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Século Diário

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Prefeito de Marechal Floriano vai responder ação penal por corrupção

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A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) recebeu nesta quarta-feira (9) a denúncia movida pelo Ministério Público contra o prefeito de Marechal Floriano (região serrana), Antonio Lidiney Gobbi (PSB) pela suposta prática de cinco crimes, entre eles, corrupção ativa e associação criminosa. O socialista foi acusado de ligação com integrantes do esquema que realizaria fraudes em licitações e contratos públicos, revelados durante a Operação Lee Oswald.   De acordo com informações do TJES, o colegiado decidiu, por maioria de votos, pelo recebimento parcial da denúncia, que também envolvia outras pessoas que vão responder à ação na primeira instância. A ação penal contra Lidiney Gobbi vai tramitar no tribunal em função do foro privilegiado do prefeito. Ele é acusado dos crimes previstos nos artigos 288 (associação criminosa), 298 (falsificação de documento particular), 317 (corrupção passiva), 332 (tráfico de influência) e 333 (corrupção ativa) do Código Penal.   Segundo as investigações, o prefeito teria orquestrada a composição do contrato no Presidente Kennedy (litoral sul do Estado) em favor do empresário Cláudio Ribeiro Barros, dono da empresa Master Petro. Consta nos autos que o socialista teria tentando viabilizar a manutenção do contrato da empresa junto à Secretaria de Saúde, mediante promessa de recompensa financeira pela empresa. No entanto, o lobby não teria obtido êxito, já que os contratos da Master Petro foram rescindidos pelo governo estadual.   Durante o início do julgamento, a desembargadora substituta Hermínia Maria da Silveira Azoury, que relata o caso, vislumbrou o indícios de autoria e materialidade nos crimes. “Ocorre que se está, neste momento processual, frente a mero juízo de admissibilidade da acusação, para o que necessário, a par da demonstração do fato tido como delituoso, não mais do que indícios de autoria”, ressaltou.   Em seu voto, a desembargadora enfatizou que os indícios do crime de quadrilha ou bando estão presentes na denúncia apresentada pelo MPES; assim como, registro de falsificação de documentos consta no inquérito policial. “Da mesma forma no que tange aos crimes de corrupção passiva, tráfico de influência e corrupção ativa, verifico que a vasta documentação existente nos autos traz indícios suficientes no sentido de apontar a prática dos referidos delitos”, completou.   A magistrada rejeitou, porém, a parte da denúncia que pedia a responsabilização de Lidiney Gobbi por crimes previstos na Lei de Licitações (Lei Federal nº 8.666/93). Para ela, o crime só pode ser cometido por participante da licitação, o que não seria o caso do socialista, que alega inocência da prática de qualquer delito.   Na sessão do colegiado desta quarta, o desembargador Carlos Henrique Rios do Amaral, que havia pedido vista dos autos, votou pelo recebimento integral da denúncia. Entretanto, o desembargador Willian Silva acompanhou a relatora. 

09/04/2014 / 0 Comments
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MPF quer fim dos incentivos fiscais concedidos sem autorização do Confaz

