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Renova ES se reúne para novo protocolo de intenções dia 12

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No próximo sábado (12), o bloco “Renova Espírito Santo” realizará um encontro na Câmara de Cariacica. O grupo assinará um protocolo de intenções para a eleição proporcional deste ano com a discussão dos nomes que concorrerão à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados em outubro próximo.    O bloco que conta hoje com nove partidos –  PV, PP, PRTB, PT do B, PTC, PHS, PSDC e PSL – se reunirá para formalizar a assinatura do protocolo de intenção para coligação proporcional dos pré-candidatos às vagas. As lideranças partidárias esclarecem que não se trata de uma convenção coletiva, mas de um compromisso firmado entre os partidos.    Hoje o bloco apoia a reeleição do governador Renato Casagrande (PSB). O bloco está de olho em seis cadeiras da Assembleia Legislativa e duas na Câmara. Com o reforço do PV, de Neucimar Fraga, podem conquistar esse objetivo.  O grupo deve se dividir em três pernas para a disputa estadual.   Para os integrantes do bloco e lideranças, o objetivo é fortalecer ainda mais a aliança entre os partidos. No encontro acontecerá um debate dos possíveis pré-candidatos e suas apresentações. O anfitrião do Encontro de Partidos é o vereador e presidente da Câmara de Cariacica, Marcos Bruno Bastos (PRTB), que receberá as lideranças, presidentes de partidos e pré-candidatos.   O bloco foi formado no ano passado e teve uma baixa, com a insatisfação do PRB, que foi refratário à entrada do PV no bloco. Atualmente o PRB vem conversando com o PSDB. 

04/04/2014 / 0 Comments
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Ipea corrige pesquisa e diz que 26%, e não 65%, acham que roupa justifica ataques sexuais

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) admitiu nesta sexta-feira (4) que houve erros na divulgação de resultados da pesquisa “Tolerância social à violência contra as mulheres”. Foram trocados os gráficos percentuais das perguntas “Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar” e “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.   Com a correção, constatou-se que 65,1% concordam total ou parcialmente que mulheres que são agredidas pelos parceiros, mas continuam com eles, “gostam de apanhar”. Por outro lado, 70% dos entrevistados discordam, total ou parcialmente, da afirmação de que mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas. Após a constatação do erro, o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Rafael Guerreiro Osorio, pediu exoneração.   “Vimos a público pedir desculpas e corrigir dois erros nos resultados de nossa pesquisa”, retratou-se a entidade, em nota. “Com a inversão de resultados entre as duas questões, relatamos equivocadamente, na semana passada, resultados extremos para a concordância com a segunda frase, que, justamente por seu valor inesperado, recebeu maior destaque nos meios de comunicação e motivou amplas manifestações e debates na sociedade ao longo dos últimos dias”.   A pesquisa tinha revelado anteriormente que 65,1% concordavam que mulheres que usam roupas curtas mereciam ser atacadas. O resultado gerou protestos em rede sociais e reverberou na imprensa. Homens e mulheres se posicionaram contra o suposto machismo revelado nas respostas. A frase “Eu não mereço ser estuprada” foi amplamente reproduzida na última semana.   A jornalista Nana Queiroz, criadora da frase, chegou a ser ameaçada após o início dos protestos. “Amanheci de uma noite conturbada. Acreditei na pesquisa do Ipea e experimentei na pele sua fúria. Homens me escreveram ameaçando me estuprar se me encontrassem na rua, mulheres escreveram desejando que eu fosse estuprada”, relatou Nana, em sua página em uma rede social. A presidenta Dilma Rousseff chegou a manifestar apoio à campanha e à jornalista. (ABr)

04/04/2014 / 0 Comments
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DER-ES volta a impedir participação de subsidiária da Delta em licitações

