sucessão capixaba de 2014 e, possivelmente, também os rumos e tendências da própria política capixaba. Ao declarar que não será candidato a governador do Espírito Santo em 2014 e que, mais ainda, vai apoiar a candidatura à reeleição do governador Renato Casagrande (PSB-ES), Ricardo simplesmente deu um “cavalo de pau” e causou um efeito pertinente e estrutural na política estadual. No jornalismo costuma-se dizer que uma foto-imagem pode valer mais do que mil palavras. Na política, costuma-se dizer que um gesto pode valer mais do que mil discursos. O gesto de Ricardo Ferraço valeu. É a política do gestual e dos efeitos simbólicos.   Ricardo optou pela demarcação da sua identidade política. É simples assim. Senador de 1.6 milhões de votos com muitos anos de estrada na política, ele sinalizou que trilha o caminho político da luz própria, para além dos rótulos de “filho político de Theodorico Ferraço” e “pupilo de Paulo Hartung”. O seu gesto muda o tabuleiro e reposiciona as pedras.   Um gesto que terá efeitos práticos em várias instâncias do processo sucessório estadual: na Convenção do PMDB estadual, portanto, na própria escolha das candidaturas do PMDB; na formação das alianças majoritárias e proporcionais; e no arranjo e rearranjo das novas árvores políticas capixabas. Alinhado com o prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS-ES) e com o governador Renato Casagrande, o gesto de Ricardo pode abrir caminho para novas lideranças, e, ao mesmo tempo pode recolocar no palco ou nos bastidores lideranças experientes e respeitadas como o ex-governador Gerson Camata (PMDB), dono de respeitado patrimônio político-eleitoral.   Não é pouca coisa. Uma espécie de freio de arrumação. Ele fala em opção pela união mas, paradoxalmente, na verdade induz ao fim da assim cunhada (por Luiz Paulo Vellozo Lucas) unanimidade bonapartista. Nem unanimidade, nem bonapartista. Se o governador Renato Casagrande – alinhado com o senador Ricardo Ferraço e com o prefeito Luciano Rezende, por exemplo -, trilhar mesmo o caminho de construir alianças fora do território político demarcado pelo ex-governador Paulo Hartung, então a união deixará de ser unanimidade. E a disputa se dará mesmo que Paulo Hartung decida ser candidato a senador, e não a governador como se presume neste momento.   As especulações sobre as possibilidades e alternativas de candidaturas e alianças aumentaram. O que parece correto supor é que Hartung realmente teria decidido ser candidato. Ficar sem mandato, nem pensar mais. Agora, ele estaria avaliando a opção de uma candidatura a governador para bater chapa com Renato Casagrande. Mas como Paulo Hartung não é um político de perfil de fazer o jogo do tudo ou nada, ainda se pode esperar a sua opção por uma candidatura ao Senado.   Ele está acumulando forças, andando pelo Estado e avaliando as possibilidades. E ainda tem o cenário – improvável, embora possível – dele sair candidato a deputado estadual para permanecer no Estado e puxar votos, tornando-se virtual presidente da Assembleia Legislativa em 2015. Estas parecem ser as opções, com mais probabilidade hoje de Hartung sair candidato a governador, a julgar pela artilharia que ele já mobilizou. Ele já sabe que Casagrande reafirmou que é candidato a governador e que está disposto a bater chapa. Disputa anunciada. Disputa iniciada.   Do seu lado, Renato Casagrande ainda não mobilizou a sua artilharia. Mas já teria mobilizado a sua infantaria. E teria concluído que para bater chapa será preciso não apenas articular e agregar as suas redes de apoio político, social e empresarial. Mais do que isto, será também fundamental se preparar para disputar o campo das ideias e das propostas -com propostas e com bons quadros para governar -, tendo em vista a artilharia de desconstrução da imagem do seu governo já disparada por pessoas do grupo político de Hartung. E disparada também por forças políticas que podem entrar no processo como forças auxiliares de Hartung, como é o caso da candidatura de Guerino Balestrassi a governador (sonhando com um segundo turno) e como poderá ser o caso de uma eventual candidatura de Luiz Paulo Vellozo Lucas ao Senado.   O momento é de conversar para saber quem vai com quem. Conversar para acumular forças e para demarcar os territórios. E, aí, ganham importância, além da liderança de Ricardo Ferraço, que já se posicionou, a liderança do senador Magno Malta (PR) e a musculatura do PDT do ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal. Magno Malta seria um terceiro candidato? Ou apoiaria quem? E o PDT? E ainda tem o PT, o partido mais organizado do Brasil, mas que no Espírito Santo desidratou política e eleitoralmente. Para aonde vai o PT? Enquanto isto, o empresariado só observa.   Tem muita água ainda para passar debaixo da ponte. E muitas nuvens ainda a serem formadas. Mas o fato é que Ricardo Ferraço provocou uma “boa confusão” no mercado político e no tabuleiro eleitoral. O seu lastro político-eleitoral e a sua experiência como político e como gestor serão, certamente, de grande valia para a candidatura de Renato Casagrande. Com ele, a infantaria de Casagrande fica mais eficaz. E a artilharia fica mais potencializada.   Ao fim e ao cabo, se Renato Casagrande e Paulo Hartung, dois líderes políticos de muito lastro e muita experiência, realmente se posicionarem para bater chapa, quem vai ganhar é a democracia e o Espírito Santo. Nem unanimidade, nem bonapartista.