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, opinou pela aprovação de uma súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para encerrar com a chamada “guerra fiscal”. O chefe do Ministério Público Federal (MPF) pediu a declaração de inconstitucionalidade de todos os incentivos fiscais concedidos pelos governos estaduais sem a autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A medida pode atingir em cheio a política de incentivos do governo capixaba, que chegou a ser citado como um dos estados que já tiverem benefícios declarados nulos pelo STF. No documento protocolado no último dia 31, Janot defende a aprovação do enunciado, que deverá ser adotado em futuras decisões do STF. Para o procurador-geral, todos os incentivos fiscais concedidos fora dos moldes da súmula – que obriga a autorização unânime pelo Confaz – sejam considerados inconstitucionais: “Assim, os Estados ‘concorrentes’ poderão reclamar direto ao Supremo, alegando o descumprimento do enunciado sumulado, o que será um caminho célere para afastar o incentivo inconstitucionalmente concedido, se comparado com o rito das ações de controle concentrado ajuizadas até hoje”. Atualmente, o questionamento sobre a legalidade dos incentivos é feito por meio de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins), como àquela movida pelo governo paulista contra os chamados Contratos de Competitividade (Compete-ES) para o setor atacadista capixaba, ou glosar os créditos dos contribuintes de seus territórios, ou seja, negar a possibilidade de ganhos tributários com incentivos de outros estados. Segundo Janot, essa última possibilidade “deságua em um litígio judicial que, não raro, também chega ao Supremo”, tese que reforça a necessidade de aprovação da súmula. No parecer, o procurador-geral da República afastou a possibilidade de modulação dos efeitos da decisão, o que acaba convalidando os incentivos já concedidos. Desta forma, todos os incentivos concedidos sem aprovação do Confaz antes do julgamento da proposta de súmula vinculante (PSV 69) seriam anulados da noite para o dia. Essa hipótese que é vista com temor no mercado político e empresarial. Tanto que o governador Renato Casagrande na ação contra os incentivos para o setor atacadista pediu que, caso seja declarada a inconstitucionalidade do decreto que criou o Compete-ES, os benefícios vigentes fossem mantidos. Com o parecer do procurador-geral, a possibilidade de fim da “guerra fiscal” e da extinção dos incentivos em vigor é bem elevada. No texto, Janot destaca que o Supremo já se manifestou pela inconstitucionalidade da legislação em 14 processos sobre incentivos de sete estados, entre eles, o Espírito Santo. No exemplo local, o plenário do STF anulou os efeitos da Lei estadual nº 8.366/2006, que criou um programa de incentivo fiscal para as empresas que contratassem apenados e egressos do sistema prisional. Chama atenção que no mesmo período, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) colocou em prática a maioria dos incentivos que estão em vigor até hoje, sem qualquer tipo de aprovação por lei específica e muito menos com a aprovação do Confaz. De acordo com o Regimento Interno do STF, o presidente da corte, ministro Joaquim Barbosa, vai submeter o parecer para análise da Comissão de Jurisprudência, composta pelos ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. A comissão também vai analisar as manifestações apresentadas pela sociedade civil durante o período de consulta pública, no ano de 2012. Depois, os ministros devem se pronunciar pela aprovação, revisão ou cancelamento da Proposta de Súmula Vinculante (PSV), em um prazo de 15 dias. Em seguida, o texto será submetido à votação pelo plenário do Supremo. A deliberação sobre a proposta pode ser considerada como mais um exemplo de judicialização de assuntos pertinentes ao Legislativo. No ano passado, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal discutiu a aprovação de mudanças na legislação para acabar com a “guerra fiscal” sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Na época, o ministro Gilmar Mendes teria estabelecido um prazo para os senadores definirem o assunto. No entanto, as discussões políticas pararam ao chegar ao debate sobre a flexibilização da obrigatoriedade da aprovação unânime pelo Confaz ou até mesmo a convalidação dos incentivos. 

09/04/2014 / 0 Comments
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Justiça suspende programa do PSDB por propaganda antecipada

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O desembargador Sérgio Gama concedeu na tarde desta quarta-feira (9) liminar à representação movida pelo PSB e suspendeu a veiculação das inserções do PSDB intituladas “Guerino”, alusão ao pré-candidato do partido ao governo Guerino Balestrassi. O PSB apresentou a representação depois que o programa partidário tucano foi ao ar na última segunda-feira (7).    Para os meios políticos, o conteúdo do programa foi considerado “pesado”, com ataques à gestão do governador Renato Casagrande. Os socialistas alegaram na representação, que os tucanos desvirtuaram o conceito de propagada partidária e visavam a desconstruir a imagem do governo do PSB, com “ataques, além da indevida utilização da logomarca do governo e de seu slogan usado na propaganda institucional (Crescer e com a gente). Os marqueteiros tucanos usaram o mesmo apelo para apontar que no governo de Casagrande “cresceu” a violência etc.    Como há previsão de inserções tucanas nesta quarta (9) e sexta-feira (11), os socialistas requereram a suspensão da veiculação do programa. O desembargador, após analisar o vídeo, constatou o ataque à gestão socialista com as utilização de manchetes de jornal sobre violência, tráfico de drogas, aumento de custeio da máquina pública e gasto com propaganda. Imagens acompanhadas pela locução: “nunca se gastou tanto para mostrar um Espírito Santo que não existe”.    Outra situação destacada pelo desembargador em sua decisão é a utilização de índices sociais negativos, a  afirmação de que eles “crescem”, tudo em consonância com o slogan oficial “Crescer é com a gente”. Após esses dados, afirma o desembargado, aparece Guerino Balestrassi, vice-presidente do PSDB capixaba, afirmando no vídeo que “não é só a economia que conta. Essa violência toda é resultado de uma política social deficiente. Falta sensibilidade ao governo. Falta gostar mais de gente”.    Para Gama, o objetivo da propaganda partidária foi desvirtuado. Além do desvio de finalidade, o desembargador entendeu que houve propaganda eleitoral antecipada, com o objetivo de depreciar o PSB. O desembargador, porém, permite na decisão que o PSDB substitua o material das inserções, já que pelo plano de mídia apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral, o partido ainda teria nove espaços para veicular a propaganda. Além da direção do partido, as emissoras de TV do Estado também foram notificadas sobre a decisão. 