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES) voltou a proibir a participação da empresa Técnica Construções, subsidiária da Delta Construções, em licitações da autarquia. Em novos atos publicados nessa quinta e sexta-feira (3 e 4), a presidente da comissão licitante do DER-ES, Fernanda Leal Reis, anunciou a manutenção da inabilitação da empresa em duas novas concorrências para obras de pavimentação. A matriz da empreiteira carioca, que está sob recuperação judicial, foi declarada como inidônea pela Controladoria Geral da União (CGU). Segundo os avisos publicados no Diário Oficial do Estado, a manutenção das restrições à Técnica foi ratificada pela direção do DER-ES. A área técnica da autarquia sustenta a vedação com base nos editais das licitações. Pelas regras dos certames, as empresas que foram punidas por órgão ou entidade da administração pública de qualquer esfera da Federação estão proibidas de participar qualquer fase das licitações. No entendimento da autarquia, a participação da subsidiária seria uma forma de burlar a legislação, já que a Delta também está proibida de participar de licitações em todo País. As concorrências públicas (001/2014 e 02/2014) preveem a contratação de empresas para obras de terraplanagem, pavimentação e sinalização de trechos de rodovias estaduais. No primeiro, as obras serão realizadas em um trajeto de 17 quilômetros na ES-165 próximo ao município de Castelo e o segundo, na rodovia ES-379 na altura de Muniz Freire, ambos na região sul do Estado. Ao todo, os dois contratos em disputa podem chegar a R$ 115,46 milhões. Na última semana, a empresa recorreu à Justiça estadual para continuar participando de licitações no DER-ES. A juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Marianne Judice de Mattos, determinou a suspensão liminar de duas licitações que haviam sido vencidas pela “filial” da Delta. A defesa da subsidiária alegou que a decisão da CGU foi suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), assim como os efeitos da declaração da inidoneidade da empresa pelo Estado do Rio de Janeiro também foram suspensos pela Justiça. Nas decisões prolatadas nessa segunda-feira (31), a juíza Marianne Judice considerou como “prova inequívoca” a suspensão da restrição feita pela CGU após denúncias de fraudes em licitações da Delta: “O que leva a inevitável conclusão de que a suspensão que serviu de fundamento para a decisão da Procuradoria do Estado do Rio de Janeiro implica na suspensão desta. Considerando indiscutível o periculum in mora (perigo na demora) tenho por bem deferir, a antecipação de tutela para determinar a abertura das propostas da autora nos certames e, em se saindo a mesma vencedora, os atos sejam suspensos até ulterior deliberação deste juízo”. A Técnica apresentou a melhor proposta econômica nas concorrências (050/2013 e 060/2013), que prevê a realização dos serviços de pavimentação em dois trechos da rodovia ES-388 – da ES-060 (Barra do Jucu) até Morada da Barra, em Vila Velha; e no trecho rural entre Xuri e Amarelos, na divisa dos municípios de Vila Velha e Guarapari. Somente esses dois contratos podem render, no mínimo, R$ 59,89 milhões. A subsidiária da empreiteira carioca foi impedida em dezembro do ano passado de firmar contrato com órgãos e entidade do Governo Federal. A medida foi uma extensão da sanção imposta à matriz, em julho do ano anterior. Na época, a empreiteira carioca estava sendo investigada pela participação em um esquema de pagamento de propina para agentes políticos. Hoje, a empresa é alvo de investigações pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e responde à ação de improbidade na Justiça capixaba.

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Governo abre edital para contratar sistema público de aluguel de bikes