09/04/2014 / 0 Comments
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Pior, impossível

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Os filmes se tornaram uma das nossas maiores formas de expressão cultural, superados apenas pela televisão, embora sejam farinha do mesmo saco, como diria Carlitos.  Nunca encontrei quem nunca foi ao cinema, quem nunca assistiu a um filme ou quem não sabe citar um filme preferido ou inesquecível. Formadores de opinião, eles pularam das telas dos cinemas para as livrarias e faculdades, com um sem número de livros, filmes, documentários, pesquisas e artigos sobre filmes e seus sub-produtos: atores, autores, diretores, produtores, cenários, fotografia, costumes, etc.   Houve um tempo em que ir ao cinema era obrigatório, para ver e ser visto, não o filme, mas a plateia; para se atualizar e ter assunto nos encontros, eventos, reuniões. Com os avanços da tecnologia criando novos estilos de vida, os cinemas saíram de moda, e o fim desses templos da diversão andaram com dia e hora marcados. Mas surpreenderam e ressuscitaram, principalmente por se adaptarem ao gosto da força jovem.  Hoje nas escolas eles vão vistos, copiados, estudados e analisados seriamente.   Tem filme sobre tudo, que se adaptam a todas as áreas do saber humano, seja filosofia ou comércio internacional,  história ou ecologia, direitos humanos ou abuso de poder, amor ou dinheiro. Governo, feitiçaria,  epidemia, desastres naturais ou inventados… lembre de um assunto qualquer, e tem um filme sobre ele. Ir ao cinema pela primeira vez é um deslumbramento que acontece cada vez mais cedo (vejo mães com bebês de colo!). Uma experiência inesquecível? Com certeza, talvez, ou nem tanto.   Pois me intriga  não lembrar a primeira vez que entrei num cinema e vi um filme. Tá bom, já tem muito tempo… Naturalmente foi em Alegre, no cinema em frente ao jardim da Praça da Bandeira, famoso por não ter escada de acesso para o segundo andar. O cinema, não o jardim. Como o cinegrafista chegava lá, não sei. Nessa época eu via tudo que passasse, pois era apenas um filme por semana, duas sessões no domingo depois da missa. Hoje sou mais exigente e eliminei violência explícita, dramalhão lacrimoso, política, militar, etc. A menos que.    Na matinê de domingo tinha os seriados – Flash Gordon, Roy Rogers, Zorro –  com 99% de meninos barulhentos na audiência. Nunca fui, pois já naqueles idos não gostava de seriados. Hoje deparo com o mesmo problema, quando os filmes estão sendo superados pelos seriados da TV. Igual novela no Brasil, a gente fica sem assunto nas conversas sociais e familiares. Vejo um capítulo ou outro quando alguém está vendo em casa, apenas por cortesia. Quer dizer,  você assiste ou fica mudo.   Decidindo que deve haver algo errado comigo, os filhos resolvem me induzir a assistir uma série completa. Tramam nas minhas costas, escolhendo qual deveria ser meu batismo de fogo.  Assim, têm certeza, serei também cativada, como fez a raposa do Pequeno Príncipe. E o Oscar foi para… “De mal a pior”. Segundo o Google Brasil, um sitcon americano sobre uma família rica e disfuncional cujo pai vai preso. De repente, acabou o dinheiro.   Um domingo inteiro vendo um capítulo atrás do outro – pausa para o almoço – muito riso e nenhuma conversa…  outro capítulo… pausa para atender o telefone… mais risos… pausa para o banheiro… mais risos… mais um? Deu para ver a primeira temporada, apenas. Legal, a série é mesmo engraçada, rir faz bem à saúde e às relações afetivas, melhor assistir do que ficar encarregada da pipoca… Só não sei como vou conseguir escapar no próximo domingo sem ferir sentimentos