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Suzano submete estudos ambientais de sua expansão ao Idaf

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A Companhia Suzano Papel e Celulose protocolou no Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), nessa segunda-feira (7), o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) de seu projeto de expansão, referente ao “Bloco II”, que compreende setes fazendas em Montanha, extremo norte do Estado. A empresa pretende plantar eucalipto em dois mil hectares.    Esta é mais um etapa do processo iniciado no ano passado de obtenção das licenças de instalação (LI) e operação (LO). O Idaf já aprovou o Termo de Referência do projeto, bem como dos “Blocos III e IV”, que são complementares.   Ao todo, a Suzano arrendou 14 fazendas no município, para expandir seus plantios a uma área de pelo menos 6,5 mil hectares.    A empresa anuncia a intenção de ampliar sua base florestal para seis municípios na região, inseridos quase em sua totalidade na Bacia Hidrográfica do Rio Itaúnas. Toda a produção servirá de matéria-prima para a fabricação de celulose na área industrial da empresa localizada em Mucuri, na Bahia.   As fazendas do “Bloco II” são Alvorada, Balão, Esplanada, Juazeiro, Luiz Siqueira, Oriental e São Jorge. Além de Montanha, os impactos atingirão o município capixaba de Pinheiros e Mucuri.    Já no “Bloco III” estão as fazendas Santa Fé I, Santa Fé II e Santo Antônio e, por último, no Bloco IV, as fazendas Eldorado II, Colina e Estrela do Oriental.    Embora obrigada por lei, informações disponibilizadas pelo próprio Idaf indicam que, até agora, a Suzano só realizou uma audiência pública sobre os três projetos, referente ao “Bloco IV”, em outubro do ano passado.    Na ocasião, militantes de movimentos sociais do campo e de associações de agricultores fizeram um protesto contra o caráter privado do encontro, realizado em um cerimonial de Montanha e divulgado em cima da hora, com o objetivo de impedir a participação popular.     No município, as entidades se posicionam de maneira contrária à expansão dos plantios de eucalipto, devido aos impactos sociais, econômicos e ambientais que geram à região.    Além de denunciar a contaminação do solo e da água, o desmatamento e a mecanização, que gera desemprego em larga escala, elas defendem a produção de alimentos, que preserva o meio ambiente e valoriza as famílias do campo. O próprio Rima da Suzano informa que Montanha já tem 15% de área ocupada por eucaliptos, limite máximo permitido por lei. No entanto, há uma articulação política para aumentar o índice para 25%, o que permitiria abrigar não só os projetos da Suzano como da Aracruz Celulose (Fibria), que depois de ocupar quase a totalidade dos municípios de Conceição da Barra e São Mateus, avança para o extremo norte. A empresa arrendou 17 hectares do Grupo Simão nos municípios de Montanha, Pinheiros, Ponto Belo e Mucurici. Os projetos também estão em processo de licenciamento no Idaf.

09/04/2014 / 0 Comments
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Rebelião na Unis é controlada sem intervenção da polícia