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A Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas (Setop) abriu a licitação para a implantação, operação e manutenção do sistema de Bicicletas Públicas compartilhadas na Região Metropolitana. A abertura das propostas acontece dia 8 de maio. O documento foi publicado na edição desta sexta-feira (4) do Diário Oficial.   O primeiro passo da implantação do projeto de aluguel de bicicletas foi no final de janeiro, quando ocorreu uma reunião entre ciclistas, representantes da Setop e do Instituto Jones dos Santos Neves (IJNS), no prédio do instituto. Na ocasião foi debatida a implantação de cliclorrotas na Região Metropolitana da Grande Vitória com vistas ao projeto de aluguel de bicicletas. As ciclorrotas vêm redimir a precária infraestrutura cicloviária da região.   A contratação do sistema integra o Programa Cicloviário Metropolitano do Governo do Estado, que ainda possui ações para implantação de infraestrutura cicloviária, como a implantação de bicicletários nos Terminais do Transcol, no Aquaviário e nos Portais e Estações do BRT.   Serão 70 estações com 10 bicicletas cada. Ainda não foram definidos os locais, ação que se dará em conjunto com as prefeituras. A Setop divulgou que serão 24 estações em Vitória, 18 em Vila Velha, 15 na Serra, 8 em Cariacica e 5 em Viana.   O usuário do Transcol pagará um taxa anual de R$ 10 para utilizar o serviço. Já os demais, podem optar pelo cadastro, pagando uma taxa de R$ 10/mês, ou ainda utilizar o serviço de maneira avulsa no valor de R$ 5/dia.   As estações de compartilhamento serão compostas de material resistente eanticorrosivo com durabilidade compatível ao uso urbano e à vida útil do projeto; mecanismos de autoatendimento liberando as bikes por meio de telefone celular e cartão “Smart Card”; mecanismo de travamento das bikes evitando o extravio ou utilização não autorizada; totem com identificação da Estação, mapa de localização das Estações; sistema de alimentação por energia solar.

04/04/2014 / 0 Comments
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Fotógrafo promove bazar na internet para recuperar equipamento roubado

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  Conhecido por registrar belas imagens da Grande Vitória, o fotógrafo Yuri Barichivich teve todo o seu equipamento de trabalho roubado durante uma viagem para o Chile. O prejuízo é estimado em R$ 15 mil. Furtaram 3 lentes nikons variadas, uma Nikon D600 e um conjunto de filtros para fotografia, “essa na verdade foi a maior perda, visto que esses são caros e só se compra em duas lojas nos Estados Unidos”, diz Yuri.   Para recomeçar, Yuri resolveu criar um Web Bazar para vender suas fotos. Todas as imagens estão disponíveis na página do fotógrafo www.facebook.com/ yuribarichivich e estão sendo vendidas a R$ 50,00. Os interessados devem enviar um email para yuri@yuribarichivich.com.br com a imagem desejada e a pessoa irá receber a foto digital para ser impressa em qualquer formato que desejar.   O fotógrafo também diz que as vendas serão na base da solidariedade, ele não pedirá comprovante e nem que seja pago o preço sugerido, quem quiser ajudar pode pagar o valor que puder. “Todos os colaboradores, mesmo sem garantia, irão ganhar um pouco de mim, um pouco do meu trabalho. É uma permuta de fé e confiança para tentar usar aquilo que eu fiz – e vou continuar fazendo – como forma de restituir parte do material que me foi furtado”, diz.    Yuri trabalha para a Prefeitura de Vitória, para a Folha de São Paulo e para a revista VICE Brasil e possui belas fotos de paisagens naturais e urbanas. Para o Bazar ele separou alguns registros que fez na Grande Vitória. A ideia do Bazar online surgiu a partir de um exemplo de financiamento coletivo que um americano fez no Instagram, vendendo suas imagens a qualquer um que se interessasse por um valor baixo.      O Bazar já vendeu quase 50 imagens ao todo, e ainda com algumas encomendas que ainda não se realizaram. Para Yuri, o envolvimento das pessoas com a ação o surpreendeu. Sua fan page já passou de mais de 40 mil visualizações e teve 3.000 compartilhamentos ao todo. “Isso é impressionante, tem sido puro amor. Não há forma de agradecer a força que as pessoas estão dando, mesmo”.    Ele também comenta que está pensando em outras formas para recuperar seu equipamento fotográfico, como exposições e workshops para aulas. Existem ideias para ser postas em prática, mas ainda não há nada muito concreto devido ao investimento inicial que uma exposição toma. Por enquanto, ele só tem a agradecer ao sucesso do Web Bazar, que se deve à bondade e à  coletividade.