09/04/2014 / 0 Comments
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???Paulos???

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  Guardadas as devidas proporções, já há quem compare a relação Paulo Hartung/Rodney Miranda com a dupla paulistana Paulo Maluf/CelsoPitta. Assim como no caso capixaba, Maluf alçou Pitta à vida política, na época um ilustre desconhecido. Primeiro ganhou uma cadeira de secretário do “padrinho” e, depois, foi lançado por ele candidato à sucessão. Nome validado por Maluf, Pitta ganhou a disputa, pelo PP. No entanto, dois anos depois, o “afilhado” começou a dar problema, citado em episódios de corrupção do período em que era secretário e prefeito. Por aqui, Rodney (DEM) fez caminho um pouco diferente. Também começou como secretário de Hartung (PMDB), com atuação pífia na pasta; chegou à Assembleia como o mais votado e nunca mostrou a que veio e, depois, à Prefeitura de Vila Velha. Tudo isso tendo o ex-governador como seu “fiador”. Desde sempre, protagoniza uma incompetência atrás da outra, mas foi à frente da prefeitura que ficou queimado de vez. Ao contrário de Maluf, porém, que já no primeiro sinal fez de tudo e mais um pouco para se desvincular do “afilhado”, Hartung sustenta as ações de Rodney e até aciona sua tropa de choque para defender o prefeito. O ex-governador deveria se inspirar na frase de seu xará que ficou famosa na década de 90 e repetir: “Se Rodney Miranda não for um bom prefeito, não votem mais em mim”. Ainda tem tempo.   Segue… A propósito, quando Celso Pitta deixou o poder em 2001, matérias apontavam que 83% dos paulistanos consideravam a sua gestão ruim ou péssima, uns dos maiores índices até então. Pitta não tentou a reeleição e fracassou duas vezes na campanha a deputado federal. Já Maluf foi derrotado por Marta Suplicy, em 2002, e também respondeu por acusações de corrupção.   Seis por meia dúzia? Depois da sessão dessa terça-feira (8), mais indicado o governador Renato Casagrande repensar a substituição do líder do Governo na Assembleia, de Elcio Alvares para Atayde Armani, ambos do DEM. Entre a defesa do presidente de seu partido, Rodney Miranda, e do governo, Armani se atrapalhou e acabou dando um tiro no próprio pé.    Menos um Bastou o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), “apadrinhar” a deputada Aparecida Denadai (PDT), que veio a primeira “baixa” das pendengas judiciais da pedetista. O demista, sabe como é, tem influência nessa área.    Segue… O caso que Aparecida foi inocentada é da acusação de compra de votos no processo da “cabeluda” Operação Moeda de Troca. Culpa caiu somente no colo do ex-prefeito de Santa Leopoldina Ronaldo Prudêncio (PDT), aliadíssimo da deputada na época. O TRE-ES foi o salvador da pátria.   Floreio Da série “eu amo sinônimos”: em apenas uma frase, o deputado estadual Glauber Coelho (PSB) citou as palavras dificuldades, obstáculos e impedimentos, na sessão da Assembleia dessa terça. Economiza, vai!   Vitrine Para não fugir à regra, mais um gestor que deixa o cargo para se candidatar nas eleições deste ano prestou contas. Desta vez, o vice-prefeito de Vila Velha, Rafael Favatto (PEN), que acumulava a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). Ele e Rodney não se bicam, mas Favatto achou por bem tecer elogios ao prefeito, como manda o figurino.    Só no nome Interessante é que Favatto é candidato a deputado estadual pelo PEN, que significa Partido Ecológico Nacional. Aliás, ele é o presidente regional da sigla. Mas cadê a bandeira ambiental de Favatto e do PEN?    Lamentável Ausência sentida e criticada durante o enterro do radialista Cícero Dantas nesta quarta-feira (9), no Jardim da Paz, em Laranjeiras: diretor da Rádio Espírito Santo, Ricardo Janotti. Ex-diretores presentes entenderam como “mais um desrespeito, até na hora da morte”. O governo também não mandou representante.   140 toques Ontem [terça-feira, 8] nos encontramos com o senador Aécio Neves em Brasília. Conversa excelente sobre o Brasil e o Espírito Santo. #VamosJuntos”. (Guerino Balestrassi – PSDB – no Twitter)   PENSAMENTO:  “Mediocridade na política não pode ser desprezada. A grandeza não é necessária”. Hans Magnus Enzensberger