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Durante a tarde desta quarta-feira (9) teve início na Unidade de Atendimento Socioeducativo (Unis) de Cariacica uma rebelião de internos. Informações preliminares do Sindicato dos Servidores do Sistema Socioeducativo (Sinases) dão conta que os adolescentes tomaram a unidade e estão no telhado.    O sindicato ressalta que a área já está cercada e que não há risco de fuça dos adolescentes. As reivindicações dos internos, no entanto, ainda não são conhecidos.    O motim deflagrado na Unis de Cariacica foi controlado por volta das 18 horas, depois de intervenção de um grupo de agentes socioeducativos. De acordo com o presidente do Sinases, Bruno Menelli, os adolescentes souberam que o contrato temporário de cerca de 80 agentes estaria terminando nesta quarta-feira, por isso, pensaram ser fácil fugir.    No entanto, foram contidos na portaria da unidade e levados para a quadra. De lá, os adolescentes subiram para o telhado e, com o auxílio de  paus e pedras, deram início ao motim.    O Grupo de Apoio Operacional (GAO) da Polícia Militar chegou a ser acionado, mas não precisou agir. Bruno salienta que o Iases não tem condições de receber tantos adolescentes nas unidades, que estão superlotadas.  

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MPF-ES recomenda ao reitor da Ufes o corte do ponto dos servidores grevistas

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O Ministério Público Federal no Estado (MPF-ES) recomendou ao reitor da Universidade Federal do Estado (Ufes) e ao superintendente do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), o Hospital das Clínicas, Luiz Alberto Sobral Vieira Junior o corte do ponto dos servidores que estão em greve desde o dia 17 de março. Os gestores têm 48 horas para se manifestarem a respeito do cumprimento da recomendação.    Nesta quinta-feira (10), no entanto, está agendada uma reunião entre o reitor da Ufes e o superintendente do Hucam e o Sindicato dos Trabalhadores na Universidade Federal do Estado (Sintufes) em que a recomendação do corte de ponto também deve entrar em pauta.    Na última greve dos servidores, a mesma recomendação foi feita pelo MPF-ES e o reitor optou por não cortar o ponto dos servidores.    O ponto central do encontro é a cessão de servidores do Hucam para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra o hospital. A decisão veio de Brasília e não foi bem compreendida pelos servidores, que querem esclarecimentos sobre as implicações desta cessão.    A greve foi deliberada pela plenária nacional da Fasubra, no dia 09 de fevereiro, e atinge quase 50 universidades federais em todo o País.   Os trabalhadores reivindicam melhorias na carreira, reposicionamento dos aposentados, jornada ininterrupta de trabalho, cumprimento integral do acordo de greve de 2012, revogação do contrato dos hospitais universitários com a Ebserh, entre outros pontos.      

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Capixaba cassado será um dos homenageados pela Câmara

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Nesta quinta-feira (10), a Câmara dos Deputados realiza uma sessão solene para homenagear os 41 deputados federais cassados pelos Atos Institucionais 1 e 2, assinados no dia 10 de abril de 1964 pelo comando da ditadura. Entre eles está o capixaba de Alegre, no sul do Estado, Ramon de Oliveira Neto.    O Ato nº 2 da ditadura cassou os mandatos de 36 deputados, enquanto o Ato 1 cassou os direitos políticos de outros cinco, totalizando 41 deputados federais cujas representações populares foram tomadas em 10 de abril de 1964. Durante a ditadura civil-militar, 173 mandatos de deputados federais foram cassados por instrumentos arbitrários.   Neto era considerado pelos militares um dos principais líderes revolucionários da esquerda. Figurou logo na primeira lista de cassação, na companhia de João Goulart e líderes comunistas como Luiz Carlos Prestes e João Amazonas, integrando uma extensa lista. Ele era o 13º subversivo   O deputado cassado nasceu em 1926, na vila de Celina, em Alegre. Mas estudou em Minas Gerais e se formou em medicina no Rio de Janeiro, onde também conheceu a esposa Olga. A família mudou-se para Colatina, noroeste do Estado. Foi no município, que iniciou sua vida política.   A homenagem aos deputados cassados na ditadura será promovido pela Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, integrada à Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A cerimônia acontece às 11 horas, no Hall da Taquigrafia, no anexo 2.   A homenagem aos deputados federais atingidos pelos primeiros atos do regime de exceção se insere nos eventos alusivos ao Ano Nacional da Memória, Verdade e Justiça. 