04/04/2014 / 0 Comments
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Hartung nega lançamento de candidatura ao governo no dia 15

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  O ex-governador Paulo Hartung publicou uma nota em seu blog sobre a notícia publicada no jornal A Tribuna desta sexta-feira (4). A reportagem afirma que ele lançaria sua candidatura ao governo do Estado no próximo dia 15. Mesmo com aspas na matéria, o ex-governador afirma que a notícia não é verdadeira.    Esta é a primeira vez que o ex-governador se posiciona sobre as muitas movimentações eleitorais que vem acontecendo nos últimos dias. Na verdade, a nota é assinada pela assessoria do ex-governador, que garante que o governador não concedeu entrevista.    A assessoria afirma ainda que negou várias vezes a informação de que ele teria um posicionamento já definido sobre lançar-se ou não candidato a qualquer dos cargos eleitorais. Mesmo não participando dos últimos encontros da executiva do partido, com a bancada dos peemedebistas na Assembleia, o ex-governador, segundo a nota, vai tomar sua decisão “coletivamente, junto às lideranças do PMDB, e ainda está em debate”.   A assessoria de Hartung garante que não existe uma data pré-definida para o anúncio, mas destaca que o partido estabeleceu até o dia 30 de abril para que seus líderes enviem manifestações sobre candidaturas.   Na fala do ex-governador na nota, Hartung reafirma que não definiu seu posicionamento eleitoral e aproveita para alfinetar o atual governo, ao afirmar que como economista vem debatendo os problemas que afetam o desenvolvimento do Estado hoje.    “Neste momento não existe definição sobre candidatura e muito menos data de anúncio. Decidida a questão internamente, a sociedade será imediatamente comunicada. Tenho discutido com lideranças a tese do PMDB ter candidatura própria para enfrentar os desafios e os gargalos que hoje prejudicam o desenvolvimento do ES”, disse o ex-governador na nota.

04/04/2014 / 0 Comments
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STF derruba liminar e mantém rejeição das contas do prefeito de Piúma

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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou uma decisão liminar para manter a rejeição das contas do prefeito de Piúma (litoral sul do Estado), Samuel Zuqui (PSB). Em junho de 2012, a corte havia suspendido os efeitos de cinco acórdãos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que condenaram o socialista ao pagamento de multa por atos irregulares. O prefeito, que já comandou o município em outras três ocasiões, questiona a validade da punição pela corte de Contas sem a apreciação da Câmara de Vereadores local. Na nova decisão, o ministro levou em consideração a jurisprudência do Supremo, que impede a possibilidade de suspensão liminar das multas antes do julgamento definitivo da reclamação (Rcl 13960) movida pelo prefeito. Celso de Mello optou pela suspensão cautelar dos efeitos da liminar até o julgamento final do processo. A decisão foi prolatada no último dia 28 de fevereiro, mas só foi comunicada ao Ministério Público Especial de Contas nessa terça-feira (1). Nos autos do processo, a defesa de Samuel Zuqui afirma que, no decorrer das gestões (nos períodos de 1989/1992, 1997/2000 e 2001/2004), apresentou suas prestações de contas regularmente ao TCE para análise prévia e posterior encaminhamento à Câmara de Vereadores. No entanto, o tribunal teria agido ao “arrepio da legislação” no julgamento direto das contas, com a imposição de multas. Nos cinco processos, ele foi multado em 7.500 VRTE (Valor de Referência do Tesouro Estadual), além do ressarcimento de 34 mil VRTE. “A apreciação das contas prestadas pelo chefe do Poder Executivo – que é a expressão visível da unidade institucional desse órgão da soberania do Estado – constitui prerrogativa intransferível do Legislativo, que não pode ser substituído pelo Tribunal de Contas, no desempenho dessa magna competência, que possui extração nitidamente constitucional”, afirmou o ministro Celso de Mello na época da concessão da liminar. De acordo com informações do STF, a defesa do prefeito já apresentou um recurso contra a nova decisão. Os autos dos processos estão conclusos com o relator desde o último dia 24.