09/04/2014 / 0 Comments
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Jogo duplo

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A sessão dessa terça-feira (8) na Assembleia Legislativa foi emblemática. Não só porque deixou claro que o ambiente eleitoral majoritário está influenciado fortemente o movimento dos deputados estaduais, mas porque foi a primeira vez que se viu um líder de governo atacar o governador. A defesa de Rodney Miranda foi o subterfúgio para demarcar os territórios a serem disputados pelas lideranças políticas.   Elcio sempre foi um político governista, não importa quem estivesse no poder. Mas sua ligação com Hartung e os aliados do ex-governador o colocam em uma situação bem específica. Ele é do time do PH. Bobagem fez o governador ao acreditar que o deputado do DEM fosse mesmo dedicar sua fidelidade ao Palácio Anchieta.    Estabelecida a disputa, o demista já ocupou sua posição no tabuleiro. Casagrande já não vinha muito feliz com o desempenho de seu líder. Agora, então, deve estar arrependido. Depois da sessão dessa terça-feira (8), a permanência de Elcio na liderança do governo teria ficado insustentável.    O mínimo que se espera do líder do governo na Assembleia é que ele faça a defesa do governo e não o contrário. A sorte de Casagrande é que o ataque aconteceu quando o ex-secretário de Esportes, Vandinho Leite (PSB) já havia retornado ao plenário.    Foi ele quem fez o papel de líder. Nessa quarta-feira (9), os deputados da base se apresentaram para a defesa de Casagrande, mas aí a repercussão da sessão dessa terça já estava estampada na capa da imprensa amiga do ex-governador.    Casagrande sempre adota a postura das saídas honrosas para os problemas nas equipes. Fez isso com Ângelo Roncalli, Robinho Leite e outros pontos fora da curva. Por isso, embora o mercado político esperava uma ligação do governador para o líder assim que terminou a sessão, deve haver um acordo para que Élcio entregue o cargo.   Fragmentos:   1 – Enquanto o senador Ricardo Ferraço (PMDB) participa faz palestra no Fórum das Américas, nos Estados Unidos, sua equipe continua aprontando das suas no Espírito Santo.    2 – O tucanato capixaba está em Brasília para discutir o projeto do partido com o presidente do partido Aécio Neves, o pré-candidato a governador Guerino Balestrassi, o presidente do partido no Estado, deputado César Colnago e o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Luiz Paulo Vellozo Lucas.    3 – O Encontro Regional Sul do PT capixaba será neste sábado (12) das 8 às 14 horas no Sest/Senat de Cachoeiro de Itapemirim.

09/04/2014 / 0 Comments
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Vira casaca