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Justiça vai definir novo local de ação contra nomeação de Sérgio Borges

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O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) vai definir o novo local de tramitação do processo que pede a anulação da nomeação do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Manoel Nader Borges. Nessa terça-feira (8), os autos da ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPES) e de Contas (MPC) foram encaminhados para o setor de distribuição. A medida acontece quase dois meses após a decisão da juíza Telmelita Guimarães Alves, que declinou da competência da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual para analisar o caso. A expectativa é de que o processo (0043845-60.2013.8.08.0024) seja distribuído por sorteio para uma das duas varas da Fazenda Pública Estadual da Capital. Antes de deixar a vara anticorrupção do TJES, o conselheiro já apresentou sua defesa no processo. O ex-deputado estadual Sérgio Borges reafirmou a legalidade de sua nomeação à vaga de indicação da Assembleia Legislativa. A defesa pede a confirmação dos os procedimentos adotados pelas Mesas Diretoras da Assembleia e do Tribunal de Contas. A principal peça da defesa é o parecer do jurista Mauro Roberto Gomes de Mattos, que afastou a existência de qualquer impedimento do ex-parlamentar – condenado em ação de improbidade por órgão colegiado. Esse mesmo documento já havia sido utilizado por Borges na época da candidatura. Ele foi apresentado junto com o currículo durante o processo de eleição na Assembleia, que culminou com a indicação do então líder do governo por 16 votos. Na denúncia ajuizada em novembro passado, os representantes do MPE e do MPC pedem a nulidade do ato de nomeação de Sérgio Borges. Eles listam antigas acusações contra Borges para desqualificar a posse do novo conselheiro, como a condenação por órgão colegiado do TJES pelo recebimento indevido de diárias da Assembleia Legislativa. Atualmente, Sérgio Borges recorre da decisão nas instâncias superiores. O órgão ministerial sustenta que, além da ausência de conduta ilibada, a nomeação de Borges teria violado o Regimento Interno da corte. Os promotores alegam que a posse de novos conselheiros deve ser feita em sessão especial, convocada pelo presidente do tribunal. Eles alegam que o regimento prevê que as pautas das sessões devem ser publicadas no Diário Oficial com antecedência mínima de 48 horas, sob pena de nulidade. Os autores da ação pedem a concessão de liminar para o afastamento imediato de Sérgio Borges do cargo. Em despacho assinado no dia 19 de novembro, a juíza Telmelita Alves havia postergado a análise do pedido de antecipação de tutela para após o recebimento da contestação dos réus do processo – além de Sérgio Borges, foram citados o Estado do Espírito Santo e o próprio Tribunal de Contas. No entanto, a redistribuição do processo deve forçar uma nova apreciação do pedido.

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MPF-ES consegue que Justiça obrigue a União a fornecer medicamentos pelo SUS