04/04/2014 / 0 Comments
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Iases vai contratar entidade para desenvolvimento de atividades para internos da Unaed

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O Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases) publicou instrução de serviço no Diário Oficial desta sexta-feira (4) compondo uma comissão responsável por elaborar Termo de Referência e o Edital de Convocação Pública para seleção de entidade para o desenvolvimento de atividades de apoio aos portadores de necessidades especiais abrigados na Unidade de Atendimento ao Deficiente (Unaed).    A medida atende às indicações feitas pela da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEADH) e Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). De acordo com a legislação estadual de 2004, a Unaed está provisoriamente mantida na estrutura do Iases até que seja desvinculada da autarquia. No entanto, dez anos depois, a unidade continua no Iases.    A Defensoria Pública do Estado ingressou com ação civil pública contra o Estado e o Iases e obteve decisão liminar determinando que o Estado transfira os 20 internos da unidade para algumas das cinco residências terapêuticas inclusivas geridas por entidades não-governamentais, tendo em vista as péssimas condições da Uaned.   Na ação, há vasta prova documental, incluindo o Procedimento de Apuração de Violação de Direitos Humanos (PAVDH), que comprova a alegação de irregularidades.    Durante inspeção realizada na unidade, os defensores comprovaram as condições precárias cujos internos estão submetidos. O relatório que subsidiou a ação relata que a estrutura do local é precária, tomada por mofo e infiltração. O local é inapropriado para receber pessoas e a situação perdura desde 2009, quando os órgãos que fiscalizam o local passaram a acompanhar a unidade, como conselhos profissionais, Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) e Ordem dos Advogados do Brasil seccional Espírito Santo (OAB-ES). Além da estrutura precária, na Unaed faltam funcionários especializados.       A unidade atende portadores de necessidades especiais, mentais e físicas, encaminhados por juízes de todo o Estado para acolhimento e tratamento. estes internos não cometeram atos infracionais, mas, ainda assim, estão em unidade de autarquia que lida com o tema, e não sob os cuidados da Sesa. 

04/04/2014 / 0 Comments
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PL sobre qualidade do ar será protocolado na Câmara de Vitória na próxima terça-feira