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A sessão dessa terça-feira (8) da Assembleia Legislativa foi um verdadeiro festival de “morde e assopra”. Puxado pelo deputado do DEM, Elcio Alvares – que tentou defender a pífia avaliação da gestão do prefeito Rodney Miranda (DEM) na pesquisa do Futura -, os parlamentares fizeram discursos exaltando as qualidades do prefeito de Vila Velha e, de maneira menos ou mais velada, transferiram a culpa pelos maus resultados da gestão à burocracia do governo do Estado em repassar recursos para o município canela-verde, sobretudo os relacionados às chuvas de dezembro do ano passado.    Os deputados, que a priori são eleitos para defender os interesses da população, dedicaram mais de uma hora da sessão para fazer a defesa do prefeito de Vila Velha. Um absurdo. O taxímetro correndo e o dinheiro do contribuinte sendo jogado no ralo. Tudo isso para tentar salvar a pele de um gestor incompetente que trata a administração de uma cidade de meio bilhão de habitantes como uma aventura. Na Secretaria de Segurança Pública Rodney “brincou” de Rambo e deu no que deu. Deixou o Espírito Santo na vice-liderança nacional de homicídios.   Mas as anomalias da sessão não pararam por ai. Elcio, que se diz líder do governo na Casa, foi o primeiro a virar a casaca e centrar fogo no governador Renato Casagrande. Os deputados, bem ensaiados, seguiram o “líder”. Os discursos seguiam o tom orquestrado da tribuna por Elcio, que regojizava-se a cada elogio à gestão de Rodney e fazia uma cara sisuda de aprovação a cada estocada que era desferida contra o governador. Como as de Paulo Roberto (PMDB), que não se furtou a fazer juras de amor a Rodney e espinafrar o governo.    Euclério Sampaio (PDT), quem diria, que já fez tantas críticas duras ao então secretário de Segurança Rodney Miranda, passou a ser seu maior admirador. Disse, na condição de cidadão canela-verde, que a cidade vai muito bem.    José Esmeraldo, que é supostamente da base aliada do governo do mesmo jeito que Elcio é supostamente líder do governo,também se mostrou fã do prefeito mal avaliado e aproveitou para cutucar o governo. A sessão para salvar a imagem de Rodney seguiu nessa batida. Outros deputados, à medida que eram convocados por Elcio, se solidarizavam com o prefeito.    O presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), fechou com chave de ouro o socorro a Rodney. Disse tudo e mais um pouco que os “amigos de Rodney”, por lapso ou cautela, deixaram de dizer. Exaltado, e em algumas horas com rompantes mais acalorados – desses que o sujeito fica vermelho e chega a expelir saliva ao falar -, Ferraço sacramentou o juri armado na Assembleia: Rodney é inocente e Casagrande culpado pela má avaliação do prefeito na pesquisa.   O operação foi um sucesso. Elcio conseguiu fazer a defesa de Rodney e, de quebra, culpar Casagrande pela pífia gestão do prefeito do DEM. Sem contar que a defesa alcançou o ex-governador Paulo Hartung, que é padrinho político do prefeito e estava aflito com as seguidas trapalhadas do afilhado, temendo que os estilhaços, mais cedo ou mais tarde, pudessem arranhar sua imagem.   Quem acabou fazendo o papel de líder do governo foi o deputado Vandinho Leite (PSB), que saiu em defesa de Casagrande. Ele rebateu Elcio ao garantir que o governo já havia repassado R$ 14 milhões ao município. Sozinho na cova de leões, o ex-secretário de Esportes, na medida do possível, se saiu bem na defesa do governo. E deixou um recado para Casagrande: o governo carece urgente de um novo líder.   Mas, voltando à sessão, a defesa a Rodney foi um total desrespeito da Assembleia com o eleitor. É inadimissível usar um espaço que deveria ser exclusivamente dedicado para debater questões do povo para tratar de assuntos de foro particular – porque, convenhamos, a pesquisa não tem a ver com a Assembleia. Não há nenhum argumento plausível que justifique gastar mais de uma hora com a defesa pessoal do prefeito que simplesmente foi mal avaliado em uma pesquisa. Lembrando que a pesquisa Gazeta/Futura têm uma série que irá avaliar outros prefeitos. Se o próximo prefeito, no caso Audifax Barcelos (PSB), for mal avaliado vamos ter uma nova sessão dedicado à defesa do prefeito?   Ora, não faz o menor sentido. Há outros foros para tratar a questão que não o Legislativo estadual. Elcio, que tomou as dores do colega do DEM, que convocasse uma coletiva para defender a gestão do prefeito. Ou se contentassem em recorrer ao jornal que publicou a pesquisa, como já fizeram, para tentar “arrumar” o resultado inglório. Só para registro, percebam que até segunda-feira (7), portanto, antes da sessão de defesa de Elcio, que foi na terça (8), o jornal dava destaque à reprovação da gestão do prefeito, que, manchetava o diário, era de 75%. As notícias publicadas ainda ontem após a sessão e na edição desta quarta (9) já tratavam os números, curiosamente, por outro viés. Não interessava mais, sabe-se lá por que, dar destaque os retumbantes 75% de avaliação negativa, mas apenas dizer que o prefeito foi aprovado por 14% dos moradores de Vila Velha. 