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O Ministério Público Federal no Estado (MPF-ES) conseguiu na Justiça decisão que obriga a União a implantar protocolo clínico e a viabilizar imediatamente, no Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso a análogos de insulina de longa e de curta duração aos portadores de diabetes mellitus tipo 1 instável ou de difícil controle. A ação vale para todo o País e beneficia as pessoas que não obtém resultados satisfatórios com as insulinas regulares.   A diabetes mellitus é caracterizada pela deficiência total (tipo 1) ou parcial (tipo 2) da produção de insulina pelo pâncreas. Considera-se instável ou de difícil controle o quadro em que o paciente, mesmo com a terapia convencional atualmente fornecida pelo SUS, não consegue alcançar controle glicêmico ideal ou tem recorrência de episódios de hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue) – o que implica risco de danos neurológicos e déficit de rendimento e produção escolar, além da possibilidade de convulsões, necessidade de internação hospitalar, coma e até a morte. Nesses casos a terapia convencional não apresenta resultado satisfatório, já tendo ficado comprovada a eficácia dos análogos de insulina de longa e de curta duração, drogas mais modernas que ainda não constam na lista oficial de medicamentos do Ministério da Saúde.   A ação do MPF-ES partiu do fato de a União não estar cumprindo satisfatoriamente o dever de assistência adequada a esses pacientes, ao manter seu protocolo clínico desatualizado e ao se omitir em atualizá-lo, mesmo estando ciente da demanda pelos medicamentos em todo país, da eficácia no tratamento e determinando a Lei 12.401/2011 prazo para análise da incorporação de novos medicamentos na lista oficial.   “Apesar da intervenção do MPF, que expediu inúmeros ofícios, a União, por seu Ministério da Saúde, especialmente o órgão destinado a decidir pela incorporação de novas tecnologias e seus protocolos clínicos, manteve-se omissa no seu dever de analisar as provocações de atualização dos medicamentos indicados e fornecidos para a diabetes. Os ofícios de resposta retratam uma postura de alheamento, como se o problema não existisse. E há a Lei 12.401/2011 que confere prazos para essa análise. É um exemplo de demora que causa a judicialização”, explica o procurador da República André Pimentel Filho, autor da ação.   No processo, o MPF registrou que a postura do Ministério da Saúde fez com que alguns estados brasileiros – como Espírito Santo, Paraná, Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal – criassem protocolo de fornecimento de insulinas especiais mais avançado que o da própria União, que deveria ser a principal definidora desses procedimentos no SUS.   O MPF relata, ainda, que a posição do Ministério da Saúde na esfera extrajudicial, negando-se em proceder a análise das insulinas mais modernas, fez com que só restasse recorrer ao Judiciário, para que o problema seja definitiva e tempestivamente resolvido.   Sentença   A Justiça, seguindo o entendimento do MPF, julgou procedente a ação para determinar que a União viabilize o acesso aos análogos de insulina de longa duração a pacientes com diabetes mellitus tipo 1 instável ou de difícil controle, devendo para tanto implantar protocolo clínico e viabilizar o custeio e/ou a distribuição às secretarias estaduais de saúde dos medicamentos (Glargina e Detemir) para os pacientes que se enquadrem nos critérios desse protocolo clínico elaborado pelo Ministério da Saúde.    Na sentença, a juíza federal Maria Cláudia de Garcia Paula Allemand ressalta que “o benefício em foco não se destina a garantir a substituição indiscriminada das drogas atualmente usadas em todos os casos”, mas “dirige-se, exclusivamente, àqueles casos que não obtêm resultados satisfatórios com as insulinas regulares, em relação aos quais as evidências científicas já são consideráveis, e o custo-benefício é aceitável, tanto que já há estados que as fornecem”.   A juíza determinou, ainda, que a União oficie aos órgãos das secretarias estaduais de Saúde, em caráter de urgência, informando os critérios do protocolo clínico a ser implementado, para conhecimento e cumprimento. Também ressaltou que, enquanto a União não estabelecer um protocolo clínico uniforme aos estados, ela poderá adotar os critérios estabelecidos pelo Estado do Espírito Santo na Portaria nº 167-R, de 18/10/2012, ou outros que entender convenientes ao cumprimento da medida. 

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Justiça dá 72 horas para Iases transferir adolescentes da Unai

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A juíza Viviane Brito Borille, da Vara da Infância e Juventude de Vitória, expediu ordem de serviço que vale como ofício. A magistrada determinou nessa terça-feira (8) que o Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases) não aceite a entrada de adolescentes na Unidade de Atendimento Inicial (Unai), em Maruípe, Vitória, e que transfira os internos que superlotam o local para outras unidades em até 72 horas, sob pena de crime de desobediência.    A Unai, que tem capacidade para 68 internos, está com 203 adolescentes nesta quarta-feira (9). A unidade é a porta de entrada para o sistema socioeducativo, para onde os adolescentes são enviados quando apreendidos em atos infracionais. Eles deveriam permanecer no local por até 72 horas, até apresentação em juízo, para então serem reintegrados à família, ou enviados para unidades de internação provisória.    A magistrada também determinou que os adolescentes apreendidos na região norte do Estado sejam encaminhados para unidades da região, e não para a Grande Vitória.    Além do Iases, a decisão foi encaminhada outros órgãos e autoridades como a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus); o governador Renato Casagrande; o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargados Sérgio Bizzotto; à juíza coordenadora das Varas da Infância e Juventude, Janete Pantaleão; aos juízes com competência infracional no âmbito da Grande Vitória; ao procurador-geral de Justiça, Éder Pontes; e aos defensores públicos que atuam no juízo da Vara da Infância e Juventude de Vitória.    De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Socioeducativo do Estado (Sinases), Bruno Menelli, a situação atual da Unai é pior do que a vivenciada em agosto de 2013, quando a unidade chegou a abrigar 195 adolescentes. Agora, conta ele, os próprios internos recusam a entrada de mais adolescentes por conta da superlotação. “Está impossível de trabalhar. Há ratos passando pela unidade e esgoto correndo a céu aberto”, denuncia Menelli.    Ele acrescenta que o Iases ainda não iniciou nenhuma movimentação para a transferência dos internos da unidade, e que a superlotação chegou a tal ponto que uma tragédia na Unai é iminente.

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