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O projeto de lei municipal resultado de 15 meses de discussões no Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) Respira Vitória será protocolado na próxima terça-feira (8), na Câmara de Vitória (CMV), segundo comunicou o vereador Serjão Magalhães (PSB), em reunião nessa quinta-feira (3). Os membros do grupo terão até a próxima segunda-feira (7) para revisar e sugerir mudanças no texto original que, segundo o vereador, corresponde ao relatório final integral do GTI. Simultaneamente ao envio à CMV, o PL também será encaminhado ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema). O representante da Federação das Associações e Movimentos Populares do Espírito Santo (Famopes), Eraylton Moreschi Junior, requereu que as possíveis emendas dos demais vereadores passem, antes de sua aprovação, pela Câmara Técnica do Comdema. Serjão informou que o projeto deve passar pelas comissões de Constituição e Justiça, Finanças, Meio Ambiente e Saúde antes de seguir à votação do plenário. Com a saída do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), que sancionou o Decreto Estadual n° 3463, estabelecendo padrões para a qualidade do ar no Estado, assumiu a coordenadoria do grupo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Vitória (Semmam). Entretanto, a Semmam enviou um documento justificando ausência já na primeira semana em que deveria presidir a reunião, função que ficou a cargo do representante da CMV, o vereador Serjão. Também foram aprovadas as inserções de demais entidades, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), o Conselho Regional de Medicina (CRM), a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES) e o Conselho de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-ES). A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), frequentemente ausente nas discussões, deverá ser convocada a manifestar o interesse pelo grupo. Caso não haja, o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) será convidado. Conforme solicitação da OAB, a participação da Faculdade de Direito de Vitória, que possui núcleos de estudos direcionados ao direito ambiental, também deverá ser discutida em reuniões posteriores. Parecer Na reunião, o assessor técnico da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, Élio de Castro Paulino, afirmou que segundo o resultado da consulta online ao parecer da Procuradoria Geral do Município (PGM), sobre a competência do GTI estabelecer os padrões para a poluição atmosférica em Vitória, o procurador geral Frederico Martins de Figueiredo de Paiva Britto ainda não assinou o documento. Por conta disso, o grupo continuará aguardando o envio do parecer assinado por ele. Moreschi afirmou que a procuradora Flávia Marchezini já havia lhe garantido que o documento é público, uma vez que já foi assinado pelo procurador geral. Entretanto, o sistema online ainda não registrou a assinatura. O Parecer n° 351/2014 da PGM já foi assinado pela procuradora Flávia Marchezini, atestando que o município de Vitória pode legislar sobre poluição atmosférica, inclusive editando normas de caráter ainda mais protetivo em relação às legislações estadual e federal.   Para a procuradora, o Decreto Estadual nº 3463-R, de 16 de dezembro de 2013, que rege sobre a qualidade do ar no Estado, tornou o procedimento, por parte da prefeitura, ainda mais fácil, “bastando ao município suprir suas lacunas (competência supletiva) e/ou detalhar a legislação (competência complementar)”. Marchezini lembra, também, que o decreto não define prazos claros e, para a Procuradoria, pareceu estabelecer padrões, metas e prazos aquém daqueles estabelecidos pelo GTI, além de se ausentar da questão da da poeira sedimentável. Questões que, destaca, podem ser resolvidas pela legislação municipal.   A procuradora também lembra, em seu parecer, que embora os municípios não possam legislar em desacordo às normas federais e estaduais, podem torná-las mais protetivas, bem como “estabelecer normas e padrões mais rígidos de qualidade ambiental”. Em seguida, afirma que, desde que estabelecendo normas mais protetivas do que as legislações federal e estadual, e mesmo sendo afetada por fatores extraterritoriais, o município pode, sim, definir seus próprios padrões de qualidade do ar Legislação De acordo com o relatório final do GTI Respira Vitória, os poluentes que possuem regulamentação internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) seguiram essa regra. Outros, como as Partículas Sedimentáveis (PS), que não possuem tal padrão como base, foram objeto de comum acordo. Após muita discussão, os membros do GTI decidiram que o padrão das PS para aplicação imediata após a sanção da lei será de 14 g/m²/mês, com padrões intermediários e final de todas as estações de monitoramento passíveis de mudanças somente um ano após a entrada em vigor da lei.   Os poluentes que deverão estar dentro dos padrões internacionais para a qualidade do ar, assim que a lei entrar em vigor, são o monóxido de carbono (CO), que deverá ser de nove Partículas Por Milhão (ppm), num período de oito horas e de 31 ppm para a média horária; dióxido de nitrogênio (NO2), que deverá ser de 200 microgramas por metro cúbico, em uma hora e de 40 microgramas por metro cúbico anual; e ozônio (O3), que deverá ser de 100 microgramas por metro cúbico, a cada oito horas.   Já os outros terão metas progressivas para, em nove anos, ser alcançado o estabelecido pela OMS. O dióxido de enxofre (SO2), gás muito emitido pela ArcelorMittal, que causa doenças se associado à hemoglobina e no qual Vitória é campeã em concentração, não terá metas anuais, porque essas não são estabelecidas pela OMS. Assim, as metas para 24 horas começam aos 60 microgramas por metro cúbico, média para aplicação imediata a partir da entrada em vigor da lei, e terminam no padrão internacional, de 20 microgramas por metro cúbico. O padrão OMS deverá ser atingido nove anos depois da validação da lei, com metas intermediárias progressivas.   Para as PM 10, o material particulado inalável, as metas anuais começarão em 35 microgramas por metro cúbico e terminarão no padrão da OMS, de 20 microgramas por metro cúbico. A média dessas partículas nos 13 anos de análises em Vitória foi de 27 microgramas por metro cúbico, a máxima foi em 2010, com 32 microgramas por metro cúbico, e a mínima em 2005, com 23 microgramas por metro cúbico. Já

04/04/2014 / 0 Comments
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Advogado-geral da União opina pelo fim de incentivos fiscais para empresas atacadistas