09/04/2014 / 0 Comments
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Projeto que estabelece novos padrões de qualidade do ar em Vitória é protocolado na Câmara

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O vereador de Vitória, Serjão Magalhães (PSB), protocolou no final da tarde desta quarta-feira (9), na Câmara, o projeto de lei (PL) 136/2014, que estabelece novos padrões para a qualidade do ar na Capital. Segundo ele, que presidiu os trabalhos do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) , o texto tem como base o relatório síntese do GTI, consensual entre a sociedade civil, o governo e setor empresarial.   O protocolo da matéria ocorre um dia após o prazo anunciado pelo vereador, na semana passada. Na Câmara, o projeto deve passar pelas comissões de Constituição e Justiça, Finanças, e Meio Ambiente e Saúde, antes de seguir à votação em plenário. Depois, caberá ao prefeito Luciano Rezende (PPS) decidir pela sanção do decreto.     Conforme acordado na última reunião do GTI, o texto também será encaminhado ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema), bem como as possíveis emendas apresentadas pelos vereadores após a tramitação do projeto na Casa.   O PL estabelece metas e prazos para redução gradativa das emissões de fontes fixas e móveis, até atingir os padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS), em alguns casos até cinco vezes mais restritivos do que os estabelecidos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), desatualizados há 35 anos.   Nos três primeiros anos após sanção da lei, no entanto, poderão ser mantidos os padrões atuais. Em seguida será estipulada a Meta Intermediária 2, também no prazo de mais três anos e, por último, a Meta Intermediária 3, com aplicação prevista para outros quatro anos, totalizando dez anos até a adoção dos padrões OMS.    A proposta estabelece novos padrões para quatro poluentes – dióxido de enxofre (SO2), monóxido de carbono (CO), dióxido de nitrogênio (NO2) e ozônio (O3) – e para as partículas respiráveis (PM 10 e PM 2,5) e partículas totais em suspensão (PTS), as mais prejudiciais à saúde, por atingirem o sistema respiratório.   Caso o decreto seja sancionado, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) será responsável por fiscalizar o cumprimento da legislação ambiental e estabelecer um Plano Municipal de Qualidade do Ar (PMQAr) que garanta a aplicação dos novos padrões em cada etapa, com atualizações anuais.   Também deverão ser estabelecidos sinais de atenção, alerta e emergência para episódios críticos de poluição, com o objetivo de definir medidas preventivas às empresas, à Prefeitura e demais órgãos responsáveis, “evitando graves e iminentes riscos à saúde da população”. Esta proposta deverá ser elaborada seis meses após a publicação do decreto.   Nos últimos levantamentos divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Vitória apareceu em posições negativas no ranking nacional, como uma das capitais mais poluídas do País.   Em 2008 superou a capital São Paulo em índices de partículas totais em suspensão (PTS) e partículas inaláveis (PM10). Os registros atingiram 717 mg/m³ de PTS e 669 mg/m³ de PM10, quando o padrão do Conama prevê, respectivamente, de 240 e 150 mg/m³, já considerados elevados.   Mais uma evidência de que, no Espírito Santo, é contestável o argumento de que os automóveis são os principais responsáveis pela poluição do ar que atinge a Grande Vitória, e não as poluidoras instaladas na Ponta de Tubarão, Vale e ArcelorMittal.   No papel   Desde 2011, Vitória tem uma lei – nº 8.103 – que regulamenta o Programa Municipal de Controle da Poluição do Ar, de autoria do vereador Namy Chequer (PCdoB).    A lei prevê fiscalização às empresas Vale e ArcelorMittal, oferecendo à população um importante instrumento para acompanhar os índices de emissões de poluentes.   O programa determina que os empreendimentos com potencial de emissão atmosférica acima de 100 toneladas de material particulado por ano devem apresentar anualmente as estimativas de suas emissões em um Inventário de Emissões Atmosféricas (IEA), com identificação de todas as fontes existentes em seus limites.   Após ser aprovado pelos vereadores, o projeto foi vetado pelo então prefeito João Coser (PT), sob o parecer de que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) não teria condições estruturais de se adequar à legislação proposta. A CMV derrubou o veto e, mesmo sem o aval do prefeito, promulgou a lei. Até agora, porém, continua no papel.

09/04/2014 / 0 Comments
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