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A manutenção dos incentivos fiscais concedidos pelo governo estadual a empresas do setor atacadista está cada vez ameaçada. No último dia 28, o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, opinou pela inconstitucionalidade do decreto do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) que instituiu os benefícios através dos Contratos de Competitividade (Compete-ES). O parecer representa um duro golpe à permanência dos incentivos, que está sendo questionada pelo governo paulista no Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, o chefe da Advocacia Geral da União (AGU) justifica a decretação dos atuais incentivos com base em quatro argumentos principais: os dois primeiros são “velhos” conhecidos, como a falta de lei específica para a concessão da vantagem e a inexistência de prévia autorização por parte do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), colegiado dos 27 secretários estaduais de Fazenda que teria de homologar o incentivo. As inovações no parecer ficam por conta das críticas ao Instituto Sincades, fundo cultural criado como forma de “contrapartida” pelos benefícios, além da invasão a competência reservada ao Senado Federal para dispor sobre a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais. Todos esses argumentos, segundo Luiz Adams, impõem o reconhecimento da inconstitucionalidade dos incentivos fiscais ao setor atacadista capixaba. Sobre a existência do fundo cultural privado, tratado como “mimo sindical” da Era Hartung pelo jornalista Elio Gaspari em artigo publicado, o advogado-geral ressaltou que o STF vedou o direcionamento de receitas do imposto. Neste caso, o repasse de 10% para o fundo cultural, que acabou direcionando os recursos gastos na área. “Como se nota, o entendimento [contrário] é plenamente aplicável à espécie, uma vez que a norma impugnada, embora de modo oblíquo (torto), vincula a fruição (utilização) do benefício fiscal de ICMS a determinada despesa, qual seja, o fomento de atividades sociais ou culturais, em afronta ao Texto Constitucional”, afirmou. Ao longo do texto, Luiz Adams também cita outras decisões do próprio Supremo, que referendam a tese de ilegalidade dos benefícios às empresas associadas ao Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor (Sincades). Segundo dados do governo estadual, mais de 600 empresas aderiram ao benefício, que provoca uma renúncia fiscal próxima a R$ 700 milhões por ano. Deste total, cerca de R$ 70 milhões é repassado para o fundo, que não é alvo de qualquer tipo de fiscalização estatal. O parecer do chefe da AGU já foi encaminhado para o gabinete do ministro Gilmar Mendes, que é o relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4935). No processo, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pede a suspensão imediata dos incentivos capixabas sob alegação de que eles causam prejuízos aos demais estados. Antes do exame do pedido de liminar, o relator vai ouvir o parecer da Procuradoria Geral da República. O procurador-geral Rodrigo Janot tem o prazo de cinco dias, que vence na próxima semana, para opinar sobre a demanda. No último dia 18, o atual governador Renato Casagrande também se manifestou no processo. O socialista defendeu a legalidade dos incentivos fiscais concedidos ao setor atacadista. Além de argumentos jurídicos – que desconsideram as exigências previstas na Constituição –, o governador apelou para o discurso de eventuais perdas de empresas e arrecadação com uma possível evasão das empresas, no caso do fim das vantagens. Casagrande relembrou até o histórico de perdas e a falta de infraestrutura do Estado para justificar a manutenção dos atuais incentivos, caso seja declarada a inconstitucionalidade do decreto do antecessor. Nos autos do processo, o governador paulista alega que o benefício causa lesão aos cofres dos outros estados, já que as empresas atacadistas capixabas recolhem apenas 1% de tributo em operações interestaduais, mas tiram a nota fiscal com a alíquota normal. Alckmin explica que as empresas compradoras das mercadorias apresentam essa nota ao Fisco dos seus estados para exigir a compensação sobre o crédito de 12%, lesando o erário em 11% do imposto devido. Na ADI, o governador paulista classifica essa diferença nas alíquotas do imposto como uma “odiosa discriminação tributária” em relação ao índice cobrado nos demais estados. “O estorno de débito do imposto veiculado pelos dispositivos ora atacados causa insegurança jurídica na medida em que contribuintes de ICMS outros estados, poderão efetiva e concretamente migrar para o Estado do Espírito Santo, introduzidos por políticas tributárias que operam contra os princípios conducentes à superação das desigualdades regionais”, critica Alckmin. Os benefícios do Compete-ES também são questionados em ações que tramitam na Justiça estadual e no Tribunal de Contas local. Tanto o incentivo, quanto os repasses para o Instituto Sincades, chegaram a ser suspensos pelo juízo da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual, porém, eles continuam em vigor devido a concessão de efeito suspensivo pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES).

04/04/2014 / 0 Comments
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